segunda-feira, 31 de maio de 2010

Essas crianças...

Aconteceu com meu tio avô, quando ele era pequeno.

Uma de suas irmãs tinha uma paixão maluca por bonecas. Até morrer, ela adorava, tinha uma coleção. Quando pequena, ela não podia ter todas que queria, mas tinha todo o cuidado com as que tinha. Uma de suas bonecas se chamava Nhanhá.

Os irmãos dela gostavam de encher a paciência da tia, em geral enforcando as bonecas dela em algum lugar da casa. Também abriam-nas de vez em quando.

Um dia, Tio Ymar tanto fuçou a tal Nhanhá que tirou dela um apito que fazia um determinado barulho quando a boneca se mexia. A brincadeira devia estar boa... meu tio acabou engolindo o tal apito. Com medo, depois de escutar demais o povo dizendo que quem engolia semente de frutas ficava com uma árvore a nascer na barriga, ele foi procurar a mãe, minha bisavó.

- Mãe, se um menino, mais ou menos do meu tamanho, engolir o apito de Nhanhá, ele morre?

Minha bisavó, provavelmente para desencorajar o filho de engolir o tal apito, foi categórica:

- Morre.

Tio Ymar, desesperado, começou a correr pela casa, gritando:

- Então eu vou morrer! Eu vou morrer!

Resultado: minha bisavó teve que gastar horas de conversa pra convencer o filho de que ela tinha exagerado e que não ia acontecer nada de mal com ele. O apito... bem... foi encontrado no dia seguinte, como seria natural.

domingo, 30 de maio de 2010

Competição

Quando eu era adolescente, tinha essa poesia escrita na capa de todos os cadernos da escola. Parei com isso quando entrei pra faculdade. E hoje achei o texto salvo, escondidinho naquelas pastas que vc se esquece que tem.

Competição
Cassiano Ricardo

O mar é belo.
Muito mais belo é ver um barco
No mar.

O pássaro é belo.
Muito mais belo é hoje o homem
Voar.

A lua é bela.
Muito mais bela é uma viagem
Lunar.

Belo é o abismo.
Muito mais belo é o arco da ponte
No ar.

A onda é bela.
Muito mais belo é uma mulher
Nadar.

Bela é a montanha.
Muito mais belo é o túnel para alguém
Passar.

Belo é o azul.
Mais belo o que o Cézanne soube
Pintar.

Porém mais belo
Que o do Cézanne, o azul do teu
Olhar.

O mar é belo.
Muito mais belo é ver um barco
No mar.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Citações 5

Do livro Crítica - 1ª Série, de Haroldo de Campos, no texto A nossa formação étnica:


O papel da civilização consiste, assim, em síntese, na criação de necessidades novas, que reclamem do homem novos crimes e novos sacrifícios. É conhecido, sobejamente, - e eu próprio já o divulguei em livro, - o caso contado há meio século pelo General Couto de Magalhães. Achava-se esse infatigável sertanista em vésperas de deixar a aldeia em que se hospedara no Alto Araguaia, quando lhe apareceu, em despedida, o tuxaúna da tribo, o chefe dos caiapós. Com o intuito de ser gentil, o general convidou-o a descer até o Pará e, para tentá-lo, descreveu-lhe as vantagens da vida civilizada, falando-lhe das casas de cinco andares, das gravatas, dos coletes, dos chapéus, das botinas engraxadas, de tudo, enfim, que o homem criou para aumentar as suas torturas naturais. O caiapó ouviu-o em silêncio e, ao fim de alguns instantes, indagou:
- Por que não ficas tu aqui, onde não se precisa de nada disso?

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Ausência


Um dia a gente acorda e percebe que, putz, já se passaram 17 anos. Nossa, mas parece que foi ontem...

Ainda lembro do dia em que eu estava tranquila na escola e fui chamada pelo coordenador. Alguma coisa já me dizia o que viria em seguida. Perguntei: "Aconteceu alguma coisa com o meu avô?". E ele respondeu que minha mãe me falaria tudo. Quando eu encontrei com ela, no corredor da escola, ela já estava em prantos. Me abraçou e disse, quase sussurrando: "Vovô morreu".

Depois disso veio o Nada, igualzinho na História sem Fim.

Às vezes eu fecho os olhos e ainda o vejo lá em casa, no quarto, na sala de jantar. Ainda sinto o seu cheiro no ar. Ainda dói passar de manhã pela porta do Cine Vila Rica e não vê-lo lá, batendo papo com os taxistas.

A saudade ainda é absurda, sem tamanho. Só não é maior que a certeza do privilégio que foi conviver com ele, mesmo que por pouco tempo.
Update: apesar da cara brava, ele era hilário. E chamava qualquer comida ruim de engasga-gato.

domingo, 16 de maio de 2010

Apelidos das ruas contam histórias de Ouro Preto

Rua Randolfo Bretas, rua Conde de Bobadela, rua Senador Rocha Lagoa, rua Henry Gorceix. É possível conhecer um pouco da história de Ouro Preto pelos nomes das ruas, que homenageiam pessoas importantes para a cidade e para o país. As mesmas ruas também podem contar outra história, muito particular da cidade: elas têm apelidos, que explicam algumas das peculiaridades de Ouro Preto.

A rua Senador Rocha Lagoa, por exemplo, é conhecida como rua das Fores já que, em frente à Escola Estadual Dom Pedro II, havia um jardim muito bonito, com flores de diversas espécies. O jardim era a característica mais marcante da rua, e foi o motivo para o “batismo” popular.

Uma rua sem saída, no Rosário, é chamada pelos ouropretanos de rua de Cima. O nome oficial é bem pouco conhecido: rua Gabriel Santos. Subindo para o Morro São Sebastião, pega-se a rua Henry Gorceix, conhecida como rua Nova. Oficialmente, a praça é Cesário Alvim. Mas quem a conhece, diz mesmo é Praça da Estação.

Reconhecer a rua Randolfo Bretas pode até ser difícil. Porém, pergunte pelo apelido, e qualquer pessoa sabe onde fica a rua da Escadinha. A Praia do Circo é o apelido da Praça Rio Branco, no Pilar, onde fica um dos principais prédios da prefeitura da cidade.

O Beco dos Bois é conhecido por ser a rua de acesso ao antigo Matadouro Municipal de Ouro Preto. O nome foi depois trocado para rua Dr. Cláudio Bernhaus de Lima, em homenagem a esse ilustre ouropretano.

Os apelidos das ruas, que são os mais usados, vêm da tradição oral da cidade, passados de pais para filhos. Os nomes oficiais são escolhidos pela Câmara Municipal e pelo poder municipal. Mesmo que os homenageados sejam importantes para a história da cidade, a tradição oral é mais forte. Por isso é mais fácil conhecer as ruas da cidade pelos apelidos.

E a famosa rua Direita? Praticamente todas as cidades coloniais têm uma rua com esse nome, que serve para indicar direção na cidade. Em Ouro Preto a rua é “à direita da Casa de Câmara e Cadeia”, o atual Museu da Inconfidência. O nome oficial da rua é Conde de Bobadela.

Publicado originalmente no Portal ouropreto.com.br em 2003

sábado, 15 de maio de 2010

Citações 4

De Riobaldo, do livro Grande Sertão Veredas, do mestre Guimarães Rosa:

"Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa."

"Viver é negócio muito perigoso."

"Mire veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas estão sempre iguais,ainda não foram terminadas – mas elas estão sempre mudando."

"Moço, toda verdade é uma espécie de velhice."

"Meu coração restava cheio de coisas movimentadas."

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Alice

Quando ganhei o livro Alice no País das Maravilhas, com texto integral, aos seis anos. Foi uma tia meio doidona que achou que uma criança ainda aprendendo a ler ia conseguir perpassar toda aquela fantasia. Eu não gostei. Ainda mais que a personagem principal chama Alice e não Aline.

Dois anos depois, reli o livro com mais calma e me apaixonei. Por todos os "seres" fantásticos daquele mundo, pela menina que cresce e diminui, pelas cartas de baralho que pintavam de vermelho as rosas brancas da Rainha. Gargalhei durante a explicação da Falsa Tartaruga sobre os diferentes ramos da aritmética: "ambição, distração, murchificação e derrisão". E me emocionei, anos depois, quando a Adriana Calcanhoto lançou o disco Partimpim, com a Canção da Falsa Tartaruga. Volta e meia, o livro saía da minha estante para ser relido.

Em Através do Espelho, aprendi com a Rainha Branca a acreditar em até seis coisas impossíveis antes do Café da Manhã. E, com a Rainha Vermelha, que "no momento em que você diz alguma coisa, já está dita, de modo que você deve aceitar as consequencias". Também dei boas gargalhadas na viagem de trem de Alice e na conversa dela com o cavaleiro que sempre cai de cabeça...

Aí veio o filme dirigido pelo Tim Burton... e entre a decepção do filme não ser tão Alice nem tão Tim Burton, me vi embasbacada com as criações da equipe de desgin, de figurino e maquiagem. Sem contar com todas as referências ao texto original. O fato é que escrevi e o blog da Set Palavras publicou um texto sobre o filme. Pra quem quiser, o link está aqui. Agradeço ao Walter pela confiança e pela publicação do texto. E peço desculpas pela pretensão.



terça-feira, 11 de maio de 2010

De volta à Ilha do Amor - praias

São Luis está localizada em uma ilha, a Upaon-Açu, que faz parte do Arquipélago do Golfão Maranhense. O nome foi dado pelos índios tupinambás e significa "ilha grande". É tão grande quanto a ilha de Lost: São Luis ocupa cerca de 57% do território. O restante é ocupado pelos municípios de Raposa, São José de Ribamar e Paço do Lumiar.
O principal rio da ilha é o Anil. Ele segue a maré. Quando ela está alta, há fluxo de água na calha. Quando a maré está baixa, você vê o leito do rio coberto de lama e os caranguejos saindo de suas tocas.
Quanto às praias, a orla da parte mais nova da cidade começa com praia da Ponta d'Areia. Não me lembro muito dela e nem voltei lá dessa vez. Dizem que o por do sol visto dessa praia é magnífico.
Na sequência vem a praia de São Marcos, também chamada de praia da Marcela. É a praia dos surfistas da ilha. Lembro de manhãs inteiras passadas lá, sem entrar direito no mar para não atrapalhar os surfistas e nem tomar pranchada. Voltamos lá bem cedo. A praia estava bem vazia, mas ainda bem bonita, com a maré baixa.


Manhã na praia de São Marcos


Em seguida, vem a praia do Calhau, que é a mais badalada. Não era a praia que eu frequentava enquanto morava lá, aliás não me lembro de ter ficado por lá, a não ser passado de carro enquanto procurávamos um apartamento. O hotel em que ficamos fica no final do Calhau e ainda nos dava uma bela visão da praia de São Marcos.


Por do sol na praia do Calhau


Depois do Calhau vem o Caolho, que é a praia em que íamos com mais frequencia. Hoje, ela faz parte da estrutura da Litorânea. Mas há 21 anos não era assim. A praia terminava antes do acesso ao Calhau. Era uma praia mais tranquila, com menos aglomeração. A rua de acesso era pequena e parávamos o carro no início da areia. Dava pra brincar com calma, sem preocupações. Os bares que fomos (Antena Hummm, Barraca do Henrique e Feijão de Corda) ficam no Caolho.

O Caolho, ao entardacer

Depois do Caolho vinha a praia que era a mais movimentada há 21 anos, Olhos d'Água. Só me lembro de ir lá uma vez e não gostamos muito por causa do movimento. Muita gente reunida. Essa praia não tem acesso pela Litorânea e acabamos não indo lá pra ver a estrutura hoje. Após Olhos d'Água vem a praia do Meio, já na divisa com São José de Ribamar, onde fica a praia do Araçagy.

Minha lembrança do Araçagy é de ser a melhor praia da região. Na época em que morei lá, não havia nenhuma estrutura lá. Poucas pessoas iam à praia, os carros eram parados na areia, bem perto da água. Hoje, os carros continuam parando perto do mar. Mas há uma série de barraquinhas e muita gente vivendo delas. Não é uma boa estrutura como a da Litorânea. Nos assustou um pouco a informalidade do local e acabamos não ficando lá. Além disso, a maré estava muito baixa e uma chuva estava se formando.

Olha a chuva chegando lá no Araçagy


Além de rever as praias, foi muito bom voltar à Av. da Paz. Há 21 anos, a rua não era calçada. Era de terra e tinha pouquíssimas casas. O condomínio onde morei era novíssimo, com as paredes azuis e as ferragens da varanda em amarelo forte. Hoje, a rua está asfaltada e tem várias casas e lojas. O prédio já está velhinho e um pouco mal cuidado. Mas a emoção que me veio foi forte ao passar de novo na rua e lembrar daquele ano em que morei ali, correndo na garagem, brincando com os vizinhos, andando de bicicleta pelas ruas e ruelas, comprando picolé de cajá e graviola e sorrindo. Sorrindo muito.

O prédio não está mais novinho. Mas a varanda de onde eu via o mar ainda está lá





De volta à Ilha do Amor - mais imagens

São Luis foi a única capital brasileira com colonização francesa no Brasil, fundada em 1612. O nome da cidade é uma homenagem ao Rei-menino Luís XIII. Os franceses foram expulsos e teve início a colonização portuguesa. Um dos maiores símbolos da cidade são as fachadas dos casarões do centro, cobertas por azulejos portugueses.



O colorido das casas é muito diferente da austeridade de Ouro Preto. Aqui, as casas são, em geral, caiadas de branco com cores fortes - chamadas coloniais - nas portas e janelas. As cidades coloniais no litoral são mais alegres.




O bairro da Praia Grande estava vazio. Afinal... era Dia das Mães...

Mais uma coisa bacana do centro de São Luis são as placas de rua, pintadas em azulejos. Infelizmente, não tenho fotos das placas da rua Grande, dos Afogados, da Inveja e de outras com nomes tão bacanas que só as cidades coloniais têm (vide Ouro Preto, com o Largo da Alegria e Tiradentes, com a rua do Jogo de Bola).

De volta à Ilha do Amor - primeiras imagens

Voltar a São Luis foi muito bom. Rever a ilha, muito mais desenvolvida do que há 21 anos, com mais acesso às praias e uma estrutura muito bacana na avenida Litorânea foi ótimo.



A viagem foi bem rápida e, por isso, mais gastronômica, com destaque pro caranguejo. Leo acabou não provando o cuxá ou o arroz de cuxá locais (a vinagreira nada mais é que o nosso ora-pro-nobis).



Patinha de caranguejo à milanesa, todos os dias. Essa é da Barraca do Henrique


Começamos pelos bares da Avenida Litorânea. A prefeitura, ao abrir a avenida, construiu as estruturas para uma série de barracas ao longo da orla. A Litorânea vai da praia de São Marcos até a praia do Caolho. Cada bar tem uma área interna, uma externa, ao longo do calçadão, e uma na areia da praia. O cardápio é variado, com destaque para os frutos do mar e os pratos típicos locais.

Nossa primeira parada foi na Barraca do Henrique, mas ela estava fechada. Depois soubemos que ela funciona das 9h às 18h. Duas barracas ao lado, estava o bar Antena Hummm, onde ficamos. O clima praiano, a brisa, o barulho das ondas... tudo perfeito. O atendimento foi muito bom e a patinha de caranguejo estava ótima, assim como o camarão ao alho e óleo. Como tinha chovido, o bar estava bem vazio. Funciona das 8h às 23h.

Depois da chuva, mas com um ótimo clima de praia, o bar Antena Hummm


No dia seguinte, fomos finalmente à Barraca do Henrique. Ela é bem famosinha, a que tem a melhor estrutura da orla e muito bem frequentada. Na internet (não me lembro exatamente onde), achei uma crítica que dizia que os garçons eram lentos, mas o bar muito bom. E foi exatamente isso. A garçonete que nos atendeu, a Josélia, foi muito atenciosa. Mas volta e meia nós víamos os garçons sentados, quietinhos, ou batendo papo. O Leo gostou especialmente da patinha de caranguejo (sempre ela) e também da casquinha. Acabamos voltando lá no dia seguinte, para mais uma rodada de caranguejo.

Barraca do Henrique, boa pedida na Litorânea

Os restaurantes que fomos foram o Cheiro Verde e o Feijão de Corda. Eu já conhecia o Cheiro Verde de quando morei lá. Era um dos lugares que mais íamos aos domingos. Lá o cardápio era o mesmo, bem cheio de frutos do mar. E teve, claro, a patinha de caranguejo. O melho foi diferente, molho tártaro. Nos outros lugares foi só molho rosé, que eu não gosto muito. O tártato do Cheiro Verde fez uma grande diferença no prato. Também comemos camarões. Uma vantagem do Cheiro Verde é que o cardápio está na internet, então é possível ter uma boa noção do que pedir e de quanto gastar.

Já o Feijão de Corda não tem um site muito bacana. Ele é novo, só existe há quatro anos. O site não dá uma dimensão do que é o restaurante e o cardápio é bem mais amplo do que o apresentado virtualmente. O mais bacana da casa é a produção própria de pimenta e de geléia de pimenta. A geléia é uma delícia. Trouxemos pra dar de presente e pra nós também.

Pra finalizar com mais comida, experimentamos os sucos naturais de acerola (tá, nem é mais tão exótico assim), de cajá (não é o cajá-manga, é outra fruta) e de cupuaçu. Todos no café da manhã do hotel, que ainda tinha os pães bem típicos Massa Grossa, que parece um pão francês, e o Massa Fina, que lembra o pão de cachorro-quente. Também tinha uma série de comidinhas feitas de macaxeira e tapioca, a cara do Nordeste.

De volta à Ilha do Amor - Trilha Sonora

Costumo ficar com músicas na cabeça, uma para cada situação.

Para voltar a São Luis, quem me embalou foi o maranhense Zeca Baleiro, com a música Pedra de Responsa. E faço coro com o Zeca: eu volto pra ilha nem que seja montado na onça.


Pedra de Responsa
zeca baleiro e chico césar

é pedra é pedra é pedra
é pedra de responsa
mamãe eu volto pra ilha
nem que seja montado na onça

quando fui na ilha maravilha
fui tratado como um paxá
me deram arroz de cuxá água gelada da bilha
cozido de jurará alavantu na quadrilha

me levaram no boi-bumbá pra dançar eu dancei
me deram catuaba pra provar aprovei
me deram um cigarrim pra fumar
menino como eu gostei

mamãe eu quero sucesso dinheiro mulheres champanhe
mamãe teu filho merece vera fischer very money
mamãe eu quero sucesso dinheiro mulheres champanhe
mamãe teu filho merece demi moore more money

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Afônica

Galo campeão mineiro 2010. Eu fui!

Pré-jogo (não, ele não foi comigo)


Pós-jogo e alma lavada

sábado, 1 de maio de 2010

Em BH

Dia intenso em BH. Depois de uma reunião com um cliente, fomos à exposição Paisagem Incompleta, na Grande Galeria do Palácio das Artes. A exposição pode ser vista até o dia 23 de maio, com entrada franca. Informações: (31) 3236-7400
Os destaques, para mim, foram:


Willys de Casto
Estudo para Poesia - sem data
Datiloscrito sobre papel (esta foto é da plotagem na parede)
Coleção Instituto de Arte Contemporânea - IAC (SP)






Sandra Cinto
Sete Mares - 2009
Instalação de seis desenhos de caneta permanente sobre impressão digital e pintura sobre parede
Coleção da artista
Cortesia Galeria Progetti (RJ)





Edith Derdyk

Dos dias é - 2007
Chapa de metal e papel




José Damasceno
Trilha Sonora - 2001
Martelos de ferro e madeira
Coleção Inhotim (MG)


Depois, parada no Capuccini do Pátio Savassi:




O melhor brigadeiro




Mocha

Faltou a foto da isca de filé com molho gorgonzola da Marília Pizzeria. Estava tão bom que quando lembramos da foto... já não tinha mais prato.