domingo, 30 de outubro de 2011

No Japão

E não é que o Valter, meu companheiro de trabalho no Bom Será, levou a equipe inteira pro Japão? O blog japonês We love Ouro Preto colocou no ar um texto sobre a relação contruída entre o Valter e os japoneses que amam nossa cidade. Clique aqui pra ver. E aqui, para ver como essa história começou.

Legal, né?

Lição do dia

20km em uma hora de pedal na Aeciolândia. Cumpri a meta de só usar a coroona. Não tem a emoção do cross country, mas ajuda a pegar ritmo. E ainda tive uma lição pra toda vida: não dá pra esquecer o Respire Melhor. Seja onde for: vai ter esfoço, use o Respire Melhor. Eu conseguiria mais do que 20km se estivesse ao menos respirando.

Desafio Literário - Outubro #novo





Último livro da trilogia Millenium, A rainha do castelo de ar é o fechamento de todos os acontecimentos do livro anterios, A menina que brincava com fogo. Como os outros dois livros da série, é fantástico e prende a atenção do leitor do começo ao fim.

O jornalista Mikael Blonkvist e sua amiga Lisbeth Salander precisam provar que há um um grupo conspiratório formado nos anos 1970 dentro da polícia secreta sueca. Esse grupo foi responsável pela internação de Lisbeth quando ela tinha 12 anos e ainda pretende manter a hacker presa em uma clínica psiquiátrica.

Enquanto ela está se recuperando de graves ferimentos, isolada em um hospital, Mikael e a equipe da revista Millenium encaram uma investigação pesada para provar que "A Seção" existe, está ativa e cometeu uma série de crimes. Além de tudo, eles precisam se proteger dos inimigos. A jornalista Erika Berger, colega de Mikael na Millenium, também enfrenta uma enorme pressão no trabalho e se vê perseguida por um ressentido que faz insinuações sexuais.

Erika é protagonista de um dos melhores momentos do livro, especialmente pros jornalistas. Ela dá uma aula de apuração para um jovem colaborador de um jornal diário, explicando que os profissionais da imprensa devem partir do princípio de que as vozes oficiais estão viciadas. O bom repórter não deve deixar de apurar uma notícia, só porque ela já vem pronta das fontes oficiais. Deu até orgulho de ler. Pena que não é assim na lida diária.

A rainha do castelo de ar mantém o ritmo dos primeiros livros e, ao final, dá um gosto de quero mais. Há notícias de que Stieg Larsson deixou outra história iniciada. Será?

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Mineirando

Ontem, Leo e eu fomos pro Rio, pra uma reunião com um cliente. Ela acabou mais cedo do que o previsto e nós ficamos fazendo hora no aeroporto Santos Dumont. Foi dureza... rodamos por tudo que é canto até cansar e finalmente entrar na sala de embarque.

Como ainda estava cedo, o voo constava como previsto e indicava o portão 2. Fomos para lá esperar mais um pouco.

Só que os painéis que mostram as atualizações dos voos não estavam funcionando lá, no portão 2. E minha experiência em aeroportos não é lá muito positiva. Já perdi a conta de quantas vezes eu fui pro portão certo e, na última hora, mudaram o embarque por portão que fica lá no fim do mundo, depois da curva. E tome correria...

Perto da hora do embarque, falei com Leo que ia procurar um painel pra confirmar o portão. Andei até encontrar um e vi que tinha mudado do 2 para o 1. Pelo menos é perto, né? Aproveitei o embalo e fui ao banheiro, porque minha bexiga é danada pra dar sinais de vida na hora errada. Saí do banheiro e olhei de novo pro painel: portão 1. Voltei pra perto do Leo.

Antes mesmo que eu falasse com ele, Leo já veio me dizendo que mudou pro portão 1. Nem perguntei como ele soube, achei que seria pelo serviço de autofalantes. Fomos pro portão certo. Daí o Leo me contou que não teve mensagem da equipe da TAM avisando a mudança.

É que, do nosso lado, tinha um senhor de terno, sentado. Passou um outro de terno por ele e disse, mineiramente: "Cê tá bom, sô?". O nosso vizinho respondeu que sim. O primeiro então, comentou que tinha mudado o portão. "Era dois, agora é um".

Foi o sotaque mineiro que fez o Leo ter certeza: era o nosso voo. Os dois sujeitos de terno nem precisaram falar pra onde estavam indo. E lá fomos nós, junto com eles, voltar pra BH.



quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A vida em números

Inspirada pela fofa da Intense e animada pela fofa da Bel (mas meus números são sempre pequenos):

Nasci às 3h da manhã. Tenho 3 irmãos, mas teria 4 se o mais novo não tivesse dado tchau antes da hora. Antes, eu achava que isso era um fato triste; hoje acho que foi melhor assim. Até os 14 anos, tive os 4 avós vivos. Usei aparelho odontológico por 7 anos. Sou 60 anos mais nova que a vovó. Já fiz 3 cirurgias, sendo 2 com anestesia geral. Já estive em coma 1 vez e tive que fazer acompanhamento médico por 12 meses. Troquei 4 vezes de escola, do pré ao fim do ensino médio. Fiquei 7 anos sem dirigir depois de tirar carteira. Que eu me lembre, fiquei bêbada só 4 vezes. Atualmente, uso 2 computadores pra trabalhar, 1 PC e 1 MAC. Gosto mais do MAC. Só tenho 1 primo de primeiro grau. Completei, este ano, 10 anos da formatura em Jornalismo e 10 anos de vida com o Leo. Tenho 1 graduação oficial (jornalismo) e 1 não-oficial (publicidade - não concluída). Tenho blogs desde 2003, mas perdi a conta de quantos já tive. Só morei em 3 cidades (não conta a semana que morei em São Paulo em 2008). Conheço 11 Estados brasileiros. Tenho 56 livros da Agatha Christie. Já tive mais de 300 cds, mas passei tudo pra mp3 e doei os discos. Ainda guardo os de vinil. Quando tinha 5 anos, já queria ter 23. No ano em que fiz 23, iniciei uma nova fase da minha vida. Calço 35, mas passei mais de 15 anos calçando 34 - foi quando descobri que os pés crescem depois que ficamos adultos. Antes de ter problemas hormonais, pesava 42 quilos. Esse número aumentou assustadoramente depois que saí do hospital. Tenho 70 gigas de músicas no Ipod. O maior tempo de namoro que tive, antes do Leo, foi de 9 meses. Saí de OP para BH aos 6 anos e fiz o caminho de volta aos 24. Não gosto dos dias 24 e 25/12. Já morei no 1003, no 101, no 204. E num prédio de 14 andares (no apê 1003). Comprei 1 cachorro pra ter companhia. Já usei 3 tipos de aliança diferentes, todas escolhidas pelo Leo. Não gosto quando o Google Reader aponta que tenho +1000 itens não lidos. Nasci de novo em dois dias: 05/04/1994 e 09/05/2001. Faço análise há 4 anos. Há épocas do ano em que gostaria de ter 48h por dia.

1488 é o número que roubei Bel, que roubou da Jady, e que expressa todo o conjunto de coisas em excesso no momento.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Filme: Rio

Rio - 2011 (mais informações aqui)
Direção: Carlos Saldanha
Roteiro: Carlos Saldanha, Earl Richey Jones
Elenco: Jesse Eisenberg, Anne Hathaway, George Lopez


Preciso confessar que não era lá muito fã de animação. Foi preciso fazer um curso de Teoria, Linguagem e Crítica de cinema para entender que esses filmes têm seu lugar. A técnica, os detalhes, os enquadramentos, a iluminação e tudo o mais têm sido tão bem explorados como num filme "real" com atores.

A mais famosa animação com o Rio como pano de fundo foi Aquarela do Brasil, de Walt Disney. Este ano, o brasileiro Carlos Saldanha levou às telonas a nova animação que apresenta o Rio de Janeiro de hoje: os morros, as favelas, o tráfico de animais, a alegria do povo e as cores do carnaval.

Blu é uma arara brasileira capturada e levada para os Estados Unidos. Um pequeno acidente com o caminhão que a transportava, no estado de Minesota, faz com que a gaiola de Blu vá parar na porta da casa de Linda, uma garota que logo se apaixona pela ave. As duas crescem juntas e em harmonia até o dia em que Tulio, um ornitólogo brasileiro aparece pedindo que Linda leve Blu ao Rio de Janeiro para se reproduzir, pois sua espécie está ameaçada de extinção. Eles chegam nos dias do carnaval e muitas confusões acontecem.

Não há como negar que a animação é linda. Carlos Saldanha se superou nos desenhos, nas cores e nos movimentos dos personagens. É de uma beleza impressionante as cenas de vôo das aves e o ápice do filme, no desfile de escola de samba, no Sambódromo. Também tem seus momentos engraçados, como o namoro das aves ao som de Say you,m say me, de Lionel Ritchie. O momento do namoro no bondinho de Santa Tereza é tão lindo, com as flores, o clima, a intensidade das cores...

Por outro lado, o filme reforça os clichês de sempre: mulatas sambando, alegria contagiante, praia e sol são a coisa boa do Rio de Janeiro. As favelas são escuras, sombrias, e lá mora o mal, os traficantes, os ladrões, os inescrupulosos. Pouquíssimas pessoas das favelas são realmente boas. Cor, só mesmo fora dos morros. Lamentável.

O roteiro é bem bobinho e se perde em clichês como "voar é que se tem no coração", com o romance entre Tulio e Linda crescendo em paralelo com o Blu e Jewel. O final é previsível e a conclusão é única: em termos plásticos, é um belo filme. Mas só.

domingo, 23 de outubro de 2011

Citações 18

Do livro A Rainha do Castelo de Ar, de Stieg Larsson:


Morrer no local de trabalho não é comum - é mesmo bastante raro. É de bom-tom se retirar para morrer. Desaparecer na aposentadoria ou no sistema de saúde e um dia, de repente, virar assunto de conversa na cafeteria da empresa. 'Por falar nisso, você viu que o velho Karlsson morreu na sexta feira? É do coração. O sindicato decidiu mandar uma coroa de flores para o enterro'. Morrer no local de trabalho, na frente dos colegas, incomoda muito mais.

Livro: Os delírios de consumo de Becky Bloom

Não sou uma grande apreciadora de Chick Lit (os livros dedicados a histórias românticas e divertidas, voltado para garotas) - aliás, não gosto do termo Chick Lit. Mas, de vez em quando acabo curtindo alguns dos livros dessa vertente.

Em Os delírios de consumo de Becky Bloom, a protagonista é uma jornalista de finanças que não consegue controlar sua vida financeira e vive tento impulso malucos de consumo. Enquanto tenta fingir que gosta de seu trabalho em uma revista mensal de economia financeira, Becky foge das cobranças do banco e do cartão de crédito e gasta o que tem e o que não tem em compras completamente inúteis. Ela vive, praticamente, em um mundo paralelo, onde é fácil gastar sem medo de ser feliz. Basta colocar as cartas de cobrança na gaveta da escrivaninha ou simplesmente jogá-las fora e puf... seus problemas acabaram.

O que me irrita na Chick Lit é exatamente isso: não importa a vida e os problemas da mocinha. Ela sempre vai superar. Da forma mais correta ou não. No caso de Becky Bloom, a crise financeira afeta seu humor e sua estabilidade mental. Ela foge mais ainda dos problemas e, de uma forma quase mágica, tudo se torna lindo e perfeito. Dá vontade de sacudir a heroína, fazê-la ver que o mundo real está aí, na sua frente, enquanto ela, quase que numa atitude esquizofrênica, cria uma realidade paralela.


Este é o primeiro livro da "série" Shopaholic, que hoje conta com sete volumes. Ou seja, o mundo paralelo de Becky Bloom continua.

A parte mais interessante do livro, pra mim, é a crítica sutil que a autora Sophie Kinsella faz à imprensa. As coletivas inúteis, as matérias sem sentido, as agências de relacionamento que direcionam os jornalistas à base de champanhe e presentinhos são alguns pontos levemente introduzidos pela autora, pelo filtro do olhar meio maluquinho de Becky Bloom.

Vale a pena ler nos momentos em que aquela historinha leve, só para diversão rápida e rasteira.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Livro: A Terceira Moça

Um mistério de Hercule Poirot que não começa com um crime.

Norma Restarick é uma jovem que parece estar perdida. Ela procura o detetive belga porque acha que cometeu um crime. Porém, antes de dizer mais alguma coisa, diz que acha Poirot velho demais e que ele não poderia ajudá-la. Essa declaração fere a vaidade do detetive e ele decide resolver o problema da moça. Assim, começa a procurar o homicídio que Norma disse ter cometido.

Justamente por não haver um assassinato no primeiro terço do livro, a narrativa é um pouco diferente do que é comum em Agatha Christie. Não há um corpo ou um homicídio evidente, e a busca de Poirot é, inicialmente, por um cadáver. Ele vai atrás da família da moça e descobre que há a suspeita de que Norma envenenou a comida de sua madrasta. Seus pais se separaram quando ela era criança e a nova esposa do pai não era bem vinda.

O charme desse livro vem de Ariadne Oliver, a escritora de romances policiais que é o alter-ego de Agatha Christie. Uma personagem leve, divertida e distraída, que confunde e ajuda Poirot a resolver o mistério de Norma Restarick. É Ariadne quem explica que terceira moça" é a terceira inquilina numa espécie de república de moças em Londres.

Como a maior parte dos livros da Agatha, vale pelo suspense. Diversão na certa.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O olho roxo

Daí que desde maio eu estou tentando praticar Moutain Bike. Tentando porque eu só posso nos fins de semana, e olhe lá (fiquei de agosto ao início de outubro sem pedalar). Enquanto eu só tento, o pessoal que pedala comigo (Leo, Lauro, Tanner e Jean) estão firmes e fortes, todo fim de semana. Leo emagreceu uns 8 quilos só no pedal.

Bicicleta é tudo de bom, sempre foi meu brinquedo favorito quando criança, e voltar a pedalar foi muito bom pra mim. É viciante e, como todo vício (ou hobby), requer uma especialização. Os equipamentos de segurança são fundamentais - nem pensar em sair por aí sem capacete, por exemplo! Também tem a roupa própria (no início, é uma comédia usar a bermuda acolchoada), as luvas, a mochila de hidratação. E as sapatilhas. Aqui começa o drama atual: meu olho roxo devido à sapatilha.

Em agosto, meu sogro me deu de presente as sapatilhas e os pedais próprios. O lance é clipar a sapatilha no pedal e aproveitar melhor a pedalada. O pé fica no lugar certo, não escorrega. O esforço é bem menor e há mais segurança. Mas é preciso aprender a tirar o pé do clip antes de descer da bicicleta. Eu treinei um tanto no asfalto e achei que estava bom. E no último sábado, lá fui pra terra, devidamente clipada.

Mas tinha uma pedra no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma pedra.

Logo na primeira subida... eu não tenho fôlego, sabe? Toda subida é um desafio enorme pra mim. Ainda mais depois de tanto tempo parada. Na primeira subida eu resolvi parar e empurrar a bike. Só que eu desclipei o pé errado. Pensei em colocar primeiro o pé direito no chão, e tirei o esquerdo do pedal. O direito ficou preso lá e eu caí batendo todo o lado direito no chão. Não era qualquer chão, estava cheio de pedras. O capacete protegeu a cabeça da pedra maior. O resto do corpo ficou lá, encontrando as outras pedras. Doeu mais a que bateu no osso acima do olho, bem na linha da sobrancelha. Doeu na hora, mas deixei pra lá e fui aproveitar o dia, a chuva e a lama. Só coloquei gelo horas depois, quando cheguei em casa.

E ontem, três dias depois, o olho começou a inchar ficar roxo. Ok, né? Faz parte. O problema é que é bem na sobrancelha direita. Uma marca digna de um gancho de esquerda. Parece que eu levei um soco na cara.

Como todo mundo sabe, "cair" é a desculpa que toda mulher que foi espancada usa para justificar os hematomas. E agora, cá estou eu, com o olho roxo e inchado por conta de uma pedra e uma queda, mas com cara de quem levou um soco...

Pra terminar, a sapatilha e o clip não foram a causa do tombo - foi a minha adaptação a eles que levou a essa queda. Ao final do pedal, quando a lama já tomava conta de tudo e eu não conseguia mais clipar a sapatilha, a insegurança tomou conta: sem clipar é muito mais difícil.

Tanner, Lauro e Leo. Nessa hora, começou a chover

Lauro, Tanner e eu. A queda aconteceu 15 minutos antes da foto

No meio do caminho tinha lama, muita lama

No final do pedal, olha a lama aí, gente!

Eu e Leo, bikes no carro e lama pra todo lado

Minha branquinha enlameada

Bom demais! Da próxima vez, vou tentar cair menos :-)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

A volta da Sessão Monet

Logo que voltei a morar em Ouro Preto, os amigos do Leo resolveram fazer uma sessão de cinema todo domingo, pra minha tristeza. Porque era domingo de tarde que eu voltava pra OP. Foi o Tales quem deu o nome de Sessão Monet. Em geral era um filme divertido que eles pegavam na locadora e sempre tinha uma pizza, uns tira-gostos e o papo, que era o mais divertido. Eu ficava em OP frustrada por não participar. Ficava sabendo de tudo depois, pelo Leo.

Eu só participei de uma Sessão Monet, quando vimos Kill Bill (que eu amei), na véspera da minha cirurgia de desvio de septo e hipertrofia dos cornetos (ainda não sei o que essa segunda parte significa). E ela acabou quando a vida ficou mais corrida pra todo mundo e também quando o Leo foi morar em OP. Mesmo sem ser participante efetiva, fiquei órfã da Sessão Monet.

No último sábado, tivemos um encontro da 25ª turma do curso do Pablo Villaça. Desde janeiro deste ano, marcávamos uma sessão de cinema por mês, com buteco depois. A sessão de setembro acabou acontecendo na casa de um dos participantes. E de lá saiu a ideia de mudar de espaço: das salas de cinema pra sala de casa. Sábado nos reunimos novamente.

Dentre as várias opções de filmes, ficamos com Boogie Nights, que é ótimo, com um quê de Tarantino e um roteiro muito legal. Rolou um papo divertido, como sempre (a turma é mesmo muito bacana), teve pizza (hummmm) e até um bolo surpresa, feito pela Rafaella, para comemorar os aniversários recentes: Fabrício, eu e Daniel F.

Como boa saudosista que sou, senti um quê de Sessão Monet no ar. Mês que vem tem mais.

Pizza no fim da sessão

A Rafaella e o bolo (hummm....)

Daniel F., Alex e Rafaela. Detalhe pra toalha de mesa: Galo!

Bolo surpresa
O detalhe é o Guarapan que o Fabrício tomou. Meodeos, alguém gosta de Guarapan!

domingo, 16 de outubro de 2011

Mais uma da Tia Ylza

Ela deu um tempo nos tricôs para bebês. Cansou, deve ser. Antes, ela fez alguns pra Letícia presentear (engraçado como todo mundo da família adora a Letícia, namorada do Otávio).

Sapatinhos pra Letícia

Meu modelo favorito. Amo!

A opção da vez foi fazer uma toalha de tricô. Começando com quatro agulhas e 12 malhas (é inacreditável ver tricô com quatro agulhas, parece um instrumento de tortura). Depois, o trabalho é passado para uma agulha circular pequena e depois para circulares maiores. No final, quando começamos a fotografar, já havia mais de 700 malhas.

Já nos arremates, com a agulha circular

Detalhes dos pontos

O centro do trabalho

Toalha semi-pronta

A receita, de uma revista de 1954
O final do trabalho é engomar. Essa parte é também algo surreal. A receita leva maisena ou gelatina incolor, tem de ser feita em dia de sol e, ao final, entra um ferro de passar. E o acabamento ainda é feito com uma série de alfinetes, mas não fotografamos...

Toalha pronta

Essa toalha já tem destino certo: vai na minha mala pra Goiás, em novembro.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Coisas da vida

Tava reparando hoje de manhã que o Leo nunca guarda as roupas limpas dele. Elas só vão pro armário quando eu as coloco lá. Isso me irrita.

Reparei também que eu guardo as roupas limpas do Leo mas quase nunca guardo as minhas.

E que a bagunça dele me irrita muito mais que a minha bagunça.

Mas a minha bagunça é muito maior.

Só que me irrita menos.

Como dizia Guimarães Rosa, pela boca de Riobaldo, "viver é muito perigoso".

sábado, 8 de outubro de 2011

O Código do Geraldo

Já falei do Geraldo, meu gestor nas aulas de direção para habilitados. Ele é muito bacana, uma pessoa de quem a gente gosta de cara. Super bom astral, animado, divertido, um cara que sabe ensinar e deixar os alunos (eu!!!) tranquilos.

O negócio é que eu tenho um pé no perfeccionismo. Aquele chato, que não admite erros. Os anos de análise já me fizeram melhorar bastante, mas sempre fica um resquício. Daí que, volta e meia, quando eu esqueço de fazer alguma coisa ou faço alguma bobagem, inevitavelmente acabo me chamando de palavras que, pra mim, não são tão pesadas, mas que assustam algumas pessoas. Anta é a mais básica.

Pausa pra dizer que eu aprendi a me chamar de anta quando era pequena, no zoológico de BH. Estava lá feliz, visitando as jaulinhas, quando três mulheres começaram a falar sobre o tanto que a anta é feia. Uma delas disse que a partir de agora não ia mais deixar uma amiga dela a chamar de anta, ainda mais que essa amiga só dizia "anta grávida", que a anta, quando grávida, devia ser mais feia ainda. Eu achei tão legal o "anta grávida" que adotei.

Geraldo, dia desses, instituiu o "Código do Geraldo". Basicamente, é uma proibição de palavras ofensivas a mim mesma. Não posso me chamar de burra, de anta, de anta grávida, de topeira (eu tb gosto de topeira) ou correlatos.

O "Código do Geraldo" não vale só pras horas de aula. É pro tempo todo, como se fosse um exercício permanente de valorização pessoal. E faz duas semanas que ando segurando a boca (e o pensamento) na hora de falar de mim. Na hora de perceber que eu erro e que errar é super normal.

Adotei o Código. Vou levar ele pra vida, assim como o resto das coisas que o Geraldo me ensinou. Talvez essa seja a coisa mais importante que eu aprendi com ele. A segunda é que, quanto mais pressa eu tiver, mais devagar devo fazer as coisas. Mas isso é assunto pra outro dia.

Update: minha despedida da Dirigindo Bem e do Geraldo está neste link.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Filme: A árvore da vida

The tree of life - 2011 (mais informações aqui)
Direção: Terrence Malick
Roteiro: Terence Malick
Elenco: Brad Pitt, Sean Penn, Jessica Chastain

Minha expectativa para ver o filme era enorme, principalmente por causa das notícias que eu andei vendo por alto. Muita gente dizendo que amou o filme e a mesma quantidade de gente dizendo que odiou. Meu companheiro de cinema odiou, eu amei.

A sinopse é simples: a relação de um pai e de um filho contada desde o início dos tempos, entremeada com questões sobre bondade, afeto, amor, direitos. Mas isso não basta para entender essa obra magnífica. Se a história não é linear, se não há muitos diálogos e se não há grandes reviravoltas no roteiro, o público, em geral, estranha. E o ritmo lento da obra não favorece a percepção de sua grandiosidade pelos espectadores comuns.

Os atores apresentam um trabalho muito bom. O destaque é Sean Penn, que interpreta Jack. Ele aparece sempre massacrado pela morte do irmão, muitos anos depois, e com sua relação conturbada com o pai. Sempre está em ambientes sempre limpos, funcionais e enormes. Salas com pés-direitos altíssimos, elevadores panorâmicos indo para o alto, prédios envidraçados grandes. Mesmo em sua casa, o ambiente é limpíssimo mas não é acolhedor.

Por outro lado, na casa de sua infância, vemos um ambiente com decoração intimista, cuidadosa, cheio de cortinas esvoaçantes, quintal grande, gramado, janelas pequenas e sempre abertas. E o que começa com uma família feliz vai, aos poucos, mostrando as relações tão comuns do dia-a-dia: conflitos, brigas, alegrias com pequenas coisas, a descoberta da vida além das paredes do lar.

As relações entre o Jack criança e seu pai são tensas, quando o menino começa a deixar a infância. Mr. O'Brien (Brad Pitt) é exigente demais com seu filho mais velho. Exige dele que ajude no jardim da casa, que seja tão respeitador com o pai quanto uma criança nunca consegue ser. E é tão severo que me fez ter arrepios e a sensação de que essa parte do filme já era bem minha conhecida. 

Uma das principais questõs levantadas pelo longa é a relação entre o ser humano e a religião. Ao receber a notícia da morte do filho, Mrs. O'Brien começa a questionar as lições aprendidas em um colégio de freiras: a vida pela graça, ao contrário da vida regida pela natureza, reserva grandes recompensas. Ela, que optou pela vida comandada pela graça, como pode ter um filho morto? Enquanto ela e o marido se questionam, vemos uma série de imagens que optam pela teoria evolucionista da vida. O contraponto é excepcionalmente bonito. As imagens lindas, com um tratamento estético primoroso.

É uma forma um tanto diferente de debater a questão da religião e de como as "respostas" que ela oferece são falhas diante do desenrolar da vida. Elas não consolam, não aliviam, não diminuem as dores dos viventes. Malick explora praticamente sem palavras essa delicada questão que permeia praticamente todas as esferas da sociedade atual, em qualquer canto do planeta.

Uma obra belíssima, que deve ser apreciada com calma.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Os fones de ouvido

Quando a gente tem uma família grande e mora num apartamento pequeno, aprende logo a ouvir música bem baixinho, porque as pessoas em volta não têm o mesmo gosto musical. Eu aprendi direitinho, apesar de que a pessoa quem ensinou é daquelas do "faça o que eu digo, não faça o que eu faço" e ouvia suas aberrações musicais na maior altura e ninguém podia reclamar. O fato é que ninguém tem o direito de ferir os ouvidos alheios só porque ama uma música X.

Só que não é isso que a gente vê por aí. Lembro bem que meu trauma com U2 começou aqui em Ouro Preto, quando meu padrinho estava na UTI em BH e eu vim pra cá para ajudar a vovó a montar um quarto hospitalar pra ele. As visitas na UTI eram às 15h30 e às 16h cada família se reunia com o médico pra saber o que estava acontecendo. Por volta das 16h30 alguém ligava aqui pra contar as novidades do hospital. Nessa mesma hora, entre 16h e 16h30, um calouro da Ufop e morador de uma das repúblicas daqui de frente chegava, abria as janelas do quarto e colocava Sunday Bloody Sunday na maior altura para tocar, e no repeat. Não lembro mais onde está (provavelmente no lixo), mas eu tinha uma espécie de tabela, em que marcava quantas vezes essa música tocava enquanto não recebíamos o telefonema de BH. Era uma verdadeira tortura. Não consigo escutar U2 até hoje.

O mundo gira, a lusitana roda e volta e meia a gente vê alguém recomendando que os fones de ouvido sejam distribuídos junto com a cesta básica. Isso me faz rir e lembrar daquele tempo. Mas no último sábado, quase peguei o meu fone e doei. Só não fiz isso porque...

Eu voltada da aula de direção. Em geral, venho no ônibus das 12h, mas me atrasei fui fazer compras no Verdemar e cheguei a tempo de pegar o ônibus das 13h. Fui a primeira a entrar e sentar e estava lá quietinha quando chegou o cara que sentaria do meu lado. Bem vestido e bem mal encarado.

O ônibus veio lotado, no BH Shopping o auxiliar já estava avisando que não tinha mais lugar. E foi só passar do shopping que o sujeiro começou a me cutucar com o cotovelo. Ok, acontece. Eu quase fiquei grudada na janela pra dar bastante espaço pra ele. Fiquei lá, feliz (a aula foi muito boa), admirando a paisagem linda e toda queimada (ô incêndios terríveis). Foi quando o meu vizinho tirou um celular de uma sacola e colocou uma música chata mega alta nele.

Olhei pro lado pra pedir a ele pra, pelo menos, abaixar o volume, mas ele fez uma cara tão brava pra mim que me deixou com medo. Voltei quietinha pra paisagem queimada e observei que o sujeito que estava na minha frente virou-se com a mesma intenção que eu. Mas também ficou com medo da cara do meu vizinho de poltrona. Tive esperanças quando o auxiliar passou para olhar as passagens. Mas ele não se manifestou e eu nem tive coragem de pedir a ele para que fizesse o moço do lado desligar a música. Ninguém mais quis pedir pro cara desligar.

Sem ter o que fazer, pensei em abrir a bolsa, pegar meus fones de ouvido e, gentilmente, ceder pro sujeito. Mas pensei que ele poderia me enforcar com aqueles fios. A solução era usá-los de outro modo. Pedi desculpas pro meu sogro, que é otorrimo, peguei o Ipod, coloquei os fones de ouvido e passei a viagem inteira escutando Adele e Amy Winehouse no último volume. Coitados dos meus tímpanos.

domingo, 2 de outubro de 2011

Notícias do front

Saí do cardiologista com uma certeza: não importa o que esteja acontecendo comigo, a solução para TUDO é atividade física regular.

Pro meu estresse, diagnosticado mas não tão grave a ponto de necessitar de remédios: atividade física regular.

Pro meu colesterol bom que está baixo: atividade física regular.

Pra desligar dos problemas do resto do povo que "depende de mim": atividade física regular.

Pra emagrecer o que a reeducação alimentar não faz mais: atividade física regular.

Quer resposta pras grandes questões do universo? Basta fazer atividade física regular. E ponto.