sexta-feira, 1 de novembro de 2013

NY - outros lugares

Mais do que lugar de compras, de bares e de museus, toda cidade tem aquele lugar que cativa a gente de alguma forma. Ou que dá raiva, vai saber. Vou falar um pouco agora desses lugares de Nova York que pularam na minha frente nos dias em que estive lá.

Broadway - A Broadway é uma avenida que corta a ilha de Manhattan inteira. Ela começa bem no ponto sul da ilha e termina no norte, à esquerda. A Broadway cruza com as avenidas a partir da quinta e em cada cruzamento com as avenidas tem uma praça ou um parque. Uns maiores, outros menores, uns mais charmosos, outro menos.
Como o mapa do miolinho de Manhattan é bem intuitivo e fácil de decorar, por conta dos números em lugar de nomes, fica super tranquilo você se localizar e contas quantos quarteirões faltam para chegar em qualquer lugar. Exceto quando a Broadway está por perto. Se você está na rua 42, por exemplo, na esquina com a quinta avenida e quer seguir pela rua até a oitava avenida são três quarteirões, certo? Errado, porque a Broadway passa lá no meio e aumenta essa contagem. Por me fazer errar as contas dos quarteirões, acabei com birra da Broadway. Quanto menos se espera, vc tropeça com a avenida por aí.
Mas vamos ser justos: é uma avenida charmosa e ajuda a cortar caminho em alguns momentos.

A Broadway (com essas mesinhas) encontrando com a 6ª avenida (e seus táxis)

Times Square - Ela fica no encontro da rua 42 com a Broadway e a sétima avenida. E tudo aquilo que a gente vê na tv e nas fotos: uma profusão de gente e de painéis luminosos em excesso. Um lugar barulhento e confuso. E como eu não sou chegada em luzes e multidão, detestei a Times Square. Fomos lá várias vezes (não tem muito jeito de fugir dela): primeiro para conhecer, em nosso segundo dia lá. Depois pra almoçar (o Carmine's e o Bubba Gump) são lá) e para fazer algumas compras. Entramos na Toys'R'Us e estava entupida de gente. Não achamos o que procurávamos, mais por preguiça de vencer aquele mar de gente. Lá tem a loja da MM's e da Hershey's, mas não fomos também, por estarem mega lotadas. Valeu a visita só pra dizer que fomos lá mesmo. Porque ó, muita confusão.

Luzes, gente, carros, luzes, gente carros... socorro!

Pra não dizer que não estivemos lá

Um minuto de paz entre os carros

Bryant Park - Uma ilhazinha de paz entre as ruas 40 e 42 e a quinta e sexta avenidas. Um parque lindo, bem cuidado, propício pra ler um livro, tomar um café e pensar na vida. Como o Banco do Brasil é lá pertinho, na 42 com a 5ª, fomos muito ao Bryant Park. Num dos cantos do parque há a estátua de José Bonifácio de Andrada e Silva, patriarca da independência do Brasil. Já tinha lido sobre, mas achei tão legal ver a obra em bronze e fotografar... No domingo (29 de setembro), a feira Taste of France estala lá, com direito a carrossel, balão a gás, muitos estantes de turismo, escolas e universidades e muitas comidas típicas.

Olha o Bonifácio Andrada aí, gente!
 
Pedacinho do Bryant Park

No dia do Taste of France

Biblioteca Pública - É ao lado do Bryant Park e é aquela coisa maravilhosa que a gente está acostumado a ver em fotos e na tv. Queria morar lá para todo o sempre. Não dá nem pra descrever a emoção que foi entrar naquele lugar, ver as salas de estudo, as obras, as paredes, o mármore, a iluminação... Muito lindo!






Grand Central - Olha, perdi a noção do mundo quando entrei lá. Eu olhava pra todos os lados e só conseguia repetir "que lugar maravilhoso" no ouvido do Leo, à exaustão. De fora é bem bonito, mas eu jamais imaginaria o que iria encontrar lá dentro. Achava que seria só aquele saguão com o relógio, que aparece em tantos filmes e pronto. Mas tudo ali é lindo. O teto é espetacular, com a pintura de constelações. A construção, a ordenação, a limpeza, a iluminação, tudo é show. A Kennya, prima do Leo, nos disse que o Grand Central Oyster Bar, que fica lá, é o seu restaurante favorito. Passamos por lá e é lindo, lindo. Mas acabamos comendo um cachorro quente no andar de baixo, que é praticamente uma praça de alimentação. De lá pegamos o metrô e, bem, o metrô é ótimo mas é bem sujinho. Não orna igual a Grand Central.

!!!

Olha esse teto! (raios de celular que não fotografa direito!)

Leo em frente ao Oyster Bar

Central Park - Não dá pra falar de Nova York sem falar nele, né? Fomos duas vezes e acho que foi pouco. O Central Park é uma paz sem tamanho em meio a todos os prédios enormes de Manhattan. Sempre tem alguém interessante por lá: alguém tocando jazz, um grupo de dança, um violinista, um violoncelista. E adultos, crianças brincando, pássaros, esquilos. Dá pra recarregar as energias e continuar passeando. Fomos no Strawberry Fields, homenagem a John Lennon, que foi assassinado ali do lado, em frente ao Edifício Dakota. O local é como uma aleia mais ampla, com um mosaico no chão escrito Imagine. Leo achou que seria algo mais marcante e ficou frustrado. Quando fomos estava lotado de gente e tinha um mocinho cantando músicas dos Beatles ao violão. Foi lindo.

A foto com menos pés aparecendo no mosaico

Paz à frente, prédios ao fundo
 
Olha que delícia de lugar

A Central Drive, uma delícia andar por lá.

Central Park de bike - uma das certezas que tínhamos com relação a essa viagem é que iríamos andar de bicicleta no Central Park. E assim foi. No entorno do Columbus Circle, a entrada do parque pela 8ª avenida, há um monte de pessoas vendendo o passeio do bike, que você pode alugar por hora ou por dia. Escolhemos um vendedor da Bike Rental Central Park e compramos duas horas de passeio. O único problema é que pediram para que deixássemos nosso passaporte lá e nós não topamos. Perguntei se eles topariam a cópia do passaporte e não toparam. Pensamos em ir pro hotel e pegar a carteira de motorista, mas eles acabaram aceitando a cópia. O moço que nos vendeu era africano e louco pelo Brasil, sabia nomes de jogadores de futebol e disse que só três seleções podem ganham a copa de 2014: Espanha, Alemanha e Brasil, mas que ele vai torcer pro Brasil. O moço disse que, para duas horas de passeio, não deveríamos passar da metade do parque.
Com as bikes na mão, fomos pedalar. Tentei ficar atenta à metade do parque para não perdermos a hora. O parque começa na rua 59 e termina na 110. Um passeio razoável seria até a rua 88. Subimos na bike e pedalamos. Quando olhei pro lado, estávamos na 109, quase no fim do parque. Olhei pro relógio e não tínhamos nem completado 20 minutos com as bikes. Aí foi festa. Pedalamos o parque inteiro e foi uma delícia, mesmo eu quase morrendo sem conseguir respirar sai de mim rinite. Foi muito, mas muito gostoso. Deu vontade de voltar e fazer de novo.

Seguindo o fluxo

Agora quero uma bike de cestinha forever

E lá fomos nós!

St. Patrick's Old Cathedral - No plano original estava a visita à St. Patrick's Cathedral, mas acabamos não indo, não calhou. Mas na visita que fizemos ao SoHo acabamos passando pela Old Cathedral e entramos. Foi bem bacana. É outra experiência de igreja, muito mas muito escura. Claro que as fotos ficaram horríveis... mas foi bem legal conhecer.

O portão de entrada do cemitério
 
Lá no coro, um órgão de tubos :-)

A nave com o altar ao fundo - muito escuro

E o nosso fascínio com os cemitérios

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...