terça-feira, 23 de maio de 2017

Citações #205

De As aventuras de Pi:


Concluí que tinha enlouquecido. É triste, mas é verdade. A infelicidade adora companhia, e a loucura atende prontamente a esse desejo.


_______________
Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


domingo, 21 de maio de 2017

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Desatinos

Daí que um dia, não lembro qual, alguém, que não lembro quem, me apresentou a essa música espetacular chamada Triste, Louca ou Má, da banda francisco, el hombre.





Essa música é uma maravilhosidade sem tamanho. Idem para o clipe.

Virou quase um hino, que escuto com muita frequência.

Uma parte da letra diz "ela desatinou, desatou nós, vai viver só". Na hora, claro, lembrei da Ela desatinou, do Chico-deuso-muso-Buarque.





A moral da história: bora desatinar, gente!


_______________
Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


terça-feira, 16 de maio de 2017

Citações #204

De As aventuras de Pi:



Podemos nos acostumar a tudo. Já não disse isso? Não é o que dizem todos os sobreviventes?


_______________
Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


domingo, 14 de maio de 2017

Quero



Daqui.

_______________
Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


sexta-feira, 12 de maio de 2017

Avós e bisavós

A bisavó da minha estagiária morreu. A garota estava comigo, na agência, quando a mãe dela ligou avisando. Foi uma coisa muito maluca, porque me fez pensar em várias coisas. Em especial, em uma que ela disse pra mim: "Ela estava doente, mas eu não achei que ela fosse morrer. A minha outra bisavó já morreu, mas eu não achei que esta iria agora". Não fiquei pensando nessa coisa inevitável que é a morte, mas que a gente tenta evitar o tempo todo, acreditando piamente que não vai acontecer nunca com quem a gente ama.

O que me pegou pra pensar foi o fato dela ter pego duas bisavós vivas.

As gerações vão mudando, e nós estamos com uma maior qualidade de vida, não tem como negar.

Quando eu era criança, ficava super feliz por ter os quatro avós vivos. Os maternos, bem próximos da gente. Os paternos, distantes e estranhos, mas vivos. A maior parte dos meus amigos já tinha perdido ao menos um dos avós.

Pra mim, foram 14 anos com os quatro vivos. Vovô morreu em 1993. Os paternos, em 1996 e 1997. Vovó, em 2014. Convivi 36 anos com ao menos um dos quatro (e foi um privilégio sem tamanho!) Porém, não convivi com qualquer dos bisavós. Conheci algumas histórias dos bisavós pelo lado materno: vovó Adelina e vovô Camillo, pais da Vovó; vovó Enoe e vovô Procópio, pais do vovô. Do lado paterno, só que a mãe da vovó Ernestina era italiana e se chamava Laurencina, mas todo mundo a chamava de Dona Laura.

Vovô Zina não teve tempo de ter bisnetos. Aliás, a família dela parou de crescer em 1984, quando Otávio nasceu. Eu ainda tenho esperança de ter sobrinhos. Lelê quer ter filhos e em breve devemos ter notícias sobre isso. Mas a vó do Leo, D. Lídia, é mais nova que vovó (faz 91 em 2017) e já tem oito bisnetos. E entre as minhas amigas, a Pat, que é pouco mais velha que eu, acabou de ter a primeira netinha, a Pietra. A mãe da Pat, super jovem, já é bisavó.

A moçada mais jovem (a estagiária tem 22 anos) já pode conviver de perto com bisavós, e isso é muito lindo! Porque avós são uma delícia. Bisas devem ser ainda mais.

_______________
Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


terça-feira, 9 de maio de 2017

Citações #203

De As aventuras de Pi:



Preciso dizer uma coisa sobre o medo. Ele é o único adversário efetivo da vida. Só o medo pode derrotá-la. É um adversário traiçoeiro, esperto… Como eu sei disso! Não tem nenhuma cedência, não respeita leis nem convenções, não tem dó nem piedade. Procura o nosso ponto mais fraco e o encontra com a maior facilidade. Começa pela mente, sempre. Num momento, estamos nos sentindo calmos, confiantes, contentes. Aí o medo disfarçado sob a capa de uma ligeira dúvida, se infiltra na nossa mente como um espião. A dúvida vai ao encontro do descrédito e o descrédito tenta expulsá-la dali. Mas ele não passa de um soldado de infantaria com armamento deplorável. Sem maiores problemas, a dúvida consegue vencê-lo. Começamos a ficar ansiosos. A razão entra em cena para lutar por nós. Ficamos mais tranquilos. Afinal, ela está inteiramente equipada com armamentos da mais avançada tecnologia. Mas, para nossa surpresa, apesar da superioridade de suas táticas e de uma quantidade inegável de vitórias, a razão é derrotada. Nós nos sentimos enfraquecidos, hesitantes. A nossa ansiedade se transforma em pavor.

_______________
Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


segunda-feira, 8 de maio de 2017

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #153

Depois que montei o post é que percebi que só dei indicações de Sakamoto e Mário Magalhães. Não foi intencional, mas ambos merecem o destaque. 

1 - "Vagabundo" não é quem faz greve. É quem se nega a estudar História
Do Sakamoto. Impressionante o discurso da mídia contra um direito constitucional. Os direitos dos trabalhadores que temos hoje vieram por muita luta, por meio de greve e outros tipos de enfrentamento. Estudar um cadinho de história não dói, gente.

2 - Ódio contra a greve retrata o atraso do Brasil
Do Mário Magalhães. Um tanto do complexo de viralata mostrado didaticamente.

3 - Primeiro de abril: como uma mentira se torna verdade na internet
Do Sakamoto. Outro post bem didático. Imprescindível nesses temos de ~pós-verdade~

4 - Dez sintomas de que você virou hater e não percebeu
Mais um do Sakamoto. Tá difícil viver nesse mundo em que todo mundo se odeia. Para não cair nessa, basta ver os comportamentos recorrentes e parar de repeti-los (sei que não é simples, mas querer mudar já ajuda um tantão!)

5 - Por que Marine Le Pen é de extrema direita e Jair Bolsonaro não é?
Do Mário Magalhães. Cara, ler o Mário Magalhães é mais do que necessário pra estar bem informado hoje em dia. Ok, não gosto tanto quando ele fala do Flamengo, mas as outras análises são sempre bem fundamentadas e importantes. Essa pergunta dele desnuda a nossa mídia...

6 - Há 80 anos, ataque aéreo nazista levava horror e morte a Guernica
Mais um do Mário Magalhães. Guernica é uma obra tão forte, tão intensa, que me faz crer que a arte não é subjetiva. Há muitos anos, escrevi um pouco sobre a pintura e sobre o que ela me causa. No texto, o Mário lembra o ataque aéreo que causou horror ao mundo todo e levou Picasso a pintar.

_______________
Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


domingo, 7 de maio de 2017

o/



Daqui.

_______________
Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...