sexta-feira, 30 de julho de 2010

Compartilhando...

Quem me conhece sabe que eu tenho problemas com comida. E isso tem sido tema de debates nos últimos dias de análise.

Mas não é que hoje, conversando com a Ju, que também tem problemas com comida, acabei tropeçando no Fabrício Carpinejar? Ele tem quase todos os meus problemas com comida. A namorada dele é o Leo de saias. Veja aqui.

Sem contar que a Ju coroou o dia:

Tenho pavor de inhame!
Como é que pode? comida cinza!!!!!!!!!! isso lá é cor de comida??????

Do lado de cá do MSN, eu só pude ficar feliz por encontrar alguém que me entende. Obrigada, Carpinejar, obrigada, Ju!

A novela da Oi

Dia 23 de junho - quarta-feira

À tarde, tentei ligar pra vovó, mas o telefone só tocava. Liguei pro celular dela, que me informou que o telefone de casa não tinha tocado. Estávamos sem fixo e sem internet. Aí começou a novela com a Oi. Primeiro, foi ligar pra 10331 pra solicitar o reparo da linha. Fui informada de que a previsão era o conserto em 24h, podendo-se estender a até 48h. Ok. No dia 25 de junho, 48h depois, tudo voltou ao normal.

Dia 30 de junho - quarta-feira

A Oi resolveu fazer uma manutenção na rede, durante a manhã. Ficamos sem fixo e sem internet em casa e no trabalho. À tarde, a rua inteira teve o serviço normalizado. Menos lá em casa. Liguei de novo pro 10331 e o papo foi o mesmo: 24h para o conserto, podendo-se estender a até 48h. Dia 2 de julho, sexta-feira, o serviço voltou.

Dia 27 de julho - terça-feira

Vovó usou o telefone fixo por volta das 15h. Depois disso, ele ficou mudo de novo e ficamos mais uma vez sem internet. Nova chamada pro 10331 e a mesma promessa: 24h, podendo-se estender a até 48h. Quando as 48h se esgotaram, ontem (29 de julho), liguei de novo pro 10331. O atendimento eletrônico já me informou que havia um pedido em aberto com previsão de conserto até o dia 2 de agosto, próxima segunda-feira. Deixei a ligação até cair em um atendente. A digníssima pessoa que me atendeu me informou que havia uma manutenção geral na rede. Não, não havia. Trabalho na rua onde moro e sei bem quando tem manutenção geral. Ela me colocou na espera para tentar ver o que acontecia.

Quando voltou, com mais uma história difícil de acreditar (o problema na sua linha é maior do que a Oi imaginava anteriormente, por isso o prazo de conserto se estendeu), falei com ela sobre a dificuldade de ficar sem telefone. Tenho uma pessoa idosa em casa. Qualquer coisa que aconteça com ela, eu só vou saber se alguém me ligar. Ou seja, é fundamental ter o telefone em casa. A nossa sorte é nunca ter contratado a tal Oi Conta Total, em que os celulares ficam vinculados. Porque, pelo menos, eu tenho a segurança da Vivo, que ainda não falhou. A atendente resolveu me passar para o atendimento prioritário.

Mais uma vez lá vou eu contar a história toda. A mocinha estava enfezadinha. Peraí, moça, eu não escolhi falar com você. Foi a Oi quem te escolheu pra me atender e pra resolver meu problema, certo?

Contabilizando, estamos com cerca de nove dias sem fixo e sem internet em casa, em pouco mais de um mês. As ligações não feitas nesse período não serão cobradas, mas e a internet, que pagamos - bem caro - mensalmente?

Todo mundo sabe que a rede de Ouro Preto não é a melhor do mundo. Mas padecemos de um mal maior aqui. A falta de concorrência. Só temos a Oi. Ficamos reféns da falta de investimento, do descaso, do serviço ruim e do péssimo atendimento.

Meme - Dias 25, 26, 27 e 28

Dia 25 – O seu dia, em grande detalhe


28 de julho - quarta-feira.

Acordei 6h30. Cheguei no trabalho às 8h. Saí às 9h pra cuidar de mim e voltei 10h30.
Preparação pra reunião da tarde.
Almoço com vovó, visita a Tia Ylza. Visita a dois bancos (afff…)
Volta pro trabalho, preparação da papelada pra reunião.
Reunião de 14h às 18h.
Volta pra casa. Preparativos pra ir jantar.
Jantar em Mariana, no Bistrô
Volta pra casa, livro da Agatha (terminei mais um) e cama.


Dia 26 – Sua semana, em grande detalhe

A semana anterior começou em BH, com almoço com sogro, sogra e cunhada, todos uns fofos. Volta pra OP, filme Um estranho no ninho.
Segunda, endoscopia na Santa Casa. Molho em casa. Revisei os texto do site do Bruno.
Terça e quarta não houve nada de especial, só dias de casa-trabalho-casa.
Quinta foi aniversario de uma pessoa muito legal, e depois do casa-trabalho-casa, fomos lá comemorar com ele. Muita gente bacana, pessoas muito queridas.
Sexta começou com uma reunião que rendeu bem e terminou com um cansaço básico.
Sábado teve a arrumação geral de sábado, um dia ao sol com a Agatha e preguicite aguda de noite
Domingo de sol com corredor cultural na rua São José.


Dia 27 – Este mês, em grande detalhe

Julho é mês de festival de inverno aqui em OP. A cidade fica meio atolada de gente, em especial nos finais de semana. No dia 8 também é aniversário de OP e sempre tem um show. Esse ano foi Alceu Valença, que eu adoro, e fui lá, toda encapotada. Fora da rotina casa-trabalho-casa, teve muito filme, cinema, visita a amigos, exposições de arte, muita troca de livros. Briguei com a Oi, que me deixou três vezes sem telefone e sem internet em casa. Mas minha memória é péssima. Tive de abrir a agenda pra lembrar o que eu fiz na semana passada e fiquei com preguiça de fazer o mesmo agora.


Dia 28 – Este ano, em grande detalhe

Comecei o ano em Jataí, Goiás, com a família mais bacana do mundo, a do Leo. Foi uma viagem ótima, um início de ano marcante. Carnaval foi dividido entre BH (cinema e bares) e o sítio do Nando. Semana Santa em BH, não me lembro do que fiz. Uma ida a São Paulo, 4 horas de chá de cadeira em Congonhas. Viagem pra São Luis, muito bom. Alguns desentendimentos, todos superados. Algumas festas de aniversário. Nenhum casamento (Deus é pai). Descobri o Trocando Livros e fiz bom uso dele. Teve a Copa do Mundo e, pra variar, eu empolguei. Torci muito, vi quase todos os jogos. Torci pelo Brasil, ele saiu. Torci pela Alemanha, ela saiu. Torci pelo Uruguai, ele saiu. Torci pela Holanda, ela ficou em segundo lugar. Será que sou pé frio?

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Meme - Dias 22, 23 e 24

Dia 22 – Um site


Puxando a brasa pra minha sardinha, o site da Converso é bem legal. Dá pra ter uma noção do trabalho que realizamos diariamente, que clientes atendemos e o que fazemos.


E, pras (poucas) horas de ócio, tem o site do Mahjong. Não sei jogar o tradicional, que é com quatro pessoas e cheio de regras. Mas esse, tipo paciência, é uma delícia.



Dia 23 - Um vídeo do Youtube


É um clipe lindo, um produção super bacana.






Dia 24 - Seu lugar preferido


A foto vem depois. Mas é o jardim da minha casa. Bom pra passar o tempo, pra ler, pra lagartear ao sol (viva Monteiro Lobato), pra ver a paisagem, curtir o por-do-sol.

Meus marcadores


Aí estão todos os meus marcadores de livros. Um dia vou contar quantos são e, quem sabe, botar ordem na bagunça. Em destaque (oi?) estão os dos Beatles, os egípcios, os cubanos, o da National Gallery (Inglaterra), o de San Gimignano (Itália), os cubanos, os metálicos e o do filme O Último Samurai, em couro (presente do Lauro). Dá pra identificar todos?


terça-feira, 27 de julho de 2010

Meme - Dias 19, 20 e 21

Dia 19 – Um talento seu


Há muito tempo era a música. Eu tocava teclado, cheguei a dar aulas. Mas um dia minha mão esquerda não aguentou mais e eu parei. Música, agora, só como ouvinte. Teve a época da natação, bem mais cedo. Eu treinava no Corpo de Bombeiros e meu treinador me mandou pro Minas, mas eu não fui. Sorvete na testa pra mim. Claro que eu não ia ser uma Flávia Delaroli da vida, mas pelo menos eu tinha talento. Já pensei que fosse escrever, mas não acho que escrevo isso tudo não. Porém, é o que as pessoas que me cercam reconhecem. Tem alguém - que eu nem conheço - indo pra outra cidade? Um amigo me liga e me pede um texto pra placa de homenagem. Casamentos e formaturas na família - ou fora dela, lá vou eu escrever coisinhas bonitinhas para os noivos ou formandos. Já fui colunista de site, lá no comecinho da internet. Já fui redatora em TV, em site, em assessoria de imprensa. Já fiz texto publicitário. Já escrevi até anúncio fúnebre. Se não fosse por talento, acho que não estava nessa vida até hoje. Alguém já viu (500) Dias com ela? Sabe o redator de cartões? Prazer, Aline!



Dia 20 – Um hobby


Não sou uma boa colecionadora. Mas tenho uma coleçãozinha. Não é regular, não é bem organizada, não é uma maravilha. Mas é minha e eu amo. São marcadores de livro. Tem vários (não sei ao certo quantos), de muitos formatos e origens. Comecei sem pretensões, guardando todos os que eu via pela frente. Aí comecei a correr atrás, comprar e ganhar. Todo mundo que sabe que eu gosto me dá um diferente. Tenho de couro, de papiro (vindo diretamente do Egito), metálico, de página única, de vários países (Itália, Inglaterra, Cuba, Espanha, Portugal), os tradicionais retangulares, os recortados (formato de lápis, de borboleta, de triângulo). Os mais emocionantes são os dos Beatles. Entrei em um concurso cultural do Shopping Del Rey (de BH) só porque os prêmios eram marcadores de livro - e dos Beatles. Ganhei e continuo in love com eles. Depois posto uma foto deles. E quem tiver uns marcadores por aí e não quiser fazer nada com eles, pode me mandar.


Dia 21 – Uma receita


Uma torta de maçãs sem massa, foi a primeira coisa que eu aprendi a fazer na cozinha e adooooro. Eu não sei fritar um ovo, mas me viro bem fazendo doces.


Ingredientes:

4 maçãs pequenas ou duas grandes

1 lata de leite condensado

3 ovos

3 colheres de sopa de açúcar


Modo de fazer:

Descasque as maçãs e pique-as bem fininhas, para que elas cozinhem direito. Essa parte é um pouco trabalhosa, mas necessária.

Em separado, misture o leite condensado com as gemas até sair o cheiro de ovo. Junte às maçãs e leve ao forno alto, pré-aquecido, em forma refratária.

Enquanto assa, bata as claras em neve e acrescente o açúcar aos poucos, até fazer o suspiro.

Quando a torta estiver assada (o ponto certo é com as maçãs douradas, o leite condensado já cozido), colocar o suspiro e levar de novo ao forno, só para dourar.


O melhor é comer a torta gelada. A receita não rende muito, eu sempre faço dobrada. E faz o maior sucesso.




segunda-feira, 26 de julho de 2010

Hoje é dia dela!

Diz a tradição católica que no dia 26 de julho devemos comemorar o dia de Santa Ana e São Joaquim, pais da Virgem Maria. E diz a tradição dos lojistas que esse é o dia da avó e que devemos dar presentes para os vovozinhos e vovozinhas. Eu não costumo dar presentes, mas deveria. Afinal, se não fossem meus avós maternos, eu não seria 1/4 do que sou hoje.

Diz a psicologia que a formação das crianças se dá no primeiro ano de vida. E meu primeiro ano de vida eu passei com os dois, vovô Ney e vovó Zina (ela chama Maria Joana, na verdade). Do primeiro ao sexto, na verdade. Eles foram fundamentais na minha vida. Foram e ainda são.

Olha que linda:

Vovó na comemoração de seus 91 anos, em 2009. Ela já fez 92 e é a coisa mais fofa desse mundo


domingo, 25 de julho de 2010

Corredor cultural na rua São José






Teve bacana. Mas já foi melhor.

Infância

Não me lembro muito bem dos anos em que morei em Ouro Preto. Eu tinha seis quando minha família foi para BH. De lá lembro melhor, dos dias no playground com a galera do condomínio (eram muitas crianças), da bicicleta, dos patins, do futebol, do vôlei, do esconde-esconde, da garagem de cima, do salão de festas.


Lembro também das férias em Ouro Preto. E de que sempre inventávamos uma brincadeira nova. Lembrei, em especial, do gesso. Laura ganhou um conjunto de apetrechos para fazer peças em gesso e nós colocamos a mão na massa. As forminhas eram da Branca de Neve e os 7 anões e da Moranguinho e sua turma. Junto, vinham tintas e pincéis. Com tudo aquilo pronto, a Laura inventou de irmos pra rua para vender as nossas obras de arte (oi?).


Como a casa da vovó é em uma das ruas mais movimentadas de Ouro Preto, conseguíamos abordar muita gente. Conseguíamos é força de expressão, porque a Laura, que é super pra frente, é quem corria atrás dos possíveis compradores. Eu ficava ali na porta, quietinha, só observando. E não é que ela vendia? Não lembro de quem comprou, mas agradeço a todos que tiveram boa vontade com aquele bando de crianças em férias, dando trabalho pros avós.


Lembrei disso porque vi uma cena igualzinha. Uma de nossas vizinhas recebe as sobrinhas em todas as férias. E elas sempre inventam alguma coisa pra fazer e vender, exatamente como a Laura e eu fazíamos. E na última quinta-feira eu fui abordada por elas numa hora de bastante pressa. Perguntei se podia comprar na volta, e vi nos olhos da garota a decepção com aquela conversa lenga-lenga que ela deveria escutar todo dia. Eu realmente estava com pressa e sem dinheiro na hora. Mas cumpri a minha promessa: voltei e comprei duas das artes que elas vendiam. Minha imaginação não foi muito longe, não sei o que são. Só que foi uma delícia ver a garota sorrindo pra mim, feliz porque eu tinha cumprido a promessa de comprar na volta. Uma ação tão bobinha, mas que significou tanto pra ela quanto pra mim, nos dias em que me dediquei ao gesso.
..


quinta-feira, 22 de julho de 2010

Meme - Dia 18 - Um poema

O último andar
Cecília Meireles

No último andar é mais bonito:
do último andar se vê o mar.
É lá que eu quero morar.

O último andar é muito longe:
custa-se muito a chegar.
Mas é lá que eu quero morar.

Todo o céu fica a noite inteira sobre o último andar.
É lá que eu quero morar.

Quando faz lua, no terraço fica todo o luar.
É lá que eu quero morar.

Os passarinhos lá se escondem, para ninguém os maltratar:
no último andar.

De lá se avista o mundo inteiro:
tudo parece perto, no ar.
É lá que eu quero morar
no último andar.


(Esse tem cheiro de infância)

Meme - Dia 17 – Uma obra de arte (pintura, desenho, escultura, etc)

A melhor, maior, mais significativa e mais emocionante, na minha opinião, é O Casamento de Arnolfini, de Jan Van Eyck.

É uma pintura de 1434, que tem detalhes riquíssimos. Sem contar que o artista teve presença de espírito e assinou a obra assim: Jan Van Eyck esteve aqui.

Mais informações gerais sobre o quadro aqui, aqui e aqui.

Meme - Dia 16 – Uma musica que faz você chorar (ou quase)

É uma música de Vinícius de Moraes e Toquinho, que ouvi com uns 13 anos. Fala sobre solidão, tristeza e suicídio, coisas que rodeiam a cabeça dos adolescentes de vez em quando.

Até hoje evito escutar, porque sempre me faz chorar.

Um homem chamado Alfredo
Vinícuis de Moraes / Toquinho

O meu vizinho do lado
Se matou de solidão
Ligou o gás, o coitado
Último gás do bujão
Porque ninguém o queria
Ninguém lhe dava atenção
Porque ninguém mais lhe abria
As portas do coração
Levou com ele seu louro
E um gato de estimação

Há tanta gente sozinha
Que a gente mal adivinha
Gente sem vez para amar
Gente sem mão para dar
Gente que basta um olhar
Quase nada
Gente com os olhos no chão
Sempre pedindo perdão
Gente que a gente não vê
Porque é quase nada

Eu sempre o cumprimentava
Porque parecia bom
Um homem por trás dos óculos
Como diria Drummond
Num velho papel de embrulho
Deixou um bilhete seu
Dizendo que se matava
De cansado de viver
Embaixo assinado Alfredo
Mas ninguém sabe de quê

Meme - Dia 15 – Uma fotomontagem

Foi o Leo que fez, há mil e quinhentos anos. Meu negócio não é edição de fotos, é edição de textos.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Meme - Dia 14 – Um livro não-ficcional

Um bacana que li recentemente foi 10 mais do cinema, de Denerval Ferraro Jr.

É uma compilação de listas sobre filmes que acaba dando uma porrada de opções novas pra gente buscar na @setpalavras.




E pra dar sempre uma olhada de vez em quando é legal o 1000 lugares para conhecer antes de morrer, um guia muito bacana, que só de ver a capa já dá vontade de viajar.

Meme - Dia 13 – Um livro de ficção


O melhor que li atualmente é A menina que roubava livros. Ganhei da minha sogra me apaixonei pela história de Liesel Meminger. Pra quem não conhece, tem uma resenha aqui.

Mem - Dia 12 – Um conto

Não vou indicar um conto, mas vários. Quem escreve é a Adélia Carvalho, atriz, escritora e dramaturga de Mariana (cidade vizinha aqui de OP) que integra a Cia Teatral as Medéias e participa também de outros grupos de teatro. Ela publicou um livro muito legal, chamado Monólogos e volta e meia sai com um conto bacanérrimo no blog.

Com vocês, os contos de Adélia Carvalho.

Meme - Dia 11 – Uma foto sua recente

Gu e eu, no último final de semana, na casa da Fabi e do Tales. Comparando com a foto de baixo... os quilos fizeram a festa em 10 anos, né?

Meme - Dia 10 – Uma foto de você há mais de dez anos


#vergonha!

Aí estava eu, há 10 anos, no culto da minha formatura em Jornalismo, entre a Daniela, com quem eu não tenho mais contato, e a Simone, que é uma pessoinha muito especial.

Puxa... há dez anos eu tava formando... E que cabelo é esse??

terça-feira, 20 de julho de 2010

Da ignorância que vem junto com a palmada

Tem dias que a gente encontra um texto que fala tudo o que a gente já queria ter dito mas, sei lá porquê, ainda não disse. Encontrei um desses na edição desta semana de Época. É um texto da jornalista Ruth de Aquino, em sua coluna. Vou transcrever, mas ele também pode ser lido aqui, no site da revista.

Não precisa dizer mais nada mesmo, a Ruth falou tudo.

Dar palmada é crime, ignorância e covardia
RUTH DE AQUINO
Revista Época
RUTH DE AQUINO
é diretora da sucursal de ÉPOCA no Rio de Janeiro
raquino@edglobo.com.br

Um tapinha, um beliscão. Que mal podem fazer? Educar é dar limites. O limite então seria o da dor? Não é sensato nem inteligente associar palmadas e beliscões à educação dos filhos. O projeto de lei assinado pelo presidente Lula na quarta-feira pune qualquer castigo físico em crianças e adolescentes. Alguns pais e mães se revoltaram. São os que se descontrolam com seus filhos. Eles não querem o Estado legislando sobre como devem se comportar em casa. Só não percebem que o tapa fraquinho um dia será mais pesado, e o beliscão deixará uma marca roxa. Isso não é amor. É mau exemplo.

Não adiantou conversar nem gritar. A criança continua fazendo malcriação. O próximo passo é bater. Onde? No bumbum. Ela chora, grita. Mais palmadas, num lugar do corpo que provoque mais dor para ela aprender. Os vizinhos ouvem, quem passa na rua se escandaliza se a cena for pública. Talvez um beliscão faça a criança parar. Ninguém sabe a partir de que idade pais estão livres para dar palmadas, beliscões, apertar o bracinho, torcer o bracinho. Com 2 anos, a criança já sabe que está desobedecendo. Tem consciência disso. Então merece. É preciso planejar também com que idade se deve parar de dar tapas. Talvez quando seu filho tiver força para revidar.

Em que momento as palmadas viram surra? Pode ser o número. Mais de cinco palmadas seguidas, quem sabe, pode se chamar espancamento. Com a mão, é palmada, mas, se pega no rosto, já vira bofetada. Pode abrir o lábio, se pegar de mau jeito. “Ah, foi sem querer.” “Perdi a paciência.” “A criança, ou o adolescente, estava pedindo.” Pais que apelam para castigos físicos precisam reconhecer que são incapazes de educar. Não fazem a menor ideia de que provocar dor só pode ser um recurso inócuo ou nocivo. Não há nenhum efeito positivo na violência contra um filho, mesmo que ela seja leve.

“Dizer como eu devo educar meu filho está fora de cogitação. Mesmo que tiver essa lei, provavelmente eu não vou cumprir”, disse na televisão o consultor de informática João Lopes Antunes.

O tapa fraquinho um dia será um beliscão ou uma marca roxa.
Isso não é amor. É mau exemplo

O objetivo do projeto de lei é garantir o direito de uma criança ou jovem de ser educado sem uso de castigos corporais, definidos como “qualquer ação disciplinar ou punitiva que resulte em dor”. Caso seja aprovado pelo Senado, pais como João Lopes serão considerados infratores se as palmadas forem comprovadas. As penas são advertência, cursos de proteção à família e tratamento psicológico. O projeto criou polêmica. Segundo muitos pais, não leva em conta que cada caso é um caso. Pessoas de bem não querem machucar seus filhos. Mas machucam, física e emocionalmente.

Sou a favor do projeto de lei – mesmo sabendo que não há como descobrir o que pais e mães fazem entre quatro paredes. Os casos que vêm a público são os aterradores, como a procuradora que espancou a menininha adotada por se negar a comer tudo. Está presa. A proposta do governo tem um mérito: provoca a discussão nas famílias, nas escolas e na mídia sobre a palmada como recurso legítimo para mostrar o certo e o errado. Com o debate, pode-se quebrar uma cadeia de violência passada de pai para filho como “exemplo de amor”. Mais ainda, de mãe para filho. No Brasil, segundo a Associação Brasileira de Proteção à Infância e Adolescência, as mães são as maiores responsáveis pelas palmadas: 48,6%, em comparação a 25,2% dos pais. São elas que continuam a ficar mais tempo com os filhos.

Já dei palmadas ou “tapinhas” em meu filho mais velho, hoje com 28 anos. Eu me sentia péssima a cada vez que perdia a paciência. E até hoje me envergonho disso. Quando ele tinha 4 anos, eu o chamei e disse: “Não tente me provocar até a hora da palmada. Desista. Porque nunca mais vou encostar o dedo em você, a não ser para fazer carinho. A partir de agora, será conversa, bronca ou castigo, mas palmada não”. Essa decisão é libertadora. Não bata em seu filho nem de leve. Porque não adianta nada. Infligir propositalmente dor ou medo a uma criança que você ama é crime sim. E covardia.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Meme - Dia 09 – Uma foto que você tirou


Foi em Curitiba, no melhor bar da cidade, o Sheridan's, um pub irlandês sensacional. Estão na foto meus companheiros de viagem: Alessandra, Gustavo, Jean, Tales e Leo.
Tirei essa foto deles com o Sheridan's já fechando, por volta das 3h da manhã, um dia antes de irmos a um casamento. Essa foto coroou um dia que foi muito bacana, típico de turista, e salvou uma noite que começou mal, em um restaurante italiano. Acabamos saindo desse lugar e caímos no Sheridan's, que é, sem dúvida, a única razão que eu tenho pra voltar a Curitiba.
Olhar essa foto me dá saudade daquele momento.

Meme - Dia 08 – Uma foto que te deixa irritado / triste

Essa eu não vou postar.

A foto em questão me deixa tão irritada e triste ao mesmo tempo que nem vale a pena mostrar.

Ela só não foi rasgada e jogada no lixo porque tem uma coisa de bom: é um exemplo do que não se deve fazer com um filho.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Meme - Dia 07 – Uma foto que te faz feliz


Somos bem diferentes. Gostos opiniões, jeitos, motivações. Até no time de futebol nós nos diferenciamos. Mas, apesar das divergências, há harmonia.
Precisa dizer mais?

Meme - Dia 06 – Uma experiência inesquecível

Tenho várias.

Mas inesquecível, inesquecível mesmo foi o dia em que saí da casa dos meus pais.

Nunca na vida eu senti tanta alegria, tanta euforia juntas.

Nem dá pra explicar.

Meme - Dia 05 – Uma citação de alguém

Vi essa citação há um milhão de anos, não sei onde. Mas ela me marcou. Dizem que é de Shakespeare, mas não sei.

Todo mundo é capaz de suportar uma dor, exceto quem a sente.

Às vezes, sinto isso na pele, quando digo que estou com enxaqueca e vejo as caras que me olham. Quando a dor se espalha pelos olhos, pelo rosto, pelo pescoço e você não dá conta de fazer mais nada, tem quem ache que você é um ET, um mentiroso, um exagerado. Então tá, só eu sei o tamanho da minha dor. E não estou a fim de discutir o tamanho da dor de ninguém, ok?

sábado, 10 de julho de 2010

Dia 04 – Seu livro favorito

Taí outro assunto que não tem um ponto final... Eu comecei a ler muito cedo, com a ajuda de uma tia, que me mostrava as letras e me fazia ver o som que elas formavam juntas. Logo logo eu já sabia como algumas palavras eram escritas. E queria independência pra começar a ler logo sozinha. E fui lendo.

Minha primeira paixão foram os livros do Monteiro Lobato. Ganhei a coleção completa do sítio ainda bem novinha. Na foto da até pra ver quais eram os meus favoritos: o livro 1, com Reinações de Narizinho, e o livro 4, com Viagem ao Céu. Esse último eu reli uma série de vezes. Quis ser astrônoma, ficava horas deitada no chão do playground do prédio em BH, olhando as estrelas.


Uma delícia de começo: Monteiro Lobato

Depois vieram outros. O meu segundo livro pra vida toda foi Aventuras de Xisto, de Lúcia Machado de Almeida. Eu tinha um tantão de livros da coleção Vagalume. Depois de crescer, doei todos pra biblioteca pública de Ouro Preto e uma outra do distrito de Santa Rita. O único que ficou foi o Xisto. Dá pra ver, pela capa, como ele foi lido, relido, lido de novo e muito bem aproveitado.

Eu queria ser uma cavaleira (existe?) andante e matar bruxos, como o Xisto


Uns anos depois li o terceiro livro da minha vida, O retrato de Dorian Gray. Meu tio tinha a coleção Abril Cultural de clássicos e eu vivia remexendo os livros, li quase todos. Dorian Gray me pegou com a história densa que fala de aparências, da vida que se escolhe ter e das consequências das escolhas. Também não sei quantas vezes eu reli. Nem deu pra fazer uma foto da capa, o título está até apagado, de tanto que o livro foi utilizado.

Dorian, companheiro das horas de adolescência


Em meados da década de 1990, meu tio me inscreveu num clube de troca de livros. Nem sei como isso funcionou. Só sei que ganhei vários. Um deles foi o mais legal de todos. Eu devia ter uns 16 anos e nunca tinha lido Agatha Christie. O livo que ganhei foi Os crimes ABC. A partir daí, fucei a casa inteira procurando mais livros dela. Achei mais três, que foram devorados. De lá pra cá, venho comprando todos os livros dela que eu encontro por aí. Ela escreveu mais de 80. Eu tenho só 41.

Paixão à primeira vista


Olha aí a minha pequena coleção da Agatha. Os que ganhei, os que comprei em livrarias, em sebos, os que solicitei no Trocando Livros. Ainda tem muito espaço pra mais obras da Agatha. São super benvindas.


Família em crescimento

Meme - Dia 03 – Seu programa de televisão favorito

Humm... Não vejo muita televisão.

Na verdade, eu fico na sala com a tv ligada, mais por ficar um pouco ao lado da vovó. Em geral, não presto muita atenção no que está rolando lá. De vez em quando, paro pra ver os jornais.

O que me motiva a ligar a televisão são os esportes. Ver vôlei, futebol e tênis, principalmente.

E o que me faz parar o que estiver fazendo pra ver TV são os seriados. Ultimamente era Lost (pena que acabou). Hoje é The Big Bang Theory. Tá... eu não sou muito fã de comédia, mas impossível não curtir os quatro nerds e a vizinha fútil. Me divirto horrores.





quarta-feira, 7 de julho de 2010

Meme - Dia 02 – Seu filme preferido

Revisitar as minhas memórias está sendo muito legal. Mesmo tendo um filme favorito que tanta gente odeia.

Quem me conhece sabe que eu adoro música. E adoro musicais, ópera, ópera rock, trilhas sonoras. Meu filme favorito é um musical. Mais ainda, é um musical da época de ouro dos musicais, super bem produzido e... meio infantil. Desses que só passam na TV aberta nas madrugadas.

Eu tinha mais ou menos sete anos quando vi o filme pela primeira vez. Ele passou bem tarde na TV e minha mãe gravou no videocassete e colocou para vermos na manhã seguinte. Foi paixão à primeira vista. Eu vi A Noviça Rebelde vezes sem conta. Até hoje eu seu TODOS os diálogos de cor. Em várias situações do meu dia as frases do filme se encaixam. E eu fico rindo por dentro a cada situação em que as falas do Max, do Capitão, da Maria e dos filhos se encaixam.

A fita cassete já estava até velhinha. Um dia, alguém da minha família, meio maluco pelo São Paulo Futebol Clube, resolveu gravar um jogo do time. E onde essa pessoa resolveu gravar? Na fita do meu filme. Destruiu o único acesso permanente que eu tinha ao filme. E me fez desenvolver um asco perene contra o time.

Anos depois, quando começaram a aparecer os DVDs de filmes antigos, eu animei. O DVD da Noviça foi o primeiro que comprei na vida. Inaugurou a minha pequena videoteca.

Ah, claro que tenho a trilha sonora do filme, sei todas as músicas em português e em inglês, aprendi a tocar a maior parte delas e volta e meia são elas que me embalam durante viagens.

A única crítica que faço ao filme é a tradução do título. Vamos combinar que The sound of music é muito melhor e a noviça em questão não é nada rebelde. Traduções de títulos de filmes são, realmente, um capítulo à parte. Um dia eu falo mais disso.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Meme - Dia 01 – Sua música favorita

Faz um tempo que eu não escuto a minha música favorita.

Eu sou meio maníaca com música. Não é à toa que meu iPod tem 80 gigas. Já transformei todos os meus cds em MP3 e estão todos lá, pra hora em que eu quiser ouvir. A minha música favorita está lá.

Foi em 1994 que eu fui apresentada a ela. E foi por acaso. Eu estava lamentando a impossibilidade de um amor adolescente. Liguei pra uma amiga e fui pra casa dela chorar as mágoas. Quando cheguei, ela estava escutando Marisa Monte e com uma série de LPs no chão. Fomos conversando e ela foi trocando de disco. Colocou um do Chico Buarque. Tinha uma dedicatória, da mãe dela pro pai. E papo vai, papo vem, eu escutei a música Tanto Amar (amo tanto e de tanto amar...). Fiquei apaixonada. Saí de lá e fui correndo comprar um CD do Chico.

Como ainda não o conhecia bem, comprei uma coletânea. Fiz questão de olhar as músicas e tinha Tanto Amar lá. Era a 14ª música. Coloquei no CD player, ajeitei o fone de ouvido e fiquei lá ouvindo aquela delícia que é o Chico Buarque. Foi quando tocou a 10ª música. Fiquei maravilhada! Voltei, repeti umas quatro vezes. Peguei o CD pra ver o nome. Construção. Essa música, naquele dia, mudou pra sempre a minha percepção de música, de poesia, de Chico Buarque.

Voltei o CD inteiro, ouvi tudo de novo. Com uma emoção incontida quando, mais uma vez, tocou Construção. Deixei o disco ir até o final. Foi quando parei pra pensar: cadê aquela música bacana que escutei na casa da Lu??? Na minha ingenuidade de Chico Buarque, ainda não sabia que, além de Tanto Amar também existia Tanto Mar, e era essa última que estava no CD que eu comprei.

Faz um tempo que eu não escuto a minha música favorita. Mesmo assim, nenhuma outra no mundo se iguala a ela, pra mim.

Meme - um mês especial

A Bel começou essa história e eu peguei o bonde andando:

Dia 01 – Sua música favorita
Dia 02 – Seu filme preferido
Dia 03 – Seu programa de televisão favorito
Dia 04 – Seu livro favorito
Dia 05 – Uma citação de alguém
Dia 06 – Uma experiência inesquecível
Dia 07 – Uma foto que te faz feliz
Dia 08 – Uma foto que te deixa irritado / triste
Dia 09 – Uma foto que você tirou
Dia 10 – Uma foto de você há mais de dez anos
Dia 11 – Uma foto sua recente
Dia 12 – Um conto
Dia 13 – Um livro de ficção
Dia 14 – Um livro não-ficcional
Dia 15 – Uma fotomontagem
Dia 16 – Uma musica que faz você chorar (ou quase)
Dia 17 – Uma obra de arte (pintura, desenho, escultura, etc)
Dia 18 – Um poema
Dia 19 – Um talento seu
Dia 20 – Um hobby
Dia 21 – Uma receita
Dia 22 – Um site
Dia 23 – Um vídeo do YouTube
Dia 24 – Seu lugar preferido
Dia 25 – O seu dia, em grande detalhe
Dia 26 – Sua semana, em grande detalhe
Dia 27 – Este mês, em grande detalhe
Dia 28 – Este ano, em grande detalhe
Dia 29 – O que você espera, os sonhos e planos para os próximos 365 dias
Dia 30 – O que você quiser

Sem compromisso de cumprir 30 dias seguidos, vamos lá!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Trocando livros

Entrei há pouco no site Trocando Livros. Recomendo o site, apesar do acervo não ser o mais maravilhoso do mundo. Com ele, já dei um destino nobre a alguns dos meu livros.



Antes da postagem para os novos donos

Bons momentos com bons amigos


Um dia as pessoas chegam. No outro, vão embora.
Mas há pessoas que, mesmo longe, permanecem.
Vou sentir saudades de você. Mas desejo todo sucesso do mundo. E nos encontraremos por aí!