quarta-feira, 27 de junho de 2012

33 coisas que aprendi até hoje

Inspirado por esse post aqui, do 3xtrinta.



1- A entender que preciso ver sempre onde está a porta de saída
2- Comer coisas com gorgonzola
3- Que sou e vou morrer ansiosa
4- A respeitar minhas manias
5- Limpar a casa sozinha (e muito bem, obrigada)
6- Entender que toda escolha tem consequências
7- Que, sim, eu gosto muito de cachorros. Gatos, nem tanto 
8- Que rímel, afinal, combina com meus cílios enormes
9- A doar e trocar meus livros, antes que haja mais espaço pra eles do que pra mim em casa
10- Que ler no Ipad não é ruim e pode resolver o problema de espaço pros livros
11- Que não tem travesseiro melhor que o de látex
12- A entender que há famílias legais nesse mundo (vide os Mendes Barros, os Borges e a Família Doriana)
13- Que eu não tenho paciência com o Facebook, mas preciso dele por conta do trabalho
14- Que, não importa a situação, prefiro não me machucar a fazer média com as pessoas
15- Inquietude poderia ser meu sobrenome
16- Que se for pra aprender coisa boa, podem me chamar
17- Respeitar a minha timidez
18- Entender que eu ficarei vermelha de vergonha sempre estiver com vergonha
19- Que quando eu canto, espanto os males (menos o da minha voz despreparada pra cantar)
20- Que tem dias que só um brigadeiro salva
21- Que a minha vida só presta pra mim mesma
22- A nunca mais decidir uma coisa pensando na felicidade dos outros e deixando a minha de lado
23- Fazer pequenos consertos em casa (e me orgulho demais disso)
24- A chorar quando der vontade
25- A demonstrar quando gosto de alguém
26- A me virar na cozinha, mesmo detestando cozinhar
27- Que, na TV, só gosto mesmo de ver filme ou competições esportivas
28- Que cinema me ensina a crescer
29- Que um pouco de proteção não faz mal a ninguém. Mas só um pouco
30- Que chega uma hora em que desconhecer pessoas vale mais a pena
31- A sentir saudade na medida certa de todos que não posso mais ter por perto
32- A respeitar quando preciso de silêncio
33- Que respeito é bom demais, e que quem não respeita os outros só merece meu desprezo

segunda-feira, 25 de junho de 2012

52 x 5 - Semana 23


Semana 23: Coisas que me incomodam no mundo contemporâneo:

1 - Relações pessoais estranhas
2 - Desrespeito geral pelas pessoas
3 - Falta de noção ambiental
4 - A necessidade absurda que as pessoas têm de parecerem felizes para os outros, mesmo que não estejam felizes
5 - Isolamentos generalizados

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Livro: As nuvens

Aristófanes, autor de As Nuvens, era um teatrólogo grego contemporâneo de Sócrates. Sua especialidade era a comédia. Ele foi personagem de O Banquete, texto de Platão de trata do amor. A participação de Aristófanes em O Banquete é muito bacana: ele fala sobre como as pessoas procuram, sempre, o seu outro, aquele que nos completa.

Em As Nuvens, Aristófanes mostra seu lado mais ferino ao criticar Sócrates e seus métodos de ensino e seu jeito questionador. A crítica parece direcionada aos sofistas, que cobravam para ensinar e utilizavam da retórica apenas para vencer discussões, sem se importar com o fundamento. Outro ponto crítico diz respeito ao ateísmo, que foi uma das acusações formais Aqui, Sócrates é o filósofo que ensina somente a ganhar batalhas verbais, cobra, tem métodos malucos e um bando de seguidores loucos. Justo ele que tanto combateu essa postura dos sofistas...

Temos, aqui, Estepsíades, um pai desesperado com as dívidas que se acumulam, sem saber como pagá-las. Sua ideia é enviar Fidípides, seu filho, para estudar com Sócrates e aprender sobre que discurso usar para engambelar os credores. E, como é uma comédia, nada dá certo para pai e filho. Embora Sócrates apareça pouco durante a peça, todos os seus atos são ridículos. E não deixa de ser engraçado ver aquela figura que conhecemos tão sisuda ser um tanto atrapalhado. É uma crítica muito interessante à sociedade grega e aos sofistas. 

terça-feira, 19 de junho de 2012

Silêncio e solidão

Quando adolescente, eu buscava, de todas as formas, ficar sozinha. Morava em um apartamento com mais cinco pessoas. Todos falavam ao mesmo tempo, sempre tinha TV ligada, rádio, CD, videogame e muita gente falando, sempre. Eu queria uma porta mágica no meu quarto que me levasse para um lugar vazio, onde eu pudesse curtir a solidão. Nem precisava ser uma porta grande, podia ser uma igual àquela do filme Quero ser John Malkovich, mas que não me levasse pra cabeça do ator. Só um espaço de paz, silêncio e solidão.

Essa vontade durou até quando fui morar sozinha. Foi nesse período que percebi que o que eu queria muito não era a solidão, não era estar só. Era só eu chegar em casa, do trabalho, que sentia ausência de gente. E ligava o rádio-relógio no canal da CBN, só para escutar voz de gente. Achei que estava enganada, que queria alguma coisa diferente da solidão.

Só me toquei anos depois. Não, não era ficar sozinha que eu queria. Era o silêncio. Ainda adoro ficar sozinha, tem momentos que a solidão é o que há de melhor. Mas não o tempo todo. O tempo todo eu gosto é de silêncio, ou de conversa baixa, ou de ausência de gritos. A solidão me deixou nervosa, e por isso recorri às vozes do rádio. E, ao mesmo tempo, queria o silêncio.

Quando meu avô morreu, foi um baque tremendo. E o apoio que mais gostei de receber veio de um colega de escola que, todo dia, sentava-se ao meu lado e ficava ali, no silêncio mais solidário que já senti até hoje. Criamos um laço ali. Hoje, não temos mais contato, mas é dele que eu me lembro quando penso no silêncio.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

52 x 5 - Semana 22


Semana 22: Na minha geladeira, tem que ter:

1 - Água
2 - Requeijão de copo
3 - Sorvete
4 - 
5 - 

Não preciso de mais nada na geladeira. E já vivi assim, não tô falando de ôba-ôba não. 

sábado, 16 de junho de 2012

Torta de pão de forma

Toda vez que vejo geleia de damasco, fico pensando em fazer essa torta. Ela é simples, rápida, gostosa e qualquer pessoa que não entende nada de cozinha, como eu, consegue fazer com o pé nas costas. Foi nosso lanche de fim de noite, depois de um dia hard de trabalho e de uma reunião noturna que fez Leo e eu voarmos longe. 


Torta de pão de forma
2 pães de fôrma cortados na horizontal
500gr de peru defumado (ralado)
1 lata de creme de leite (ou duas caixinhas)
1 vidro grande de maionese
1 vidro de geleia de damasco
150gr de passas
fios de ovos para decorar
Maggi Grill para temperar

Praticamente tudo aí

Dessa vez, só tivemos umas mudancinhas leves na receita: não usei passas. Acho que a geleia de damasco é o suficiente como toque doce dessa torta. E fios de ovos, bah, quem precisa deles?

Primeiro, é preciso ralar o peito de peru. A receita fala em passar pelo ralo médio, mas eu coloquei no liquidificador (isso porque o mixer não está funcionando). 

Creme de leite: duas caixinhas ou uma lata

Misturando peito de peru, creme de leite e tempero

É preciso misturar o peito de peru ralado com o creme de leite (uma lata, sem soro, ou duas caixinhas). O Maggi Grill, para temperar, é daquele jeito: a gosto. É temperar e provar, até acertar o ponto. 

Para montar, é só colocar uma camada de pão de forma e, sobre ela, uma camada de maionese e uma camada da mistura do peito de peru defumado. 

Montagem
Depois, é só ir repetindo o procedimento, até terminar com o último pão de forma

A fome falou mais alto que o capricho

Depois de colocar o último pão de forma, é a hora da maionese nas laterais, como se fosse uma cobertura de bolo. Mas só nas laterais, senão teremos problemas com a geleia de damasco, que vai por cima. Se colocar maionese e a geleia por cima, é uma loucura pra finalizar. Ou seja: sem maionese no topo da torta. 

A melhor geleia de damasco ever

Mais fome = mais pressa e menos capricho

Diz a lenda que para ficar muito bom, é legal enfeitar o prato com fios de ovos e a torta com salsinha e tomate em flor. Mas nunca fiz isso. Outra coisa é que a torta deve ser servida gelada, mas a gente sempre burla essa regra. Gelada ela é mais gostosa mesmo mas...

quinta-feira, 14 de junho de 2012

A César

... o que é de César. Já dizia alguém por aí.

O fato é que é um processo de aprendizado dar às coisas, às pessoas e aos acontecimentos o exato valor que eles merecem. Porque acaba que todo mundo tem mania de supervalorizar algumas coisas e subvalorizar outras.

Depois dos últimos acontecimentos, chego à conclusão que é preciso avançar em relação à máxima da Tia Leda. Ela dizia "dê o desprezo" sempre que algo incomodava além da conta.

Hoje, eu preciso praticar:
- desprezar o que é pra ser desprezado;
- ignorar o que é pra ser ignorado.

Por que tem gente/coisa/acontecimento que não merece sequer o desprezo.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Livros: Jogos Vorazes / Em Chamas / A Esperança

Depois de ver (e curtir bastante) o filme Jogos Vorazes, comprei os três livros da série e li vorazmente, sem trocadilhos. Como meu objetivo aqui não é fazer resenha, mas só guardar minhas impressões, resolvi juntar os três livros num texto só. Para quem quiser ler resenha, sugiro o blog da Marina (Jogos Vorazes / Em Chamas / A Esperança).

Os três livros são muito envolventes. O livro é narrado em primeira pessoa por Katniss Everdeen, a jovem corajosa, impetuosa e lutadora, que se oferece, no lugar da irmã mais nova, Primrose, a lutar nos Jogos Vorazes. É uma espécie de reality show em que um casal, entre 12 e 18 anos, é escolhido em cada um dos 12 distritos de Panem. O objetivo é que, na arena, lutem até a morte, de modo que só reste um. Katniss vai para o jogo com Peeta e deixa para trás sua mãe, Prim e seu amigo Gale. A preocupação, agora, é conquistar a audiência, para conseguir patrocinadores. E, mais importante ainda, sobreviver.

Mas nada é o que parece, no fim das contas. Katniss se surpreende com sua equipe de preparação, em especial com Cina, o estilista, que cria o seu vestido de apresentação e a transforma em "A garota em chamas". Seu preparador, Haymitch, é outro que traz surpresas para a protagonista. Sua atuação nos três livros é marcante, e acaba por determinar o destino da heroína. Gale, o amigo de Katniss, é aquele tipo de personagem que povoa o imaginário por um determinado tempo. Ficaria mais, se não fosse o Peeta, que é apaixonante. Mesmo nos momentos em que ele parece irreconhecível, é difícil não torcer por ele.

Katniss sofre da primeira página até a última do terceiro volume. Como a narrativa é envolvente, vamos sofrendo junto, ficando cada vez com mais raiva da Capital, que tanto pressiona os distritos, que promove os Jogos Vorazes, que persegue Katniss até o fim dos tempos. Quando terminei o último livro, passei pelo menos umas 24h com uma tristeza profunda, por conta de tudo o que acontece, em especial no último volume, o mais violento da série.

Mais não tem como falar, é spoiler.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

52 x 5 - Semana 21


Semana 21: Meus piores defeitos:

1 - Sou dramática e odeio ser
2 - Me irrito muito facilmente
3 - Deleto pessoas da minha vida com uma facilidade absurda
4 - Me fecho muito, quando poderia conversar mais com os outros
5 - Tenho preguiça de gente, quando deveria ser mais sociável

sábado, 9 de junho de 2012

Há esperança

Depois de levar mais uma na cara (figurativamente), apesar de ter sido alertada pelo Leo, fiquei um bom tempo remoendo  os males da humanidade e construindo uma espécie de cerca eletrificada ao redor de mim.

Mas aí vem a família Borges - a mais legal do mundo - e me mostra que, pra cada coisa ruim que há no mundo, tem muita gente boa por aí.

O agradecimento especial do dia vai pra Tati Borges, mas nem sei mais o que dizer. Apenas que, depois de ontem, ainda há esperança na humanidade.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Grande, redondo...

A margarina All Day (ainda existe?) fez uma série de propagandas há alguns (bons) anos em que crianças descreviam seus cafés da manhã. Uma delas, em especial, marcou o Leo. É essa aqui:



É que nas minhas perguntas malucas de "quanto você me ama", de vez em quanto ele responde assim: "Grande, redondo", em homenagem a esse menininho gracinha daí de cima :-)

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Do Leo, para mim

Recebi do Leo, por e-mail, e é essa a nossa situação
Fonte: Blog Danosse, link aqui.


É por isso que eu faço questão de arrumar a mala dele quando a gente viaja. Sempre sobra mais espaço pra mim quando sou eu quem organiza tudo, hehehe!

terça-feira, 5 de junho de 2012

Filme: Jogos Vorazes

The Hunger Games - 2012 (mais informações aqui)
Direção: Gary Ross
Roteiro: Gary Ross, Suzanne Collins
Elenco: Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hensworth

Preciso confessar que estava torcendo o nariz sempre que via alguém comentando esse filme. Ainda mais quando o comparavam aos Crepúsculo da vida. Mas aí fui ler o blog da Marina Carvalho, que formou em Jornalismo comigo e é aficionada por leitura. Ela falava bem do livro. Li o post e, na mesma semana, o filme entrou em cartaz em BH. Fui ver e não me decepcionei.

A história é uma distopia. Um mundo parecido com o nosso, mas bem diferente. Dá a entender que é alguns muitos anos além da nossa era. O país, Panen, onde seria a América do Norte, é um lugar bastante inóspito para Katniss Everdeen, a protagonista. Dividido em Capital e 12 distritos numerados, Panem tem peculiaridades, como o uso do televisão como meio de opressão e a vigilância exagerada dos seus habitantes. O distrito de Katniss, o 12, é minerador de carvão e as pessoas são paupérrimas. Para não morrer de fome, ela caça animais na floresta junto com seu amigo Gale. A caça não é permitida, eles estão infringindo a lei, mas fazem isso por sobrevivência.

Um dos meios de opressão da Capital sobre os distritos são os Jogos Vorazes, competição que acontece anualmente com jovens de 12 a 18 anos, um casal de cada distrito. Eles devem lutar até a morte, de modo que só reste um na arena. Tudo é televisionado, para que os distritos lembrem que quem manda é a Capital. E Primrose, irmã mais nova de Katniss, é sorteada para a luta, mas Katniss se oferece para ir em seu lugar. O tributo masculino do 12 é Peeta Melark, com quem a garota nunca conversou. A preparação, os jogos, a relação de Katniss com Peeta e com seus preparadores dão sequência ao filme.

A história foi muito bem amarrada, mas há algumas falas, que só são explicadas no livro. Um exemplo é como o 12 pode ser tão pobre, tão abandonado, enquanto a Capital é um luxo magnífico. Jennifer Lawrence compõe uma Katniss determinada e incansável na busca por sobrevivência. Josh Hutcherson é encantador como Peeta, impossível não torcer por ele ao longo da trama. Sem contar que ele fez, quando pequeno, o personagem principal de ABC do Amor, que é uma fofura. A direção é muito bacana, mas o destaque mesmo é para a direção de arte, que fez tudo completamente crível dentro dessa distopia.

A posição de Katniss destoa completamente da de Bella, da série Crepúsculo. Não poderia haver comparação mais infeliz. Bella é coitadinha, inexpressiva, submissa, antiquada. Já Katniss toma frente de tudo, sustenta a família, aprendeu a caçar e luta muito para sobreviver, tanto no 12 quanto na arena dos Jogos Vorazes. É uma heroína moderna, que pensa muito nas pessoas que ama, que pensa por si (e não deixa os outros pensarem por ela), que corre atrás do que quer. Determinação, essa é a palavra que melhor a define.

Como o filme me surpreendeu, corri pra ler o livro. E achei muito bom, tão bom quanto o filme (são suportes diferentes, eu sei, não estou comparando).

segunda-feira, 4 de junho de 2012

52 x 5 - Semana 20


Semana 20: Fico de mau humor quando...

1 - Acordo
2 - Vejo pessoas agindo com estupidez
3 - Perco alguma coisa
4 - Alguém combina alguma coisa comigo e desmarca na última hora
5 - Encontro uma certa pessoa 

sábado, 2 de junho de 2012

Livro: E no final, a morte

Tia Agatha Christie, de novo. Como ando lendo muita coisa pras aulas e do mestrado (e pra minha loucura nova: voltar pra faculdade, mas na graduação em Filosofia), só consolidei a ideia de que ler Agatha Christie me faz ficar mais leve, tira o foco só do trabalho e do estudo. Ou seja, eu preciso ler Agatha de vez em quando, em nome da minha sanidade mental.

Apesar de tudo isso, estava meio receosa com esse livro, desde que li sobre ele em Os diários secretos de Agatha Christie. É que ele se passa no Egito antigo e, sinceramente, achei que seria uma bomba. Mas não foi.

Renisenb é uma jovem viúva, filha de um abastado sacerdote da morte, Imothep, servidor de Osíris. Ela volta para a casa do pai após a morte do marido e chega à conclusão de que nada mudou. Porém, a vida da família começa a mudar e a assustar Renisenb quando seu pai volta de uma viagem com uma nova esposa. Nofret é jovem, bonita, ambiciosa e frívola. Ela causa grandes transformações nos filhos de Imothep, irmãos de Renisenb, e nas cunhadas da moça. Quando Nofret aparece morta, Renisenb tenta descobrir qual das pessoas da família foi responsável pela morte, enquanto Imothep acredita que está sendo castigado por espíritos malígnos.

O suspense é bem bacana e, de quebra, ainda tem uma pitada de romantismo, com Renisenb e seus dois pretendentes. Outro ponto bacana é que a autora fez uma pesquisa grande sobre o Egito e traz muitas informações sobre a cultura egípcia e de suas dinastias. Ótimo pra quem está querendo esquecer as questões filosóficas do momento.