terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Retrospectiva 2013

Olha, a expectativa pra 2013 era bastante alta. E, sim, o ano foi bem melhor que 2012. Pelo menos foi mais leve. O problema é que chega dezembro e eu já não suporto mais o que seja. Como se fosse mudar alguma coisa em janeiro de 2014... mas vamos continuar nos iludindo e fingindo que tudo vai ser diferente. Vai que cola, né?

Li muito, mas não o tanto que eu queria, não todos os livros que eu queria. Li Barba ensopada de sangue e prometi que leria outros do Daniel Galera, mas não cumpri. E vieram também Alta Fidelidade, A garota com a tatuagem de dragão e a filosofia, Hibisco roxo, O lado bom da vida Santo Agostinho: a vida e as ideias de um filósofo adiante do seu tempo, Meio sol amarelo, Simplesmente Ana, As vantagens de ser invisível, Um dia, On the road, Triângulo das águas, A volta do parafuso, Íon, A maldição do espelho, O evangelho segundo Jesus Cristo, Ela é uma fera!, Um passarinho me contou, A metamorfose, Meditações sobre a filosofia primeira, A livraria 24h de Mr. Penumbra, Morte súbita, O livro da ignorância generalizada, [manual prático de bons modos em livrarias], A casa dos budas ditosos, Garota exemplar, Risíveis amores

Por outro lado, escrevi um capítulo da biografia do meu padrinho, e foi muito bacana participar desse projeto.

Vi menos fimes do que gostaria, e nem escrevi sobre a maior parte dos que eu vi, o que é uma lástima. Quase não encontrei com a turma do cinema, o que também é uma lástima.

Completamos 12 anos juntos. E cinco anos de casamento. E teve mais um livro da D. Lídia e o encontro dos Borges em Piracanjuba.

Fiz muito quebra-cabeça. E que finalmente enquadrei um deles. Há outros na fila do enquadramento, mas vai ficar pra depois, pra 2014.

Foi o ano em que fui a um jogo oficial da Fifa: Nigéria x Tahiti, pela Copa das Confederações (e virei a casaca). Também foi o ano em que decidi não falar mais de futebol em redes sociais.

Em 2013 nasceu uma mocinha linda. A Julia, filha do Fifi e da Roberta, que já estreiou, com um mês de vida, sendo madrinha de casamento. Uma lady!

Foi o ano de praticar o que planejamos por tanto tempo: a viagem pra Nova York. E foi uma delícia, mesmo que tenha durado pouco (sobre NY, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui). E eu vi um Van Eyck, já posso morrer feliz.

Foi o ano em que um projeto novo surgiu, mas não posso falar sobre ele. Também foi um ano de muito estudo, e isso interferiu bastante na falta de livros e de filmes.

Especialmente, foi o ano em que vi vovó envelhecer mais rapidamente. O tempo vai passando, certas coisas vão ficando mais difíceis. Ela está mais ansiosa, mais medrosa, mais dependente. E tem sido cada vez mais difícil pra mim lidar com ela. 2013 foi quase uma prova de fogo. Como diria uma pessoa que eu conheço, foi um teste pra minha paciência. E parece que 2014 vai ser mais pesado ainda.

Mas vamos lá, né? Já que não tem jeito de fugir, vamos encarar...

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


domingo, 29 de dezembro de 2013

Bom Será: Caixa de fotografias #1

E eis que um dia, fuçando caixas de fotografias aqui de casa para encontrar imagens do meu padrinho e passar para a autora da biografia dele, encontro algumas fotos bem antigas de Ouro Preto. A maior parte sem identificação de data ou de autor.

Três delas, em especial, chamaram a minha atenção. E viraram uma postagem no Bom Será.

As outras vão ser mostradas lá no Bom Será em breve.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Livro: A vida é sonho

Don Pedro Calderón de la Barca foi um poeta e dramaturgo espanhol do século XVII. É um dos grandes nomes do teatro clássico e sua peça A vida é sonho é uma das mais importantes do período. Na época, era comum pensar que a vida era um sonho, que o mundo era uma representação, porque a verdade estava fora do mundo, estava em Deus. E Calderón escreveu, ainda, mais uma peça com um título que tinha tudo a ver com o seu tempo: O grande teatro do mundo. 

Em A vida é sonho, o personagem principal é Segismundo. Filho do rei da Polônia, Basílio, Segismundo nasceu sob perspectivas nada auspiciosas. Sua mãe havia sonhado que ele seria um tirano e faria muito mal ao reino e aos súditos da Polônia. Ela morre no parto mas, antes de morrer, pede a Basílio que impeça o filho de assumir o reino. Basílio, então, leva o bebê para uma torre afastada, onde a criança é criada como prisioneira, sem saber de sua origem nobre nem ter contato com outras pessoas, a não ser Clotaldo, um velho encarregado de o vigiar.

Muitos anos depois, Basílio está arrependido de ter usurpado o trono do filho. E resolve fazer um teste: dopa Segismundo e o leva, desacordado, ao castelo. Quando acordasse, o séquito real deveria agir como se Segismundo fosse mesmo o rei e que as lembranças de sua vida na torre seriam apenas sonho. Se o príncipe agisse bem, seria conduzido ao palácio real com todas as honras. Se o sonho da rainha se concretizasse, ele seria levado de volta à torre.

E é claro que, ao se ver como rei, Segismundo acaba tendo um comportamento inadequado. E, ao acordar novamente na torre, acaba se perguntando o que é a vida, afinal: se ela é sonho, se o sonho é real. Esse monólogo, no fim do segundo ato, é o ponto alto da trama. E ela ainda tem muitas outras revelações.

Como todo teatro, A vida é sonho é de leitura rápida. Mas não se engane; a leitura é densa e faz pensar sobre a vida e sobre o mundo. Entrou pra lista dos favoritos.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


terça-feira, 24 de dezembro de 2013

O problema do Natal (se houver algum)

Dia desses tava pensando que o meu problema com o Natal não seja o que eu sempre achei que era. Já contei (aqui, aqui, aqui e aqui) que meu Natal é sempre sofrido com as lembranças do vovô. Mas estou chegando à conclusão de que o problema não é a falta dele (esse será o vigésimo ano sem Vovô Ney). Dói muito essa ausência durante o tempo todo, mas mais ainda no fim do ano.

O que eu ando pensando é que a falta do vovô é potencializada por Ouro Preto em dezembro. Amo a cidade e isso não é novidade. Mas Ouro Preto em dezembro é sinônimo de desolação. Fica impraticável para corações sensíveis. O céu fica constantemente cinza; custa a sair um solzinho. Quando sai, é aquele sol de chuva, com uma luz brancona e que desce queimando tudo o que vê pela frente. Sem o sol, fica até friozinho. E aquela "chuva fina no meu parabrisa", que não pára (e aqui vai um adendo: o acento diferencial de "para" ainda mora no meu coração) deixa tudo com cara de fim. Ou cara de nada, aquele nada da História sem Fim.

E a chuva traz medo de deslizamento, medo de alerta vermelho da Defesa Civil, medo da gente ver morrer aquelas pessoas que a gente nem conhece, mas que é concidadão e que, por isso, acaba fazendo parte desse sentimento de pertencimento e, nessas horas, vira irmão.

Não adianta enfeitar a casa, preparar a ceia. Natal em Ouro Preto será sempre deprimente.

Neste ano, vou receber meus sogros e minha cunhada, a Flavinha. Vai ser o primeiro Natal festivo aqui em casa desde a morte do Vovô Ney. Por isso, vasculhei todos os cantos em busca dos enfeites de Natal e até ressuscitei a árvore antiga da família (que está na foto abaixo, de 1900 e antigamente), fiz guirlanda de balas (tem o passo-a-passo aqui), encomendei torta holandesa, vou fazer tender com chutney de abacaxi e rabanadas.

A árvore, eu (e minhas coxas grossas) e a Laura
Espero que o clima colabore, que as chuvas deem uma trégua, que haja sol com luz bem amarelada, que os dias estejam lindos e que as lembranças do vovô venham mais com saudade e menos com amargura.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


domingo, 22 de dezembro de 2013

Citações 46

Do conto O jogo da carona, de Milan Kundera, no livro Risíveis amores:

Essa ansiedade, ela a sentia até mesmo ao lado do rapaz; conhecia-o havia um ano e estava feliz, sem dúvida porque ele nunca distinguia entre seu corpo e sua alma, de maneira que, com ele, podia viver de corpo e alma. A felicidade vinha dessa ausência de dualidade, mas como não há grande distância entre a felicidade e a desconfiança, ela estava cheia de desconfianças. Por exemplo, muitas vezes pensava que havia outras mulheres mais sedutoras (essas, sem ansiedade) e que seu namorado, que conhecia esse tipo de mulher e não escondia isso, um dia a deixaria por uma delas. (É claro que o rapaz dizia já ter conhecido um número suficiente de mulheres desse tipo, mas ela sabia que ele era mais jovem do que pensava.) Ela o queria inteiramente para si e queria ser inteiramente dele, mas quanto mais se esforçava para lhe dar tudo, mais tinha a sensação de que recusar aquilo que um amor pouco profundo e superficial proporcionava, aquilo que o flerte proporciona. Ela se censurava por não saber conciliar a seriedade com a leveza.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

As últimas da Cuca

Contei aqui que Cuca tá perdendo dentes. Quando contei isso, ela tinha perdido um dentinho só. Agora, já se foram três incisivos e o último ainda está lá, mas super molinho. É muito triste ver isso acontecendo. Pelo menos ela ainda tem os dentes de trás e pode continuar a comer a ração de sempre.

Outra novidade com relação a ela foi o dia em que encontramos o Mateus, priminho do Leo. Mostramos pra ele uma foto da Cuca e ele logo perguntou como a cachorrinha se chamava. Quando eu falei Cuca, ele fez que não com a mão e disse que Cuca é um nome muito feio, é o nome do jacaré do Sítio do Pica-pau Amarelo. E que era pra gente mudar de nome. Aí eu disse que ele iria escolher o nome novo da cachorrinha. Agora, a Cuca chama Sofia, segundo o Mateus.


Mas a última da Cuca é mais extensa.


Moro uma casa que teve construção provável no  fim do século XIX e que, como toda casa velha, está sujeita a infestação de bichos. É comum ter lagartixa, barata e rato. Mas os ratos sempre ficaram no andar de baixo, na entrada do porão. No máximo, iam na cozinha comer banana. 


Há dois anos, um rato veio pro meu quarto. Escondeu atrás do guarda-roupa, comia a comida da Cuca e tava lá, de boa, até a gente descobrir e chamar alguém pra matar. A sorte é que a casa tava em obras e os pedreiros resolveram o problema. 

Um domingo desses, Leo foi tomar banho por volta das 11h. Quando ele voltou pro quarto, abriu a gaveta de cuecas e meias e um novo rato nojento tava lá. O bicho assustou, pulou e se escondeu. Leo me chamou e lá fomos nós, munidos de vassouras, tentar achar o bicho. Cuca, claro, ficou de fora do quarto, doida pra entrar. Mas eu não queria ela lá, imagina ela tendo contato com ratos!!!

Mexemos pra lá e pra cá e nada de encontrar. Resolvemos, então, mexer no armário do Leo e limpar a sujeira. E foi engraçado notar que o rato passeou no armário no sábado à noite, pq foi o único dia em que a porta do armário dormiu aberta. E no sábado à tarde Leo mexeu lá, escolheu roupa e tal e nada de ver vestígio de rato. 

Uma hora o bicho apareceu. Eu gritei, ele correu, escondeu de novo. Leo e eu resolvemos tirar do quarto tudo o que fosse móvel leve (cadeiras, a escadinha da Cuca, cesto de roupa suja... qualquer coisa que pudesse ficar no caminho ou atrapalhar um móvel pesado de ser arrastado). E nada do bicho. 

Fomos almoçar, voltamos, Cuca pôde entrar no quarto. Continuamos a tirar coisas do quarto (e foi bom, pq nessa, tiramos dois sacos de lixo de 50 litros com roupas e sapatos pra doação). Aí Cuca começa a cheirar o pé da minha escrivaninha. Ficou um tempão cheirando, depois cheirou em volta e voltou pra escrivaninha andando pé-ante-pé, querendo não fazer barulho, e APONTOU, igual cachorro de desenho animado

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Juro pra vocês, ela parou assim!

Acontece que o pé da minha escrivaninha é fechado pra fora e aberto pro fundo. E o rato estava lá. Aí, colocamos a Cuca na cama, puxamos a escrivaninha e Leo conseguiu vassourar o rato. Mas como o bicho é safo, ele correu e, pela primeira vez, vi ele inteiro. Juro, era o pai de todos os ratos. O maior que já vi. Nojeeeeeento! E, como todos os ratos, vampiro-assassino-velociraptor. Ele foi pra trás do guarda-roupa e eu dei um ataque histérico. Leo, com toda calma do mundo, me disse que eu não poderia ficar lá. Peguei a Cuca e saí. Fui pra janela de outro quarto conversar com a vovó. De lá a gente escutava o Leo dando pancadas e mais pancadas. 

Aí, uma hora, eu olho pro lado e vejo o rato pulando a janela do meu quarto. 

Dei um berro daqueles. 

Ele caiu no meio da rua e correu pro meio-fio. Ensaiou que ia subir na parede lá de casa de novo, mas desistiu e desceu a rua. 

Ufa!!!

Aí fomos dar biscoito pra Cuca e agradecer. Porqque a gente nunca ia pensar nesse esconderijo pro Dom Raton. Limpamos o quarto todo e tiramos tudo da escrivaninha. Pegamos um martelo e tiramos o tampo do pé, na frente, pra evitar que outros bichinhos se escondam ali. 

Foi isso!!! Cuca merece todas as homenagens. Ela tá com catarata dupla, sem olfato direito (se estivesse bom, ela teria percebido aquele primeiro rato), meio surda, com dor na coluna (por isso a escadinha) e sem três dentinhos da frente... E mesmo assim, se não fosse ela, estaríamos com o rato lá até hoje. 

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Aline, que prefere ser chamada de Lile.
Ou de Nine...

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

domingo, 15 de dezembro de 2013

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #17

1 - Maiakóvski define o cinema
Cinema é uma das coisas que mais gosto na vida. Não curto muito os filmes para puro entretenimento (e isso já gerou uma discussão divertida por aqui). Daí que amei ver no Lanterna a definição de cinema para Maiakóvski. Vale a leitura e a reflexão.

2 - O esquecimento é amigo da barbárie
Todo mundo sabe que as pessoas, em geral, viram uma espécie de "santos" quando morrem. Com Mandela, que morreu recentemente, não foi diferente. Mas o que me incomodou é que muita gente que é contra uma série de coisas que Mandela defendia está, agora, falando muito bem dele, exaltando suas qualidade de lider. Pior, de lider pacifista. Mandela nunca foi pacifista. Gandhi foi durante um período da vida, Mandela não. Por isso foi preso por tanto tempo. E o Mário Magalhães resgatou um cartaz dos anos 1980, da Inglaterra, em que pediam a morte de Mandela por enforcamento. É, somos muito hipócritas.

3 - 4 lições de vida que você pode aprender com O caçador de pipas
Esse vem do blog Livros só mudam pessoas, que sempre traz coisas bacanas. Li O caçador de pipas logo que foi lançado e gostei bastante. Comprei pra dar de presente para uma pessoa que poderia ter sua vida mudada com o livro e foi como lançar pérolas aos porcos. Porque a pessoa em questão, como tantas outras, prefere viver com a mentira do que dar a cara pra verdade. Mas como tudo é uma questão de opção...

4 - Antiturismo - planejando uma eurotrip realmente instrutiva
Já falei muito do Trilhos Urbanos, de onde sempre tiro alguma coisa legal pra ler. A mais nova é essa aí, que fala sobre como conhecer uma cidade fazendo turismo. A proposta é fugir da lista do que é mais visitado e conhecer coisas novas, se deixar levar.

5 - O que estão esperando para acabar com as torcidas organizadas?
Esse é da Cristina Moreno de Castro, que sempre escreve coisas interessantes. Dessa vez, a discussão é sobre a violência do futebol. Olha, tá um saco isso. Futebol é diversão. Na hora que vira essa zona, essa barbárie, as brigas sem fim, virtuais ou não, dá vontade de desligar a vida, puxar a cordinha do mundo e descer. Já escrevi aqui sobre o motivo de não falar mais de futebol nas redes sociais. E ando correndo o risco de parar de assistir futebol, mesmo amando demais o esporte.

6 - Torcedor é torcedor, bandido é bandido
E, pra terminar, esse texto muito bacana da Ana Paula Pedrosa, que é atleticana (do Atlético Mineiro!) e é mais uma a se queixar dessa balbúrdia que está virando o futebol.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Citações 45

Do conto Ninguém vai rir, de Milan Kundera, no livro Risíveis amores:



Veja, Klara, disse eu, você pensa que uma mentira vale tanto quanto outra, mas está errada. Posso inventar qualquer coisa, zombar dos outros, criar toda espécie de mistificações, fazer todo tipo de piadas, e não tenho a impressão de ser um mentiroso; essas mentiras, se quiser chamá-las mentiras, sou eu, tal como sou; com essas mentiras, não simulo nada, na realidade, com essas mentiras, estou dizendo a verdade. Mas existem coisas sobre as quais não posso mentir. Existem coisas que conheço a fundo, cujo sentido compreendi, e que amo. Não brinco com essas coisas. Mentir sobre isso seria me diminuir, não posso fazê-lo, não exija de mim o que não farei.


Pior que conheço gente que pensa exatamente assim... :-/

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

15 fatos estranhos

Vi no blog da Cinthya Rachel e resolvi fazer. 

1. Qual apelido que apenas sua família te chama?
Há muitos, muitos anos, o Daniel, meu irmão, me chamava de Anine. Mas durou só até ele começar a falar direito. Teve quem me chamasse de Lica, mas eu sempre odiei. (não me chame de Lica. É garantia de inimizade eterna). Na real, Aline é um nome péssimo pra apelidos, seja de família ou de amigos. E me frustra não ter um apelido fixo. 

2. Qual hábito estranho você tem?

Acho que o pior é pegar um fio qualquer numa conversa e começar a viajar nele, parando de conversar com quem estava lá, do meu lado. Dura pouco tempo, mas é muito constante. 

3. Você tem alguma fobia estranha?

Arroz. 

4. Qual música você canta em voz alta?

Em geral, canto tudo em voz alta. Alta mesmo só quando estou sozinha. Mas cantarolando, até jingle de propaganda. Se eu soubesse cantar, ia ser mais feliz. Porque adoro cantar, mas não gosto de incomodar os outros com essa voz de... sei lá...

5. Qual mania dos outros mais te irrita?

Falta de educação. No geral, gente que tem mania de se impor gritando. Pelamor, né? 

6. Quando você está nervosa qual hábito você pratica?

Cutuco coisas em mim. Tipo bolinhas na pele, no braço, no rosto; cutuco espinhas, essas coisas. 

7. Qual lado da cama você dorme?

Direito

8. Qual foi o seu primeiro bicho de pelúcia e qual o nome dele?

Nem ideia. Nunca gostei de bichos de pelúcia.

9. O que você sempre pede no Starbucks?

O Pedro me viciou no Caramel Machiatto

10. Uma regra de beleza que você prega mas não pratica?

Não se deve espremer espinhas. Falo isso com todo mundo, mas espremo todas as minhas. Com mais frequência quando estou nervosa.

11. Que lado você fica no chuveiro?
Heim? Lado de baixo do chuveiro. 

12. Você tem alguma habilidade estranha com seu corpo?

Não que eu saiba.

13. Qual fast food você sempre come?

Gosto muito do Subway. Tenho horror ao McDonalds (só gosto do sundae de lá e, às vezes, da batata frita).

14. Qual frase de exclamação que você sempre fala?

Atualmente, é o pqp mesmo. Mas super curto quando uma amiga querida diz "Meniiiinaaaa!". Acho fofo. 

15. Na hora de dormir o que você realmente veste?

Pijama. Super curto pijama

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


domingo, 1 de dezembro de 2013

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #16

1 - "Amor à vida" e a suas ~peculiaridades~
O texto é antigo (em se tratando de internet, claro), mas bastante interessante. Mostra algumas coisas bem ~peculiares~ da novela Amor à vida. Uma que tentei assistir, parecia ser uma coisa mais séria e, no fim das contas, é algo pra se lamentar. Esse pode ser um caso de gosto que se discute, né? O texto é da Revista Bula.

2 - Tabus da etiqueta: presente em dinheiro
Também um texto mais antigo, mas bastante interessante. Porque, afinal, "não existe forma elegante de pedir dinheiro". E nem de pedir presente. Até hoje, só achei uma pessoa que pensa como eu: não é porque duas pessoas resolveram se casar que eu ou qualquer outra pessoa precisamos mobiliar a casa dos casadoiros. Vai casar? O problema é seu, não meu! (Sim, sou ranzinza com relação a essa questão).

3 - Eu fui uma criança e uma adolescente bastante castigada... E aí?
Um texto bem legal da Sônia Pessoa, do blog Tudo bem ser diferente. Aqui ela fala sobre a sua experiência sendo castigada em família por um pai bastante exigente e como pensa, hoje, sobre o castigo. Concordo com ela numa coisa em especial: sou contrária aos castigos por "n" razões. O texto é muito bacana, bom pra se pensar a respeito.

4 - A volta ao mundo dos livros
Muito bacana essa proposta: a Camila Navarro resolveu seguir o desafio da Ann Morgan, no projeto A year of reading the world. Ann leu 196 livros em 2012, um livro de cada país do mundo. O projeto da Camila não é a leitura em um ano - é ler na medida do possível. Ela também fala mais sobre o projeto aqui. Deu vontade de fazer o mesmo, mas cadê tempo???

5 - Olhar para o mundo
Da Ana Paula Pedrosa, uma jornalista de BH, que é mãe da Beatriz. E a Beatriz é uma menina linda. Só clicar aí no link e ver se não é verdade. Parabéns pras duas!

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Pílulas do momento #11

1 - 3G
Quando saímos, só Leo e eu, ele bebe cerveja e logo-logo começa aquela ida desenfreada ao banheiro. E eu fico bem tranquilinha, só na água ou num suquinho. Daí que, quando ele sai da mesa e me deixa sozinha rola um certo momento constrangimento. Mas aí o 3G veio ao mundo e, depois dele, eu nunca mais fiquei sozinha enquanto o Leo vai ao banheiro. 
Mas aí acabei ficando meio dependente.  E isso não é bom. Não rola toda hora tirar o celular da bolsa e ficar navegando por aí enquanto tem gente na mesa. Tô tentando me comportar melhor.

2 - Acolhimento
O encontro da família Borges é sempre uma delícia. Mas dessa vez aconteceu algo diferente. Na noite de domingo pra segunda, fizemos quase uma seção de terapia coletiva. Eu estava lá com o Leo, a Aninha, o Bruno e o Breno. E foi um momento muito importante pra mim, de grandes revelações, de carinho, de comunhão. Talvez tenha sido o maior momento de acolhimento, pra mim, entre a família. O fato é que, depois daquela super rodada de conversa, rolou mais certeza de que, se eu pudesse, roubaria a família Borges só pra mim. 
P.S.: A Aninha merecia ter um talk show. Ela arranca qualquer informação de qualquer pessoa!

3 - Dificuldades
Depois que voltei de NY, minha vida virou uma música da Kátia Cega: "não está sendo fácil".
Vovó já estava num nível de ansiedade sem noção antes da minha viagem. Voltei pensando que nada poderia ficar pior. Ledo engano... Tudo na vida pode piorar. Desde o dia em que voltei pra casa, vovó começou um processo de quase "escravização" comigo. Me chama pra tudo, me liga pras coisas mais bobas, pede a minha opinião pra tudo, faz voz de choro, faz chantagem emocional, não toma os remédios pra tirar a dor nem o pra dormir, e aí reclama de dor e de que não dorme. Não está sendo fácil viver assim...

4 - Banguelinha
Cuca perdeu um dos dentinhos da frente. Foi um susto encontrar o dente no meio da nossa cama e abrir a boquinha dela pra conferir que, sim, era um dentinho dela. Isso aconteceu num domingo. E na quarta ela vai ao Pet Shop. Pedimos pra eles olharem os dentes dela. Aí o pediatra veterinário nos ligou dizendo que estava tudo bem, mas que havia, ainda, uns quatro dentinhos moles, que ela deve perder em breve. Não é pra preocupar, é natural pros 12 anos e meio dela. Só que isso não me acalma, não me acolhe a alma e nem me ajuda a viver. Chorei muito com o Tio Vet contando que ela tem mais uns três anos de vida. É muito, pra um cachorro, mas muito pouco pra mim. Já tô sentindo muito essa falta que eu sei que ela vai me fazer. Agora é curtir esse tempo que ainda vamos passar juntas.

5 - Sonambulismo falador
Às vezes falo algumas coisas dormindo, e isso é um perigo! A Cuca dorme na cama, comigo e com o Leo. E como já não enxerga mais direito nem escuta bem como antes, qualquer mexida nossa merece uma senhora rosnada. 
Diz o Leo que uma noite dessas ela estava especialmente chatinha. E que, numa rosnada em especial, eu quase sentei na cama e disse isso; "Cuca, deixa de ser chata! Se continuar, vou te colocar numa caixinha e te jogar no lixo!". O Leo afirma que eu falei isso mesmo. Mas pensa bem, uma pessoa apaixonada pela cachorrinha ia ter coragem de falar alguma coisa assim, mesmo dormindo? 
Mas a pergunta que não quer calar: por que raios, se eu ameacei jogar a Cuca no lixo, qual a necessidade da caixinha???

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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Centenário de Padre Mendes

Hoje é um dia especial pra mim e pra minha família. É o centenário do meu tio-avô e padrinho, o Padre Mendes. Mas, ao mesmo tempo, é um dia difícil, porque ele não está aqui, conosco. Padrinho era uma daquelas pessoas que a deixam saudade. E eu sinto falta dele praticamente o tempo todo.


Padrinho era uma pessoa muito querida. Seja na família Mendes Barros, seja em Ouro Preto ou em qualquer lugar por onde passava. Era uma pessoa super do bem, sempre disposta a ajudar todo mundo. Durante boa parte da vida, ele morou aqui em casa, com a vovó. E a casa vivia cheia de pessoas, que vinham conversar com ele, buscar um conselho, uma palavra amiga, ajuda. Vinha muita gente para aprender com ele. E padrinho sempre gostou de ensinar. Foi professor de grego, de português, de literatura e de inglês. Toda uma geração em Ouro Preto foi aluna dele.

Eu não tive o privilégio de tê-lo com professor em sala de aula. Por outro lado, a vida me deu o privilégio de conviver com ele em casa. E de aprender muito, porque ele foi um professor de vida. Como viu que, desde pequena, eu gostava de ler, ele me franqueou acesso ao seu quarto e aos seus livros. Eu era ainda criança quando ele me deu um livro que me marcou profundamente: A moreninha, de Joaquim Manoel de Macedo. Li várias vezes a história e me apaixonei pela moreninha Carolina. A partir daí, ganhei vários outros livros dele, todos de literatura nacional clássica. E me diverti muito entre as suas estantes, buscando novas histórias.



Como padre, ele era muito acolhedor. Não era dogmático e inflexível, como muitos que vemos por aí. Sabia escutar os outros e era sempre carinhoso. Ele celebrava uma missa aos domingos que vivia cheia de estudantes. Nunca fechou os caminhos para quem a Igreja, às vezes, fechava as portas.

Jamais vou ser capaz de falar direito sobre ele. Porque meu coração sempre tente pra um amor infinito. Padrinho foi um presente em minha vida. Enquanto me faltava a figura paterna, já que o progenitor nunca esteve presente, era em meu padrinho, em vovô e em Paulo que eu encontrava - e encontro até hoje - o colo de pai. Meu olhar para meu padrinho sempre será parcial. Sempre tive e sempre terei ciúme dos muitos afilhados que ele tinha na família. E gosto de pensar que só a mim ele chamava de afilhada querida - espero mesmo, de verdade, ser a única a ocupar esse posto. Gosto de saber que um dos últimos sorrisos dele foi pra mim, já no hospital e quase inconsciente, um dia antes de vir a falecer. Também gosto de saber que, pouco antes, na UTI, ele me reconheceu e repetiu o afilhada querida, mesmo com a traqueostomia que não o deixava falar direito.

Mesmo assim, me vesti de coragem pra escrever, junto com o Paulo, uma biografia familiar do meu padrinho. O texto faz parte do livro O Semeador, escrito a várias mãos, e que marca o centenário dessa pessoa que é tão amada em Ouro Preto. Nosso texto não ficou à altura e deixou várias coisas sem ser ditas - não por omissão, mas por emoção. O livro foi lançado, mas ainda não o li inteiro - quanto terminar, volto e conto mais.

E é uma emoção enorme ter participado do primeiro lançamento, no dia 21 de novembro. Hoje tem o segundo lançamento e o início de uma programação cultural para celebrar seu centenário.

O livro

Nossa participação na obra



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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Citações 44

De Garota exemplar:

Amy Exemplar já é tentadora. Amy Exemplar prenha é irresistível. Os americanos gostam do que é fácil, e é fácil gostar de mulheres grávidas - elas são como patinhos, coelhinhos ou cachorros. Ainda assim, me choca que essas paquidermes moralistas e encantadas consigo mesmas recebam um tratamento tão especial. Como se fosse muito difícil abrir as pernas e deixar um homem ejacular entre elas.


Há uma responsabilidade injusta que vem com o fato de ser filha única - você cresce sabendo que não tem o direito de desapontar, não tem o direito de morrer. Não há um substituto por perto; é você. Isso a torna desesperada por ser impecável, e também a deixa embriagada de poder. É assim que os déspotas são feitos.

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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

what would i say?

E vamos ao aplicativo do Facebook mais falado do momento: what would i say? e suas frases sem sentido, geradas aleatoriamente com textos que postamos nessa rede social.

Vamos a elas:

Zina, café não terá serventia para absolutamente ninguém que usa essas calças jeans.

Classifiquei! Semestre que vem nasce mais sentido, claro.

Posso comemorar que vem na hora, Rafaela!

Quando a humilhação for resultar em nota boa, ficarei feliz. 

Mas o Galo ganhando daquele time que são X.

Sem a mínima estrutura jornalística. Vergonha alheia.

Né por nada não, mas os registros foram apagados?

Me chama pra escrever. Feliz demais com a Oi.

Ontem e eu pego carona neles. Bjo!

Explosivos, responsabilidade socioambiental, casamento em rede social é coisa boa, vc fica!!!


Já deu, né?

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


terça-feira, 19 de novembro de 2013

Sobre as pontes e a família Borges

Todos os encontros são lindos. São como as pontes que a D. Lídia tão bem cantou em seu novo livro, O caminho das rosas vermelhas. O lançamento da obra reuniu família, amigos, personalidades e admiradores de Lídia Arantes Borges em Piracanjuba, no dia 16 de novembro, data em que ela completava 90 primaveras.

Alguns dias antes, a família Borges se reuniu embaixo da mangueira. Para celebrar o novo livro e o aniversário da D. Lídia, e também para celebrar o encontro.

Estar com a família Borges é garantia de muita coisa boa e de muita gargalhada. Nessa última festa, duas pessoas se sobressaíram. Não tem como falar do que foi o encontro da família sem dar destaque pro Lito e pro Leandro. Foram os responsáveis pelos momentos mais engraçados dos dias em que estivemos juntos.

Quase todos os netos da D. Lídia, no dia do lançamento do livro


O que teve:
- como sempre, muita comida: pamonha, arroz com pequi, paella do cerrado, feijoada, bolinho de arroz, pãozinho com queijo, rosca da Carmelita, manga, abacaxi, doce de tudo que é jeito, picolé e muito mais. Eita encontro em que se come!
- três crianças lindas trazendo muita alegria e fazendo com que todo mundo ficasse meio babão;
- Leo sendo ácido (como sempre);
- Lito reforçando a "acidez ortográfica" do Leo;
- um novo morador na Tomás Gonzaga (e o Mateus explicando que o Edgar era uma criança normal, mas "tomou" um raio e ficou desse jeito);
- terapia coletiva na madrugada de domingo pra segunda;
- gente sofrendo bullying familiar porque gosta de ver Raul Gil;
- ar condicionado no lançamento do livro;
- mas embaixo da mangueira, acabou o ar condicionado;
- a combinação de picolé de côco com doce de leite;
- um sorteio de quadros que não aconteceu, por falta de nomes escritos nos papeizinhos;
- e quanto o sorteio rolou de verdade, a Ana Sílvia, o Lito e a Tamara ganharam quadros lindos da D. Lídia.

Guariroba a caminho



Teve quem:
- dormiu num colchão inflamável;
- foi classificado como "xodozinha" e "xodozona" do Lito;
- acabou sozinha com o pote de docinho de côco;
- achou que certo tipo de pessoa deve morrer tarde (vida longa!);
- voltou de uma festa sem conseguir entrar nela, super cabisbaixo e com um sanduíche na mão;
- irrigou o pé de acerola;
- irrigou a mangueira, mas gerou um pé de Swing (o uísque, gente);
- chorou cerveja, logo após ouvir que o vira-vira era brincadeirinha;
- começou uma teoria sobre um bolsão de vida;
- sentiu gosto de pimenta num picolé de chocolate;
- chegou na festa namorando e saiu de lá com casamento marcado e presentes garantidos - mas só se o casório rolar até o dia 20 de setembro de 2014!;
- quem foi alvo de tampinha e quem foi alvo de pacote de guardanapos;
- levou três graças (e um certo tipo de acompanhamento) pra casa da avó;
- propôs um novo uso pra massinha das crianças.


Leandro e suas poses, com a Ana Lúcia


As surpresas:
- Leandro, aquele menino que não bebe, agarrado ao suporte da tenda;
- Leandro fazendo cosplay de chafariz;
- Leandro fazendo as poses mais engraçadas da noite de quinta;
- Leandro sensualizando (sem ser vulgar) com uma das cadeiras;
- Leandro fazendo todo mundo ficar em silêncio pra perguntar: "alguém quer picolé?";
- Lito, ensinando meia Piracanjuba a cantar a música da torcida do Cruzeiro;
- Mateus, contando que adora história de terror, principalmente de lobisomem. Mas só durante o dia, porque de noite ele tem medo. Na verdade, ele é um menininho muito lindo que não tem medo de cachorro, só de lobisomem;
- Samuel, com uma fluência verbal impressionante pra uma criança de três anos de idade;
- Bernardo, sendo fofo e falando da-da-da-da;
- Margá, toda felizinha, cantando a música da torcia do Cruzeiro (como assim, Margá?);
- Margá, ensinando o Lito que "cerveja é pra ir pra boca";
- Margá, recomendando "arroz e batata-frita na solidão".


Edgar se despedindo do Leo: agora ele tem um novo lar


Os diálogos marcantes:
#1 - Após a primeira rodada do vira-vira, sei lá que horas da manhã e alguns perceberem que o Leo não virou
Lito: O Leo é um filho da puta!
Margá: É, agora eu virei puta...

#2 - Noite de sábado, a família inteira pegando no pé do Turene
Turene: Duas mulheres me amam: a minha mãe e a Tammy. E um homem: o Telmo.
Luk: E os seus filhos?
Turene: Meus filhos me aceitam...

#3 - No mesmo dia, logo após a pérola #2
Turene: Se eu não existisse, o Telmo ia me inventar.
E o Luk, prontamente, deu a receita para fazer o Turene.

#4 - Tarde de sábado, quase todo mundo se deliciando com picolé de groselha (que, estranhamente, atrai toda a família Borges)
Leo: Lito, por que você está com o dedo rosa?
Lito, de boca cheia: É "grosolha".
Leo: Isso é contagioso?

#5 - Noite de sábado
Aninha: Meu filhote nasceu no dia primeiro de maio.
Lito: Por pouco, ele não nasceu no dia mais doido do mundo.
Aninha: Que dia?
Lito: Doidimais

#6 - Noite de sábado, num papo sobre o poder do ketchup Heinz na limpeza das moedas de cinco centavos
Lito: Você já botou fogo em Fandangos?
Leo: Uai, você é do Black Block da padaria?

#7 - Noite de sábado, sobre a possibilidade da família inteira ficar na casa antiga, em vez de alguns ficarem no hotel
Thiago: Podia reformar a casa pra não precisar mais de hotel.
Leo: Isso, vamos fazer agora? Eu pego uma telha e você traz a brocha.
Turene: Por que não sou eu que levo a brocha?


Depois da chuva


E tem um monte de vídeos! Mas em respeito a todos os que participaram da festa, eles vão ficar bem guardadinhos!

Mais dos encontros da família Borges:
2010 (aqui, aqui, aqui, aqui, aqui)
2011 (aqui, aqui, aqui, aqui)
2012 (aqui)

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


domingo, 17 de novembro de 2013

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #15

1 - O Rio de Janeiro continua... o mesmo das reportagens de Tim Lopes
A Cristina Moreno de Castro sempre tem um ponto de vista interessante sobre o mundo. Aqui ela fala sobre um documentário feito no Rio de Janeiro e que mostra que quase nada mudou com relação ao tráfico de drogas. Muito bom!

2 - 28 filmes feministas para esses dias chuvosos
São indicações de filmes muito bons. A maior parte deles eu já vi, os outros estão naquela eterna lista que queremos finalizar um dia. Vale a visita e vale correr pra ver os filmes.

3 - 8 razões para invejar o metrô de Nova York
Sim, porque eu amei o metrô, achei a solução ideal pros problemas de mobilidade urbana. E o Trilhos Urbanos traz outras razões.

4 - Se a violência masculina é a maior ameaça às mulheres, como criar um filho gentil?
Um texto publicado pela Janaína Rochido e que tem muito a acrescentar nesse mundo de crianças replicando atitudes machistas. Vale a leitura, vale guardar nos favoritos.

5 - Às vezes, só um segundo
Mais um gif lindo do Tumblr Just do it, whatever it is. Sempre Alice!

6 - Cinco frustrações da minha infância
Amei esse apanhado de frustrações da Vic. Fiquei pensando nas minhas, e são várias. Algumas hilárias, outras trágicas. Vale ler e lembrar da infância.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Cinco anos

Não me lembro ao certo porque escolhemos novembro. Nem qual o motivo para o dia 15. Talvez por ser feriado - é sempre mais fácil se lembrar de um feriado do que de um dia comum. E memória nunca foi meu forte, nem o do Leo.

Lembro que a primeira vez que falamos sobre nos casar foi na sexta-feira Santa de 2008. Na verdade, não fomos nós. Foi o Tio Jésus. Foi ele quem perguntou o motivo de ainda não termos nos casado. Eu achei graça e deixei pra lá. Mas depois, quando saímos só Leo e eu, naquela noite, ele tocou no assunto, insistiu e me "pediu em casamento", se é que podemos falar assim. E eu disse "não". Casar nunca esteve nos meus planos. Nunca mesmo.

Passamos alguns meses conversando sobre isso. Leo insistindo, eu dizendo "não". Até que, em agosto, ele me venceu pelo cansaço (hehehehehe) e eu topei. Mas só se fosse do meu jeito. Sem vestido de noiva, sem festa, sem flores, sem música, sem trelelês. Leo topou, mas fazia questão de uma festa, ao menos pra família dele. Eu não queria nada pra minha família. Por mim, faria tudo em segredo, e foi isso que combinamos. Mas a língua do Leo não coube na boca e ele saiu espalhando pra família e pros amigos dele.

E foi no dia 15 de novembro: juntamos a família do Leo e alguns poucos amigos (os meus foram escolhidos a dedo) para comemorar conosco o nosso casamento. Por um motivo só meu, estava morrendo de vergonha. Demorei um tempinho ainda pra falar "meu marido" em vez de "meu namorado" (e ainda hoje acho mais bonito dizer "meu namorado"). Relutei em usar aliança. Ainda hoje, uso nosso anel de compromisso no lugar da aliança dourada que o Leo escolheu.

Mas uma coisa não dá pra negar: é uma delícia estar casada com o Leo. Porque, já disse antes, ele é o cara que combina comigo. É o companheiro que está sempre ali (mesmo quando sai com os amigos pra tomar cerveja ou pra pedalar). Mesmo com todas as diferenças, estamos caminhando juntos, lado a lado. E é bom, muito bom.

Pra manter a tradição, segue uma música que fala muito de nós dois:


Sintonia

Tunai / Sérgio Natureza


Me abraça, me leva pro infinito
me faz flutuar
você é o meu sonho, mais bonito
nem dá pra explicar

Te quero, pressinto, te desejo
te beijo e vamos seguindo
os nossos caminhos, vão num destino só

Nós somos sol e lua juntos
o amor uniu os nossos mundos
a gente se olha, se namora
e dança o balé da vida
viver é tão simples quando se tem prazer

Que bom que a gente tem
tanta energia assim
se você fica afim
quero outra vez também
Paixão
Sintonia

paixão, sintonia




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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Filme: Depois da meia-noite

Before Midnight - 2013 (mais informações aqui)
Direção: Richard Linklater
Roteiro: Richard Linklater, Julie Delpi, Ethan Hawk
Elenco: Julie Delpi, Ethan Halk, Seamus Davey-Fitzpatrick

Eu amei os dois filmes anteriores, Ante do amanhecer e Antes do entardecer. Nem sei dizer o tanto que os filmes são lindos e emocionantes. Por isso, fiquei louca pra ver Antes da meia-noite. Mas não consegui ir a BH e não me lembro do filme passando em OP. Pode até ter passado, mas numa semana em que eu estava impossibilitada (aqui, os filmes ficam em cartaz por uma semana). Acabei vendo na volta de NY, no avião. E foi lindo. Primeiro porque o filme é maravilhoso. Depois porque ver um filme bom facilita horrores a questão "medo de avião".

 Antes da meia-noite encerra a história de Jesse e Celine, esse casal lindo, que faz a gente suspirar. No primeiro filme, o casal se conhece durante uma viagem de trem e param na Áustria para uma noite super agradável. Alguns anos depois, vemos como os dois se reencontram em Paris, no lançamento do livro do Jesse. Quando o filme termina, os dois estão juntos, mas não sabemos se Jesse largou a esposa e o filho para ficar com Celine. Agora, os dois estão casados há alguns anos. O filho de Jesse, Hank, está passando férias com os pais, na Grécia. Jesse e Celine têm duas filhas gêmeas, Ella e Nina. Hank pega o voo de volta para os Estados Unidos e Jesse, Celine e as meninas voltam para os dias de férias com amigos. Do aeroporto para a casa, a conversa entre o casal aponta que a crise no casamento está chegando. E enquanto o dia passa, os dois tentam acertar os ponteiros em longas conversas, ora com os amigos, ora sozinhos.

Pode parecer que o filme é chato, já que tem diálogos extensos. Mas são diálogos tão naturais, tão próximos da realidade, que nem parece um filme: parece que estamos vendo a vida passar, como espectadores privilegiados de um casal querido. O diálogo entre Jesse e Celine durante uma caminhada na cidade é tão natural, tão gente-como-a-gente... E o conflito do casal também é próximo, coisa que ou já vivemos ou já vimos alguém viver. Talvez por isso seja mais saboroso ver os dois juntos em todos os momentos, em especial quando chegam ao hotel e tudo é tão aconchegante, com cara de casal de verdade. E talvez seja por isso que é inevitável torcer por eles, para que resolvam os problemas e continuem juntos

É um belo encerramento para a trilogia. E uma delícia de ver.



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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Citações 43

De Amy, do livro Garota exemplar, vendo televisão:

Comercial de absorvente interno, comercial de sabão em pó, comercial de absorvente externo, comercial de limpa-vidros. Dá a impressão de que as únicas coisas que as mulheres fazem são limpar e sangrar.

A TV passa um comercial de purificador de ambientes. Uma mulher está borrifando purificador para que sua família seja feliz. Depois um comercial de absorventes diários muito finos, para que uma mulher possa colocar um vestido, dançar e conhecer o homem para o qual depois borrifará purificador de ambientes.

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sábado, 9 de novembro de 2013

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #14

1 - Bansky e a arte ou o terrorismo da arte
Pouco depois que voltei de Nova York, saiu a notícia de que Bansky (que ninguém sabe se é uma pessoa ou um coletivo) pôs obras originais à venda numa barraquinha do Central Park. Obras que valem milhões estavam à venda por 60 dólares. Bateu medo de eu ter passado por isso e não ter visto. Felizmente as datas não coincidiam, ou seja, não passei pela arte do Bansky. O texto é bem bacana, sobre como a arte de Bansky está mexendo com algumas estruturas sociais mais conservadoras.

2 - Imagine
Essa vem do Teia de Renda, que é uma graça de blog. A Tayra trouxe um desenho de Pablo Stanley para a música Imagine, de John Lennon. Ficou lindo!

3 - História para não esquecer
Conheço o Juliano há alguns anos. Ele é um excelente profissional, um jornalista sempre atento. E em 2012 ele viveu uma história de terror. Foi agredido na Savassi e ameaçado de morte quando voltada de um show. Isso foi há um ano. No texto ele conta o que aconteceu depois da agressão, fala da impunidade, do medo, da desconfiança. É a primeira pessoa que conheço que sofreu uma agressão desse tipo e não ficou calado. Juliano, tenho muito orgulho de você!

4 - Livros que você não ama, mas respeita
A coluna do Danilo Venticinque é uma delícia. Sempre um texto incrível sobre livros. Eu amo. Neste texto ele fala sobre quatro categorias de música que podem ser transpostas para os livros. É uma forma de divisão bastante prática. E bem divertida.

5 - Direto do País das Maravilhas
"As melhores pessoas são completamente malucas", diz o Chapeleiro Louco. E o Tumblr Just do it, whatever it is é um dos meus favoritos.

6 - As sessões de uma livraria, por Italo Calvino
Um dos blogs que mais tenho lido ultimamente é o da livraria Set Palavras, do Valter, o melhor livreiro ever. Aqui ele fala de como Italo Calvino, que escreveu coisas maravilhosas como O cavaleiro inexistente e Se um viajante numa noite de inverno, criou, neste último livro, uma forma de organizar os livros em uma livraria ideal. Lindo!

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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Livro: Risíveis amores

Estava ainda na faculdade de jornalismo quando li Milan Kundera pela primeira vez. Me lembro muito do George, que era editor de vídeos da TV universitária me falando sobre as belezas de A insustentável leveza do ser. Peguei o livro na biblioteca e ele foi tudo, menos leve. Queria muito reler. Mas nunca mais tive contato com o Kundera.

Agora, Risíveis amores foi um dos livros escolhidos para o Clube de Leitura da Set Palavras. Fiquei feliz de poder voltar a ler Milan Kundera. O livro é de contos, e cada história é impactante de uma forma. Em resumo, o livro parece ter sido escrito em torno das mentiras que usamos no dia a dia e que implicações elas podem ter em nossas vidas.

A primeira história, Ninguém vai rir, conta a história de um professor que, convidado a dar um parecer sobre um artigo para uma revista, prefere inventar uma série de mentiras a dizer que o trabalho não está bom. E essas mentiras levam a uma série de fatos que afetam seus alunos, sua namorada, sua reputação profissional.

Em O jogo da carona, um casal de namorados, em seu primeiro dia de férias, começa uma brincadeira assim que param em um posto de gasolina. Ela pede carona a ele e os dois se portam como se fossem outras pessoas, como se não se conhecessem. Mas a brincadeira sai do controle.

O conto que mais gostei foi Que os velhos mortos cedam lugar aos novos mortos. Talvez porque tenha mexido com alguns conceitos familiares com os quais não concordo mais. Ou porque, no fundo, fale sobre amarras psicológicas que nós mesmos criamos e que nos prendem por aí, quando menos esperamos.

Há ainda mais quatro contos, alguns muito legais e outros nem tanto (peguei antipatia do personagem de dois deles, o Dr. Havel). Um ponto bacana é que todos os contos trazem dados interessantes sobre a situação política da Tchecoslováquia na época da Primavera de Praga, em 1968. Risíveis amores é de 1969 e mostra bem como a situação política influenciou a narrativa do autor.

É um livro lindo, que leva a pensar muitas coisas. Impossível sair da leitura sem pensar em nossas pequenas mentiras do dia a dia.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


terça-feira, 5 de novembro de 2013

NY - Olhares do Leo

Como disse antes, uma das primeiras coisas que fizemos após o check-in foi comprar uma câmera fotográfica. Na verdade, o Leo comprou a câmera. É uma Nikon D5200, com duas lentes. Eu, como não entendo nada de fotografia, mal toquei na dita. Mas Leo fez a festa. Abaixo, algumas das fotos dele.

Grand Central Station

Grand Central Station
 
Grand Central Station

O famoso relógio da Grand Central Station

O relógio e o saguão

A caminho da Times Square

6ª Avenida com a Broadway

Empire State Building

Times Square e sua loucura

Igreja no meio do caminho

No SoHo

Predinho fofo no SoHo

Ruas do SoHo

Wall Street e o touro do capitalismo

Brooklyn Bridge

Central Park 

Rua 34 bem cedinho

Pertinho do hotel

O Metropolitan, maravilhoso em todos os aspectos

Van Gogh <3 td="">

Feira da França no Bryant Park

Grand Central Station

O relógio externo da Grand Central Station

O fim do Central Park

De bike no Central Park

A reserva Jackie Kennedy Onassis, no Central Park

Mais Central Park

7ª Avenida, ao lado do hotel em que ficamos


Autofoto, no Jersey Gardens


Autofoto no SoHo

Autofoto no ônibus de turismo


Loja da Apple, o inferno em forma de loja


Pedro, Leo e eu no Sushi Samba


Propaganda

Tacos, no Legends


Cerveja Flying Dog no bar de baseball


Bike enfeitada com Metrocards

O Halloween estava quase chegando

O Empire State Building no Outubro Rosa

Mobilidade urbana

No chão do aeroporto, prontos pra voltar pra casa


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