domingo, 31 de julho de 2011

Mais bike

Fiquei um tempão (quase um mês) sem andar de bike. Eu tava louca-maníaca sentindo falta. Finalmente, o trabalho deu uma trégua e eu consegui duas coisas fantásticas neste fim de semana: dormir (fiquei cinco noites sem dormir) e andar de bike, na terra e no alfalto. Os companheiros foram os de sempre: Leo, Lauro e Tanner, e também o Jean, que foi com a turma pela primeira vez. No asfalto, faltou a Fal, mas teremos outras oportunidades.

Lauro, Leo, Jean e Tanner

Os quatro, no retão mais legal do Alphaville

Eu também tava lá!

Fizemos essa trilha duas vezes

Esse ponto da estrada foi o que eu mais gostei

Pertinho da Lagoa dos Ingleses

Olha o estado da perna! O melhor é que sai com água e sabão

Leo e Lauro hoje na Pampulha

Ontem foram 17km de terra, trilha, subidonas, descidas e um caminho fantástico. Hoje, 18km na Pampulha, lotada de gente educadinha e com os mal educados que jogam o carro em cima da gente.

Cansar o corpo foi fundamental pra que eu conseguisse, depois de cinco noites insones, dormir igual a uma pedra. Tudo de bom!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Desafio Literário - Julho: #fail

Julho está no final e eu mal tive tempo de abrir o livro do mês.

Não que trabalho em excesso seja desculpa, claro...

A proposta é empurrar pra frente. A ilha do dia anterior seria o livro de julho. Passa a ser o de agosto. O de agosto passa pra setembro e, assim, sucessivamente, até o livro de dezembro ocupar janeiro de 2012.

Trato feito!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Filme: Potiche - Esposa troféu

Potiche - 2010 (mais informações aqui)
Direção: François Ozon
Roteiro: Pierre Barillet, Jean-Pierre Grédy
Elenco: Catherine Deneuve, Gérard Depardieu, Fabrice Luchini

Suzanne Pujol (Deneuve) é uma dona de casa convencional. Sua casa tem cômodos decorados com cores fortes, tudo no lugar. Ela é tão perfeita que parece alheia a tudo, ao marido executivo que não presta atenção nela e tem casos, aos filhos que não dão a mínima atenção a ela, ao mundo. Parece um bibelô, um enfeite, um troféu. Mas a vida muda quando começa uma greve na fábrica de guarda-chuvas de seu pai, tocada por seu marido. Robert Pujol é hostilizado e passa mal. Precisa se afastar da gestão da fábrica e é Suzanne quem assume. Aí começa o verdadeiro troféu da esposa exemplar.

Catherine Deneuve dá um show de interpretação. A personagem ajuda bastante, é alegre, viva, comunicativa, compreensiva, dedicada. A atriz se esbalda na composição da mulher perfeita. Seus colegas de cena também não decepcionam. Gerard Depardieu e Fabrice Luchini foram com ela um triângulo interessante e bastante divertido.

Potiche flerta com alguns temas bem atuais, como o feminismo, a homossexualidade, a fidelidade, a corrupção. Mas o mais interessante foi a gestão de pessoas. Tenho um amigo que diria que o filme é uma aula de RH. Enquanto Robert é o gestor da fábrica, há uma série de desencontros, causados pela forma ditatorial com que ele rege o negócio. Já quando Suzanne assume, a coisa muda de figura, com uma gestão mais participativa e envolvente.

O único porém do filme é seu final, que parece deslocado, dá a impressão de ser de outra obra. Fora isso, é uma boa diversão.

Mal entendido

Ontem à noite, eu e a Ju batíamos um papo pelo MSN. Paralelamente, eu também conversava com o Breno, mas essa é outra história.

A Ju e eu compartilhamos várias coisas. Uma delas é que sempre falamos sobre reeducação alimentar, ginástica e emagrecimento. Daí, fui contar pra ela que Leo e eu compramos um stepper. Segue a reconstituição do fato:

Eu: Compramos um stepper.
Ju: O que é?
Eu: Pra fazer uns exercícios.
Ju: Vou googlar.

Daí um tempo volta ela:
Ju: Fiz mal juízo de você.
Eu: Como?
Ju: Fui no google procurar stepper e digitei streeper. Achei que você e o Leo estavam muito prafrentex.
Eu: Ju, eu jamais contrataria uma striper. Muito mais compraria uma. Sou contra a escravidão.

E caímos na risada.

Quando fui contar pro Leo, ele veio com a imaginação fértil: já imaginou se ela não tivesse percebido que digitou errado e o diálogo continuasse? Então, segue aí nosso diálogo imaginário:


Eu: Compramos um stepper.
Ju: O que é?
Eu: Pra fazer uns exercícios.
Ju: Vou googlar.
-.-.-.-.-.-.-.-.-
Ju: Nossa, você e o Leo estão muito prafrentex.
Eu: Vc não tem ideia de como é bom.
Ju: er... ah... foi muito caro?
Eu: Não, cada um pagou 50%, aí ficou em conta. Veio da China.
Ju: Isso explica muita coisa. Mas como é que vocês usam?
Eu: Ah, eu prefiro de manhã, o Leo acha melhor de noite
Ju: E fica no quarto de vocês?
Eu: É, num espaço entre o armário e a parede, depois que cada um usa é só colocar lá no lugar.
Ju: E vc tá curtindo?
Eu: Tô, a única coisa ruim é que faz barulho demais. Fora isso, é perfeito, você devia experimentar. 

Sente o drama do mal entendido virtual... #nósRimos

terça-feira, 26 de julho de 2011

Fotos do dia

Hoje é dia da avó (ou dos avós, sei lá). Mas também é aniversário da Tia Vera. Daí...

Tia Vera, a aniversariante, e Tio Jésus

O quarteto: Tio Jésus, Tia Vera, Tia Maria e Vovó




Vovô e eu


A vovó mais linda de todas

A primavera da Vera

Hoje é aniversário de uma das pessoas mais legais que eu conheço, a Tia Vera. Ela está na família da vovó desde antes de eu nascer. Por isso, pra mim ela é e sempre será da família Mendes Barros, aquela que é a mais linda do mundo.

Quando eu era pequena, queria por que queria que ela fosse minha prima. Só pra poder dizer Prima Vera. Meus irmãos e eu nos divertíamos muito com ela, porque ela ia pro chão brincar conosco. O Daniel, então, adorava brincar que paquerava a Tia Vera. Ele ficava quietinho, olhando pra ela e, de repente, dava uma piscadela. Ele ficava de olho pra ver se o Tio Jésus estava olhando, e caía na gargalhada.

Tia Vera e Tio Jésus moram no Rio de Janeiro, mas estão sempre presentes. Toda segunda eles telefonam pra vovó e, sem a mesma regularidade, também pra mim. Volta e meia vêm aqui pra casa passar uns dias, e são dias muito agradáveis.

Ela tem a risada mais contagiante da família. Quando a Tia Vera ri, é impossível ficar sério. As histórias dela são muito legais. Nelas, é possível ver que o amor transborda, especialmente para os sobrinhos - os dela e os do Tio Jésus. É um carinho, um cuidado tão intenso como poucas pessoas são capazes.

Tia Vera, há alguns anos, enfrentou um câncer de mama muito cruel. E foi com serenidade que ela atravessou todo o processo, que envolveu quimioterapia, mastectomia e várias cirurgias reconstrutoras. Também é com tranquilidade que ela ainda faz o tratamento para "substituir" os linfáticos, que foram retirados na mastectomia. A forma como ela lidou com tudo é fantástica, é um exemplo pra todo mundo. Ok, as pessoas são diferentes e reagem de forma diferente com as coisas. E ela contou com o apoio incondicional do Tio Jésus, que é outro fofo. O fato é que ela levou tudo com uma leveza invejável.

Neste fim de semana tem festa lá no Rio. Boa parte dos mineiros da família vai pra lá comemorar. Infelizmente, não vou poder comparecer. Fico triste de não poder estar lá e comemorar com essa tia querida mais uma primavera em sua vida. Mas daqui, junto com o Leo e com a vovó, desejamos mil felicidades, vida longa e frutífera, muitas realizações. Ela merece.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Conto: Ruído

Eram quatro à mesa: Rafael, Eduardo, João e Felipe. A televisão estava ligada. Passava um filme do Tarantino.

João escutava trechos.

Cale - jogo - fomos - ela - copo - arma - amendoim - claro - fogo - beijo - nada - custo - pouco...

Tentava criar uma história com tudo aquilo que chegava aos seus ouvidos. Via os amigos abrindo a boca - para comer, para falar, para beber. Comentavam o filme. Falavam da vida. Riam. E João ali, criando uma nova história.

Para ele, nada daquilo fazia sentido. O barulho era grande, os amigos falavam alto, o som da televisão incomodava. Se soubesse ler lábios, conseguiria entender alguma coisa. Mas não conseguia acompanhar. Não, ele não tinha bebido. Só um copinho de guaraná zero. Como era difícil entender aquilo tudo...

De repente, João se sentiu sozinho. Não era por maldade, mas os amigos acabavam por isolá-lo no canto da mesa. Não faziam perguntas, não pediam sua opinião, não falavam devagar. Era como se ele não existisse para os amigos naquele momento. Seriam, então, amigos mesmo? Mesmo com essas falhas, ele estava ali, tinha a companhia deles. Melhor assim.

Melhor imaginar que tinha toda a capacidade do mundo para entender tudo o que diziam. Na sua nova história, João era um garoto esperto. Não havia dificuldades. Havia muitos amigos, muitos encontros, muitos filmes e ele entendia tudo.

Sorriu. Era feliz. A seu modo.

domingo, 24 de julho de 2011

Look into my heart and you find...

Pra ler ao som do Jason Marz, com I'm yours (especialmente a parte em que diz "look into your heart and you find love, love, love"). Clip aqui (sem possibilidade de incorporação...).

Lá vou eu falar de comunicação inconsciente de novo. O negócio é que ela faz parte da vida da gente e a cada dia mais tem me dado mostras de seu poder. Aí, vou puxar a brasa pras pessoas que, atualmente, mais me têm provado que quando a gente gosta de alguém aparentemente sem motivos é a tal da comunicação inconsciente atuando.

Pra começar, o trio que eu amo de paixão: Luciana, Bruno e Breno (o Bruno não veio, mas sempre tem espaço pra ele).

O Bruno está entre a Lu e o Breno
Olha o Bruno aí de novo...

Mais uma de nós com Luciana e Breno, com espaço pro Bruno

Aí vêm os responsáveis pela existência do Breno, do Bruno e da Luciana:

Casal mega do coração

E tem a Flavinha, que é a irmã mais nova que eu adotei:

Sábado ela deu um show ao violão!

E não podia faltar a Margá, uma pessoa muito especial. Mais do que só uma sogra. Mais do que mãe do Leo. É uma AMIGA daquelas pra toda a vida. Amo!

No sábado, nós duas juntas
Gente que a gente gosta só de olhar. E que gosta mais ainda depois de conhecer. E que quer levar pra sempre.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Filme: Meia noite em Paris

Midnight in Paris, 2011 (mais informações aqui)
Direção: Woody Allen
Roteiro: Woody Allen
Elenco: Owen Wilson, Rachel McAdams, Kathy Bates

Quem nunca quis conhecer outras épocas da história e passou alguns momentos fantasiando como seria melhor a vida se fosse há alguns anos? Para Gil, personagem de Owen Wilson, a Paris dos anos 1920 é a referência. E, durante uma caminhada à noite, na cidade luz, ele entra em um carro antigo e parte em uma viagem pela época que mais ama.

O filme é quase um hino de amor a Paris. A cidade está maravilhosa, seja nas cenas noturnas que retratam outra época, sejam nas dos dias atuais. Os primeiros minutos da projeção são, justamente, de imagens amplas e intimistas de uma Paris belíssima, com os pontos turísticos tradicionais e seus espaço mais aconchegantes, escondidos em um parque, uma praça, uma esquina.

Gil está visitando Paris em companhia de sua noiva e dos pais dela. Os três gostam de visitar Paris mas não gostariam de morar lá. Já Gil sonha com o dia em que poderá largar seu trabalho como roteirista de cinema para se mudar para a cidade de seus sonhos. Inez, a noiva de Gil, é particularmente cruel com os sonhos, as expectativas e mesmo a vida do noivo. As saídas noturmas de Gil, junto com seus novos amigos Scott e Zelda Fitzgerald, Ernest Hemingway, Pablo Picasso, Gertrude Stein, Salvador Dalí, Luis Buñuel e a bela Adriana o levam a acreditar em seu talento como escritor e a repensar a vida que se apresentava até ali.

A viagem às outras  épocas se apresenta como uma fuga, tanto para Gil como para Adriana, sua enamorada dos anos 1920, que era apaixonada pela Bella Époque, povoada por Toulouse-Lautrec, Paul Gaugiun e Edgar Degas. Elas só fazem sentido quando os personagens se sentem oprimidos, infelizes e buscam a felicidade em outros tempos.

O filme funciona muito bem enquanto retrato de duas épocas distintas: o período febril que Gil ama e a época atual, de futilidade, em que pessoas são descartáveis quando não estão mais adequadas. Ele ama Paris e sua vida caminha, naturalmente, para ficar mesmo por lá, vivendo a cidade em toda a intensidade dos espaços mostrados no início da projeção.

Destaque para a caracterização de Salvador Dalí, hilária, com sua fixação por rinocerantes.

Ah, o amor...

Leo é um cara que gosta muito de motos. E, claro, de Harley-Davidson. Ao lado dos copos de cerveja dele está uma miniatura de uma Harley, sendo piloto gordinho, barbado e tatuado. Tal qual...

Daí que uma pessoa que a gente conhece comprou uma Harley e veio mostrar pro Leo. Eu já sabia que ia passar um tempo ouvindo que tudo o que o Leo precisa pra ser feliz na vida é uma Harley e tudo o mais. Só não esperava o que, de fato aconteceu.

Quase todo dia eu inicio um diálogo com ele sobre o nível de amor, mais ou menos assim:
- Leo, você me ama?

Ele responde que sim e eu pergunto o quanto. Invariavelmente a resposta é:
- Do tamanho de um ônibus (ou avião) de gigante.

Alguém sabe o tamanho disso, por favor?

Ontem, foi do mesmo jeito:
Eu: Leo, você me ama?
Ele: Amo sim.
Eu: De que tamanho?
Ele: De uma Harley-Davidson de gigante.
Eu: Nossa, diminuiu tanto assim?

Depois de tantos outros (cervejas, Ipod, câmeras, bikes e outros), agora tenho que dividir meu espaço com uma Harley. Aff...

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Filme: De volta para o futuro Parte III

Back to the future Part III, 1990 (mais informações aqui)
Direção:Robert Zemeckis
Roteiro: Robert Zemeckis
Elenco: Michael J. Foz, Christopher Lloyd

Mais uma vez, Marty McFly e Doc Brown estão às voltas com as viagens no tempo, com o DeLorean voador. O filme anterior termina com Marty em 1955 recebendo uma carta do Doutor, escrita em 1885. Essa carta faz girar a roda que inicia a terceira parte da trama, que é bastante envolvente mas que é, também, mais do mesmo.

Lá está Marty, novamente, às voltas com alguém o chamando de covarde, tendo que enfrentar uma briga ou duelo que, invariavelmente, terminam com alguém caindo no esterco. Também há a questão do tempo, que corre e apressa nossos heróis para finalmente voltarem para o futuro. Há o inevitável encontro com os ascendentes (Lea Thompson, novamente, fazendo o papel de matriarca da família McFly, e sendo confundida com a mãe de Marty). A novidade é Clara Clayton, que desperta o coração de Doc Brown e que, involuntariamente, o faz tomar algumas decisões importantes para a trama. Antes de sua entrada em cena, o doutor fala com Marty que o que mais sente falta é do Tylenol...

Nos três filmes da série, o tempo é o principal motor. Tudo gira em torno da questão "será que vai dar tempo?", que é jogada para o espectador. E ficamos na expectativa do raio no relógio da torre (parte 1), da busca pelo almanaque (parte 2) e do acerto da velocidade do trem (parte 3). Enquanto isso, dá-lhe a música tema!

A trilogia levanta a questão sobre as intervenções que podem ser criadas com uma viagem no tempo. Nos três filmes, o dr. Emmet Brown fala que é precido destruir a máquina do tempo, pois ela só causa problemas. E é somente no primeiro filme que ela resolve, para o bem da família McFly, a situação de George. Após essa intervenção, todas as viagens do DeLorean causam problemas enormes, incluindo a criação de uma realidade paralela (na parte 2). As outras intervenções no tempo, mesmo que com motivos nobres, por exemplo, impedir a morte de Doc Brown, geram uma série de confusões muito dignas da Sessão da Tarde.

Ver os três filmes em sequência é muito interessante, para mostrar a sequência de ideias e também para ver como são cansativas as repetições da primeira fórmula. É diversão garantida para todos.

Um tapinha que dói, e muito

Breno e eu conversamos muito, como sempre. Acabou saindo o papo de educação e sobre bater ou não nos filhos. Taí uma coisa em que eu tenho uma opinião sólida e cristalizada.

Acho que, seja quem for (pai, mão, parentes ou qualquer outra pessoa) que bata em crianças é um covarde de marca maior. E quem diz que bater é uma forma de educação é desinformado pra caramba.

Daí que a criança faz uma coisa qualquer que um adulto "responsável" considera errada. O sujeito vai lá e dá um tapa, um beliscão ou qualquer outra coisa e, assim, a criança não repete o ato. Desde quando isso é educar? Se for, aquela experiência que estudantes de psicologia fazem com ratos também é educação. O rato "aprende" que o caminho está errado porque leva um choque. A criança "aprende" que está errada porque leva uns tapas. Ela, por acaso, consegue entender o que está acontecendo? Ou vai apenas não repetir o ato para evitar a dor da surra?

Desde quando isso é educar, heim?

Um argumento dos agressores é que as crianças aprendem a respeitar a autoridade. Mentira! Respeito é o que menos se aprende com agressões. O que se aprende é que há que se ter medo, e medo é muito diferente de respeito. E, pelo que eu me lembre, quem gosta de impingir medo em outras pessoas... melhor nem comentar, né?

Quem bate, além de não entender nada de educação, ainda exerce a mais fina covardia. Ou tem outro nome um adulto bater numa criança? Há quem diga que há motivos justos para que uma criança receba um tapinha ou um beliscão. Só que não há justiça nenhuma em uma pessoa que, em geral, tem o dobro ou até o triplo do tamanho - e até mesmo da força - de uma criança, agredi-la sob a forma que for. Sem contar os argumentos absurdos do tipo "o filho é meu e eu faço com ele o que eu quiser". Vem cá, ô espertão, filho não é uma coisa, que você dispõe como bem entender, tá?

Pode um tapinha de leve não mão de um bebê que está querendo testar aquele bibelô lindo da tia-avó? Não, não pode. O tapinha, por mais leve que seja, é uma agressão e é, sim, porta para um tapa mais forte, uma surra, um soco e saiba mais o quê. E parece que a coisa vicia mesmo. Começa de leve e, logo, o agressor quer sentir de novo aquela sensação de poder, por ver o medo nos olhos do outro. Nada mais primitivo.

Enfim, nada nem ninguém vai conseguir me convencer de que bater, mesmo que de leve, em uma criança seja uma coisa aceitável.

Pra terminar, repito a música Castigo não, do Toquinho, que já publiquei aqui.

terça-feira, 19 de julho de 2011

É gol!

Eu adoro o marketing da Coca-cola. Acho as propagandas muito bem feitas e todo o trabalho de fixação da marca é incrível.

Recebi o vídeo abaixo, que junta duas coisas que eu gosto: futebol (pena que não estou conseguindo acompanhar todos os jogos da Copa América...) e a divulgação da Coca-cola. Olha só:


Obrigada, Thiago!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Conto: Ar

Respira, João, respira. Respira fundo, lembra daquele tempo que a Jana te obrigou a ir com ela às aulas de iôga. Puxa o ar devagar. Solta o ar devagar. Isso, repete, João. Outra vez. Tá mais calmo? Bom! Agora pensa, garoto!

Pensa que está na hora de quebrar essa barreira, de romper com tudo. Deixa o medo pra lá. Não tem nada que possa te fazer mal, João! No fundo, é só água. Lembra de quando você nasceu, tinha muita água. Não, é claro que eu não lembro, como podia lembrar. Mas não é verdade que os bebês sabem nadar? Então, se eu sabia, eu ainda sei. Vai, João, coragem!

Só de pensar, o coração bate mais rápido, começo a suar. Vamos lá, respire fundo, puxe o ar devagar, solte devagar. Eu vejo aqui todas essas crianças me olhando com a cara mais debochada. Eles acham o quê? Que podem ficar rindo assim o medo alheio? Olha, o tio João não está muito acostumado, mas vai estar, é só questão de tempo. Aliás, vai melhorar muito se cada um de vocês tomar conta da própria vida e dar espaço pro tio João finalmente esquecer de tudo e conseguir pular nesse raio de piscina.

Vai, João, respira fundo...

Por perto #2

Imagens do que foi o fim de semana com Lauro, Breno e Luciana em OP:

Lu e a minha câmera

Com Breno, amor antigo

Os quatro no Passo enquanto eu estava em BH

Ingresso do pessoal que foi com a gente no trem

Na luz da tarde

Nós e a Nilza, a Isadora e o namorado

Três Borges e uma quaaaaaase lá

Com o Lauro

Cerveja Uncle John, da Cervejaria Ouropretana

Breno e o horizonte de Mariana

Lu e a Igreja de S. Francisco de Assis, em Mariana

Lu no Sarau da estação de Mariana

O sarau, cheio de gente

Os quatro, na minha ausência

Amo muito tudo isso

Ói o trem surgindo por trás das montanhas azuis

domingo, 17 de julho de 2011

Por perto

Julho tem sido um mês muito intenso. Muito trabalho, a oficina do Festival de Inverno, mais trabalho e muita coisa acontecendo em paralelo. Uma delas é a visita de três pessoas que eu gosto muito: o Lauro, nosso amigo, e os primos do Leo (e meus também!) Luciana e Breno. Pra turma ficar completa, também deveríamos ter a presença do Bruno e da Flavinha, mas não foi possível.

Eles chegaram na sexta, e rumamos pro Escadabaixo. Na minha opinião, é a melhor trilha sonora de Ouro Preto. Como a Lu e o Breno também curtem escutar rock, foi perfeito. Mas durou pouco porque eu tinha que acordar às 5h20 no dia seguinte. Eu acordei com alguém na rua berrando "Alinêêêêê!" (e a tal xará berrando, do outro lado, que já ía), olhei pro relógio e vi que tinha perdido a hora, mas ainda dava tempo.

Enquanto eu ia pra aula em BH, Leo, Lauro, Breno e Lu ficaram passeando pela cidade e almoçaram no Passo (enquanto eu comia um pão de queijo em BH). Cheguei quando Leo e Lauro iam pro Parque do Itacolomi andar de bike, e eu fui com a Lu e com o Breno pro Trem da Valem, fazer o passeio de trem pra Mariana. Lá na estação, encontramos com um povo amante de Harry Potter, todos com capas, varinhas, roupas dos bruxinhos (da Grifinória e da Sonserin), com direito até a tíquete de embarque na estação 9 e 3/4. Em Mariana tinha sarau, tava muito bom. Fomos ver a Praça Minas Gerais também e depois voltamos pra casa. Como eu não fui ao Passo no almoço, fomos todos jantar lá. Frio, muito frio. Mas tudo ótimo, como sempre.

Hoje fomos no Museu da Inconfidência e almoçamos no Profeta. A comida estava ótima, mas demorou mais de uma hora pra chegar. Já estávamos impacientes com o atraso; nós e todas as mesas que estavam perto da nossa. Depois, os três voltaram pra BH.

Foi rápida a passagem deles por aqui, mas foi boa demais. Sei lá quantas vezes eu já falei que a Lu, o Breno e  Bruno são pessoas que eu amo muito. Adoro a presença deles. Gosto tanto que há muito tempo já não os considero só primos do Leo: eles são meus amigos (ah, se as uvas falassem...), daqueles de vida inteira. Como eles moram em Goiás, acaba que o nosso contato é mais pela internet, mas nem por isso ele fica superficial. E, como eu só tenho um primo de primeiro grau, acabei adotando os três como meus (primos, amigos, irmãos, companheiros...).

Independende de onde estivermos, seja na net, em BH, em OP, em GYN, em Piracas, qu só quero ter os três por perto. A música aí abaixo é romantiquinha e tal, mas traduz bem o que eu quero dizer.


Por Perto (Pato Fu)

Num velho disco a vida se desfaz
Em poucos minutos
Pra onde aquele tempo te levou
Também vou

Pode ser numa canção
Pode ser no coração
Eu so quero ter você por perto

Se é pra tocar o ceu e me lembrar
Do canto de um anjo
Naquele empoeirado LP
Encontro você

Pode ser numa canção
Pode ser no coração
Eu so quero ter você por perto
Eu só quero ter você

Foi-se o tempo em que sozinho
Maltratei meu coração
Me contou um passarinho:
Tristeza é sem razão

Pode ser numa canção
Pode ser do coração
Eu so quero ter você por perto
Eu só quero ter você por perto

Pode ser numa canção
Pode ser do coração
Eu so quero ter você por perto
Eu só quero ter você...


sábado, 16 de julho de 2011

Um dia eu fui assim 5


1984. Formatura do pré. Azul. Parece bailarina, mas era boneca. A Rogéria, de fada, atrapalhou o meu laço. Educandário Santo Antônio. Nostalgia.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Filme: Indiana Jones e o Templo da Perdição

Indiana Jones and the Temple of Doom - 1984 (mais informações aqui)
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: Willard Huyck
Elenco: Harrison Ford, Kate Capshaw

A segunda aventura de Indiana Jones é marcante para quem viu o filme nos anos 1980. Principalmente por causa da cena de um banquete em que são servidos cérebros frescos de macacos e outras iguarias exóticas. O super arqueólogo sai pelo mundo enfrentando a máfia, uma seita antiga e as armadilhas deixadas pelos antigos (inevitavelmente há portas ocultas, com "chaves" inusitadas), bandidos incompetentes e uma mulher maravilhosa, disponível para um romance.

As cenas iniciais do filme já mostram o que esperar o filme inteiro: em poucos minutos há uma série de viradas de mesa, tiros, envenenamento, uma jóia é roubada e perdida, um antídoto também se perde. O espectador também parece que vai perder o fôlego enquanto Jones, sozinho, se livra da máfia chinesa. Um herói de muita, mas muita sorte.

A verossimilhança não é o forte das aventuras de Indiana Jones. Vide o bote usado por Jones, Willie e o garoto como tábua de salvação de um avião em queda, sem piloto e sem que haja paraquedas. A cena é até diverta, mas ver hoje é tão absurdo... Assim como as noções de geografia. Não importa o mapa que há em toda a franquia, mostrando os deslocamentos de Holmes e sua turma. Ele estava em Xangai, na China, quando pegou o tal avião que viria a cair, mais tarde. Ao sair da aeronave, com o bote, a trupe vai parar na Índia!!!

É na Índia que Jones vê seu conflito principal: resgatar uma pedra sagrada e libertar uma aldeia dos estranhos sequestros de crianças. Com isso nas mãos, ele vai ao templo onde há o banquete exótico e descobre uma seita com rituais cruéis, beberagens estranhas e muita violência.

Mesmo com o desfile enorme de clichês, é bacana demais ver Indiana Jones e seu poder superior de resolver qualquer situação. Basta, para isso, deixar para trás os óculos, o terno e a gravata borboleta e colocar seu mítico chapéu.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Raízes

Na oficina, hoje caminhamos pelo bairro Cabeças. A rua princial, Alvarenga, é uma graça. Ao passarmos pela igreja do Bom Jesus, o cemitério estava aberto. Já contei que adoro cemitérios? Acho fantástico o que as pessoas criam para reverenciar os mortos. Tenho mais familiaridade com os cemitérios católicos e acho muito bacana, quando vejo um aberto logo dou um jeito de olhar.


Minha família tem lápides lá, mas eu nem me preocupei em procurá-las. Não sabia o número delas nem me lembrava bem exatamente onde ela estava localizada. Me contentei em fotografar o conjunto.

Depois, resolvi olhar a primeira lápide. E não é que era a da família?

Vô Camillo e Vó Adelina, na lápide

Acabou ficando melhor do que eu previa: sem procurar, encontrei o que queria ver.

Em tempo: eu não costumo visitar cemitérios para rezar em túmulos. Acho isso bastante inútil, pra mim o que importa é a vida e, se eu não fui suficientemente boa com alguém durante a vida dela, pra que cultuar uma sepultura? O que me interessa lá são as formas de culto ligadas à morte. Há cemitérios lindos por aí.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Livro: A abadia de Northanger


O terceiro livro de Jane Austen que eu leio. Gosto muito do estilo dela, que é irônico e ágil, cheio de detalhes e com aquele amor romântico típico do século XIX, meloso até dizer chega, mas muito envolvente.

A heroína deste livro, Catherine Morland, é diferente das de Orgulho e Preconceito e Razão e Sensibilidade, os dois livros que li anteriormente (o primeiro é meu favorito). Ela é uma moça ingênua de 17 anos, bastante despreparada para a vida em sociedade. É bem educada, mas ainda não consegue entender alguns sinais socais. E, por conta disso, se mete em algumas enrascadas, como quando encoraja, sem perceber, um pretendente a pedir a sua mão em casamento.

Catherine deixa sua aldeia para visitar o famoso balneário de Bath, onde começa a ter contato com a sociedade, por meio de seus vizinhos, os Allen. Ela conhece as famílias Thorpe e Tilney e, com eles, vai aprendendo a viver.

Durante as 11 semanas em que fica fora de casa, ela convive com intrigas, fofocas, maledicência e, ao mesmo tempo, conhece o verdadeiro valor da amizade e descobre o amor.

A leitura é rápida e prazerosa. Dá até vontade de ler Orgulho e Preconceito de novo.

terça-feira, 12 de julho de 2011

A semana

Não contente com uma semana onde tudo acontece, no trabalho, as manhãs estão tomadas com a oficina do Bom Será no Festival de Inverno.

Hoje, ao explorar o entorno da Capela de São João, achei aquele tanto de nomes escritos no patrimônio, o que dá uma tristeza enorme. Dentre eles, olha o meu lá...

Mas não fui em quem escreveu aí, tá?



Bem que eu digo que as Alines brotam em todos os cantos.

A equipe do Bom Será está publicando textos, fotos e vídeos em nosso site e em nosso Tumblr. Aproveitei e abri um pra mim, tem fotos lá também.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Citações 16

De A Abadia de Northanger, de Jane Austen:

Quando as pessoas querem ser simpáticas, devem parecer ignorantes. Vir com a mente bem informada é vir com uma incapacidade de lidar com a vaidade dos outros, o que uma pessoa sensata sempre prefere evitar. Sobretudo a mulher, quando tem a desgraça de conhecer alguma coisa, deve escondê-lo o máximo possível.


Adoro Jane Austen. Essa ideia de que mulheres devem se manter ignorantes é tão século XIX...

Conto: Escuridão

Tenho medo. Do escuro, da dor, da solidão. De acordar de manhã e não encontrar o mundo em que eu vivo. O café da minha mãe, com aquele cheiro gostoso saindo da cozinha. O jornal, que meu pai buscou na portaria do edifício. Minha irmã mais nova arrumando as roupas no armário.

Tenho medo de sair de casa e encontrar a rua suja. De ver aqueles moleques de sempre na esquina, pedindo dinheiro. De encontrar com o Marcelo em nossa rua. Ele me perguntaria sobre a vida e eu não teria coragem de dizer que tenho medo. Ele me perguntaria sobre a Diana e eu seria obrigado a dizer que meu medo de viver com ela fez com que o relacionamento acabasse. Ele me perguntaria de onde vem esse medo e eu não quero responder. Prefiro ficar quieto aqui em casa, corro menos riscos.

Fico feliz que não tenho muitos amigos no trabalho. Nem na vida. Aí, não me crivam de perguntas. Não questionam sobre a minha família, a minha vida, os meus amores. Não preciso contar que, enquanto a Diana resolve a vida dela, arrumando uma pessoa mais corajosa, eu fico aqui, no quarto, sentindo o cheiro do café da mamãe e revivendo todos os meus fantasmas, pensando no risco que eu corro assim que me afasto deles, da minha família.

Amigos, laços de amizade mesmo, não tenho nenhum. Tenho só mesmo o Marcelo, que é um colega de bairro, que se preocupa comigo e vem aqui nos visitar. Às vezes, invejei a Diana, com tanta gente ao seu redor. A casa dela vivia lotada de gente, mas isso me assustava. Tinha medo de que eles me conhecessem, que me entendessem e se afastassem de mim. Prefiro me afastar por conta própria. Entrar no meu casulo, na minha concha, na minha casca. E ficar ali quieto, longe do mundo, no escuro do aconhego, ouvindo papai passar as páginas do jornal e mamãe ali, na cozinha, fazendo o cheiro do café se multiplicar, me envolver, me embalar e me fazer esquecer. O mundo é muito perigoso. E eu tenho medo.

domingo, 10 de julho de 2011

sábado, 9 de julho de 2011

Coisas pra fazer

Começou com este post da Intense. Depois veio o da Bel. Deu vontade de fazer igual (essas duas têm o poder de me contaminar!). A ideia é riscar da lista abaixo o que já se fez. Como a Bel fez, vou comentar algumas delas. 



01. Pagar uma bebida aos amigos. Já perdi a conta de quantas vezes fiz isso, e adoro.
02. Pegar num tubarão. Nunquinha. Nem sei se terei coragem um dia
03. Dizer “eu te amo” sentindo amor de verdade. Leo é quem escuta mais, mas já falei pra tanta gente...
04. Abraçar uma árvore. A goiabeira daqui de casa. E o limoeiro da Tia Ylza
05. Achar que vai morrer. Lembro até do dia, durante minhas hemorragias mais fortes
06. Ficar acordado a noite inteira e ver o nascer do sol. Uma vez pra nunca mais, enxaqueca na certa na sequência.
07. Não dormir por 24hrs. Idem para a resposta anterior. Enxaqueca do caramba depois.
08. Cultivar e comer os teus próprios vegetais. Cultivar é coisa que não consigo fazer. Mas como o manjericão que o Leo plantou no jardim de casa.
09. Dormir sob as estrelas. Hummm... passo.
10. Mudar a fralda de uma criança. Várias do meu irmão mais novo.
11. Ver uma estrela cadente. Na casa do Matheus e da Lola, sob um céu maravilhoso.
12. Ficar embriagado. Foi uma vez só. Bebi sem saber que tinha álcool na coca. Não sei como cheguei em casa e nem como a enxaqueca do dia seguinte passou.
13. Doar coisas pra caridade. Sempre.
14. Olhar para o céu e achar o cruzeiro do sul. Sempre também. Desde que li Viagem no céu, de Monteiro Lobato.
15. Ter um ataque de riso na pior altura possível. Já aconteceu. Melhor nem lembrar.
16. Fazer uma luta de comida. Não que eu me lembre. Também não sei se farei.
17. Apostar e perder. Já ganhei e já perdi. Parei de apostar quando perdi vergonhosamente para o Leo. Melhor não comentar.
18. Convidar um estranho para sair. Heim?
19. Fazer guerrinha de papel. Básico pra quem teve infância, né?
20. Gritar o mais alto que puder. Competição de grito no playground, rolava sempre.
21. Pegar num cordeiro. Copiando a Bel, sou urbana, né?
22. Andar de montanha russa. Quando era mais nova. Mais uma coisa que engatilhava uma enxaqueca
23. Dançar como um louco e não se preocupar se estão olhando. Algumas vezes. Poucas, na verdade.
24. Falar com sotaque por um dia inteiro. Quando morei no Maranhão, incorporei o sotaque por um ano. E ainda falo séssenta.
25. Estar mesmo feliz com a tua vida. Nos últimos 10 anos, é uma constante.
26. Ter dois hard drives para o computador. Já tive. Hoje, só um no note e um externo.
27. Conhecer o teu país. Conheço uns pedacinhos, pode ser? 11 estados tá de bom tamanho?
28. Cuidar de alguém embriagado. Melhor não comentar. Já fiz muito.
29. Ter amigos fantásticos. Tenho. Praticamente todos são.
30. Dançar com um estranho. Fiz naquela vez que fiquei bêbada por acaso.
31. Roubar uma placa/sinal de trânsito. Não. Roubar não é lá uma coisa que me seduza.
32. Fazer um passeio de noite na praia. Em São Luis, no Rio, em Porto de Galinhas... delícia!
33. Ficar de coração partido mais tempo do que se esteve realmente apaixonado. Todo mundo já fez isso, né? Quando eu era adolescente...
34. Sentar na mesa de um estranho num restaurante e comer com ele. E continuar sendo estranho. Só quando não tem vaga na praça de alimentação, e rola de pedir espaço na mesa de alguém estranho.
35. Imitar uma vaca. Era um tema constante durante a sétima série. Não vale a pena comentar mais.
36. Fingir que se é um super-herói. Deu pano pra manga... Laura e eu com lenços enormes amarrados no pescoço, subindo no telhado para pular de lá. Fomos salvas a tempo.
37. Cantar karaoke. Nunca. Nem quero.
38. Mergulhar. Parece uma coisa tão distante...
39. Beijar na chuva. Tão bom...
40. Brincar na lama. Infância!
41. Brincar na chuva. Coisa que faço até hoje
42. Apaixonar-se e não ficar de coração partido. É como vivo hoje. Apaixonada e sem coração partido.
43. Visitar locais ancestrais. Vontade não falta. Aveiro, aí vou eu!
44. Fazer uma arte marcial. Não oficialmente. Fiz judô na grama, do lado de fora, enquanto esperava meus irmãos saírem da aula deles.
45. Entrar num filme. Cuma?
46. Ser penetra numa festa. Não pretendo.
47. Ficar sem comer 5 dias. E viver de luz?
48. Fazer um bolo sozinho. Vivo fazendo. Não ficam uma maravilha, mas tô treinando bastante
49. Fazer uma tatuagem. Está nos planos. (update: eu fiz!)
50. Receber flores sem razão. Só por receber? Aconteceu mais quando era adolescente. Sou alérgica, prefiro não receber flores.
51. Representar num palco. Pagando mico na escola. Não levo o menor jeito pra isso
52. Gravar música. Noup. A humanidade agradece.
53. Ter um caso de uma noite. Uma só? Não.
54. Guardar um segredo. Guardo tantos... sou super confiável
55. Cantar bem alto no carro e não parar quando perceber que tem gente olhando. Esse é o tipo de mico que eu pago sempre
56. Sobreviver a uma doença em que se podia ter morrido. Sim.
57. Perder dinheiro. Perco de várias formas. Mas tem coisas mais importantes que dinheiro.
58. Cuidar de alguém com dor de cotovelo. Hahahaha, tempos de adolescência.
59. Fazer uma festa legal. Fazer é complicado, não tenho paciência pra isso não.
60. Partir o coração de alguém. Foi no 2º grau. Me arrependo horrores da forma.
61. Fazer um piercing. Já passei da idade, né?
62. Andar de cavalo. Não foi uma experiência muito legal em termos do estado das minhas pernas depois.
63. Fazer uma grande cirurgia. Algumas. Uma muito importante. Outras não eram necessidade, mas foram fundamentais.
64. Comer sushi. Nunquinha. Tem arroz, ééééca! Experimentei sashimi, mas não rolou sentimento.
65. Ter uma foto sua no jornal. Na época do lançamento da PUC TV, tenho todos os recortes #orgulhinho
66. Mudar a opinião de alguém sobre alguma coisa em que acreditas profundamente. Profundamente? Sei não. Superficialmente eu já fiz.
67. Fazer de um inseto um animal de estimação. Eu tive várias joaninhas durante o primário.
68. Selecionar um autor importante que não trabalhou na escola e lê-lo. Saramago é o favorito. Gabo está na lista também
69. Comunicar com uma pessoa sem partilharem uma língua comum. Já entrevistei surdos totais, que só se comunicavam em libras. E eu sem saber nada da língua.
70. Escrever a sua própria linguagem no computador. Cuma?
71. Pensar que está vivendo um sonho. Ô! Uma constante!
 72. Pintar o cabelo. Not yet. Meu cabelo nunca viu tinta. E vai demorar um pouquinho pra ver.
73. Ter relação com alguém do mesmo sexo. Respeito, mas não é a minha praia. O Leo me basta.
74. Comer meleca. Éca! Passo.
75. Salvar a vida de alguém. Ainda não.

Ufa! Me lembrou o Meme 30 dias, também puxado pela Intense e pela Bel, mas foi muito mais bacana de fazer.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Filme: Bastardos Inglórios

Inglorious Basterds - 2009 (mais informações aqui)
Direção: Quentin Tarantino, Eli Roth
Roteiro: Quentin Tarantino
Elenco: Brad Pìtt, Diane Kruger, Eli Roth, Christoph Waltz

Quentin Tarantino é um dos diretores mais famosos de Hollywood, especialmente pela prodigalidade dos diálogos que cria e pelo jeito divertido com que cria suas histórias. Bastardos Inglórios é um desses filmes em que a imaginação do roteirista e diretor abre caminho para uma história que é, ao mesmo tempo, divertida e maluca.

Tudo começa na França, invadida pelos nazistas. O Coronel Hans Landa (Waltz, vencedor do Oscar de melhor ator coadjuvante) chega a uma casa com sua tropa, à caça de uma família judia escondida. As cenas dessa parte do filme são plasticamente lindas. O interior da casa parece uma pintura barroca, com apenas um foco de luz e todo o restante envolto em uma leve sombra. A fotografia é leve, colorida, inspiradora, ao contrário do conteúdo da conversa entre o coronel e o dono da casa, pontuada por tensão e pela maneira incisiva do coronel Landa.

Como é comum em filmes de Tarantino, a história é dividida em capítulos. O segundo mostra um grupo de mercenários judeus que perseguem e escalpelam os nazistas que matam. Quem sobrevive recebe uma marca que jamais se apagará: a suástica, marcada a faca, na testa. O diretor ironiza os nazistas e seus soldados, nem Hitler fica de fora, mostrado como um tirano vaidoso e sem noção (vide a cena em que ele está vestido com um manto real e, ao fundo, um pintor trabalha em seu retrato, enorme, na parede.Os momentos de tensão permeiam toda a narrativa. A presença constante dos nazistas, as conversas que envolvem judeus escondidos e soldados, a presença de Goebbels e Hitler temperam ainda mais.

Paralelamente, há momentos hilários, como quando Brad Pitt e seus colaboradores mais próximos vão ao lançamento de um filme nazista "fantasiados" de italianos e não conseguem manter o disfarce, já que não falam uma palavra de italiano. Pitt ainda carrega no sotaque texado, compondo uma caracterização bem interessante: o personagem não esbarra em nada real, mas consegue ser bastante rico ao ser um sangue apache com sotaque texano, apoiando judeus na luta contra os nazistas.O apelo apache também está presentem em Shosanna, que se prepara para a guerra até mesmo pintando o rosto de vermelho.

O roteiro caminha para um final que é um pouco epifânico e bastante surpreendente. E que não deixa de ser uma homenagem ao cinema em si. Seja pelo saguão amplo e suntuoso, seja pelo filme estreando, pela filmagem e montagem da participação de Shosana, pela simples referência a grandes diretores da época, pela sala de exibição e por ter sido lá, no cinema, o desfecho que uma história que poderia, quem sabe, ser real.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Bobagens ao vento e ao cento

Quando a gente nasce em uma família mega católica, corre alguns riscos de ficar bitolada. Tem hora que é preciso fingir que não tem nada mais acontecendo. Enquanto a vovó pula a televisão da Rede Vida pra Canção Nova, pra TV Século XXI, pra Rede Aparecida, fico do lado, com o computador ligado ou com um livro na mão, absorta no meu mundo. Só que tem dias em que é impossível não prestar atenção.

Uma senhora aparecia na Rede Vida, no programa do Padre Alberto Gambarini, dizendo que "pegou" uma depressão quando foi à praia e se curou lendo um livro, escrito pelo padre. Ela dizia que não precisou de médico nem tomou um só remédio. Logo depois, veio a propaganda do livro e do site do padre, que vende até a alma lá.

Olha a irresponsabilidade! A pessoa diz que "pegou" uma depressão, como se depressão fosse algo que se pegue, como um resfriado. Como se fosse algo que se "cura" lendo um livro qualquer. Pelamor! Depressão é uma DOENÇA séria! Não é qualquer tristezazinha que nos deixe abatidos e um livrinho com mensagens positivas ajuda a passar. É bem diferente disso, seu padre!

Ok, religião ajuda bastante quando a questão é ter esperança. Mas não é só isso. Na própria bíblia há um provérbio (se eu estou bem lembrada, é um provérbio) que diz que é preciso procurar um médico em caso de doença, porque ele é o instrumento de deus para a cura. Creia-se ou não, no deus cristão ou em qualquer outro, com doença não se brinca. Seja ela qual for.

Enquanto propaga besteiras em seu programa diário, o tal padre, além de vender de tudo em seu site, ainda encaminha cartas para certas pessoas pedindo doações de qualquer quantia, por boleto bancário, mensalmente. Por questões de criação, minha avó acha que deve colaborar. E todo mês, lá vou eu ao banco pagar o boleto do padre Gambarini. E nem dá pra tentar convencer a vovó a não dar dinheiro para essa pessoa ignorante e irresponsável.

Vovó sabe muito bem o que é uma depressão. Além de já ter visto muitas pessoas deprimidas, ela já viu as crises da Laura e é uma paciente. Afinal, não se faz 93 anos impunemente, vendo todos os amigos, companheiros e parentes morrendo, e permanecer uma fortaleza. Vovó tem depressão e toma remédios para ficar melhor. Ela não corre o risco de acreditar que se ler o livro do padre Alberto (ou se simplesmente ficar rezando) vai voltar a ser uma pessoa "normal".

Mas quanta gente pode cair nessa esparrela de achar que depressão se "pega" por aí e se "cura" com a leitura de um livrinho? Gente que pode deixar de procurar um médico e/ou um psicólogo, não tomar remédios, não aprender a conviver com a doença? O padre Gambarini vai se responsabilizar por elas???

É cada uma...

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Filme: De volta para o futuro Parte II

Back to de future Part II - 1989 (mais informações aqui)
Direção: Robert Zemeckis
Roteiro: Robert Zemeckis, Bob Gale
Elenco: Michael J. Fox, Christopher Lloyd, Lea Thompson

Produzido por Steven Spielberg, a segunda parte da franquia De volta para o futuro é uma delícia de ver. Principalmente se pararmos para analisar a caracterização de 2015, ano em que se passa a trama. Nela, Marty McFly e Doctor Brown vão a 2015 para evitar que o filho de Marty seja preso. Isso desencadeia fatos que podem mudar a realidade dos dois, em 1985, e levam a novas viagens no tempo. Dessa vez, vou me ater à direção de arte e cenografia.

2015 é uma festa. Quem acompanha o discurso da moda hoje e revê o filme pode observar que a atual moda color blocking está lá, nas mesmas cores berrantes que serão referência no verão de 2011. Aliás, parece que a banda Restart bebeu ali a inspiração para suas calças coloridas. No Café 80, garotos ligam um videogame antigo e ficam decepcionados ao saber que para jogar é preciso usar as mãos. Quase um vislumbre do Wii ou de seus sucessores, como o Kinect.

No lixo de 2015 há video-lasers (alguém aí se lembra deles?) e cds, ao lado de grandes caixas com silicone o aviso de perigo. Também jogados fora estão cabos conectores de computador, o prenúncio do wire-less. Na loja de antiguidades brilha um e-nor-me computador Apple 2, que era revolucionário na época em que o filme foi feito (1989, ano em que, pela primeira vez, usei um computador - o possante Apple 2). Uma garrafa de água Perrier também está lá, na loja de coisas antigas.

Rever o filme também traz mais possibilidades de encontro com outros filmes capitaneados por Spielberg. O mais evidente é o filme Tubarão 19, holográfico, passando no cinema do centro de Hill Valley. Um jipe que parece ter saído do Jurassic Park é um dos veículos que trafegam na praça.

Em termos de roteiro, a franquia é bem fraquinha. O primeiro tem um roteiro muito bacana, mas ele acaba sendo repetido quase que por inteiro nos dois filmes seguintes. Vide as cenas em que Biff, seus ascendetes ou descendentes perseguem Marty e acabam sendo engolidos por uma enorme pilha de esterco ou os momentos em que Marty acorda após desmaiar e chama pela mãe: é Lea Thompson quem está lá, a cada momento representando uma nova personagem.

Ver os três filmes em sequência é diversão garantida.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Filme: Mary e Max - uma amizade diferente

Mary and Max - 2009 (mais informações aqui)
Direção: Adam Elliot
Roteiro: Adam Elliot
Elenco: Toni Collete, Philip Seymour Hoffman, Eric Bana

Em 1976, uma garotinha australiana com uma família diferente começa a escrever cartas para um senhor americano. A amizade entre os dois é o fio condutor da história, que passa por grandes questões e emociona bastante. Essa animação em massinha é uma grata surpresa.

A família de Mary é desestruturada, ela não tem carinho dos pais e sofre bullying na escola. Seu único amigo é um vizinho idoso, mutilado pela guerra e com agorafobia. Max é idoso, obeso, solitário e tem a síndrome de Asperger, um autismo leve. Ele tem dificuldades de relacionamento, o mundo é hostil e incompreensível. Nas cartas que trocam, eles nos apresentam o mundo visto por uma ótica própria. Chega a ser poética a forma como Mary conta o alcoolismo da mãe. E comovente, quando Max conta sobre a sua doença e diz que ele não era uma ameaça a ninguém, a não ser a ele mesmo.

Mary e Max finalmente conseguem ter um amigo, por conta das cartas que trocam. Dividem alegrias, angústias, a paixão pelos Noblets (personagens de desenho animado) e por chocolate. Mais tarde, dividem também a dificuldade de se encaixar no mundo moderno e a depressão, que é companheira de Max e passa a visitar Mary.

Toda animação é feita em massinha, o que pode dar a falsa impressão de que é um filme para crianças. É um filme adulto e delicadíssimo. O stop-motion é perfeito, a direção de arte é cheia de detalhes. Logo nas primeiras cenas, quando vemos Mont Averley, a cidade de Mary, há telhados, texturas, cuecas no varal, churrasqueira com pedaços de carne e lixo espalhados pela rua. Tudo é feito com bastante esmero e empenho.

As cores são importantíssimas para a composição, tanto dos personagem como das locações. A Austrália tem cores terrosas, bem amarronzadas. Mary tem uma mancha de nascença na testa e, logo na primeira carta, já diz que ela é cor de cocô. Apenas alguns detalhes estão em vermelho ou laranja mais forte: o tic-tac do cabelo de Mary, o batom de sua mãe. Em Nova York, tudo é cinza, exceto o pompom que Mary mandou a Max e outros detalhes. A ausência de cores é quase um personagem do longa, mostra a melancolia, a mesmice da vida de Max e Mary, pontuada apenas aqui ou ali com um toque de cor. Há uma cena em que os caminhos dos dois se cruzam e a tela é dividida pelas cores da cidade de origem.

É um filme indispensável para o entendimento das diferenças, para a sensibilização em um mundo tão rude e cruel com quem não está dentro do padrão.

Mary e Max não saiu em DVD, só está disponível em Blu-ray, com um preço proibitivo. Somente da PlayArte está disponível com um preço razoável. Claro que comprei e já revi.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Conto: Novo dia

Não, eu não quero acordar. Se eu abrir meus olhos, vou encontrar o vazio e isso eu não quero ver. Prefiro não olhar, manter os olhos bem fechados, dormir de novo e acordar amanhã como se este tempo tivesse sido um pesadelo.

Não, eu não vou abrir meus olhos. Vou deixar cada lágrima sair assim, pelas frestas, tão pequenas que não deixam a luz entrar. Que as lágrimas que ficarem presas entre os cílios se solidifiquem como cimento, impedindo que a luz do dia encontre as minhas pupilas.

Não, eu não vou brigar. Só não quero abrir meus olhos e ver o vazio que Vera deixou em minha cama, em minha casa, em minha vida. Não quero encarar o primeiro dia de vazio, de silêncio, de ausência.

Não, eu não quero aceitar. Não aceito que a porta da frente bateu e Vera passou por ela, levando roupas, objetos, o cachorro. Não aceito que meus pedidos de perdão não encontraram eco em seus ouvidos. Não aceito que um novo dia nasceu e ela não está aqui, comigo.

Não, eu não quero acordar. Se eu abrir meus olhos, vou encontrar o vazio e isso eu não quero ver.

domingo, 3 de julho de 2011

Cores do fim de semana

Sábado de manhã visitamos as quatro capelas primitivas de Ouro Preto, para a prévia da oficina do Bom Será no Festival de Inverno As informações da visita estarão lá, no dia 8 de julho, data do aniversário da cidade.

Capela de São Sebastião

Capela de Santana

Na hora do almoço, comemoramos o aniversário da vovó. 93 anos de muita vida, com parte da família reunida.

Almoço no Passo, com Tios Jésus, Vera e Maria, e o garçon Claiton
Hora do parabéns, já em casa
Teve torta alemã e a famosa Montanha Uruguaiana de Tia Ylza

No final do dia, encontro dos amigos do Leo.

Ricardo, Gu, Leo, Lauro e Nando
Pat (um exemplo pra mim) e Camila

Domingo lá fomos nós pro 6º Passeio Ikenfix, em Rio Acima (e lá fomos nós morro acima).

Em Nova Lima, a neblina no vale

Leo e o capacete que ganhou no sorteio


Como de costume, fui no carro boa parte do percurso

No Pesque e Pague Campestre
No sorteio, ganhei esse boné da Elite


Eram 46km, eu fiz 21,5km, fiquei com preguiça esqueci de fotografar o Cateye. Não caí, mas um espinheiro deixou marcas nas minhas pernas. Junto com novos arranhões e hematomas. Quase ganhei um carrapato, consegui expulsá-lo de mim quando ele subia rápido e rasteiro no meu tênis. Ando animada pro 7º passeio, em agosto, com a meta de fazer todo o percurso na bike (parte à pé, empurrando a bike, eu também aceito. No bongo, não quero mais).
 
Pra terminar o dia, ganhei um presente lindo de uma pessoa especial. Muito obrigada, fiquei muito feliz!

Lindo, né?