quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Tchau 2015

2015 começou estranho. Tinha perdido minha avó há poucos dias. Iríamos passar a mudança de ano com a família do Leo, em Vitória, mas não conseguimos ir. Ou melhor, eu não consegui ir. Não queria entrar em clima de comemoração sendo que estava arrasada e sem chão. Cancelamos hotel e remarcamos a passagem aérea. O começo do ano foi com amigos, em BH. Um grupo bem pequeno. Alguns, esperando uma virada tranquila. Outros, também somando perdas. Choramos juntos. Mandamos, juntos, 2014 pra bem longe.

A viagem pra Vitória virou uma ida linha a Curitiba. Era pro Leo ir a um show. Acabou sendo minha comemoração pela aprovação no mestrado. Era algo que eu queria há muitos e muitos anos, e vinha me preparando aos poucos. Não pensei que a aprovação viria agora. Estava preparada pra tentar novamente, quantas vezes fossem necessárias. Ainda bem que a aprovação veio rápido, porque o mestrado preencheu minha vida. Não estou dizendo que substituiu a ausência da vovó ou da Tia Ylza. Só que me deu mais e mais coisas pra pensar, pra fazer, pra me ocupar. Tenho certeza de que as duas gostariam de ver isso. Mesmo que vovó dissesse, por entre dentes, que eu estou estudando demais - ela sempre dizia, mesmo quando não se aplicava.

Vovó e Tia Ylza não me viram descabelada e louca porque tinha prazo de menos e coisa demais pra fazer. Não me viram dividida, no início do ano, entre dois trabalhos grandes, o mestrado, a vida pessoal. Não viram que em 2015 eu praticamente não liguei a TV em casa. Que assisti só a dois jogos de vôlei (não tinha a vovó pra me perguntar de que lado estava o Brasil, como o jogo acaba e se é vôlei ou basquete). Que nunca mais vi um capítulo de novela (eu via porque a vovó via, era meu único tempo ao lado dela). Que nem telejornais eu vejo mais. Também não viram que eu quase desisti do futebol, porque tá ficando chato acompanhar o fanatismo. Que não vi nenhum jogo de rúgby. Nem que fui parar numa disciplina de Jornalismo Esportivo no estágio de docência. Nem sobre a disciplina de Webjornalismo, que é o estágio oficial, elas ficaram sabendo.

2015 foi um ano de recomeços. Foi preciso colocar cada coisa em seu lugar. Recomeçar a vida sem a vovó, sem a Tia Ylza. Recomeçar a vida acadêmica em nível hard, porque graduação, mesmo em filosofia, é fichinha perto do mestrado. Recomeçar a trabalhar, desta vez sem o paralelo com a esteira - antes, corria demais e não saía do lugar. Foi o primeiro ano em que consegui planejar tudo do trabalho. Pela primeira vez, depois de anos tentando implantar um planejamento decente, rolou. E foi importantíssimo, porque só assim pra conseguir conciliar mestrado e trabalho. Só assim pra conseguir viajar pra congresso no meio de um mês cheio de eventos.

Também foi um ano de encontros. De refazer laços, de estreitar relacionamentos. Foi o ano em que eu mais recebi manifestações de afeto e força, desde que comecei a comparar. Fui surpreendida por muitas pessoas, que vieram sentar ao meu lado, falar, me ouvir. Nem dá pra dizer os nomes, porque corro o risco de esquecer alguém. Ao menos, posso afirmar que encontrei amigos por todos os lados. E se isso não é a vida sorrindo pra mim, não sei mais o que é. Foi o ano em que a frase "cada um dá o que tem" fez muito sentido, porque foi vista muitas vezes, na prática.

Foi o ano em que Tio Jésus foi embora. Eu tinha certeza de que a sua última visita a Ouro Preto foi no velório da vovó. Quando ele me ligou para falar sobre a morte da vovó, disse para esperarmos ele chegar, para só enterrarmos o corpo quando ele estivesse aqui. Ele estava se recuperando de uma doença pulmonar, depois de um mês de hospital. A médica não o deixava viajar, e só abriu exceção porque era uma situação especial. Ele veio deitado no banco de trás do carro do Bruno, para proteger o pulmão. Foi o melhor abraço que recebi naquele dia. Soube, ali, que ele não voltaria a Ouro Preto. Planejei, então, ir ao Rio em setembro. Seria um congresso e teríamos muito tempo pra conversar. Porém, em julho ele voltou pro hospital, com o mesmo problema pulmonar. Não resistiu. Não voltei a ver Tio Jésus com vida. Não voltei a sentir aquele abraço afetuoso. Mais uma ausência doía, mais um velório sofrido. O Rio de Janeiro não vai continuar sendo lindo.

Foi um ano em que eu li muito pouco de literatura. Primeiro porque nada me prendia a atenção. Depois, porque tinha que estudar pra seleção do mestrado. Depois, pras disciplinas, trabalhos e artigos. Agora, pra dissertação. Livros técnicos são legais, estou aprendendo bastante. Mas sinto muita falta da literatura. Muita mesmo. Ok, utilizo literatura no meu objeto de estudo, mas não é a mesma coisa. Por outro lado, só mudaremos o cenário em 2017, e olhe lá.

2015 foi um ano meio maluco pra política e pra economia do Brasil. Mas pra mim, foi um ano muito bom. De superação, de laços, de caminhos. Que me deixa com muita vontade de ver 2016, de continuar a caminhar e a construir o que eu sonhei há muitos e muitos anos.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Jessica Jones

Mais um episódio de "Aline burlando as regras do Mestrado".

Leo viu todos os 13 episódios de Jessica Jones em um fim de semana. Enquanto isso, lá estava eu estudando, mas pescando uma coisa ou outra. Não resisti... num fim de semana, sem muita inspiração pra ler e escrever tudo que eu preciso (e que, atualmente, se resume a um artigo, um projeto e o primeiro capítulo da dissertação), abre o Netflix e comecei a ver a tão hypada série.

Nunca tinha ouvido falar de Jessica Jones antes. Não tinha ideia do que esperar do seriado. Vi algumas pessoas comentando que era uma série mais humana, menos fantasiosa. Acabei acreditando.

Jessica Jones não é uma heroína qualquer. Ela, na verdade, nem está muito a fim de ser heroína. Adquiriu seus poderes de super força e saltos enormes - ou quedas controladas, como ela diz - após o acidente de carro que matou seus pais e seu irmão. Ela foi a única sobrevivente, e foi adotada pela família de Patsy Walker, uma garota com uma peruca ruiva e um programa infantil na TV. Patsy hoje se chama Trish Walker e tem um famoso programa de rádio em NY.

A série começa com Jessica trabalhando como investigadora particular, com clientes indicados pela advogada Jeri Hogarth. Paralelamente, ela segue Luke Cage, quase obsessivamente, fotografando seus casos amorosos. Jessica se recupera de um grande trauma. Foi sequestrada por um típico vilão de histórias em quadrinhos, Kilgrave. Seu poder especial é o controle da mente. Durante o período em que esteve em seu poder, Jessica foi estuprada seguidamente e ainda matou uma pessoa - Reva, esposa de Luke. É importante ressaltar: Jessica é uma pessoa com estresse pós-traumático.

A possível volta de Kilgrave a faz entrar em pânico e pensar em fugir. Mas o seu lado heroína aflora e ela passa a procurar o vilão para provar que ele é capaz de controlar mentes e até fez com que Hope, mais uma moça sequestrada por ele, matasse os pais.

O mais importante de Jessica Jones, pra mim, é tocar em temas pesados sem deturpá-los e sem dourar a pílula. A série fala de relacionamentos abusivos e de como eles fazem um estrago geral para a vítima e em seu entorno. Mostra como é complicado se perceber em um e a dificuldade de se sair dele. Também fala sobre lidar com escolhas e suas consequências.

É uma série de vanguarda por colocar como protagonista uma mulher cheia de defeitos, vícios, falhas de caráter. Além da discussão sobre abuso, tem aborto - e um aborto necessário, porque levanta um ponto muito importante sobre filhos desejados ou não. Também tem um triângulo amoroso formado apenas por mulheres, com todos os ingredientes de tensão que um triângulo amoroso deve ter. Tem um personagem que também tem características de herói, mas não quer ser - Luke Cage, maravilhoso!!!. Tem a amiga solidária - a relação mais bonita da Jessica. Tem os vizinhos - O Malcon, que é um cara super bacana; a Robyn, que é chata e doidona; o Ruben que é...ingênuo. E tem o Kilgrave, o vilão mais repulsivo dessa vida.

Enfim, foi muito bom ter visto Jessica Jones. Me ajudou bastante a rever conceitos e aprimorar a visão de feminismo que eu tenho. Agora é esperar pela nova temporada e pela série do Luke Cage. E também ver Demolidor. Será que eu dou conta???

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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Citações 132

De Antes que eu morra:


Nosso essencial é o supérfluo.

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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #95

1 - transforma
Do Gui Poulain, um texto lindo e três vídeos necessários sobre humanos e suas diferenças. Muito bonito, muito delicado.

2 - A primeira vez que falei Esperanto
Um texto divertido da Socorro Acioli para o blog da Cia das Letras. Me lembrou da época da faculdade de Jornalismo, quando fazia um trabalho com um professor de Semiótica e um dos coleguinha falava Esperanto e me chamava de pulchra puella.

3 - O que as crianças de diferentes religiões pediram a Deus
Da Sabrina Abreu. Que coisa mais linda!

4 - De "ex-futuro BBB" a "ex-quase CQC"
Do Leo Vinhas. Que publicou há alguns meses um texto sobre a seleção do BBB. E que, agora, conta o que aconteceu desde que aquele texto "viralizou" nas internês. Muito bacana.

5 - Cinco inovações que Star Wars trouxe para o negócio do entretenimento - e o que você pode aprender com isso
Do Projeto Draft. Storytelling, yeah!

6 - Dez dicas para não ser um leitor-cobaia nas redes sociais
Do Sakamoto. Porque tá cheio de leitor-cobaia-massa-de-manobra por aí.

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domingo, 27 de dezembro de 2015

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Citações 131

De Clube da Luta:


Olho para Deus atrás da mesa tomando notas em um bloquinho. Deus entendeu tudo errado. 
Nós não somos especiais. 
Também não somos um lixo ou uma merda. 
Apenas somos. 
Apenas existimos e o que acontecer aconteceu. 
E Deus diz:
- Não, as coisas não são assim. 
São. Bom, tanto faz. Não se pode ensinar nada a Deus.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #94

1 - A importância e a perversão do jornalismo
Do Pablo Villaça, um texto muito bacana sobre o jornalismo, sobre como tudo deveria ser. E não é.

2 - Uma novidade e muito amor envolvido
Da Dreisse, essa linda, que vai lançar um livro! Acompanhei uma parte do processo dela com o livro e posso garantir que vai vir coisa boa por aí. A Dreisse é uma dessas pessoas raras que é movida pela alma. Sucesso!

3 - carta à menina que fugiu
Um texto muito lindo da Patrícia. Super me identifico com a história de vida dela e acho sensacional a forma como ela lidou e ainda lida com o passado. Chorei muito lendo esse texto.

4 - Manual prático para um Natal solitário
Que texto phoda do Valter! Resumiu o Natal, a hipocrisia desse tempo, a loucura das pessoas. E ainda exalta as rabanadas, que são a única coisa boa do Natal. Sério.

5 - Até que ponto precisamos enganar o público para passar uma mensagem?
Reflexão interessante sobre os coleguinhas que trabalham com mídias sociais digitais e que pensam mais em números e menos em conteúdo. Do Gabriel Von Dosch.

6 - Jornalista que cobriu queda de Collor evoca semelhanças e diferenças com cenário atual
Texto do Clóvis Rossi, na Folha. Indico porque o texto é bom, o Clóvis Rossi é um ótimo profissional. Não porque está na Folha. Pq já deu de Folha, né?

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domingo, 20 de dezembro de 2015

Lírios

Vó, descobri que não sou mesmo uma boa jardineira. Resolvi cuidar do jardim depois que você foi embora. No início, minha dedicação foi grande: li algumas coisas, aprendi a manejar as tesouras, a afofar a terra, a regar quando fosse preciso. Achei bom você não ter visto a crise hídrica, em especial em janeiro deste ano. Porque eu tenho certeza de que você ficaria bem triste com a situação e por ter que economizar água com as plantas. Mesmo assim, a hera cresceu. Fui podar. Foram dias felizes, em que mexer com as plantas e com a terra me fazia ficar bem pertinho de você. Enquanto enxugava o suor da testa, misturado com a seiva grudenta da hera, eu imaginava você sentadinha ali no quintal, sorrindo pra mim.

Me dediquei, Vó, mas não sou boa com plantas. Lembra daquela árvore de manjericão que eu plantei? E que por anos nos abasteceu do tempero fresquinho, ingrediente fundamental pro famoso Macarrão da Bel, que você tanto gostava? Pois é... a árvore secou. Por inteiro. Foi muito triste, porque ela também me fazia lembrar de você. Por outro lado, finalmente temos alecrim. Foram muitos e muitos anos de tentativa, não é? E ele finalmente vingou, tão grande quando a nossa árvore de manjericão. Também temos mais orégano, funcho e hortelã. Eu sei que você não gosta de hortelã, nunca gostou. Mas até ela me lembra você. E sobre o manjericão, repeti o processo para plantar. Foram dias esperando as raízes surgirem. Depois, o transporte pro vasinho e, por último, para o canteiro. Ele está pequeno, mas esperamos que fique tão grande e imponente quanto o outro. Ainda fazemos o Macarrão da Bel, mesmo sem manjericão, e sempre penso que você ficaria feliz, já que trocava qualquer lanche da tarde por ele.

O jardim continua florido. Foi nele que encontrei forças pra me levantar toda manhã. Saía da cama bem cedo e subia pra molhar as plantas de leve - estávamos economizando água. Pensava em você ali, agachada junto aos canteiros, cuidando das flores. Eu não tenho o seu dom com as plantas. Durante um período, o jardim ficou mais tristinho. Era a falta de água, era a sua falta. Era a minha falta de jeito também. A Fátima ajudou bastante. Graças a ela, o canteiro com as margaridas amarelas está lindo de novo.

Foto: Leo Homssi

A natureza foi bem resiliente, Vó. Lembra do jasmim que a Tia Ylza te deu? Pois é, ele floriu lindamente em setembro. O perfume invadiu o jardim e foi incrível passar por lá e ver que, mesmo com a minha falta de jeito, a sua vontade de ter tudo em ordem por lá prevalece.

Não poderia me esquecer dos lírios! Entre outubro e novembro, eles apareceram com força, crescendo com muito vigor e também invadindo o ar com o cheiro forte. Muito pólen espalhado pelo chão. Lembrei da sua colheita anual de lírios para levar aos cemitérios no dia 2 de novembro, visitando seus mortos.

Não levei lírios pra você, Vó. Continuo achando que você está mais presente aqui, no jardim de casa, do que naquela sepultura, no cemitério. Deixei os lírios florirem pra você. Tive certeza de que você dançaria entre os canteiros, cheiraria o jasmim, sorriria pras margaridas, podaria a hera, mexeria na terra de cada flor ou arbusto. E levaria os lírios pra onde você estiver.

Saudades, Vó.


Foto: Leo Homssi


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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Portugal - 2º dia

Um dos meus objetivos imbecis menores da viagem era praticar QiGong ao ar livro, na varanda do apartamento do Porto. Ok, é uma coisa besta. Mas era um desejo antigo. Minha proposta era que a primeira manhã por lá fosse assim, enquanto Leo e Lu dormiam. Não rolou. Estava tão cansada que perdi a hora.

Acordamos e tomamos café na varanda. Rolou até uma superprodução pra conseguirmos fazer a foto abaixo.

Foto: Leo Homssi

A ideia da foto foi pra mandar pra mãe do Leo e também pros amigos que ficaram no Brasil, hahahahaha.

Depois do café, fomos pra rua. A ideia era procurar os sebos próximos da Aliados. Saí com essa lista pronta. Procurávamos por livros bem específicos da nossa pesquisa de mestrado. A Lu comprou um livro logo na primeira livraria em que entramos. Enquanto procurávamos, Leo foi dar uma volta no quarteirão e fez fotos lindas, só pra variar.

Estávamos bem perto da Lello e Irmão, a livraria que inspirou a Floreios e Borrões, de Harry Potter. Uma das escalas da minha lista era lá. A Lello ganhou ainda mais fama com o filme e teve que se organizar para receber todas as visitas. Achei que seria fácil visitá-la numa terça-feira pela manhã. Estava enganada.

A fachada da Lello. Linda, linda!


Do lado de fora, o segurança nos informou que era preciso comprar ingressos. Três euros cada. O total, nove euros, poderia ser descontado na compra de livros. Entramos e vimos a representação do inferno na terra. O espaço estava LOTADO. Mal dava pra respirar. Leo já ficou com raiva e optou por sair rápido dali. Lu e eu fomos procurar nossos livros. Pedimos ajuda pra funcionários que já estavam mal-humorados com aquele mundo de gente. Fomos bem mal atendidos e acabamos desistindo de reverter nossos nove euros em livros, porque até a fila do caixa estava enorme e apenas uma pessoa atendia por lá.

Olha esse teto!

O andar de cima

A escada vista por cima

Sorry, Lello... não rolou amor aqui.

Pertinho da Lello tinha uma outra livraria, a Fernando Machado, mas estava fechada. E com cuecas na vitrine!

Foto: Leo Homssi

Dali fomos pra Torre dos Clérigos, também bem pertinho do apartamento. Pagamos três euros de entrada, cada, e fomos subir os 225 degraus, junto com um grupo de adolescentes alemães. Na verdade, corremos muito pra não pegarmos engarrafamento nas escadas apertadas com essa galera toda. Em certos pontos da torre, é preciso parar, voltar, se apertar contra a parede pra deixar os coleguinhas descerem. Solidariedade turística, trabalhamos. Leo agradecia a cada gentileza em uma língua diferente, enquanto Lu e eu só ríamos.

A torre e a igreja dos Clérigos

A vista do Porto, lá do alto

Nós duas, lá em cima

A Igreja dos Clérigos. Tem dois órgãos magníficos e concerto toda sexta

Almoçamos quase em frente à torre, no restaurante Clérigos. Foi lá que provamos um dos pratos tradicionais do Porto, a Francesinha. É tipo um sanduíche com pão de forma e carnes diferentes, ovo, queijo e molho apimentado. Leo topou uma inteira e a Lu e eu dividimos uma. É uma comida forte e pesada, mas não dava pra não experimentar.

Ela, a Francesinha!

De lá, voltamos ao apartamento fazer xixi e nos abastecer de água, e depois pegamos um dos ônibus hop-on hop-off do Porto, para ver o mais possível da cidade. Pegamos o azul e amarelo (outras opções eram o azul, o amarelo e o vermelho) na Praça dos Aliados e fomos passeando. Descemos no Castelo do Queijo, na região de Matosinhos.

No pé do forte, um monte de aposentados jogando baralho

Adicionar legenda




O Castelo do Quejo é um forte pequeno. São os militares da reserva que tomam conta dele. Para entrar, são cobrados 0,50 euros. Logo que entramos, um dos militares disse "Fifty cents!" Lu virou pra mim e disse "Cinquenta centavos". Na hora o senhor disse: "São brasileiros! Aqui se fala cêntimos, só brasileiros falam centavos". Rimos, pagamos e começamos a visita. Como é pequeno, rapidinho tínhamos visto tudo e já estávamos na rua, pegando o ônibus. Descemos perto, em outro forte, que estava fechado. Caminhamos até o farol e ficamos ali vendo o mar bater, com a luz linda do fim da tarde.

Muitas lágrimas de Portugal

Foi muito lindo ver o mar bater. Não consegui uma foto com grande explosão de água. Tomamos alguns banhos de água salgada. Foi até bom pra gente se lembrar de que o Porto é uma cidade litorânea. Lá onde ficamos, no centro, você só lembra do mar por causa das gaivotas.

O percurso do ônibus seguiu até a cidade ao lado, Vila Nova de Gaia, onde há várias cavas de vinho. Não descemos porque seria nosso passeio do dia seguinte.

Do lado de cá, Gaia. Do lado de lá, o Porto. Entre elas, a ponte D. Luís I

Voltamos, compramos mais comida e cerveja e fomos pra casa. Ficamos conversando horas na mesa da cozinha, rindo das nossas mancadas (vai ter um post específico sobre isso), compartilhando fotos pelo WApp e fazendo planos pro dia seguinte.

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Livro: O queijo - uma comédia sórdida



Em julho de 2015, fomos ao lançamento de O Queijo - uma comédia sórdida, do Julliano Mendes. Uns dias depois, fomos ao espetáculo dele, Amores e dores no país das flores, que foi muito lindo. Porém, o livro ficou parado aqui na minha pilha quilométrica de leituras. Porque, sabe como é, o mestrado não deixa a gente ter vida literária.

Mas na base da rebeldia, resolvi escolher um livro pra ler e O Queijo veio fácil. É uma peça teatral em dramaturgia cruzada. São quatro personagens numa sala arrumada para o chá, que conversam entre si, mas as conversas se intercalam, os interlocutores trocam de lugar, a resposta a uma pergunta serve também de resposta a outra. É preciso muita atenção pra acompanhar o embate entre Elizabeth, Barbra, Sarah e Gabriela. Há ainda Debra, que está morta, no banheiro da sala de chá.

A trama tem mistério - tem a morte, tem o queijo, uma boa dose de loucura nas conversas das senhoras e na história de Gabriela, tem a infelicidade da vida, das escolhas, do passar do tempo. Tem o drama de quem escolhe ser dramática e o de quem quer saber a verdade.

O queijo é um livro até rápido de ser lido, mas é bem denso. É inevitável pensar no que andamos fazendo da vida, pra evitar o amargor.

Grande Julliano Mendes! Vc é fera!

Leo, eu e Julliano, no dia do lançamento do livro


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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Citações 130

De Clube da Luta:


- Tudo que uma arma faz é concentrar a explosão em uma direção. - Há uma categoria de homens e mulheres jovens e fortes que querem dar a própria vida por algo. A propaganda faz essas pessoas irem atrás de carros e roupas que elas não precisam. Gerações têm trabalhado em empregos que odeiam para poder comprar  coisas que realmente não precisa. - Não temos uma grande guerra em nossa geração ou uma grande depressão, mas na verdade, temos, sim, é uma grande guerra de espírito. Temos uma grande revolução contra a cultura. A grande depressão é a nossa vida. Temos uma depressão espiritual. 

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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #93

1 - Alegações pró-impeachment desprezam a soberania do voto popular
Do Mário Magalhães. Porque ele é bem lúcido na leitura da conjuntura atual. Porque é phoda ver como alguém com a índole tão duvidosa faz tudo girar ao seu redor. O Brasil que se foda.

2 - A principal tendência da atualidade: entenda a urgência do Lowsumerism
Do Box1824, no Medium. Porque sim, nossos hábitos individuais interferem no mundo. E o consumo excessivo só faz mal, pra quem o pratica e pra quem está no entorno.

3 - Nunca mais!
Texto cheio de sentimentos e de sabedoria do Luiz Carlos Merten, do Estadão, sobre uma palavra - aidético - que ele publicou em uma entrevista que fez com Marina Person. A reflexão é necessária. O reconhecimento do erro é apropriado. O voto de não errar mais é exemplar.

4 - Ocupações nas escolas: Quando o povo é cão de guarda da opressão
Do Sakamoto. Reflexão importante sobre como a reprodução do discurso do poder nos leva à apatia política. Sou dessas que repete, a maior parte do tempo. Preciso mudar, pra ontem.

5 - É política sim, Geraldo
Da Eliane Brum. Sobre as manifestações dos estudantes em São Paulo. Os textos da Eliane são sempre maravilhosos. E, no caso dos estudantes X Alckmin, até quem escreve mal pra caramba vai matar a pau. Pq o Alckmin, veja bem, acho que nem com Jesus na causa...

6 - Pay the writer
Do Pablo Villaça. Uma troca de e-mails com alguém do Uol. Uma posição firme do Pablo. Quem dera todos fossem assim.

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domingo, 13 de dezembro de 2015

Hediondo



Daqui.

E tem receita da rabanada da vovó aqui.

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Portugal - 1º dia

Nosso voo pra Portugal sairia nos primeiros minutos de uma segunda-feira, mas foi adiantado para os últimos minutos do domingo. O tempo foi tão irrisório que nem pensamos em reclamar :-)

Encontramos o grupo no aeroporto: Leo e eu, Luana, Kamilla e Lúcia. Iríamos juntos até Lisboa. Kamilla e Lúcia ficariam por lá (nos veríamos de novo em Coimbra) e Leo, Lu e eu fomos pro Porto. Já começamos a rir desde o embarque. Foi bem divertido, foi bom pra aliviar meu medo de avião.

Chegamos em Lisboa comemorando o aniversário da Lu. Passamos pela alfândega, nos despedimos das moças e fomos pra área de voos domésticos. Fomos de Embraer pro Porto. O menor avião em que já viajei. Engraçado, mas apavorante, por ser pequeno demais. Chegamos super rápido, mas ficamos muito tempo esperando nossas malas. Deu até medo de terem perdido as bichinhas, mas nós tínhamos visto as três malas sendo retiradas do teco-teco avião enquanto descíamos. Pegamos as malas e fomos direto para a estação do Metro. Não é metrô, é metro mesmo. Compramos o cartão Andante - um para cada, fez questão de nos contar o moço da segurança. Fomos em direção ao Estádio do Dragão e trocamos de linha na estação de Trindade. Pegamos a linha D com direção a Santo Ovídio e descemos na estação seguinte, Aliados.

Você sai da estação do Metro e vê isso aqui!
Foto: Leo Homssi

Fomos pro apartamento, que era na rua paralela à estação. Quem nos recebeu foi a Raquel, uma pessoa muito bacana. Nos explicou tudo e nos deixou com três maravilhosos pastéis de nata de boas-vindas. De lá, fomos ao supermercado Froiz comprar coisas de café da manhã. Nosso combinado é que faríamos apenas essa refeição em casa - e olhe lá! Compramos pão de forma, presunto (fiambre), queijo, requeijão, chocolate e cerveja. Tomamos banho e fomos pro 17º comemorar nossa primeira viagem pra Europa e o aniversário da Lu.

Selfie no 17º

Resolvi tomar um vinho, mas como não sei escolher, quem me indicou foi a garçonete. Estava ótimo. Mas como não posso com vinho, logo veio aquela dor de cabeça pré-enxaqueca. Tava prevenida, tomei remédio e passou logo. A comida estava maravilhosa! Fui de spagetti ao pesto (amor eterno, amor verdadeiro) com camarões; Leo foi de tornedor e a Lu, de peito de frango laminado. Experimentamos os pratos dos coleguinhas, estavam todos muito bons. Mas a Lu achou que os garços se incomodaram com a nossa troca de comidas, hahahaha. Compartilhamos a sobremesa também. Lu foi de mousse de framboesa em caixa de chocolate; Leo, de mousse de cacau e eu de fondant de chocolate com frutas vermelhas, que nada mais é do que o nosso velho conhecido petit gateau.

A vista do restaurante é linda, mas não deu pra fotografar. Estávamos só com os celulares, e precisava, no mínimo, de um tripé. Então fizemos como se fazia antigamente: guardamos a imagem em nossos corações #brega.

Voltamos pra casa cansados da viagem, mas muito felizes.


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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Pílulas do momento #17

Especial mestrado again!

1 - Primeiro congresso
Foi meio que sem querer. Mas foi, e lá fui. E acho que nunca tomei tanta porrada na vida - ao menos porradas acadêmicas. É muito duro ver sua pesquisa descontruída. Mais duro ainda é não ter argumentos para rebater o oponente. Não tinha porque não me preparei direito. Porque não esperava o ataque. Porque minha cabeça estava no outro artigo, o que eu iria apresentar uns dias depois em Portugal. Quis muito chorar, mas não fiz. Nem lá, nem depois. Sei lá, chorar tá sendo mais difícil atualmente. O fato é que passar pela pedreira do primeiro congresso não me matou. Mas também não me ajudou em nada.

2 - Descartes
Com o perdão da piada infame, estou em meio a uma dúvida metodológica. Não sei pra que lado vou. Ou melhor, sei que preciso cortar coisas da pesquisa, mas não sei o quê, não sei como. E cortar vai fazer diferença na metodologia. Preciso definir isso pra ontem. Mas não consigo.

3 - Vínculos, desvínculos
Dois semestres e cinco disciplinas depois, vamos nos separar. Entramos numa turma com doze pessoas. Afinidades surgiram, algumas rusgas também. Há pessoas da turma que vou levar pra vida inteira. Agora, estamos nos despedindo dos encontros semanais. Cada um vai pra um lado, dar conta da sua dissertação. Já estou sentindo falta das aulas, das conversas, das risadas, das discussões acaloradas, das festas, dos cafés surpresa, do açaí, do pastel, da coxinha e da empada. É, a gente comeu muito! A caminhada, a partir de agora, é mais solitária. Mas nem por isso menos intensa. Vou sentir muitas saudades...

4 - Mais livros
Quanto mais eu leio, mais coisa eu preciso ler. Não tem fim essa coisa, né? O bacana da pesquisa é justamente isso: você ler, ter necessidade de ler mais, cruzar dados, vislumbrar coisas novas entre tudo o que já foi visto. Tô amando!

5 - Novos colegas
A segunda turma do mestrado já está formada. Conheço algumas pessoas que passaram e outras que ficaram pelo caminho. Torci muito pra uma pessoa, em especial, ser aprovada. Se eu pudesse, teria falado com a galera pra aprovar. Mas não é assim que funciona. Não podemos nos manifestar sobre os concorrentes. Então, fiz o que eu pude: emprestei livro, li projeto, contei como foram as minhas provas. Não sei se ajudou. O fato é que a pessoa é tão boa de serviço que passou. E eu fiquei feliz de ter novos coleguinhas legais - ao menos os que eu conheço que foram aprovados são.

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Livro: Ecología de los medios



Lido pelo iBooks, em módulo horizontal. Foi o livro que eu apresentei no grupo de pesquisa. E foi uma pedreira! Não pelo conteúdo, que é ótimo, mas pelo tamanho. 536 páginas, lidas em duas semanas.

O livro é organizado pelo Carlos Scolari e apresenta uma série de artigos e textos sobre a ecologia dos meios, uma perspectiva da comunicação que é bastante interessante, porque considera o campo como um mundo ecológico, em que os agentes se adaptam - ou não - em busca de sobrevivência. São três partes, uma com textos dos fundadores da perspectiva; outra com os seguidores; e a terceira com pesquisas atuais.

Dos capítulos, apenas dois eu acho dispensáveis, e ambos falam sobre educação. São visões bem pontuais, que não acrescentam muito ao caminho da ecologia dos meios. Os que eu mais gostei foram o do Paul Levinson e o da entrevista do McLuhan para a Playboy. Falem o que quiserem de McLuhan, mas levem em consideração que sua forma de ver o mundo fez muita diferença. Ok que ele precise ser revisto. Ok também que ele era fera.

Scolari fala, na apresentação, sobre as críticas que a ecologia dos meios recebe. A principal é a falta de uma metodologia definida. Quase tudo cabe na ecologia dos meios. Falta também definir o campo de estudo. Mas essas faltas não diminuem a importância dessa abordagem, em especial nos dias atuais, quando vemos tantas mudanças no universo midiático.

Foi uma ótima experiência ler este livro. Aprendi bastante, escrevi bastante, falei bastante sobre ele. Apresentá-lo no grupo de pesquisa também foi uma experiência bem interessante.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Citações 129

De O outro pé da sereia:


Por isso nos deu Deus
tão pouca terra para o nascimento,
e tantas terras para a sepultura.
Para nascer, pouca terra, 
Para morrer, toda a terra:
Para nascer, Portugal,
Para morrer, o mundo
(Padre António Vieira, Sermão de Santo Antônio, 1670)

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #92

1 - Megafilmeshd.net e a nossa relação com a lei
Do Vitor Lima. Pra pensar um cadinho.

2 - Lição dos opositores argentinos: presidente sai das ruas, não do tapetão
Do Mário Magalhães. Sobre a vitória do Macri nas eleições argentinas. Algo a se aprender pro lado de cá.

3 - Estamos caminhando. Quero acreditar
Da Ana Paula Pedrosa. Também quero acreditar :-)

4 - O que podemos aprender com Jessica Jones?
Da Polly, do Lugar de Mulher. Não vi a série toda - só pedaços enquanto o Leo devorava um episódio atrás do outro. Gostei muito do que vi e já decidi que vou ver tudo, assim que o mestrado, esse senhor que domina minha vida, deixar.

5 - Dos lutos que preenchem páginas de livros e corações: o fim da Cosac Naify
Do Homo Literatus. Triste demais. Uma das editoras que mais gosto, mais uma que fecha as portas. Livros caros, mas edições primorosas, coleções lindas, qualidade marcante. Tenho poucos livros da Cosac. Amo cada um deles por serem mais do que histórias, por terem um cuidado, um carinho na produção, que não há igual.

6 - Precisamos falar sobre as mulheres no cinema
Texto muito bom da Larissa Padron pro Cinema de Buteco. E ainda dizem que não precisamos do feminismo...

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Portugal - Planejamento

O planejamento da viagem que fizemos pra NY foi perfeito. Ou melhor, foi tão perfeito quanto um planejamento deve ser: foi um guia muito útil pra gente se virar por lá. Fizemos o que queríamos, mudamos coisas de lugar, deixamos outras de lado. Achei que repetiria o modelo na viagem pra Portugal. Ledo engano: entre um bom plano e eu estava essa coisa linda chamada mestrado. Não rolou de pesquisar a fundo, como fiz da outra vez. Mas deu pra ver o mínimo de informações, pra gente não se perder.

O Zélio, esse amigo querido, me emprestou o guia dele, da Lonely Planet. Custei a abrir o guia - foi só na véspera da viagem mesmo. Leo deu uma pesquisada e a Lu, também atolada com o mestrado, pesquisou pouco. Arrumei um caderninho de notas e coloquei neles os dados principais de nossos voos, hospedagens, caminhos e locais que queríamos visitar. Também o telefone do meu amigo Emanuel, a loja pra comprar o chip de celular local, as informações mais básicas de transporte e o restaurante onde fizemos reserva para nossa primeira noite na Europa.

No Café Majestic

Pelo AirBnb, arrumamos a hospedagem. Por questões logísticas, tínhamos decidido por três noites no Porto e três em Coimbra. Mas depois de tudo comprado, tivemos que mudar de tática: três noites no Porto, duas em Coimbra e uma novamente no Porto. Os apartamentos que escolhemos foram muito legais, cada um com sua particularidade:

Porto 1: apartamento da Paula, da Martha e da Raquel
Fica na rua do Almada, paralela à av. dos Aliados. Bem no centro histórico do Porto, perto de tudo. A escolha foi da Lu, e ela acertou em cheio. O único inconveniente do apartamento é que ele fica no quarto andar e não há elevador. Subir com as malas foi cansativo, mas não tira o mérito do local. São dois quartos, um deles de casal e com banheiro e chuveiro. O outro banheiro era mais um lavabo. Além disso, tem uma sala muito aconchegante, uma cozinha bonitinha e um terraço que nos proporcionou vistas deslumbrantes, seja de noite ou de dia. A noite da revoada das gaivotas foi maravilhosa! A grande revoada aconteceu enquanto olhávamos feito bobos pro céu. Até que lembramos de gravar, mas o que teve depois foi bem menor.

Foto: Leo Homssi (e o santo disparador da câmera)
Ai atrás está a Torre dos Clérigos, a um quarteirão do apê

Coimbra: Casa da Carqueija, da Isabel e do Nuno
A casa fica num dos bequinho próximo à Sé Velha de Coimbra, bem no miolinho histórico. Recebe até seis pessoas, com muito conforto. A Isabel e o Nuno moram no andar da rua - ou ao rés do chão, como dizem os portugueses. Eles alugam o primeiro e o segundo andares. No andar de cima havia uma turma de espanhóis muito festeiros. Não nos encontramos, só ouvimos a festa que eles fizeram. E não, não foi ruim. Coimbra me lembrou Ouro Preto demais - quase como um mundo bizarro. Mas falo sobre isso depois. Esse apartamento tinha muita cara de casa. Foi muito gostoso ficar por lá.

A vista da janela da sala da Casa da Carqueija, com o Mondego logo ali

Porto 2 - Loft da Maria João
A volta ao Porto não fazia parte da programação original, então não conseguimos ficar no mesmo apartamento do início. Pesquisamos a mesma região (Aliados, muito amor!) e encontramos o loft da Maria João. Olha, que projeto arquitetônico phoda! São 60 metros quadrados de muita sofisticação. A solução para o espaço foi perfeita. O local facilitou a nossa ida para a estação de São Bento, para ir pro aeroporto. Foi tudo lindo!

Foto: Leo Homssi

Para as viagens Porto - Coimbra - Porto, olhamos várias formas. Pela RailEurope, por uma empresa de ônibus, por empresas de trens que fazem pequenos percursos. O que nos salvou foi a Comboios de Portugal. O fato de Coimbra e do Porto terem duas estações gerou alguma confusão, mas nos dois casos, tudo certo, sem neuras.

De Coimbra, voltando pro Porto

Dentro do Porto, nos movimentamos com o metro - compramos o cartão Andante ainda no aeroporto e vivemos felizes, pra cima e pra baixo. A verdade é que andamos muito à pé. O metro foi só pros lugares mais longe, como aeroporto e estação de trem. Em Coimbra, também caminhamos bastante, mas utilizamos táxis em alguns momentos.

Em dois locais que queríamos comer, fizemos reserva. O primeiro foi o 17º, restaurante mara, indicação do Zélio. Lá só se janta com reserva. E como nossa primeira noite no Porto era o aniversário da Luana, decidimos comemorar em grande estilo. Foi lindo. Conto mais depois.

O outro foi o Mondego Irish Pub, em Coimbra. Leo conversou bastante com o pessoal de lá e fomos passar nossa segunda noite, pós congresso, nesse bar.

De resto, fomos descobrindo lugares e foi muito legal. Vou contando por dias.

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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Citações 128

De O outro pé da sereia:


Eis a nossa sina: esquecer para ter passado, mentir para ter destino - O Barbeiro de Vila Longe

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