sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Centenário de Padre Mendes

Hoje é um dia especial pra mim e pra minha família. É o centenário do meu tio-avô e padrinho, o Padre Mendes. Mas, ao mesmo tempo, é um dia difícil, porque ele não está aqui, conosco. Padrinho era uma daquelas pessoas que a deixam saudade. E eu sinto falta dele praticamente o tempo todo.


Padrinho era uma pessoa muito querida. Seja na família Mendes Barros, seja em Ouro Preto ou em qualquer lugar por onde passava. Era uma pessoa super do bem, sempre disposta a ajudar todo mundo. Durante boa parte da vida, ele morou aqui em casa, com a vovó. E a casa vivia cheia de pessoas, que vinham conversar com ele, buscar um conselho, uma palavra amiga, ajuda. Vinha muita gente para aprender com ele. E padrinho sempre gostou de ensinar. Foi professor de grego, de português, de literatura e de inglês. Toda uma geração em Ouro Preto foi aluna dele.

Eu não tive o privilégio de tê-lo com professor em sala de aula. Por outro lado, a vida me deu o privilégio de conviver com ele em casa. E de aprender muito, porque ele foi um professor de vida. Como viu que, desde pequena, eu gostava de ler, ele me franqueou acesso ao seu quarto e aos seus livros. Eu era ainda criança quando ele me deu um livro que me marcou profundamente: A moreninha, de Joaquim Manoel de Macedo. Li várias vezes a história e me apaixonei pela moreninha Carolina. A partir daí, ganhei vários outros livros dele, todos de literatura nacional clássica. E me diverti muito entre as suas estantes, buscando novas histórias.



Como padre, ele era muito acolhedor. Não era dogmático e inflexível, como muitos que vemos por aí. Sabia escutar os outros e era sempre carinhoso. Ele celebrava uma missa aos domingos que vivia cheia de estudantes. Nunca fechou os caminhos para quem a Igreja, às vezes, fechava as portas.

Jamais vou ser capaz de falar direito sobre ele. Porque meu coração sempre tente pra um amor infinito. Padrinho foi um presente em minha vida. Enquanto me faltava a figura paterna, já que o progenitor nunca esteve presente, era em meu padrinho, em vovô e em Paulo que eu encontrava - e encontro até hoje - o colo de pai. Meu olhar para meu padrinho sempre será parcial. Sempre tive e sempre terei ciúme dos muitos afilhados que ele tinha na família. E gosto de pensar que só a mim ele chamava de afilhada querida - espero mesmo, de verdade, ser a única a ocupar esse posto. Gosto de saber que um dos últimos sorrisos dele foi pra mim, já no hospital e quase inconsciente, um dia antes de vir a falecer. Também gosto de saber que, pouco antes, na UTI, ele me reconheceu e repetiu o afilhada querida, mesmo com a traqueostomia que não o deixava falar direito.

Mesmo assim, me vesti de coragem pra escrever, junto com o Paulo, uma biografia familiar do meu padrinho. O texto faz parte do livro O Semeador, escrito a várias mãos, e que marca o centenário dessa pessoa que é tão amada em Ouro Preto. Nosso texto não ficou à altura e deixou várias coisas sem ser ditas - não por omissão, mas por emoção. O livro foi lançado, mas ainda não o li inteiro - quanto terminar, volto e conto mais.

E é uma emoção enorme ter participado do primeiro lançamento, no dia 21 de novembro. Hoje tem o segundo lançamento e o início de uma programação cultural para celebrar seu centenário.

O livro

Nossa participação na obra



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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Citações 44

De Garota exemplar:

Amy Exemplar já é tentadora. Amy Exemplar prenha é irresistível. Os americanos gostam do que é fácil, e é fácil gostar de mulheres grávidas - elas são como patinhos, coelhinhos ou cachorros. Ainda assim, me choca que essas paquidermes moralistas e encantadas consigo mesmas recebam um tratamento tão especial. Como se fosse muito difícil abrir as pernas e deixar um homem ejacular entre elas.


Há uma responsabilidade injusta que vem com o fato de ser filha única - você cresce sabendo que não tem o direito de desapontar, não tem o direito de morrer. Não há um substituto por perto; é você. Isso a torna desesperada por ser impecável, e também a deixa embriagada de poder. É assim que os déspotas são feitos.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


quinta-feira, 21 de novembro de 2013

what would i say?

E vamos ao aplicativo do Facebook mais falado do momento: what would i say? e suas frases sem sentido, geradas aleatoriamente com textos que postamos nessa rede social.

Vamos a elas:

Zina, café não terá serventia para absolutamente ninguém que usa essas calças jeans.

Classifiquei! Semestre que vem nasce mais sentido, claro.

Posso comemorar que vem na hora, Rafaela!

Quando a humilhação for resultar em nota boa, ficarei feliz. 

Mas o Galo ganhando daquele time que são X.

Sem a mínima estrutura jornalística. Vergonha alheia.

Né por nada não, mas os registros foram apagados?

Me chama pra escrever. Feliz demais com a Oi.

Ontem e eu pego carona neles. Bjo!

Explosivos, responsabilidade socioambiental, casamento em rede social é coisa boa, vc fica!!!


Já deu, né?

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terça-feira, 19 de novembro de 2013

Sobre as pontes e a família Borges

Todos os encontros são lindos. São como as pontes que a D. Lídia tão bem cantou em seu novo livro, O caminho das rosas vermelhas. O lançamento da obra reuniu família, amigos, personalidades e admiradores de Lídia Arantes Borges em Piracanjuba, no dia 16 de novembro, data em que ela completava 90 primaveras.

Alguns dias antes, a família Borges se reuniu embaixo da mangueira. Para celebrar o novo livro e o aniversário da D. Lídia, e também para celebrar o encontro.

Estar com a família Borges é garantia de muita coisa boa e de muita gargalhada. Nessa última festa, duas pessoas se sobressaíram. Não tem como falar do que foi o encontro da família sem dar destaque pro Lito e pro Leandro. Foram os responsáveis pelos momentos mais engraçados dos dias em que estivemos juntos.

Quase todos os netos da D. Lídia, no dia do lançamento do livro


O que teve:
- como sempre, muita comida: pamonha, arroz com pequi, paella do cerrado, feijoada, bolinho de arroz, pãozinho com queijo, rosca da Carmelita, manga, abacaxi, doce de tudo que é jeito, picolé e muito mais. Eita encontro em que se come!
- três crianças lindas trazendo muita alegria e fazendo com que todo mundo ficasse meio babão;
- Leo sendo ácido (como sempre);
- Lito reforçando a "acidez ortográfica" do Leo;
- um novo morador na Tomás Gonzaga (e o Mateus explicando que o Edgar era uma criança normal, mas "tomou" um raio e ficou desse jeito);
- terapia coletiva na madrugada de domingo pra segunda;
- gente sofrendo bullying familiar porque gosta de ver Raul Gil;
- ar condicionado no lançamento do livro;
- mas embaixo da mangueira, acabou o ar condicionado;
- a combinação de picolé de côco com doce de leite;
- um sorteio de quadros que não aconteceu, por falta de nomes escritos nos papeizinhos;
- e quanto o sorteio rolou de verdade, a Ana Sílvia, o Lito e a Tamara ganharam quadros lindos da D. Lídia.

Guariroba a caminho



Teve quem:
- dormiu num colchão inflamável;
- foi classificado como "xodozinha" e "xodozona" do Lito;
- acabou sozinha com o pote de docinho de côco;
- achou que certo tipo de pessoa deve morrer tarde (vida longa!);
- voltou de uma festa sem conseguir entrar nela, super cabisbaixo e com um sanduíche na mão;
- irrigou o pé de acerola;
- irrigou a mangueira, mas gerou um pé de Swing (o uísque, gente);
- chorou cerveja, logo após ouvir que o vira-vira era brincadeirinha;
- começou uma teoria sobre um bolsão de vida;
- sentiu gosto de pimenta num picolé de chocolate;
- chegou na festa namorando e saiu de lá com casamento marcado e presentes garantidos - mas só se o casório rolar até o dia 20 de setembro de 2014!;
- quem foi alvo de tampinha e quem foi alvo de pacote de guardanapos;
- levou três graças (e um certo tipo de acompanhamento) pra casa da avó;
- propôs um novo uso pra massinha das crianças.


Leandro e suas poses, com a Ana Lúcia


As surpresas:
- Leandro, aquele menino que não bebe, agarrado ao suporte da tenda;
- Leandro fazendo cosplay de chafariz;
- Leandro fazendo as poses mais engraçadas da noite de quinta;
- Leandro sensualizando (sem ser vulgar) com uma das cadeiras;
- Leandro fazendo todo mundo ficar em silêncio pra perguntar: "alguém quer picolé?";
- Lito, ensinando meia Piracanjuba a cantar a música da torcida do Cruzeiro;
- Mateus, contando que adora história de terror, principalmente de lobisomem. Mas só durante o dia, porque de noite ele tem medo. Na verdade, ele é um menininho muito lindo que não tem medo de cachorro, só de lobisomem;
- Samuel, com uma fluência verbal impressionante pra uma criança de três anos de idade;
- Bernardo, sendo fofo e falando da-da-da-da;
- Margá, toda felizinha, cantando a música da torcia do Cruzeiro (como assim, Margá?);
- Margá, ensinando o Lito que "cerveja é pra ir pra boca";
- Margá, recomendando "arroz e batata-frita na solidão".


Edgar se despedindo do Leo: agora ele tem um novo lar


Os diálogos marcantes:
#1 - Após a primeira rodada do vira-vira, sei lá que horas da manhã e alguns perceberem que o Leo não virou
Lito: O Leo é um filho da puta!
Margá: É, agora eu virei puta...

#2 - Noite de sábado, a família inteira pegando no pé do Turene
Turene: Duas mulheres me amam: a minha mãe e a Tammy. E um homem: o Telmo.
Luk: E os seus filhos?
Turene: Meus filhos me aceitam...

#3 - No mesmo dia, logo após a pérola #2
Turene: Se eu não existisse, o Telmo ia me inventar.
E o Luk, prontamente, deu a receita para fazer o Turene.

#4 - Tarde de sábado, quase todo mundo se deliciando com picolé de groselha (que, estranhamente, atrai toda a família Borges)
Leo: Lito, por que você está com o dedo rosa?
Lito, de boca cheia: É "grosolha".
Leo: Isso é contagioso?

#5 - Noite de sábado
Aninha: Meu filhote nasceu no dia primeiro de maio.
Lito: Por pouco, ele não nasceu no dia mais doido do mundo.
Aninha: Que dia?
Lito: Doidimais

#6 - Noite de sábado, num papo sobre o poder do ketchup Heinz na limpeza das moedas de cinco centavos
Lito: Você já botou fogo em Fandangos?
Leo: Uai, você é do Black Block da padaria?

#7 - Noite de sábado, sobre a possibilidade da família inteira ficar na casa antiga, em vez de alguns ficarem no hotel
Thiago: Podia reformar a casa pra não precisar mais de hotel.
Leo: Isso, vamos fazer agora? Eu pego uma telha e você traz a brocha.
Turene: Por que não sou eu que levo a brocha?


Depois da chuva


E tem um monte de vídeos! Mas em respeito a todos os que participaram da festa, eles vão ficar bem guardadinhos!

Mais dos encontros da família Borges:
2010 (aqui, aqui, aqui, aqui, aqui)
2011 (aqui, aqui, aqui, aqui)
2012 (aqui)

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domingo, 17 de novembro de 2013

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #15

1 - O Rio de Janeiro continua... o mesmo das reportagens de Tim Lopes
A Cristina Moreno de Castro sempre tem um ponto de vista interessante sobre o mundo. Aqui ela fala sobre um documentário feito no Rio de Janeiro e que mostra que quase nada mudou com relação ao tráfico de drogas. Muito bom!

2 - 28 filmes feministas para esses dias chuvosos
São indicações de filmes muito bons. A maior parte deles eu já vi, os outros estão naquela eterna lista que queremos finalizar um dia. Vale a visita e vale correr pra ver os filmes.

3 - 8 razões para invejar o metrô de Nova York
Sim, porque eu amei o metrô, achei a solução ideal pros problemas de mobilidade urbana. E o Trilhos Urbanos traz outras razões.

4 - Se a violência masculina é a maior ameaça às mulheres, como criar um filho gentil?
Um texto publicado pela Janaína Rochido e que tem muito a acrescentar nesse mundo de crianças replicando atitudes machistas. Vale a leitura, vale guardar nos favoritos.

5 - Às vezes, só um segundo
Mais um gif lindo do Tumblr Just do it, whatever it is. Sempre Alice!

6 - Cinco frustrações da minha infância
Amei esse apanhado de frustrações da Vic. Fiquei pensando nas minhas, e são várias. Algumas hilárias, outras trágicas. Vale ler e lembrar da infância.

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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Cinco anos

Não me lembro ao certo porque escolhemos novembro. Nem qual o motivo para o dia 15. Talvez por ser feriado - é sempre mais fácil se lembrar de um feriado do que de um dia comum. E memória nunca foi meu forte, nem o do Leo.

Lembro que a primeira vez que falamos sobre nos casar foi na sexta-feira Santa de 2008. Na verdade, não fomos nós. Foi o Tio Jésus. Foi ele quem perguntou o motivo de ainda não termos nos casado. Eu achei graça e deixei pra lá. Mas depois, quando saímos só Leo e eu, naquela noite, ele tocou no assunto, insistiu e me "pediu em casamento", se é que podemos falar assim. E eu disse "não". Casar nunca esteve nos meus planos. Nunca mesmo.

Passamos alguns meses conversando sobre isso. Leo insistindo, eu dizendo "não". Até que, em agosto, ele me venceu pelo cansaço (hehehehehe) e eu topei. Mas só se fosse do meu jeito. Sem vestido de noiva, sem festa, sem flores, sem música, sem trelelês. Leo topou, mas fazia questão de uma festa, ao menos pra família dele. Eu não queria nada pra minha família. Por mim, faria tudo em segredo, e foi isso que combinamos. Mas a língua do Leo não coube na boca e ele saiu espalhando pra família e pros amigos dele.

E foi no dia 15 de novembro: juntamos a família do Leo e alguns poucos amigos (os meus foram escolhidos a dedo) para comemorar conosco o nosso casamento. Por um motivo só meu, estava morrendo de vergonha. Demorei um tempinho ainda pra falar "meu marido" em vez de "meu namorado" (e ainda hoje acho mais bonito dizer "meu namorado"). Relutei em usar aliança. Ainda hoje, uso nosso anel de compromisso no lugar da aliança dourada que o Leo escolheu.

Mas uma coisa não dá pra negar: é uma delícia estar casada com o Leo. Porque, já disse antes, ele é o cara que combina comigo. É o companheiro que está sempre ali (mesmo quando sai com os amigos pra tomar cerveja ou pra pedalar). Mesmo com todas as diferenças, estamos caminhando juntos, lado a lado. E é bom, muito bom.

Pra manter a tradição, segue uma música que fala muito de nós dois:


Sintonia

Tunai / Sérgio Natureza


Me abraça, me leva pro infinito
me faz flutuar
você é o meu sonho, mais bonito
nem dá pra explicar

Te quero, pressinto, te desejo
te beijo e vamos seguindo
os nossos caminhos, vão num destino só

Nós somos sol e lua juntos
o amor uniu os nossos mundos
a gente se olha, se namora
e dança o balé da vida
viver é tão simples quando se tem prazer

Que bom que a gente tem
tanta energia assim
se você fica afim
quero outra vez também
Paixão
Sintonia

paixão, sintonia




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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Filme: Depois da meia-noite

Before Midnight - 2013 (mais informações aqui)
Direção: Richard Linklater
Roteiro: Richard Linklater, Julie Delpi, Ethan Hawk
Elenco: Julie Delpi, Ethan Halk, Seamus Davey-Fitzpatrick

Eu amei os dois filmes anteriores, Ante do amanhecer e Antes do entardecer. Nem sei dizer o tanto que os filmes são lindos e emocionantes. Por isso, fiquei louca pra ver Antes da meia-noite. Mas não consegui ir a BH e não me lembro do filme passando em OP. Pode até ter passado, mas numa semana em que eu estava impossibilitada (aqui, os filmes ficam em cartaz por uma semana). Acabei vendo na volta de NY, no avião. E foi lindo. Primeiro porque o filme é maravilhoso. Depois porque ver um filme bom facilita horrores a questão "medo de avião".

 Antes da meia-noite encerra a história de Jesse e Celine, esse casal lindo, que faz a gente suspirar. No primeiro filme, o casal se conhece durante uma viagem de trem e param na Áustria para uma noite super agradável. Alguns anos depois, vemos como os dois se reencontram em Paris, no lançamento do livro do Jesse. Quando o filme termina, os dois estão juntos, mas não sabemos se Jesse largou a esposa e o filho para ficar com Celine. Agora, os dois estão casados há alguns anos. O filho de Jesse, Hank, está passando férias com os pais, na Grécia. Jesse e Celine têm duas filhas gêmeas, Ella e Nina. Hank pega o voo de volta para os Estados Unidos e Jesse, Celine e as meninas voltam para os dias de férias com amigos. Do aeroporto para a casa, a conversa entre o casal aponta que a crise no casamento está chegando. E enquanto o dia passa, os dois tentam acertar os ponteiros em longas conversas, ora com os amigos, ora sozinhos.

Pode parecer que o filme é chato, já que tem diálogos extensos. Mas são diálogos tão naturais, tão próximos da realidade, que nem parece um filme: parece que estamos vendo a vida passar, como espectadores privilegiados de um casal querido. O diálogo entre Jesse e Celine durante uma caminhada na cidade é tão natural, tão gente-como-a-gente... E o conflito do casal também é próximo, coisa que ou já vivemos ou já vimos alguém viver. Talvez por isso seja mais saboroso ver os dois juntos em todos os momentos, em especial quando chegam ao hotel e tudo é tão aconchegante, com cara de casal de verdade. E talvez seja por isso que é inevitável torcer por eles, para que resolvam os problemas e continuem juntos

É um belo encerramento para a trilogia. E uma delícia de ver.



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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Citações 43

De Amy, do livro Garota exemplar, vendo televisão:

Comercial de absorvente interno, comercial de sabão em pó, comercial de absorvente externo, comercial de limpa-vidros. Dá a impressão de que as únicas coisas que as mulheres fazem são limpar e sangrar.

A TV passa um comercial de purificador de ambientes. Uma mulher está borrifando purificador para que sua família seja feliz. Depois um comercial de absorventes diários muito finos, para que uma mulher possa colocar um vestido, dançar e conhecer o homem para o qual depois borrifará purificador de ambientes.

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sábado, 9 de novembro de 2013

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #14

1 - Bansky e a arte ou o terrorismo da arte
Pouco depois que voltei de Nova York, saiu a notícia de que Bansky (que ninguém sabe se é uma pessoa ou um coletivo) pôs obras originais à venda numa barraquinha do Central Park. Obras que valem milhões estavam à venda por 60 dólares. Bateu medo de eu ter passado por isso e não ter visto. Felizmente as datas não coincidiam, ou seja, não passei pela arte do Bansky. O texto é bem bacana, sobre como a arte de Bansky está mexendo com algumas estruturas sociais mais conservadoras.

2 - Imagine
Essa vem do Teia de Renda, que é uma graça de blog. A Tayra trouxe um desenho de Pablo Stanley para a música Imagine, de John Lennon. Ficou lindo!

3 - História para não esquecer
Conheço o Juliano há alguns anos. Ele é um excelente profissional, um jornalista sempre atento. E em 2012 ele viveu uma história de terror. Foi agredido na Savassi e ameaçado de morte quando voltada de um show. Isso foi há um ano. No texto ele conta o que aconteceu depois da agressão, fala da impunidade, do medo, da desconfiança. É a primeira pessoa que conheço que sofreu uma agressão desse tipo e não ficou calado. Juliano, tenho muito orgulho de você!

4 - Livros que você não ama, mas respeita
A coluna do Danilo Venticinque é uma delícia. Sempre um texto incrível sobre livros. Eu amo. Neste texto ele fala sobre quatro categorias de música que podem ser transpostas para os livros. É uma forma de divisão bastante prática. E bem divertida.

5 - Direto do País das Maravilhas
"As melhores pessoas são completamente malucas", diz o Chapeleiro Louco. E o Tumblr Just do it, whatever it is é um dos meus favoritos.

6 - As sessões de uma livraria, por Italo Calvino
Um dos blogs que mais tenho lido ultimamente é o da livraria Set Palavras, do Valter, o melhor livreiro ever. Aqui ele fala de como Italo Calvino, que escreveu coisas maravilhosas como O cavaleiro inexistente e Se um viajante numa noite de inverno, criou, neste último livro, uma forma de organizar os livros em uma livraria ideal. Lindo!

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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Livro: Risíveis amores

Estava ainda na faculdade de jornalismo quando li Milan Kundera pela primeira vez. Me lembro muito do George, que era editor de vídeos da TV universitária me falando sobre as belezas de A insustentável leveza do ser. Peguei o livro na biblioteca e ele foi tudo, menos leve. Queria muito reler. Mas nunca mais tive contato com o Kundera.

Agora, Risíveis amores foi um dos livros escolhidos para o Clube de Leitura da Set Palavras. Fiquei feliz de poder voltar a ler Milan Kundera. O livro é de contos, e cada história é impactante de uma forma. Em resumo, o livro parece ter sido escrito em torno das mentiras que usamos no dia a dia e que implicações elas podem ter em nossas vidas.

A primeira história, Ninguém vai rir, conta a história de um professor que, convidado a dar um parecer sobre um artigo para uma revista, prefere inventar uma série de mentiras a dizer que o trabalho não está bom. E essas mentiras levam a uma série de fatos que afetam seus alunos, sua namorada, sua reputação profissional.

Em O jogo da carona, um casal de namorados, em seu primeiro dia de férias, começa uma brincadeira assim que param em um posto de gasolina. Ela pede carona a ele e os dois se portam como se fossem outras pessoas, como se não se conhecessem. Mas a brincadeira sai do controle.

O conto que mais gostei foi Que os velhos mortos cedam lugar aos novos mortos. Talvez porque tenha mexido com alguns conceitos familiares com os quais não concordo mais. Ou porque, no fundo, fale sobre amarras psicológicas que nós mesmos criamos e que nos prendem por aí, quando menos esperamos.

Há ainda mais quatro contos, alguns muito legais e outros nem tanto (peguei antipatia do personagem de dois deles, o Dr. Havel). Um ponto bacana é que todos os contos trazem dados interessantes sobre a situação política da Tchecoslováquia na época da Primavera de Praga, em 1968. Risíveis amores é de 1969 e mostra bem como a situação política influenciou a narrativa do autor.

É um livro lindo, que leva a pensar muitas coisas. Impossível sair da leitura sem pensar em nossas pequenas mentiras do dia a dia.

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terça-feira, 5 de novembro de 2013

NY - Olhares do Leo

Como disse antes, uma das primeiras coisas que fizemos após o check-in foi comprar uma câmera fotográfica. Na verdade, o Leo comprou a câmera. É uma Nikon D5200, com duas lentes. Eu, como não entendo nada de fotografia, mal toquei na dita. Mas Leo fez a festa. Abaixo, algumas das fotos dele.

Grand Central Station

Grand Central Station
 
Grand Central Station

O famoso relógio da Grand Central Station

O relógio e o saguão

A caminho da Times Square

6ª Avenida com a Broadway

Empire State Building

Times Square e sua loucura

Igreja no meio do caminho

No SoHo

Predinho fofo no SoHo

Ruas do SoHo

Wall Street e o touro do capitalismo

Brooklyn Bridge

Central Park 

Rua 34 bem cedinho

Pertinho do hotel

O Metropolitan, maravilhoso em todos os aspectos

Van Gogh <3 td="">

Feira da França no Bryant Park

Grand Central Station

O relógio externo da Grand Central Station

O fim do Central Park

De bike no Central Park

A reserva Jackie Kennedy Onassis, no Central Park

Mais Central Park

7ª Avenida, ao lado do hotel em que ficamos


Autofoto, no Jersey Gardens


Autofoto no SoHo

Autofoto no ônibus de turismo


Loja da Apple, o inferno em forma de loja


Pedro, Leo e eu no Sushi Samba


Propaganda

Tacos, no Legends


Cerveja Flying Dog no bar de baseball


Bike enfeitada com Metrocards

O Halloween estava quase chegando

O Empire State Building no Outubro Rosa

Mobilidade urbana

No chão do aeroporto, prontos pra voltar pra casa


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