sábado, 29 de junho de 2013

Pílulas do momento #8

1 - Nasceu!
Já faz um mês e eu não vim contar. Nasceu a Julia, filha da Roberta e do Fifi. É liiiinda! A Julia participou de uma coisa muito importante, logo depois de fazer um mês de vida: ela foi madrinha de casamento, no colo do papai. Os dois foram padrinhos do Lauro e da Fabiana, os primeiros a entrarem no salão onde foi celebrada a cerimônia. Leo e eu também fomos padrinhos e o casamento foi divertido. Flavinha dançou até, foi uma das últimas a sair da pista de dança. E foi muito legal, porque ela optou por ficar comigo no casório, já que os pais estavam indo embora. Lá na pista, ela me deu um abraço tão gostoso, tão carinhoso, tão fofo, que me emociono só de lembrar. Uma fofa essa minha cunhadinha!

2 - V ou F
Daí vc escolhe voltar pra faculdade, pra estudar um tema que exige muita dedicação, horas de estudo, de leitura, de compreensão, de debate. Cada prova é feita em quatro horas, pra dar tempo de você pensar, analisar, escrever, corrigir, reescrever etc. Aí você tem uma matéria chamada Filosofia da Ciência, que usa alguns pontos de Lógica. E você não entende nada de Lógica, especialmente porque a própria faculdade te dispensou das três disciplinas envolvendo Lógica. E você fica desesperada por causa da prova de Filosofia da Ciência e começa a estudar feito louca. Mas então, faltando duas aulas para a prova, o professor diz que ela será fechada, com questões de V ou F.
Qualquer pessoa em qualquer outra faculdade poderia comemorar. Eu tô em pânico! Se eu não sei Lógica, qualquer questão fechada, de múltipla escolha ou de V ou F se torna um monstro de sete cabeças.
Aí, além de estudar pra Filosofia da Ciência, tô igual a uma louca descabelada tentando aprender Lógica de uma semana pra outra, pra não ter problemas na prova.
Lembro bem, a última prova fechada que eu fiz na vida foi pro vestibular. Em 1900 e ninguém tem interesse em saber o ano. E teve a prova teórica pra tirar carteira. Pronto, acabou, nunca mais uma prova fechada.
Tô fu!

3 - Falei da minha tatuagem aqui, como foi que decidi fazer uma marca no meu corpo, contrariando a vida e outras pessoas que já haviam deixado marcas em mim e que, até então, tinham esse privilégio. E não é que alguém entrou lá pra comentar e disse que tinha a mesma tattoo? O Julio é do Rio Grande de Sul. Fez a tattoo já tem um tempinho, também nas costas. Ele me mandou a foto e, logo depois, publicou no blog dele (pode ser vista aqui). Bacana, né?

4 - Vovó faz 95 anos no dia 2 de julho. Como o nosso fornecedor de bolos e tortas fechou, fui atrás de um que é muito solicitado aqui na cidade. O cara é um cake designer, faz cada bolo maravilhoso. Quando chegar, eu fotografo e depois conto se, além de lindo, é gostoso. Escolhi o recheio que a vovó mais gosta: coco com baba de moça.

5 - Fui no jogo Nigéria e Tahiti na Copa das Confederações. Mas esse evento merece um post só pra ele.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


terça-feira, 25 de junho de 2013

Citações 33

Do conto O espelho do homem morto, do livro Assassinato no Beco, de Agatha Christie:

- Estou impressionado com você, Poirot.- Talvez você ache que a minha sugestão lembre o que acontece nos filmes... Mas a vida, major Riddle, às vezes é surpreendentemente parecida com eles.

domingo, 23 de junho de 2013

Mais opções para um café em Ouro Preto

Então que a gente, do Bom Será, estava à procura de um bom café em Ouro Preto. Isso deu pano pra manga, porque não é facil. E teve gente que se ofendeu quando encontramos um café que não era lá essas coisas.

A busca continuou. E achamos o Puro Cacau, que abriu recentemente um espaço a mais pra cafeteria. E foi lindo!

O texto pode ser lido na íntegra no Bom Será.

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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Filme: Canções de Amor

Les chansons d'amour - 2007 (mais informações aqui)
Direção: Christophe Honoré
Roteiro: Christophe Honoré
Elenco: Ludvin Sagnier, Louis Garrel, Clotilde Herme

Adoro musicais. Nunca tinha visto um musical francês. Não achei que fosse gostar tanto. Talvez porque cada música tem um sentido lindo dentro do filme. Porque não simplesmente comecem a dançar e fazer uma coreografia qualquer. E a história é deliciosa. Ela faz rir, sofrer, chorar, pensar. Amei!!!

O texto pode ser lido na íntegra no Cinema de Buteco.


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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


quarta-feira, 19 de junho de 2013

Algumas coisas sobre filmes

Gosto de listas. Gosto de filmes. Pincei essa lista de perguntas de algum lugar esquecido e mandei pro meu e-mail sem citar a fonte. Num dia de limpeza de caixa de entrada, encontrei as perguntas e resolvi respondê-las. Taí:

1 - Qual seu filme preferido?
São vários. Mas o que eu mais vi na vida e seu os diálogos de cor é A noviça rebelde, por um motivo muito especial - e que não vem ao caso agora. Esse motivo foi esclarecido pelo Otávio, meu irmão caçula, em um dia inspirado, há uns oito anos. A partir daí, o filme, que já era queridíssimo, ficou ainda mais especial.

2 - Qual tipo de filme que você mais gosta?
Adoro um bem dramático, mas não melodramático nem desses que forcem a situação para o espectador chorar. Prefiro um que me faça pensar bastante sobre a vida e sobre o mundo, que me faça aprender bastante.

3 - Qual filme de efeito especial você mais curtiu?
A origem, sem sombra de dúvida!

4 - Cite um filme de romance, ação, drama, comédia e terror:
Romance: Orgulho e Preconceito, com Matthew Macfayden
Ação: A origem
Drama: Precisamos falar sobre o Kevin
Comédia: Como se fosse a primeira vez (um dos poucos filmes com Adam Sandler que presta)
Terror: Sei não... não consigo lembrar de um filme que é de terror efetivamente, porque praticamente não vejo esse tipo de filme.

5 - Se pudesse atuar em algum filme, qual teria sido?
Em Orgulho e Preconceito, com Matthew Macfayden, sendo Lizzy Bennett (ai, ai)

6 - Cite um ator e uma atriz em suas melhores atuações
Que estou me lembrando agora, tem a Natalie Portman em Cisne Negro e Leonardo DiCaprio em Ilha do Medo

7 - Qual o pior filme que você já assistiu?
A resposta não vai ser completa, porque o pior filme que eu já vi, nem terminei de assistir. Parei com uns 10 minutos e até hoje a experiência é traumática. O filme é Zohan, com Adam Sandler

8 - Filmes que você não assistiria
Não curto filmes de terror (a vida, por si só, já é muito aterrorizante) e de comédias pastelão ou daquelas que fazem graça com racismo, sexismo e outros tipos de ismos

9 - Indique filmes
A origem, Asas do desejo, O som ao redorPrecisamos falar sobre o KevinOrgulho e Preconceito


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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


segunda-feira, 17 de junho de 2013

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #7

Separei algumas coisas legais que andei lendo por aí:

1 - Eu, Eu & Eu
Texto muito interessante do Bruno Medina (sim, aquele da banda Los Hermanos). Ele tem uma coluna no G1 e escreve muito bem. Esse texto, em especial, me fez pensar em como estamos cada vez mais egoístas. E como o mundo fica cada vez pior enquanto olhamos cada vez mais pro nosso umbigo.

2 - Projeto lembra a obsessão das pessoas em clicar, em vez de viver o momento
Essa foi uma indicação da Laura Damasceno, minha prima. Pausa pra falar que a Laura é uma jornalista super antenada, cheia de referências. Ela postou o texto no Facebook e eu achei que cabia demais com o momento atual. Olha só essa frase: "(...) Então tive um estalo e vi que elas, na verdade, viajam muito mais para para marcar território e dizer que estiveram lá do que para curtir a viagem". Conheço um monte de gente assim. Triste.

3 - Pagando para escrever
Li esse texto pensando que era outra coisa. Achei que falaria sobre a valorização do trabalho do escritor. Mas aí veio a surpresa. Para quem gosta de escrever, é um motivo para reflexão: o que a gente usa mais quando escreve? Acabei me indentificando muito e percebendo vários vicios.

4 - Escreva, minha filha, escreva
A Ana Paula é jornalista. Ela se formou na PUC, um ano antes de mim. Lembro dela lá nos corredores, mas não lembro de ter conversado com ela alguma vez. Não lembro nem como achei o blog dela, mas virei leitora assídua. Nesse texto ela traz uma citação linda de Drummond. Mas vale ler o bog todo.

5 - O vazio do começo do resto
Gosto muito do que a Clara Averbuck escreve. Esse texto fala sobre como, às vezes, a gente precisa de espaço. E sobre como é bom abrir espaços.


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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


sábado, 15 de junho de 2013

50 semanas de música

Daí que eu conheci o Fabrício no primeiro encontro dos alunos da 25º Turma do curso de crítica de cinema com o Pablo Villaça, do Cinema em Cena.

E então ele resolveu criar um blog chamado 50 Semanas de Música. A proposta é que cada integrante do blog indique uma música, de acordo com um tema semanal. E eu, andando pelo Feedly, vi um texto da Mila que achei bem de acordo. Ela indicava músicas para não tocar no casamento. A Mila é bem divertida, tem textos muito interessantes e esse foi só mais um deles.

Passei o link pro Fabrício sem pretensões. Mas ele levou a sério, entrou em contato com a Mila e a equipe do 50 Semanas de Música fez uma semana temática. Foi há algum tempo e eu esqueci de postar aqui (falta de tempo é isso aí...).

Vale clicar em cada uma das indicações e ler os textos, que são bem divertidos.

Tema da Semana

Sugestão # 1

Sugestão # 2

Sugestão # 3

Sugestão # 4

Sugestão # 5

Sugestão # 6

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quinta-feira, 13 de junho de 2013

48 horas

Alguém lembra da propaganda do Unibanco, que dizia que ele era o único banco 30 horas - seis na agência e 24 online? Pois é... lembrei muito disso outro dia quando constatei que preciso de mais horas no meu dia. Mas só seis seria pouco. O ideal seriam 48 horas. Sente só o que está acontecendo agora:

- Graduação em Filosofia: estou fazendo cinco matérias e tenho muita leitura pra casa uma delas. E provas, muitas provas.

- Agência: o trabalho continua exatamente igual. Ou seja: apostilas de engenharia rolando, redes sociais e monitoramento, clipping, assessoria de imprensa, textos publicitários, diagramação de jornais.

- Revista Em Minas: resolvemos começar esse projeto há quase um ano. Juntamos alguns jornalistas com vontade de publicar e mandamos ver. Estamos no segundo número, a revista é mensal. Nela, faço pauta, edição e diagramação.

- Cinema de Buteco: minha participação está regularmente esporádica. Acabo vendo muitos filmes e deixo pra escrever pra lá quando acumulam. Daí, entro com vários textos no sistema e espero a edição colocar no ar.

- Bom Será: a participação está bem menor. Continuo tento muitas ideias, todas anotadinhas, mas quase sem sair do papel. Esse ano estamos às voltas com um projeto muito bacana, que se tiver patrocínio vai ser mara. E tem a oficina no Festival de Inverno, mais uma vez.

- Revista Fundamento: contei aqui que um professor me chamou pra fazer iniciação científica. Acabou que o projeto ainda não saiu, mas ele me colocou na revista de Filosofia do departamento da UFOP com a UFRJ, para fazer revisão ortográfica. Acabei me oferecendo para fazer também a diagramação. Estou aprendendo muito, porque preciso ler todos os textos. E a escrita filosófica é bem diferente da que eu estou acostumada. Na verdade, no jornalismo a gente corta muita coisa que é considerada "gordurinha", um rebuscamento aqui, outro ali, o uso da primeira pessoa... Então está sendo um aprendizado e tanto. E, ao mesmo tempo, um cutucão enorme: lendo os textos aprovados para publicação, penso que nunca vou ser capaz de escrever filosoficamente.

- Família: além do Leo e da Cuca, tem vovó e Tia Ylza e os galhos que eu quebro pro Paulo. E tem as compras de mês, que eu odeio fazer (se tocasse Chico Buarque sempre que eu vou à cooperativa, seria menos traumático).

Não seria ideal um dia com 48 horas?

Comentei isso como Bruno e ele sugeriu que eu escreva um livro com o título: Como fazer seu dia ter 48 horas - Dicas e segredos de uma jornalista multi-tarefa. Pensei que seria uma boa escrever sobre isso. Mas pra dar certo, preciso de mais horas no meu dia...

terça-feira, 11 de junho de 2013

Citações 32

De Alexandra Lucas Coelho, em Caderno AfegãoEla estava em Kandahar, durante um combate entre forças internacionais e os taliban, em junho de 2008:

Noutro quarto, várias avós pegam em bebês enquanto as mães recuperam. Os bebês todos têm khol nos olhos.- É para ter olhos bonitos no futuro - diz uma avó.Mesmo que não haja futuro.

domingo, 9 de junho de 2013

Filme: Descartes

Cartesius - 1974 (mais informações aqui)
Direção: Roberto Rossellini
Roteiro: Marcela Mariani, Renzo Rossellini
Elenco: Ugo Cardea, Anne Pouchie, Claude Berthy

O filme Cartesius, que conta a vida de Renne Descartes, foi feito para a TV italiana, com direção de Roberto Rossellini. É uma produção interessante, porque teve a consultoria do estudioso Ferdinand Alquié e várias falas do filme constam nas obras de Descartes. Assisti no primeiro dia de aula de Filosofia Moderna I e foi bem interessante.

A história começa com Descartes ainda na escola, em seus últimos anos como aluno do colégio de La Fleche, uma das principais escolas francesas da época. Ele é um estudante interessado, que quer saber cada vez mais e recebe autorização para estudar em livros não permitidos aos alunos. Ao sair da escola, ele vai morar em Paris, mas não se adapta e resolve ingressar no exército do Maurício de Nassau, na Holanda. Por lá, ele conhece pensadores e matemáticos e começa a formular suas teorias, que serão impressas bastante tempo depois.

Uma coisa interessante do livro é que ele sempre mostra Descartes com ar de superior (a cara do ator é impagável), circulando por todos os cenários com uma espada na cintura, seja em casa, nas aulas de anatomia, nas ruas, em piqueniques. Sempre espada. Outra coisa curiosa é que, quando não está com a espada no cinto, Descartes está de camisola dormindo e sendo acordado por seu criado. Quando mora na França, ele dorme até tarde, sendo sempre interrompido por uma visita. Quando fora da França, ao ser acordado, ele sempre reclama que sente falta das camas francesas.

Mas voltando ao propósito do filme: Descartes viveu numa época em que questionar a igreja era pecado. E pensadores como Copérnico e Galileu estava fazendo justamente isso e sendo punidos. A mudança para a Holanda, um país de religião protestante, fez com que ele desenvolvesse mais livremente seus pensamentos, mas não o livrou do medo de publicar. Quando estava pronto para publicar seus estudos sobre o mundo, ele decidiu não fazê-lo: publicou apenas a introdução, o Discurso do Método, em que conta como criou um novo método baseado na razão, algo que depois veio a ser considerado um dos primeiros métodos científicos. O restante do livro foi publicado depois.

Descartes, apesar de viver em um país protestante, era católico fervoroso. Ele acreditava que era possível fazer ciência e acreditar em Deus. Uma de suas teses mais conhecidas, a do Cogito (penso, logo existo) tem implicações religiosas. A proposta era duvidar de tudo que os sentidos nos diziam, mas por pensar, posso ter certeza apenas da minha existência. Essa certeza, mais à frente, leva à certeza da existência de Deus como criador de todas as coisas. É uma teoria muito bonita. Que ele resume em Meditações sobre Filosofia Primeira, seu último livro, que estou lendo atualmente. Depois escrevo sobre ele.

O filme mostra como Descartes dedicou a vida à filosofia, ao conhecimento, ao saber. Ele abre mão do contato com a família, com amigos, com a filha (que teve com uma de suas empregadas e que morreu ainda criança) para desenvolver a sua obra. Senti falta de muitas conexões entre as histórias, acho que é um problema de roteiro, mas o filme entrega o que se propõe: um panorama amplo sobre a vida do personagem, sem entrar em detalhes.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Insônia

Tenho uma amiga que vive com insônia. Enquanto eu durmo praticamente em pé, na hora em que tenho que dormir. Às vezes, durmo até antes. Acordo a noite inteira, quase de hora em hora, mas durmo quase imediatamente.

Só me lembro de umas três insônias que tive na vida. Uma delas levou à criação desse blog.

Outro dia, passeando no Grifei num livro, site que acho bem interessante, vi essa imagem aqui:

Lembrei da Fabi na hora!


O post de origem é este aqui.


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Livro: A volta do parafuso

Esse livro foi um dos indicados para a primeira reunião do Clube de Leitura da Set Palavras. Dos três indicados, foi o primeiro que eu li. Só sabia que era um livro com toques de terror e, como sou influenciável, resolvi não ler à noite - como se fosse adiantar alguma coisa.

Pausa pra contar uma manotinha. A volta do parafuso foi escrito por Henry James, um escritor americano. É um clássico da literatura universal e está na coleção de Clássicos da Abril. Eu tenho uma parte significativa desses livros, de capa dura vermelha, comprados pela família na década de 1970. Sabia que tinha o Henry James lá. De fato, o volume tem duas histórias: A outra volta do parafuso e Lady Barberina. Daí a topeirinha aqui, sem pesquisar nem nada, deduziu que o livro A outra volta do parafuso seria uma espécie de continuação de A volta do parafuso. Faz sentido, não faz? Corri pra livraria e comprei o exemplar que estava sendo oferecido, uma edição de bolso da editora Hedra. Na leitura do prefácio, logo vem a informação sobre o nome do livro em inglês e que ele pode ser traduzido como A volta ou como A outra volta. Significa, na verdade, uma volta a mais no parafuso. E lá fui eu buscar o volume que tinha em casa e constatar que era o mesmo texto.... A vantagem de ter comprado é que a edição da Hedra tem um prefácio e um posfácio maravilhosos, que o livro da Abril não tem. Mas como não gosto de ter o mesmo livro duas vezes em casa, mesmo com a edição linda da Hedra, acabei dando de presente pra uma amiga. Manota contada, vamos ao que interessa.

A volta do parafuso se passa na Inglaterra. São três cenários diferentes, três narradores diferentes. Começa com um narrador sem nome, que conta sobre uma noite de colóquio numa casa de campo, com as pessoas contando histórias de terror, acontecida há muitos anos e com quase todos os participantes já mortos. Um dos presentes nessa noite, Douglas, diz que tem um relato mais terrível do que todos os já contados, mas não pode contá-lo. Precisa mandar buscar um caderno, entregue para ele pela babá da irmã. Lá, a moça narra os fatos assustadores de que tomou parte há muitos anos. O suspense do livro já começa aí: um narrador sem nome que conta sobre alguém que sabe de uma história mais assustadora.

Douglas, três dias depois, recebe o caderno e começa a ler a história de sua amiga. O relato manuscrito, ele diz, foi confiado a ele pouco antes da morte da babá. E aí começa a terceira narração: a babá, sem nome que conta o que aconteceu quando ela foi trabalhar em Bree, sendo tutora de uma linda menina, Flora, e também de seu irmão mais velho, Miles. O lugar é isolado e coisas estranhas começam a acontecer. Mais não dá pra falar.

O livro é super comentado, até hoje. Porque a história é controversa e aberta a múltiplas interpretações. Algumas delas - as que eu considero mais adequadas - têm a ver com a histeria da babá. Na época, Freud fazia estudos sobre a histeria, ainda no começo do que veio a ser a psicanálise. Não sou entendida do assunto, só sei bem por alto, mas acho que deve ser por aí. Outra coisa bacana é que o Henry James soube criar um suspense muito interessante. Porque você, como leitor, pode comprar uma das várias possibilidades de leitura, se agarrar a ela e seguir feliz. Você pode achar que a babá realmente viu fantasmas, que ela é louca, que ela só queria atenção, que ela tinha uma paixão profunda pelo patrão, que mais mil coisas e montar a sua própria história.

Foi uma delícia ler esse livro. Melhor ainda foi conversar sobre ele com o pessoal do Clube de Leitura. Porque trocar ideias sobre um livro é o melhor jeito de saber mais sobre ele.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #6

Há um bom tempo eu não alimentava essa tag. Não vou prometer fazer dela uma constante. Só vou me empenhar mais em reunir coisas legais que leio por aí.


1 - 70 anos depois, a surpresa de um diário
Imagine que você namorava uma pessoa que foi pra guerra e morreu. Você continuou sua vida, casou, trabalhou, aposentou. Um dia, você vai ao um museu e encontra uma foto sua lá. Foi isso que aconteceu com uma idosa americana. A foto estava num diário, escrito pelo antigo namorado, que morreu na guerra. Seu último desejo era que o diário fosse entregue à então namorada. Mas ela só teve acesso aos textos, por acaso, 70 anos depois.
A história é linda! Está no blog Livros só mudam pessoas.

2 - Pay the fucking writer
Leio a Aline Valek há um tempo, tenho o blog no Reader (atualmente, no Feedly) e gosto muito do que ela escreve. Neste texto, ela sala sobre o trabalho de escrever. Seja um cartãozinho pra tia ou um texto específico. É que, no fundo, todo mundo acha que quem trabalha escrevendo está sempre disponível e que fica feliz só de escrever, sem ser pago para isso. Boa, Aline Valek! Aliás, vale ler o blog todo.

3 - Blogueiros de literatura conseguem ser piores que os de moda
O blog é o Trilhos Urbanos, feito por uma galera muito bacana de São Paulo. O João Varella, autor do texto, tem uma visão apurada e já escreveu bastante sobre algumas mazelas dos blogs, em especial os de moda. Dessa vez, ela fala sobre os de literatura e é muito bacana ver como tem muita coisa desvirtuada por aí. O blog é indispensável pros jornalistas, em especial para quem cobre cidades.


Boa leitura!


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Um Corpus Christi diferente

Dia 30 de maio foi Corpus Christi e sempre há uma celebração com procissão em Ouro Preto. Já contei que a minha memória é péssima, né? Pois então... não me lembro de ter tapetes de serragem nessa data. Mas saí pra fotografar e encontrei muita coisa interessante. Escrevi sobre isso para o Bom Será.

O texto pode ser lido aqui.