quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Filme: Maria Antonieta

Marie Antoinette - 2006 (mais informações aqui)
Direção e Roteiro: Sofia Coppola
Elenco: Kirsten Dunst, Jason Schwartzman, Rip Torn

Acho que é um pouco do senso comum odiar Maria Antonieta por sua postura com o povo francês: "se não têm pão, que comam brioches". E Sofia Coppola nos dá a oportunidade de, talvez, amar a rainha da França, mesmo com seus luxos, seus excessos, sua loucura, transformada em doce pela diretora.

Para começar, chama a atenção a direção de arte, a maquiagem e o figurino. Os vestidos são deslumbrantes, cheios de detalhes. Parecem, junto aos cenários, as pinturas do período rococó francês, com tantos debruados e muito volume, junto aos sapatos, leques, os adereços de cabelo e as comidas. A paleta de cores é bem clara, seguindo a linha da pintura do período.

Como em Encontros e Desencontros, mais uma vez Sofia Coppola fala de solidão. Maria Antonieta é apresentada como uma pessoa extremamente solitária. São comuns seus planos em que ela aparece só, mesmo em meio à multidão da corte. Nessas horas, o que conta é mais a experiência sensorial da rainha, ouvindo as fofocas da corte - quase não há diálogos, só os sussuros que ela capta ao passar. No início de sua vida na corte francesa, Maria Antonieta chega a debochar do excesso de cerimônias (- "Isso é ridículo!" - "Isso é Versailles") e transgride alguns códigos. É vista como a excêntrica, chamada de a austríaca. E, para fugir da solidão, Maria Antonieta se entrega ao luxo excessivo da realeza francesa. Assim, vemos criada a figura dos livros de história, a perdulária e irresponsável rainha.

A trilha sonora é um show à parte. Enquanto a rainha segue à risca os protocolos da corte, é embalada pelas clássicas músicas do período. Quando ela quebra as regras, o rock toma conta e parecemos transportados para um clip da Madonna - a lourice de Kirsten Dunst contribui para isso.

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Outro amigo oculto

Um dos eventos mais legais do ano é o amigo oculto dos amigos do Leo. Primeiro porque o pessoal é muito bacana, nós nos divertimos demais juntos. Depois, porque já é tradicional e cheio de detalhes.

Quem saiu comigo foi a Robeta. Adorei o presente

Eu saí com a Fabi.

A Camila, de novo, saiu com o Leo


E o Leo deu essa camisa bacana pro Luiz

Como todo ano, teve a comemoração antecipada do aniversário do Luiz, que nasceu no Natal e só ganha um presente de amigo oculto, tadinho.

A Pat trouxe o bolo
E também teve Amigo Sacana, novidade deste ano.

O Luiz foi quem me tirou
E eu tirei a Roberta

Usamos, dessa vez, a regra do C.U.L.U.R, muito útil quando é muita gente reunida. C.U.L.U.R. significa Cada Um Leva Um Rango, e fez muito sucesso durante os jogos da Copa. Modéstia à parte, o meu rango foi bem aceito pela galera. Não tenho foto, porque fiz totalmente sozinha e na pressa. A receita vai abaixo:

Enroladinho de Tender Com Chutney de Abacaxi

(Receita da Ana Maria Braga)
- 1 colher (sopa) de manteiga
- Meia cebola roxa picada
- 1 dente de alho picado
- Meia colher (café) de pimenta vermelha picada
- 1 colher (chá) de gengibre ralado
- Meia colher (chá) de curry em pó
- suco de 1 limão grande
- Meio pimentão vermelho picado
- Meio pimentão verde picado
- 2 maçãs sem casca em cubinhos
- 1 abacaxi sem casca em cubinhos
- Meia xícara (chá) de uvas-passas brancas
- 3 quartos xícara (chá) de açúcar
- sal a gosto
- 1 tender bolinha (com +/- 1 kg) cortado em fatias finas
- 20 g de manteiga gelada cortada em cubinhos

Numa panela em fogo baixo derreta 1 colher (sopa) de manteiga e doure a cebola roxa picada, 1 dente de alho picado, a pimenta vermelha picada e 1 colher (chá) de gengibre ralado. Acrescente o curry em pó e suco de 1 limão grande. Junte o pimentão vermelho picado, o pimentão verde picado, as maçãs sem casca em cubinhos, 1 abacaxi sem casca em cubinhos, uvas-passas brancas e açúcar. Misture muito bem e continue cozinhando com a panela tampada (em fogo baixo) por uns 25 minutos, até que todo o líquido tenha evaporado. Retire do fogo e deixe esfriar.
Faça a montagem da seguinte forma: Pegue cada fatia de tender, coloque um pouco de chutney de abacaxi no centro e enrole como um canudinho. Faça isso com todas as fatias do tender e vá transferindo os canudinhos para uma fôrma de bolo inglês forrada com papel alumínio, preenchendo toda a fôrma. Quando terminar o último canudinho, coloque 20 g de manteiga cortada em cubinhos por cima e leve ao forno pré-aquecido a 180º C por 20 minutos. Desenforme no prato de serviço e sirva quente ou frio.

A diferença é que eu não coloquei pimentão nem a pimenta vermelha e não fiz o enroladinho. Eu rasguei as fatias do tender e fiz camadas no tabuleiro, começando e terminando com a carne, e com a manteiga por cima. Super fácil de fazer.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Filme: Queime depois de ler

Burn After Reading - 2008 (mais informações aqui)
Direção e Roteiro: Ethan Coen, Joel Coen
Elenco: George Clooney, John Malkovich, Brad Pitt, Frances McDormand

É o primeiro filme dos irmãos Coen após Onde os fracos não têm vez.

No mundo pós-moderno, informação é poder. Ou pode ser muita confusão.

Não é à toa que o filme começa e termina na sala de um dos chefes de equipes da CIA, a central de investigação dos Estados Unidos. O filme satiriza outras obras de espionagem, fazendo chacota até mesmo com os tempos da Guerra Fria.

John Malkovich e Ozzi Cox, funcionário da Cia que pede demissão após ser retirado da "ação". Ele permanece durante toda a ação sendo oprimido: pelo chefe, pela esposa, por seus hábitos pouco saudáveis e até pelo teto de seu barco. Ele decide escrever suas memórias enquanto sua esposa inicia uma investigação das finanças do casal para pedir o divórcio. Por uma das circunstâncias que só acontecem nos filmes dos irmãos Coen, o cd com as informações das memórias e das finanças de Ozzie vai parar nas mãos de dois atrapalhados funcionários de uma academia de ginástica.

George Clooney, o personagem Harry Pfarrer, é o típico canalha que trai a esposa com quase todas as mulheres do elenco. Por também trabalhar no governo, sente-se perseguido o tempo todo. Em uma das cenas, ele observa um carro preto parado em sua rua. O clima é semelhante ao de O suspeito da rua Arlington. A trilha sonora foi muito bem trabalhada para criar tensão o tempo todo, assim como os enquadramentos. Essa tensão só é quebrada pelo ajuste fino dos irmãos Coen, como os maneirismos de Chad, personagem de Brad Pitt e detalhes da direção de arte, como a frieza do concreto na embaixada russa e a pergunta do adido cultural sobre PC ou MAC. Quando as cenas retornam à CIA é que é possível ver que o cenário é quase o mesmo, exceto pelo excesso de luz da agência americana.

O resumo da trama é dado pelo superior da CIA: "Avise quando fizer sentido". Ou seja, não leve a sério e divirta-se.

Infância 2

Tia Ylza me contou alguns pedaços da minha infância que eu não conhecia muito bem. Sempre achei que tinha sido uma criança tranquila - independente, mas tranquila.


Por duas vezes, Tia Ylza e Tia Leda deixaram a casa delas e vieram morar com meus avós. A primeira foi quando minha mãe era criança. A segunda, logo depois do meu nascimento. Nessa época, ela e Tia Leda estavam aposentadas e me adotaram. Enquanto eu tentava aprender a falar o nome delas, acabei inventando apelidos que perduram até hoje. Tia Ylza é Aya; Tia Leda é Adê.

Tia Leda me ensinou a ler. Foi com ela que aprendi a juntar as letras e combiná-las, formando palavras. Por conta disso, fui bem mais cedo pra escola e adorava. De noite, enquanto todo mundo ficava na sala de tv, vendo novela e jornal, Tia Ylza ficava comigo, tentando me fazer dormir. Contava um milhão de histórias diferentes e eu sempre pedia mais. Além disso, eu ainda pedia pra ir à cozinha pra beber água no meu "topinho". Mas beber que é bom... nada. Dava um golinho e virava o resto do copo na pia. Também dizia que queria dormir no corredor que ia pro quarto da Penha, a moça-que-trabalhava-aqui-em-casa. E lá ia a tia, comigo no colo, ficar caminhando de um lado pro outro no corredor, pra me fazer dormir.

E também tinha a blusa. Tia Ylza tinha uma blusa com a gola arredondada. Eu ficava no colo dela passando a gola no nariz. Quando ela aparecia pra me fazer dormir sem a tal blusa, lá ia eu reclamar. Ela ia, toda solícita, colocar a blusa por cima do que estivesse vestindo pra que eu pudesse ficar no colo e coçar o nariz com a tal gola. Haja paciência...

Teve também o dia em que ela precisou ir a Ponte Nova para resolver alguma coisa da aposentaria. E eu fiquei o dia inteiro indignada que ela foi sem mim. Quando ela chegou, fiquei perguntando: "Aya, por que você não me levou na sua Ponte Nova?".

Pena que durou pouco, logo a casa dela ficou pronta e pra lá foram, ela e Tia Leda. Eu passei a ser visita na casa delas, e ia pra lá direto. Até hoje.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Livro: O Natal de Poirot

Hercule Poirot's Christmas - Agatha Christie - 1938

O prefácio do livro já anuncia um assassinato diferente. A dama do crime, mais adepta dos venenos, inicia o livro dedicando-o a seu cunhado, que havia reclamado que seus assassinatos estavam muito refinados. Ela promete um assassinato clássico, com bastante sangue.

É a história do assassinato de Simeon Lee, um velho inválido e bastante encrenqueiro, desses que gostam de ver o circo pegar fogo. Ele convida toda a família para o Natal e aí, velhas dores e antigos ressentimentos afloram. Todos estão reunidos ao final do jantar e ouvem um grito pavoroso no andar de cima. A porta trancada é arrombada e todos veem Simeon Lee assassinado, com a garganta cortada e muito sangue derramado.

Aparece, no livro, o velho truque do assassinato em um quarto fechado por dentro, sem que o assassino esteja lá. Além disso, todos são suspeitos: filhos, noras, a neta e o estranho que apareceu na véspera de Natal.

A solução vem com um dos personagens de Agatha, o belga Hercule Poirot, que passava o Natal na casa do delegado local. Com seus truque inusitados e sua massa cinzenta, ele consegue arrancar alguns segredos da família e, juntando as peças, especialmente o temperamento do morto, chega ao assassino. O livro tem sete partes, a primeira no dia 22 e a última no dia 28 de dezembro.

Sou suspeita para falar dos livros de Agatha Christie. Gosto demais do seu estilo e de seus personagens e da forma como constrói suas tramas. Ganhei o livro da Intense, no amigo oculto das blogueiras. Foi uma ótima leitura de Natal.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Comidas de Natal

Não gosto muito de comidas de Natal. Na verdade, quem conhece sabe, não gosto muito de comida em geral. De sal, diga-se. Morro por um doce. Por uma quitanda. Mas comida mesmo, neca... Enfim, chega o Natal e todo mundo fica doido com a comilança. Só duas das comidas típicas desse ano me mobilizam. A primeira é a cereja in natura. Em calda eu passo. Mas in natura é uma delícia. A outra é a rabanada.

Sei lá quando foi que comi pela primeira vez. Só sei que eu adorei e sempre pedi mais. Um dia, descobri que tinha uma receita lá em casa e fui fazer. Hoje, fiz de novo. É o terceiro ano seguido em que faço rabanada no dia 24 de dezembro. A receita é antiga, da vovó. E ela não sabe bem de onde veio.

Rabanada
1 lata de leite condensado
1 xícara (chá) de água
1 colher (chá) de baunilha
3 ovos batidos
5 pães de sal amanhecidos
açúcar e canela no olhômetro
Idem para óleo.

Como toda receita do caderno da vovó, ela tem algumas coisas estranhas. Fala em 12 fatias de pão. Mas hoje eu fiz questão de medir, e foram cinco pães de sal. Há um certo pão especial para rabanada, mas isso só deve ter na cidade grande. Não tem a quantidade de açúcar, canela e óleo.

Preparo:
Os pães precisam ser fatiados.
O leite condensado é misturado com a água e reservado.
Os ovos são batidos
O açúcar é misturado com a canela, até dar o ponto (que é imaginário, claro. Vai do gosto de cada um. O meu é com pouca canela).

Pão amanhecido fatiado

Leite condensado misturado a uma xícara de água

3 ovos batidos
Primeiro, cada fatia do pão precisa ser molhada na mistura do leite condensado e escorrida. Em seguida, as fatias precisam ser passadas pelos ovos batidos.

Pão molhado, pronto para a fritura
Os pães preparados devem ser fritos com óleo não muito quente (???), como diz a receita. Foi no olhômetro o ponto.

Depois de fritas
Aí, é só passar cada fatia já frita na mistura de açúcar com canela. Como disse antes, cada um tem um gosto, o meu é com pouca canela.

Açúcar e canela
E o resultado final é esse:

Prontas
Como diz Tia Ylza: vamos comer? É uma delícia!

Depois da chuva

Fui ao quintal hoje ver o que a chuva tinha deixado pra nós. Alguns estragos, muito poucos, mais relacionados às plantas que a vovó tanto gosta. Nada sério. Acho que por isso mesmo é que assusta mais. Com tão pouco estrago, já foi um pavor, imagina se realmente houvesse algum tipo de dano... O pedreiro está aqui em casa para resolver a questão das telhas de vidro. Ou seja, mesmo se chover, passaremos o Natal sem água dentro de casa.

Folhas no chão

Ramo do pinheirinho voou pra bem longe dele

As marcas do impacto do granizo na escada

O canteiro da Rita, bem detonadinho

Cacos de vidro no chão, vieram do muro

O que restou do canteiro de margaridas da vovó

Hoje, a cidade amanheceu assim

Neblina e muitas nuvens no nosso verão natalino

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Fim de ano e granizo

Este post ia ser dedicado, somente, à comemoração de fim de ano do trabalho. Foi ontem à noite e foi muito bacana. Enquanto eu salvava as fotos, fui surpreendida por uma chuva de granizo e raios que, além de levar a energia embora (ela até voltou rapidinho) trouxe alguns danos pra minha casa. Falo disso depois. Vamos à festa.

Não, não foi uma festa. Nós nos reunimos para comemorar um ano que foi muito bom. Trabalhamos bastante, como sempre, conseguimos alcançar uma série de vitórias, começamos a trabalhar com clientes novos e tudo o que conseguimos foi calcado na ética e no respeito. Só isso já é um motivo e tanto pra comemorar. Fomos no rodízio de O Passo, que sempre é excelente.


Eu, Adriana e Fabiano, Alex, Natália e Lícia

Outro ângulo: Fabiano, Alex, Natália, Lícia, Nathália, Leo e Adriana

A famosa pizza de goiabada com queijo, a melhor do mundo EVER

De quebra, comemoramos o aniversário do Alex
A Natália foi nossa estagiária em 2009 e continua sendo uma pessoa muito presente. Fomos comemorar sua aprovação no mestrado da UFRJ e a bolsa que ela ganhou. E também foi uma despedida, porque ela está deixando Ouro Preto, mas já ficou marcada como uma pessoa especial pra gente. E o Alex, namorado dela, também está bem ligado à nossa história de trabalho.

Daí, como falei no início, estava cuidando dessas fotos quando caiu a tempestade aqui em OP. Choveu muito granizo. Como eu nunca tinha visto aqui - já vi semelhantes em BH. A maior parte das casas aqui é coberta com telhas de barro, e o granizo faz estrago. Aqui em casa, tivemos um probleminha. As telhas de vidro da claraboia foram quebradas pela força da chuva. Aí, o que chovia lá, chovia aqui dentro, descendo as escadas, que é onde fica a claraboia. Foi muita pedra pela escada. A garagem do trabalho inundou de leve, uns 10 cm de água, porque o ralo estava tampado por uma sacola plástica. Daí, fui cuidar da casa e da garagem, visitar a Tia Ylza de novo, pra ver se estava tudo bem. Aqui, o dano foi mínimo: basicamente, duas telhas de vidro quebrada. O medo foi grande, e com isso a gente aprender o que é o pavor e o desespero de quem perde muito ou que perde tudo numa chuva. E olha até março deve vir muita água por aí.

No início da chuva, gelo acumulando na calçada

Quem estava no carro segurava o vidro, pra evitar a quebra

Depois da chuva, gelo acumulado na área

Filme: A Ressaca

Hot Tub Time Machine - 2010 (mais informações aqui)
Direção: Steve Pink
Roteiro: Josh Heald, Sean Anders, John Morris
Elenco: John Cusack, Clark Duke, Craig Robinson, Rob Corddry

O início do filme, mostrando fotos aparentemente comuns de pessoas bebendo em volta de vários tipos de piscina, aproxima o espectador da história: quem nunca passou por isso e tem saudades da juventude, quando havia menos responsabilidades a serem cumpridas e a vida não parecia ser tão amarga, tão dura? Uma vez ou outra, todos nós já nos pegamos pensando naquele tempo, imaginando como seria se as escolhas tivessem sido outras.

E é isso que fazem dois amigos para ajudar um terceiro que, aparentemente, tentou suicídio mais uma vez. Junta-se ao grupo o sobrinho de um dos amigos e vão os quatro para uma cidade onde havia um famoso festival de inverno, muita bebedeira, pegação e loucuras. O amigo suicida é saudoso daquele tempo e a tentativa é animá-lo. Mas ao chegarem lá, são surpreendidos pelas mudanças no local, que agora é decadente e os planos de dias felizes podem ir por água abaixo.

Jaboc, o sobrinho de Adam (John Cusack, desperdiçado), certa hora pergunta: "Se ele se matar a gente pode ir embora?". O filme é tão bobo e previsível que é isso que se pensa em uma série de momentos, por exemplo, quando os quatro têm uma queda de sky. Eles podiam simplesmente morrer e pronto.

As "homenagens" à trilogia De Volta Para o Futuro são enormes e permeiam todo o filme. Desde o mostrador de temperatura da banheira, bem semelhando ao do DeLorean. Há também o maluco que conserta a banheira, o ingrediente indispensável para seu bom funcionamento (como era a energia durante a série de Marty McFly), o valentão que mete medo nos demais, as apostas em esportes, como na segunda parte da trilogia, Jacob se desintegrando, como o Marty na cena da festa em que seus pais se beijam e, finalmente, a pessoa que fica no passado para mudar o futuro. Ou seja: wannabe total.

A grande diferença é que o filme apela o tempo todo para a escatologia, para o machismo e para as piadas fáceis, como se fosse roteirizado pelo decadente Casseta e Planeta. A delicadeza, a leveza das tiradas de De Volta Para o Futuro ficaram escondidas na gaveta do roteisita. Em termos de direção, nenhuma novidade, somente as escolhas óbvias de um filme para (e talvez de) adultecentes. Steve Pink, o diretor, foi um dos roteiristas de Alta Fidelidade, também com o John Cusack, um filme muito mais interessante.

A Ressaca jamais faria parte das minhas escolhas. Só aconteceu porque tentamos um equilíbrio: Leo escolhe seus filmes, eu escolho os meus e vemos juntos. Em geral eu não gosto das escolhas dele e ele não gosta das minhas, mas respeitamos as diferenças. Porém, reconheço que meu preconceito com comédias não me leva a lugar nenhum e deve ser quebrado. E que, apesar da escatologia e do machismo exacerbado desse filme, ele tem umas sacadas interessantes. Ou seja, vale como Sessão da Tarde.

Citações 10

De David Gilmour, em O clube do filme:

Então eu disse a Jesse, ou melhor, repeti, uma coisa que tinha aprendido na universidade: que a segunda vez que você vê uma coisa é na verdade a primeira vez. Você precisa saber como a coisa termina antes de poder apreciar sua beleza desde o início.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Ainda o amigo secreto

Os presentes estão chegando - o meu, utilizando os ágeis correios de Ouro Preto, vai chegar só em março de 2012.

Já recebemos eu, a Bel e a Patrícia. Enquanto isso, vou colocando aqui os post revelação:

Meu: Janela Colonial

Da Bel: Deixo ler!

Da Patrícia: A vida sem manual

Faltam ainda a Intense, a Jullyane e a Jady.

Depois posto também sobre o amigo oculto da outra turma. A minha amiga oculta, enfim, não ganhou uma saladeira.

Update: Relevação da Intense: Excesso intenso

Revelação da Jady: Between Us

Revelação da Jullyane: Vermelhas Unhas

domingo, 19 de dezembro de 2010

Amigo secreto

Uma das coisas que eu mais gosto no final do ano são as brincadeiras de amigo oculto. Primeiro porque eu adoro dar presentes, e não dá pra fazer isso o tempo todo e pra todo mundo. Segundo, porque é uma forma bem divertida de confraternização com quem a gente gosta. Volta e meia eu me dou mal, porque as pessoas adoram me dar perfumes e eu sou alérgica, mas mesmo assim, adoro esse momento. Neste final de ano, participei de cinco deles e fiquei meio perdida com os presentes que eu dei. Nenhum dos presentes que eu escolhi me deixou realizada. Em compensação, os que eu ganhei foram aprovados com louvor.

No amigo oculto das blogueiras, foram reunidas seis moças para fazer um batuque na laje, como disse a Jullyane. Fomos a Patrícia, do A vida sem manual, a Jady, do Between us, a Bel, do Deixo Ler!, a Intense do Excesso da Intense, a Ju, do Vermelhas unhas e eu. O mais bacana de participar foi a convivência virtual com essas moças tão legais, cada uma de um canto do país. Escolher o presente da minha amiga oculta será uma história pra outro post (só quando ela, finalmente, o receber) e, depois de postar, fiquei na expectativa de receber o meu. Eu tinha uma leve desconfiança sobre quem seria a amiga. Achei que fosse a Bel, pela hora das postagens no site Amigo Secreto.

Cheguei de viagem hoje e a caixa estava aqui. Deu aquele gelado no estômago... quem será????


Olha meu presente aí!!!!
Antes de mostrar mais, deixa eu falar um pouco dela. Como eu sou inquieta e adoro blogs, em 2007 abri mais um (já perdi a conta de quantos tive antes desse) e fiquei lá quietinha, só escrevendo pra mim. Um belo dia, apareceu um comentário. O que mais me intrigou foi como essa pessoa tinha encontrado meu blog. Meu objetivo não era ser lida, era só escrever. E lá estava um comentário - na verdade, dois comentários - muito bacanas. A segunda coisa que me intrigou foi o nick da pessoa que comentou. Logo, fui lá no blog dela e amei o jeito dela escrever. A forma bem visceral com que - sempre, sempre, sempre - vive e vivencia suas conquistas, seus dramas, seus amores, suas dores. Passei a visitar constantemente e fomos trocando comentários, mesmo após a abertura do Janela Colonial. Ela foi a primeira pessoa com quem eu conversei pela webcam. Vi o famoso sorriso aberto e a voz, tão meiga. Mesmo nesse dia, num contato bem pequenino, ela me transmitiu a intensidade que permeia sua vida. Foi por meio dela que conheci as outras moças do batuque da laje. Por ela cheguei na Ju e a Bel, e da Bel, na Patrícia e na Jady. Foi por meio do comentário dela que comecei a comentar em blogs e conheci mais um tantão de pessoas bacanas. E foi ela quem me convidou para esse amigo oculto. Desse modo, eu não poderia estar mais feliz por receber um presente da Intense. Um não, vários.

Começou assim
E olha o que mais

A necessaire da marca Intense (amei!)


Pra eu me lembrar dela todo dia!


Dentro dela, doce de leite na palha, a suprema delícia! Adoro!

Além da embalagem da Boticário, com a necessaire Intense e o doce de leite, veio um livro da Agatha Christie e uma carta. O livro, mais que apropriado (vai entrar pra coleção com o número 48), é O Natal de Poirot. O título do primeiro capítulo do livro é 22 de dezembro, e vai ser nessa data que começarei a lê-lo.

A capa

A dedicatória

O marcador (êêêba!!) de Uberaba, mais um pra coleção :-)


A carta, com essa letra encantadora

No mural do Amigo Secreto, eu coloquei que ganhei três presentes, mas na verdade foram cinco. Contem comigo: necessaire, doce de leite, livro, marcador e carta. A carta é show de bola. Pra começar, são duas páginas, escritas à mão,  numa época em que tudo se resolve via computador. Eu também era a garota das cartas, Intense. Escrevia pra tudo mundo e me divertia horrores, tanto escrevendo como recebendo. Pena que quase não existe isso mais... Ela também conta que, ao comprar o livro, havia uma apresentação de um coral, cantando músicas de natal. "Fui pega de suspresa pelo coral e fiquei boba, observando um bom tempo, abraçada ao seu livro... então te falo: cheio de carinho ele já é! haha." Olha que fofo!!! E, de quebra, ganhei um jacaré carnavalesco, lá na dedicatória. Piada interna...

Doce de leite de Uberaba não tem aqui em Ouro Preto. E, amigas do batuque, veio só pra mim. Não vou ser egoísta, ofereço pra todo mundo, mas é só por educação. Aliás, nem sei se vou oferecer pro Leo, sabe? Pode atrapalhar o desenvolvimento dele com a bicicleta, melhor não arriscar. A necessaire da Intense vai pra minha bolsa a-go-ra. Eu estava mesmo precisando de uma assim, desse tamanho. O livro já vai ser lido (dia 22/12 tá logo aí). E a carta vai praquele cantinho especial onde guardo coisinhas lindas que significam muito pra mim.

Intense, adorei os presentes. Adorei a forma em que eles vieram. Adorei participar e conhecer um pouco mais de cada uma de vocês. Espero que a minha amiga oculta sinta a mesma emoção que senti quando o presente chegar. Ou, pelo menos, que não queira jogar ele pela janela! :-)

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Guirlanda

Quando criança, eu adorava o Natal. Acho que era mais pela transformação da casa da vovó e da Tia Ylza e pelos presentes, claro.

Tia Ylza e Tia Leda faziam um monte de coisas pro Natal. Pra começar, uma das salas da casa delas era transformada num presépio imenso. Tia Leda criou uma cidade, com várias casinhas feitas por ela, cada uma mais linda que a outra, todas em miniatura. A cidade tinha lago, ponte, cisnes, pássaros e todas as outras coisas de Natal. Eu escolhi a minha casa, ela era cor de rosa, tinha várias janelas abertas e uma escadinha linda na entrada. Ficava estrategicamente posicionada ao lado da gruta onde o Menino Jesus nasceria na noite de 24 de dezembro. Lá longe, no começo do presépio, estavam posicionados os Reis Magos. Todo dia, Tia Leda fazia eles andarem um pouquinho para que, no dia 6 de janeiro, estivessem já na gruta.

Na casa delas tinha também umas cinco árvores de Natal, de todos os tamanhos. A maior ficava na sala de visitas, a segunda maior na sala do presépio. As outras ficavam cada qual em um canto da casa. Velas, guirlandas, papais noéis, mais presépios (pequenos) e tudo o mais que pudesse criar o clima natalino.

Na casa da vovó era tudo em menor escala. Tinha um presépio também, que até hoje ocupa seu lugar em cima do piano (mas lá não tem um copo de veneno que quem bebeu morreu). Tinha uma árvore de Natal prateada e um monte de bolinhas. Em uma foto, minha mãe monta a árvore e eu estou sentada na almofada ao lado, chorando, porque quebrei uma bolinha. Naquela época elas eram muito frágeis.

E tinha, sempre, um montão de presentes. Da vovó e do vovô, do Paulo, do Padrinho, da Tia Ylza e da Tia Leda, do Tia Yvan, dos avós de São Paulo... era uma festa. O vovô Ney era a estrela da festa. Ele fazia as coisas ficarem mais divertidas. Quando nos mudamos para BH, era uma festa só imaginar o dia em que chegaríamos na casa dele. Ele sempre nos levava no escritório para nos mostrar os presentes que comprava para nós. Ele ficava tão ansioso pra nos dar os presentes... mas como não podia, ficava nos mostrando os embrulhos, as caixas. A ansiedade era tanta que, na manhã do dia 24 de dezembro ele já deixava os presentes debaixo das nossas camas. Éramos as únicas crianças que ganhavam presente um dia antes.

Isso tudo pra dizer que, com a morte do vovô, em 1993, o Natal morreu um tantão assim pra mim. Não tinha mais graça. A casa continuava recebendo enfeites, a casa da Tia Ylza e da Tia Leda também, mas a alegria toda que tinha o Natal foi embora com o vovô. E o que restou dela deu tchauzinho quando a Tia Leda ficou doente. Aquele presépio gigantesco foi reduzido. Pena...

Daí, em 1996 eu resolvi tentar fazer alguma coisa pra melhorar o meu Natal. Ia ser o nosso primeiro Natal em BH. Pra isso, foi comprada a árvore (não tinha em casa porque a gente sempre estava em Ouro Preto nessa época), presépio e enfeites gerais. E eu decidi fazer uma guirlanda de balas Toffe Bombom. Peguei um bastidor de bordado, forrei com tecido vermelho, comprei um quilo de balas e fui amarrando numa linha, com aquele primeiro ponto de crochê. Fui colocando em volta da guirlanda e terminei tudo com um laço de fita vermelha. Fez sucesso lá em casa e me fez ficar menos triste. Fiz em outros anos e também pra dar de presente pra algumas pessoas, depois parei, desanimei, esqueci.

Esse ano, lembrei de fazer. Mas não para o Natal. Para o reveillon, que vou passar com a família do Leo. Esqueci de fotografar o passo a passo, então só tem duas fotos, uma do final do processo e e outra da guirlanda finalizada. Não achei mais o pacote com um quilo da bala, só com 700g, então comprei dois pacotes. As fitas foram patrocinadas pela vovó e o bastidor pela Tia Ylza.

Quase no final

Como tinha muito tempo que eu não fazia, esqueci que o forro e o laço deveriam ser colocados antes de se começar a enrolar as balas. Daí, forrei o que sobrou de bastidor e apliquei o laço.


Ficou assim

domingo, 12 de dezembro de 2010

Desafio Literário

Em 2010, uma galera dos blos de literatura participou de um Desafio Literário, que consistia em eleger 12 livros para serem lidos, um a cada mês. Os meses eram temáticos, cada livro deveria ser escolhido de acordo com a convenção. Fiquei com vontade de participar, mas terminei na vontade, porque não quis me comprometer, por causa do meu tempo disponível ser meio maluco. Mas decidi participar em 2011. A ideia é não seguir as regras do Desafio, por isso não vou me inscrever. Porém, elegi 12 livros que quero ler em 2011 - o que não vai me impedir de ler outros, desses que caem nas mãos.

Como no Desafio, terei uma lista reserva, para trocar, se houver algum problema. Só que ainda não fiz...

A lista oficial é essa:

Janeiro: O beijo e outras histórias, de Antón Tcheckov
Fevereiro: Um chapéu para viagem, de Zélia Gattai
Março: Elite da Tropa, de Luiz Eduardo Soares, André Batista e Rodrigo Pimentel
Abril: 1808, de Laurentino Gomes
Maio: Ministério do Silêncio, de Lucas Figueiredo
Junho: Notícias do Planalto, de Mario Sérgio Conti (releitura, li logo que foi lançado)
Julho: A ilha do dia anterior, de Umberto Eco
Agosto: O outono do patriarca, de Gabriel Garcia Marquez
Setembro: O vermelho e o negro, de Stendhal (releitura, li na época da faculdade)
Outubro: A mãe, de Gorki
Novembro: Contraponto, de Aldous Huxley
Dezembro: As Brumas de Avalon - Volume 1, de Marion Zimmer Bradley

Sobre As Brumas, tenho os três últimos volumes, e quero encontrar o primeiro da mesma coleção, da editora Círculo do Livro. Então, terei doze meses pra tomar vergonha na cara e comprar o livro.

O livro atual é Os diários secretos de Agatha Christie.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Lavras Novas

Dia em Lavras Novas é uma delícia. Fomos lá pra confraternização da ADOP (Agência de Desenvolvimento Econômico e Social de Ouro Preto), no restaurante Pimenta Rosa, que fica na pousada Vila Mineira. O restaurante é espetacular. Hoje tinha um frango com molho de gorgonzola que estava divino! A pousada é uma das mais fofas de Lavras Novas, dá vontade de morar lá.

O caminho, vista deslumbrante

Igerja de Nossa Senhora dos Prazeres

Entrada do restaurante Pimenta Rosa e da pousada Vila Mineira

Os quartos da pousada. Dá vontade de morar lá

Leo, contemplanto a vista

Casa bonitinha em Lavras Novas

Cuco na gaiola

Os presentes do amigo oculto da ADOP

A turma toda reunida

Eu e a Cláudia com nossos presentes

Feliz de estar num lugar lindo desses


Leo também, fazendo planos de voltar