sábado, 26 de outubro de 2013

NY - museus

Uma das coisas que fizeram a minha ida pra NY melhor foi saber que a cidade tem mais de 30 museus. E museus pra todos os gostos. Na nossa lista inicial estava visitar, por exemplo, o Museum of Comic & Cartoon Art e o Intrepid Sea Air and Space. Acabamos deixando de lado e focamos nos principais: Metropolitan, História Natural, MoMa e The Frick Colletction. O Met vai ter um post só pra ele, tamanha a alegria (e frustração) por existir um lugar como aquele.

O primeiro que visitamos foi o Americam Museum of Natural History. Leo já tinha ido a NY há 17 anos, mas não tinha visitado o museu. E essa foi sua única exigência em termos museológicos. Confesso que eu estava com preguiça de ver animais empalhados, mas fui de coração aberto e gostei bastante. Na entrada do museu vc já pode optar pelo ingresso que quer comprar. O simples ou o com atividades a mais. Optamos por ver o Journey to the stars, narrado pela Woopy Goldberg. Uma coisa interessante: as filas pra comprar ingresso com funcionários do museu estavam enormes, mas havia várias máquinas para fazer a mesma coisa completamente vazias. Claro que optamos pelo atendimento automático. O museu oferece mapas em diversas línguas. O em português tem o divertido nome de Plano de piso. Ajudou demais ter o mapa nas mãos. Primeiro pra conseguirmos nos localizar. Depois, pra focar no que realmente queríamos ver.

Minhas fotos ficaram horríveis. Foram feitas com o celular e não era permitido usar flash. A iluminação era bem fraca, pra favorecer a ambientação (eu acho).

Theodore Roosevelt dá as boas vindas

Esse dino imenso fica no saguão de entrada

Na grande galeria, uma canoa Haida. Leo quase teve um treco

Ele também curtiu fotografar os répteis. Eca!

Mais um dino

Lembrando da Família Dinossauro

Um buna na parte do Japão
O museu é imenso e tem muita coisa pra ver. Queríamos ver a parte de gemas e minerais e o salão dos meteoritos, e foi muito bacana. Tem várias gemas e minerais do Brasil lá, com destaque pra Minas (porque eu adoro puxar a brasa pra minha sardinha).

Sobre o Journey to the stars, na minha opinião foi o que de melhor vi no museu. O show acontece com hora marcada. Na compra do ingresso você escolhe qual horário quer assistir. O nosso estava marcado para as 11h30. E lá pras 11h10 estávamos na fila porque eu fiquei com medo de me perder e não achar o lugar a tempo. Assim que entregamos nossos ingressos, fomos para uma antessala com vários monitores de TV que passavam uma espécie de documentário sobre o universo. E eram feitas várias perguntas, como quanto tempo a luz do sol demora para atingir a Terra, que tipo de estrela é o sol etc. E ao final aparece no video o diretor dessa área do museu nos convidando para uma wonderful journey to the stars. Nessa hora, um garotinho de uns cinco anos, sentado no chão e com muita cara de entediado disse, nem alto: It will be a very boring journey, arrancando gargalhadas de todo mundo.

E foi maravilhoso. A gente entra numa espécie de cúpula e toda a projeção se dá no teto da cúpula. As explosões e viagens de câmera são sentidas nas cadeiras, que vibram.  A história (e a narração) são super envolventes e nos fazem perceber o quanto somos pequenos, ou melhor, minúsculos nesse universo enorme. Fiquei muito emocionada.

Nossa terceira parada (a segunda foi no Met) foi no MoMa, o Museu de Arte Moderna. Chegamos durante a tarde e foi meio chato, porque o museu fecha pontualmente às 17h30 (menos às sextas-feiras, quando fecha às 20h). Por conta de dicas na internet, decidi começar pelo quinto andar e ir descendo. Foi o melhor que fizemos. É lá no quinto andar que estão obras de Cézanne, Matisse, Mondrian, Monet, Picasso e Van Gogh. Eu estava louca de vontade de ver o Noite Estrelada de Van Gogh.

Ele. Já posso pensar em morrer.

Picasso, a mulher, o espelho e o Leo

Achamos o quadro do Dali pequeno. O que o torna muito mais phoda

Matisse. Não parece uma logo para certas Olimpíadas do Rio 2016?

Mondrian

Modigliani

No quarto andar há muita coisa bacana também. Gostei muito de ver Roy Lichtenstein e Pollock e as artes mais gráficas.

A famosa série das sopas Campbell, de Andy Warhol

Pollock e suas experiências com pingos de tinta <3 td="">

Leo imitando O Pensador

Roy Lichtenstein

 No terceiro andar, arquitetura e design. Lembrei demais do Bruno, meu primo querido. Eu ia andando pelos corredores e pensando nele.

Isso só está aqui porque me lembrou uma pessoa conhecida

Os cartazes e o design

Ainda na sala de design

Eis que o Leo achou um disco do The Clash lá

Passamos ainda pela exposição de fotografia, muito muito bacana, e pela área de arte contemporânea (tinha um helicóptero suspenso e um ventilador voando em uma das salas)

Última parada: The Frick Collection. Um dos museus mais lindos que já vi. A história dele é bem interessante. O Tio Frick era um cara com muita grana e muito amor pela arte. Quando construiu a sua modesta casinha no Upper East Side, ele já pensou em transformar cada cômodo em um local de exposição. Tudo foi planejado e pensado visando expor os quadros, as esculturas, os livros, a mobília - até pinturas nos tetos e paredes foram especiais para a casa.

Pena que não é possível fotografar. Mas, pelo site, dá pra fazer a visita virtual. É tudo lindo, da arquitetura à decoração. Ficamos até pensando como era a vida difícil do Tio Frick, tendo que escolher se leria um livro na sala, no salão de jantar, na biblioteca ou na West Gallery. Ê vida sofrida!

Na coleção de obras tem Anthony van Dyck, El Greco, Jean-François Millet, George Romney, Josepho Mallord William Turner, Vermeer (cada um mais lindo que o outro), Giovanni Bellini, François Boucher, Degas (tem muito Degas lá) e muito mais. A coleção de vasos chineses é de babar, assim como os móveis e os relógios. Uma dica é pegar o audioguia e ouvir o que os especialistas têm a dizer sobre as peças.

Eu tinha dito lá em cima que já podia pensar em morrer porque tinha visto o Noite Estrelada, do Van Gogh. Depois da Frick Collection, já posso morrer com certeza. Porque eu vi um Jan van Eyck, meu pintor favorito de todos os tempos. Achei que só veria um Van Eyck de perto na Europa. Tomei um susto enorme ao ver o quadro dele, o último, que foi finalizado por seus alunos, ali numa das salas de acesso à sala de jantar do Tio Frick. Ouvi o áudio, chamei o Leo, chorei, anotei o nome do quadro, chorei mais um cadinho, terminei a visita, voltei lá, ouvi o áudio de novo, chorei de novo e tentei guardar o quadro lá no fundo da retina. Para ver mais, é só clicar aqui.

Virgin and Child, with Saints and Donor, de Jan van Eyck e seus alunos
Coisa mais linda!

A próxima parada é no Met, que é uma lindeza sem fim.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...