segunda-feira, 31 de agosto de 2015

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #81

1 - Você já foi magra
Texto phoda da Clara Averbuck para o Lugar de Mulher. Sobre estereótipos corporais, distúrbios, felicidade. O texto me representa!

2 - Reencontros
Quase tudo que a Ana Paula Pedrosa escreve me emociona. Nenhuma novidade eu terminar de ler o texto com os olhos cheios de lágrimas. Muito fofo!

3 - Adjetivos são legais
Do Sérgio Rodrigues, do blog Todoprosa. O texto é uma delícia, e os adjetivos são queridos, mas perigosos.

4 - Vamos nos ver com olhos mais doces?
Da Mari, no Lugar de Mulher. Sou obrigada a ver a Namaria Braga todo dia. E sempre me espanto com o machismo do papagaio e dela mesma. No dia em que ele mostrou a imagem de que trata o texto e dona Namaria riu e se divertiu, não me espantei. Só lamento que eles e a equipe propaguem esse tipo de visão.

5 - Não é fácil ser presidenta num país machista
Da Lola Aronovich. Sobre machismo, aproveitando o gancho da indicação acima. Sério, tá dando preguiça de viver nesse mundo.

6 - Reinaldo manda nudes
Texto da Fabiane Lima sobre o debate entre Reinaldo Azevedo e Laerte. O mundo anda muito surreal... E ela solta essa pérola maravilhosa: "O mundo de hoje chegou e acontece que a gente ainda está aqui, brigando com bactéria, porque a vida é exatamente isso: uma grande disputa por energia".

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


domingo, 30 de agosto de 2015

sábado, 29 de agosto de 2015

Constatação

Se tem uma coisa que eu não posso dizer sobre a minha vida é que ela é sem emoções.

Porque, olha só, é uma montanha russa constante.

E isso é bom demais!

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


terça-feira, 25 de agosto de 2015

Citações 114

De O outro pé da sereia:



Madzero, primeiro, levantou os braços a mostrar que não tinha culpa no acidente. Pobre como era, seria o único a receber punição. Permaneceu assim, de mãos erguidas, até estar certo de que não havia testemunha. Depois, cumpriu deveres de fé: cobriu a pobre defunta com umas pazadas de terra, balbuciando umas ininteligíveis palavras de encomenda a Deus.


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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


segunda-feira, 24 de agosto de 2015

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #80

1 - Cansei de ser estressada
Da Anita Efraim. Meu mantra desde o primeiro diagnóstico de estresse (já foram quatro), há alguns anos. Tô conseguindo, aos poucos. Ok, bem pouco... A Anita passa por situações parecidas com as minhas. Mas pelo menos ela é mais ativa fisicamente.

2 - O silêncio cúmplice aceita a barbárie
Do Mário Magalhães, que acerta muito. Aqui, ele fala sobre as manifestações de 16/08 e de alguns cartazes equivocados. Deu até vontade de ser a favor da Bolsa Aula de História e da Bolsa Empatia, ambas de forma ampla, geral e irrestrita, pq tá phoda...

3 - Nada é pior do que se deparar com um jovem de cabeça velha
Do Sakamoto. Podia endereçar pra algumas pessoas aí - a começar pela minha progenitora, que tem uma das cabeças mais idosas que conheço. E aqui, mesmo que o texto faça coro com a indicação acima, acho que vale pra tudo nessa vida. Manter a cabeça velha faz bem pra vida (p.s.: e pra gente de cabeça velha, não importa a idade, mando um abraço carinhoso e desejos de open your mind).

4 - O que é mais notícia: editorial do 'The New York Times' ou da 'Economist'?
Mais um do Mário Magalhães. Porque a análise diz sobre o jornalismo, sobre noticiabilidade, sobre coisas que é preciso pensar bastante quando se tem mediação. E também porque a gente ainda tem a mania de achar que a mídia de fora é que sabe sobre nós. Afff...

5 - O dia em que fui escoiceado pela cultura do ódio
Do Draft, com depoimento do Adriano Silva sobre a agressão que sofreu num congresso. Vale a leitura, pra pensar sobre a proliferação do ódio e da intolerância, em vários setores. Quem parte pra agressão, seja física, verbal ou psicológica, já perdeu a razão (nos sentidos filosófico, psicológico, sentimental, de motivos ou qualquer outro).

6 - Finalmente, uma propaganda decente relacionada a alimentos
Do Blog Relações. Veja o vídeo. E repita comigo: ainda há esperança! :-)

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domingo, 23 de agosto de 2015

Depois de um longo inferno astral

Diz aquele ditado que, depois da tempestade, sempre vem a bonança. Ou que nasce um arcoíris depois da chuva, se tiver sol.

Foi em 23 de agosto de 2014 que teve início uma fase bem barra pesada na minha vida. Foi nesse dia que Tia Ylza caiu na rua e, três horas depois, faleceu. Um ano hoje. Foi há um ano que tudo mudou.

Brinco sempre com o dia 23 de agosto, porque é quando falta um mês pro meu aniversário. Dizem que é aí que seu inferno astral começa. Hoje, um ano depois do início marcante do meu último inferno astral, posso supor que ele durou praticamente um ano.

Ainda é complicado enfrentar a morte da Tia Ylza, depois a da Vovó, a do Roberto e, agora, a do Tio Jésus. Foram quatro porradas seguidas, todas pesadas - cada uma a seu modo.

No fim de 2014 fiz um post-balanço falando sobre o que eu aprendi, em especial depois da morte da Tia Ylza. Falei muito em aprendizado - e é verdade, aprendi pra caramba em 2014. E achei, ingênua, que levaria 2015 na boa porque o que tinha de ruim tinha ficado em 2014. Claro que a vida não é assim. Porém, é fato que o ano veio mais leve. Mesmo com as duas mortes que me desestruturaram.

No início de 2014, quando estava reformulando meus planos, escrevi no Twitter que tinha um medo: não conseguir me reinventar. E esse medo, que naquela época era apenas profissional, depois da primeira morte virou pessoal. Durante vários dias, pela manhã, eu repetia, quase como um mantra, que era só um dia a mais para me reerquer da dor. E todas as vezes em que nova maré de dor veio, me agarrei a essa reinvenção, pra não me deixar afogar.

O interessante é que, no resumo desse ano, "morte" é mesmo a palavra da vez. Mas isso apenas quando se tem uma visão bastante geral. Vendo com uma lente de aumento, outras coisas aparecem. Foi um ano de muitas vitórias pessoais. Muitas mesmo. Daquelas pequenas superações do luto ao fim de um tratamento médico um tanto longo. De pequenos passos de organização pessoal até a aprovação no mestrado. De conseguir, ao mesmo tempo, trabalhar, fazer graduação e mestrado (e sobreviver a essa loucura toda!). De começar uma coisa morrendo de medo de falhar e ter uma vitória internacional (um dia eu conto...).

Saí da sensação de abandono depois das mortes para encontros mais que ternos. Espalhados aqui e ali, grudados nos momentos ruins, pra me fazerem continuar acreditando, pollyannamente, que tudo tem um lado bom.

Por isso, estou decretando que, hoje 23 de agosto de 2015, a zica passou. E ponto final.


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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Livro: Don Juan, Fausto e o Judeu Errante em Kierkegaard



Trabalhei com esse livro, no último semestre, na disciplina de Estética, sobre Kierkegaard, na Filosofia. O livro foi escrito pela Guiomar de Grammont, que foi a professora da matéiria. O objetivo era estudar os estádios estéticos descritos por Kierkegaard, especialmente nos textos assinados por pseudônimos. Além do livro, lemos Diário do Sedutor e Temor e Tremor. O filósofo não tratava os estádios como estágios, ou como uma sequência. Por isso usa "estádio", porque é possível ficar em apenas um deles, ou passar de um para outro, sem que haja uma evolução, como a palavra "estágio" sugere. Ele aponta três estádios: o estético, o ético e o religioso.

As três principais figuras que vimos durante o semestre foram Don Juan (estádio estético do Sedutor, da sensualidade), Fausto (estádio estético da Dúvida) e o Judeu Errante (estádio estético do desespero). Falamos mais rapidamente de Sócrates, o personagem do estádio do Herói Trágico, e de Abraão, o estádio do Cavaleiro da Fé. Abraão é, ao mesmo tempo, estético e religioso, porque ele realiza o salto de fé no infinito.

No livro, os personagens são descritos de uma maneira bem agradável e interessante. O texto facilita da leitura dos textos-base de Kierkegaard, que são bem tranquilos de se ler. Porém, os comentários da Guiomar foram ótimos, até pra entendermos como Kierkegaard lidava com seus pseudônimos. O objetivo era mais o da ironia socrática do que o de criar um personagem para defender seu próprio ponto de vista. Fica mais fácil entender Kierkegaard quando se sabe que a maiêutica é a técnica que ele utiliza.

Guiomar  mostra as estratégias de Kierkegaard para que seu leitor se identifique com o personagem analisado. Assim, ele consegue expor as contradições e os problemas de cada estádio estético. O livro é fruto de sua dissertação de mestrado.

As discussões na aula, focadas nos livros, eram recheadas de poesia! Foram aulas muito bacanas. Bem no final do período, vimos o filme A festa de Babette. A história se passa na Jutlândia, onde Kierkegaard nasceu, na Dinamarca. O filme tem os elementos da discussão estética de Kierkegaard e, de quebra, é maravilhoso! O último capítulo do livro da Guiomar é um ensaio sobre a obra. A discussão do filme foi tão bacana que, no dia da prova da disciplina, combinamos de fazer a nossa "Festa de Babette", pra comemorar o período, o fim do período, Kierkegaard e a vida.


Nossa Festa de Babette

Sem contar que a prova foi uma das mais legais que já fiz. A proposta era dissertar livremente sobre uma das figuras estéticas de Kierkegaard. Escolhi falar sobre duas, com o livro Dois irmãos, do Milton Hatoum, como exemplo. Achei que o texto ficou bacana. Pena que foi a única prova que fiz na vida sem rascunho...

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terça-feira, 18 de agosto de 2015

Citações 113

De O outro pé da sereia:



Nascemos para ser escolhidos, vivemos para escolher. Podia-se dizer que Madzero que era tonto mas, ao menos, ele escolhera viver nesse lugar de que se esqueceram o caminho. Há anos que ele quase não cruzava com alma vivente. A única pessoa de seu convívio era Mwadia, essa que tinha corpo de rio e alma de canoa. 



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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #79

1 - A história do triciclo de Shinichi
Que texto phoda do Inagaki! Sobre as bombas de Hiroshima e Nagasaki, sobre as vidas. Triste, muito triste!

2 - Eu NÃO bato panela
Do Santiago Nazarian. Ficção com pé lá na realidade. Vale a leitura.

3 - O mercado não vale mais que nossas vidas
Texto do Pablo Villaça sobre o documentário "Merchants of Doubt". Fala sobre lobby, poderes e liberalismo.

4 - Pupanique 2 e os pais que acordaram
Uma das coisas que mais gosto do blog Lagarta vira Pupa, da minha amiga Dea, é ver a mobilização que ela consegue fazer. Aqui ela conta como foi o Pupanique 2, realizado em São Paulo, e como é importante colocar o bloco na rua por mais inclusão. Lindo!

5 - Hollywood, terra de maiorias
Do Pablo Villaça, de novo, sobre como a indústria americana do cinema insiste em não mostrar a diversidade. Nenhuma novidade, mas dessa vez há muitos números e dados.

6 - Liquid Paper da memória
Do Mário Magalhães, sobre o tal do decoro parlamentar, e como os taquígrafos do congresso acabam protegendo aqueles que falam demais.

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domingo, 16 de agosto de 2015

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Citações 112

De O outro pé da sereia:



A melhor maneira de mentir é ficar calado. Lição que o burriqueiro não aprendera com ninguém. O silêncio não é a ausência da fala, é o dizer-se tudo sem nenhuma palavra. Por isso, Madzero só falou quando a esposa deixou de lhe pedir para contar a história do astro. Enquanto Mwadia lhe enxugava o corpo, o burriqueiro relatou as extraordinárias sucedências que a ele pareciam, singelas, mas que iriam mudar o destino do seu lugar e da sua gente. 


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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #79

1 - Você lincha os outros na internet? Talvez não saiba, mas você é um covarde
Aqui o Sakamoto parte em defesa dos jornalistas de Veja que escreveram a tal matéria sobre a conta do Romário na Suíça, e que foram alvo de perseguição no Facebook. Eu não queria estar na pele deles. Não só pelo linchamento, mas por tudo que sei sobre a produção de texto da revista. Mas o Sakamoto fala, mesmo, é sobre os linchamentos digitais, independente de quem seja o destinatário das ofensas.

2 - Queridos publicitários, apenas parem
Do Lugar de Mulher, sobre alguns equívocos da publicidade, especialmente no que se refere à mulher. O caso mostrado, de um AD da Índia, é de dar vergonha!

3 - Respeito ao voto popular e cerco à ladroagem não são excludentes; combinam
Do Mário Magalhães. As análises dele são sempre interessantes.

4 - Tintura
Do Darllan Cruz, sobre depressão. Fiquei uns dias com esse texto na cabeça. Tenho lido muito sobre depressão, quase que me preparando para ler O demônio do meio dia.

5 - Reflexão aos leitores e fazedores de jornais
Da Kika Castro. Super me identifiquei. Leio coisa pra caramba, diariamente. Seja pro trabalho, seja pro mestrado. Tem hora que cansa!

6 - Alguém aí é a favor da corrupção?
Texto do cineasta Jorge Furtado - fazia tempo que eu não visitava o blog dele (problema resolvido, já que há RSS!). Pra pensar um pouco além da caixa sobre o que anda rolando no Brasil.

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domingo, 9 de agosto de 2015

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Sobre pilhas e pilhas de memórias

Tinha seis anos de idade quando mudei de cidade pela primeira vez. Não lembro de muitas coisas. Só de que eu queria continuar morando em Ouro Preto, tinha medo de Belo Horizonte e de que meus avós, meu tio e meu padrinho arrumaram uma viagem às pressas pra não ver a nossa mudança.

Na segunda vez, lembro do pânico de ir morar em uma cidade tão longe de Minas. São Luís não me seduziu enquanto ainda nos preparávamos pra mudar. Isso só mudou quando cheguei lá e descobri que podia ser mais livre pra brincar (falei de São Luís aqui, aqui, aqui e aqui). Pra mudar, meus irmãos e eu viemos pra Ouro Preto, enquanto nossos pais encaixotavam tudo e davam prosseguimento. Lá, ficamos 20 dias num hotel enquanto procurávamos apartamento. Lembro de ter ajudado um pouco na mudança pro apê da avenida da Paz. Sempre gostei de colocar as coisas no lugar.

Um ano depois estávamos voltando pra BH. Dessa mudança eu tenho mais recordações. Lembro de arrumar minhas roupas, meus livros, meus brinquedos em caixas e, também, de rearrumar boa parte no apê de BH.

A troca de apartamento em BH é a mudança de que mais me lembro. Primeiro, porque sair do apê em que vivemos desde pequenos (apenas com a interrupção do ano em São Luís) foi bastante doloroso. Havia muitas memórias entre paredes. Ver o apartamento vazio doeu muito. É curioso que ainda hoje eu sonho com aquele prédio. Com as escadas, os elevadores, o salão de festas, o playground, as garagens... Engraçado como ainda penso em morar lá de novo. Os melhores dias de brincadeiras e companheirismo foram vividos ali.

Por outro lado, o novo apê era maior e mais confortável. A data da mudança foi o único dia em que matei a aula no cursinho, só pra ficar por conta. Foi rápido colocar tudo no lugar. E que deu aquele cansaço gostoso depois de tudo pronto e limpo. Parecia um recomeço, sem ser assim, exatamente.

Recomeço mesmo foi quando me mudei pro apê em que morei sozinha. Em que cada coisa entrou lá com um sentido. E que também trouxe tristeza quando juntei tudo e vim pra Ouro Preto. Era outra vida, outro tempo. Fui muito feliz lá, e também seria (e sou) muito feliz aqui.

Há cerca de um ano estou às voltas com outra mudança. Não da minha casa, mas de uma casa que ficou por minha conta por acaso do destino. Um ano pra conseguir enfrentar tudo o que uma vida demorou mais de 90 anos para juntar, para acumular. Com muitos detalhes, muito cuidado, muito carinho, muita história e muitos tesouros.

Sim, é um trabalho enorme desmontar uma casa. Tirar todos os móveis de lugar, tirar a poeira escondida ali atrás, onde uma cômoda antiga ficou estacionada por mais de cinco décadas. E pensar em cada coisa que está lá, no destino de cada uma - quem vai ficar com isso? e com aquilo? quem merece? quem tem direito?

Além dessas questões ainda tem o enfrentamento. É ter que lidar com as paredes que contam histórias, com aqueles cantos escondidos onde, há tantos anos, alguém brincou de carrinho. É encontrar a rede em que alguém lia um livro ali, dobrada, dentro de um saco plástico, na parte superior de um armário. É lembrar daqueles momentos em que eu tratava a banheira como se fosse minha piscina particular. Encontrar uma pasta com cada cartinha que escrevi, desde que aprendi a desenhar as letras. É ver maços e maços de cartas de remetentes desconhecidos. Fotos do início do século XX, do finzinho do século XIX, com pessoas que sabe-se lá quem são. São cadernos com trovas, poemas, contos. E receitas de tricô. E receitas de doces escritas a bico de pena, com medidas em libras. É ver aquele cantinho ali, atrás daquela porta, que a gente nem lembrava que existia, mas que guardava algo muito bem guardado. É descobrir portas, passagens, torneiras e objetos. É abrir uma caixa de madeira e ver os bilros de renda da avó do meu avô.

O medo de enfrentar isso tudo me deixou parada por um bom tempo.

Porém, já dizia o ditado que "quem tem amigos, tem tudo". E uma amiga, dessas que põe a gente pra cima, não tem medo de nada - nem de aranhas canibais assassinas -, é despachada e segura, acabou me colocando pra frente, pra enfrentar poeira, móveis, aranhas e uma pilha muito maior de memórias. E, juntas, fomos desbravando aquele mundo de coisas.

Foi preciso deixar a emoção de lado, da porta pra fora, e agir como se nada de mais estivesse acontecendo. Mesmo assim, foi fácil me emocionar com coisas tão pequenas que fui descobrindo por trás daquelas vidas que foram vividas ali. Vou compartilhar algumas delas aqui, assim que puder.

Não é fácil desmontar uma casa. É o momento de se deparar com traços de outras vidas - mesmo que essas vidas sejam nossas mesmo. E o barato da coisa, além das descobertas, é saber que todo ponto final dá margem para um novo início.

Obrigada, Nancy. Sem você, nada disso seria possível!

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terça-feira, 4 de agosto de 2015

Citações 111

De Anjos do Universo:



- Humanos! Não conheço nada mais asqueroso do que os humanos. Nós não somos humanos coisa nenhuma!
- E o que é que somos então?
- Sombras que caminham!


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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #78

1 - Como a internet está jogando a ciência nas trevas
Do André Barcinski, uma reflexão interessante sobre a divulgação científica e como a internet está contribuindo para a divulgação de informações falas. Eita, internet!

2 - Uber? Não, obrigado!
Também do André Barcinski. Vale pra pensar a respeito, tanto da polêmica taxis X uber quanto dos modelos econômicos que não favorecem quem faz o caminho ~correto~

3 - sobre eva, nina simoni e minha mãe
Post feminista da Patrícia e, olha, vivi essa coisa de "fica calada e aceita" na pele, além de ver constantemente acontecer. Texto necessário.

4 - Por que eu sou contra o Uber
Da Milly Lacombe, porque é um bom complemento ao texto do Barcinski.

5 - Sabores
Texto delicioso da Ana Paula Pedrosa, sobre sabores e memórias. Fiquei horas pensando nas minhas referências :-)

6 - Faça o teste e descubra que tipo de leitor você é
Do Sakamoto sobre interpretação de textos. Como ele mesmo diz, a piada é velha, mas o mundo anda meio assustador.

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domingo, 2 de agosto de 2015