quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Sobre aniversário

Em 2014, meu aniversário foi terrível. E vinha eu caminhando, após anos de análise, em uma relação melhor com a data, porque sempre odiei esse dia. A minha analista investiu pesado em me ajudar a ressignificar tudo. Estávamos indo bem até 23 de agosto de 2014 chegar, com a morte da Tia Ylza. No meu aniversário daquele ano completava-se um mês da ausência dela.

Daí veio a vontade de mandar esse ano de luto pras cucuias, e foi em 23 de agosto de 2015 que rolou o ponto final nesse sentimento ruim. Não que ele tenha deixado de existir, mas está menor e tendo um novo significado, porque, como dizia o MPB4, pra frente é que se anda. Nem inferno astral rolou! Chegou 23/09 bem devagarzinho, bem leve.

Logo cedo, recebi o abraço do Leo e um presente super gostoso do Stênio, esse fofo.

Delícia!


Leo super aproveitando o presente...

Teve carinho de todo lado! Até por telefone, que é o mais complicado pra mim (um dia eu conto como é a minha relação com esse bichinho). Muitas mensagens pela timeline do Facebook, pelo Messenger, por e-mail (saudações ao sumido do Pedro, esse cara que eu adoro e que me mandou um e-mail muito divertido), pelo WApp, muitos abraços pessoalmente.

Teve o momento #mulhertraída, quando todos os meus 11 coleguinhas de turma de mestrado fizeram um café, no meio da aula. Porque foi tudo feito na surdina - até grupo no WApp eles criaram! E eu nem desconfiei, pq tava tudo normal demais, como sempre. Mas teve festinha, com bolo, coxinha, pão de queijo, biscoitinhos, café, suco... e um cartão. Fofo demais!!


A prof. Hila fez isso. Olha que fofo!
Ou seja: dá pra ser feliz na aula de metodologia


Tem turma de mestrado mais fofa? Axu qui não!

Teve até Tatá dizendo que viu um vídeo da Jout Jout e só lembrou de mim. Me achando fiquei sqn...

O primeiro momento #morridechorar veio com a mensagem que a Dreisse me enviou pelo Messenger. Que delicadeza! Terminei de ler soluçando, com lágrimas pingando sem parar e o Leo rindo da minha cara. Depois que ele leu, tava ele emocionado também. Dreisse, sua linda, não tenho palavras pra agradecer.

E teve poesia da Ju. Foi o segundo momento #morridechorar. Linda demais essa minha cretina favorita! O texto é cheio de referências à nossa amizade, a momentos que vivemos juntas, às conversas nas escadas da PUC, ou às virtuais, aos momentos em que discordamos completamente uma da outra e que, nem por isso, brigamos. Ju, amo vc!



Aline (23/09/2015)

Nas escadas da vida
Faço de banco os degraus
Encontro minha alma irmã
Terna, delicada, acolhedora
Confidenciamos...
Aconselhamos…
Filosofamos…


Descubro satisfeita
Que o discordar
Pode ser fraterno,
Enriquece a vida
E na sua franqueza,
Une
E no seu respeito,
Faz-me humilde


A distância…
A distância de saudade
Povoa-me
E nos mais... Inexiste.


Nas escadas da memória,
Do que já foi
E do que ainda hei de lembrar,
Faço de banco os degraus
E lá te encontro…
E lá te abraço…
Aline, irmã!


Pra minha alegria, foi leve. Como nunca antes na história da minha relação com meu aniversário. Viva a ressignificação!

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


terça-feira, 29 de setembro de 2015

Citações 119

De O outro pé da sereia:


Estivesse ou não chovendo, todos os domingos Constança retirava as molduras da parede e conduzia as imagens dos falecidos a passear pela vila. Se alguém a questionasse sobre a inusitada procissão, ela ripostava:
- Não é de flores que os mortos necessitam. Carecem é de companhia.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


segunda-feira, 28 de setembro de 2015

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #85

1 - Até que aconteça contigo
Do Lugar de Mulher. Sobre a música de Lady Gaga que aborda a violência sexual em universidades. Universidades parecem ser um mar de violência de gênero - conheço várias histórias -, mas não só elas merecem essa marca, já que até nos lugares mais improváveis o estupro e vários tipos de abuso acontecem. O texto é forte, o clip é forte. E ambos são necessários para acabar com esse tipo de violência. Um dia, quem sabe, haverá mais empatia e mais sororidade por aí. Espero ansiosamente por isso.

2 - Eu tenho sorte
Da Ana Paula Pedrosa, sobre a vida. Também tenho sorte. Alguns azares no meio do caminho, mas no geral, muita, muita sorte mesmo.

3 - Por que mataram meu pai
Um texto indispensável para entender como a corrupção no País ultrapassa o que estamos acostumados a ver na mídia. Até porque a mídia tem seus motivos para divulgar esta ou aquela notícia. E, em geral, as razões não são muito bonitas. O texto é da Agência Pública e foi publicado no site da Abraji.

4 - 10 provas de que você tem tempo para ler
Da Renata, do blog Lombada Quadrada. Pra provar que quem quer arruma tempo pra ler. Super me identifiquei :-)

5 - Retratos do Brasil: quem paga a conta da crise
Vou seguir o Mário Magalhães e deixar a imagem falar por si.

6 - Toda criança pode aprender
Da Déa, no Lagarta vira pupa. Coisa mais linda é ver o Theo se desenvolvendo, aprendendo, curtindo aprender. Muito lindo o seu filhote, amiga!

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


domingo, 27 de setembro de 2015

Excesso



Daqui.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Cuca

Foto: Leo Homssi

Hoje faz 14 anos que a Cuca veio morar comigo.

Outro dia, a Anamyself estava falando sobre a cachorrinha dela, que foi sacrificada aos 18 anos. A foto dela levando a mocinha para o veterinário me doeu, muito. Inevitável pensar na Cuca.

Das minhas três idosinhas, era ela quem eu achava que ia embora primeiro. Ficava pensando em como fazer para vovó não sentir muito a falta dela. Mas aí veio a roda-viva do destino jogando a gente pra lá e foi a vez de pensar em como fazer a Cuca superar a falta da vovó. Ela passou alguns meses bem deprimida. Tivemos que esquematizar uma força-tarefa aqui em casa pra ver se ela melhorava. Hoje, nove meses depois da ida da vovó pro hospital, o humor da Cuca voltou ao normal.

Mas, como toda idosinha, ela está cheia de probleminhas. Não enxerga mais direito, o faro não é mais 100%, os ouvidos perderam a capacidade de ouvir até uma formiguinha passeando lá longe. A coluna já está bem ruinzinha - há tempos, compramos uma escadinha de material ideal para cachorros, pra ela subir na nossa cama. E tem as verrugas... a pele mais velhinha, surgiram verrugas pelo corpo todo.

Foi uma verruga que fez ela ter de usar esse capacete aí da foto. Incomodada, ela mordeu tanto a verruga, na perna, que acabou se machucando. A proteção durou duas semanas e ajudou bastente no tratamento. Por outro lado, levou a alguns cuidados especiais - ela não conseguia mais subir na escadinha e precisava ser colocada na cama a toda hora, incluindo madrugadas; precisamos mudar o potinho de ração para um prato, para que ela conseguisse comer. A água não precisou ser mudada, mas ela teve de se adaptar para beber. Passou duas semanas batendo em tudo o que via pela frente, tomando mil sustos quando batia, e sem ouvir direito de onde vinham os chamados. Ficou bem confusa e irritada.

Agora, já voltou às boas, sem a proteção e bastante livre pra ir onde quiser. :-)

Continua manhosa! 

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Livro: A elegância do ouriço



Nas primeiras linhas, o livro me ganhou. Achei que era pegadinha e li até a página 50 (aproximadamente), segurando as pálpebras, em luta conta o sono que me é peculiar. Não queria largar, mas tem uma pilha enorme de coisas pra ler pro mestrado (e dois seminários, um projeto e quatro artigos pra finalizar). Se o tempo fosse farto, demoraria poucos dias para terminar de ler. Mas não, foi preciso mais de um mês, em doses homeopáticas, pra descansar da leitura de transmídia e de metodologia.

O título de A elegância do ouriço me deixou curiosa desde a primeira vez que ouvi. Depois li algumas críticas elogiosas, mas não me aprofundei, porque o coloquei naquela lista eterna de livros a serem lidos um dia. Mas como o destino é uma caixinha de surpresas (CLIMBER, Joseph), veio o Clube de Leitura e o livro foi a escolha da vez. Fiquei feliz.

Há duas protagonistas: Renée Michel, a solitária concierge de um rico edifício em Paris, viúva e muito inteligente, escondendo todo seu conhecimento dos patrões; e Paloma, Josse uma garota superdotada de doze anos e meio, moradora do prédio onde Renée trabalha, já desgostosa da vida e procurando um sentido para tudo. Renée se esconde, Paloma se esconde. Bem blasé, Renée observa a vida dos patrões, seus dilemas e características, enquanto toma chá com a amiga portuguesa Manuela. Já Paloma tenta fugir dos pais, ele político, ela depressiva, e da irmã fútil. Renée e Paloma se encontram, mas antes também encontram Kakuro, um personagem envolto em um pouco de mistério e muita delicadeza.

Ainda tem mil referências a Ana Karenina, ao cinema japonês, à pintura holandesa e até ao pintor inglês Francis Bacon. E tem delicadeza, camélias, sorrisos, lágrimas, muita chuva.

A autora, Muriel Barbery, é incrível. Texto denso e suave, ao mesmo tempo. É sarcástico e intrigante. A troca das narradoras faz surgir aquela vontade de continuar lendo, mas não como é nos livros pega-bobo-da-estrela, em que o autor termina o capítulo com um gancho de microssuspense para o próximo.

A trama dá muitos elementos para se pensar, um tanto filosoficamente, sobre a vida, a arte, a sociedade e o traquejo social, a individualidade - não no sentido do egoísmo, mas da persona -, o sentido de tudo isso e de mais ainda.

E que final arrebatador! Chorei, como há muito não chorava com um livro. Uma das melhores leituras (de um ano com pouca literatura, mas também seria se eu tivesse lido mais).

P.S.: pensando em um destino pro volume...
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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


terça-feira, 22 de setembro de 2015

Citações 118

De O outro pé da sereia:


- Lembra-se do tempo em que eu passava tardes e tardes costurando? 
- Lembro-me, mãe. Eram tantas filhas, tantas roupas! 
- A maior parte das vezes, eu só fingia que costurava. 
- Fingia? Fingia para quê? 
Os homens não gostam que as mulheres pensem em silêncio. Nascem-lhes nervosas suspeitas.  
- Enquanto ia costurando, o seu pai não imaginava que eu estava pensando. Minha cabeça viajava por todo lado.  
Nesses escassos momentos, Constança era mulher sem ter que pedir licença, existindo sem ter que pedir perdão. 

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #84

1 - Pagar mais impostos? Eu topo, ministro
Da Ana Paula Pedrosa. Onde eu assino?

2 - Quer ser jornalista? Tem certeza?
Do André Barcinski. Estou do outro lado do balcão (sou assessora) há anos. E concordo com tudo o que ele disse. Muita coisa do jornalismo de verdade se perdeu por aí, o que é lastimável.

3 - Assistir a "Que horas ela volta?" na Europa: passar vergonha pelo Brasil
Texto provocador da Nina Lemos, na TPM. Curto muito os filmes da Anna Muylaert e tô doida pra ver "Que horas ela volta?". A pensar pelo que já li em outros lugares, e com o texto da Nina, deve ser um daqueles filmes de abalar estruturas, exatamente como eu gosto.

4 - Me admira você, uma XXXXOOOORRRnalista!
Um Periscope da Rosana Hermann sobre estereótipos. E sobre cu, também, que foi o que motivou o vídeo.

5 - Decisão do STF: já basta de candidatos eleitos com o rabo preso
Do Sakamoto, com uma reflexão interessante sobre o ato de doar a todos os candidatos, sem fazer distinção. E ainda traz um trecho de Minha razão de viver, do Samuel Wainer, um livro fundamental pra quem é jornalista e pra entender a imprensa brasileira.

6 - Candidato descreve como é a seletiva para participar do "BBB16"
Do blog do Maurício Stycer, com o relato do jornalista curitibano Leonardo Vinhas sobre uma das seletivas do BBB. A descrição das dinâmicas - da reação dos candidatos, na verdade - é de assustar. E, como ele mesmo diz, não há como escapar...

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


domingo, 20 de setembro de 2015

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Balanço: seis meses de mestrado

A ideia é tentar organizar o que foi esse furacão delicioso na minha vida. Em números. Ou não...

- quatro meses de aula no primeiro semestre, um mês de "férias", um mês de segundo semestre;
- um mês pra descobrir quem iria me orientar;
- mudança de planos sobre o objeto - gosto muito mais dele hoje;
- três disciplinas muito bacanas;
- uma carga de leitura que eu não sei mensurar - aproximadamente 100 páginas de livros por aula, por semana. Aproximadamente 300 páginas de livros por semana. Mais filmes, da disciplina de Temporalidades. Todo mundo falou comigo que era leitura demais e eu achei que era de boa, porque Filosofia também tem muita leitura. Enganada estava eu;
- três seminários ao longo do primeiro semestre;
- três artigos ao fim do semestre;
- muita correria pra dar conta dos artigos;
- 50 tons de olheiras;
- 11 colegas muito legais e companheiros;
- muito pão de queijo, como na graduação;
- alguns capuccinos nos dias de aula mais frios;
- algumas empadas, pra variar um pouco;
- muitas risadas;
- alguns bordões muito divertidos e adequados;
- muito desespero com prazos;
- um grupo de pesquisa;
- um livro de 500 (isso mesmo, quinhentas) pro grupo de pesquisa lido em uma semana;
- uma proposta de artigo aprovada em um congresso internacional;
- três livros vindo pra cá, via correio;
- semestre novo e muita leitura de metodologia;
- epifania lendo Wallace Fowlie;
- fim de semana? que é isso mesmo???
- quatro artigos a serem escritos durante o segundo semestre;
- um artigo a ser escrito no fim do segundo semestre;
- um projeto de pesquisa completo pro fim do segundo semestre;
- dois seminários já engatilhados no segundo semestre;
- já falei muita leitura de metodologia?;
- muitas tabelas, quadros e gráficos. Nunca antes da história da minha vida fiz tanta tabela e tabulei tantos dados;
- um estágio de docência quando a greve das federais acabar;
- se pudesse, dois estágios de docência, porque eu curto muito dar aulas;
- muita troca de ideia, nos debates em sala de aula, fora da sala de aula, na cantina, na empada, no WApp e no Facebook. Privilégio a turma ser toda participativa e em sintonia;
- uma aula em inglês com professoras russas (!!!);
- uma certeza toda minha, que um dia eu conto.

Livros e apostilas do primeiro semestre

A foto não tem os ebooks no iPad e no Kindle, porque não dariam volume - o tal livro de 500 páginas é em formato .epub. As apostilas são os textos reunidos de cada disciplina. Uma delas tem dois volumes por motivos de ~nó, foi coisa demais!~

Tô reclamando? Não, tô rindo à toa! Estudar muito é tudo o que eu sempre quis!

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terça-feira, 15 de setembro de 2015

Citações 117

De O outro pé da sereia:


A viagem não começa quando se percorrem distâncias, mas quando se atravessam as nossas fronteiras interiores. A viagem acontece quando acordamos fora do corpo, longe do último lugar onde podermos ter casa. 

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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #83

1 - Ser nerd se tornou algo vergonhoso
Do Lugar de Mulher, texto da Mari Messias. Sobre como o mundo nerd está se tornando um lugar machista e misógino, que valoriza menos o conhecimento de nicho. Triste...

2 - O que aconteceu com o Pink Vader?
Da Laura Buu, seguindo a mesma linha da indicação anterior. Machismo e misoginia pipocando aqui e ali, o que faz o mundo ficar uma droga. Acabamos obrigadas a viver tentando desviar dessas coisas, que estão praticamente em todos os cantos. PQP...

3 - Coisas simples que as mulheres hesitam em fazer por medo de assédio
Também do Lugar de Mulher. Porque não é óbvio pra todo mundo, mas é a realidade dessa vida. Assusta ver tudo isso reunido no texto. Já é algo tão natural, tão aderido à cotidianidade que acabamos nem notando que tem algo errado.

4 - "O jornalismo está vivíssimo. Quem está em apuro são as grandes empresas jornalísticas"
Do Projeto Draft, sobre o site Diário do Centro do Mundo, que eu acompanho desde que era um blog e contava os bastidores das empresas jornalística (o que, confesso, é muito atraente pros jornalistas em geral). Tenho minhas críticas ao que o Diário virou, ainda mais na treta com a Clara Averbuk, mas valorizo a crítica à grande imprensa, que anda vergonhosa.

5 - I am Cait
Da Patrícia, com um texto muito tocante sobre o reality show I am Cait e sobre os nossos preconceitos. Vale muito a leitura.

6 - Pois é, Clóvis...
Do João Carlos Firpe Pena. Antes de falar do texto, preciso falar do João Paulo. Foi um dos melhores professores que eu tive na vida. Se não me engano, foi meu professor de Redação 3 e de jornalismo Interpretativo e Informativo. Lembro que as aulas dele eram dinâmicas e com muita informação. Se eu fosse repórter, queria ser como ele. Daí que ele abri o blog A vida da gente que não sai no jornal. Publicou pouco ainda, mas cada história mais intensa, mais forte que a outra. Vida longa ao blog, e que o João Carlos continue ensinando muito por aí :-)

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domingo, 13 de setembro de 2015

Café


Compartilhado por uma amiga no Facebook.

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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Pílulas do momento #14

Mais de um ano depois, as pílulas do momento estão de volta!

1 - Orientações
Posso estar enganada, posso mudar de ideia no futuro, sei lá. No momento, amor amplo, total e irrestrito pelo meu orientador. Aparentemente, vamos nos entender bem. Ele é um cara bacana, com muito conhecimento e me passa muita tranquilidade, nesse mar de loucuras que é o mestrado. Já me deu um tanto de livros pra ler, todos muito bons, e parece que vai guiando, iluminando o caminho. Tô feliz!

2 - Família
Daí que a família Mendes Barros criou um grupo no WhatsApp. Claro que eu tinha medo que desse merda, pq sempre dá. Mas essa família só me faz ter orgulho. Discussão gostosa, saudável, baseada em memórias, em amor, em encontro. É um privilégio fazer parte desse grupo. Mendes Barros, melhor família EVER!

3 - Literatura
Estou lendo muito pouco. Se bobear, este ano lerei apenas os livros indicados pelo Clube de Leitura. Porque tem uma dissertação a caminho. E porque ando gostando muito de textos técnicos. Sabe aquela epifania lendo um texto de metodologia científica? Pois então... vivi isso semana passada lendo Wallace Fowlie. A literatura vai ficar sacrificada mesmo. Não rola de abraçar o mundo...

4 - Doutorado
Sim, já há planos. Sim, o orientador está incentivando. Não, não é pra logo depois do mestrado acabar, mas já está sendo planejado :-)

5 - Livros, presentes, dedicatórias
Estive pensando em como mudei minhas formas de dedicar um livro. Antes, escrevia dedicatórias na segunda folha de rosto, em geral. Depois, comecei a anexar post-it, pensando que a dedicatória poderia ser uma agressão ao livro. Aí passei para papéis avulsos, colocados dentro do volume. Agora, sabe-se lá o motivo, ando em dúvida sobre o que é melhor fazer. A Ju, minha cretina favorita, acha que a dedicatória escrita no livro é essencial pra dar a ele um caráter mais pessoal. Será? Acho que vou fazer uma pesquisa de opinião sobre o assunto...

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terça-feira, 8 de setembro de 2015

Citações 116

De O outro pé da sereia:



- Me perdoe, senhor padre.
- Vai, vai com Deus!
Silveira parecia mais gratificado em perdoar que o escravo em ser absolvido. Ao absolver os alheios pecados, o jesuíta era atravessado por um estranho sentimento. Eis o que sucedia: o missionário perdoava e, assim, se sentia divino. Depois, esse sentimento lhe trazia culpas. E as culpas o faziam, de novo, sentir-se humano. 



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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #82

1 - Anonimato na massa das torcidas de futebol
Da Anita Efraim. Compartilho com ela o gosto pelo futebol e a falta de esperança sobre as torcidas e o comportamento de massa. Céus!

2 - Rodopiando em Min
Texto muito bom da Eliane Brum (e tudo dela é maravilhoso) sobre o repórter fotográfico Marcelo Min, que morreu vítima de um aneurisma. Chorei muito com ele. De uma profundidade e de uma leveza sem iguais.

3 - Autor do furo sobre aeroporto em terra de parente de Aécio rebate cascatas
Do Mário Magalhães. Tem coisas, que só sendo jornalista em Minas pra saber mesmo... A argumentação do repórter é muito bacana.

4 - Sobre o sotaque de Wagner Moura em 'Narcos'
Do Mário Magalhães (ele de novo, mesmo). Aqui ele fala sobre as pessoas que estão criticando a série 'Narcos' por conta do sotaque do Wagner Moura. Leo começou a ver 'Narcos' num domingo e terminou no dia seguinte. Ele gostou muito. Fui convidada pra assistir com ele, mas por conta do mestrado, deixei pra ver quando tiver tempo (previsão: daqui a dois anos, hahahaha). Estou acompanhando a repercussão: meus amigos curtindo muito, elogiando pra caramba e parte da imprensa criticando o sotaque. Será que é porque a série está no Netflix???

5 - Como a biblioteca de Badgá se prepara contra o Estado Islâmico
Do Livros e Pessoas. Um texto da Associated Press que trata de memória e sua preservação contra a irracionalidade religiosa. Tomara que consigam digitalizar a tempo. Mas o ideal seria que nada fosse destruído pro convicções religiosas.

6 - Luz e trevas: dez filmes para entender o Expressionismo
Do André Barcinski, um guia muito bacana para quem quer assistir filmes expressionistas, que são muito legais, além de serem registro de uma época.

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domingo, 6 de setembro de 2015

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Pequenos tesouros

Viver revirando baús de lembranças não é tarefa simples.

Às vezes, uma coisa minúscula te tira do prumo, porque te lembra aquele dia feliz, aquela pessoa especial, um momento de tristeza, uma outra coisa que já foi. Tenho encontrado muitos bilhetes, rascunhos, cartas e textos maravilhosos, que me enchem de orgulho e de saudade. Quando terminar de arrumar tudo, falo mais sobre eles. Vamos, agora, ao objeto do momento.

Um pouco antes de falecer, Tia Ylza me deu um porta-joias que tem muita história comigo. É um bauzinho que eu sempre achei lindo. Quando eu era criança, ela me deixava brincar com ele. Ela retirava o que guardava lá e eu colocava os meus tesouros, que eram, em geral, pequenos brinquedos. Enquanto durava a brincadeira, aquele porta-joias era o meu maior tesouro.

Foi com muita emoção que recebi o presente. Ele pode ser uma bobeira pra qualquer pessoa que olhe. Mas pra mim, vale muito. Vale mais do que "n" coisas dessa vida. Ela sabia o que ele significava pra mim.

Daí que esta semana ganhei outro presente. Leo pegou o bauzinho, fotografou e me enviou a foto durante uma tarde de trabalho. Agora que não trabalhamos mais no mesmo lugar, acabamos tendo esses momentos de conversa virtual ao longo do dia. Foi assim que recebi a foto, num Hangout.

O olhar do Leo, meu objeto de afeto e a luz de setembro em OP

Caíram vários ciscos no meu olho na hora em que a foto chegou.

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terça-feira, 1 de setembro de 2015

Citações 115

De O outro pé da sereia:



Não. Era isso que o curandeiro Lázaro lhe apetecia responder: que não, não queria que ninguém mais lhe contasse sonhos. Esteve saturado. Já não suportava essa mentira que é o relatar dos sonhos. Porque nenhum sonho se pode contar. Seria preciso uma língua sonhada para que o devaneio fosse transmissível. Não há uma ponte. Um sonho só pode ser contado num outro sonho. 


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