sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Sem TV em meio às olimpíadas

Sou quase maníaca com esportes. Na verdade, nem sou mais, mas passei boa parte da vida sendo. Daquelas que, num longíquo 1996, quando teve TV a cabo pela primeira vez em casa, ficava grudada no SporTV sempre que possível. E acompanhava vôlei, tênis, futebol, hipismo, curling, golfe, badminton, luta olímpica, ginástica artística e rítmica... e o que mais aparecesse pela frente.

Mas aí veio a vida enchendo de atividades aquele momentos anteriores de ócio e fui ficando mais distante da TV. Até que fui morar sozinha. Duas coisas que eu não queria ter em casa eram sofá e televisão. Resisti enquanto pude, até que a vovó resolveu ir me visitar, e ela não vivia sem TV. Também, seria muito ruim pra ela ficar por lá sentada nos meus pufs. Daí, toca a ter TV e sofá em casa. O aparelho estava lá, mas só era usado quando a vovó aparecia.

Um tempo depois, acabei me mudando para Ouro Preto e vim morar com a vovó. Que assistia TV como se não houvesse amanhã. Além dela, tinha Tia Ylza, que também era doidinha com TV. Enfim, depois que a vovó foi hospitalizada, não liguei mais a TV em casa. Aliás, me desfiz de coisas. De antena externa pra TV aberta e de TV a cabo por satélite. Só deixava ligada a da agência e, assim mesmo, só pela manhã (porque ver Ana Maria Braga sendo atropelada, ao vivo, por um carro sem motorista, preenche aquele vazio matinal).

Mas tem Olimpíadas, né?

Quem, maníaca por esportes, iria passar sem ver as olimpíadas? Lembrei que só tem TV na agência porque eu quis ver a copa de 2006. Então, problema resolvido: durante o expediente a TV fica ligada onde tem esporte rolando. Mas em casa... só no streaming. E a internet aqui em OP é uma coisa a ser estudada.. Desistimos do cabo porque há sérias restrições, por ser uma cidade tombada. Apelamos pro rádio, mas como aqui é muito montanhoso e muito úmido, está sempre instável. Como é o que temos, vamos com ela. Os delays estão, em média, em torno de 2 minutos. Mesmo assim, dá pra acompanhar os movimentos. Consegui ver ginástica, hipismo, futebol, handball, canoagem, vela, basquete. Que lindo isso!

Aproveito pra registrar que o pior narrador do mundo é o Alex Escobar, da Globo. Ele narrou todos os jogos de handball que vi, na agência. Como estava trabalhando, só escutava. Daí que era um tal de "Brasil, Brasil, gol do Brasil". Em todos os jogos, achei que a seleção estava arrasando. Mas qual! Ele se calava quando o outro time fazia gol. Vi os times do Brasil ganhando no handball, mas vi perderem também, enquanto ele "narrava" apenas ufanismo. Narrativa de esporte tem que ser emotiva, claro, mas não é assim não! Se fosse, a gente não teria tão fresco na memória os "gooooool da Alemanha" da Copa de 2014!

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Livro: Lagarta vira pupa



Volta e meia, indico aqui algum texto do Lagarta Vira Pupa, blog da minha amiga Andréa Werner sobre o autismo, sempre com informações importantes e com o dia a dia do filho dela, o Theo. A Déa vem, há alguns anos, e muito gentilmente, compartilhando suas pesquisas sobre o tema, tentando fazer a vida do Theo ser melhor, cultivando empatia e dicas preciosas para que haja mais respeito e inclusão.

A experiência (e o texto, sempre perfeito) levou a Déa a escrever o livro Lagarta Vira Pupa - A vida e os aprendizados ao lado de um lindo garotinho autista. Sem editora, usou o crowdfunding. Colaborei e recebi o livro aqui em casa, com essa dedicatória linda que lembra os quatro anos em que dividimos os bancos da PUC, fazendo trabalhos, estágios projetos e TCC juntas (e com mais uma galera muito bacana, de quem vivo com saudade).

No livro, Déa selecionou alguns texto do blog e incluiu outros. Mas trouxe toda aquela emoção que permeia toda a sua história, do nascimento do Theo à descoberta do autismo, do luto, da luta, da chegada da Lola (a golden retriever que é a melhor amiga do Theo e a nova filha da família. Uma das principais características do livro (e do blog também) é mostrar que o luto existe, mas não é desejável se levar por ele. É preciso fazer com que a vida seja boa para ser vivida. E a Déa tem feito muito para que o Theo viva bem, se comunique com as pessoas e possa viver sendo respeitado em sua individualidade.

Como ela mesmo diz, a vida é escrita a caneta, sem possibilidade de rascunho, sem que haja revisão. "Os sonhos, ao contrário, são escritos a lápis: podem ser revisados e reescritos quantas vezes forem necessárias". E o sonho pode ser uma sociedade que não veja a deficiência como algo a ser combatido e extirpado. "Em um mundo obcecado pela perfeição, ser uma criança com deficiência é quase um ato de rebeldia". E é verdade.

Um dos capítulos mais importantes do livro é o 29: 5 dicas para criar filhos + abertos à diversidade. Porque só assim teremos um mundo mais aberto à pluralidade, mais empático, com menos racismo, homofobia, sexismo, segregação. Theo veio transformar a Déa em uma pessoa mais aberta. Veio também para fazer o mesmo com muitas pessoas - eu inclusa. Theozão está fazendo muita gente mudar, perceber um mundo novo. E isso é lindo!

Déa mora na Suécia, com o marido, o Theo e a Lola. Veio ao Brasil para, entre outros compromissos, lançar o livro. Foi na noite anterior à minha qualificação no mestrado. Mesmo assim, fui a BH só para encontrar a Déa e, se fosse possível, com outros colegas de faculdade. Como fui cedo, acabei encontrando só a Mel (a Lu e a Vanessa apareceram depois), e com a Tania, que é irmã de um amigo e foi no lançamento para buscar o livro e para conhecer a Déa.




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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


terça-feira, 23 de agosto de 2016

Citações # 166

De A elegância do ouriço:



Viver, morrer: são apenas consequências daquilo que se construiu. O que conta é construir bem. Então, pois é, me impus mais uma obrigação. Vou parar de desfazer, de desconstruir, vou começar a construir. 


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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


segunda-feira, 22 de agosto de 2016

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #127

1 - O futuro sombrio do ensino superior federal
Do Verlaine Freitas. Todas as manifestações populares que vi de 2013 pra cá falavam em "mais educação", sem especificar como seria isso. Educação só é boa com investimento, e os que defendem que o governo não deve investir no mercado esquecem que a educação faz parte desse mercado. Ao mesmo tempo, defendem, também, que o governo invista em educação de qualidade. Mas aí o mundo gira, a lusitana roda, temos um governo interino ilegítimo que faz um corte absurdo na educação superior. Cadê as panelas batendo? Cadê todos aqueles indignados pedindo mais educação nas manifestações? Estão satisfeitos agora?

2 - Cármen Lúcia não quer ser presidenta
Do José de Souza Castro, no blog da Kika Castro. Se a Cármen Lúcia é amante da língua portuguesa, devia saber que "presidenta" é aceita na língua portuguesa desde o fim do século XIX. Não usar pode até ser opcional. Nunca gostei de chamar Dilma de presidenta, tal qual o José de Souza Castro. E é justamente por isso que só chamarei Cármen Lúcia de presidenta.

3 - Sim
Da Primeira Fonte. Sobre lucidez. O texto me fez lembrar muito da vovó, que ficou lúcida, aos 96 anos, até um AVC tirar dela essa qualidade. Ela rezada, sempre para não perder a lucidez, tal qual seu pai. Ele morreu aos 90, também lúcido.

4 - Navegando
Da Tucha, sobre o luto. Ela perdeu uma filha e conta um pouco, no texto, como é viver após esse tipo de perda. É um relato muito intenso.

5 - 15 de agosto de 16
Do BHY, sobre os pais que não mereciam, não precisavam ser pais. Super me identifiquei.

6 - O que você acha que precisa fazer X o que você quer fazer
Do Gustavo Tanaka. Um texto interessante pra pensar nas prioridades da vida. Não concordo com tudo o que ele diz, mas dá pra suscitar algumas coisas para avaliar caminhos.


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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


domingo, 21 de agosto de 2016

Marmota



(Daqui)
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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Livro: As crônicas de gelo e fogo: A tormenta de espadas



(Ando super atrasada em postar aqui as minhas leituras. O culpado é única e exclusivamente o mestrado, sugando minhas energias por todos os lados. Vamos superar isso um dia? Jamais saberemos).

Daí que o terceiro livro de As crônicas de gelo e fogo assusta pelo tamanho. É o maior dos cinco, e cheio de emoções. Antes do prólogo, o autor explica que a cronologia da saga é diferente: há capítulos que cobrem apenas uma hora, outros um dia, um mês, até um ano. Então, fica um pouco complicado colocar tudo em ordem cronológica. Mas quem se importa? Eu não. Só me importo que a história é envolvente, muito bem escrita, sem furos.

A história começa com acontecimentos do reino de Westeros que se sobrepõem aos que rolaram no livro anterior, durante a Batalha da Água Negra. Mais para o meio do volume, já tempos histórias posteriores, com o destino de parte dos personagens que lutaram naquela batalha.

O reino ainda está em guerra, com Joffrey Baratheon, Stannis Baratheon, Robb Stark e Balon Greyjoy se intitulando reis, cada um a seu modo, cada um com sua batalha. Joffrey é o mais odioso, e vai passar por momentos muito interessantes aqui. Alguns eles, claro, exalando sua crueldade. Stannis, após perder a Batalha da Água Negra, está juntando forças para se reestruturar, criar sua nova estratégia e voltar à disputa. Robb Stark, o jovem lobo, acabou sucumbindo aos encantos de uma jovem nobre e precisou se casar às pressas com ela. Seu acordo de casamento, que fazia parte da estratégia de guerra, foi quebrado, e um novo casamento precisou ser marcado às pressas, entre a sua antiga noiva e seu tio Edmure Tully. Balon Greyjoy continua com seus delírios de grandeza, mas é quase esquecido pelos outros guerreiros.

Falando em casamentos, há quatro importantes no livro. Um deles (que não vou dizer de quem) é conhecido como "O Casamento Vermelho", um assombro que fez muitos leitores ficar de boca aberta. E para quem só assistiu a série de TV, o espanto foi o mesmo.

Aliás, é o melhor livro da saga, pra mim. São muitas reviravoltas na história, muitos personagens que trazem novos rumos, tem o amadurecimento forçado das crianças, o início da "redenção" de Jaime Lannister, o sofrimento de Tyron, as emoções da Muralha... são muitas coisas que tiram o fôlego. Em especial, o epílogo, com a reaparição de uma personagem, de forma cheia de espanto.

Recomendadíssimo!


Já lido:
As crônicas de gelo e fogo: Guerra dos tronos

As crônicas de gelo e fogo: Fúria de reis

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


terça-feira, 16 de agosto de 2016

Citações #165

De A elegância do ouriço:


Na verdade, quanto a luta contra a agressividade do primata se apodera dessas armas prodigiosas que são os livros e as palavras, o negócio é fácil, e foi assim que me tornei uma alma educada, que extraía dos sinais escritos a forma de resistir à própria natureza. 


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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #126

1 - Deixa eu chorar até cansar
Da Fernanda Castro. Pôxa, Vander Lee, um dos meus cantores favoritos, morreu. De infarto, numa situação horrível. E deixou um monte de fãs mineiros (com aquela intimidade que a Fernanda descreve) cheios de saudade.

2 - O motoboy da treta
Da Marcela Zaidan. Conheço muita, mas muita gente assim. Fujo delas. Aliás, tenho uma história sobre isso pra contar, mas acho que vai demorar até elaborar direito a questão.

3 - Prepare seu coração
Da Luciana Nepomuceno. Sobre a abertura das olimpíadas, que não vi porque fiz uma opção de não ter TV em casa. Nem aberta, nem fechada. O aparelho de TV que tenho aqui está ligado no PlayStation, mas sua única função é "passar" Netflix. O texto chama a atenção para alguns temas de esquerda trabalhados na abertura. Não vi, mas fiquei feliz :-)

4 - Governo vai fazer bancas para definir quem é negro
Do Sakamoto. O texto e a situação me levam a ficar sem palavras.

5 - Trilhas sonoras que amo
Da Letícia Cardoso. Com trilhas muito bacanas. E me deu vontade de fazer a minha lista. Em breve, em breve...

6 - Pra você que não gosta de Pokémon Go
Da Cheshire Cat. Com alguns pontos interessantes sobre o Pokémon Go, que invadiu o Brasil há algumas semanas e está fazendo muita gente andar por aí capturando bichinhos. Não tenho opinião formada. Só aquele medo do uso dos dados, né?


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domingo, 14 de agosto de 2016

Fuga



Daqui.

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terça-feira, 9 de agosto de 2016

Citações #164

De A elegância do ouriço:


Não é difícil adivinhar: todas essas coisas que passam, que deixamos de ter por um triz e que são perdidas para a eternidade... Todas essas palavras que deveríamos ter dito, esses gestos que deveríamos ter feito, esses, kairós fulgurantes, que um dia surgiram, que não soubemos aproveitar e se afundaram para sempre no nada... O fracasso por um triz... 


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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...