segunda-feira, 29 de março de 2010

Identidade 2

Já falei aqui que muitas pessoas me confundem. O nome Aline está ficando cada vez mais comum e vamos combinar que Monteiro também não é um sobrenome dos mais exclusivos.

Hoje teve nova rodada de confusão.

Telefone toca e eu atendo:

Eu: Converso Comunicação, Aline, boa tarde.

Ele: Quanto fica imprimir uma faixa de dois metros?

Eu: Nós não fazemos impressão, só criação. A impressão é no telefone tal.

Ele: Ô Aline, você estudou comigo no Dom Pedro, sua horrorosa.

Eu: Não, eu não estudei em Ouro Preto.

Ele: Não? Nó, desculpa.

A ligação virou uma risadaria completa aqui na Agência. E não, eu não me importei de ser chamada de horrorosa.

domingo, 28 de março de 2010

Domingo de Ramos

Um dos dias da celebração da Quaresma e da Semana Santa é o Domingo de Ramos. Especialmente porque os Passos da Paixão ficam abertos. É o único dia do ano em que eles ficam abertos. São seis passos na cidade, cinco do "lado" do Pilar e um no Antônio Dias. Tem ais informações sobre os passos aqui.


Passo da Coroação, na Rua São José (Foto: Leo Homssi)


A imagem do Passo da Coroação

A tradição aqui em Ouro Preto manda que as casas no percurso das procissões sejam enfeitadas. Nos dias sóbrios, como o Domingo de Ramos e a Sexta-feira da Paixão, as cores devem ser solenes: o vermelho ou o roxo da Quaresma. Nos dias festivos, como o Domingo de Páscoa e o Corpus Christi, o branco ou cores claras.
Casa na Rua Direta


Casa no bairro Antônio Dias, próximo ao Passo do Pretório


O Passo do Pretório, infelizmente, estava fechado




As procissões do Encontro: o Cristo crucificado sai do santuário de Nossa Senhora da Conceição e Nossa Senhora das Dores, que sai da igreja de Nossa Senhora das Mercês e mmisericõrdia, encontram-se na Praça Tiradentes. Depois do sermão, procissão até a Matriz do Pilar.



Pra variar, o dia estava belíssimo em OP (Foto: Leo Homssi)

sábado, 27 de março de 2010

Procissão do depósito




No sábado anterior ao Domingo de Ramos tem a Procissão do Depósito da imagem do Senhor. Como estamos na Quaresma, a imagem não aparece, ela vem protegida. Quando crianças, dizíamos Nosso Senhor da Casinha.

sábado, 20 de março de 2010

Citações 2

De Alice, personagem de Aventuras de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol:

- Eu... eu... nem eu mesmo sei, senhora, neste momento... eu... enfim, sei quem eu era quando me levantei hoje de manhã, mas acho que já me transformei várias vezes desde então.


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Do Chapeleiro, personagem de Aventuras de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol:

- Ah! Olhe aí o motivo - desse o Chapeleiro. O Tempo não suporta ser marcado como se fosse gado. Mas, se você vivesse com ele em boas pazes, ele faria qualquer coisa que você quisesse com o relógio. Por exemplo: vamos dizer que fossem nove horas da manhã, que é hora de estudar. Você teria apenas que insinuar alguma coisa no ouvido do Tempo, e o ponteiro correria num piscar de olhos: uma e meia, hora do almoço.

sexta-feira, 19 de março de 2010

terça-feira, 16 de março de 2010

Fofuras da tia

Sempre quis ser tia. Pra ser um pouco, pros sobrinhos, o que as minhas tias foram pra mim. Tia Ylza, de quem eu já falei aqui, é uma fofa. Deem uma olhada nas coisinhas lindas que ela faz em tricô.


Casaquinho com sapatinho amarelo e sapatinhos variados



Casaquinho e sapatinho "folha". Ela sempre os fez com lã branca. Dessa vez, veio um verdinho



O meu favorito: a frente parece um trenzinho.
O charme fica por conta do pompom e do lacinho azul.

Tadinhos dos meus futuros sobrinhos... eu nunca vou saber fazer isso. Mas topo rolar no chão, levar pro Mineirão e pra andar de bicicleta por aí, jogar bola, videogame e bolinha de gude.

domingo, 14 de março de 2010

Em Ouro Preto, não deixe de...

Ver:
Exposição Ouro Preto - Gente e Fé do fotógrafo Neno Vianna, na galeria de arte da Fiemg (Praça Tiradentes, 4 - Centro). Visitação até 28 de março, das 9h às 19h.

As cores e as expressões me marcaram mais. As fotos de Neno cobrem uma série de manifestações religiosas de Ouro Preto e distritos. Para quem aprecia cultura popular, é imprescindível.

Entrada franca.

Ir:
No Bené da Flauta Restaurante e Café. O restaurante mais bacana de Ouro Preto. A casa, a decoração, o acolhimento, a comida, tudo é perfeito.

Sábado

Praça da Liberdade

A Obra

segunda-feira, 8 de março de 2010

Montanha Uruguaiana

Tenho uma tia que tem mãos de fada. Pra doces e pra tricô. É impressionante o perfeccionismo dela em cada coisa que faz. Os casaquinhos e sapatinhos de tricô que ela faz para bebês são famosos. Meus primos, meus tios, meus irmãos e eu fomos privilegiados. Hoje, ela só tricota quando tem vontade. E essa arte vai se perder um dia. Mesmo com os cadernos de receita todos bem explicadinhos, a perfeição, o carinho e o cuidado são únicos.

Com os doces... o mesma perfeccionismo. Era uma festa nos aniversários. Cada um de nós ganhava um doce especial nesses dias de festa. E a Tia Ylza sempre fazia o doce favorito do aniversariante. O meu favorito era a Montanha Uruguaiana.

É um doce extremamente doce. E delicioso. Pequena, eu já ficava doida quando tinha uma Montanha por perto. Ficava do lado enquanto ela cortava as ameixas para retirar os caroços. E, de levinho, roubava uma ou outra ameixa, rindo, de boca cheia.

Alguns problemas fizeram com que a Tia parasse de fazer os doces. Agora, ela só faz em ocasiões especialíssimas. Eu ganhei a minha última Montanha há alguns anos. Vovó ganhou no ano passado. E hoje, meu tio recebeu a dele, pra comemorar o aniversário que comemora amanhã. Está lá, na geladeira, esperando a hora certa de ser consumida.

A história da Montanha Uruguaiana começou com a minha tia bisavó, Olga. Diz a lenda familiar que ela tinha muitas amigas e uma delas era do sul do país. E foi essa amiga que passou a receita. A tia Olga caprichava no açúcar. A mesma lenda diz que ela não seguia as receitas à risca. Se achava que um ingrediente era bom, ela colocava mais. O resultado é que os doces que ela fazia eram mais doces do que deveriam ser.

Tia Olga morreu antes que eu completasse um ano. Mas sei que ela ia me visitar no berço e perguntava "Cadê a menininha de Titia?".

Bom, a receita sobreviveu ao tempo e é quase uma marca da família do meu avô materno. E, com o capricho da Tia Ylza, ela ficou mais bonita. Ela monta flores, coqueiros e até paisagens com pedacinhos de ameixa. Faz um bordado tão bacana que foi impossível não fotografar.




Vamos à receita:

Montanha Uruguaiana

Ingredientes:
A - Doce de ameixa
100g de ameixas em calda grossa de açúcar cristal (ou a mesma quantidade em compota de ameixas em calda)
B - Pão-de-ló
3 colheres de água
6 ovos
3 xícaras de açúcas refinado
3 xícaras de farinha de trigo
C - Primeiro Creme (amarelo)
1 lata de leite condensado
A mesma medida de leite de vaca
4 gemas
D - Segundo creme (branco)
4 claras
4 colheres de açúcar
1 lata de creme de leite gelado.


Modo de fazer:
Fazer o pão-de-ló de forma tradicional.
Após pronto, molhar o pão-de-ló no caldo das ameixas e com ele forrar o fundo de um pirex.
Misturar os ingredientes do primeiro creme e levar ao fogo até engrossar, mexendo sempre.
Colocar esse creme acima do pão-de-ló, , misturado com as ameixas.
Com o segundo creme, bater as claras em neve, acrescentar aos poucos o açúcar e, por último, o creme de leite. Esse creme será a cobertura da torta.
Após montado, levar à geladeira.
Fazer de véspera.

Tia Ylza sempre termina as receitas da mesma forma:
E por último... vamos comer? É uma delícia!