terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Retrospectiva 2013

Olha, a expectativa pra 2013 era bastante alta. E, sim, o ano foi bem melhor que 2012. Pelo menos foi mais leve. O problema é que chega dezembro e eu já não suporto mais o que seja. Como se fosse mudar alguma coisa em janeiro de 2014... mas vamos continuar nos iludindo e fingindo que tudo vai ser diferente. Vai que cola, né?

Li muito, mas não o tanto que eu queria, não todos os livros que eu queria. Li Barba ensopada de sangue e prometi que leria outros do Daniel Galera, mas não cumpri. E vieram também Alta Fidelidade, A garota com a tatuagem de dragão e a filosofia, Hibisco roxo, O lado bom da vida Santo Agostinho: a vida e as ideias de um filósofo adiante do seu tempo, Meio sol amarelo, Simplesmente Ana, As vantagens de ser invisível, Um dia, On the road, Triângulo das águas, A volta do parafuso, Íon, A maldição do espelho, O evangelho segundo Jesus Cristo, Ela é uma fera!, Um passarinho me contou, A metamorfose, Meditações sobre a filosofia primeira, A livraria 24h de Mr. Penumbra, Morte súbita, O livro da ignorância generalizada, [manual prático de bons modos em livrarias], A casa dos budas ditosos, Garota exemplar, Risíveis amores

Por outro lado, escrevi um capítulo da biografia do meu padrinho, e foi muito bacana participar desse projeto.

Vi menos fimes do que gostaria, e nem escrevi sobre a maior parte dos que eu vi, o que é uma lástima. Quase não encontrei com a turma do cinema, o que também é uma lástima.

Completamos 12 anos juntos. E cinco anos de casamento. E teve mais um livro da D. Lídia e o encontro dos Borges em Piracanjuba.

Fiz muito quebra-cabeça. E que finalmente enquadrei um deles. Há outros na fila do enquadramento, mas vai ficar pra depois, pra 2014.

Foi o ano em que fui a um jogo oficial da Fifa: Nigéria x Tahiti, pela Copa das Confederações (e virei a casaca). Também foi o ano em que decidi não falar mais de futebol em redes sociais.

Em 2013 nasceu uma mocinha linda. A Julia, filha do Fifi e da Roberta, que já estreiou, com um mês de vida, sendo madrinha de casamento. Uma lady!

Foi o ano de praticar o que planejamos por tanto tempo: a viagem pra Nova York. E foi uma delícia, mesmo que tenha durado pouco (sobre NY, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui). E eu vi um Van Eyck, já posso morrer feliz.

Foi o ano em que um projeto novo surgiu, mas não posso falar sobre ele. Também foi um ano de muito estudo, e isso interferiu bastante na falta de livros e de filmes.

Especialmente, foi o ano em que vi vovó envelhecer mais rapidamente. O tempo vai passando, certas coisas vão ficando mais difíceis. Ela está mais ansiosa, mais medrosa, mais dependente. E tem sido cada vez mais difícil pra mim lidar com ela. 2013 foi quase uma prova de fogo. Como diria uma pessoa que eu conheço, foi um teste pra minha paciência. E parece que 2014 vai ser mais pesado ainda.

Mas vamos lá, né? Já que não tem jeito de fugir, vamos encarar...

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


domingo, 29 de dezembro de 2013

Bom Será: Caixa de fotografias #1

E eis que um dia, fuçando caixas de fotografias aqui de casa para encontrar imagens do meu padrinho e passar para a autora da biografia dele, encontro algumas fotos bem antigas de Ouro Preto. A maior parte sem identificação de data ou de autor.

Três delas, em especial, chamaram a minha atenção. E viraram uma postagem no Bom Será.

As outras vão ser mostradas lá no Bom Será em breve.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Livro: A vida é sonho

Don Pedro Calderón de la Barca foi um poeta e dramaturgo espanhol do século XVII. É um dos grandes nomes do teatro clássico e sua peça A vida é sonho é uma das mais importantes do período. Na época, era comum pensar que a vida era um sonho, que o mundo era uma representação, porque a verdade estava fora do mundo, estava em Deus. E Calderón escreveu, ainda, mais uma peça com um título que tinha tudo a ver com o seu tempo: O grande teatro do mundo. 

Em A vida é sonho, o personagem principal é Segismundo. Filho do rei da Polônia, Basílio, Segismundo nasceu sob perspectivas nada auspiciosas. Sua mãe havia sonhado que ele seria um tirano e faria muito mal ao reino e aos súditos da Polônia. Ela morre no parto mas, antes de morrer, pede a Basílio que impeça o filho de assumir o reino. Basílio, então, leva o bebê para uma torre afastada, onde a criança é criada como prisioneira, sem saber de sua origem nobre nem ter contato com outras pessoas, a não ser Clotaldo, um velho encarregado de o vigiar.

Muitos anos depois, Basílio está arrependido de ter usurpado o trono do filho. E resolve fazer um teste: dopa Segismundo e o leva, desacordado, ao castelo. Quando acordasse, o séquito real deveria agir como se Segismundo fosse mesmo o rei e que as lembranças de sua vida na torre seriam apenas sonho. Se o príncipe agisse bem, seria conduzido ao palácio real com todas as honras. Se o sonho da rainha se concretizasse, ele seria levado de volta à torre.

E é claro que, ao se ver como rei, Segismundo acaba tendo um comportamento inadequado. E, ao acordar novamente na torre, acaba se perguntando o que é a vida, afinal: se ela é sonho, se o sonho é real. Esse monólogo, no fim do segundo ato, é o ponto alto da trama. E ela ainda tem muitas outras revelações.

Como todo teatro, A vida é sonho é de leitura rápida. Mas não se engane; a leitura é densa e faz pensar sobre a vida e sobre o mundo. Entrou pra lista dos favoritos.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


terça-feira, 24 de dezembro de 2013

O problema do Natal (se houver algum)

Dia desses tava pensando que o meu problema com o Natal não seja o que eu sempre achei que era. Já contei (aqui, aqui, aqui e aqui) que meu Natal é sempre sofrido com as lembranças do vovô. Mas estou chegando à conclusão de que o problema não é a falta dele (esse será o vigésimo ano sem Vovô Ney). Dói muito essa ausência durante o tempo todo, mas mais ainda no fim do ano.

O que eu ando pensando é que a falta do vovô é potencializada por Ouro Preto em dezembro. Amo a cidade e isso não é novidade. Mas Ouro Preto em dezembro é sinônimo de desolação. Fica impraticável para corações sensíveis. O céu fica constantemente cinza; custa a sair um solzinho. Quando sai, é aquele sol de chuva, com uma luz brancona e que desce queimando tudo o que vê pela frente. Sem o sol, fica até friozinho. E aquela "chuva fina no meu parabrisa", que não pára (e aqui vai um adendo: o acento diferencial de "para" ainda mora no meu coração) deixa tudo com cara de fim. Ou cara de nada, aquele nada da História sem Fim.

E a chuva traz medo de deslizamento, medo de alerta vermelho da Defesa Civil, medo da gente ver morrer aquelas pessoas que a gente nem conhece, mas que é concidadão e que, por isso, acaba fazendo parte desse sentimento de pertencimento e, nessas horas, vira irmão.

Não adianta enfeitar a casa, preparar a ceia. Natal em Ouro Preto será sempre deprimente.

Neste ano, vou receber meus sogros e minha cunhada, a Flavinha. Vai ser o primeiro Natal festivo aqui em casa desde a morte do Vovô Ney. Por isso, vasculhei todos os cantos em busca dos enfeites de Natal e até ressuscitei a árvore antiga da família (que está na foto abaixo, de 1900 e antigamente), fiz guirlanda de balas (tem o passo-a-passo aqui), encomendei torta holandesa, vou fazer tender com chutney de abacaxi e rabanadas.

A árvore, eu (e minhas coxas grossas) e a Laura
Espero que o clima colabore, que as chuvas deem uma trégua, que haja sol com luz bem amarelada, que os dias estejam lindos e que as lembranças do vovô venham mais com saudade e menos com amargura.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


domingo, 22 de dezembro de 2013

Citações 46

Do conto O jogo da carona, de Milan Kundera, no livro Risíveis amores:

Essa ansiedade, ela a sentia até mesmo ao lado do rapaz; conhecia-o havia um ano e estava feliz, sem dúvida porque ele nunca distinguia entre seu corpo e sua alma, de maneira que, com ele, podia viver de corpo e alma. A felicidade vinha dessa ausência de dualidade, mas como não há grande distância entre a felicidade e a desconfiança, ela estava cheia de desconfianças. Por exemplo, muitas vezes pensava que havia outras mulheres mais sedutoras (essas, sem ansiedade) e que seu namorado, que conhecia esse tipo de mulher e não escondia isso, um dia a deixaria por uma delas. (É claro que o rapaz dizia já ter conhecido um número suficiente de mulheres desse tipo, mas ela sabia que ele era mais jovem do que pensava.) Ela o queria inteiramente para si e queria ser inteiramente dele, mas quanto mais se esforçava para lhe dar tudo, mais tinha a sensação de que recusar aquilo que um amor pouco profundo e superficial proporcionava, aquilo que o flerte proporciona. Ela se censurava por não saber conciliar a seriedade com a leveza.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

As últimas da Cuca

Contei aqui que Cuca tá perdendo dentes. Quando contei isso, ela tinha perdido um dentinho só. Agora, já se foram três incisivos e o último ainda está lá, mas super molinho. É muito triste ver isso acontecendo. Pelo menos ela ainda tem os dentes de trás e pode continuar a comer a ração de sempre.

Outra novidade com relação a ela foi o dia em que encontramos o Mateus, priminho do Leo. Mostramos pra ele uma foto da Cuca e ele logo perguntou como a cachorrinha se chamava. Quando eu falei Cuca, ele fez que não com a mão e disse que Cuca é um nome muito feio, é o nome do jacaré do Sítio do Pica-pau Amarelo. E que era pra gente mudar de nome. Aí eu disse que ele iria escolher o nome novo da cachorrinha. Agora, a Cuca chama Sofia, segundo o Mateus.


Mas a última da Cuca é mais extensa.


Moro uma casa que teve construção provável no  fim do século XIX e que, como toda casa velha, está sujeita a infestação de bichos. É comum ter lagartixa, barata e rato. Mas os ratos sempre ficaram no andar de baixo, na entrada do porão. No máximo, iam na cozinha comer banana. 


Há dois anos, um rato veio pro meu quarto. Escondeu atrás do guarda-roupa, comia a comida da Cuca e tava lá, de boa, até a gente descobrir e chamar alguém pra matar. A sorte é que a casa tava em obras e os pedreiros resolveram o problema. 

Um domingo desses, Leo foi tomar banho por volta das 11h. Quando ele voltou pro quarto, abriu a gaveta de cuecas e meias e um novo rato nojento tava lá. O bicho assustou, pulou e se escondeu. Leo me chamou e lá fomos nós, munidos de vassouras, tentar achar o bicho. Cuca, claro, ficou de fora do quarto, doida pra entrar. Mas eu não queria ela lá, imagina ela tendo contato com ratos!!!

Mexemos pra lá e pra cá e nada de encontrar. Resolvemos, então, mexer no armário do Leo e limpar a sujeira. E foi engraçado notar que o rato passeou no armário no sábado à noite, pq foi o único dia em que a porta do armário dormiu aberta. E no sábado à tarde Leo mexeu lá, escolheu roupa e tal e nada de ver vestígio de rato. 

Uma hora o bicho apareceu. Eu gritei, ele correu, escondeu de novo. Leo e eu resolvemos tirar do quarto tudo o que fosse móvel leve (cadeiras, a escadinha da Cuca, cesto de roupa suja... qualquer coisa que pudesse ficar no caminho ou atrapalhar um móvel pesado de ser arrastado). E nada do bicho. 

Fomos almoçar, voltamos, Cuca pôde entrar no quarto. Continuamos a tirar coisas do quarto (e foi bom, pq nessa, tiramos dois sacos de lixo de 50 litros com roupas e sapatos pra doação). Aí Cuca começa a cheirar o pé da minha escrivaninha. Ficou um tempão cheirando, depois cheirou em volta e voltou pra escrivaninha andando pé-ante-pé, querendo não fazer barulho, e APONTOU, igual cachorro de desenho animado

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Juro pra vocês, ela parou assim!

Acontece que o pé da minha escrivaninha é fechado pra fora e aberto pro fundo. E o rato estava lá. Aí, colocamos a Cuca na cama, puxamos a escrivaninha e Leo conseguiu vassourar o rato. Mas como o bicho é safo, ele correu e, pela primeira vez, vi ele inteiro. Juro, era o pai de todos os ratos. O maior que já vi. Nojeeeeeento! E, como todos os ratos, vampiro-assassino-velociraptor. Ele foi pra trás do guarda-roupa e eu dei um ataque histérico. Leo, com toda calma do mundo, me disse que eu não poderia ficar lá. Peguei a Cuca e saí. Fui pra janela de outro quarto conversar com a vovó. De lá a gente escutava o Leo dando pancadas e mais pancadas. 

Aí, uma hora, eu olho pro lado e vejo o rato pulando a janela do meu quarto. 

Dei um berro daqueles. 

Ele caiu no meio da rua e correu pro meio-fio. Ensaiou que ia subir na parede lá de casa de novo, mas desistiu e desceu a rua. 

Ufa!!!

Aí fomos dar biscoito pra Cuca e agradecer. Porqque a gente nunca ia pensar nesse esconderijo pro Dom Raton. Limpamos o quarto todo e tiramos tudo da escrivaninha. Pegamos um martelo e tiramos o tampo do pé, na frente, pra evitar que outros bichinhos se escondam ali. 

Foi isso!!! Cuca merece todas as homenagens. Ela tá com catarata dupla, sem olfato direito (se estivesse bom, ela teria percebido aquele primeiro rato), meio surda, com dor na coluna (por isso a escadinha) e sem três dentinhos da frente... E mesmo assim, se não fosse ela, estaríamos com o rato lá até hoje. 

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Aline, que prefere ser chamada de Lile.
Ou de Nine...

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

domingo, 15 de dezembro de 2013

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #17

1 - Maiakóvski define o cinema
Cinema é uma das coisas que mais gosto na vida. Não curto muito os filmes para puro entretenimento (e isso já gerou uma discussão divertida por aqui). Daí que amei ver no Lanterna a definição de cinema para Maiakóvski. Vale a leitura e a reflexão.

2 - O esquecimento é amigo da barbárie
Todo mundo sabe que as pessoas, em geral, viram uma espécie de "santos" quando morrem. Com Mandela, que morreu recentemente, não foi diferente. Mas o que me incomodou é que muita gente que é contra uma série de coisas que Mandela defendia está, agora, falando muito bem dele, exaltando suas qualidade de lider. Pior, de lider pacifista. Mandela nunca foi pacifista. Gandhi foi durante um período da vida, Mandela não. Por isso foi preso por tanto tempo. E o Mário Magalhães resgatou um cartaz dos anos 1980, da Inglaterra, em que pediam a morte de Mandela por enforcamento. É, somos muito hipócritas.

3 - 4 lições de vida que você pode aprender com O caçador de pipas
Esse vem do blog Livros só mudam pessoas, que sempre traz coisas bacanas. Li O caçador de pipas logo que foi lançado e gostei bastante. Comprei pra dar de presente para uma pessoa que poderia ter sua vida mudada com o livro e foi como lançar pérolas aos porcos. Porque a pessoa em questão, como tantas outras, prefere viver com a mentira do que dar a cara pra verdade. Mas como tudo é uma questão de opção...

4 - Antiturismo - planejando uma eurotrip realmente instrutiva
Já falei muito do Trilhos Urbanos, de onde sempre tiro alguma coisa legal pra ler. A mais nova é essa aí, que fala sobre como conhecer uma cidade fazendo turismo. A proposta é fugir da lista do que é mais visitado e conhecer coisas novas, se deixar levar.

5 - O que estão esperando para acabar com as torcidas organizadas?
Esse é da Cristina Moreno de Castro, que sempre escreve coisas interessantes. Dessa vez, a discussão é sobre a violência do futebol. Olha, tá um saco isso. Futebol é diversão. Na hora que vira essa zona, essa barbárie, as brigas sem fim, virtuais ou não, dá vontade de desligar a vida, puxar a cordinha do mundo e descer. Já escrevi aqui sobre o motivo de não falar mais de futebol nas redes sociais. E ando correndo o risco de parar de assistir futebol, mesmo amando demais o esporte.

6 - Torcedor é torcedor, bandido é bandido
E, pra terminar, esse texto muito bacana da Ana Paula Pedrosa, que é atleticana (do Atlético Mineiro!) e é mais uma a se queixar dessa balbúrdia que está virando o futebol.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Citações 45

Do conto Ninguém vai rir, de Milan Kundera, no livro Risíveis amores:



Veja, Klara, disse eu, você pensa que uma mentira vale tanto quanto outra, mas está errada. Posso inventar qualquer coisa, zombar dos outros, criar toda espécie de mistificações, fazer todo tipo de piadas, e não tenho a impressão de ser um mentiroso; essas mentiras, se quiser chamá-las mentiras, sou eu, tal como sou; com essas mentiras, não simulo nada, na realidade, com essas mentiras, estou dizendo a verdade. Mas existem coisas sobre as quais não posso mentir. Existem coisas que conheço a fundo, cujo sentido compreendi, e que amo. Não brinco com essas coisas. Mentir sobre isso seria me diminuir, não posso fazê-lo, não exija de mim o que não farei.


Pior que conheço gente que pensa exatamente assim... :-/

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

15 fatos estranhos

Vi no blog da Cinthya Rachel e resolvi fazer. 

1. Qual apelido que apenas sua família te chama?
Há muitos, muitos anos, o Daniel, meu irmão, me chamava de Anine. Mas durou só até ele começar a falar direito. Teve quem me chamasse de Lica, mas eu sempre odiei. (não me chame de Lica. É garantia de inimizade eterna). Na real, Aline é um nome péssimo pra apelidos, seja de família ou de amigos. E me frustra não ter um apelido fixo. 

2. Qual hábito estranho você tem?

Acho que o pior é pegar um fio qualquer numa conversa e começar a viajar nele, parando de conversar com quem estava lá, do meu lado. Dura pouco tempo, mas é muito constante. 

3. Você tem alguma fobia estranha?

Arroz. 

4. Qual música você canta em voz alta?

Em geral, canto tudo em voz alta. Alta mesmo só quando estou sozinha. Mas cantarolando, até jingle de propaganda. Se eu soubesse cantar, ia ser mais feliz. Porque adoro cantar, mas não gosto de incomodar os outros com essa voz de... sei lá...

5. Qual mania dos outros mais te irrita?

Falta de educação. No geral, gente que tem mania de se impor gritando. Pelamor, né? 

6. Quando você está nervosa qual hábito você pratica?

Cutuco coisas em mim. Tipo bolinhas na pele, no braço, no rosto; cutuco espinhas, essas coisas. 

7. Qual lado da cama você dorme?

Direito

8. Qual foi o seu primeiro bicho de pelúcia e qual o nome dele?

Nem ideia. Nunca gostei de bichos de pelúcia.

9. O que você sempre pede no Starbucks?

O Pedro me viciou no Caramel Machiatto

10. Uma regra de beleza que você prega mas não pratica?

Não se deve espremer espinhas. Falo isso com todo mundo, mas espremo todas as minhas. Com mais frequência quando estou nervosa.

11. Que lado você fica no chuveiro?
Heim? Lado de baixo do chuveiro. 

12. Você tem alguma habilidade estranha com seu corpo?

Não que eu saiba.

13. Qual fast food você sempre come?

Gosto muito do Subway. Tenho horror ao McDonalds (só gosto do sundae de lá e, às vezes, da batata frita).

14. Qual frase de exclamação que você sempre fala?

Atualmente, é o pqp mesmo. Mas super curto quando uma amiga querida diz "Meniiiinaaaa!". Acho fofo. 

15. Na hora de dormir o que você realmente veste?

Pijama. Super curto pijama

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


domingo, 1 de dezembro de 2013

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #16

1 - "Amor à vida" e a suas ~peculiaridades~
O texto é antigo (em se tratando de internet, claro), mas bastante interessante. Mostra algumas coisas bem ~peculiares~ da novela Amor à vida. Uma que tentei assistir, parecia ser uma coisa mais séria e, no fim das contas, é algo pra se lamentar. Esse pode ser um caso de gosto que se discute, né? O texto é da Revista Bula.

2 - Tabus da etiqueta: presente em dinheiro
Também um texto mais antigo, mas bastante interessante. Porque, afinal, "não existe forma elegante de pedir dinheiro". E nem de pedir presente. Até hoje, só achei uma pessoa que pensa como eu: não é porque duas pessoas resolveram se casar que eu ou qualquer outra pessoa precisamos mobiliar a casa dos casadoiros. Vai casar? O problema é seu, não meu! (Sim, sou ranzinza com relação a essa questão).

3 - Eu fui uma criança e uma adolescente bastante castigada... E aí?
Um texto bem legal da Sônia Pessoa, do blog Tudo bem ser diferente. Aqui ela fala sobre a sua experiência sendo castigada em família por um pai bastante exigente e como pensa, hoje, sobre o castigo. Concordo com ela numa coisa em especial: sou contrária aos castigos por "n" razões. O texto é muito bacana, bom pra se pensar a respeito.

4 - A volta ao mundo dos livros
Muito bacana essa proposta: a Camila Navarro resolveu seguir o desafio da Ann Morgan, no projeto A year of reading the world. Ann leu 196 livros em 2012, um livro de cada país do mundo. O projeto da Camila não é a leitura em um ano - é ler na medida do possível. Ela também fala mais sobre o projeto aqui. Deu vontade de fazer o mesmo, mas cadê tempo???

5 - Olhar para o mundo
Da Ana Paula Pedrosa, uma jornalista de BH, que é mãe da Beatriz. E a Beatriz é uma menina linda. Só clicar aí no link e ver se não é verdade. Parabéns pras duas!

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


Pílulas do momento #11

1 - 3G
Quando saímos, só Leo e eu, ele bebe cerveja e logo-logo começa aquela ida desenfreada ao banheiro. E eu fico bem tranquilinha, só na água ou num suquinho. Daí que, quando ele sai da mesa e me deixa sozinha rola um certo momento constrangimento. Mas aí o 3G veio ao mundo e, depois dele, eu nunca mais fiquei sozinha enquanto o Leo vai ao banheiro. 
Mas aí acabei ficando meio dependente.  E isso não é bom. Não rola toda hora tirar o celular da bolsa e ficar navegando por aí enquanto tem gente na mesa. Tô tentando me comportar melhor.

2 - Acolhimento
O encontro da família Borges é sempre uma delícia. Mas dessa vez aconteceu algo diferente. Na noite de domingo pra segunda, fizemos quase uma seção de terapia coletiva. Eu estava lá com o Leo, a Aninha, o Bruno e o Breno. E foi um momento muito importante pra mim, de grandes revelações, de carinho, de comunhão. Talvez tenha sido o maior momento de acolhimento, pra mim, entre a família. O fato é que, depois daquela super rodada de conversa, rolou mais certeza de que, se eu pudesse, roubaria a família Borges só pra mim. 
P.S.: A Aninha merecia ter um talk show. Ela arranca qualquer informação de qualquer pessoa!

3 - Dificuldades
Depois que voltei de NY, minha vida virou uma música da Kátia Cega: "não está sendo fácil".
Vovó já estava num nível de ansiedade sem noção antes da minha viagem. Voltei pensando que nada poderia ficar pior. Ledo engano... Tudo na vida pode piorar. Desde o dia em que voltei pra casa, vovó começou um processo de quase "escravização" comigo. Me chama pra tudo, me liga pras coisas mais bobas, pede a minha opinião pra tudo, faz voz de choro, faz chantagem emocional, não toma os remédios pra tirar a dor nem o pra dormir, e aí reclama de dor e de que não dorme. Não está sendo fácil viver assim...

4 - Banguelinha
Cuca perdeu um dos dentinhos da frente. Foi um susto encontrar o dente no meio da nossa cama e abrir a boquinha dela pra conferir que, sim, era um dentinho dela. Isso aconteceu num domingo. E na quarta ela vai ao Pet Shop. Pedimos pra eles olharem os dentes dela. Aí o pediatra veterinário nos ligou dizendo que estava tudo bem, mas que havia, ainda, uns quatro dentinhos moles, que ela deve perder em breve. Não é pra preocupar, é natural pros 12 anos e meio dela. Só que isso não me acalma, não me acolhe a alma e nem me ajuda a viver. Chorei muito com o Tio Vet contando que ela tem mais uns três anos de vida. É muito, pra um cachorro, mas muito pouco pra mim. Já tô sentindo muito essa falta que eu sei que ela vai me fazer. Agora é curtir esse tempo que ainda vamos passar juntas.

5 - Sonambulismo falador
Às vezes falo algumas coisas dormindo, e isso é um perigo! A Cuca dorme na cama, comigo e com o Leo. E como já não enxerga mais direito nem escuta bem como antes, qualquer mexida nossa merece uma senhora rosnada. 
Diz o Leo que uma noite dessas ela estava especialmente chatinha. E que, numa rosnada em especial, eu quase sentei na cama e disse isso; "Cuca, deixa de ser chata! Se continuar, vou te colocar numa caixinha e te jogar no lixo!". O Leo afirma que eu falei isso mesmo. Mas pensa bem, uma pessoa apaixonada pela cachorrinha ia ter coragem de falar alguma coisa assim, mesmo dormindo? 
Mas a pergunta que não quer calar: por que raios, se eu ameacei jogar a Cuca no lixo, qual a necessidade da caixinha???

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...