segunda-feira, 25 de agosto de 2014

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #42

1 - Os médicos recomendam: leia para seu filho todos os dias
Do Danilo Venticinque, sobre a leitura para crianças. Tive a sorte de ter tias que liam para mim todos os dias. E foi uma delícia, porque me blindei contra uma série de coisas ruins do mundo. Viva a leitura e a fantasia!

2 - Quem é o assassino? (ou por que ainda lemos romance policiais)
Do Livros e Pessoas, sobre uma das coisas que eu mais gosto de ler: romances policiais. Por que as pessoas ainda leem romances policiais???

3 - A culpa é de quem?
Um texto super engraçado do Proust e Tudo sobre como as pessoas procuram por um certo livro na livraria. Quem nunca?

4 - Abrindo os olhos
Mais um post lindo da Déa sobre o autismo, o Theo e a vida. E sobre como o Theo está evoluindo com o tratamento atual.

5 - Lobo Mau e Chapeuzinho Vermelho
A Anita Efraim fala, aqui, sobre a vitimização e a guerra Israel x Gaza. Gosto muito dos textos dela. Ela é judia e tem uma visão bem interessante sobre o conflito e clama por fundamentos. Opinião fundamentada é super necessária. Não importa de qual lado você esteja.

6 - Sabe aquela lei que culpa a vítima? Eles sabem
Do Lugar de Mulher. Sobre como as mulheres vítimas de violência acabam sendo, muitas vezes, culpadas. Parem com isso, gente...

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


domingo, 24 de agosto de 2014

Coisas que ninguém quer ver nas redes sociais




Da Clara, em Bichinhos de Jardim. Porque ninguém quer isso aí mesmo.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Se fosse amanhã

Acho que todo mundo passou por algum momento de achar que valia a pena morrer. Eu tinha uns 12 anos quando vivi o meu. Não era vontade de me matar nem nada, só de morrer. Sei lá porque eu tinha esse sentimento. Ele era bem presente e ainda era alimentado... eu lia muito os poetas românticos da segunda fase, a mais sombria. Acabei descobrindo uma poesia de Álvares de Azevedo que ficou sendo minha melhor amiga. Por anos ela ficou anotadinha num papel, e eu lia quase que diariamente. Ela é assim:

Se Eu Morresse Amanhã! 
Se eu morresse amanhã, viria ao menos
Fechar meus olhos minha triste irmã;
Minha mãe de saudades morreria
Se eu morresse amanhã!


Quanta glória pressinto em meu futuro!
Que aurora de porvir e que manhã!
Eu perdera chorando essas coroas
Se eu morresse amanhã!
 

Que sol! que céu azul! que dove n'alva
Acorda a natureza mais loucã!
Não me batera tanto amor no peito 

Se eu morresse amanhã!
 

Mas essa dor da vida que devora
A ânsia de glória, o dolorido afã...
A dor no peito emudecera ao menos
Se eu morresse amanhã!


Eu achava isso lindo! Ainda bem que passou. 

Lembrei dessa poesia hoje, depois de pensar que, se eu morresse amanhã, morreria muito, mas muito feliz. Porque muita coisa mudou. Com 12 anos eu não sabia direito quem eram as pessoas que me cercavam, nem tinha consciência do tamanho do mal que elas me faziam. Não sabia o que queria da vida, só tinha certeza que queria mudar. Talvez fosse por isso que morrer amanhã fosse uma coisa tão sedutora. 

Hoje, tenho tanta coisa boa pra contar, tantas barreiras superadas, tanta coisa ruim deixada pra trás. Tenho, praticamente, a vida que sempre sonhei: um companheiro legal, que é realmente companheiro; um trabalho que me dá muito prazer (e umas dores de cabeça de vez em quando); tem a Cuca e a vovó, tem os amigos que eu fiz na vida, e que eu posso encher a boca pra chamar de meus, tem as pequenas vitórias que vou conseguindo dia a dia. Se eu morresse amanhã, morria realizada. Claro que ainda falta muita coisa pra realizar, mas o principal tá aí, e eu consigo sorrir só de pensar. 

Aí, fiquei pensando na poesia que substituiu esse o Álvares de Azevedo. Foi uma lindíssima do Cassiano Ricardo, que foi copiada dois anos depois e ficou na primeira página dos meus cadernos durante todo o período do 2º grau.

Competição 

O mar é belo.
Muito mais belo é ver um barco no mar.
O pássaro é belo.

Muito mais belo é hoje o homem voar.
A lua é bela.

Muito mais bela é uma viagem lunar.
Belo é o abismo.

Muito mais belo é o arco da ponte no ar.
A onda é bela.

Muito mais belo é uma mulher nadar.
Bela é a montanha.

Mais belo é vê-la de um último andar.
Belo é o azul

Mais belo o que Cezanne soube pintar.
Porém mais belo

que o de Cezanne, o azul do teu olhar.
O mar é belo.

Muito mais belo é ver um barco no mar.

Muito adequado, né? Substituir uma coisa tão negativa por uma tão bacana, que exalta, justamente, as conquistas do ser humano. A parte que eu mais gosto é a que fala do Cezanne, que é um dos meus pintores favoritos, e que eu só conheci por conta desse poema. 

Será que, na mudança de "poema favorito", eu comecei a mudar?

Amanhã seria muito mais bonito ver Aline dançar. Né?


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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

A semana em livros

Vi essa tag no canal da Pam (o vídeo em que ela responde à tag é este) e fiquei pensando em que respostas daria. Aí, resolvi trazer pra cá :-)

Domingo - um livro que você não quer que termine ou não quis que terminasse
A última vez que tive esse sentimento com um livro foi com A menina que roubava livros, que li bem devagar, justamente pra não terminar. Terminei já há muitos anos e não tive coragem de reler, pra não ter o mesmo sentimento.

Segunda - um livro que você tem preguiça de começar
Atualmente, O cemitério de Praga, do Umberto Eco, devido ao meu caso de amor e ódio com ele. Toda vez que pego um livro dele, amo. No meio, odeio ele, o livro, a vida e o mundo. No final, estou em nova lua-de-mel com o autor. Também tenho preguiça de recomeçar Ulisses, porque já iniciei a leitura várias vezes e nunca tive tempo de terminar com a dedicação que o livro merece. Cadê tempo??

Terça - um livro que você empurrou com a barriga ou leu por obrigação
Tentei ler O sobradinho dos pardais e A volta dos pardais do sobradinho. A escola obrigou. Nos idos de 1900 e ninguém-quer-mesmo-saber. Não terminei de ler nenhum dos dois. Odiei o começo ao fim, chorei, briguei, quis nunca mais voltar pra escola. Em geral, acabo gostando dos livros que li por obrigação e, se empurro algum com a barriga, é mais por falta de tempo. Estou relendo Histórias extraordinárias, do Poe, e esse eu super empurro com a barriga.

Quarta - um livro que você deixou pela metade ou está lendo no momento
Deixei Sex and the city muito antes de chegar à metade. Achei uó! Dei pra uma amiga, que adorou. E no momento estou lendo Lendo Lolita em Teerã.

Quinta- um livro de quinta. Um livro que você não recomenda
Sex and the city, com certeza. E os dois livros dos pardais do sobradinho, que falei ali em cima. E alguns exemplares de chicklit, como Delírios de consumo de Becky Bloom, que acho que só vale a pena pra passar o tempo, quando não tem nada melhor por perto.

Sexta - um livro que você quer que chegue logo (lançamento ou compra)
Não é bem que eu quero que chegue logo... mas que eu quero comprar logo.  E nem é literatura... É O descredenciamento filosófico da arte, de Arthur Danto.

Sábado - um livro que você quis começar novamente assim que ele terminou
Fiz isso com O retrato de Doriam Gray. Fechei o livro pra pensar sobre toda a história. E decidi recomeçar a leitura logo depois. Super recomendo esse livro.

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terça-feira, 19 de agosto de 2014

Cadernos

Sou universitária pela segundo vez e escrevo pra caramba em sala de aula. Muito porque a minha memória não é nada confiável. Mas também porque acho que me ajuda a estudar.

Daí que chegou a hora de comprar novas cadernos e lá fui pra loja mais tradicional em material escolar aqui em OP. Ja me acostumei que não vou encontrar muitas opções do modelo que eu quero. Gosto daquele caderno que é 148mm x 210mm (metade do tamanho do universitário), com capa dura, espiral e, de preferência, 300 páginas. Mas há anos não vejo mais o de 300 páginas. Aí, vamos no que tem. Em geral, 96 páginas e basta. O formato é bom pra escrever rápido, não é pesado, cabe em qualquer carteira e é mais fácil de transportar.

Lá na loja, quatro estantes lotadas de cadernos de todas as formas e jeitos possíveis. Do modelo que eu gosto, apenas duas pilhas, cada uma com aproximadamente 15 cadernos. E cada um com a capa mais infantil possível.

Cadê, gente, aquelas capas neutras? Cadê a possibilidade da gente ir pra aula, pra rua, pra chuva e pra fazenda com um caderno digno e com uma capa respeitável? Ou alguém acha bacana uma estudante de filosofia sair por aí com um caderno de capa infantil??? A Tilibra tinha uma série linda com pinturas abstratas. Bem mais simpáticos. Onde estão???

Óbvio que tô brincando quando falo de dignidade e tal. Mas me queixo mesmo de não ter opções com mais páginas, como sempre teve, e com capas mais adultas. Tive que comprar quatro cadernos. E garimpar entre 20 unidades, com pouquíssimas opções, as menos "sou menininha meiguinha e adoro bonequinhas", porque essas, nem quando eu era criança pequena lá em Barbacena Belo Horizonte eu usava.

Olha elas aí:


Os menos "florzinha-menininha" que encontrei


Ô Tilibra! Dá uma força aí! Capas mais "adultas" já!


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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #41

1 - É poca zuera?
Na linha sobre as bobagens que compartilhamos por aí, sem saber de onde vieram e se são realmente verdadeiras, o YouPix promoveu um debate com a Rosana Hermann, o Cid, do Não Salvo, o Gabriel, da Mídia Ninja e o Gilberto, do E-farsas. O vídeo está aqui, no blog da Rosana Hermann.

2 - 3 coisas que aprendi com "Em família"
Não vi a novela, mas vi o burburinho. E adorei esse texto do Lugar de Mulher. O pouco do que ouvi da novela (quando ficava ao lado da vovó e ela estava vendo), me dava vontade de rir. Aqui, dá pra ter uma noção de como a novela foi machista e louca.

3 - Para aprender melhor, caneta no lugar do laptop
Do Livros e pessoas, sobre nossa forma de aprendizado. Diz o texto que escrever em papel fixa mais conteúdos do que escrever no computador. Eu concordo.

4 - As cartas de amor de Oscar Wilde
Do Proust e Tudo, um post lindo, lindo, lindo! Sobre o autor do meu livro favorito.

5 - Depois de abraçar o cinema, por que vocês não abraçam o capeta?
Do André Barcinski, sobre o ativismo atual que prefere abraçar as árvores a tomar uma atitude real.

6 - Desculpe, ele é autista
Da Déa, sobre a incompreensão das pessoas com o diferente. Ela sofreu muito com a situação descrita no post, mas tá aí mostrando pro mundo que é preciso incluir.

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domingo, 17 de agosto de 2014

Escrever

Pra quem acha que é fácil:


Vi no Facebook, mas não me lembro em qual perfil ou página. Desculpaê.
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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Filme: Filmes sobre pais

E então o Cinema de Buteco fez um especial para o Dia dos Pais com os filmes que têm os melhores pais. O link está aqui.

Colaborei desta vez, êêê!!! Fazia tempo, né? Tava com saudade.

Falei sobre A noviça rebelde, A vida é bela e Toda forma de amor. São três pais que eu acho muito bacanas.

Mas tem outro lá. De filmes que eu já vi e de filmes que eu ainda não vi, e acabei com vontade de ver.


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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Descritiva

Inspirado na postagem da Picida, essa moça bacana que tem um diário.


Eu já...
- sonhei que voava;
- me sentei num prato cheio de feijão cozido (foi um acidente... diferente);
- operei o nariz;
- chorei escondida na escada do prédio;
- inventei vidas paralelas;
- comi arroz, há muitos, muitos anos;
- fui repórter, produtora e apresentadora de TV;
- escrevi poesias;
- fiz dança moderna;
- nadei por três anos. E muito bem, obrigada;
- me cortei muito seriamente, descascando batatas. A equação é: Aline + facas = tragédia;
- tive hemorragia interna;
- quase desisti da vida. Duas vezes;
- tive mais dificuldades para dizer "não";
- fiz muitas coisas que não queria fazer;
- escolhi um caixão, pra minha tia. Foi a pior coisa que eu fiz na vida;
- abracei uma pessoa estranha na rua que era a cara da Lu. Confundi, passei vergonha e quase não cumprimento as pessoas, porque acho todo mundo parecido e nunca sei quem é quem;
- fiquei tão puta com um trabalho que pedi demissão sem ter outro em vista. E fiquei desempregada por três meses;
- cortei o cabelo com mullets. Há muito, muito tempo;
- tive medo, muito medo;
- fugi correndo pela rua;
- tive insônia (mas é muito raro);
- acreditei em algumas pessoas que se revelaram uma fdps daquelas...;
- namorei uma pessoa que me machucou muito (não foi fisicamente);
- dancei na chuva;
- fui viciada em Sorine e em Minâncora (bizarro, eu sei);
- perdi a conta, a hora e o ônibus, mas nunca o trem ou o avião;
- esqueci muita coisa. Só não esqueço a cabeça porque ela ainda está presa ao pescoço;
- colei na prova de química no segundo ano do segundo grau. Foi a única vez (em química ou em qualquer outra situação);
- decorei todas as falas de um filme;
- escrevi uma peça de teatro;
- fiz terapia e acho que deveria continuar fazendo;
- usei óculos sem necessidade. Ah, esses médicos sem escrúpulos...;
- perdi o preconceito com gorgonzola;
- cansei de fazer essa lista e paro por aqui.

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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

É tetra!!!

Há um bom tempo eu não escrevo para o Cinema de Buteco. Falta tempo.

Só que o povo lá continua super produzindo! E quando a Alemanha ganhou a Copa do Mundo, há exatamente um mês, o pessoal compilou quatro filmes alemães que são super bacanas.

Colaborei com O gabinete do doutor Caligari e Asas do desejo, dois filmes que eu adoro.

O texto completo está aqui.

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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #40

1 - "Nenhum autor escreve um bestseller de propósito"
Do Livros e Pessoas, sobre o suíço Joël Dicker, autor do livro A verdade sobre o caso Harry Quebert, que está fazendo sucesso no mundo literário. Nessa entrevista, ele fala do processo da escrita, do trabalho, do enredo do livro. Vale a pena ler.

2 - A obrigação mental de ser bela
Do Lugar de Mulher. Texto curto sobre tanta coisa que acontece com as mulheres hoje... a maior parte delas envolvendo beleza e que, no fim das contas, só trazem sofrimento.

3 - Os necessários de Hemingway
Da revista Cult, sobre alguns livros que Ernest Hemingway, um dos autores que curto pra caramba, indica para leitura. Sempre é bom saber o que os grandes autores recomendam pra leitura ;-)

4 - 60 textos sobre a notícia da semana
Da Kika Castro. Ela reuniu aqui vários textos sobre a questão do aeroporto ligado a Aécio Neves. Bom pra ver todos os lados e entender que o mundo não é preto e branco. Aliás, a Cristina Castro tem selecionado vários textos interessantes da imprensa e publica na página do blog no Facebook.

5 - carta amarela#86 - bagagens
Mais um texto lindo do Gui Poulain. Dessa vez, sobre como as redes sociais andam nos deixando agressivos, propensos a brigar por brigar, sem nem parar para pensar. Vale a reflexão.

6 - Vinte regras para escrever uma história de detetive
Do blog da Companhia das Letras, um texto super bacana para quem gosta de escrever e quer se aventurar pelo mistério. Foi escrita pelo autor e crítico americano S. S. Van Dine. As dicas estão comentada por Raphael Montes. E os comentários são ótimos, até porque atualizam a lista, já que as dicas foram escritas no início do século XX, quando as obras e os leitores eram outros.

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domingo, 10 de agosto de 2014

Lápis



Daqui.

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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Releituras (ou não)

Quando somos crianças e estamos aprendendo, a repetição de tudo faz bastante sentido. Diz a lenda familiar que eu enchia o saco das tias porque queria que elas repetissem sempre a mesma história. E, por saber de cor cada narrativa, eu sempre corrigia as escorregadas que elas davam, por pressa, por cansaço ou por estarem de saco cheio mesmo.

Quando comecei a ler, repetir livros virou uma rotina. Não contei quantas vezes reli As aventuras de Xisto. Ou Uma rua como aquela. Ou A marca de uma lágrima e A droga da obediência. Só sei que, volta e meia, estava lá relendo algum livro que era mais do que querido.

O livro que mais me marcou na vida foi O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde. A leitura foi tão impactante que, assim que terminei de ler, recomecei. E reli mais algumas vezes. Essas releituras eu contei. Mas parei na décima segunda vez. Reli outras tantas e, em 2013, mais uma vez. Tenho três edições diferentes do livro. Uma da coleção vermelha dos clássicos da abril; uma da editora Hedra; uma da Biblioteca Azul, a mais linda de todas.

Outros livros eu reli com vontade. Agatha Christie, sempre vale uma releitura. Alguns romances, como Orgulho e Preconceito, que eu sempre releio para me apaixonar por Mr. Darcy mais uma vez. E outros livros que me marcam de alguma forma.

Mas agora... ando pensando que reler pode não ser uma boa. Porque o tempo está ficando cada vez mais escasso. E o tempo que passo relendo um livro, vendo novamente uma história que já conheço, poderia ser gasto com outro livro, com outra história, com uma que ainda não conheço.

Aí, me pego pensando em aproveitar melhor o tempo e colocar em dia as leituras de filosofia. Mas, vou te contar, é difícil demais ler filosofia. Livro de cem páginas demora muito. De 200, 300 então... E tudo tem que ser pensado, repensado, escrito, grifado, calculado. Demora. Quando tenho um livro de filosofia pra ler, acabo comparando com o tempo de leitura de um romance. Um livro de filosofia equivale a quatro ou cinco romances. E o tempo? Cadê?

Estou tendendo a abandonar as releituras. Ao menos aquelas muito prazerosas e pouco "acrescentativas". Para investir no novo. Pra ver se melhora a relação entre os livros que eu já li e os que ainda preciso ler. A lista dos que preciso ler é extensa demais. E só cresce.

Reler ou não reler? Oh, dúvida cruel!

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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Livro: O senhor das moscas


E então eu li O senhor das moscas... morrendo de medo. Mas explico.

O livro foi escolhido pelo Clube de Leitura, junto com Lolita, de Nabokov. Tenho os dois livros e pensei muito em ler só Lolita. No fundo, são dois livros que me causam medo de ler. O senhor das moscas, pela forma como a sociedade dos personagens se dá. Lolita, pela violência contra a menina.

Resolvi começar por O senhor das moscas, para enfrentar de vez o que me causava mais pavor.

É a história de um grupo de meninos que sobrevivem de um acidente aéreo caindo em uma ilha deserta. Alguma semelhança com Lost??? Todas, claro! E isso não me deixou menos apreensiva... Não há adultos sobreviventes, apenas um bando de crianças de seis a 13 anos. E todos eles precisam sobreviver. Logo de cara, destacam-se três: Jack, Ralph e Porquinho. Jack é o garoto que quer ser o líder de toda forma e não tem muitos escrúpulos em manipular os coleguinhas. Ralph é o líder por acidente: ele descobre uma grande concha que, ao ser soprada, produz um som - este passa a ser o código para que todo o grupo se reúna. Porquinho é o garoto sensato que está sempre sofrendo bullying por ser gordinho, usar óculos, ter asma e morrer de medo por não ter um adulto por perto.

Há ainda outros meninos: Robert, Roger, Simon, os gêmeos Sam e Erick e, ainda, um bom tanto de "pequenos", que viviam tendo pesadelos, chorando e fugindo do trabalho. E tem ainda os óculos de Porquinho, que exercem um papel fundamental na história, para acender a fogueira e para outra coisa que não vale a pena falar, mais pro fim da história. Ralph tenta organizar equipes para construir abrigos, buscar comida e manter acesa uma fogueira no alto da ilha, para chamar a atenção de algum navio ao longe. Mas Jack quer carne e resolve montar um grupo de caçadores para buscar porcos no interior da ilha.

Mas há um pequeno, com uma mancha perto do olho, que viu um bicho durante a noite. E esse "companheiro" de ilha assusta os meninos e provoca muitos problemas. Como convencer os pequenos que não há um bicho? E se houver? Como proteger a todos?

O senhor das moscas, como eu já esperava, é um livro bem forte, bem pesado. Não se engane com os protagonistas, que são crianças. O que se discute, aqui, é a formação de uma sociedade, bem ao gosto dos filósofos que pensaram a hipótese do Estado de Natureza. Passando pela opção mais simples (todos estavam felizes por não terem mais escola e poderem brincar o tempo todo) até a mais complexa (em que grupos são formados e disputam poder). Os dilemas dos garotos são os nossos, quando pensamos a sociedade em que vivemos. E ver certas decisões e suas consequências me fez, constantemente, tirar os olhos do livro e pensar na minha vida, no meu mundo, no que quero pra mim, pras pessoas que me cercam. Nem sempre paramos pra pensar nas consequências das nossas escolhas. Só que, mais dia, menos dia, elas batem à nossa porta.

Foi uma pauleira. E foi muito bom. Não é à toda que o autor, William Golding, ganhou o Nobel de Literatura. O senhor das moscas é um clássico e merece ser lido.

P.S.: este título faz parte de Uma lista de livros para a vida, criada por Alberto Mussa e que, um dia, talvez, eu vá conseguir completar.

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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Citações 67

De A culpa é das estrelas:

Pensei no meu pai dizendo que o universo quer ser notado. Mas o que nós queremos é ser notados pelo universo, fazer com que o universo dê alguma bola para o que acontece com a gente - não a ideia coletiva de vida senciente, mas cada um de nós como indivíduos. 

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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #39

1 - Jornalista desenvolve portal para desmentir notícias que circulam em redes sociais
Ainda bem que alguém fez isso. Tomara que se dissemine que os desavisados comecem a checar a origem das informações que vão compartilhando. Eu já ando de saco cheio de ver como tem gente maluca publicando um calhau de bobagens, calúnias, injúrias e sabe-se lá o quê. Texto do Portal Imprensa.

2 - Dicas para uma vida online saudável
Da Camile Carvalho. Segue a linha do link anterior: a gente acaba fazendo besteiras em redes sociais - ou vendo as besteiras dos outros. Costumo falar que a gente só vê o que quer. Afinal, vc adicionou aquela pessoa que só fala merd@, curtiu a página que divulga boatos e calúnias, compartilha coisas de origem duvidosa. Quem você quer ser na web? O que quer ver? Algumas dicas estão aí.

3 - Mal comida
Do Lugar de Mulher (só pra não perder o costume). Tenho horror a pessoas que qualificam qualquer mulher como "mal comida". Pior ainda, quando uma mulher fala isso em relação a outra. PQP! Vale a pena ler e pensar um pouquinho sobre esse rótulo ridículo.

4 - Publicidade que trata mulher como gente
Do Think Olga, alguns exemplos de publicidade que deixaram o machismo de lado. Muito amor!

5 - Os desenhos secretos de Francis Bacon
Quando estudei Deleuze e Francis Bacon, acabei apaixonada com as obras desse pintor inglês. Alguns desenhos de Bacon estão expostos em São Paulo e eu tô cortando os pulsos porque não vai rolar de ir pra lá... Fica a dica pra quem está em Sampa até o dia 7 de setembro. Texto da revista Cult.

6 - Mussum Forévis
São 20 anos da morte do Mussum, o trapalhão mais querido da galera. E o André Barcinski traz um texto muito bacana pra recordar seis  participações dele nos Trapalhões.

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domingo, 3 de agosto de 2014