quinta-feira, 17 de junho de 2010

Em tempos de futebol

Comeeeeeeça o jogo!

Haja coração! O Afrodite Futebol Clube enfrenta o Itajubense em mais uma tarde de sol em Ouro Preto!

Nos idos de 1920/1930, três quintais sem muro na rua São José serviam de campo de futebol par o enfrentamento clássico entre as duas equipes. O garoto mais velho, mais tarde conhecido como o senhor meu avô, fez as traves de madeira e demarcou o gramado.

O Afrodite Futebol Clube era formado por Yen, Adelayde, Lyad, Rymla e Ridlav (os nome dos jogadores eram ao contrário: Ney, Edyaleda, Dayl e Almyr, meus tios, e o amigo deles, Valdir).

O time adversário, Itajubense, tinha os jogadores Cássio, Nico e Paulo Neves (meus tios Ymar, Ylza e Yvan, respectivamente, em homenageando três craques do Torpedo Futebol Clube, formado por estudantes de Ouro Preto - Cássio veio a ser, depois, o engenheiro Cássio Lanari e Paulo Neves é de uma tradicional família local).

Com dois jogadores a mais, o Afrodite Futebol Clube deveria fazer a festa no campinho. Que nada... o Itajubense sempre ganhava as partidas.

Hoje, só a tia Ylza e o amigo dela, o Valdir, estão vivos para contar essa história.


terça-feira, 8 de junho de 2010

Meu mais novo DVD

Então que eu nunca dou sorte em nada que, em princípio, seria de sorte. Sorteios, loterias, essas coisa. Meu nome só era sorteado pras provas orais na escola. Pro resto... nada!

Pra algumas promoções eu até achava que ia ter sorte. Concursos culturais, por exemplo. Uma vez uma amiga e eu quebramos a cabeça pra descobrir 40 títulos de músicas dos Beatles em uma ilustração. E ganhamos uma série de marcadores de livros temáticos do meu quarteto favorito.

Há 10 dias resolvi participar do concurso cultural da SetPalavras sobre o Quentin Tarantino. Só porque era sobre o Tarantino. Eu curto muito os filmes dele, especialmente o humor e a ironia. E proposta era pra escrever, em 140 caracteres: Os filmes do Tarantino são... O prêmio: o DVD e um mini-pôster do filme Bastardos Inglórios, o último do diretor e, para mim, o que merecia o Oscar de melhor filme deste ano.

Aí, como dizia o Chico Buarque na música da máquina de escrever sem acento no Saltimbancos Trapalhões, "deu uma cocega nos calos da mão" e resolvi participar.

E não é que o filme veio morar aqui em casa? Olha só:


O prêmio: o mini-poster (que é bem grandão) e o DVD do Bastardos Inglórios


Pronto pra entrar na minha pequena família de filmes

Já na casa nova, ao lado do Cães de Aluguel e do Pulp Fiction, do mesmo "pai"

A inspiração pra frase veio daqui:



segunda-feira, 7 de junho de 2010

Amo muito tudo isso 2

Fugi da bagunça de Ouro Preto no último final de semana. Além da calma e do silêncio, encontrei amigos em uma noite extremamente agradável.
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Mesa posta pro fondue, antes do pessoal chegar
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Da esquerda para a direita, em pé: Leo, Jean, Tales e Fabi. Sentados, Luiz, Roberta e Gustavo.
Ausentes na foto: Margaret, Flávia e Analice, que chegou bem depois


Antes do pessoal chegar

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Respeito é bom

Há alguns dias tenho me envolvido com projeto de desenvolvimento de cidadania muito bacana. É o projeto Imagine, que nasceu em Conselheiro Lafaiete pelas mãos da Eloah, que eu não conheço ainda, e tem o apoio da minha amiga Daniella Inácio. A Eloah está em campanha para que os moradores de Lafaiete levem a fundo a palavra cidadania e cuidem bem da cidade.

Pra mim, o projeto Imagine tem muito a ver com respeito. Quando se respeita a si mesmo e ao lugar onde se vive é possível exercer a cidadania. Estou com isso na cabeça nesse momento devido à situação atual da minha vizinhança.

Moro em uma casa que tem como vizinhas de frente cinco repúblicas de estudantes, sendo quatro federais e uma particular. A convivência com elas já foi melhor, numa época em que os estudantes tinham mais respeito pelas famílias da cidade. Meu pai morou em uma dessas repúblicas antes de se casar com a minha mãe. Os tempos foram mudando e a convivência também. A gente se acostuma com o barulho nos dias de festa, especialmente nas noites de quinta-feira e nos fins de semana. Também com a batucada com instrumentos de percussão que acontecem vez ou outra. É saudável pra eles, mesmo que incomode um pouquinho. No carnaval e no 12 de outubro (aniversário da Escola de Minas) é melhor para nós sair da cidade, para não ficarmos no barulho extremo.

Vez por outra as repúblicas hospedam pessoas. Neste feriado está acontecendo um encontro de estudantes de Direito e muitos estão hospedados aqui nas repúblicas da rua. Fomos acordamos com um grupo que chegou por volta da 1h da manhã. Chegaram eufóricos e ficaram na rua até depois das 8h da manhã conversando, rindo, gritando. Nós estamos acostumados com isso. Não estamos acostumados com o interfone sendo tocado às 7h da manhã, só de farra, por universitários. Tocaram e saíram correndo. Começou aí a questão no interfone.

Agora, no meio da tarde, os estudantes "visitantes" quebraram o interfone. Precisamos sair e conversar com os moradores da república para pedir um pouco de respeito. Só um pouquinho. Não nos importamos que a caixa de som deles está na janela, virada para a nossa casa, tocando aquelas músicas chatas. Não nos importamos com a quantidade de gente que está na rua, na nossa porta, tomando cerveja, fazendo xixi e vomitando. Só queremos um pouco de respeito. Porque aqui, na nossa casa, mora uma senhora de 92 anos, que já anda cansada da vida e não merece ficar escutando o interfone tocar o tempo todo. Também não merece o som nem a cerveja, nem o xixi, mas isso a gente ainda consegue relevar.

Se não dá pra ir pra Londres...

... dá pra visitar Ouro Preto.


Dia 2 de junho de 2010, por volta do meio dia, a vista que eu tinha do morro de Catarina Mendes era essa:






Num tempo desses... um capuccino ajuda bem.



Da Fábrica de Chocolates de Ouro Preto