sábado, 31 de dezembro de 2016

Acaba!



Daqui.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Tchau 2016

2016 soube se um ano confuso. Um ano político pra guardar na memória, porque tudo virou bagunça - lembrei do livro Diário de Zlata, que li quando adolescente, em que ela chamava os políticos de "moleques". Era o apelido que davam a ele na Bósnia naquela época, mas acho que cabe bem no Brasil de hoje. Temos o congresso mais conservador dos últimos tempos, que faz tudo menos representar o povo que o elegeu. Quero muito me lembrar das coisas loucas da política de 2016. Lembrar muito, explorar, expor. Não dá pra varrer esse ano para baixo do tapete.

Pessoalmente, foi um ano pesado também. Por muitos motivos. Um deles, familiar. Diz 21 de dezembro, tive que dar adeus à Tia Carmem, essa espanhola super carinhosa que tanto honrou a família Mendes Barros com sua presença.

Tia Carmem com Vovó, da última vez que a tia veio a OP

Houve outras perdas pessoais, mas não quero falar delas agora. Vamos falar de coisas boas.

• Foi um ano de poucas leituras de literatura. Isso porque teve entrega de projeto, teve qualificação, teve artigo, teve apresentação de trabalho, mais apresentação de trabalho, teve organização de evento acadêmico. E teve aula, como ouvinte. Porque eu adoro sala de aula. Mas essa foi só no primeiro semestre, porque no segundo fiquei só por conta da dissertação mesmo. Deu pra ler em alguns intervalos especiais que abri pra mim mesma, com muito, muito medo de estar perdendo tempo que deveria ser dedicado à dissertação, mas, ao mesmo tempo, com muita certeza de que eu precisava parar.

• Foi o ano do Game of Thrones. Porque, como tema da dissertação, eu precisava mergulhar nesse universo. Li tudo o que pude, vi tudo o que pude, ouvi podcast, assisti vídeos, me esbaldei. Tive uma certeza: estudar com um objeto literário ajudou bastante.

• Foi um ano de descobertas acadêmicas. Que, por mais que seja difícil, é legal escrever artigos. Mesmo que eles sejam negados. Mesmo que seja preciso fazer mil acertos. Um dia, um deles vai pra um livro (ainda não falei sobre isso, mas falarei). Foi o ano em que eu me descobri na sala de aula. Como aluna e, mais do que isso, como professora. Agradeço muito à turma que me fez chegar a esse júbilo.

• Além disso, teve trabalho. Muito trabalho. Em especial no segundo semestre. Muita coisa bacana de trabalho. Muito estresse também.

• Teve workshop de fotografia. Finalmente aprendi a operar manualmente uma câmera. Agora falta aprender a fotografar de verdade. É muita técnica, muito treino necessário pra isso. Um dia, quem sabe, posso me dedicar de verdade.

• Teve muito assombro com a violência no mundo. E tá rolando um medo sinistro.

• Teve a Ju lançando livro, yeah! Um livro lindo, intenso, cheio de amor, de sentimentos, de experiências.

• Teve olimpíadas e eu quase não vi porque decidimos não ter mais TV aberta ou fechada em casa. Recorri ao Streaming. E temos Netflix, que salva geral.

• Não teve um único puzzle. Não deu tempo. Tem seis caixas fechadas esperando para serem abertas. E muita vontade. Mas pouco tempo. Ficarão pra depois da defesa mesmo...

• Teve o problema com a caixa acrílica do aeroporto. E muita risada depois do susto.

• Teve duas idas pra Piracanjuba (e eu não escrevi sobre nenhuma delas...) e uma pra São Paulo, onde encontrei o Caio e conheci a Anamyself. Três viagens delícia!

• Teve a volta pro Pilates, como eu queria e tinha deixado registrado aqui.

• Tem planos pra 2017. Muitos planos. E muita vontade que se concretizem.

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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Citações #184

De A elegância do ouriço:


Todas essas buscas, todos esses mundos... Podemos ser tão semelhantes e viver em universos tão distantes? É possível que partilhemos o mesmo frenesi, nós que não somos do mesmo solo nem do mesmo sangue e da mesma ambição?

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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #140

1 - O revival de GILMORE GIRLS: o prazer da nostalgia
Da Marcela Zaidan. Que texto gostoso! Morei em outro planeta enquanto Gilmore Girls existiu. Juro! Comecei a ver agora, como uma forma de descansar da dissertação, e estou curtindo muito. O texto tem uns spoilerzinhos pra quem, como eu, nunca viu a série. Mas não é problema algum, porque se eu - ou qualquer outra pessoa - não vi, é coisa minha. O texto deu muita vontade de continuar assistindo (a série, por si, já dá essa vontade. Tô curtindo demais).

2 - Autoestima e Yamasterol
Da Lilibete. Que texto gostoso! Gostei especialmente porque minha autoestima é muito ligada ao cabelo e eu vivo em guerra com o meu. Já fiz umas químicas loucas pra deixar ele mais contido - mas nunca pintei -, passei pelo Low Poo e estou voltando pros petrolatos. Longa história...

3 - Pérolas que ouvimos em 2016
Da Nina Lemos, na TPM. Eita 2016 surreal!

4 - 6 coisas pra nunca fazer com um livro
Da Renata, no Lombada Quadrada. Uma listinha básica de cuidados com livros, essas coisinhas deliciosas que a gente ama.

5 - Você não é todo mundo
Da Sabrina, no Coisas de Diva. Sobre consumismo, moda e o chato do "tem que ter".

6 - O jornalismo no Brasil em 2017
Uma delícia ter isso à mão! Muito assunto pra conversar, pra pesquisar, pra sala de aula.

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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Citações #183

De A elegância do ouriço:


Sim, meu anjo, eis o cotidiano: enfadonho, vazio e submerso em tristezas. As alamedas do inferno não são estranhas a isso; lá caímos um dia por termos ficado ali muito tempo. De um corredor às alamedas: estão se dá a queda, sem choque nem surpresa. Cada dia reatamos com a tristeza do corredor e, passo após passo, executamos o caminho da nossa sombria danação. 

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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #139

1 - 14 retratos que mostram como a ansiedade realmente é
Do BuzzFeed. Olha eu aí, tudo descrito direitinho!

2 - O sorriso não disfarça o preconceito
Do Auto Papo. Sobre o machismo no mercado automobilístico.

3 - Frase de Denzel Washington sobre mídia
Da Rosana Hermann. Mais do que acertado.

4 - O buraco
Da Ludj. Olha que o texto bateu pesado por aqui...

5 - Manual prático para um natal solitário
Do queridão Valter Nascimento. Amo esse texto. Concordo com praticamente tudo, exceto o ódio pelas uvas passas. Free uvas passas!

6 - Quem coloca os políticos onde eles estão?
Do Marcelo Paes. Não adianta xingar muito nas redes sociais se não se faz o básico: saber votar, acompanhar os mandatos, pressionar os eleitos.


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domingo, 18 de dezembro de 2016

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

31 perguntas para quebrar um silêncio constrangedor

Vi no blog da Lu, que viu em outro, que viu em outro - essa é a ~magia~ das internês.

E publico porque esta semana fiz uma coisa nova, que me alegrou muito. Vou deixar pra falar dela depois, quando conseguir elaborar direito tudo o que aconteceu.

Vamos às perguntas:



1. Você gosta de coentro ou acha que tem gosto de sabonete? 
Não curto coentro não... Leo tem uma teoria que o coentro tem gosto de barbeiro, daqueles bem fedidos. Conclusão: o que eu não curtia ficou insuportável.

2. O que você acha de áudios do WhatsApp? 
Uma boa solução pra quando a gente tem que digitar coisa demais e não tem tempo. Minha crítica é que come muita memória. Gosto de áudios no WApp só dazamiga, pra rir um bocado!

3. Você também comia o chocolate da Turma da Mônica pelas bordinhas? 
Alguém fazia diferente???

4. Qual é a melhor consoante do alfabeto? 
Sempre gostei de M, sei lá o motivo. Que pergunta doida, heim?!?!

5. Qual é a primeira rede social que você vê de manhã? 
Rede mesmo é o Facebook. Mas olho o email antes.

6. Você acha que existe alguma bala melhor que 7 Belo? 
Azedinha de uva, a melhor do planeta. E das não-tão-industrializadas, as da Lalka, que são amorzinho total. Só tem lojas da Lalka em BH e elas são delícia total!

7. Que cor você acha menos confiável? 
Amarelo. Tia Ylza dizia que "se não fosse o mau gosto, o que seria do amarelo?". Concordo super.

8. Qual foi o último filme que você viu e odiou? 
Quase não tenho visto filmes ultimamente por motivos de o-mestrado-me-suga. Mas um que eu vi há muito tempo e que marcou muito negativamente foi Hair Spray.

9. Qual animal parece mais simpático, um pato ou um golfinho? 
Golfinho. Mas não tenho convicção alguma disso.

10. Toddy ou Nescau? 
#teamtoddyforever

11. Você acha que bebês conversam uns com os outros? 
O bebeiês é tão fofo que não importa se é conversa ou só sons sem sentido.

12. Sabia que todo mundo é feito de poeira de estrelas? 
Sabia e acho isso louco pra caramba. Quando pequena, eu era louca com astronomia e tem muita coisa legal no tema.

13. Ouro Branco ou Sonho de Valsa? 
Não sou chegada em bombons; prefiro chocolate sólido. Mas tendo que optar, Ouro Branco.

14. Qual era seu desenho favorito na infância? 
Caverna do Dragão

15. Que série você jamais reveria? 
Sou apegada. Todas que vi e gostei, reveria de boa!

16. Qual personagem do Harry Potter você menos gosta? 
Dolores Umbridge. Que nervo dessa pessoa!

17. Qual é sua opinião sobre barrinhas de cereal? 
Curto não...

18. Com quem você dividiria um Bis? 
Certas coisas são muito individuais. Bis é uma delas.

19. O que você faria se achasse R$ 50 na rua? 
Achei uma vez em BH, em frente a uma loja da Lalka. Logo que mudou de URV pra real. Era uma grana violenta na época (só pra comparar, a passagem de ônibus era R$ 0,35). Procurei o dono e não achei. Daí entrei na Lalka e comprei umas poucas balinhas e o resto foi em livros.

20. Quanto tempo uma comida precisa estar na geladeira para você considerar ela velha? 
1 dia. Sou fresca demais com comida.

21. Qual é seu número preferido? 
23

22. Qual é o aplicativo mais inútil do seu celular? 
Sou super econômica. Meu cel só tem aplicativos que uso. Exceto, claro, os que a Apple insere e vc não consegue excluir.

23. Quem você tiraria do elenco de “Friends” se fosse obrigado? 
Acho Friends chato pra caramba. E não gosto do Joey (opinião impopular, eu sei).

24. Você é contra ou a favor de comer macarrão com arroz? 
Sou contra arroz. Esse trem aí não deveria existir.

25. Qual foi a última vez que você precisou usar a Fórmula de Bhaskara? 
Em algum vestibular dessa vida.

26. Você acha que dá para morrer de overdose de rúcula? 
Mais fácil eu morrer de overdose de chocolate!

27. Quanto tempo você levou para entender como funciona o Snapchat? 
Sigo sem saber como funciona.

28. Qual é sua opção favorita no restaurante por quilo? 
Frutas, muitas frutas

29. Você gosta de “Sorry” do Justin Bieber? 
Nunca escutei uma música dele.

30. Você prefere passar muito frio ou muito calor? 
Frio. Odeio calor. (Lu, igualzinho você!)

31. Você está dormindo e sobe uma barata na sua cara. Você prefere continuar dormindo e nunca saber ou acordar e fazer alguma coisa? 
Sempre prefiro saber o que está acontecendo. 

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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Citações #182

De A elegância do ouriço:



"Sou um pouco do faz-tudo, o almoxarife, boy, mas com o tempo aprendi bem, então agora às vezes me confiam tarefas mais interessantes: consertar velas, cordames, fazer inventários, para um avitualhamento."
Vocês são sensíveis à poesia desse termo? Avitualha-se um barco, aprovisiona-se uma cidade. A quem não entendeu que o encantamento da língua nasce dessas sutilezas, dirijo o seguinte pedido: desconfiem das vírgulas.


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terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Citações #181

De A elegância do ouriço:

É um fora-do-tempo dentro do tempo... Quando senti pela primeira vez esse abandono delicioso que só é possível a dois? A quietude que sentimos quando estamos sozinhos, essa certeza sobre n´øs mesmos na serenidade da solidão, não são nada em comparação com o deixar-se levar, deixar-se ir e deixar falar que se vive com o outro, em companhia cúmplice... Quando senti esse relaxamento feliz em presença de um homem?
Hoje, é esta a primeira vez.  



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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #138

1 - A incrível geração chata pra cacete que quer ser incrível por todo tipo de coisa 
Do Álisson Coelho. "Então chegamos a um ponto que me parece interessante. O que diferencia essa geração? Até agora, parece que essa geração se define por uma necessidade patológica de se diferenciar". Catártico! 

2 - A derrota anunciada do Facebook
Do Fabio Penna. Sobre a disseminação de notícias falsas nas redes sociais digitais. É dureza... Outro dia vi um Twitte dizendo que em 1996, nossos pais nos diziam para não acreditar em nada que viesse da internet. E agora, em 2016, eles mesmos dizem que viram no site obscuro da vez, uma afirmação X que não se sustenta com uma simples pesquisa.

3 - Você acredita em likes?
Da Rosana Hermann. De como ficamos fissurados nos likes. Tanto em recebê-los quanto em dá-los. Essas internês da vida deixaram todo mundo bem esquisito...

4 - A morte não é o fim
Da Milly Lacombe. Sobre o acidente com o avião da Chapecoense, na Colômbia. Ta difícil respirar depois disso.

5 - Carta aos pais de um filho gay
Da Ruth Manus, no Estadão. Cara, que texto phoda! Vontade de mandar pra certos pais por aí, para ver se, no fim das contas, conseguem abrir os olhos e fazerem o amor vencer. Piegas, eu sei. Mas necessário.

6 - She screams in silence
Da Veronix. Um texto bem interessante sobre Gilmore Girls (que eu só comecei a ver agora - shame on me). Fala sobre a gravidez na adolescência e como o seriado dourou a pílula.

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domingo, 4 de dezembro de 2016

Agir



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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Na Cásper




Uma das coisas mais malucas do mestrado é a exigência de produção. Só piora, à medida que vamos entrando na vida acadêmica. Pros professores, então, é uma loucura. Nós, que estamos na base da pirâmide, temos nossos pontos a serem cumpridos. Lembro até hoje de "sua vida de ouvinte acabou" sendo me jogado na cara pelo orientador. Foi uma tijolada! A partir daí, tava claro que era sair pro mundo escrevendo e apresentando trabalhos. Como divido o mestrado com a vida profissional, a minha produção é bem reduzida. Mas ela existe, vejam só!

Foi assim que me inscrevi no 12º Interprogramas de Mestrado da Faculdade Cásper Líbero. Enviei um resumo expandido com a minha proposta metodológica da dissertação e fui aprovada. Daí, tive um tempo para finalizar o artigo e enviar. Dois meses depois veio a apresentação, lá na Cásper, em São Paulo.

Pra variar, fico morrendo de medo. A minha primeira experiência apresentando trabalho foi um trauma. Lembro até hoje da cara do doutor que acabou com o meu trabalho. Por isso, preferi chegar em São Paulo um dia antes do evento. E fui encontrar com o Caio, esse queridão. Ele nos levou ao Ramona, um restaurante muito bacana.



Foi delicioso rever o Caio e botar o papo em dia. Ouvir suas histórias é uma das melhores partes desse encontro. Ficamos pouco tempo juntos porque no dia seguinte eu teria que ir pra Cásper apresentar meu artigo.



Pela primeira vez na vida, nenhum questionamento, nenhuma pedrada, nenhum feedback negativo. Duas professoras avaliaram a apresentação e o artigo e elogiaram muito. Até perguntei, depois, pra uma delas se era verdade, se ela tinha lido o meu artigo mesmo. A melhor parte é que os melhores artigos seriam selecionados para publicação na revista do mestrado da Cásper. Estou concorrendo. Quem sabe não vem por aí mais uma publicação? Depois conto mais da primeira.

Foi um bom encontro para conversar sobre pesquisa e conhecer iniciativas bacanas de colegas de mestrado em outras instituições. Voltei de lá bem satisfeita.

E ainda teve o dia seguinte, quando conheci a diva-mor dos relatos de viagem, a Anamyself. Não lembro como nos conhecemos, acho que foi pela Dani. É a segunda da turma que conheço pessoalmente. E ela é maravilhosa! Almoçamos juntas e conversamos bastante.

Leo, eu e Ana, na Paulista 


Resumindo: teve muito amor em São Paulo! Como tem Compós ano que vem lá na Cásper, tô querendo me programar pra voltar.

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terça-feira, 29 de novembro de 2016

Citações #180

De A elegância do ouriço:


Afinal de contas, estávamos na Angelina: todas aquelas pessoas bem-vestidas, comendo cheias de nove-horas em confeitarias caríssimas, e que só estavam lá para... bem, pelo significado do lugar, pelo fato de pertencerem a um certo mundo, com suas crenças, seus códigos, seus projetos, sua história etc. É simbólico, sabem. Quando tomamos chá na Angelina, estamos na França, num mundo rico, hierarquizado, racional, cartesiano, civilizado. Como o pequeno Théo vai fazer? Passou os primeiros meses de vida numa aldeia de pescadores da Tailândia, num mundo oriental, dominado por valores e emoções próprias, em que o pertencimento simbólico talvez se expresse na festa da aldeia, quando se homenageia o deus da Chuva, quando as crianças são banhadas em crenças mágicas etc. E ei-lo na França, em Paris, na Angelina, imerso sem transição numa cultura diferente e numa posição que mudou de cabo a rabo: da Ásia à Europa, do mundo dos pobres ao mundo dos ricos.
Então, de repente pensei: Théo talvez tenha vontade de queimar carros, mais tarde. Porque é um gesto de cólera e frustração, e talvez a maior cólera e a maior frustração não seja o desemprego, não seja a miséria, não seja a ausência de futuro: seja a sensação de não ter cultura, porque a pessoa está dilacerada entre culturas, símbolos incompatíveis. Como existir se não sabemos onde estamos? 


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domingo, 27 de novembro de 2016

Parte



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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

TAG - Game of Thrones

Daí que eu sigo os canais da Mikannn e da Carol Moreira, por causa de Game of Thrones, e as meninas fizeram uma tag sobre a série e os livros. Quis responder também!

1 - Como conheci Game of Thrones?
Foi com a Lelê, minha cunhada. Ela estava lá em casa lendo um dos livros, nem me lembro qual. Perguntei como era, ela foi me contando. Nessa época acho que já tinha quatro temporadas da série no ar. Acabei comprando os livros, num box com os cinco publicados e O cavaleiro dos sete reinos, e guardei pra ler quando tivesse tempo. Era 2014, o ano em que muita coisa bizarra rolou. Minha ideia era ler os livros antes de ver a série. Mas aí o mundo gira, a lusitana roda e cá estou pesquisando Game of Thrones no mestrado.

2 - Qual a sua casa ou família favorita?
Falar que é Stark é um super clichê, mas é verdade. Gosto da questão da honra e de como as crianças Stark vão crescendo. Mas também gosto muito da casa Tarth, porque a Brienne é maravilhosa e o pai dela deve ser incrível, até mesmo por permitir que ela seja quem é.

3 - Quem é o seu personagem favorito da casa Stark?
Arya, sem dúvida. Não curto muito a impulsividade dela, mas acho demais a maneira como ela sobrevive, como faz suas escolhas e como leva seus ideais. Não curto vingança de forma alguma, mas acho a Arya maravilhosa.

4 - E da família Lannister?
Mais um clichê: Tyrion. Mas, de verdade, acho a família muito foda. Gosto muito do Jaime e de como o personagem foi sendo construído (e desconstruído) ao longo da trama. O Tywin é inteligência pura. A Tia Genna, uma irônica de primeira. Gosto muito quando ela fala com Jaime que o filho de Tywin é o Tyrion, porque mesmo que eu não acredite que o Tyrion seja filho do Tywin, ele é o mais parecido com o pai em inteligência. E Cersei me dá preguiça, mas não deixa de ser instigante.

5 - Quem são seus personagens favoritos?
Arya, Tyrion, Brienne, Sam. Não necessariamente nessa ordem.

6 - Quem você não gosta?
Do começo ao fim, do Ramsay. E o Joffrey. Apesar de que até comecei a gostar do Joffrey depois que o Ramsay surgiu.

7 - Se você pudesse ser algum personagem, qual seria?
Samwell Tarly, pela possibilidade de trabalhar com Meistre Aemon e por viver amando livros. A Arya também, pela independência.

8 - Qual o seu episódio favorito e temporada?
Gosto muito da terceira temporada, em que muita coisa intensa aconteceu. Por isso, gosto muito, também, do terceiro livro. A sexta temporada também foi mara! Como episódio, o Casamento Vermelho, pelo que causou em mim.

9 - Quem é o seu crush?
Enquanto ator, o que faz o Robb Stark na série. Que homem lindo! Mas enquanto personagem, o Jaime Lannister. Ok que a relação dele com a mulher que ele ama é bem doentia, mas ele é um cara legal. E tem Jon Snow também...

10 - O que você está mais ansioso para a próxima temporada?
Pelos reencontros de Jaime e Cersei e da família Stark.

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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Livro: As crônicas e gelo e fogo: O festim dos corvos

Com Brienne e Jaime Lannister por perto! 

Este livro é um tanto quanto diferente dos outros três anteriores. Isso porque o autor estava escrevendo uma obra muito extensa e precisou dividi-la em duas. A forma da divisão é que foi curiosa: em vez de cronológia, ela é geográfica. Ficamos sem saber de vários personagens, porque em O festim dos corvos são privilegiados os personagens com ponto de vista que ficam em Porto Real, na Campina, no Ninho da Águia, nas Ilhas de Ferro e em Dorne. E Samwell Tarly, que está em trânsito, saindo da Muralha em direção a Vilavelha para estudar na Cidadela.

Vemos no livro o que aconteceu depois que Jon Snow liderou a batalha entre os membros da Patrulha da Noite e os Selvagens, liderados por Mance Rayder. Stannis Baratheon, um dos reis em batalha, continua achando que é o sucessor legítimo de Robert Baratheon e leva a guerra com ele, por onde passa. Leva a maluca da Melisandre também. Ele interfere na gestão da Patrulha da Noite, o que força Samwell Tarly a tomar uma decisão complicada. As consequências vão se espalhar pela trama de Sam.

Brienne está maravilhosa, como sempre. Agindo com o coração, com honra, buscando cumprir sua palavra, em busca de Sansa e de Arya Stark. Além dela, vamos conhecer mais sobre as Ilhas de Ferro e o Deus Afogado a quem os homens de ferro seguem. A sucessão de Balon Greyjoy é de arrepiar, com cada um dos candidatos à Cadeira de Pedra do Mar se apresentando para a multidão. Asha Greyjoy é outra mulher maravilhosa dessa trama. Forte, intensa, sem medo do machismo reinante de Westeros.

Falando em mulher forte, Cersei está cada vez mais maluca. Vemos o quanto ela vai se envolvendo com o vinho e tomando decisões equivocadas para se manter no poder. Dá até para ter um pouco de dó dela no fim do livro.

Por sem um volume diferente, ficamos sentindo falta de outros personagens, como Jon Snow, Daenarys, Sor Davos... Mesmo assim, é outro texto muito bom de George R. R. Martin. É impressionante como ele costura as histórias. Fico admirada...


Já lidos:
As crônicas de gelo e fogo: Guerra dos tronos

As crônicas de gelo e fogo: Fúria de reis

As crônicas de gelo e foto: A tormenta de espadas
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terça-feira, 22 de novembro de 2016

Citações #179

De A elegância do ouriço:



Ela olhou para mim estranhamente, como se me visse pela primeira vez. Não comentou nada a respeito de Colombe. Se fosse uma concierge de verdade, teria dito algo como: "Sim, bem, mas a sua irmã, aquela lá, que ela não fique achando que tudo é permitido". Em vez disso, me ofereceu uma xícara de chá e falou comigo muito educadamente, como se eu fosse uma pessoa de verdade.


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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #137

1 - Como o golpe não reverteu as expectativas da economia
Do José de Souza Castro, no Blog da Kika Castro. Sério que alguém acreditava que o golpe reverteria a economia?

2 - Quem aqui está sendo doutrinado?
Da Elika Takimoto. Para tudo e vai ler a Elika. Segue ela no Face, mas, principalmente, segue ela no Twitter. Elika, melhor pessoa dessa vida. E, claro, leia este texto, que é ótimo!

3 - O maior vilão
Da Rosinha. Aqui ela fala sobre o que considera o maior vilão contemporâneo. Tô pra falar que concordo, mas vejo outros brigando pela liderança.

4 - This is what happens when you stop paying for quality journalism
Da Asha Dornfest, no Medium. Sobre a qualidade das informações que recebemos. Sim, ainda há qualidade no jornalismo. E é necessário buscar mais canais de informações, tal como a Asha coloca no texto. Vale muito a pena ler.

5 - O fanatismo e o ódio de um país que está doente
Da Kika Castro. A cada dia que passa, vendo essas situações do Brasil, me divido entre ter vontade de rir, pelas loucuras do povo (vide a mulher que achou que um mural em homenagem à imigração japonesa era o comunismo profanando a bandeira nacional), e de chorar de medo pelas mesmas loucuras. Num tá fácil viver neste país não.

6 - "Feministas se ofendem com elogios"
Mais um texto da Elika Takimoto. Desta vez, a partir de postagem da advogada do impeachment, aquela louca. Por mais educação, pra geral!

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domingo, 20 de novembro de 2016

Fuga



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quarta-feira, 16 de novembro de 2016

A tal caixa acrílica do aeroporto

Todo mundo que viaja de avião sabe que tem uma série de coisas que não se pode levar na bagagem. De um tempo pra cá, a bagagem de mão ganhou uma série de restrições. Se bem me lembro, foi depois do 11 de setembro de 2001, e o objetivo é evitar que projetos de atentados sejam postos em prática. Tem umas coisas bem razoáveis, como não levar objetos que podem explodir. Aliás, um dos celulares da Samsung está proibido de ser levado em bagagem de mão e na despachada porque anda explodindo por aí. Outras coisas são meio misteriosas, como a proibição de levar mais de 100 ml de qualquer líquido. Vale para shampoos e correlatos e, em alguns casos, até para itens mais pastosos de maquiagem, como batons. Alguns itens devem ir apenas nas bagagens de mão, como notebooks, tablets e joias.

Enfim, é importante saber direitinho o que é e o que não é aceito como bagagem, despachada ou de mão, para cara tipo de voo, seja doméstico ou internacional, e para cada companhia aérea - sim, as regras variam de uma a outra.

Daí chegamos na caixa acrílica que fica na ponta de cada esteira de raio-x das salas de embarque. Cada uma delas contém um número variável de objetos que, à primeira vista, são bem estranhos para terem sido levados como bagagem de mão. Sempre achei que as pessoas eram bastante esclarecidas sobre o que poderiam ou não levar. E que aquelas caixas ali eram recheadas com objetos estranhos vindos de outros lugares, como algum arquivo de "achados e perdidos" bem perdidos. Taí uma coisa que valeria a pena conhecer: o que é feito com objetos achados e perdidos que não são reclamados. Mas isso é assunto pra outro dia.

Fala sério: quem anda com canivete, faca, facão, isqueiros variados, aerosóis variados, produtos químicos malucos e suspeitos, cortadores de unha e tesourinha na bagagem de mão, sendo que são proibidos? Qual o sentido? Tentar passar com eles pelo raio-x sem ser percebido? Sempre me perguntei isso. Até que entendi marromenos como funciona. Foi assim...

Estava eu indo pra São Paulo, para apresentar um trabalho na Faculdade Cásper Líbero. Depois conto como foi, porque foi mara! Daí, como íamos ficar pouco tempo, Leo e eu decidimos só levar bagagem de mão. Uma mochila pra cada um com as roupas pros dois dias que ficaríamos lá era mais do que suficiente. A minha estava bem pesada, porque ia o tablet - e o meu é jurássico, pesa como se não houvesse amanhã. Daí fizemos o check-in ainda em Ouro Preto e tomamos o rumo de Confins - que é lá nos confins do universo mesmo, o trocadilho faz todo sentido.

Entramos na sala de embarque, que estava super vazia. Muito estranho para uma manhã comum. Fomos direto pras esteiras, Leo pra uma ao lado da minha.

Pausa pra dizer que eu sempre caio nas revistas aleatórias. Sempre! Então já vou preparada pra abrir bolsa e ser revistada. Para facilitar, tenho tipo um uniforme de voo. Ele é composto por sapatilha, calça legging e camiseta. Aí, passo na esteira do raio-x apenas a bolsa e outra bagagem de mão e o relógio. Como a legging não tem bolsos, moedas vão para a bolsa e não há risco do raio-x para pessoas apitar. Facilita muito e muito mesmo a vida.

Daí, tô lá na entrada da esteira. Tirei a bolsa, o relógio e mochila e coloquei nas bandejas. A moça da ponta da esteira me perguntou se havia um notebook em minha bagagem. "Tem um tablet", eu disse, e perguntei se ela queria que ele fosse retirado. Ela disse que não precisava e lá foi minha bagagem pro raio-x, enquanto eu passei pelo portal mágico da entrada nas salas de embarque, já pensando que me chamariam pra revista aleatória, como sempre. Fiquei esperando minha bagagem chegar.

Daí o operador do raio-x arregalou os olhos de um jeito meio suspeito. Já perguntei pra ele o que tinha acontecido.


Operador do raio-x: A senhora tem um multifuncional em sua bagagem?

Eu: Tem um tablet.

Operador do raio-x: Nenhum multifuncional?

Eu: Não sei o que é isso. Você quer abrir pra ver?

Operador do raio-x: Multifuncional. Tipo um canivete. Vamos ter que abrir sim.

Eu: Ah, não, moço. Não tem canivete não, pode abrir.

Operador do raio-x: Está até perto do tablet.

Eu: Moço, tem certeza? Só tem roupa, livro e tablet aí. Vamos abrir.


Daí, abro a parte da mochila onde estava o tablet. A mochila é cheia de subpartes, muito útil pra quem é bagunceiro. Gosto dela especialmente porque tem espaço para colocar garrafinha de água, que me ajuda muitão nos deslocamentos. Tem também uma parte para colocar lápis e canetas. Foi nessa parte que coloquei o tablet.

Abri o zíper. Puxei o tablet. Num dos locais para colocar lápis e canetas estava, reluzente, brilhando e com setas apontando pra ele, um canivete. Do Leo. Que estava na outra ponta da esteira, me esperando. Olhei pra ele surpresa, enquanto ele ria.

Daí o operador do raio-x pegou o canivete e me disse que havia um padrão internacional de tamanho de lâminas. Se o "meu" tivesse dentro do padrão, era só levar. Se não, teríamos uma coisa a resolver. Ele mediu as lâminas uma por uma. Uma delas era maior que o padrão.

Enquanto ele media, Leo se justificava pra mim. Uns meses antes, tinha ido em uma excursão ao Pico do Itacolomi, com a minha mochila. Nela, tinha colocado várias coisas, inclusive o canivete. Segundo ele, que viu o filme 127 horas, vai que precisasse cortar um braço, né? Quando voltou, tirou tudo da mochila, menos o canivete da discórdia.

O moço do raio-x já estava rindo à vera. Tanto da cara do Leo e da história que ele contou, quanto da minha cara de pastel, por ser pega com uma coisa tão bizarra na mochila. As alternativas que ele nos deu eram: ou vocês voltam pro saguão e despacham o canivete - imagina só isso!!! - ou ele seria descartado. Naquelas caixas de acrílico do aeroporto. Aquelas mesmo que sempre me intrigaram pelo seu conteúdo.

Quem, afinal, leva aquele tipo de objetos pro aeroporto, minha gente? Resposta: eu mesma.

Lembro de que, quando pequena, minha mãe me dizia pra tomar cuidado com a minha bagagem, porque pessoas estranhas poderiam colocar coisas estranhas nela.

Nunca me avisaram sobre a possibilidade da pessoa com quem você divide a vida colocar coisas estranhas na minha bagagem...

Leo, seu fanfarrão!!!

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


terça-feira, 15 de novembro de 2016

Citações #178

De A elegância do ouriço:



Assim como cada mesa participa de uma essência que lhe dá sua forma, toda obra de arte participa de uma forma universal que, só ela, pode lhe dar essa marca. Decerto, não percebemos diretamente essa universalidade: é uma das razões pelas quais tantos filósofos relutaram em considerar as essências como reais, pois sempre vejo apenas esta mesa presente e não a forma universal de "mesa", só este quadro e não a própria essência do Belo. E, no entanto... no entanto, ela está ali, diante de nossos olhos: cada quadro de um mestre holandês é uma encarnação dela, uma aparição fulgurante que só podemos contemplar através do singular mas que nos dá acesso à eternidade, à temporalidade de uma forma sublime. 

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


terça-feira, 8 de novembro de 2016

Citações #177

De A elegância do ouriço:


Acho que só há uma coisa a fazer: encontrar a tarefa para a qual nascemos e realizá-la o melhor possível, com todas as nossas forças, sem complicar as coisas e sem acreditar que há um lado divino na nossa natureza animal. Só assim é que teremos a sensação de estar fazendo algo construtivo no momento em que a morte nos pegar. A liberdade, a decisão, a vontade, tudo isso são quimeras. Acreditamos que podemos fazer mel sem partilhar o destino das abelhas; mas nós também não somos mais que pobres abelhas fadadas a cumprir sua tarefa e depois morrer. 


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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


segunda-feira, 7 de novembro de 2016

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #136

1 - Ninguém é obrigado a gostar de você
Da Hariana Meinke. E você também não é obrigada a gostar dos outros.

2 - O que aprendi sendo pedestre em São Paulo
Da Anamyself. Um resumo de como é optar por andar em São Paulo. Adoro caminhar, acho que faz bem pra alma e pro corpo. Aqui em OP é bem mais tranquilo caminhar que em Sampa. Porém, acho muito louvável essa atitude da Ana. E, de quebra, ela ainda dá a dica de um aplicativo bem interessante para quem gosta de caminhar. Aproveitando: escreve mais, Ana! Seus textos são ótimos!

3 - Oposição irresponsável
Do Verlaine Freitas. Li o texto e fiquei só imaginando como tudo poderia ser diferente da merda em que viermos parar.

4 - 14 livros para comemorar o Dia Nacional do Livro
Do Cinema de Buteco (sdds). Tem participação minha lá, com meu livro brasileiro favorito.

5 - Se puder
Da Bel. Tem muita coisa pra gente fazer, se puder. Se eu puder, vou fazer essa listinha pra mim.

6 - 5 coisas (inusitadas) que mais gostamos no Halloween
Do Papel Papel. Admito: a Grande Abóbora e o "uma pedra" do Charlie Brown são as coisas mais legais do Halloween.

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terça-feira, 1 de novembro de 2016

Citações #176

De A elegância do ouriço:


O papel higiênico também aspira à canonização. Acho muito mais convincente essa marca de riqueza do que a posse, por exemplo, de um Maserati ou de um Jaguar cupê. O que o papel higiênico faz no traseiro das pessoas cava um abismo bem mais largo entre as posições sociais do que vários sinais externos de riqueza. 

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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #135

1 - Precisamos falar sobre: filmes dos anos 80 que ninguém assistiu, mas deveria
De We're all mad here. Sobre um dos meus filmes favoritos dos anos 1980: Viagem insólita. Super me divertia com esse filme e sinto falta, de verdade, de ver novamente. Tem no Netflix?

2 - O nome disso é RACISMO
Do blog Samba da Criola Doida. Com várias expressões comuns na vida da autora e que a gente repete por aí sem nem notar que está sendo agressiva...

3 - Dia do professor 2016
Da Elika Takimoto. Ela é uma figura divertidíssima no Twitter, e tem sempre reflexões coerentes. Professora há muitos anos, ela sabe bem do que está falando nesse texto. Triste 2016 para nós...

4 - Malleus de Mal Ficaram: ou somos os embaixadores da empatia, mas não damos segundas chances
Da Cláudia Lemes, na revista Língua de Trapo. Uma reflexão sobre a falta de empatia ampla e generalizada, especialmente entre as pessoas que a defendem com unhas e dentes, mas não a praticam. Eu inclusa. Tempos estranhos, estes...

5 - Fale com elas - e sobre elas
Da Celina, na Trendr. Mais um texto com aquele machismo sutil, que coloca, na vida da gente como se não fosse nada, apenas pra dizer que nós não somos nada.

6 - Se eu pudesse dar um conselho só para qualquer pessoa...
Da Renata. Assino embaixo

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domingo, 30 de outubro de 2016

Banho



Daqui.

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terça-feira, 25 de outubro de 2016

Citações #175

De A elegância do ouriço:


Para que serve a Arte? Para nos dar a breve mas fulgurante ilusão da camélia, abrindo no tempo de uma brecha emocional que parece irredutível à lógica animal. Como nasce a Arte? Nasce da capacidade que tem o espírito de esculpir o campo sensorial. Que faz a Arte por nós? Ela dá forma e torna visíveis nossas emoções e, ao fazê-lo, apõe o selo de eternidade presente em todas as obras que, por uma forma particular, sabem encarnar a universalidade dos afetos humanos. 


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segunda-feira, 24 de outubro de 2016

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #134

1 - Sobre família, amigos e batalhas
Da Déa, mais um texto lindo sobre essas redes que se formam ao redor da gente. Déa conta como foi acolhida quando descobriu o autismo do Theo e como amigos e família facilitam alguns momentos da vida dela. É curioso porque sempre me achei uma pessoa de poucos amigos. Até que caí em mim: com as mortes da Tia Ylza e da Vovó, fui inundada de amor e de carinho, algo que nunca esperei acontece. Mudou meu mundo, minha perspectiva. Emocionante, Déa!

2 - Teste: Há um político que deveria apanhar no Brasil?
Do Sakamoto, sobre a senhora que deu uma surra no Cunha, no aeroporto. O post é bom pra abrir a mente e perceber que, na maior parte das vezes, aprovamos algumas atitudes que são favoráveis a nós quando, ao mesmo tempo, as reprovamos quando são desfavoráveis. Ou seja: todo mundo olha pro próprio umbigo.

3 - Eu, passarinho: A perdição da infância pobre ou (sobre como não protegemos nossas crianças)
Do Primeira Fonte. É pra ler com uma caixa de lenços do lado. Tapa na cara da semana.

4 - Godfather
Do Vinhos e Livros. De como algumas citações de O Poderoso Chefão são perfeitas pra vida.

5 - Minha verdade sobre o minimalismo
Da Lud. Concordo em 100%.

6 - Meu casamento
Do Santiago Nazarian. Com quase tudo que eu considero importante sobre um casamento. Com o que realmente importa, que é o amor. E, se possível, com menos festa, porque é tão estranho que nem sei

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domingo, 23 de outubro de 2016

Muda



Daqui.

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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Ações

Vi no blog da Lolla e resolvi fazer igual.

(eu faço) muita coisa ao mesmo tempo. 
(eu consigo) colocar coisas nos lugares, seja em puzzels, seja em diagramação, seja fazendo a mala. 
(eu compro) mais livros do que consigo ler. 
(eu deveria) desligar de um monte de coisas e ficar à toa de vez em quando. 
(eu tenho que) arrumar o jardim, porque tá mais do que na hora. 
(eu sei) que a vida é bonita e é bonita, mesmo quando dá umas porradas na gente. 
(eu sinto) saudade, fome, dor. E muita ansiedade. 
(eu acho) que preciso fazer umas coisas bem diferentes, tipo pintar o cabelo de azul escuro. 
(eu consumo) chocolates em excesso. 
(eu ouço) Chico, Dvórak, Wilco, Eddie Vedder, Vander Lee, Iwan Rheon, Amy, Bach e uns podcasts aí.
(eu sonho) em não ser mais uma pessoa ansiosa. 
(eu espero) pelas viagens marcadas e por marcar. 
(eu temo) a perda de/do controle. 
(eu gasto) tempo com coisas que não deveria e com pessoas que não merecem. 
(eu adoro) dias de sol com um bom livro ao lado. 
(eu recebo) umas mensagens muito esquisitas. Tô colecionando, um dia publico. 
(eu como) um monte de besteiras, porque tenho paladar mega infantil. 
(eu bebo) muita água, sempre. 
(eu irei) fazer o que puder para continuar estudando. 
(eu economizo) dinheiro pros livros. E pra viajar. 
(eu geralmente) esqueço o rosto das pessoas. Geralmente não. Sempre. E passo vergonha.
(eu assisto) quase nada, ultimamente. Mas um jogo que vôlei sempre me prende 
(eu leio) livros, livros, livros. Pdfs e mobis. Xerox. Emails enormes. Medium. Textões do Facebook. Feedly. Mais livros. 
(eu quero) viver de estudar, ter sempre muitos livros pra ler. 


E faltou o (eu deveria) estar estudando. Porque a #vidademestranda é essa mesmo.

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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Livro: Minha metade silenciosa



Pra começar: não sou o público desse livro. Ele é destinado a adolescentes, e dificilmente eu leria sem uma boa indicação. Foi o que aconteceu. A Liliane Prata, que é escritora mineira, indicou o livro em seu canal no Youtube. Aliás, super recomendo o canal, porque sempre tem assuntos bacanas e pontos de vista enriquecedores.

Daí que ela comentou sobre o livro e me deu muita vontade de ler. Especialmente porque ele fala sobre violência familiar. E, né?, vivi muito isso pra ter interesse em ler e me reconhecer.

A história é contada por Stark, um garoto que odeia o seu nome. Prefere ser chamado de Palito (só pra esclarecer: Stark é algo como fortaleza. O apelido é Stick, o que dá uma sonoridade interessante no inglês original). Ele tem um irmão mais velho, Bosten, que é um ombro amigo e presença constante. Palito não tem a orelha direita. Por isso, é caladão, introspectivo e cheio de problemas de relacionamento. Sofre bulying na escola e só tem uma amiga, Emily, com quem ele conversa na escola e fora dela.

Mas o principal problema que Palito e Bosten enfrentam são os pais. Um casal abusador, que quer educar os filhos apenas à base de porrada. A violência é tanta que a casa tem um quarto apenas para castigar os garotos. Palito conta que quase todo dia um dos dois é obrigado a ficar por lá. O quarto tem regras - aliás, toda a casa tem muitas regras - como a obrigação de ficar sem roupa e sem acesso a um banheiro (há um balde para as necessidades básicas); a porta trancada pelo lado de fora; não há janelas, como em uma solitária; quem determina o tempo que o "prisioneiro" passa por lá são os pais; antes de entrar no quarto rola muita pancada, dessas de deixar marcas horríveis no corpo; antes de entrar no quarto, o filho deve se mostrar educado e desejar "boa noite" aos pais.

Sério, já no começo do livro eu queria vomitar. Pela familiaridade, sim. Pela forma como o autor, Andrew Smith, relata a violência crua dos pais de Bosten e Palito. O autor trabalhou por anos com adolescentes em situação de risco, e foram as histórias de seus alunos que o inspiraram a escrever o livro. Bosten tem 16 anos, Palito tem 13. Desenvolveram códigos só deles para conversar sem que os pais soubessem de suas intenções. E nem são intenções ruins: eles apenas querem viver a adolescência, sair com os amigos, namorar.

A história narra os momentos que levaram a uma explosão dos dois meninos, a revolta contra a violência, a incapacidade de fugir dela, permeada pela necessidade de escapulir. É um livro denso, forte, emocionante. Chorei em vários momentos, levada pelo terror dos meninos, pelo desespero, pela desesperança.

Repito: não sou o público alvo do livro, mas me vi em cada linha.


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terça-feira, 18 de outubro de 2016

Citações #174

De A elegância do ouriço:


Então me fiz uma pergunta: por quê? Por que estes e não os outros?
E mais outra: e eu? Será que meu destino já se vê na minha testa? Se quero morrer, é porque acho que sim.
Mas e se, no nosso universo, existir a possibilidade de nos tornarmos o que ainda não somos... será que saberei agarrá-la e fazer de minha vida um jardim distinto do de meus pais? 


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segunda-feira, 17 de outubro de 2016

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #133

1 - Com Brecht - refletindo sobre o atual momento brasileiro
Do Pedro Eloi. Sobre a falta de delicadeza que grassa no Brasil. Sobre a falta de esperança que anda sendo plantada aqui dentro.

2 - A filosofia, essa indesejada
Do Jelson Oliveira. Olha só, defendo a Filosofia sempre. É uma disciplina libertadora. Mesmo que a maior parte das pessoas ache chato, a Filosofia, como dizia Noel Rosa, "sempre auxilia", em todos os campos da vida. A vida é muito mais legal quando se estuda Filosofia. Pode ficar mais pesada, porque desnuda muitas coisas, mas ter clareza é algo necessário. E já dizia Cecília Meireles... "liberdade - essa palavra que o sonho humano alimenta, que não há ninguém que explique, e ninguém que não entenda!".

3 - Eu, passarinho - Uma fanfic sobre educação
Do Primeira Fonte. Perfeito.

4 - A menina que podia ser eu
Da Ana Paula Pedrosa. Que texto emocionante! Triste e lindo ao mesmo tempo.

5 - Da imprevisibilidade da vida... e do autismo
Da Déa. Sempre um texto maravilhoso sobre o autismo e sobre a vida. Sempre uma lição pra gente, sempre algo a ensinar.

6 - Cinco músicas para gostar de Bob Dylan
E eis que Bob Dylan ganhou o prêmio Nobel de Literatura! A Val fala, nesse texto, um pouco sobre a carreira do Bob e levanta algumas músicas dele. Olha, foi uma delícia ouvir!

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domingo, 16 de outubro de 2016

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Livro: Guga, um brasileiro


Eu jamais compraria um livro sobre o Guga. Não por ser sobre ele, porque até acho o Guga legal. Não por ser biografia, apesar de já ter lido muitas, principalmente na adolescência. É porque tenho preguicinha de biografias de pessoas pouco mais velhas do que eu. Ok que o cara é um gênio do tênis e realizou muito pelo esporte. Mas, sei lá... preconceito mesmo com esse tipo de livro.

Mas daí vieram as olimpíadas 2016, no Rio, e o Guga foi comentarista da Globo. Não vi ele comentando nada, porque vi pouco das olimpíadas, e o que vi mais foi por streaming. Da Globo mesmo, só lembro das narrações desastrosas do Alex Escobar para o handball brasileiro. Mas o Guga fez sucesso e começou a ser chamado de "labrador humano". E o Carlos, que tem com a Renata um blog muito bacana sobre livros, leu a biografia do Guga e fez um texto delicioso. A vontade de ler o volume veio logo. E o texto fluiu rapidinho, o que é ótimo, em se tratando de falta-de-tempo-devido-ao-mestrado.

O livro é narrado em primeira pessoa, e eu esqueci o nome do jornalista que assina, apenas, como "escutador" - para usar o termo da lavra de Eliane Brum - e organizador do material. O texto começa com o tenista em Roland Garros, durante as disputas que fizeram dele campeão em 1997. Nessa época, eu era estudante do primeiro ano de jornalismo e tinha tempo livre para ficar na TV quando quisesse, acompanhado todos os canais de esporte da recém-adquirida tv a cabo da casa dos meus pais. Foi no ano anterior que descobri o tênis e comecei a acompanhar a Copa Davis e as trajetórias do Guga e do Fernando Meligeni, meu preferido. Gostava do jogo bonito do Guga, mas sempre preferi a garra do Meligeni, que se jogava em todas as bolas. Reconheço que era jogo pra torcida, mas era emocionante. Daí que logo já estava eu acompanhado Roland Garros e vendo o Guga vencer uma partida, mais uma, mais outra, até a final.

Depois desse primeiro capítulo, que narra uma das partidas do torneio, a história vai para a formação familiar do atleta e vem, quase linearmente contando como ele nasceu, cresceu, ingressou no tênis. O esforço para dizer que o atleta foi formado com muito sacrifício da família é um tanto quanto cansativo. Porque qualquer pessoa que conheça um pouco sobre esporte sabe que o tênis é elitista. Mesmo que a família do Guga não fosse rica, estava bem longe de ser pobre. Mesmo que a mãe e o irmão mais velho tenham se esforçado com afinco a fazer com que ele pudesse se dedicar exclusivamente ao tênis, com a mãe batalhando patrocínios em vários espaços, levando muitos "nãos", a história do tenista é bem mais favorável que a da maioria dos brasileiros. Enfim... foi chata essa repetição ao longo do texto.

Outra coisa bem chatinha é que, a cada jogo, é falado que aquele era "o melhor tênis", "o melhor jogo" do Guga. Ok que cada jogo é único, que o atleta estava em ascensão, escrevendo uma história incrível do esporte. Mas o autor poderia ter amenizado a batida na mesma tecla... Acredito que se essas partes fossem cortadas, a história ficaria mais saborosa.

Não há como negar que é bem bacana ver como o Guga foi virando aquele atleta bem largadão, bem cheio de vida e de alegria, que encantou todo mundo em 1997. É bom saber que o caminho não foi só de flores. Que teve muita luta, muito aperto, muitas lágrimas; pouco deslumbramento com o mundo de glamour do tênis. As histórias dos bastidores, do macarrão de sempre no pequeno hotel de Paris, quando Guga e Larri Passos, seu treinador, iam para Roland Garros, foram bem mais interessantes que as posteriores, quando ele já estava entre os dez melhores tenistas do mundo.

A história da lesão no quadril é bem tensa, ainda mais porque ele toca no ponto do massacre que a mídia provoca em quem é colocado no posto de "número 1". A mídia cria, a mídia cobra absurdamente por resultados, a mídia derruba. A mídia cobrou muito do Guga, mas - talvez por seu carisma enorme - não tenha exatamente conseguido derrubá-lo. Ele deixou de jogar porque foi vencido pela lesão. Se foi difícil pra gente, que só via jogo pela TV, aceitar isso, imagina pra ele...

Resumindo: um livro bem bacaninha pra dar saudade do tempo em que era óóótemo ficar em casa de bobeira vendo esporte na TV. Lido em dois dias, porque flui bem, porque o personagem é legal. Mas tá bem longe de ser um livro recomendável. Por outro lado, quem é do esporte vai curtir bastante. Por isso, o Leandro vai ganhar o meu exemplar logo!

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...