quarta-feira, 29 de abril de 2015

Livro: Suicidas



Ouvi falar do Raphael Montes lendo blogs literários. Ele era apostado como uma aposta da literatura policial brasileira. Em 2014, ele veio ao Fórum das Letras e estive presente à sua mesa. Saí de lá com os dois livros dele (Suicidas e Dias perfeitos) na mão. Demorei a ler por “n” motivos, mas quando comecei, não larguei. 

Suicidas é o primeiro livro do Raphael, vencedor do Prêmio Benvirá de Literatura e, por isso, editado pela Saraiva, via Editora Benvirá. É um livro grande, com quase 500 páginas. Mas acho que isso se deve mais às escolhas do diagramador, porque a fonte e os espaçamentos são bem grandes. É um volume pesado, uma história pesada, mas magnética. 

Suicidas conta a história de nove jovens de classe alta carioca que, por motivos variados, resolvem se refugiar no porão de um sítio e fazer uma roleta russa. A narrativa se dá um ano depois das mortes, em uma reunião da polícia com as mães dos suicidas. O encontro acontece porque há novas pistas sobre o caso: um caderno que foi encontrado no porão, narrado os acontecimentos: como eles se trancaram lá, o uso de drogas, a ordem das mortes. Porém, o caderno conta até o momento que o seu autor morreu, e ele não foi o último. As mães passam a ouvir a leitura do caderno e a fazer comentários sobre ele, na tentativa de elucidar o caso. 

A narrativa é dura, crua, assustadora. Há coisas na história que me deixaram muito assustada, com vontade de vomitar, com vontade de fechar o livro e não voltar mais a ler. Por outro lado, eu queria saber como terminaria aquilo tudo. No Fórum das Letras, o autor falou que tinha experimentado mais em Suicidas, tinha usado recursos que não faria hoje, quando já é um autor conhecido. Como o texto foi escrito para um concurso, ele poderia ousar mais. 

O encaminhamento da história é muito bacana. Assustador, mas bacana. Dá pra desconfiar do final no meio do texto, mas o próprio desenrolar a trama nos faz imaginar que não será bem assim. E até a última linha é surpreendente. 

O lado ruim é que a motivação dos personagens é bem rasa. Talvez tenha sido proposital, para deixar claro que o que importa é o pós-suicídio. Porém, fica muito estranho, no caso do alguns personagens, acreditar que simplesmente veio a decisão de um suicídio coletivo. Não cola… 


Gostei bastante do livro e, logo em seguida, peguei Dias perfeitos

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


terça-feira, 28 de abril de 2015

Citações 98

De Just Listen:

Na verdade, toda vez que me lembrava do que tinha acontecido, meu estômago revirava e eu sentia a bile subindo pela minha garganta. Como se alguma parte de mim tentasse empurrar aquilo para cima e para fora, limpando completamente o meu corpo de um jeito que eu não conseguiria fazer sozinha.

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quarta-feira, 22 de abril de 2015

Livro: Nova gramática finlandesa



Quem me mandou esse livro foi o João, meu primo. Quando publiquei uma foto de Anjos do Universo, livro lindo, que amei, ele falou sobre Nova gramática finlandesa. Pouco depois, enviou o exemplar pra mim. É um fofo mesmo!

Levei comigo pra Curitiba, porque a viagem seria bem curta e um livro mais fino seria ideal. Comecei a ler no ônibus, saindo de Ouro Preto. Terminei dois dias depois. Acabei arrebatada pela história, que é muito triste, mas espetacular.

Quem narra é o médico finlandês Petri Friari. Durante a Segunda Guerra Mundial, enquanto servia à marinha alemã como médico de bordo, a equipe do navio recolhe na praia, em Trieste, um homem ferido. Ele levou uma pancada séria na nuca e perdeu a capacidade de se comunicar. É como se toda a sua capacidade de reconhecer linguagens tivesse desaparecido com a pancada. Friari reconhece, bordado na japona do homem, um nome finlandês e acredita estar com um conterrâneo. Assim, o homem, Sampo Karjalainen, passa a ser um pupilo do médico, que se dedica a reensinar a ele o finlandês, uma línguas bastante difícil. E Sampo vai aprender do zero a gerar sons e a significá-los.

É Friari quem consegue para Sampo um salvoconduto que o levará a Helsinque. Sem memória, ele terá que procurar sua família e suas origens enquanto aprende finlandês. Sampo está em busca da sua identidade. Para ele, não há futuro sem se conhecer o passado. O autor do livro, Diego Marani, parte da proposta de que a língua faz parte da nossas identidade. E, sem reconhecer qualquer língua, Sampo terá que forjar uma identidade, assim como o povo finlandês forjou sua história por meio de uma mitologia muito rica, a Kalevala. 

A mãe do Dr. Friari costumava dizer que "nossa terra é como o morango, a terra dos outros é como o mirtilo": nossa terra é doce, a dos outros é áspera. Aproveito aqui para falar sobre a capa do livro, Inicialmente, achei bem triste, com o fundo acinzentado. À medida que lia, a capa foi fazendo sentindo e se tornando maravilhosa. É um morango criado com várias impressões digitais. Quem fez foi a Tereza Bettinardi e é super de acordo com a história.

Livro lindo!

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terça-feira, 21 de abril de 2015

Citações 97

De Just Listen:

- Eu não sei - disse. - Minha experiência é que, quando as pessoas que são próximas a mim ficam chateadas comigo, é isso e ponto final. É para sempre. Tudo muda. 
Owen ficou calado durante um segundo. Eu pude ouvir um cão latindo em outra casa.  
- Bem - ele disse -, talvez você não fosse tão próxima quanto pensava.  
- O que isso quer dizer? 
- Quer dizer que, se alguém é realmente uma pessoa próxima, é normal você ficar chateada e as pessoas não mudam por causa disso. Isso apenas faz parte do relacionamento. Acontece. E você lida com isso. 
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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


domingo, 19 de abril de 2015

Do amor



Daqui.

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quarta-feira, 15 de abril de 2015

Livro: Serena



Este livro foi escolhido pelo Clube de Leitura da Set Palavras por motivos de: é do Ian McEwan. Lemos Reparação, um livro lindo. Daí, resolvemos investir no autor. Havia outras alternativas, sim. Achei que o Ian seria o melhor dentre os outros. Até agora acho que foi - sim, estava com preguiça dos outros livros. Mas, não, não acho que este livro foi bom como Reparação, apesar de ter me deixado dias pensando sobre ele, até entender a proposta.

A história é narrada por Serena Frome, já mais velha, falando sobre sua vida quando era uma jovem estudante que conseguiu seu primeiro trabalho no MI5, o serviço secreto britânico. Ela gostaria de ter estudado Letras, mas foi convencida pela mãe a estudar Matemática. Na faculdade, conhece Tony Canning, professor de cursos se sociologia, já com quase 60 anos, e inicia com ele um relacionamento amoroso. Canning era do Serviço Secreto e resolve iniciar Serena em leituras e contextos, para que ela também possa trabalhar por lá.  Entre seu fim de caso com Canning, a entrada no serviço secreto, o relacionamento estranho com Max e sua entrada no "Tentação", um projeto secreto de patrocínio de escritores, Serena vai tentando se encaixar no mundo, Ela acaba se apaixonando por um dos autores, Tom Haley. Dividida entre contar ou não a ele sobre sua condição de agente secreta, ela também tem que se haver com os mistérios envolvendo Canning no Serviço Secreto e com o olhar de Max, sempre por perto.

Senti falta de uma prosa gostosa, como em Reparação. Também senti falta do contexto histórico. Achei muito chato, mas muito chato mesmo, ler a narração de Serena. Enquanto tem o IRA agindo (o livro se passa no início da década de 1970), Serena é só uma protagonista boba, fútil e sem noção. Dá pra ter muita raiva da Serena, de sua burrice e futilidade. Ok, entendo que a intenção é exatamente essa - e essa intenção a gente só descobre no capítulo final. E acho que é uma possibilidade, com esse final, que o propósito do texto seja exatamente fazer a coisa se arrastar e se perder. Se for, mérito do Ian, claro. Acho o autor muito bom, e parece que Serena foge do que eu estou acostumada com ele. Na contracapa do livro, por exemplo, não há elogios ao livro, apenas ao autor. Isso não seria normal se o livro não fosse mediano. Ou não? Sei lá... fiquei realmente confusa com tudo.

A impressão que tenho é que o autor se perdeu, quando tinha uma boa história na mão. No fundo, queria bater um papo com ele, pra entender direito as suas intenções.

Fiquei com preguiça do texto... Espero que os outros livros deles sejam tão bons como Reparação.

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terça-feira, 14 de abril de 2015

Citações 96

De Anatomia dos mártires, de João Tordo:



"Saber de uma coisa? Às vezes, por mais que nos custe, temos de aprender a largar mão das coisas."

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segunda-feira, 13 de abril de 2015

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #68

1 - Qualquer beijo de novela me faz chorar
Da Ana Paula Pedrosa, sobre o beijo entre as atrizes Fernanda Torres e Natália Timberg na novela Babilônia. Desde que vovó morreu, não vejo mais novelas. Mas aplaudo de pé o beijo e a parte saudável da discussão. Que todo mundo possa demonstrar carinho e amor em público, com os mesmos direitos.

2 - Perdeu, censura: Justiça de SP nega indenização por citação em biografia
Do Mário Magalhães, sobre essa querela sobre as biografias que anda gerando umas coisas muito malucas. Tipo alguém processar um autor porque foi citado numa biografia. Mas ainda há sanidade nesse mundo.

3 - O valor da teoria - sobre cursar ou não uma faculdade
Da Sabrina Abreu, sobre o valor do estudo de 3º grau, partindo de uma discussão entre duas blogueiras (que eu não vi...). Gente... gente... sério isso? O texto é ótimo, a Sabrina fala com muita classe e propriedade.

4 - Dez coisas que as pessoas deveriam entender sobre suicídio
Tradução de um texto sobre suicídio, publicado no Escreva, Lola, escreva. Suicídio é tão tabu que as pessoas preferem nem tentar entender o que acontece com as pessoas que chegam a cogitar isso. É algo que me intriga há anos, e o texto é muito interessante.

5 - Universidade gaúcha substitui trote por doação de livros
Do Livros e Pessoas, com uma notícia muito bacana, que poderia ser adotado por outras universidades. Trote é uma coisa tão imbecil hoje, tão sem sentido...

6 - 10 textos para refletirmos sobre a importância de respeitar a OPINIÃO dos outros
Da Kika Castro. Necessário. Sem mais.

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domingo, 12 de abril de 2015

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Livro: Pizzolato




Pizzolato - Não existe plano infalível é daqueles livros que dão orgulho. Primeiro, porque foi escrito por uma pessoa que eu admiro muito, a Fernanda Odilla, jornalista que formou comigo e que, durante todo o período da faculdade, foi a repórter que mais admirei. E, claro, essa admiração dura até hoje. Ver um livro da Fefê, um grande trabalho de reportagem, dá orgulho pra caramba! Fefê, amei!

Pizzolato é aquele mesmo, diretor de marketing do Banco do Brasil, envolvido no Mensalão, que foi condenado pelo supremo e que desapareceu pouco antes de ser decretada sua prisão. Fernanda resgata a história da família do Pizzolato, sua origem italiana e a vida deles no sul do Brasil. Essas informações são reverberar lá na frente, na fuga do personagem. Pizzolato tinha um irmão, morto em um acidente de carro, e foi com o nome e com os documentos desse irmão, "requentados" porque os cartórios dos estados brasileiros não são integrados, Henrique Pizzolato sumiu do Brasil e assumiu uma nova vida na Europa. Até descobrirem o estratagema, ele já estava longe.

Fernanda seguiu os passos da fuga. Conseguiu conversar com um dos principais apoiadores da debandada, o Terremoto, amigo de Pizzolato de longa data. Também conseguiu falar com alguns familiares e com os investigadores, que descobriram onde ele estava e armaram uma emboscada para capturá-lo. Também conseguiu conversar com pessoas que conviveram com o personagem durante o tempo em que passou na Itália usando o nome do irmão. Depois de preso na Itália, Pizzolato tentou se manter no país, já que tem cidadania italiana. O caso estava em julgamento e, até o livro ser lançado, ainda não havia uma decisão final se ele voltaria ao Brasil para cumprir pena ou se a cumpriria na Itália. Até agora há recursos sendo julgados. Enquanto escrevo, Pizzolato tinha sido libertado da prisão italiana e os juízes haviam determinado sua volta ao Brasil, mas ainda não era a decisão final.

Como a Fernanda diz na dedicatória que fez para o meu volume, essa é uma história muito, muito louca. Daria, sim, um romance. Mas está aí, na realidade de nossa história política.

Bom trabalho, Fefê! Que venham mais livros por aí!


Olha a dedicatória, que linda!


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terça-feira, 7 de abril de 2015

Citações 95

De Anatomia dos mártires, de João Tordo:



(…) e pensava em como, no tempo que demora um ponteiro de relógio a avançar um segundo, toda a vida pode mudar: de repente, encontramo-nos num lugar indefinido no qual não sabemos quem somos nem para onde vamos. 

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segunda-feira, 6 de abril de 2015

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #67

1 - Qi Gong, um exercício diferente
Da Kika Castro. De cara, já gostei. É um tipo de exercício físico chinês, que é recomendado pelo Vargas Llosa e que parece ser uma delícia de fazer.

2 - O número de vítimas do desastre aéreo de ontem...
Texto bem bacana da Sabrina Abreu sobre a banalidade da morte. Fiquei um tempão com ele na cabeça depois de ler, pensando mil coisas.

3 - Vamos continuar sendo quem somos
Da Stephani Noelle, sobre tantas coisas pelas quais passamos quando crianças e adolescentes, e também sobre responsabilidade, bullying, relacionamentos... Lindo, mas triste, muito triste.

4 - A Faxina
Da linda da Dona Drama, com uma reflexão bem bacana sobre vida, minimalismo, amarras. Emocionante!

5 - Vai um linchamento aí, freguesa?
Do André Barcinski, sobre como a internet está nos deixado meio malucos e muito, muito agressivos. E as mídias sociais estão aí, reforçando isso tudo.

6 - Homenzinhos de Merda ganham esmalte
Sim, já passou um tempo dessa polêmica sobre a linha de esmaltes da Risqué. E, sim, achei uma super pisada de bola. O texto é da Mari, do Lugar de Mulher. Não, não é mimimi. É só a reprodução de um modelo de sociedade com cara de década de 1950. Não, não quero isso pra mim, sorry, Risqué.

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domingo, 5 de abril de 2015

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Vamos falar de livros?

Assino a news Bobagens Imperdíveis da Aline Valek há um tempo, e recebi um dos arquivos num período de loucura-loucura-loucura de estudos pra seleção do mestrado. Li o primeiro texto e deletei, porque não podia perder tempo (como se ler Aline Valek fosse perda de tempo...). Um tempo depois, a Bel me mandou a mesma news que eu deletei, porque nela a Valek tinha respondido a uma tag sobre livros e Belzinha me pedia pra responder também. Voltei e li a news inteira, pra reparar o erro anterior :-)

A tag é sobre livros lidos em 2014 e previsões de leitura pra 2015. Bora lá!

Um livro que te surpreendeu em 2014?
Sendo obrigada a escolher um só, vai Anatomia dos Mártires, do português João Tordo, que li no projeto Leitora Parceira da Set Palavras. Que livro incrível! Que escrita, que composição! Já falei que gosto de livros que me tirem do lugar de conforto, e esse foi um deles. 

Um livro que te decepcionou em 2014?
República Paradiso, que li no finzinho do ano.  O autor tem potencial, mas ver mais uma história seguindo fórmula me cansa... Pior que a minha expectativa sobre o livro era bem alta. Enfim... 

A melhor adaptação que você viu em 2014?
Reparação. Tinha lido o livro e, ao ver o filme, achei todas as soluções de adaptação bem feitas, bem condizentes tanto com a trama quanto com o meio. Achei tudo lindo, bem cuidado, um elogio ao texto do Ian McEwan

Um livro que não conseguiu terminar em 2014?
O caso Thomas Quick, um livro reportagem que comecei a ler, super empolgada, em junho de 2014, enquanto ia visitar a Vanessa, o Ronan e o Tomás. Acabei esquecendo o livro na casa deles e só peguei de novo em fevereiro. Voltei a ler, mas parei por conta dos estudos pra seleção do mestrado. O livro está ótimo, estou aprendendo muito com ele. Mas, devido a novas circunstâncias, ele está parado, de novo. Espero terminar em 2015 :-)
Também tem Vida de escritor, do Gay Talese, que está me frustrando por ter sido deixado de lado. Estava curtindo demais a leitura

Quantos livros você conseguiu terminar em 2014?
36. Média de 1,4 por semana. Uma boa média... Achei que não conseguiria chegar aos 20! 

Um livro que está ansiosa pelo lançamento em 2015?
A versão em português do On writing, do Stephen King. Dizem que o lançamento será em maio. Já pedi pro Valter, meu livreiro favorito, separar pra mim. Muita ansiedade por esse livro! Apesar de que eu deveria mesmo era ler em inglês... 

Um ou mais desafios que se dispôs a participar em 2015?
Nenhum. Ou melhor: desafio de ler bastante pro mestrado (\o/) e fazer uma boa dissertação. 

A adaptação mais aguardada por você em 2015?
A esperança, sequência final de Jogos Vorazes. Sim, gostei muito dos livros. Também dos dois primeiros filmes.

Uma leitura que pretende retomar em 2015?
Além de O caso Thomas Quick, queria muito continuar Berlin Alexanderplatz, que deixei de lado por conta da faculdade, mas que tem uma história muito bacana, bem pesada. O livro está no meu criado, justamente pra um dia voltar a ser lido. E Vida de escritor, do Gay Talese, de novo. Ele tem um jeito de escrever muito envolvente. Suas histórias são ótimas e ele é o escritor que eu queria ser quando crescer. 


Três livros da sua meta para 2015?
Americanah, da Chimamanda; 2666, do Roberto Bolaño; e Vida de escritor, do Gay Talese.

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quarta-feira, 1 de abril de 2015

Livro: O bicho-da-seda



O segundo livro do Robert Galbraith, pseudônimo de J. K. Rowling, chegou e logo fui atrás de adquirir o meu. Gostei demais da primeira aventura de Cormoran Strike, O chamado do Cuco, que li em janeiro de 2014.

Após o primeiro caso bombástico, em que Strike e sua assistente Robin elucidaram o assassinato da modelo Lula Landry, o escritório de Strike está lotado de casos, a maior parte deles de pessoas procurando amantes de seus companheiros ou corrupção. É quando Strike recebe a visita de uma senhora meio maluca, Leonora Quine, desesperada porque seu marido, o escritor Owen Quine, estava desaparecido há duas semanas. Ela acredita, piamente, que Cormoran vai encontrar o marido. Owen é um escritor odiado no meio literário e que é dado a desaparecimentos, sempre que é contrariado. Mas é a primeira vez que some por tanto tempo, e Leonora está sozinha para lidar com Orlando, a filha deficiente do casal, que demanda atenção o tempo todo.

Leonora não fala quando ou como vai pagar o trabalho de Cormoran, mas mesmo assim ele pega o trabalho e começa a investigar o desaparecimento. Owen estava para lançar um livro novo que é considerado bizarro demais, que mexe com os brios de muitas pessoas no meio literário e levanta muitas coisas do passado que foram deixadas de lado, mas que ainda suscitam dores e horrores. Leonora tem certeza de que Owen está escondido em algum hotel. Strike não tem tanta certeza. Até que encontra o corpo do escritor, assassinado de uma forma muito violenta. Quem matou o escritor que ousou levantar problemas do passasdo de tantos outros autores?

Strike continua às voltas com sua ex-noiva de personalidade abusiva, além das dores da perna amputada e os eternos problemas de dinheiro. Robin está às voltas com o noivo ciumento (e, eu acho, abusivo e vaidoso em excesso), enquanto tenta mostrar a Strike que quer muito ser detetive. Os dois precisam encontrar o meio termo no caminho de sua relação para conseguir solucionar o caso.

Sim, gostei demais. Gosto muito de livros de suspense e adoro o jeito da J. K. Rowling escrever. Fiquei igual besta tentando descobrir o fim do livro (minha teoria era de que Owen tinha forjado a própria morte, que o corpo não era dele), e foi tudo errado. O final é muito bacana, e abre para uma próxima aventura de Strike e de Robin. A tensão entre os dois aumenta e fiquei na torcida pra Robin dar um pé-na-bunda do Matthew, mesmo que não surja um romance entre ela e Strike. O Matthew é um babaca.

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