quinta-feira, 31 de maio de 2012

Desafio Literário - maio: Ficções

Nem me lembro mais porque escolhi esse livro do Jorge Luis Borges. Dele, só tinha lido o conto A Biblioteca de Babel, que é bastante conhecido, mas não consigo me lembrar quando, nem o motivo. Isso só significa que eu preciso urgentemente dar atenção à minha memória, que está cada dia pior.

Mas o fato é que o livro é uma graça, uma delícia de ler. Na introdução, o autor já avisa que o título é verdadeiro: são apenas contos ficcionais. É que Borges escreve de um jeito tão interessante que faz tudo parecer absurdamente real que, logo no primeiro texto, Tlön, Uqbar, Orbis Tertius,  eu já queria pesquisar referências.

Sem contar que Pierre Menard, Autor do Quixote, é de uma ironia fina maravilhosa, dessas que dá vontade de ler sem parar. Dizem que esse conto é um bom exemplo da literatura de Borges, e se toda a obra dele for assim, vou te contar que, putz, vai ser bom assim lá na pqp (perdão, ando meio palavrenta ultimamente).

O fato é que eu amei e já estou pensando em adquirir outros livros dele. Foi uma das melhores escolhas deste ano.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Livro: Apologia de Sócrates e Ditos e Feitos Memoráveis de Sócrates

São dois livros, mas é impossível falar de um sem citar o outro. Os dois foram escritos por Xenofonte, discípulo de Sócrates e pessoa indignada com a condenação do mestre.

No primeiro, Ditos e Feitos Memoráveis de Sócrates, Xenofante lamenta pela morte de Sócrates e refuta suas acusações apresentadas. Para isso, ele conta como Sócrates usava seu método de fazer muitas perguntas ao interlocutor, até que aparecesse uma contradição. Assim, ele ensinava virtudes como a temperança, a prudência e a justiça aos seus discípulos e a quem mais quisesse aprender. Sócrates não cobrava por seus ensinamentos, como acontecia com os sofistas, que ensinavam a arte da retórica. Mas, justamente por levantar as contradições da sociedade, acabou atraindo a ira de muitos.

O livro começa com o lamento pela sentença de morte dada a Sócrates e tem seu corpo nas histórias do filósofo ateniense. O último capítulo é sobre a defesa que o mestre proferiu no julgamento, e sobre como ele poderia ter pedido clemência, pago uma multa ou ser expulso da cidade, mas decidiu morrer pela cicuta. Após a leitura da sentença, Sócrates ainda viveu por um mês, o tempo de um certo festival grego em que não eram permitidas as execuções.

O segundo livro, Apologia de Sócrates, é bem curtinho e começa repetindo a última parte de Ditos e Feitos Memoráveis de Sócrates. Dá mais detalhes sobre como o filósofo aceitou sua sentença e como dizia que era a hora certa de morrer, já que deixou seus ensinamentos a quem era de direito.

Ao ler os dois livros, é inevitável pensar que Sócrates, que não deixou nenhum escrito filosófico, seja quase como o Jesus da filosofia. Sabemos que ele existiu porque há escritos sobre ele, a maioria falando como ele era uma pessoa de bem, desinteressada, que apontava o caminho da temperança e amealhava seguidores fiéis. O fato é que seus ensinamentos são realmente muito legais. Vale muito ler e buscar o caminho do bem.

Platão, o discípulo mais famoso, também escreveu sobre o julgamento de Sócrates, no livro Defesa de Sócrates.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

52 x 5 - Semana 19


Semana 19: Meus seriados preferidos:

1 - Lost
2 - Prision Break
3 - Felicity
4 - That's 70th Show
5 - Anjos da Lei (aquele da década de 1980)

sábado, 26 de maio de 2012

Das papelarias

Quando me mudei pra BH, a um quarteirão do meu prédio tinha a Papelaria Grafitte. Ela competia cabeça-a-cabeça com o Largo da Quitandeira, buffet que tinha ao lado da portaria, na minha preferência. Eu gostava de ir na Grafitte pra comprar caderninhos, bloquinhos, canetas, lápis, borrachas e tantas coisas fofas que só as papelarias têm e, na volta, passar no Largo da Quitandeira e arrematar um Ele-ela (ou Chapéu de Napoleão). Delícias...

O tempo passou, mudei pra outro prédio, o Largo da Quitandeira morreu e deixou saudade, a Grafitte mudou-se para uma outra loja muito maior e mais bonita. Mas a minha paixão por doces e por papelarias não diminuiu. Ela só mudou um pouco: hoje é mais focada nos cadernos e bloquinhos, acho que por conta da minha profissão.

O fato é que adquiri alguns cadernos recentemente, tão gracinhas, que ainda não tive coragem de usar. E eu uso todos. Não tenho essa de ter dó de usar e guardar pra um dia importante, que quase nunca vai chegar. Obviamente, não uso pra anotar a lista de compras do supermercado, mas sempre uso.



Esses três são da Cavallini & Co., vendidos na Set Palavras, em Ouro Preto. São mais baratos e mais descolados que os Moleskines, e tão charmosos quanto. Escolhi para mim esse da Keep Calm and Carry On, com a bandeira do Reino Unido, e esse da Itália, que é um país pelo qual tenho fascinação. O que está embrulhado pra presente tem na estampa o nome de várias cidades e foi um presente meu e do Leo pra Bel e pro Cau, quando eles vieram pra OP (nesse post tem a foto do momento da entrega do presente).




Esse dois são os cadernos artesanais da Libretto de Bolso, uma marca de BH que é uma fofura. Já tinha comprado antes pra mandar pras minhas amigas secretas de 2011, a Júuh e a Ana. Passei a seguir o blog do Libretto pelo Reader e fiquei apaixonada com essa Série VHS, só com filmes bacanas. Com dá pra comprar pela internet, fui logo reservando os meus dois favoritos: Pulp Fiction, do Tarantino, e O Poderoso Chefão, do Coppola. Ao contrário dos cadernos da Cavallini, esses não são pautados. Por isso, foram eleitos meus próximos cadernos para anotações de filmes, no cinema. Porque quando a gente escreve no escuro, a pauta do papel sempre atrapalha.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Livros e filme: Os pilares da terra

The pillars of the Earth - 2010 (mais informações aqui)

O livro, que na verdade são dois volumes, foi escrito por Ken Follet e é de arrepiar. É a história da construção de uma catedral gótica na Inglaterra, capitaneada por Tom Construtor, um pedreiro idealista com seus dois filhos, Martha e Alfred. Logo no começo da história, ele perde a esposa, no parto do terceiro filho do casal. E o destino dessa criança vai selar a vida de Tom e dos filhos mais velhos, e também de Ellen, mulher misteriosa que vive na floresta, e seu filho, Jack.

Cruzam essa história os monges, capitaneados pelo prior Philip e por seu desejo de construir uma catedral. Depois que a igreja do priorado pega fogo "acidentalemente", o prior pede a Tom que reconstrua a igreja. O pedreiro dá a ideia da construção de uma catedral, que trará fiéis e dinheiro para o priorado. Enquanto isso, Philip tem que se haver com a política da igreja e da monarquia, enfrentando o bispo Waleram Bigod e a família Hamleigh, com o impiedoso e cruel Percy. E ainda entra na história a lutadora Aliena, que é expulsa de sua casa por questões políticas e é, ainda, perseguida e muito humilhada por Percy.

Ken Follet consegue deixar a história o tempo todo no topo, com muita, mas muita ação. Há crueldade, piedade, trabalho, negociação, lobby. E muitas reviravoltas durante os anos em que a construção da catedral se arrasta. Sem contar que tudo se passa na Idade Média. Muito bacana.

Em 2010, na Inglaterra, Os Pilares da Terra foram transformados em uma série de TV, com oito episódios. Mathew Macfadyen (ai, ai...) é o Pior Philip. Obviamente, mesmo com oito episódios, a série (transformada depois em filme, com quatro DVDs) deixa um pouco a desejar com a trama. Mas a direção de arte é bacana, as atuações são razoáveis e, mesmo com os furos que só quem leu os livros vai entender, é uma delícia. Com os livros a gente não consegue parar de ler; com a série, não dá vontade de apertar stop.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Filme: Alien, o oitavo passageiro

Alien - 1979 (mais informações aqui)
Direção: Ridley Scott
Roteiro: Dan O'Bannon, Ronald Shusety
Elenco: Sigourney Weaver, Tom Skerrit, John Hurt

Vou começar com uma confissão. Vi Alien pela primeira vez em fevereiro de 2012. Este ano, sim. Heresia? Pode ser. O fato é que nunca fiquei tentada a ver a história e sempre que surgia a oportunidade eu fugia dela como se estivesse fugindo daquele monstro que assombra meus sonhos. Mas Leo gosta muito do filme e sempre cutucava essa minha lacuna. E como Prometheus, o prequel (a história anteior) de Alien, entra nos cinemas no meio de 2012, ele e o Lauro resolveram ver, ao menos, os quatro primeiros filmes dessa sequência. Vi com eles e foi o primeiro filme o que eu mais gostei.

Na nave Nostromo, que vaga pelo espaço, vão sete militares em missão. Nessa distopia, as viagens entre planetas são realizadas durante centenas de anos. Os tripulantes da nave entram, então, em espécies de casulos de dormir e "hibernam" durante os anos de travessia do espaço sideral. O filme começa com essa turma acordando. Eles acham que já estão próximos do destino, mas o fato é que acordaram porque a nave detectou um sinal estranho. Os sete decidem investigar esse sinal, que vem de um planeta qualquer. E é nesse planeta que coisas estranhas vão acontecer.

Kane é o primeiro passageiro da nave a ter contato com o Alien. Ash, o médico, tenta salvá-lo e, a partir daí, terá sérios problemas com Ripley (Sigourney Weaver), que quer deixar para trás o infectado. A relação entre os passageiros é bem impessoal. Só se tratam pelos sobrenomes e, como não se conhecem de antigamente, nenhum deles tem apego ao outro. Isso fica bastante evidente na missão de Ash, que é revelada no último terço do filme.

Ridley Scott, o diretor, soube criar uma atmosfera muito tensa. Seja pelo excesso de luzes nas áreas comuns da nave, pela falta delas (e excesso de sombras) no planeta, pela fotografia, pela postura dos personagens, pelas máquinas de comando da nave. Sem falar na trilha sonora, que mantém todo mundo ligado o tempo todo. Quase não há sons externos no filme, e isso funciona tão bem que é quase um tapa na cara dos filmes que precisam colocar a tensão toda na trilha para preparar o espectador.

Ele também dá toques bem políticos no longa, como a questão dos robôs, das ordens da nave mãe, dos desrespeito à quarentena obrigatória apenas para fins comerciais.

Curiosidade nada curiosa 1: Alien é um anagrama de Aline. Nestes tempos de digitação rápida, recebo vários e-mails destinados a Alien. Hoje eu não ligo mais, mas já fiquei mega indignada com isso.

Curiosidade nada curiosa 2: Depois de ver os quatro primeiros filmes dessa franquia, claaaaro que eu ia sonhar com isso. Na minha história estranha, Lícia e eu tínhamos que matar um alien e congelar um robô (!!!). O alien entrou no robô e nós duas congelamos a maquinha. Mas aí a minha avó tirou um tupperware com feijão do congelador e o alien estava lá, descongelando com o feijão. Essas coisas da mente da gente...

terça-feira, 22 de maio de 2012

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #2

Entre os blogs que visito, tem alguns de quadrinhos que são muito legais.

Mentirinhas - Fábio Coala e seus personagens fazem a minha alegria. Impossível não sorrir com o traço, a leveza dos temas e as críticas das tirinhas. Os embates do Sr. e a Sr. Coala são muito divertidos.

AutoLiniers - Humor em espanhol. Está sem atualização desde fevereiro de 2012, mas tem muita tira bacana no arquivo.

Bichinhos de jardim - A Clara Gomes e a Maria Joaninha, com tirinhas diárias. A Clara começou com as tirinhas em 2001 e abriu o espaço virtual em 2006. Vale a pena, a Maria Joaninha é uma fofura.

Malvados - Acidez em alta, e eu adoro. Crítica à sociedade, à mídia, à política. São mais de 10 anos no ar.

Quadrinhos Gonzo - Porque o Jornalismo é quase sempre assim.

Contratempos Modernos - Outra crítica muito bacana. O responsável é o artista plástico Rodrigo Chaves, que não está atualizando com muita frequência. Mas é outro link que vale se jogar nos arquivos.

Um sábado qualquer - Politicamente incorreto, para quem é ortodoxo em termos de religião. As tirinha de Carlos Ruas são hilárias e valem como reflexão sobre alguns absurdos que certas doutrinas pregam. Os personagens são muito divertidos.

Mulher de 30 - Cibele Santos e as histórias divertidas de mulheres casada, solteiras, enroladas e sempre às voltas com esse universo feminino, por vezes cruel, por vezes hilário.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

52 x 5 - Semana 18


Semana 18: Sinto saudades...




1 - Do vovô Ney
2 - Da Tia Leda
3 - Do tempo da delicadeza
4 - Do Leo, quando ele está longe
5 - Da bike

sábado, 19 de maio de 2012

Pelo correio

Tenho a sorte de ter bons amigos que moram longe, mas que se fazem sempre presentes.

Uma delas é a Ju Machado (já falei dela aqui, aqui aqui, aqui e aqui - nossa, Ju, como eu falo de você!). A gente conversa sempre pelo MSN e sempre são papos profundos. Aprendo muito com a Ju, principalmente porque ela me leva a pensar coisas novas. É quase como uma análise, que às vezes dói mas, na maior parte do tempo, me traz coisas muito boas.

Dela eu recebi, recentemente, um cartão postal lindo, me chamando para uma visita na terra dela. Sete Lagoas é do lado de BH (do lado de lá, em relação a Ouro Preto), mas parece que ela mora na Suíça, porque eu nunca furei a barreira da BR-040 pra ir visitá-la. Sou uma amiga muito relapsa, eu sei. O convite foi tão bacaninha que, logo logo baixo por lá.

Obrigada, Ju!

Outra que manda notícias é a Wal (já falei dela aqui e aqui). Hoje ela mora em Verona, Itália, e também conversamos muito pelo MSN. Dessa vez, o que chegou pelo correio não foi um cartão postal, mas um convite de casamento. A Wal vai se casar com o Francesco, e esse é um casamento muito esperado por mim. Achei muito delicado o convite, sem os frufrus que costumamos ver por aqui. E fico muito feliz por ela. Fora que ela me convidou pra ser madrinha do casório. E, se não fosse o trabalho (e a grana envolvida), eu iria correndo pra lá. Não vai ser agora, Wal, mas pode me esperar, que um dia bato aí na sua porta.

Obrigada, Wal!

São essas amigas (e outros, muito outros) que me fazem menos triste hoje, quando faz 19 anos que meu avô nos deixou. Já fiz alguns posts nessa data, lembrando dele (aqui e aqui), mas hoje decidi falar de coisas boas. Porque vovô era alto-astral demais pra dar conta de lamentações.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Update do macarrão da Bel

A Bel me mandou um e-mail com mais fotos do macarrão que ela fez aqui em casa exigindo (essa bahiana é brava demais!) que mostrasse que eu também pilotei o fogão. É verdade... eu misturei o molho pronto no macarrão já cozido, algo que só uma pessoa com muito conhecimento de gastronomia poderia fazer, hehehehe. Uma capacidade acima da média!

Ela também pediu que entrasse a foto da Cuca, nossa companheira de fogão, na cozinha.

Vale lembrar que a Bel é fotógrafa, tem câmera profissional e humilha a minha sonyzinha velha de guerra.

Eu, Bel e Leo, na cozinha

Ai, ai...

O prato de visita da vovó

Cau, o responsável pelas latas de atum

Água, sal e azeite, para cozinhar a massa

O manjericão da horta, ao lado das cebolinhas

A bahiana com a mão no manjericão

Eu e a pequena Sony, fotografando a Bel

Cuca, mostrando que é educadinha (cof, cof, cof)

Mesa pronta para o jantar

A mistura da massa e do molho

Da panela pra travessa

Quase pronto

Paulo, Vovó, Cuca, eu, Leo e Bel. Cau estava fotografando

Vovó tchutchuca e Paulo

Todo mundo servido?

terça-feira, 15 de maio de 2012

O macarrão da Bel

Tem certas coisas na vida que só tem uma explicação: dom. Pelo menos, é mais fácil explicar assim a minha inabilidade na cozinha. Não tenho o dom. Ele foi todo pra Laura, que gosta de cozinhar e sabe arriscar. Eu até gosto de aprender, mas não tenho amor pela cozinha. Daí que a Bel, enquanto esteve aqui em OP, resolveu me ensinar a fazer um macarrão que, segundo ela, é superfácil e super gostoso. Concordo. Leo estava conosco e aprendeu direitinho.

Vamos aos ingredientes:
- macarrão (usamos dois pacotes pequenos de penne colorido)
- 4 latinhas de atum ralado
- 1 frasco pequeno de tomate seco
- manjericão (colhido do quintal)
- 1 vidro pequeno de azeite
- água (o tradicional, como manda a instrução do pacote de macarrão)
- sal, a gosto



Como era de se esperar, a Bel comandou o fogão. O macarrão é feito do modo tradicional mesmo: água com azeite e sal, esperar ferver para colocar a massa, mexer de vez em quando para não grudar.




Depois de escorrer, é que vem o bom do negócio. Na mesma panela onde se cozinhou o macarrão, coloque o restante do vidro de azeite e deixe esquentar um pouco. Acrescente os tomates secos picados e deixe cozinhar mais um pouquinho. Depois, coloque o atum ralado, sem a água (ou óleo), e frite também por tempo indeterminado. Depois de pronto, é só misturar com a massa e servir.


Detalhe: como a Bel e o Cau eram visitas ilustres, vovó fez questão de usar os pratos mais bonitos que temos em casa. Ela considera isso uma honra. Eu, já acho que honra mesmo é a pessoa fazer parte da família e usar os pratos do dia-a-dia.

E, vou te contar, o macarrão é tão bom, mas tão bom, que uma semana depois, Leo e eu repetimos a dose (com a receita pela metade) e fizemos a festa. É rápido, prático, até fácil. E uma variação ao macarrão co gorgonzola que fazemos sempre.

De sobremesa, tivemos rocambole de Lagoa Dourada, uma cidade no caminho pra Tiradentes e que tem no doce a sua iguaria principal.

E os pratos de sobremesa pra visita!

Tivemos uma noite extremamente agradável, com comida deliciosa, ótima companhia, bons papos e ela, é claro. Cuca estava lá por perto o tempo todo, da cozinha à sala de jantar.

Cuca e sua cara para pedir comida

segunda-feira, 14 de maio de 2012

52 x 5 - Semana 17


Semana 17: Personagens cuja vida eu gostaria de viver por um dia: (filmes, livros, seriados, etc)

1 - Hercule Poirot
2 - Lizzy Bennett (podia ser mais de um dia, na verdade)
3 - Brigitta von Trapp
4 - Liesel Meminger
5 - Felicity 

sábado, 12 de maio de 2012

Filme: O Artista

The Artist - 2011 (mais informações aqui)
Direção: Michel Hazanavicius
Roteiro: Michel Hazanavicius
Elenco: Jean Dujardin, Bérénice Bojo, John Goodman

Vi O Artista antes do resultado do Oscar deste ano (e não vi o filme que concorria diretamente com ele, Hugo). Saí do cinema em êxtase com a beleza da produção, que achei impecável. Estava com um pouco de receio de ver um filme mudo, e tive um pouco de aflição no início, sem som. Mas depois que entra a orquestração, com os créditos à moda antiga, me vi envolvida na história e não senti a menor falta de diálogos e sons ambientes.

George Valentim (Dujardin) é um astro do cinema mudo, famoso e cheio de fans. Peppy Miller (Bejo) é uma das fans, uma moça apaixonada pelo ídolo e doida para entrar no mundo do cinema. O primeiro contato entre os dois é uma graça, ele bem humorado, ela atrapalhada. Em seguida, os dois se encontram num set de filmagens - ela foi selecionada como figurante em uma cena. A partir daí, a relação dos dois, durante os anos seguintes, vai ser palco de grandes emoções. O contexto é a passagem do cinema mudo para o cinema falado, no fim dos anos 1920. Valentim faz parte de uma época que está se despedindo, enquanto Peppy floresce com o cinema falado. Impossível não lembrar aquela música que diz que "o cinema falado é o grande culpado pela transformação...".

É linda, por exemplo, a cena em que Peppy invade o camarim de Valentim e interage com o paletó do ator. Bérénice Bejo tem uma intensidade em cena que é fantástica. Até mesmo Dujardin, que interpreta uma espécie de "canastrão" a la Rodolfo Valentino, tanto na época áurea quanto no período de vacas magras dá show. E o cachorrinho? Gente, que delicia é ver ele em sintonia com Dujardin em todas as cenas.

Os figurinos são de babar. Os vestidos e chapéus de Peppy são tão fofos! O cinema que aparece no início do filme também é lindo. Dá vontade de, como acontece em algumas produções, sair da poltrona e entrar naquele mundo, tão cheio de glamour.

A produção é uma grande homenagem ao cinema. Desde o formato da tela, o clássico 4:3, passando pela figura do magnata da indústria (John Goodman) até o conselho que Valentim dá a Peppy ("tenha algo que as outras não têm", enquanto desenha uma pinta no rosto da atriz), passando pelas cenas de café da manhã entre Valentim e sua esposa, tal qual em Cidadão Kane. O sonhos de Valentim, com o som, é emblemático para dizer como seria a adaptação à novidade do cinema falado. O amor de George Valentim ao cinema é tão grande que, no ponto alto do terceiro ato, ele até arrisca a vida pela lata do primeiro filme que fez com Peppy (lembrando que o nitrato de prata, que fazia parte da composição da película na época, ocasionou uma série de sinistros por aí, como já vimos em Cinema Paradiso e Bastardos Inglórios).

Infelizmente, acho que é um filme só para cinemas. É preciso silêncio e concentração para sorver tudo da obra, e em casa é mais difícil de se conseguir isso. A sessão que fui tinha umas dez pessoas e, todas, num silêncio absoluto, perfeito. Há anos, prefiro ir ao cinema nas primeiras sessões, que sempre são mais vazias.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Toda menina bahiana tem um encanto...

Acho que abri meu primeiro blog em 2001. Era uma maravilha poder escrever e publicar. Ainda mais em um lugar que, com um pouco de sorte, ninguém poderia destruir #trauma. Já não sei quantos blogs tive nem porque encerrei cada um deles. Em 2007 abri um, com a plataforma do Terra, e fiquei lá quietinha. Porque sempre escrevi pra mim, nunca corri atrás de comentários ou de divulgação. Já contei aqui que a Intense me achou, começamos a interagir e, por meio dela, conheci várias pessoas muito legais por aí. Entre elas, a Bel, que é porreta!

Mesmo tendo contato com esse tanto de pessoas legais, jamais me passou pela cabeça encontrar realmente alguém da net. Aconteceu só uma vez, e foi um acaso muito engraçado. Mas aí a Bel me manda uma mensagem dizendo que estava vindo para Ouro Preto. A minha primeira reação foi gelar e pensar em sumir (eita timidez do caramba...). Em seguida, já pensei que ia ser uma delícia conhecer pessoalmente uma pessoa que já fazia parte da minha vida há alguns anos, e que me conhece melhor do que muita gente com quem eu tenho um relacionamento "real". Aí, foi só esperar ela chegar. De 30 de abril a 2 de maio.

E, vou te contar, a Bel é um amor de pessoa. Não que eu não soubesse disso. Só que ter certeza, no mundo real, é outra coisa. Ela veio com o Cau, o marido, que é aquele tipo de pessoa que só de olhar você já gosta. Gente, que carinha boa esse moço tem! E olha que eu fiz maldades terríveis: coloquei os dois pra andar por aí. E andamos desbravando a cidade.

Foi uma semana atribulada. Vou postar mais sobre isso quando conseguir as fotos (netbook formatado, sem editor de fotos). Ficam pra depois também o aniversário do Leo e a pedalada do fim de semana (volteeeei!).

Nós duas no Passo, com Leo e Cau (que não apareceram na foto)

segunda-feira, 7 de maio de 2012

52 x 5 - Semana 16


Semana 16: Isso, pra mim, não é diversão:

1 - Carnaval
2 - Bebida e carro juntos
3 - Qualquer tipo de festa que atormente vizinhos
4 - Ir de carona prum sítio (sério, fico louca só de imaginar que não tem como sair de lá na hora em que eu quiser)
5 - Festa com discursos ou discursos em festas