quinta-feira, 29 de maio de 2014

Reciprocidade

Reciprocidade é uma palavra pomposa, né? Dá até um ar de importância pra uma coisa, que no fim das contas, só fode a vida da gente.

É batata: sempre que você age de um jeito, acredita que as outras pessoas vão agir da mesma forma com você. Esse, acredito, é um dos motivos pros maiores problemas em qualquer tipo de relacionamento. E se você acha que o outro vai agir com reciprocidade, o mais natural é você se frustrar. Especialmente porque NUNCA as outras pessoas vão agir como você. Nunca vão levar em conta o seu lado.

Mas o pior é que, além de esperar reciprocidade, a gente espera reconhecimento. Ou que as pessoas cumpram o que prometeram, o que foi acordado.

Nada pior do que alguém que sempre te pede opinião pra tudo, mas simplesmente ignora a sua opinião. Cara, economiza o seu tempo, economiza o meu tempo. Opinião é pra quem valoriza. Se não quer, não precisa pedir, é bem mais fácil. Pedir opinião só pra fingir que tem alguém participando é cruel.

É melhor uma atitude de verdade que um palavrório inútil.

É melhor esquecer a reciprocidade porque, ao fim e ao cabo, só serve pra fazer as pessoas sofrerem.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


quarta-feira, 28 de maio de 2014

Livro: À mesa com o Chapeleiro Maluco



Não me lembro exatamente como comprei esse livro. Desconfio que foi um saldão da Fnac em que encontrei várias pérolas por menos de R$5. Ele deve ter ficado uns dois anos parado na estante. É uma pena, mas em geral é o que acontece com os livros que compro. Em 2014, decidi comprar o mínimo possível para tentar - inutilmente, eu sei - diminuir a pilha dos não-lidos.

O fato é que foi a primeira vez que li Alberto Manguel e, de cara, me apaixonei por ele. Que jeito gostoso de escrever! Que prosa macia, leve e, ao mesmo tempo, profunda, erudita! Claro que ajuda muito os ensaios do livro serem sobre literatura. E o autor sempre coloca uma citação pertinente de Alice no país das maravilhas ou de Alice através do espelho e o que ela encontrou por lá.

O primeiro ensaio é uma coisa linda chamada "Notas para a definição do leitor ideal". Só com esse texto o Manguel ganhou meu coração para sempre. "O leitor ideal conhece a infelicidade", diz ele. O que me fez lembrar muito de O espírito da prosa, de Cristóvão Tezza e sua teoria sobre o escritor (que eu, em geral, aplico também ao leitor).

"Como Pinóquio aprender a ler" também é uma delícia, assim como "O elogio das palavras" e "Uma breve história da página. Foram os que eu mais gostei.

Nos outros ensaios, Manguel fala de autores e períodos da literatura que não tenho muito conhecimento. Na verdade, não conheço 80% dos autores citados, mas deu aquela vontade louca de ler cada um deles e encontrar o mesmo encanto que Manguel encontra.

Ao contrário do Umberto Eco, que é meu escritor amo-odeio-amo-odeio, o Manguel não fica expondo sua erudição. Não sei se ele é tão erudito quanto o Eco. O fato é que é bem mais fácil ler Manguel; ele é mais amigável.

Amor eterno, amor verdadeiro.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


terça-feira, 27 de maio de 2014

Citações 58

De Charles Bukowski, em Pedaços de um caderno manchado de vinho:


Por que você escreve? 
Escrevo para ter uma função. Sem isso cairei doente e morrerei. É tanto parte de alguém como o fígado ou o intestino, e quase tão glamuroso quanto.  
A dor cria um escritor? 
A dor não cria nada, assim como a pobreza. O artista está lá primeiro. O que será dele está diretamente ligado à sorte. Se sua sorte é boa (falando literalmente), ele se torna um mau artista. Se sua sorte é ruim, ele se torna um dos bons. Em relação à substância envolvida. 


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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


domingo, 25 de maio de 2014

Parkour



Daqui.

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quarta-feira, 21 de maio de 2014

Livro: Pedaços de um caderno manchado de vinho


Minha história com Bukowski não é muito positiva. Talvez porque eu só tenha começado a lê-lo mais velha. Idem com o que aconteceu com On the road. Se for como estou pensando, há uma época certa para ler Kerouac assim como há um tempo ideal pra ler o velho Buk. O meu já passou.

Pedaços de um caderno manchado de vinho é um livro interessante. A editora L&PM o apresentou como reunindo o primeiro e o último conto, a primeira e a última coluna "Notas de um velho safado" e outras características que tais. Os textos são muito bacanas e bem escritos.

Mas... não me comovem.

Talvez pelo estilo de vida "podrão" do Bukowski. Que eu teria amado se tivesse lido aos 16 anos. Que seria quase um guia para a adolescente revoltadinha que eu fui. Mas que hoje não fazem mais muito sentido para a pessoa que me tornei. É apenas uma questão de estilo. O Buk escreve muito bem, tem textos muito bem construídos, divertidos, tocantes. Destaco o Confissão de um velho safado, que tem um tom envolvente e sensível. Quase impossível não se envolver com a história.

Mesmo sabendo que não é muito a minha praia, sempre dou uma chance ao Bukowski. O título desse livro me pegou de jeito. É bem como eu imagino o autor, escrevendo notas esparsas num caderno qualquer enquanto toma aquele porre diário. E como a vida não foi um mar de rosas - ou ele não a via assim -, muita coisa bacana, mas também sofrida, foi parar naquele caderno.

Próximo!

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segunda-feira, 19 de maio de 2014

21 anos

Já cansaram de ver essa foto aqui?
Eu nunca me canso dela

Demorei muito tempo - e muitas sessões de análise - pra conseguir elaborar o que o meu avô realmente significou na minha vida.

Já falei sobre o dia da morte dele (aqui e aqui), sobre sua mania de ter um saci-pererê no carro (aqui), da dor que eu sinto sempre que chega o Natal (aqui e aqui). Acho que falei também sobre ele ter sido a figura paterna principal na minha vida. Dizia a minha analista que eu não confundi a figura do vovô com a paterna, mesmo que a referência de pai sempre tenha sido o Vovô Ney.

Esse talvez seja o motivo para que tanta dor esteja envolvida quando me lembro dele. E a explicação para que, durante muitos anos, me abstive de pensar nele. Era só alguém começar a falar do vovô que eu saia de perto ou mudava o rumo da conversa. Fiquei muitos anos sem entrar no quarto da vovó. Até hoje, quando entro lá, sinto o cheiro dele, lembro dele deitado durante o período em que precisou ficar de repouso. Esse tempo foi muito sofrido pra ele, porque ficar parado era algo contra a natureza do vovô. Ele estava sempre se mexendo, sempre fazendo alguma coisa, sempre conversando com alguém.

Tia Ylza outro dia falava conosco sobre uma pessoa que era amiga do vovô e não dela. Leo foi logo perguntando quem não era amigo dele. Porque todas as histórias que contamos sobre pessoas de OP vêm com esse adendo: fulano era muito amigo do vovô.

Às vezes penso que, se o tempo não o tivesse levado tão cedo, ele e o Leo poderiam ter se conhecido. E seriam grandes amigos, porque os dois têm o mesmo jeito curioso de ver a vida, conversam com todo mundo, são engraçados até quando estão bravos.

Quando o Vovô Ney morreu, há 21 anos, perdi o pai que me criou, o pai em que espelhei a minha vida. O pai que eu queria ter tido, biologicamente. O pai que seria o modelo ideal para se, um dia, um filho aparecer na minha vida.

Passei por outras mortes doloridas na família. Algumas de repente, como foi a do vovô. Outras, dolorosas, arrastadas, sofridas, como foi a do meu padrinho e da Tia Leda. Mas nenhuma delas doeu - nenhuma delas dói - tanto quando a dele. E, por mais que o tempo passe, por mais que a saudade linda permaneça, ainda dói a gente não ter vivido juntos na melhor fase da minha vida. Ele não estava lá fisicamente. Estava apenas nas minhas lembranças. Enchendo o ambiente quando tomei as principais decisões da vida, quando me casei com o Leo, quando decidi escrever, quando, quando e quando.

Se, um dia, eu puder ser um pouquinho como ele, já fico feliz.

Saudade, vô...

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domingo, 18 de maio de 2014

Estante



Sugestão para organizar a estante de livros. Daqui.

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sábado, 17 de maio de 2014

Do Tio Almyr

Tia Sandra, que é da minha família paterna, me mandou outro dia uma foto com um quadro do Tio Almyr, da minha família materna. Não me lembro exatamente o motivo dela ter me mandando a foto. Mas gostei bastante

Tio Almyr é o irmão mais novo do vovô. Ele era cheio de talentos. Aprendeu a tocar violino sozinho. E foi assim também que aprendeu a pintar e a fazer mil mágicas. Ainda lembro do dia em que ele montou o baralho e jogou "Escopa" com Otávio, ganhando de 15 a zero, um resultado que nunca conseguimos alcançar.

Ele também fazia muitos - muitos mesmo - bichinhos em dobraduras. Não era só o pássaro que quase todo mundo faz, mas um monte diferentes, incluindo uma série de dinossauros. Ele sempre levava pra gente e fazíamos a festa com aqueles mil bichinhos diferentes. E também andava com essas dobraduras nos bolsos das calças e dos casacos e entregava para as crianças que via na rua, em especial para as carentes. Naquela época, era enorme o número de meninos de ruas em BH.

Uma vez, Tio Almyr foi ao banco fazer um depósito. Como sempre, estava com as dobraduras. Ao sair, alguém colocou a mão em seus bolsos e saiu correndo. O ladrão pensava levar uma bolada de dinheiro. Mas carregou pra longe um monte de bichinhos de papel.

Quando meu avô morreu, Tio Almyr sentiu muito. Vovô Ney era o irmão mais velho e o Vovô Procópio morreu muito cedo. Tio Almyr tinha pouco mais de um ano, vovô tinha feito nove anos. Vovô Ney assumiu a família, foi trabalhar e garantir o sustento dos irmãos, junto com a mãe dele, que começou a costurar para fora. A referência masculina do Tio Almyr, acredito eu, foi o meu avô. No velório e enterro do vovô, não tive coragem de ver o corpo. Fiquei numa sala ao lado, abraçada ao Tio Almyr, chorando muito. Ficamos nós dois ali, um dando apoio pro outro, enquanto a pessoa que a gente mais amava no mundo era velada e enterrada.

Talvez seja por isso que, quando o vovô morreu, o Tio Almyr se aproximou demais da minha família. E muito de mim também. Ele me chamava de "menininha" - uma menininha de 15 anos! - e fez um desenho meu a lápis. Pouco depois, fez esse mesmo retrato a óleo sobre tela. E três meses depois da morte do vovô, exatamente três meses, o Tio Almyr faleceu.

Tio Almyr não era um pintor extraordinário.
O bacana é que aprendeu sozinho :-)

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quarta-feira, 14 de maio de 2014

Livro: Adeus Facebook



Vi esse livro na timeline da Rosana Hermann no Twitter. Ela não indicava o livro, mas dava RT da foto de uma pessoa que o estava lendo e dizia que ele era bom. E como ando pesquisando redes sociais para o trabalho - e como nunca gostei do Facebook nem vejo futuro nele -, resolvi ler. Comprei na Saraiva e o envio foi super rápido.

O autor, Jack London (favor não confundir com o autor de Lobo do mar e Caninos brancos) foi dono do BookNet, que foi vendido e mais tarde se tornou o Submarino. É um estudioso do mundo digital, em especial do comércio eletrônico. Então, esperava tirar grande proveito do livro.

Mas, como todo livro que tem o que costumamos chamar de auto-ajuda administrativa, há um excesso de futurologia. E, correta ou não, baseada em dados ou "do suvaco", futurologia me cansa um pouco. A estrutura do livro também não me agradou. Parece que se trata de uma compilação de artigos do autor - o que é bacana, claro -, mas em nenhum momento se deixa isso claro. Há alguns erros de revisão, bem poucos. E ver isso em todo livro é coisa de diagramadora chata, favor relevar.

Fora a minha birra com a futurologia, o livro é bem bacaninha. Li rápido demais (em cerca de três horas já tinha devorado as 176 páginas de conteúdo. Pensei bastante, marquei alguns pontos, tive ideias (nem todas boas). Uma leitura interessante, mas não necessariamente a melhor sobre o assunto.

Se o Facebook vai acabar? Não necessariamente. Mas que já está deixando de ser a principal rede social, isso está. Que venha algo melhor.

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terça-feira, 13 de maio de 2014

Citações 57

Do Visconde de Valmont, em As relações perigosas


Confessarei minha fraqueza: meus olhos molharam-se de lágrimas, e senti em mim um movimento involuntário mas delicioso. Não me custaria acreditar que há real prazer em fazer o bem e que afinal as pessoas a quem chamamos virtuosas não têm tanto mérito quanto se comprazem em afirmar.


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segunda-feira, 12 de maio de 2014

12 de maio

Só porque hoje é 12 de maio e porque eu sou fã da banda Pequena Morte, vai aí a música que abre o CD Defenestra!, que eu amo de paixão e que pode ser baixado direto no site deles. ;-)



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domingo, 11 de maio de 2014

Sobre o dia das mães

De bobeira no Twitter enquanto deveria estar revisando um texto pesado de Lógica, encontrei a indicação da Clara Averbuck para dois textos, um dela e outro da Poalli

O texto da Clara é este aqui e fala sobre como o dia das mães e qualquer outra data comercial (natal, dia dos namorados, dia dos pais, dia das crianças e todas as outras que vivem nos empurrando guela abaixo) são ridículos. E sobre como somos manipuláveis. "Eu não preciso de uma data especial para saber que a minha filha me ama. Eu sei que ela me ama e eu me sinto sufocada nesse ambiente em que existe um modelo esperado e correto de mamãe em que não me encaixo nem de longe. Eu não preciso de um dia pra isso. Eu não quero um dia pra isso". 

O outro, da Poalli, é tudo o que eu queria dizer hoje. Ele fala sobre as pessoas que sobreviveram apesar das suas mães e que deveriam ter um dia especial. "Sem minha mãe eu provavelmente seria uma adulta emocionalmente funcional (...) Você merece ser feliz e ter coisas boas apesar de qualquer buraco emocional que sua mãe tenha deixado em você". 

Sou dessas sobreviventes. Que foge da progenitora igual o diabo da cruz. Que só começou a ter equilíbrio emocional quando deixou ambos os progenitores a uma distância segura - e isso implica nem passar perto deles há bastante tempo. 

Então, feliz Dia dos Filhos que Sobreviveram Apesar de Suas Mães pra mim também.

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Gessingeriana



:-)

Daqui.

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quarta-feira, 7 de maio de 2014

Livro: Adorno & Horkheimer e a dialética do esclarecimento



Ando lendo muita bobagem. Pra desestressar (o processo de estresse recomeçou, tá difícil). Mas também ando lendo muitas coisas mais pesadas (será que isso contribui pro estresse?). Estou cursando Filosofia da Arte (amo!) e um dos livros indicados foi esse, Adorno & Horkheimer e a dialética do esclarecimento, de Rodrigo Duarte. É um livro curtinho, dá pra ler em algunas horas. Mas o tema é pesado pra caramba.

Como Dialética do Esclarecimento, de Adorno e Horkheimer, é um livro que eu já tinha lido na graduação em Jornalismo e estudado em uma das isoladas do mestrado, achei esse do Rodrigo Duarte bem básico. E o professor de Filosofia da Arte me perguntou o que eu achei. Aí a burra aqui falou que achou básico. Pra quê abri a boca, né? Devia ter falado que o livro era bacana e pronto.

E, realmente, o livro é bacana. O Rodrigo Duarte é professor da UFMG e saca tudo de Teoria Crítica. Esse livro é um comentário introdutório à Dialética do Esclarecimento. O autor explica a obra capítulo por capítulo, de uma forma bem fácil de digerir. E olha que o livro do Adorno e do Horkheimer é uma pedreira, especialmente os capítulos que falam sobre o antissemitismo.

Para uma introdução a Adorno e Horkheimer, o livro é fantástico.

E para uma leitura mais profunda, Rodrigo Duarte escreveu Teoria crítica da indústria cultural que, além de mais complexo, amplia o leque de discussões.

Quando eu disse, na aula, que o livro é básico, óbvio que estava comparando com esse mais complexo. Eu só esqueci de dizer isso ao professor. #ddafeelings

Lido no Kindle, em algumas horas, durante uma viagem :-)

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terça-feira, 6 de maio de 2014

Citações 56

De Lettie, em O oceano no fim do caminho:



Ninguém realmente se parece por fora com o que de fato é por dentro. Nem você. Nem eu. As pessoas são muito mais complicadas que isso. É assim com todo mundo.(...) vou dizer uma coisa importante para você. Os adultos também não se parecem com adultos por dentro. Por fora, são grandes e desatenciosos e sempre sabem o que estão fazendo. Por dentro, eles se parecem com o que sempre foram. Com o que eram quando tinham a sua idade. A verdade é que não existem adultos. Nenhum, no mundo inteirinho. - Ela pensou por um instante. Então sorriu. - Tirando a vovó, claro.


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segunda-feira, 5 de maio de 2014

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #29

1 - Jornalisten bundamolenses
Post do Duda Rangel sobre o caso do jornalista mais bundão que apareceu por aqui. O cara vem pro Brasil, descobre umas tretas cabulosas e vai embora... Cadê o sangue jornalístico nas veias? Cadê a vontade de investigar, de publicar? Recomendo pro cara umas aulinhas com a Alexandra Lucas Coelho. Porque ela é fera, porque viu coisa pior no Afeganistão e não amarelou (e publicou nesse livro lindo). Jornalista que é jornalista não abandona uma boa história!

2 - Você já leu um texto idiota hoje?
Do Danilo Venticinque, que mais uma vez publica algo muito legal. Fala sobre como perdemos tempo com textos idiotas e como estamos sempre linkando textos idiotas quando vamos falar deles e, assim, fazemos outras pessoas clicarem pra ler. Ou seja... acabamos coisas no ventilador e espalhando o que não merece. O texto idiota em questão é uma coluna do Pondé na Folha (sem link, porque não merece). Perfeito, Danilo!

3 - Pondé e a filosofia da misoginia
Ainda sobre o texto do Pondé, essa catracada do Rovai. Esse texto do Pondé rendeu muito, mas ao menos me trouxe bons textos acerca da misoginia do cara. E misógino jamais vai ganhar link aqui (mesmo que este espaço seja pequeno e não tenha pretensões, eu me recuso a trazer pra cá as baboseiras do Pondé)

4 - Historiador revela que Don Juan roubava frases de Marx para pegar mulher
Último texto, desta vez do Piauí Herald, sobre o Pondé. É um texto mais irônico, mas bem a propósito. A única coisa que me chateia nos textos que batem no Pondé é insistir no uso do "pegar mulher". Pqp, 2014 e ainda se fala assim... Parem o mundo que eu quero descer.

5 - Ouro Preto sitiada - a medalha da inconfidência
Texto muito bacana do Julliano Mendes. Sobre como a "festa da liberdade", em homenagem a Tiradentes, transforma Ouro Preto numa prisão. Dói demais ver isso acontecendo.

6 - Aquele sorriso
Outro texto lindo da Déa sobre o Theo, o garotinho autista mais gracinha desse mundo. Se o Theo está feliz, a Déa e o Leandro estão felizes. E nós, que acompanhamos a história deles, também estamos. Beijo grande pra essa família linda!

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domingo, 4 de maio de 2014

Chuva


:-)

Daqui.

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