terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Citações #181

De A elegância do ouriço:

É um fora-do-tempo dentro do tempo... Quando senti pela primeira vez esse abandono delicioso que só é possível a dois? A quietude que sentimos quando estamos sozinhos, essa certeza sobre n´øs mesmos na serenidade da solidão, não são nada em comparação com o deixar-se levar, deixar-se ir e deixar falar que se vive com o outro, em companhia cúmplice... Quando senti esse relaxamento feliz em presença de um homem?
Hoje, é esta a primeira vez.  



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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #138

1 - A incrível geração chata pra cacete que quer ser incrível por todo tipo de coisa 
Do Álisson Coelho. "Então chegamos a um ponto que me parece interessante. O que diferencia essa geração? Até agora, parece que essa geração se define por uma necessidade patológica de se diferenciar". Catártico! 

2 - A derrota anunciada do Facebook
Do Fabio Penna. Sobre a disseminação de notícias falsas nas redes sociais digitais. É dureza... Outro dia vi um Twitte dizendo que em 1996, nossos pais nos diziam para não acreditar em nada que viesse da internet. E agora, em 2016, eles mesmos dizem que viram no site obscuro da vez, uma afirmação X que não se sustenta com uma simples pesquisa.

3 - Você acredita em likes?
Da Rosana Hermann. De como ficamos fissurados nos likes. Tanto em recebê-los quanto em dá-los. Essas internês da vida deixaram todo mundo bem esquisito...

4 - A morte não é o fim
Da Milly Lacombe. Sobre o acidente com o avião da Chapecoense, na Colômbia. Ta difícil respirar depois disso.

5 - Carta aos pais de um filho gay
Da Ruth Manus, no Estadão. Cara, que texto phoda! Vontade de mandar pra certos pais por aí, para ver se, no fim das contas, conseguem abrir os olhos e fazerem o amor vencer. Piegas, eu sei. Mas necessário.

6 - She screams in silence
Da Veronix. Um texto bem interessante sobre Gilmore Girls (que eu só comecei a ver agora - shame on me). Fala sobre a gravidez na adolescência e como o seriado dourou a pílula.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


domingo, 4 de dezembro de 2016

Agir



Daqui.

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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Na Cásper




Uma das coisas mais malucas do mestrado é a exigência de produção. Só piora, à medida que vamos entrando na vida acadêmica. Pros professores, então, é uma loucura. Nós, que estamos na base da pirâmide, temos nossos pontos a serem cumpridos. Lembro até hoje de "sua vida de ouvinte acabou" sendo me jogado na cara pelo orientador. Foi uma tijolada! A partir daí, tava claro que era sair pro mundo escrevendo e apresentando trabalhos. Como divido o mestrado com a vida profissional, a minha produção é bem reduzida. Mas ela existe, vejam só!

Foi assim que me inscrevi no 12º Interprogramas de Mestrado da Faculdade Cásper Líbero. Enviei um resumo expandido com a minha proposta metodológica da dissertação e fui aprovada. Daí, tive um tempo para finalizar o artigo e enviar. Dois meses depois veio a apresentação, lá na Cásper, em São Paulo.

Pra variar, fico morrendo de medo. A minha primeira experiência apresentando trabalho foi um trauma. Lembro até hoje da cara do doutor que acabou com o meu trabalho. Por isso, preferi chegar em São Paulo um dia antes do evento. E fui encontrar com o Caio, esse queridão. Ele nos levou ao Ramona, um restaurante muito bacana.



Foi delicioso rever o Caio e botar o papo em dia. Ouvir suas histórias é uma das melhores partes desse encontro. Ficamos pouco tempo juntos porque no dia seguinte eu teria que ir pra Cásper apresentar meu artigo.



Pela primeira vez na vida, nenhum questionamento, nenhuma pedrada, nenhum feedback negativo. Duas professoras avaliaram a apresentação e o artigo e elogiaram muito. Até perguntei, depois, pra uma delas se era verdade, se ela tinha lido o meu artigo mesmo. A melhor parte é que os melhores artigos seriam selecionados para publicação na revista do mestrado da Cásper. Estou concorrendo. Quem sabe não vem por aí mais uma publicação? Depois conto mais da primeira.

Foi um bom encontro para conversar sobre pesquisa e conhecer iniciativas bacanas de colegas de mestrado em outras instituições. Voltei de lá bem satisfeita.

E ainda teve o dia seguinte, quando conheci a diva-mor dos relatos de viagem, a Anamyself. Não lembro como nos conhecemos, acho que foi pela Dani. É a segunda da turma que conheço pessoalmente. E ela é maravilhosa! Almoçamos juntas e conversamos bastante.

Leo, eu e Ana, na Paulista 


Resumindo: teve muito amor em São Paulo! Como tem Compós ano que vem lá na Cásper, tô querendo me programar pra voltar.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


terça-feira, 29 de novembro de 2016

Citações #180

De A elegância do ouriço:


Afinal de contas, estávamos na Angelina: todas aquelas pessoas bem-vestidas, comendo cheias de nove-horas em confeitarias caríssimas, e que só estavam lá para... bem, pelo significado do lugar, pelo fato de pertencerem a um certo mundo, com suas crenças, seus códigos, seus projetos, sua história etc. É simbólico, sabem. Quando tomamos chá na Angelina, estamos na França, num mundo rico, hierarquizado, racional, cartesiano, civilizado. Como o pequeno Théo vai fazer? Passou os primeiros meses de vida numa aldeia de pescadores da Tailândia, num mundo oriental, dominado por valores e emoções próprias, em que o pertencimento simbólico talvez se expresse na festa da aldeia, quando se homenageia o deus da Chuva, quando as crianças são banhadas em crenças mágicas etc. E ei-lo na França, em Paris, na Angelina, imerso sem transição numa cultura diferente e numa posição que mudou de cabo a rabo: da Ásia à Europa, do mundo dos pobres ao mundo dos ricos.
Então, de repente pensei: Théo talvez tenha vontade de queimar carros, mais tarde. Porque é um gesto de cólera e frustração, e talvez a maior cólera e a maior frustração não seja o desemprego, não seja a miséria, não seja a ausência de futuro: seja a sensação de não ter cultura, porque a pessoa está dilacerada entre culturas, símbolos incompatíveis. Como existir se não sabemos onde estamos? 


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domingo, 27 de novembro de 2016

Parte



Daqui.

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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

TAG - Game of Thrones

Daí que eu sigo os canais da Mikannn e da Carol Moreira, por causa de Game of Thrones, e as meninas fizeram uma tag sobre a série e os livros. Quis responder também!

1 - Como conheci Game of Thrones?
Foi com a Lelê, minha cunhada. Ela estava lá em casa lendo um dos livros, nem me lembro qual. Perguntei como era, ela foi me contando. Nessa época acho que já tinha quatro temporadas da série no ar. Acabei comprando os livros, num box com os cinco publicados e O cavaleiro dos sete reinos, e guardei pra ler quando tivesse tempo. Era 2014, o ano em que muita coisa bizarra rolou. Minha ideia era ler os livros antes de ver a série. Mas aí o mundo gira, a lusitana roda e cá estou pesquisando Game of Thrones no mestrado.

2 - Qual a sua casa ou família favorita?
Falar que é Stark é um super clichê, mas é verdade. Gosto da questão da honra e de como as crianças Stark vão crescendo. Mas também gosto muito da casa Tarth, porque a Brienne é maravilhosa e o pai dela deve ser incrível, até mesmo por permitir que ela seja quem é.

3 - Quem é o seu personagem favorito da casa Stark?
Arya, sem dúvida. Não curto muito a impulsividade dela, mas acho demais a maneira como ela sobrevive, como faz suas escolhas e como leva seus ideais. Não curto vingança de forma alguma, mas acho a Arya maravilhosa.

4 - E da família Lannister?
Mais um clichê: Tyrion. Mas, de verdade, acho a família muito foda. Gosto muito do Jaime e de como o personagem foi sendo construído (e desconstruído) ao longo da trama. O Tywin é inteligência pura. A Tia Genna, uma irônica de primeira. Gosto muito quando ela fala com Jaime que o filho de Tywin é o Tyrion, porque mesmo que eu não acredite que o Tyrion seja filho do Tywin, ele é o mais parecido com o pai em inteligência. E Cersei me dá preguiça, mas não deixa de ser instigante.

5 - Quem são seus personagens favoritos?
Arya, Tyrion, Brienne, Sam. Não necessariamente nessa ordem.

6 - Quem você não gosta?
Do começo ao fim, do Ramsay. E o Joffrey. Apesar de que até comecei a gostar do Joffrey depois que o Ramsay surgiu.

7 - Se você pudesse ser algum personagem, qual seria?
Samwell Tarly, pela possibilidade de trabalhar com Meistre Aemon e por viver amando livros. A Arya também, pela independência.

8 - Qual o seu episódio favorito e temporada?
Gosto muito da terceira temporada, em que muita coisa intensa aconteceu. Por isso, gosto muito, também, do terceiro livro. A sexta temporada também foi mara! Como episódio, o Casamento Vermelho, pelo que causou em mim.

9 - Quem é o seu crush?
Enquanto ator, o que faz o Robb Stark na série. Que homem lindo! Mas enquanto personagem, o Jaime Lannister. Ok que a relação dele com a mulher que ele ama é bem doentia, mas ele é um cara legal. E tem Jon Snow também...

10 - O que você está mais ansioso para a próxima temporada?
Pelos reencontros de Jaime e Cersei e da família Stark.

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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Livro: As crônicas e gelo e fogo: O festim dos corvos

Com Brienne e Jaime Lannister por perto! 

Este livro é um tanto quanto diferente dos outros três anteriores. Isso porque o autor estava escrevendo uma obra muito extensa e precisou dividi-la em duas. A forma da divisão é que foi curiosa: em vez de cronológia, ela é geográfica. Ficamos sem saber de vários personagens, porque em O festim dos corvos são privilegiados os personagens com ponto de vista que ficam em Porto Real, na Campina, no Ninho da Águia, nas Ilhas de Ferro e em Dorne. E Samwell Tarly, que está em trânsito, saindo da Muralha em direção a Vilavelha para estudar na Cidadela.

Vemos no livro o que aconteceu depois que Jon Snow liderou a batalha entre os membros da Patrulha da Noite e os Selvagens, liderados por Mance Rayder. Stannis Baratheon, um dos reis em batalha, continua achando que é o sucessor legítimo de Robert Baratheon e leva a guerra com ele, por onde passa. Leva a maluca da Melisandre também. Ele interfere na gestão da Patrulha da Noite, o que força Samwell Tarly a tomar uma decisão complicada. As consequências vão se espalhar pela trama de Sam.

Brienne está maravilhosa, como sempre. Agindo com o coração, com honra, buscando cumprir sua palavra, em busca de Sansa e de Arya Stark. Além dela, vamos conhecer mais sobre as Ilhas de Ferro e o Deus Afogado a quem os homens de ferro seguem. A sucessão de Balon Greyjoy é de arrepiar, com cada um dos candidatos à Cadeira de Pedra do Mar se apresentando para a multidão. Asha Greyjoy é outra mulher maravilhosa dessa trama. Forte, intensa, sem medo do machismo reinante de Westeros.

Falando em mulher forte, Cersei está cada vez mais maluca. Vemos o quanto ela vai se envolvendo com o vinho e tomando decisões equivocadas para se manter no poder. Dá até para ter um pouco de dó dela no fim do livro.

Por sem um volume diferente, ficamos sentindo falta de outros personagens, como Jon Snow, Daenarys, Sor Davos... Mesmo assim, é outro texto muito bom de George R. R. Martin. É impressionante como ele costura as histórias. Fico admirada...


Já lidos:
As crônicas de gelo e fogo: Guerra dos tronos

As crônicas de gelo e fogo: Fúria de reis

As crônicas de gelo e foto: A tormenta de espadas
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terça-feira, 22 de novembro de 2016

Citações #179

De A elegância do ouriço:



Ela olhou para mim estranhamente, como se me visse pela primeira vez. Não comentou nada a respeito de Colombe. Se fosse uma concierge de verdade, teria dito algo como: "Sim, bem, mas a sua irmã, aquela lá, que ela não fique achando que tudo é permitido". Em vez disso, me ofereceu uma xícara de chá e falou comigo muito educadamente, como se eu fosse uma pessoa de verdade.


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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #137

1 - Como o golpe não reverteu as expectativas da economia
Do José de Souza Castro, no Blog da Kika Castro. Sério que alguém acreditava que o golpe reverteria a economia?

2 - Quem aqui está sendo doutrinado?
Da Elika Takimoto. Para tudo e vai ler a Elika. Segue ela no Face, mas, principalmente, segue ela no Twitter. Elika, melhor pessoa dessa vida. E, claro, leia este texto, que é ótimo!

3 - O maior vilão
Da Rosinha. Aqui ela fala sobre o que considera o maior vilão contemporâneo. Tô pra falar que concordo, mas vejo outros brigando pela liderança.

4 - This is what happens when you stop paying for quality journalism
Da Asha Dornfest, no Medium. Sobre a qualidade das informações que recebemos. Sim, ainda há qualidade no jornalismo. E é necessário buscar mais canais de informações, tal como a Asha coloca no texto. Vale muito a pena ler.

5 - O fanatismo e o ódio de um país que está doente
Da Kika Castro. A cada dia que passa, vendo essas situações do Brasil, me divido entre ter vontade de rir, pelas loucuras do povo (vide a mulher que achou que um mural em homenagem à imigração japonesa era o comunismo profanando a bandeira nacional), e de chorar de medo pelas mesmas loucuras. Num tá fácil viver neste país não.

6 - "Feministas se ofendem com elogios"
Mais um texto da Elika Takimoto. Desta vez, a partir de postagem da advogada do impeachment, aquela louca. Por mais educação, pra geral!

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