sábado, 31 de dezembro de 2011

7 resoluções para não cumprir em 2012

Vi no blog do Duda Rangel e resolvi fazer a minha lista particular.

  1. Ser mais tolerante com os estúpidos. Aturar a estupidez alheia não vai fazer de mim uma pessoa melhor.
  2. Ser simpática com alguém só porque eu gosto bastante de quem a acompanha. É a mesma teoria da estupidez. Aturar alguém que eu não gosto por causa de outra pessoa não vai me fazer uma pessoa melhor, só vai me fazer passar raiva.
  3. Levar trabalho pra casa. Não mais. Só se for algo extremamente urgente. Passei 2011 trabalhando mais do que foi preciso, carregando o note pra cima e pra baixo, deixando de fazer várias coisas que eu queria, só pra ficar por conta do trabalho.
  4. Ajudar os confusos. Não quero mais me desgastar tentando mostrar pros confusos que existe um caminho mais curto e mais sereno. 
  5. Carregar o problema dos outros. Os meus já são pesados demais. Quem quiser me chamar pra um desabafo, será bem-vindo. Posso ajudar de várias maneiras mas a partir de agora, só levo comigo os meus problemas. 
  6. Curtir Natal e o Ano Novo. Curtir eu não quero, mas também não desejo que sejam mais um tormento. Que eu não precise mais sentir tanta falta do vovô, porque ele está em mim e sempre estará.
  7. Ser mais sociável. É, eu deveria ser. Mas serei só com quem merece
Tá bom, né?

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

No final de 2011

2011 começou de uma maneira ao mesmo tempo boa e estranha. Boa porque o reveillon foi com a família do Leo e foi ótimo. Foram dias muito bacanas com pessoas muito especiais. Como sempre, a Lu, o Breno e o Bruno estiveram muito próximos e nós tivemos várias conversar bacanas. O estranho foi o discurso desnecessário, mas deixa pra lá. Acontece quando o desconfiômetro faz falta.

O fato é que parecia ser um ano bom. E foi, em vários aspectos.

Mas teve muita coisa ruim também:
  • Vovó caiu mais uma vez. Não foi nada sério, mas assustou. Na idade dela, qualquer tombinho tira a gente do rumo.
  • Vovó esteve mais frágil o ano todo. Não é fácil perder três irmãos mais novos. Só melhorou agora, depois de novembro, com a troca do antidepressivo.
  • Fiquei sabendo de uma coisa terrível e ridícula
  • Perdi pessoas fundamentais. Tio Antonino, Tio Sebastião, Tia das Dores. Ainda dói.
  • Estresse? É comigo mesmo! 
  • E a moça-que-trabalha-lá-em-casa? Esse foi um ano de mudanças. Primeiro, a que estava lá há anos saiu. Veio uma e estava razoavelmente bem, mas pediu pra sair (um dia eu conto exatamente o que aconteceu. Ainda estou em choque). Fiquei um mês de dona-de-casa e veio a terceira do ano. Durou dois meses e ela nos abandonou. Se fossemos só Leo e eu , eu tiraria de letra. Mas vovó... ela precisa de alguém por perto. 
Teve o que eu também não contei, porque não valia a pena. Teve gente que me fez descrer no futuro da humanidade. Houve momentos em que quis chorar de desespero, especialmente depois da morte da Tia das Dores. Mas tudo voltou a um ponto de equilíbrio razoável.

Eu tive muita esperança, durante o ano inteiro. De que tudo ia dar certo, de que tudo ia melhorar. Comentei aqui que achava esse ano bem parecido com o preparo de um miojo. Apesar de todos os problema, ainda acredito que foi assim. E é por conta disso que eu descobri que, apesar de parecer pessimista, eu sou uma otimista de marca maior.

Ainda bem que 2012 tá logo aqui!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Livro: Morte na Praia


Pra começar, esse livro foi um presente muito especial. A pessoa que me deu o tirou da sua biblioteca particular e, quando recebi, fiquei com uma vontade enorme de abraçar sua antiga dona. Além de ser um presente especial e um livro da Agatha, não resisti e comecei a ler.

Morte na Praia é um livro famoso da Agatha Christie, daqueles com um enredo clássico: a primeira parte apresenta os personagens e se encerra com um assassinato. A segunda e a terceira partes são dedicadas às investigações do detetive belga Hercule Poirot e às muitas pistas falsas que nos levam a mudar de palpite sobre o criminoso o tempo todo.

Arlena Marshall tem todo o estilo de mulher fatal. Bonita, atraente, recebe todos os olhares e atenções masculinas. A única pessoa que não parece interessada nela é seu marido, o Coronel Marshall. Linda, filha de Marshall e enteada de Arlena, ressente-se da madrasta. Os três estão passando férias no Hotel Jolly Roger, localizado em uma ilha. Nela também estão o casal Patrick e Christine Redfern, a modista Rosamund Danrley, o casal de americanos Odell e Mrs. Gardene, Miss Emily Brewster, o Major Barry, o reverendo Stephen Lane e Horace Blatt. Entre eles, também de férias, Hercule Poirot. 

Com toda a sua perspicácia, o belga junta as peças do quebra-cabeças. E Agatha dá um banho nos leitores. Sua solução parece ser fantasiosa, mas é, também, uma delícia! 

Resumindo: ótima leitura, ótimo presente.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Desenganado


- Não posso dar mais esperanças para o senhor.

- Quantos anos, quantos meses, quantos dias? Preciso saber.

- Podem ser 30 dias. Ou 60. No máximo seis meses. Seus rins estão destroçados.

Nessa época ele morava em Recife com seus 7 filhos. O médico até recomendou que ele voltasse a Minas o mais rápido possível, para morrer perto da família.

Cansado, triste, sem saber o que fazer, ele voltou para casa e decidiu levar os quatro filhos maiores para o cinema. Estava passando A Gata Borralheira. Ele saiu de casa de mãos dadas com dois filhos; os outros dois seguravam a mão de um dos irmãos. Ao atravessar a rua, com a cabeça bem embaralhada com a notícia da morte próxima, não conseguiu evitar que o filho mais novo corresse. Foi arrastado por um carro.

- Meu filho está morto!

Foi um grito sofrido, dolorido. Uma morte não avisada. Mas o filho suspirou. E foi levado ao hospital. Sobreviveria. Viveu por mais de 50 anos.

Logo que o filho saiu do hospital, o pai juntou as malas e pegou o navio para o Rio de Janeiro. Voltou para Minas com a família. Morreu seis meses depois.

-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-

Esta história aconteceu em 1927. O homem desenganado era meu bisavô. O filho atropelado, meu tio. Meu bisavô faleceu em 1928. Eu conheci esta história enquanto conversava com a Tia Ylza, a única filha viva do meu bisavô e testemunha do atropelamento do irmão e da morte do pai.

Família da gente às vezes surpreende... cada história bacana que a gente deixa de saber porque nunca se preocupou em perguntar.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Um dia de um Natal qualquer

Com a tradicional árvore de Natal da vovó

Não sei em que ano foi tirada essa foto. Acho ela curiosa.

Primeiro, está aí a famosa árvore de Natal da vovó. Ela existe até hoje, mas foi substituída por uma beeeem mais prática, feita de tecido.

Depois, Laura e eu estamos de mãos dadas. Não me lembro de, nessa época em que éramos tão pequenas, sermos assim, amigas. Diz a lenda familiar que a frase mais dita por mim quando pequenininha era: "Laura me bateu. Quero biquinho e mufa". Mufa era a almofadinha que eu carregava pra cima e pra baixo, especialmente na hora de dormir.

Em terceiro lugar, está o tamanho das minhas coxinhas infantis. Eu nunca poderia imaginar que, em criança, já tinha esse tamanho todo de coxa. É por isso que não dá pra usar vestido.

E em último lugar... que vestido curto é esse, meu Deus? Me lembra uma musiquinha que a Tia Ylza cantava pra mim. Era mais ou menos assim:

"Eu sou pequena
da perna grossa.
Vestido curto?
Papai não gosta".

E viva o álbum de fotos de família!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Desafio Literário 2012

Eu gostei de fazer o Desafio Liteário 2011, com minhas próprias regras e também subvertendo a ordem. Quero repetir a dose, de novo como Desafio Literário, mas na verdade terei poucos livros de literatura mesmo. Esses, que me dão mais prazer, serão lidos aleatoriamente.

A lista de 2012 é:
Janeiro: Hitchcock Truffaut, de François Truffault
Fevereiro: Conversas com Scorsese, de Richard Schickel
Março: Morcegos Negros, de Lucas Figueiredo
Abril: Persuasão, de Jane Austen
Maio: Ficções, de Jorge Luis Borges
Junho: Criando Kane, de Pauline Kael
Julho: O Hobbit, de J. R. R. Tolkien
Agosto: Histórias para ler no escuro, de Alfred Hitchcock
Setembro: Mentes com medo, de Ana Beatriz Barbosa Silva
Outubro: História do Cinema Mundial, de Fernando Mascarello (org)
Novembro: A bela época do cinema brasileiro, de Vicente de Paula Araújo
Dezembro: A servidão humana, de Somerset Maugham

Ainda tem outros livros que eu quero ler e que vou entremear aqui, sempre que o tempo favorecer.
- Os três livros faltantes de As brumas de Avalon, de Marion Bradley
- O outono do patriarca, de Gabriel Garcia Marques
- A mãe, de Gorki,
- Contraponto, de Audous Huxley
- O vermelho e o negro, de Stendhal (releitura)

Lembrando que eu posso mudar tudo no meio do caminho, porque nada é sólido o suficiente para ser exatamente como pré-determinado.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Eu lembrei de você

MSN, sábado à noite.
Sogra: Liki, o Leo é doido com você.
Eu: Que isso, Margá, não exagera!
(e fiquei super feliz, claro!)

O Passo, domingo à noite:
Conversa vai, conversa vem...
Leo: Outro dia eu lembrei de você.
Eu: Ah, você lembrou de mim outro dia?
Leo: É, eu vi uma coisa e lembrei de você na hora, não lembro o quê.
Eu: Ah, você lembrou de mim outro dia?
Leo: É, quando eu não tenho mais nada pra pensar, eu lembro de você.
(e começamos a rir)
Eu: Posso publicar no blog?
Leo: Pode. Mas você vai mesmo se trollar?
Eu: Isso é que é legal!

Fala sério, o Leo é divertido pacas.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Essas coisas de fim de ano

Hoje foi dia de Correio. Duas notícias boas ao mesmo tempo.

A primeira é que, finalmente, o certificado da pós chegou, dessa vez com o nome correto.



É muito bom saber que eu sou eu mesma.

BTW, ontem recebi um e-mail muito divertido. Para uma Aline Monteiro (outra!!!) que também tem alguma ligação com bikes. Marcelo, o cara que enviou o e-mail, queria a aprovação dela sobre uma placa de respeito aos ciclistas. Lindo!

A segunda notícia boa é que meu presente de amigo oculto chegou!!! É lindo, lindo, lindo! Mas só posso contar quem é a amiga e qual é o presente quando todo mundo receber, então vai ficar pra depois. Semana passada eu recebi o presente da "ex" amiga oculta, que também é fofo! "Ex" porque fizemos dois sorteios e quem quis deu presente pras amigas do primeiro sorteiro.

Mas tem o lado ruim. A moça-que-trabalha-lá-em-casa ligou segunda de manhã dizendo que não ia mais voltar. Simples assim: não vou mais, tá? E todos os planos que eu fiz foram por água abaixo porque agora eu tenho de voltar a ser dona-de-casa. Em pleno fim de ano, com tanta coisa acontecendo. Com o Leo indo embora pra BH. E, puxa... nem sei o que dizer.

Não é nada, vamos sobreviver. Ainda mais com as boas notícias que vieram pelo correio.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Filme: Antoine e Colette

Antoine et Colette - 1962 (mais informações aqui)
Direção: François Truffaut

Elenco: jean-Pierre Léaud, Mari-France Pisier, Jean-François Adam, Patrick Auffay, François Darbon

Esse média metragem de Truffaut é uma delícia. Faz parte de um projeto chamado Amor aos 20 anos. Seu personagem Antoine Doinel, que surge em Os Incompreendidos, aqui está iniciando a vida adulta, após sair do reformatório. Mora no centro da cidade, sozinho, e trabalha numa gravadora de discos de vinil. Ele é apaixonado por música e frequenta semanalmente os Concertos da Juventude. Lá, ele se interessa por uma jovem e inicia a corte a ela. Colette é jovem, bonita e tam vários interesses, não só a música. Eles trocam livros e filmes e Antoine fica cada vez mais encantado. Sozinho, ele anseia por carinho e atenção, a ponto de se mudar para perto da casa de Colette.

Antoine Doinel é o alter-ego de Truffaut. Sua vida é retradada ao longo de vários filmes. Na sequência, Os Incompreendidos, Antoine e Colette, Beijos Proibidos, Domicílio Conjugal e Amor em Fuga. Aqui ele aparece tomando as rédeas da vida, forte, decidido e, ao mesmo tempo, frágil, carente, deslocado. Quando vi o filme, fiquei pensando que personagem do cinema é tão sensível, tão envolvente como Antoine. Sinceramente, não encontrei. Só o Kevin Arnold, da série Anos Incríveis, tinha essa sensibilidade (ok, série é outra história. Não estou comparando ela com o filme, só dando um exemplo).

Não vi os outros filmes da série Amor aos 20 anos. Mas fiquei encantada com esse. E com vontade de ver mais filmes de Truffaut.










domingo, 18 de dezembro de 2011

Othello


Há alguns anos, jogar video-game era um barato. Além de ocupar as horas vagas, divertia, unia (e às vezes desunia também) os vizinhos e amigos, ajudava no raciocínio.

Lá em casa, passamos pelo Atari, pelo Genius (uma espécie de Nintendo) e pelo Mega Drive. Eu encerrei minha carreira quando meus irmãos ganharam o Sega CD.

Gostava do River Raid, Polícia e Ladrão e Casa Mal Assombrada do Atari. O mundo de Bob também era bom. No Genius o bacana era Mario, as várias versões de Tetris (que eu adooooro) e Othello. No Mega Drive, o bacana eram todos os Sonic's.

Othello do Genius (foto daqui)

Outro dia, passando pela cidade, vi numa loja de brinquedos Othello de tabuleiro. Fiquei doida e cometi a loucura de comprar. Só pra ter mesmo. Porque ninguém joga Othello. Não tem ninguém a quem eu possa ensinar pra jogarmos juntos. Ninguém mais acha legal cercar peças pretas ou brancas e virar o jogo de forma emocionante nos segundos finais.

Othello de tabuleiro (Foto daqui)


Quem toparia? Joguei com Otávio algumas vezes e, depois, com o Breno. Otávio sempre ganhou de mim, sempre. O Breno ganhou só a primeira partida. Foi merecido, não deixei ele ganhar não!

Depois disso, o Othello de tabuleiro ficou guardado no fundo armário, por falta de parceiros para o jogo. Daí que achei mais justo ele sair de lá e ganhar outros donos. Doei pra campanha de natal da FAOP, que fez uma campanha de arrecadação de brinquedos para a Casa Lar de Ouro Preto. Espero que alguém lá aproveite bem esse jogo, que é muito legal.

sábado, 17 de dezembro de 2011

O nome, mais uma vez

Já até cansei de contar o tanto de vezes que me confundem com outras pessoas, porque, né? Aline é um nome mega comum. Aline Monteiro, então, dá em árvore.

Mas aí resolveram me mandar o certificado da minha pós-graduação, que eu fiz em 2002... (acabei esquecendo de ir lá buscar e deixei passar esse tempo todo).

Quando o certificado chegou...



É mole? Pô, eu tenho um nome e, apesar de não gostar muito dele, prefiro que ele seja usado corretamente. Ou que me chamem de Nine ou Lile. Pode ser?

Liguei lá e pedi pra trocarem. Enviei o errado e estou esperando, com a maior paciência do mundo.

Mas daí que chegam novos e-mails. Um me pede para renovar o seguro do Corsa. É pra Aline Monteiro de São Paulo. Outro me pede recomendações para entrar no mestrado da UFRJ. Como sempre, respondo dizendo que não sou eu, só o nome é o mesmo. Daí o cara me responde dizendo que o meu email (é, o meu mesmo!) está lá no site do mestrado da UFRJ. Sério. Entrei no site e está lá a senhora professora doutora que é responsável por uma linha de pesquisa X e o meu e-mail. Isso explica muita coisa. Mandei um pedido para a secretaria do mestrado, para colocarem o e-mail certo. Não sei se é por isso... mas a página está fora do ar.

Tô cansada disso. Dá pra parar?

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Desafio Literário - Dezembro: As Brumas de Avalon - Vol.1

Acho que li As Brumas de Avalon - Vol.1 - A Senhora da Magia na época errada. Gostaria de ter lido enquanto tinha uns 15, 16 anos, mas não tive a oportunidade. O tema sempre me agradou: Avalon, celtas, druidas, magia, Rei Artur, Morgana. Nessa época o filme Lancelot, com Richard Gere e Sean Connery estava nos cinemas e eu vi repetidas vezes. A primeira, com minha amiga Vanessa. Saímos do cinema suspirando.

As Brumas de Avalon é bem bacana, mas tem cheiro de literatura de adolescente. A história começa com Morgana das Fadas falando sobre o rei Artur e o mundo governado por ele. É só a introdução, a narrativa tem início no castelo de Tintagel, na Cornualha, com Morgana ainda bebê, no colo de sua mãe, Igraine. Ela é filha de Avalon, mas saiu da ilha com uma missão: casar-se com Gorlois, um bretão de orientação romana que vive em guerras.

O mundo das sacerdotisas de Avalon vive se cruzando com o mundo "real", e é com a intervenção da Senhora da Magia, Viviane (irmã de Igraine), que Gorlois morre e Uther é aclamado Grande Rei da Bretanha. Ele se casa com Igraine e têm um filho, Artur, que nasce com a missão de unificar a terra e expulsar os saxões. Porém, a criança enfrenta a rejeição dos outros candidatos a "Grande Rei" e precisa ser criado longe dos pais. Morgana, que não aceita Uther e se sente rejeitada pela mãe, é enviada a Avalon para ser treinada como sacerdotisa e, um dia, assumir o lugar da Senhora da Magia.

Os mistérios de Avalon são, ao mesmo tempo, o ponto alto e o mais confuso do livro. Se é divertido participar de um mundo diferente, é também tenso entender o funcionamento dos rituais e dos motivos de Viviane.

Neste primeiro volume, aparecem personagens comuns da história: o mago Merlin, Lancelote e Guinever (não vou ser capaz de reescrever o nome dela com a grafia que a autora usa). A espada Excalibur também aparece, mas de forma diferente do que é mais contado: não foi cravada em uma pedra e só um Grande Rei de bom coração conseguiria tirá-la de lá.

Acredito, mesmo, que curtiria mais o livro há uns anos. Mesmo assim, estou curiosa pelo fim da história. Já comecei a ler o volume 2 - A Grande Rainha.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Mais um menininho

Olha só que coisa boa: lá vem mais um menininho por aí! Mais um priminho do Leo a caminho. Fico feliz demais pelos pais, pelos tios, avós e pela bisa, a D. Lídia. Enquanto meus irmãos não se animam a ter filhos, aproveito os sobrinhos alheios.

Como sempre, fui atrás da Tia Ylza. Eu não sei fazer nada de trabalhos manuais, e sempre apelo pra ela. A tia nem sempre topa fazer o que eu peço. Eu não perco a oportunidade de pedir, mas sempre pode aparecer um "não". Aparece, claro. Tia Ylza só faz o que quer, pra quem quer.

Só que eu falo tanto da Aninha, a mãe do Bernardo, que a tia começou a gostar dela sem nem conhecer. Aconteceu o mesmo com a Kennya, irmã da Aninha. E a Tia Ylza preparou uma caixinha cheia de tricôs pro Bernardo. Vou mostar a história pelo fim.

Presente pronto

Leo e Tia Ylza arrumando o presente

A caixa. Tia Ylza queria uma azul, mas não tinha

Primeiro conjunto: casaquinho e sapatinho

Mais sapatinhos e outro conjunto lá embaixo

Tá vendo aquele amarelinho ali no meio? É o meu favorito. Como não sei se a tia vai estar disposta a fazer tricô pra mim se algum dia eu animar a ter um filho, pedi a ela um par desse modelo. Já está comigo, bem guardadinho. Quem sabe, né?


Filme: Rain Man

Rain Man - 1988 (mais informações aqui)
Direção: Barry Levinson
Roteiro: Barry Morrow, Ronald Bass
Elenco: Dustin Hoffman, Ton Cruise, Valeria Golino

Ainda não me recuperei do impacto que sofri ao ver este filme pela primeira vez. E isso foi há muito, muito tempo. Sempre revejo e a emoção é a mesma. Mais um texto meu no Cinema de Buteco.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Filme: A menina que brincava com fogo

Flickan som lekte med elden - 2009 (mais informações aqui)
Direção: Daniel Alfredson
Roteiro: Jonas Fryberg, Stieg Larsson
Elenco: Noomi Rapace, Michael Nyqvist, Lena Endre


Não é segredo pra ninguém que eu amei a Trilogia Millenium (falei dos livros aqui, aqui e aqui). O segundo filme sueco não é tão bom quanto o primeiro, mas ainda assim vale ser visto. Vai lá no Cinema de Buteco ler meu texto, vai!

6 a 1

Enquanto eu ainda lamento a derrota do Galo pelo Cruzeiro por 6 a 1, as piadas não faltam. Algumas são até divertidas, outras são agressivas. Eu gosto desse clima de rivalidade, mas só quando ele é apenas isso: rivais que se zoam, mas não se agridem.

Daí que o Paulo resolveu me dar um presente. Eu a-do-ro ganhar presente, ainda mais se é livro. E ele me deu um livro que eu estava namorando há um tempo, o Conversas com Scorsese. O Scorsese é um dos meus cineastas favoritos. E o Paulo é um cara muito divertido. Olha só o presente:


O livro e o cartão

O cartão e a gozação
Para você. Score 6 a 1. Paul. 


Essa foi uma piada inteligente.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Blogversary da Bel

A Bel é uma fofa. Não sei há quanto tempo nos relacionamos pelos blogs da vida. Só sei que cheguei nela pela Intense e depois pela Line, filhota da Bel. E desde então, sou fã dos textos e do jeito dessa bahiana arretada (que vem me visitar no ano que vem #todoscomemora!).

Nós nos parecemos em muita coisa. Estamos às voltas com alguns problemas comuns (idade dos que nos cercam é o principal, mas há outros), compartilhamos uma visão de mundo bem próxima e temos amores bem intensos.

Daí que o blog da Bel fez aniversário e ela solicitou dos amigos uma participação. Como eu me considero amiga, fui participar! O campo de girassóis da Bel serviu de inspiração e eu e mais um tanto de pessoas que também amam essa mãezona fizemos fotos com as fotos do desenvolvimento das flores.

Eu, os girassóis, Ouro Preto. Leo fez a foto
As fotos viraram um video e foi emocionante ver tanta gente que eu conheço só pela net participando desse momento. Lindo!

Ela usou uma música do Alceu Valença. E eu, enquanto fazia a foto, pensava em outra música, do Vinícius de Moraes. Bel, essa é pra você!


O Girassol (Vinícius de Moraes)
Sempre que o sol
Pinta de anil
Todo o céu
O girassol
Fica um gentil
Carrossel

Roda, roda, roda
Carrossel
Roda, roda, roda
Rodador
Vai rodando, dando mel
Vai rodando, dando flor

Sempre que o sol
Pinta de anil
Todo o céu
O girassol
Fica um gentil
Carrossel

Roda, roda, roda
Carrossel
Gira, gira, gira
Girassol
Redondinho como o céu
Marelinho como o sol

Filme: O palhaço

O palhaço - 2011 (mais informações aqui)
Direção: Selton Mello
Roteiro: Selton Mello, Marcelo Vindicato
Elenco: Selton Mello, Paulo José, Teuda Bara, Moacyr Franco

Não é fácil falar de O palhaço. Talvez porque seja um filme que chacoalhe um pouco do que estamos acostumados a ver no cinema nacional. É bom esquecer a violência, as drogas, a pobreza, o Nordeste. E entrar para ver o filme como oa Caça-fantasmas deveriam estar antes do Stay-puff invadir a cidade: com a mente branca.

O filme conta a história de Benjamim, intérprete do palhaço Pangaré. Junto Valdemar, com seu pai e também o palhaço Puro Sangue, eles tocam o Circo Esperança pelas estradas dos interior de Minas Gerais. Benjamim está em conflito. Não é feliz com o circo, que nunca tem dinheiro e está sempre precisando de algum reparo, seja em um dos carros velhos, na roupa de D. Zaira (Teuda Bara, arrasando como sempre) ou mesmo na vontade do que seria um luxo: um ventilador para as tendas dos artistas, para que aguentem o calor das cidades por onde passam.

Cortando estradas poeirentas, o circo vai levando alegria para as cidades por onde passa. Os artistas são recebidos por prefeitos, amados pelas crianças, paquerados pelas mulheres. Enquanto isso, passam perrengue pela falta de dinheiro. Ilustra bem esse momento as cenas em que todos são convidados para um almoço na casa de um prefeito: a fartura da casa não condiz com a vida dura que os artistas levam. Tudo isso entristece Benjamim. E, na luta para encontrar algo que o satisfaça, ele acaba descobrindo um novo caminho. Como diz o personagem de Jackson Antunes - e como repete depois Valdemar -: "O gato bebe leite, o rato como queijo. E a gente? A gente faz o que a gente sabe fazer".

Algumas coisas muito bacanas do filme:
- o Circo Esperança não tem animais. O filme se passa na década de 1970 e é legal demais ver que, apesar de retratar uma época em que todo circo tinha animais, este não tem. Fica claro que a alma do circo não está nos bichos, mas nas pessoas que constróem o espetáculo.
- Benjamim vislumbra uma esperança na cidade mineira de Passos. Foi nessa cidade que Selton Mello nasceu. E é em Passos que o irmão de Selton, Danton, faz uma participação muito legal no filme.
- As placas de estrada e de estabelecimentos comerciais são muito bacanas, especialmente para os mineiros. É bom ver nosso Estado na tela grande. Destaque para "Montes Claros", cidade do norte de Minas, e as divertidas"Vende Frango-se" e "Ofissina dos Irmãos Papagaios".
- Moacyr Franco é o delegado Justo. Um personagem que fica menos de cinco minutos na tela mas que faz uma diferença tremenda. Show de bola!
- Todo o dinheiro que aparece no filme é composto de notas sujas, velhas e amassadas. Um cuidado muito bonito com a direção de arte. E isso é só um pedacinho ínfimo da produção, que tem uma iluminação maravilhosa e toda a direção de arte deslumbrante.
- A cena final é um plano sequência emocionante.

Foi o melhor filme nacional que eu vi este ano. E, apoiando o que o Pablo Villaça comentou, o Brasil já pode ter um candidato ao Oscar do próximo ano.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O tender de Natal

Desde 2008, Leo e eu fazemos uma receita de tender que é bem bacana. Para o Leo, é a melhor "coisa" que a gente faz na cozinha. Dei a receita ano passado, e fizemos outra vez este ano. Só é no Natal porque é a única época em que a gente encontra o tender bolinha pra comprar. Esse ano, vai a receita adaptada, que é mais a nossa cara.


Enroladinho de Tender Com Chutney de Abacaxi (Receita da Ana Maria Braga)
- 1 colher (sopa) de manteiga
- Meia cebola roxa picada
- 1 dente de alho picado
- Meia colher (chá) de curry em pó
- suco de 1 limão grande
- 2 maçãs sem casca em cubinhos
- 1 abacaxi sem casca em cubinhos
- Meia xícara (chá) de uvas-passas brancas
- 3 quartos xícara (chá) de açúcar
- sal a gosto
- 1 tender bolinha (com +/- 1 kg) cortado em fatias finas
- 20 g de manteiga gelada cortada em cubinhos







Tender bolinha

Processo de corte com a faca elétrica

 O ideal é fatiar no local da compra, mas nem todos aceitam fazer isso. Esse ano, apelamos pra faca elétrica da vovó, que quebra um super galho.

Todos os ingredientes reunidos. Faltou só a cebola
A maçã deve ser sem casca. Aline distraída...

Um abacaxi picado

Numa panela em fogo baixo derreta 1 colher (sopa) de manteiga e doure a cebola roxa picada, 1 dente de alho picado, a pimenta vermelha picada e 1 colher (chá) de gengibre ralado. Acrescente o curry em pó e suco de 1 limão grande. Junte o pimentão vermelho picado, o pimentão verde picado, as maçãs sem casca em cubinhos, 1 abacaxi sem casca em cubinhos, uvas-passas brancas e açúcar. 

Tudo misturado na panela

Misture muito bem e continue cozinhando com a panela tampada (em fogo baixo) por uns 25 minutos, até que todo o líquido tenha evaporado. Retire do fogo e deixe esfriar.

Quase pronto, só falta perder água

A receita original diz para fazer panquequinhas com cada fatia de tender, mas é muito chato. O ideal mesmo é rasgar as fatias de tender e colocar numa assadeira assim: uma camada de tender, uma do chutney, terminando com uma de tender. Aí, é só colocar manteiga por cima e levar ao forno pré-aquecido a 180ºC, por 20 minutos.

Sai do forno assim

Produto final

 Foi aprovado por todo mundo que experimentou. Até Tia Ylza, que mandou ver, com bastante pimenta.





sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

De encomenda pra Flavinha

Ano passado, contei aqui que fiz uma guirlanda de balas pro Réveillon da família do Leo. Não sei se todo mundo gostou. Só tenho uma certeza: a Flavinha gostou e pediu bis. Foi logo vindo novembro e ela me pediu pra fazer de novo a guirlanda. Dessa vez, fotografamos o processo todo. É super fácil de fazer e tem gente que gosta, né, Flavinha?

Os materiais são:
- um bastidor de bordar, tamanho médio (mas pode ser menor também);
- Fita vermelha;
- Fita decorativa;
- Cerca de 1kg de balas
- Linha de costura;
- Cola;
- Tesoura.


Com a fita vermelha, forrar uma parte do bastidor. A fita deve ser colada à madeira com cola branca mesmo. No meio da parte com a fita, aplicar a fita decorativa. Ela pode ser aplicada por último também. No meu está aplicado porque estou reutilizando o trabalho do ano passado.


Dê um espaço de dois dedos entre o meio da guirlanda ou a aplicação do laço para começar a colocar as balas. Há várias formas de aplicar as balas. Eu costumo colocá-las na laçada daquele primeiro ponto de crochê que a gente faz com as mãos mesmo. Ou é possível dar um nó em cada uma delas com a linha. Fica a critério de quem for fazer.


Cada "frufru" de bala vai nessa laçada de linha aí. É só puxar.


Aí, é só fazer essa fila de balas crescer e depois amarrar a ponta no início da guirlanda. Só ir rodeando a linha no bastidor.








Como eu sou exagerada - Tia Ylza diria que eu sou "Monteiro" -, aperto bastante para ela ficar bem cheia.

É só continuar o processo e amarrar bem no final, dois dedos antes de chegar ou ao meio da parte coberta pela fita ou do laço decorativo

Apoiada na nossa árvore de Natal

Agora é só pendurar e esperar o Natal.

Flavinha, essa é pra você!