domingo, 31 de outubro de 2010

Receita de domingo

Diz a lenda que quem comer nhoque nos dias 29 terá fortuna. No blog da Cris Leite tem a lenda e também uma receita de nhoque. Esse prato é meio tradicional na família. A questão é que, em geral, os nhoques feitos por aí são muito pesados. O único que eu gosto de comer é o da vovó, que tem a massa é levinha. E hoje deu bicho carpinteiro em mim e no Leo: nós resolvemos fazer o nhoque da vovó, com a consultoria dela, porque o trem é complexo.

A receita leva:
- 1 kg de batatas médias
- 1/2 colher de manteiga
- 2 ovos
- 150g de farinha de trigo
- sal a gosto.

Para o molho, usamos;
- 1 lata de tarantela
- alho amassado
- 1/4 de caldo de carne
- 1 caixinha de creme de leite

Pra começar, é preciso descascar as batatas e cozinhá-las.

Batatas descascadas e cortadas

Já cozidas

Depois das batatas cozidas, é preciso espremê-las, para fazer tipo um purê. É preciso misturar bem a batata, de modo que o creme fique homogêneo.

Batatas no espremedor

Creme de batatas pronto
As batatas precisam esfriar bem. Se não, a massa desmancha e fica impossível cozinhar. Nós colocamos por 15 minutos na geladeira.

Enquanto isso, Leo fez o molho. Ele refogou alho no azeite extravirgem e acrescentou uma lata de tarantela e 1/4 de caldo de carne em cubo. Com o molho fervendo, desligou o fogo e juntou uma caixinha de creme de leite.


O molho do Leo

Também paralelamente, já colocamos a água com sal para ferver. Aproximadamente três litros de água com uma colher de sopa de sal grosso.

Com as batatas já frias, fizemos o restante da massa. Acrescentamos a 1/2 colher de manteiga, os dois ovos, as 150g de farinha de trigo (uma e 1/4 de xícara de chá) e uma pitada de sal. A massa fica bem molinha. O jeito vovó de fazer é enrolar a massa como cobrinhas e cortas os pedaços.


A massa em "cobrinhas"

O corte em pedaços
Os pedacinhos da massa devem ser colocados na água fervente. Segundo a consultora pra assuntos culinários, vovó, a água precisa estar fervendo "mesmo", saiba lá o que isso signifique...

Os pedacinhos que estão prontos sobem e devem ser retirados com uma escumadeira.


Retire os pedaços que subirem com uma escumadeira

A montagem
A montagem é assim: uma camada de massa, uma camada de molho e uma camada de queijo parmesão ralado fino. Essa receita deu três camadas em um pirex médio.

O nhoque da vovó prontinho

Sem falsa modéstia, ficou ótimo.

Tempo de preparo: perdi a conta. Foi muito tempo e deu muito trabalho, apesar de ser bem fácil de fazer.
Calorias: o suficiente para quem comer sair em disparada pra academia mais próxima.

E, por último, a "ajudante" de sempre:

Cuca, rondando o fogão

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Showzinho

Ontem teve show da Vanessa da Mata aqui em Ouro Preto.

Tamara, Nathália, eu , Isabella, Lícia, Ana Carolina e... ei, não sei seu nome!

Matheus, Isabella, Lícia, eu e Ana Carolina
O show foi devido ao projeto Tudo de cor pra você, das Tintas Coral. Tem mais informações sobre o projeto no blog da Converso.

Eu gosto muito da Vanessa da Mata, mas o show não foi lá muito bacana não. Acho que seria melhor se fosse num lugar fechado, com cadeiras, e não aberto, na Praça. Mas foi divertido, e isso que vale.

Citações 9

De Fernando Sabino, em O encontro marcado:


ai, Minas Gerais, já ter saído de lá, tuas sombras, teus noturnos, teus bêbados pelas ruas, Eduardo Marciano, minha mágoa, minha pena, minha pluma, merecias morrer afogado, o barco te leva pra longe, a praia está perdida, mas voltarás, nem que tenhas de andar sobre as águas

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Jornalismo e...

A fofa da @leticiaportobh mandou um link no Twitter com o blog do jornalista Duda Rangel, com versões de alguma canções de Chico Buarque adaptadas para a vida dos jornalistas. O post completo está aqui, e vale a leitura, de preferência cantando.

Pra mim a melhor foi a versão de O que será:

O que será (versão de O que será)
O que será, que será?
Que passa na cabeça
De um estudante
Que busca uma carreira
Gratificante
Mas faz uma besteira
E cai no abismo
Esquece Engenharia
Faz Jornalismo
E vive a ilusão
Dos infelizes
Está na profissão
Das maluquices
Na área dos fodidos
Incompreendidos
Em todos os sentidos
Que vida terá?
Que nunca deu dinheiro
Nem nunca vai dar
Que nunca deu futuro
Nem nunca vai dar
Mas tem o seu fascínio.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Ouro Preto ontem

Uma caminhadinha pela cidade ontem resultou nisso aí:

Flores. flores e flores na Ponte Seca

Porque estamos em outubro, a Igreja de N. Sra. do Rosário
Tem como não amar Ouro Preto?

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Parece mentira

Sempre gostei de esportes, desde que fui apresentada ao futebol pelos meninos do meu prédio em BH. De lá pra cá, sempre acompanho jogos, em especial de futebol, vôlei, tênis, basquete. Também adoro ginástica artística e rítmica, natação, esgrima, hipismo... Quase tudo. Quando entrei pra faculdade de jornalismo, meu objetivo era ser repórter de esportes, mas acabei seguindo outro caminho. Se eu estivesse, hoje, entrando na faculdade de novo, sentiria a maior inveja do meu amigo Gláucio Castro, que cobre o Galo pro jornal Hoje em Dia.

Enfim, tudo isso pra dizer que, de uma forma bem diferente, eu contaminei a vovó. Ela assiste quase tudo comigo. Tudo bem que ela faz umas perguntas típicas de avó quando, por exemplo, começa um jogo de vôlei e ela me pergunta se é basquete. Ou quando pergunta se aquele time de vermelho é o Brasil. Por outro lado, ela já aprendeu que, no futebol, os times mudam de lado após o final do primeiro tempo e que no vôlei são cinco sets sendo disputados.

Contaminei tanto a vovó que hoje ela torce pro Galo. Não importa o que os outros digam, não importa os outros resultados, ela é atleticana! E como toda atleticana, na atual fase do time, está acostumada com algumas derrotas vergonhosas.

Ontem, quando vi pela net que o clássico Atlético x Cruzeiro estava com um placar que eu jamais imaginaria (chutei 2 x 0 pro Galo), fui logo contar pra vovó.

- Vó, tá 4 a 1 pro Galo!!!
- Como? O 4 a 1 pro Cruzeiro?
- Não, Vó, o Galo fez 4 gols no Cruzeiro, o Galo tá ganhando.
- 4 gols no Cruzeiro? Até parece mentira!

E colocou aquele sorriso lindo no rosto quando ela comemora uma vitória.

O jogo terminou 4 a 3 pro Galo. Bobearam, deixaram o outro time marcar... Masa vitória foi linda, linda, linda.

sábado, 23 de outubro de 2010

Homenagem

Há nove anos a Cuca está comigo. Nem dá pra explicar essa história. Só que a branquelinha é especial. Pra homenagear a doiduca, escolhi um poema de Vinícius de Moraes, do livro A Arca de Noé. O poema foi musicado para entrar no disco Arca de Noé volume 2.

A cachorrinha
Vinícius de Moraes

Mas que amor de cachorrinha!
Mas que amor de cachorrinha!

Pode haver coisa no mundo
Mais branca, mais bonitinha
Do que a tua barriguinha
Crivada de mamiquinha?
Pode haver coisa no mundo
Mais travessa, mais tontinha
Que esse amor de cachorrinha
Quando vem fazer festinha
Remexendo a traseirinha?

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Maritacas

Chega uma época do ano em que há muitas maritacas por perto. Aqui, nos fundos de onde trabalho, elas vivem, em bandos e aos gritos. São lindas, mas são irritantes. Gritaria de maritaca tira a gente do sério.

Em geral, elas aparecem em agosto. E ficam por aqui na época de calor. Ou seja, ainda há muito tempo de maritacas pela frente.

Rubem Alves, certa vez, escreveu sobre as maritacas. E sobre seus parentes mais próximos, os adolescentes. O texto chama Carta aos pais dos adolescentes (a íntegra pode ser vista aqui), é muito bacana, fala sobre amizade e adolescência. Mas a parte que me interessa, hoje, vai abaixo:

Porém, acredito que o enigma dos adolescentes pode ser decifrado se estudarmos o comportamento social das maritacas...
Sim, as maritacas, mesmo sob exame superficial as semelhanças saltam aos olhos.
Para começar, andam em bandos. Depois, são todas iguais. (Você já viu um adolescente se vestir diferente dos outros do seu grupo? Tênis da mesma marca, jeans da mesma grife).
Sabiás não padecem de crise de identidade. São aves solitárias e por isso cantam bonito.
Quando eles cantam todos se calam e escutam.
As maritacas são o oposto. Gritam todas ao mesmo tempo. Os adolescentes se comportam desta mesma maneira. É como se gritassem: _"me vejam,me vejam"!
Longe dos olhos dos outros, agarram o telefone, porque longe dos olhos dos outro eles se sentem perdidos. E para essa doença não há remédio. Ela se cura com o tempo.
E, finalmente, maritacas e adolescentes não se impotam com a direção em que estão indo. Importam-se, sim,com o "agito" enquanto vão.
Adolescentes parecem não ter medo de nada. Mas eles têm um medo medonho da solidão. Por isso, estão sempre em grupos. Mas essa sociabilidade de que é feito o grupo é o oposto da amizade. Porque ela é feita de igualdades. Quem é diferente do grupo está fora.
A amizade começa quando a gente não pertence a grupo algum.
Amigo é a pessoa com quem a gente pode estar triste sem que ele faça coisas para nos alegrar. Porque a tristeza também é parte da vida. É para ser amigo dela.
Quem faz amizade com a tristeza fica manso, escuta, pensa...
Por isso, temos que não fazer nada e ficarmos apenas por perto, até que o tempo seja a razão.


quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Personalidade

O Twitter é um grande emaranhado. Às vezez a gent eencontra um monte de coisas bacana. Outras, um monte de bobagens. Tem gente que vale a pena seguir. Uma delas é o psiquiatra e psicoterapeuta Flávio Gikovate. O que ele postou hoje é algo que senti na pele numa época da minha vida, e sinto até hoje, em pessoas com as quais convivo. Desse ele:

@Flavio_Gikovate: Quando uma pessoa é grosseira na intimidade e delicada no convívio social, sua verdadeira personalidade é a que se manifesta dentro de casa.

E mais:

@Flavio_Gikovate: Pessoas que se comportam de acordo com o ambiente eram avaliadas como tendo "dupla personalidade". É uma só: a do egoísta que só cuida de si. 

Precisa explicar mais?

Citações 8

De Lia, personagem de As meninas, de Lygia Fagundes Telles:

(...) Uma abelha se debate contra a vidraça e de repente seu zunido ficou mais importante que a nossa fala. Mas de onde veio essa abelha numa noite dessas? Gostaria de escrever como ela faz mel. E quase me dobro num riso desatinado, era bem doidona a cigarra da fábula com suas cantorias mas a formiga de vassoura na mão não ficava atrás.

domingo, 17 de outubro de 2010

Breve relato de felicidade

Porque foi exatamente assim:

A chuva atrapalhou os planos, mas foi ótimo.


E essa cervejada?


Gu, Tales e Leo. Faltou o Lauro


Amigos. Receber vocês é sempre um prazer


Olha a galera mega conectada!


Leo, Isaac e Gu. O Isaac não gosta muito de fotos.


Eu e Fabi, esperando o almoço no Passo

Apelidos

Nunca gostei do meu nome. Quando pequena, achava esquisito. Hoje, acho comum demais (vide as muitas confusões que chegam até mim, por conta dele). Sempre quis ter um apelido que fosse o mesmo em todos os lugares. É que tenho tantos...

A Wal me chama de A, simplesmente A, ou Áli, quanto tá inspirada. A Ju Machado e a Stella me chamam de Nine, (adoro! é dos favoritos), que é como também me chamam alguns colegas de faculdade. O mais comum é Line, como sou chamada pelo Leo, pela Ju Reis, pela Vanessa, pelas Pats. Minha sogra e um dos primos do Leo me chamam de Lili. No caso da sogra, só é complicado quando estamos reunidas ela, a Eliana, a D. Lídia e eu, porque a Margá chama a nós três de Lili. No último reveillon foi engraçadíssima essa confusão. Sem contar os apelidos da escola. O mais bonitinho era Branca de Neve, na oitava série, por causa de um arco que eu usava na época.

Isso tudo pra contar que, numa conversa pelo MSN, a Margá trocou as letras e me chamou de Liki. E gostou. Já faz duas semanas que isso aconteceu, e de lá pra cá eu sou Liki.

Esse novo nome me faz lembrar da Nininha, que foi babá do Daniel e que fazia a festa com a gente, quando éramos pequenos. Ela tinha uma sobrinha que não sabia falar liquidificador. É aí que mora o problema. Ela dizia "likililcagô". Que medo!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Amor antigo

Desde que eu vi Indiana Jones e a última cruzada, há zilhões de anos, fiquei apaixonada-maníaca com o caderninho do Sean Connery. Era lá que ele reunia as informações sobre a pesquisa sobre o cálice sagrado. E era ultra bacana.

Demorei anos pra descobrir que era um Moleskine. E que era acessível aos mortais. No Dois Espressos tem um post muito bacana sobre os moleskines.

Aqui em OP eles são vendidos na Set Palavras, no Rosário. O Valter avisou pelo Twitter que chegou um carregamento novo esta semana. Então, pra aumentar a minha família de moleskines, fui lá buscar o meu. E o da Daniella, uma pessoa que eu adoro e que não mora mais em OP. O dela vai pelo correio.

O meu, já aberto, e o da Daniella, fechadinho
Dessa vez, driblei a monotonia do preto e adicionei aos meus verdinhos um belo vermelho. #MoleskineLover

Mais uma. É amor demais!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Idade Interior

A Unimed Rio fez um hotsite muito bacana sobre qualidade de vida, o Idade Interior. O teste é pra descobrir qual a sua idade real, não só a da carteira de identidade.

Eu descobri que minha idade interior é três anos a mais que a atual, porque meus pais e avós têm (ou tiveram) uma série de problemas de saúde (diabetes, hipertensão, colesterol alto, gastrite ou úlcera e anemia - êta família porreta!). E que meu estilo de vida vai bem, obrigada, com bastante qualidade.

Duro é perceber que bem perto tem muita gente sem um pingo de felicidade, posando de "tudo de bom". E deixando a fragilidade bem exposta...

Enfim, legal fazer o teste. Ainda mais pra confirmar que, mesmo com a herança negativa, é possível estar super bem.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Cinema

Quem me conhece sabe que eu adoro cinema. Gosto muito de filmes, mas adoro filmes no cinema. A sala escura, a projeção, os barulhos, a penumbra, a pipoca... tudo que te desliga do mundo e te faz concentrar apenas na tela e na história. Não sou cinéfila, conheço bem pouco de cinema, mas gosto demais.

Sempre que posso, vou ao cinema ou alugo filmes - ou revejo os que tenho em casa. Vivo com vontade de escrever sobre eles, mas não tenho conhecimento suficiente, então deixo pra depois. Só que hoje eu resolvi escrever. Do meu jeito, sem preocupação nem pretensão de fazer crítica. Criei o meu critério, baseado em dois filmes que vi - um eu amo e outro eu execro. Meu top é O poderoso chefão, do Coppola, ótima adaptação do livro do Mario Puzo (recomendo a leitura, quem gosta de um bom livro não vai se decepcionar). E o meu zero é Zohan, do Adam Sandler. Pra O poderoso chefão, minha avaliação é 5X e pro Zohan é 0X. Lembrando que quem quiser ler crítica de verdade deve procurar o Cinema em Cena.

Os filmes do feriado foram: Educação; Vicky Cristina, Barcelona; Balzac e a costureirinha chinesa; Elsa e Fred e Frost/Nixon.

Educação: Gosto de filmes ingleses. Ou melhor, gosto de filmes em que há sotaque britânico. Gostei bastante da reconstituição de época - o filme se passa nos anos 60. Mostra como uma boa manipulação leva qualquer pessoa. Algo como vimos em Obrigado por fumar, mas de uma forma mais sutil. Só acho ruim por ser um filme com lição de moral. É interessante ver como a personagem principal tem a sua caracterização diferenciada quando está com o namorado e quando está longe dele. É bem bacana.
Avaliação: XXXX.

Vicky Cristina Barcelona: Do Woody Allen, um dos diretores que eu mais gosto. Porém, não achei que ele foi lá tão feliz com o filme como achei em Scoop e O sonho de Cassandra, os outros dois filmes que ele fez na Europa. Penelope Cruz, como sempre, está ótima no papel da instável Maria Elena. E Barcelona é sempre linda. Como vi antes Tudo pode dar certo, que foi filmado depois de Vicky etc, acabei achando sem graça. Já Tudo pode dar certo é bem bacana.
Avaliação: XXX.

Balzac e a costureirinha chinesa: Esse estava na minha wish list há um tempão, mas só calhou de ver agora. Isso porque adoro a história da China, a recente e a antiga. E quem não saca muito da história chinesa não vai entender o que são as colônias de reeducação, a adoração ao presidente Mao e a proibição dos livros. O mais legal do filme é ver que qualquer sistema autoritário deixa portas abertas, e que por meio delas muita coisa pode ser mudada. E também o papel que os livros têm na vida das pessoas. Quem não lê, quem odeia livros não sabe o que é o mundo.
Avaliação: XXXX.

Elsa e Fred: Filme espanhol. Um amor na terceira idade, com personagens muito fofos. Elsa é doidona, adora uma história, conta umas lorotas de vez em quando e, o principal, se diverte. Fred é viúvo e está sofrendo. Com a proximidade de Elsa, sua vida muda. A homenagem a Fellini é linda, emocionante. A trilha sonora também é uma graça. O filme me lembrou que as minhas idosas (vovó e Tia Ylza) conservam, através dos anos, um bom humor que é fundamental para bem viver. Tanta gente nova e chata, mau humorada, e as duas ali, com 92 e 89 anos, respectivamente, dando um show de vivacidade. Lindo.
Avaliação: XXXX.

Frost/Nixon: Jornalistas adoram a história do escândalo Watergate. Ele mudou muita coisa na história da imprensa, no jornalismo investigativo. O filme resgata a entrevista que Nixon deu ao apresentador inglês David Frost sobre o escândalo. Me envolvi demais com o filme, por causa da tensão da preparação para entrevistas. Deu saudade do tempo em que trabalhei em TV, mas só um pouquinho. Deu vontade de rever e reler Todos os homens do presidente. Deu vontade de ver o filme de novo de novo. Fiquei um tempão tentando lembrar quem era o ator que fez John Burt, depois lembrei que ele fez Mr. Darcy em Orgulho e Preconceito (suspiro profundo).
Avaliação: XXXX.

Conclusão: feriado super produtivo.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Infância

Seguindo a onda que tomou conta do Twitter esses dias, senti vontade de rever algumas fotos da minha infância.

Laura (de costas), eu (bochecuda e gorducha) e vovô (saudades)

Daniel e eu (bochechuda e magrela)
Só pra lembrar que, se houve muito valor na minha infância, foi devido a algumas pessoas especiais. Meu avô, meu padrinho e Tia Leda, que hoje não estão mais aqui, e vovó, Tia Ylza e Paulo. Sem eles, não ia ser tão legal, nem tão colorido, nem tão marcante. Nem ia ter a famosa foto do pão, que um dia eu posto aqui.

E mais uma lembrancinha só. Uma vez, vovó viajou pro Nordeste com as irmãs. Laura e eu fomos rezar, antes de dormir, pra vovó ficar bem na viagem. A oração da Laura foi assim: "Papai do Céu, cuide bem da vovó. Não deixe ela tropeçar e cair e nem que caia nada na cabeça dela. Amém".

Vivo dizendo que os amigos são a família que nos permitiram escolher. Se eu pudesse escolher minha família, com certeza vovô, vovó, Padrinho, Tia Leda, Tia Ylza e Paulo encabeçariam a lista. É mais que um privilégio ter os seis sempre por perto.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Quando não há mais o que dizer

Enquanto assistimos, pasmos, o rumo do debate para o segundo turno da disputa presidencial, conseguimos encontrar um pouco de lucidez em algum lugar. Que essa lucidez contamine os outros..

Coluna da Eliane Brum, no site da revista Época. A leitura vale muito.

As mãos dela

Tia Ylza, de quem volta e meia eu falo, é irmã do meu avô materno. Muito cedo, ela aprendeu a fazer tricô. Isso porque meu bisavô morreu cedo demais, em uma época em que não havia nenhum tipo de apoio para a viúva. Pensão é uma coisa muito moderna, perto dessa história. Minha bisavó precisou trabalhar para cuidar dos filhos, e o que ela sabia fazer esa costurar, fazer tricô e crochê. Tia Ylza aprendeu a fazer o primeiro sapatinho de bebê com cerca de oito anos.

Na escola, ela tinha uma disciplina de trabalhos domésticos. Quando a professora passou como dever de casa as alunas apresentarem alguma coisa em tricô, Tia Ylza não teve dúvidas: fez o tal sapatinho que tinha aprendido com a mãe.

A professora, ao ver o material, duvidou que era ela a autora da façanha. Uma criança não teria capacidade de fazer aquilo. A tia insitiu que fora ela mesma quem fez. A professora ordenou, então, que ela repetisse ali, na frente dela. Quebrou a cara, tadinha...

De lá pra cá, Tia Ylza aperfeiçoou a técnica, claro. Além do casaquinho que ela está fazendo pra uma amiga nossa, ela fez também outras peças na última semana:

O sapatinho, par do casaquinho verde
Sapatinho do meu modelo favorito, mas amarelinho
Tia Ylza não gosta de fotos. Mas topa aparecer trabalhando.

Olha as mãos dela aí, fazendo a "canela" do sapatinho, com 4 agulhas

sábado, 9 de outubro de 2010

De minuto

Minha história de amor pela goiabada é antiga. Não sei exatamente como começou, mas lembro quando percebi. No ano em que moramos em São Luis (MA), meu avô foi nos visitar quatro vezes. Nas quatro ele levou uma caixa com vários "tijolos" de goiabada só pra mim. Faço nhé pra outros tipos de doce de fruta, mas goiabada eu amo.

Ao mesmo tempo, minha relação com a cozinha não é das melhores. Eu não tenho dom pra cozinhar. Toda a herança da minha avó italiana morreu com ela ou foi pra outra pessoa, menos pra mim. Mas volta e meia me dá um comichão e eu vou lá fazer alguma. Hoje fui fazer o Pão de Minuto, uma receita que está na família há nem sei quanto tempo e que - surpresa - leva goiababa. Vamos a ela:

Pão de minuto

Ingredientes para a massa:
10 ½ colheres (de arroz) de farinha de trigo
3 colheres (de arroz) de açúcar
1 e ½ colher (de arroz) de manteiga
3 ovos
1 e ½ colher (de sopa) de pó royal
1 xícara de leite

Recheio:
Pedaços de goiabada

Modo de fazer:
Misture tudo. Faça os pãezinhos e coloque, em cada um, um pedaço de queijo ou goiabada. Passe gema e açúcar cristal em cada pãozinho.

Agora, vamos por partes.

Eu escolhi a melhor goiabada do mundo, a de São Bartolomeu, distrito de Ouro Preto e patrimônio imaterial do município. Há quem diga que as melhores são de Ponte Nova ou de Rio Casca, mas pra mim nenhuma bate a de São Bartolomeu. Quem vier visitar OP, pode comprar lá no distrito mesmo e aqui, no centro, na Garapinha ou na mercearia do Seu Chico.

Patrimônio de Ouro Preto e deliciosa

A goiabada tem de ser picada no tamanho que o "dono" da receita quiser. Eu usei pedaços pequenos, para fazer mini-pãezinhos.


Picadinho de goiabada. Hummmm.... delícia

Só depois de picada a goiabada é que faço a massa. Nessa hora que o nome Pão de Minuto funciona, porque a massa fica pronta rapidinho. Um cuidado é coloca o leite por último, porque ele pode deixar a massa mole demais, e aí vai ser preciso acrescentar mas farinha, vai endurecer a massa, vai virar novela. A massa precisa ficar mais molhadinha, por isso é bom ter farinha por perto, para passar nas mãos o tempo todo. Assim, a massa não fica grudenta na mão.


A massa fica com esse aspecto aí, mais molhada. A farinha extra ajuda a enrolar.
Aí é só fazer as bolinhas, com um pedaço de goiabada dentro e colocar numa assadeira. As gemas pinceladas em cima de cada bolinha ajudam a dar uma cor bem legal, depois do forno.

Prontos pro forno

O forno é alto, com cerca de 22 minutos já tá no jeito. Dessa vez, a receita rendeu 72 mini-pãezinhos.

As latas da Bauducco são só pra capitalizar. Os pães são deliciosos.
Isso tudo só pra dizer que vez ou outra, bissextamente, a cozinha e eu fazemos as pazes.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Ainda o nome

Já contei aqui algumas das confusões que chegam até mim pelo meu nome. No domingo das eleições aconteceu mais uma.

Eram 8h10 da manhã e Leo e eu estávamos nos preparando pra voltar pra OP, quando tocou o telefone da casa dos meus sogros. A Margá atendeu e me chamou. Achei super estranho, é mais fácil me achar no celular que no telefone fixo dos sogros, e logo pensei que tinha alguma notícia ruim. Atendi já com medo.

- Oi, Aline, é Jonas. Você vai trabalhar na eleição hoje?

Como assim, Bial? Respondi de supetão:

- Não.

E ele:

- Então tá, obrigado.

Passado o susto, fui pensar naquilo e resolvi tentar descobrir o que era. Liguei pro celular que ficou no bina e perguntei pro sujeito por quê ele estava me ligando. E ele:

- É o seguinte, eu tinha que ligar pra Aline, e liguei errado. Foi coincidência demais ter uma Aline aí no número que eu liguei. Foi só isso, desculpe.

Essas coisas me fazem ter dó das mil e uma Júlias que ainda são crianças... Nome de moda é phod@.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Estações

O dia de hoje me lembra aquele comecinho da música da Legião Urbana: mudaram as estações, nada mudou. Olha só:

Ouro Preto hoje, às 7h45

Ouro Preto hoje, às 12h35

Bem que tem aquele ditado que diz: neblina baixa, sol que racha"!

Eu desconfio que o castelo da Família Adams é bem pertinho daqui! 

domingo, 3 de outubro de 2010

Biscoito goiano

Biscoito goiano no café da manhã

Hoje a D. Lídia volta para Goiás. Antes de ir, ela fez os famosos e deliciosos biscoitos de queijo. Além de pintar, a D. Lídia também escreve, crônicas e poesias. Em seu segundo livro, As cores do outono, ela fala sobre o biscoito goiano, um patrimônio do Estado, assim como o pão de queijo.


Biscoito Goiano

Biscoito de queijo,
tradicional biscoito goiano,
um tanto diferente
do pão de queijo mineiro.
Vem de longe, dos avoengos...
Qual casa goiana
não assa o biscoito de queijo,
uma, duas vezes por semana?
(...)
Minha avó fez para a minha mãe,
minha mãe fez para mim e meus irmãos,
eu, para meus filhos e netos.
(...)
A vida mudou tanto,
exige uma correria,
as crianças crescem rapidamente,
entre tantas atividades,
não há mais tempo para o quintal,
nem para o calor da cozinha,
para conversa ao pé do fogão.
(...)


A vida nos dá certos privilégios. O Leo me trouxe uma família nova, linda. Foi por meio dela que conheci Goiás e passei a amar o Estado e os goianos. O biscoito goiano é uma das delícias de lá, assim como a pamonha (não existe pamonha tão boa quanto a de Goiás) e os doces da D. Lídia.

O biscoito goiano no café da manhã de hoje deu saudade de cruzar a fronteira.

Ainda bem novembro está chegando!