segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

52 x 5: Semana 50

Semana 50: Pessoas que eu admiro:

1 - Vovô Ney
2 - Meu padrinho, o Padre Mendes
3 - Vovó 
4 - Paulo, meu tio que eu não chamo de tio
5 -  Tio Geraldo
(e a arte de puxar a brasa pra sardinha das famílias Mendes Barros / Monteiro!)

domingo, 30 de dezembro de 2012

Livro: O segredo do oratório

Nunca tinha ouvido falar desse livro até o Fórum das Letras, quando a autora, Luize Valente, participou de uma mesa e era bastante ativa também na plateia. A mesa dela foi junto com a Luiza Geisler, de Quiçá, sobre "Como publicar o primeiro livro". No intervalo, comprei os dois livros e li na sequência. Esqueci de postar, mais por conta da correria do fim de ano do que por qualquer outra coisa.

Ioná é uma médica que mora em Recife, com interesse em descobrir suas raízes familiares. Ela tem a sensação de que pode ser uma genuína judia - e os judeus mais radicais só consideram assim quem nasceu de mãe judia. Ela precisa dessa confirmação para resolver uma pendência pessoal. Ela entra em contato com a professora Ethel, especialista em judaísmo, e com Ana, jornalista e assistente da professora. Ana e Ioná partem em uma pesquisa para tentar descobrir se a família da médica faz parte dos chamados Cristão Novos, judeus forçosamente convertidos ao cristianismo, mas que guardaram as tradições religiosas em segredo. E há vários núcleos de cristãos novos no nordeste, em especial os judeus que vieram ao Brasil junto com os holandeses que se estabeleceram em Recife junto com Maurício de Nassau. Muitos ficaram no país como convertidos e alguns - a história diz que são 15 - foram para a América do Norte e fundaram a cidade de Nova York. O percurso de Ana e Ioná envolve pesquisa documental, conversas com familiares no sertão da Paraíba e os caminhos deixados por Tia Ioná, uma senhora que morre antes que a protagonista consiga chegar a ela e perguntar claramente por sua origem.

Há dois romances no fundo, e é curioso como eles, tão leves, mas tão lindos, conseguem ser bem mais intensos do que toda a trilogia 50 Tons. E bem mais críveis, pode ter certeza. Mesmo que um personagem desses romances pouco apareça na trama.

Luize Valente comentou, na mesa do Fórum das Letras, que escreveu um livro leve, com capítulos curtos, e que imaginava o leitor como um passageiro de aeroportos, alguém que lê mas precisa também estar atento a outras coisas, e não teria paciência para capítulos longos. De fato, é um livro fácil de ler, mas nem por isso é um livro bobo. A história é envolvente, eu terminava um capítulo querendo ler outro em seguida. E, assim, venci as 310 páginas bem rápido, até mesmo para quem não tinha tempo pra nada em dezembro.

Gostei muito. E parece que não só eu. Li que O segredo do oratório será traduzido para a Holanda. E olha que é super difícil que um livro brasileiro seja traduzido...

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Revisitando 2012

2012 está indo embora e, no geral, não foi um ano bom. Óbvio que aconteceram muitas coisas boas, mas se pesarmos o bom e o ruim, o lado mau veio com uma força enorme. Talvez pra contrabalancear com 2011, que foi muito bom. Foi um ano em que consegui realizar algumas coisas, como o sonho de voltar a estudar. Mas, ao mesmo tempo - e talvez por causa da volta à faculdade - vi menos filmes, li menos livros. 

Mas vamos ao que interessa, a retrospectiva 2012.

Tudo começou com o Reveillon com os amigos. Foi muito divertido, mesmo o meu petisco dando errado (e ainda não tomei coragem de refazer, para acertar o tempero). Estar com os amigos é uma delícia! mas foi voltar pra casa e o ano mostrou as garras. Aqui em Ouro Preto tivemos inúmeros pontos de deslizamento. O maior deles foi o do Morro do Piolho, em frente à rodoviária, que desceu com força, soterrou parte do prédio e matou dois taxistas que esperavam o último ônibus do dia. Falei disso aqui e aqui, quando contei sobre a tamareira que tínhamos no quintal e como ela pressionou o muro, com a ajuda da chuva. Talvez a chuva e suas consequências tenham contribuído para que eu ficasse triste o ano inteiro.

Bem no começo do ano quebrei a mão e visitei Lavras Novas novamente, com os pais do Leo, a Flavinha e os amigos Lauro e Jean. Teve um visitante inesperado no meu quarto (continuo negando essa história, hahaha).

Mais pra frente, teve o concerto maravilhoso da Orquestra Ouro Preto e Alceu Valença. Fiquei na pilha pra comprar ingresso, fui das primeiras a entrar no GLTA. Foi uma das apresentações mais emocionantes. Músicas lindas, o Alceu e seu vigor, a Orquestra e sua beleza. No meio do ano, no Festival de Inverno, revi a apresentação dos Beatles, desta vez ao vivo. Antes, só tinha visto pelo DVD, pirando, porque é maravilhosa também.

Este ano conheci pessoalmente a Bel, essa pessoa linda, fofa e animadíssima, e o Cau, o marido dela. Vindos de uma viagem a Argentina e Uruguai, passaram uns dias aqui em OP. De quebra, ela me ensinou a fazer um macarrão muito bom (tem mais aqui). Teve oficina no Festival de Inverno, de novo. Dessa vez, o tema foi Rostos do Ofício, e foi uma delícia fazer.

Teve um retorno a Carrancas (aqui, aqui, aqui e aqui), dessa vez com amigos, numa viagem divertidíssima, com muitas lembranças boas. Fiz uma tatuagem. Quase pirei quando li Antígona. Houve um acidente com o Paulo e eu quase morri de medo de perdê-lo (mesmo que tenha tudo terminado bem, afinal). Não fui pra Piracanjuba em novembro. E se eu não fui, a festa de novembro não aconteceu. Por favor, não me contem como foi.


Teve festa junina, teve festa de Halloween. Entre as duas festas, teve algo que me tirou do sério. Mas, ao menos, me mostrou que preciso desprezar o que é pra ser desprezado, ignorar o que é pra ser ignorado. Não consegui concluir meu Desafio Literário. Cuca tem uma escada para subir na cama e uma dor de coluna provavelmente sem cura. Comecei a fazer quebra-cabeças. Ganhei alguns deles no fim do ano (depois conto mais). Cheguei à conclusão de que gente ruim sempre será ruim. Conheci os perigos de uma história única.

Passei o melhor Natal desde 1992, com a família mais linda do mundo. Ainda vem o Reveillon, de novo com os amigos. E pedidos para que 2013 seja bem melhor que 2012. 

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Debaixo da mangueira

O Natal passou, com a família mais legal do mundo, em Piracanjuba (GO). Como sempre, estar com os Borges é um aprendizado constante. Novos conhecimentos agora fazem parte da nossa vida.

Aprendemos que:

- Debaixo da mangueira somos todos necessários.
- Debaixo da mangueira também somos todos alvos das mangas suicidas.
- O Caramelo, de inocente, só tem a cara (e que carinha mais linda!)
- Quando se tem vontade de fazer tatuagem, há um meio de evitá-la. Pergunte ao Telmo!
- Há duas espécies de vizinhos: o que escuta tudo e o que reclama.
- Não é preciso saber pra que lado é a esquerda e pra que lado é a direita. Basta decorar um lado só e ignorar o outro.
- A referência da cerveja na geladeira nunca pode ser só "da esquerda" ou "da direita". Porque vai que tem alguém que não bebe e não entende que a melhor garrafa está sempre no congelador.
- Finalmente, Leo fez 33 anos. E nós já sabíamos: 33 é mais apropriado.
- Um Valdo + um Valdo = Os Valdo.
- Um amigo oculto é alto; o outro está alto.
- Há amigos que não são ocultos!
- Algumas comidas são do Queridinho, outras são Putasso.
- Certos feirantes conhecem há anos o pepino do Queridinho.
- Sempre há espaço pra uvas. Ou para uma parreira.
- Até mesmo o Batmóvel fica na estrada com o motor fundido (ou seria fudido?).
- Nem toda Ambrosia é feita com ovos de Paracatu.
- Algumas impressoras causam muito ciúme.
- No fundo, no fundo, a Lulu gera mais ciúme que o Queridinho.
- A planta do jardim, ao fim de tudo, é igual ao patinho feio: todo mundo achando que era uma coisa, mas era outra. Ufa!
- E tudo-tudo-tudo-tudo em sete vezes... mas é impagável.

A famosa mangueira

Fazendo turismo na pracinha

Caramelo no portão

Caramelo e a carinha de inocente

Os heróis sem carro

Breno de War Machine

Leo de War Machine

O patinho feio

Uvas na parreira
  
Portella Borges (Faltou o Breninho)

A tradicional foto contraste

Melhor Natal, impossível.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

52 x 5: Semana 49

Semana 49: Lugares no mundo que eu gostaria de conhecer:

1 - Florença
2 - San Gimniano
3 - Outros recantos da Toscana
4 - Dublin
5 - Ilha da Madeira

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Malas prontas

Começa hoje o meu rumo pro Natal. Vai ser impossível deixar a saudade do vovô fora da mala. Vou tentar ressignificar (palavra que a minha analista adora) e me entregar aos momentos especiais com as pessoas que eu amo.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Livro: Quiçá

Conheci Luiza Geisler na Fórum das Letras. Já tinha ouvido falar dela, a garota de 21 anos que ganhou dois prêmios nacionais de literatura e uma indicação pela revista Granta como uma das mais promissoras escritoras jovens do mundo. Em sua palestra, no evento, Luiza falou sobre "como publicar o primeiro livro", de um jeito muito descontraído, bem próximo da plateia. Terminada a palestra, comprei o livro.

Com Quiçá, Luiza ganhou o Prêmio Sesc de Literatura 2011, na categoria Romance. No ano anterior, ela ganhou com o Contos de Mentira, na categoria contos.

O livro conta a história de Clarissa, de 11 anos, filha única de pais que só trabalham e não têm tempo pra ela. Sozinha, ela cuida do gato, almoça, vê televisão, faz aulas de natação e de piano. E seu mundo é abalado com a chegada de Arthur, o primo de 18 anos, saído de uma clínica psiquiátrica após ser internado por tentar suicídio. Ela encontra no primo uma vida nova, com,coisas que ainda não compreende, com outras que quer conhecer e ainda as que quer afastar. Arthur é misterioso, independente, questionador. Procura sempre a companhia da prima, é carinhoso, é a família que ela gostaria de ter.

Um ano de contato entre os primos culmina no almoço da Natal.

A narrativa é fragmentada, sem tempo definido, sem passado, sem presente, com um vislumbre de futuro. As banalidades da vida vão saltando aos olhos, enquanto Clarissa flutua entre os pais, o primo, o gato, o dia, o ano, o almoço de Natal.

A leitura é rápida e gostosa, e deixa aquele gostinho de quero mais. Deu vontade de ler os Contos de Mentira e o livro que ela ainda vai lançar. Mais que isso, deu vontade de escrever como ela.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

52 x 5: Semana 48

Semana 48: Nunca tive coragem de...

1 - Experimentar comida japonesa que contenha arroz (já experimentei sashimi e salmão e foi o suficiente)
2 - Pular de bungee jump
3 - Correr uma maratona
4 - Voltar pra um certo lugar aí
5 - Ter um gato

sábado, 15 de dezembro de 2012

Acabou!!!

Finalmente, acabamos de montar o quebra-cabeças dos peixes. Custou, ficou uns dias parado em BH, outros dias parado aqui. Teve dias em que ficamos poucos minutos por conta; em outros foram algumas horas. No penúltimo dia, eu não conseguia mais raciocinar, e faltavam pouquíssimas peças. Eis que, no último domingo, terminamos tudo.

Eu amei!

Pena que vieram quatro peças a menos e três a mais, que não encaixam em lugar nenhum. Entrei em contato com o fabricante para pedir as peças que vieram faltando. Eles não fazem reposição, mas vão me mandar um novo quebra-cabeças. Sinceramente, gostaria que fosse outro produto, não o mesmo.

Agora é juntar forças pra fazer o mapa medieval de duas mil peças.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Os perigos de uma história única

Segunda-feira foi a última aula da disciplina A questão do autor na Literatura e na Filosofia. Foi muito bacana ter feito essa aula. Escrevi um trabalho que me fez ficar emocionada (e receber um e-mail tocante, como contei aqui). A profª. gostou tanto que resolveu editar os trabalhos em forma de livro. Se tudo der certo, vai ser uma edição caseira, do autor, mas não deixa de ser um livro. O primeiro!!! Ofereci meu trabalho de diagramação e projeto gráfico, chamei o Leo pra fazer a capa. Vamos ver no que vai dar, torçam aí!

Nessa aula, um dos colegas comentou que tinha visto um vídeo muito bom no youtube. Anotei o nome e fui procurar depois. E, olha, foi um achado! Fiquei muito emocionada com o vídeo, com a participação da escritora nigeriana Chimamanda Adichie no TED. Acho que merece ser visto e divulgado. O nome é Os perigos de uma história única, e dá o que pensar.



Perfeito!

Citações 26

De Santo Agostinho, no livro A Trindade:

Há uma dedicação maior àqueles conhecimentos dos quais não se considera impossível a aquisição. Pois aquele que não se alimentar de esperança de alcançar o que se propõe, ou amará frouxamente, ou nem mesmo amará, embora perceba a sua beleza.


Isso é a beleza da Filosofia. No início da era cristã, Santo Agostinho já explicava o motivo da minha não-adesão às aulas de Semiótica, nos fins do século XX. E hoje eu me arrependo demais disso.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Quem fala muito...

Então hoje vovó me conta que conversou com uma certa pessoa aí que eu definiria como FDP, mas de quem vovó gosta muito. Sabe-se lá, todo mundo tem um pouco de mau gosto mesmo.

O fato é que essa pessoa reclamou um tanto de um dos filhos. Ela disse que ele é uma pessoa muito fechada, que não conta nada do que faz, do que pensa, do que quer. Aí a sujeita solta a pérola: "Errei na educação dos meus filhos, passei muito a mão na cabeça deles".

(Pausa pra respirar, antes que a ânsia vire algo de fato).

Vovó continuou a contar o caso, dizendo que queria rebater a afirmação, mas que prefere não discutir com essa pessoa. Leo completa, na lata: "Com gente doida a gente não discute". Pois é...

Fico pensando o que, pra essa fulaninha, é "passar a mão na cabeça" dos filhos. Se for permitir que eles fossem espancados quando crianças e adolescentes; se for incentivar o agressor a "colocar ordem na bagunça" por meio da violência física, moral e por ameaças; se for humilhar uma filha com problemas mentais, ameaçando-a com internações, trabalhos inapropriados e "vou contar para o seu pai" e etc., queria saber como seria se a FDP não passasse a mão na cabeça dos filhos...

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

52 x 5: Semana 47

Semana 47: Quando estou apaixonado(a) eu...

1 - defendo a pessoa amada até a morte - mexeu com ele, mexeu comigo. No geral, isso funciona pra todas as pessoas que eu gosto. Mexe com elas pra ver! 
2 - costumo acreditar que todo mundo é legal
3 - não fico boba
4 - não falo igual criança, fazendo papel de imbecil (desculpa aí quem faz isso, mas acho mega brega)
5 - quero aproveitar bem o tempo em que estamos juntos

domingo, 9 de dezembro de 2012

Eu sofro de TPN

A pior vez em toda a minha vida foi quando fui a Gramado, em novembro. Fiquei com overdose de Natal por três anos seguidos.

Um ótimo texto sobre a Tensão Pré Natal (TPN), do Bruno Medina, aqui.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Quebrando a cabeça

Em meio a discussões acaloradas sobre a minha falta de foco (da qual já falei aqui) brinquei com a Flávia, minha analista sobre a forma como conto pra ela o que acontece comigo, tudo fragmentado. Como aquele jogo "Ligue os pontos", disse que eu jogava um monte de pontos e que ela se encarregava de ligá-los. Falamos muito sobre essa fragmentação e como eu faço pra juntar esses cacos e formar alguma coisa com eles.

Um fim de semana depois, lá estava eu invejando o quebra-cabeças da Fabi e do Lauro. Eles estavam montando um de mil peças, do Romero Brito. Invejei mesmo! Leo e eu compramos uma caixa pra gente, com três: um de 250 peças, um com 500 e um com mil., Começamos o com mil e, claro, não o terminamos. Compramos, depois, um porta-puzzle para liberar a mesa da casa dos pais do Leo e deixamos o de mil peças lá. Trouxemos o de 250 e, no fim de semana seguinte, o de 500.

Acabei me encontrando nos puzzles. Como se toda aquela fragmentação de que conversei com a Flávia precisasse só ser canalizada para um único lugar, que é o de colocar as coisas em ordem. Óbvio que não percebi isso sozinha. Foi só na outra sessão de análise, quando a Flávia me fez cair na real. O fato é que me debruçar nos puzzles tem ajudado muito a melhorar aquele estresse (diagnosticado por dois médicos) que me acompanha há quase dois anos.  E, ultimamente, tenho mesmo precisado desestressar.

Enfim, qualquer puzzle para adultos é bem vindo. Em especial os de obras de arte, os mais lindos de todos.

250 peças grandes

500 peças médias

1000 peças pequenas



Achei, aqui em casa, um de 2.000 peças, mas ainda não tenho espaço para fazer (pequena reforma tumultuando o ambiente, hehehehe). Mas preciso terminar o dos peixes antes!

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Pílulas do momento #1

Talvez por preguiça de reativar o Tumblr que nunca vingou, fiquei dias pensando em um nome para uma tag de pequenas infos sobre a vida, o mundo e outras coisas. Saiu esse "Pílulas do momento", que adoto a partir de agora. É o nome que usarei para fazer aqueles "não-post" e aquelas listas de coisas quando não há tempo para elaborar um texto decente. Vamos lá!

1 - Enlouqueci com as disciplinas isoladas no Mestrado. Conversei com uma das professoras e contei pra ela o que eu pretendia estudar. Ela me disse, na lata, que meu problema era jornalístico, não filosófico. Balde de água fria! Para aprender a pensar filosoficamente, resolvi voltar pra graduação. Tentei a entrada como Portador de Diploma de Graduação (PDG) e fui aprovada, para o semestre 2012.2 (por conta da greve, as aulas começam só agora, humpf...). Ou seja, voltei de verdade pra universidade, e estou muito feliz (e assustada) com isso.

2 - Vovó finalmente está usando aparelhos auditivos!!! TODOSCOMEMORA!!! Há anos ela vinha perdendo a audição, mas não queria ir pra BH se consultar com meu sogro. Concordo, a viagem é bem cansativa pra ela, com todos os problemas de coluna e joelho. Mas isso prejudicou muito seu bem estar. Ela assiste televisão o dia inteiro, sempre no último volume. E como só tenho a noite para ficar perto dela, lá ia eu, de livro ou computador em punho, ficar na sala, com a TV berrando. Isso contribuiu, claro, pra minha birra com a TV. Agora, finalmente, vovó decidiu ver um otorrino aqui em OP mesmo, e já está com o aparelho nas duas orelhas (pois é, não se usa mais falar ouvido!). O volume de tudo diminuiu. A TV está plenamente audível. Podemos conversar com ela sem gritar. A vida está mais colorida, porque isso vai ajudar até mesmo no processo de depressão dela. Ufa!!!

3 - Pela primeira vez, participei do Fórum das Letras, um evento literário que acontece em OP há oito anos. Sempre estava viajando na realização do Fórum, e dessa vez calhou de participar. Foi ótimo. Adorei, participei de quase todas as ações, menos da abertura, com a Nélida Piñon, e do encerramento, com João Gilberto Noll. Fui ao Ciclo de Jornalismo e Literatura todos os dias e também em todos os debates da oficina "Como se faz um livro?" (que não foi bem uma oficina, mas foi muito proveitoso). Escrevi sobre o Fórum no Bom Será, sobre como foi bacana ver alguns ídolos ali, bem do meu lado. Espero que no ano que vem (será em maio) eu possa participar de novo.

4 - Numa das aulas isoladas que faço no mestrado, o trabalho final teve o tema "Autobiografia Intelectual". Era para escrever sobre as leituras que fizemos durante a vida, porque as escolhemos e que caminhos essas leituras nos abriram. Pesquisei muito na minha memória super falha. Fiquei de setembro a novembro burilando esse texto, com informações que surgiam aos poucos (memória fragmentada é isso aí!). Mandei para a professora e recebi como resposta um e-mail perturbador: segundo ela, eu sou "uma escritora" e deveria partir, "quem sabe, para um romance". Óbvio que estou nas nuvens com isso, mas mantenho os pés no chão. Vou pensar em escrever um dia. Quem sabe, né?

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

52 x 5: Semana 46


Semana 46: Parece que todo mundo sabe _______________, menos eu:

1 - Jogar videogame (não que eu não saiba, mas não tenho a mínima paciência pra isso, enquanto todo mundo tem e ama)
2 - Cozinhar
3 - Escrever bem
4 - Planejar  
5 - Organizar

sábado, 1 de dezembro de 2012

Livro: O Grande Gatsby

Talvez eu esteja redondamente enganada. Pode ser um preconceito absurdo. O fato é que eu não sou muito da literatura americana. É provável que eu tenha lido os autores errados (e a culpa, nesse caso, é de um livro do Sidney Sheldon que li na adolescência, que me fez ter pavor de autores, em bloco, como se todos fossem o Sheldon). Sendo assim, demorei bastante a me permitir ler americanos. O retorno foi com Dan Brown e seu O Código Da Vinci, que gostei mais como entretenimento. Li, em seguida, Anjos e Demônios, mas foi com O Símbolo Perdido que desisti de novo de ler americanos.

Isso posto, resolvi enveredar pelos autores que são considerados pela crítica - o público não estava me ajudando. O primeiro que peguei foi O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald. Facilitou a escolha o fato de que o livro virará filme, exibido, provavelmente, em 2013. Comecei a ler com o pé atrás. O fato é que tropecei.

O livro é lindo! Tem um narrador, Nick Carraway, que parece meio apagadinho no começo, só contando a história do vizinho, Jay Gatsby, e suas festas maravilhosas. Mas Nick tem um jeito todo particular de se inserir na história principal, que acaba por revelar: o amor de Gatsby por Daisy, prima de o narrador. Ela, casada com Tom Buchanam, consegue movimentar a história sem ser uma das personagens que mais aparece na narrativa. É por ela que o movimento maior se dá.

O livro é de 1924 e relata um pouco daquele tempo meio maluco, em que o cinema e a Broadway já eram referências de entretenimento, e uma burguesia luxuosa enchia os olhos dos trabalhadores, que sofriam com um calor absurdo, chacoalhando em trens, entre as várias regiões de Nova York.

Separei três trechos que achei bastante poéticos e inspiradores:

"Havia um mistério na casa, uma insinuação de quartos no andar de cima mais bonitos e mais arejados do que outros quartos, de atividades alegres e radiantes acontecendo nos corredores e de romances que não eram mofados e guardados em baús com alfazema, mas frescos e emocionantes, com o cheiro dos reluzentes carros do ano e bailes cujas flores ainda não haviam fenecido. Excitava-o o fato de que tantos homens já haviam amado Daisy - isto a valorizava a seus olhos. Sentia a presença deles por toda a casa, impregnando o ar com sombras e ecos de emoções ainda vibrantes."

"Deve ter olhado para aquele céu pouco familiar através de folhas assustadoras e estremecido ao descobrir que coisa grotesca é uma rosa e como a luz do sol parecia rude sobre a grama nascida havia pouco. Um novo mundo, material sem ser real, onde pobres fantasmas, respirando sonhos como ar, pairavam fortuitamente... como aquela figura fantástica de cinzas deslizando na sua direção através das árvores amorfas.

"E assim prosseguimos, barcos contra a corrente, arrastando incessantemente para o passado."

É de uma leveza e, ao mesmo tempo, de uma profundidade brilhante.