quarta-feira, 30 de outubro de 2013

NY - Metropolitan Museum of Art

O Metropolitan Museum of Art foi o lugar mais surpreendente e mais frustrante de toda a viagem. Isso porque o Met (para os íntimos) é gigantesco e tem uma coleção incrível de obras.

Eu já sabia, por ter lido bastante a respeito, que o ideal seria ter um mapa o museu e traçar um plano de ataque, para priorizar o que realmente se quer ver e deixar o restante pra depois, pra outro dia. No nosso caso, tínhamos apenas um dia pra visita. Era aquela coisa: agora ou nunca! Então, não tinha muito como deixar pra depois. Era ver o que a gente queria e dar tchau pro resto.

Entramos pelo térreo, não pela entrada principal. Tinha menos gente e foi tudo rápido. O museu tem um preço fixo (U$25), mas os funcionários avisam que você pode pagar o que quiser. Se você der um dólar eles vão aceitar. Mas eu não acho justo não pagar o valor total. Afinal, é preciso manter aquele lugar. E valorizar o que está ali e o trabalho de preservação.

Saímos do térreo pela escada e demos de cara com a área de arte grega e romana. Morri, né? Foi uma emoção sem nome. Ver o mármore esculpido, tantos objetos como urnas fúnebres, banheiras, vasos e as esculturas de pessoas e de deuses... Gente, foi uma coisa que apertou meu coração e foi inevitável chorar.










De lá passamos para a Arte da África, Oceania e Américas. Leo amou.



Sobre esse último totem, uma curiosidade. Todos os totens dessa área eram de mocinhos com o pênis à mostra. Eita arte machista! Daí encontrei essa mocinha, a única entre a machaiada, com direito a seios e vulva.

Passamos para os salões de arte moderna e contemporânea.

Modigliani

Modigliani

Amei essa foto: meu Miró e um Miró

Fiquei tão impressionada com essa tela que esqueci o nome do autor.
É pintura acrílica sobre tela, não é uma foto!

Passamos pelas esculturas europeias, pela arte medieval e pela sala de armas













Próxima parada: arte egípcia.








Foi na parte de arte egípcia que me dei conta que o Met é lindo mas que boa parte do seu acervo veio de furtos. Furto de arte grega, romana e egípcia, no mínimo. Há quem defenda que é preciso tirar a arte desses locais, senão ela será destruída e, no museu, a preservação é garantida. Não sei. Não tenho opinião a respeito, só posso dizer que me senti incomodada.

Ainda no primeiro andar tem a coleção de Robert Lehman e a The American Wing, que foram lindamente negligenciadas por nós. Era visitar essa parte e não ver o resto do museu. Corremos pro segundo andar.

Aqui focamos pintura europeia de 1250 a 1800 e pintura e escultura europeia do século 19 ao começo do século 20. E deixamos de ver Arte Antiga do Leste, Arte das Arábias, Turqioa, Ásia Central e Sul da Ásia, Arte Asiática, Desenho e Pintura, Arte Grega e Romana, Instrumentos Musicais e Fotografias.

Um dia não dá pro Met. E aí começa a frustração. Porque ou você frui o que está lá, ou fotografa, ou corre pra ver tudo. É frustrante demais não poder parar numa sala porque tem Cézanne na sala do lado e se você correr, não vai conseguir ver. Mas vamos às fotos.


























É de tirar o fôlego. E de perder o juízo. E o relógio, tic-tac, tic-tac, dizendo que o tempo está passando e que ainda há muito pra ver. O que é melhor: fruir, fotografar ou correr?

Met, eu te amo, mas também estou frustrada.
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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...