domingo, 31 de janeiro de 2016

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Portugal - 6º dia

Vista da janela da sala do apê de Coimbra

Tínhamos até meio dia para deixar o apartamento e ir para a estação de Coimbra A. A Isabel iria nos levar. Mas, até lá, podíamos rodar a cidade. Nos dias anteriores, vimos muito pouco de Coimbra, por motivos de congresso. Acordamos cedo e fomos caminhar. Minha vontade era entrar na Sé Velha, mas Leo e Lu não quiseram. Enquanto eles rodavam à volta da igreja, lá fui eu, sozinha, conhecer o interior da igreja e seu claustro. Era possível fotografar, mas sem o uso do flash.

Clautros da Sé Velha 
Claustros da Sé Velha

Claustros e túmulos da Sé Velha

Altar da Sé Velha

Interior da Sé Velha

Foi espetacular! E, ao mesmo tempo, me deu dor no coração, porque não entrei em outras igrejas. A arquitetura delas é tão linda...

Encontrei com Leo e Lu e fomos bater perna em Coimbra. Descemos pelo Beco do Quebra-Costas e fomos ser felizes.

Homenagem ao Fado no Quebra-Costas

Teve muuuuita foto

Olha que fofa esta senhorinha!

Rua com feirinha de sábado, muito linda!

Andamos muito, passamos por becos e ruelas, ruas e caminhos. Vimos muitas coisas bacanas - que retomo quando finalmente fizer a comparação entre Coimbra e Ouro Preto.

Almoçamos num restaurante que tinha Brasil no nome. Leo foi de bacalhau e Lu e eu de carbonara. Tava delicioso!


Onde almoçamos - não lembro o nome

Leo fazendo novas amizades
Fechamos o apartamento e fomos pra Coimbra A. De lá, fomos de trem pra Coimbra B, descemos em Aveiro e pegamos o trem expresso pro Porto.

De trem, indo pro Porto
O trem expresso é muito bacana e vai em uma velocidade bem alta. Em pouco tempo, estávamos no Porto. Descemos em Campanhã, pegamos o metro pra Trindade e, de lá, pra São Bento. A saída da estação já era pertinho da rua onde passaríamos nossa última noite portuguesa.

O apartamento da Maria João é uma delícia! Ideal para casal, porque a privacidade fica bem de lado. Mas é lindíssimo! Muito funcional, tudo clean, tudo no lugar.

Foto da Lu

Saímos, fomos bater perna no início da noite do Porto. Ainda passamos no apartamento anterior, para recuperar as minhas chaves, que esqueci por lá. Comemos e voltamos pra apê, pra dormir cedo, porque às 8h do dia seguinte teríamos que estar na estação de metro para irmos pro aeroporto.


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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Livro: Man Repeller



Conheci o blog Man Repeller, da Leandra Medine, quando eu estava super leitora de blogs de moda. Deve ter sido em 2011. Lia muitos e logo vi uma indicação pro dela, que era divertidiíssimo. Mas fui deixando de lado, afinal comecei a ter muita coisa pra ler e blogs de moda tiram o foco. Tenho um sério problema de foco.

Daí que deixei de ler a Leandra e fiquei um bom tempo sem ter notícias dela, até me deparar com o livro Man repeller, que tinha acabado de ser lançado no Brasil. Anotei na minha lista de leituras pra quando não tivesse absolutamente nada de útil pra fazer e ele lá ficou.

Porém, há promoções da Amazon nessa vida. E em uma delas me deparo com um livro que eu queria muito-muito-muito a um preço sem noção de tão barato. Comprei. E, pra completar o frete grátis, fui colocando outros livros no carrinho até faltarem exatamente 9 dilmas. Voltei pra lista de ofertas e lá estava, piscando e sorrindo, o Man repeller, por exatos R$9. Que mal teria, certo? Ele entrou pra lista, chegou em casa e foi pra pilha de livros a serem lidos um dia, quando eu estivesse sem nada de útil pra fazer.

Infelizmente esse dia não chegou. Mas chegou o dia em que fiquei de saco cheio da pesquisa do mestrado e precisava desesperadamente de alguma coisa leve pra ler. Os outros livros que vieram no mesmo pacote eram mais densos, e não caberiam na leitura rápida que eu precisava pra "desintoxicar". Sendo assim... Man repeller veio pra minha mão.

Leandra escreve de um jeito muito divertido, como faz no blog. Ela desconstrói estereótipos da moda e investe em histórias mais palpáveis, mais próximas do dia a dia de pessoas normais. Obviamente não dá pra comparar a nossa vida tupiniquim com a de uma moradora de Nova York (e ler este  livro me deu muita saudade de lá...). Mesmo assim, é mais fácil ver a Leandra gente-como-a-gente do que a blogueira influente dona de um dos 25 melhores blogs do mundo, como elegeu a revista Time.

Cada capítulo conta a história de uma peça de roupa ou acessório e algum aspecto da vida de Leandra: o primeiro beijo, a fase gordinha na adolescência, a primeira vez, as idas e vindas de um namoro, o primeiro estágio, o intercâmbio na França. E, claro, o dia em que se percebeu como uma repelente de homens, enquanto experimentava um short saruel numa loja.

Foi uma leitura rápida (de um dia pro outro, terminei o livro) e divertida (as histórias são engraçadas e a escrita, mesmo que seja confusa às vezes, também arranca umas risadas). Ou seja, coube perfeitamente na minha necessidade do momento.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Citações 136

De Nova gramática finlandesa:



Quando o capelão subia ao altar, eu me acomodava naquele assento que havia se tornado meu lugar pessoal e era o primeiro a entoar todos os hinos. Declamava ainda sem compreender todas aquelas palavras redondas e carnudas. Mas as pronunciava como segurança, como se fossem minhas. Uma a uma, circunscrevia seu significado, decompunha-o, classificava-o. Aprendi a usá-las fora da igreja, nas minhas sucintas conversas com o pastor. Cantar aquelas palavras era o meu modo de domesticá-las. Eu, que não podia transportá-las até as margens de um significado, tinha de me aproximar delas com cautela, para que não me escapassem, para não confundi-las no fluir ininterrupto do canto. Quando eu não conhecia bem seus contornos fonéticos, Koskela me ajudava a copiá-las, e assim, na página do meu caderno, entre aqueles verbos e aqueles nomes escritos em colunas, fluía a música. Como se as notas tivessem misteriosamente se fundido nas letras. 

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


domingo, 24 de janeiro de 2016

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Portugal - 5º Dia

Dormi muito mal à noite. Estava tensa demais com o congresso. Possivelmente, porque esperava um massacre, como foi no primeiro congresso que participei. Enquanto estava acordadona, rolando de um lado para o outro, aproveitei pra escutar a festinha dos espanhóis que estava no apartamento acima do nosso. Uma turma muito animada. Teve móvel sendo arrastado, mala sendo arrastada, sons de sexo, tosse que indicava morte próxima e muito vômito. Agitadinhos esses espanhóis!

Tomamos café da manhã no Café da Sé Velha, praticamente embaixo do apê. Os donos - esqueci o nome deles - são muito simpáticos, bons de papo e atenciosos.

Nós também recomendamos

Esperando a Lu!

Fomos caminhando, seguindo a indicação que o dono do Café nos deu. Queríamos pegar um táxi na parte baixa da cidade e ir para a faculdade onde seriam as atividades do congresso nesse dia. Descemos por uma ruela paralela ao Beco do Quebra Costas, que é bem famoso em Coimbra. Passamos por algumas repúblicas estudantis - sério, Coimbra é a Ouro Preto do mundo bizarro. Falo sobre isso depois.

A República dos Kagados, ao lado do nosso apê

Descemos pelas ruazinhas simpáticas e paramos na Igreja de Santa Cruz - entrei no meio da missa, durante um cântico. Fiquei só dois minutos e corremos pro táxi.

Chegamos à Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC), que fica numa área mais nova da cidade, mais sem graça. A organização do congresso foi bem eficiente. Nos credenciamos e fomos pra sala onde eu apresentaria. Estava acontecendo a primeira mesa. Meu trabalho era o quarto da segunda mesa, mas como a terceira pessoa não apareceu, fui a terceira a falar. Foram 12 minutos de explanação. As perguntas foram ao final de todas as apresentações.

Depois da minha apresentação, antes da vez da Lu


Ao final, saímos da sala e fomos almoçar no shopping ao lado da ESEC. Lá tem uma livraria Bertrand, também recomendada pela Isabel, a dona do nosso apê. Acabei comprando um livro que vai me ajudar bastante na dissertação. De lá, fomos almoçar no Pasta e Café. A comida estava ótima! Lu e eu comemos fetuccini acompanhado de peito de frango com bacon e queijo. Leo comeu uma massa com presunto Parma e "cogumelos selvagens", as trufas. Nós gostamos muito. Acho que foi a melhor refeição da viagem. Foi no shopping também que comprei band-aids porque, mais uma vez, lá estava eu cheia de bolhas nos pés, quase morrendo ao caminhar.

Na volta pra ESEC, encontramos a sala onde a Luana faria sua apresentação. Assistimos ao final da primeira mesa da tarde e logo veio o coffee--break. Meodeos, como teve comida boa nos cofffee-breaks desse congresso! Foi difícil parar de comer. E eu só pensava no quanto tudo aquilo ia pesar em mim ao fim dessa viagem

Luana, eu, Kamilla e Nair. Faltou a Juçara
Foto: Leo Homssi
Aí rolaram as apresentações da Kamilla com Nair e Henrique e a da Luana. Tudo muito bom, tudo muito bem. Mas é necessário fazer uma observação: sempre tem um babaca pra questionar alguma coisa de forma bem agressiva. Ok questionar, faz parte do processo. Não rola é agressividade. Dá desespero isso.

Voltamos pra casa e nos arrumamos pra sair de novo. Era dia de visitar o Mondego Irish Pub, às margens do rio Mondego. Leo queria ir lá há tempos, desde que a aprovação no congresso saiu. Porque lá tem vários chopps do jeito que ele gosta. Chegamos quando a banda que ia tocar a partir de meia-noite estava ensaiando. Músicas irlandesas, muito bacana. Leo ficou empolgadão. Comemos, porque estávamos loucos de fome e ficamos esperando o Emanuel chegar.

O Emanuel foi a primeira pessoa que conheci quando mudei pra BH. Eu tinha seis anos, ele tinha cinco. Ele e o irmão, Eduardo, estavam no playground do nosso prédio. Logo, ficamos muito amigos. Meus irmãos, Daniel e Otávio, ficaram especialmente amigos dos dois. Chamávamos os dois de Manel e Duardo. Crescemos juntos, jogando futebol, brincando nas escadarias, andando de bike, jogando videogame. Os dois nasceram no Porto e moraram em BH até 1992. Depois, voltaram pra Portugal. Mantivemos contato até quando eles nos visitaram, em 1995. Depois, não conseguíamos mais ligar pra eles. Retomamos contato com o Facebook - que, afinal de contas, ajuda bem nessas coisas - e, quando saiu a notícia da ida pra Coimbra, tentei vê-los. Eu achava que os dois e a Amélia, mãe deles, ainda moravam no Porto e que seria fácil visitá-los. Mas não: a Amélia mora em Braga, o Emanuel em Peniche e o Eduardo no Algarve. Mas o Emanuel saiu de Peniche depois de um dia de trabalho pra nos encontrar em Coimbra. Encarou algumas horas de estrada só pra isso. É muito amor, né?

Amizade de uma vida. Encontro 20 anos depois.

Lu, Joyce (namorada do Emanuel), Emanuel, eu e Leo, na noite de Coimbra

Foi muito bom reencontrá-lo. Relembramos tanta coisa! Foi bom demais, um momento inesquecível pra mim.

Saímos do Mondego e fomos para a Praça da República. O Emanuel estava com fome, então paramos em uma pizzaria. Foi lá que vimos os atentados de Paris. Todas pessoas que estavam lá estavam com o olhar fixo na televisão. Ainda não tinha informações direito, mas já se sabia que era um atentado e que muitas pessoas tinham morrido. Foi muito triste. Nós três ficamos bastante apreensivos com a nossa volta ao Brasil. Porém, nós cinco decidimos curtir o momento. Afinal, eram 20 anos de ausências!

Dali fomos pro Murphy's, um outro bar irlandês. Teve show de rock, com uma banda muito legal. Conversamos muito. Em uma televisão que não dava para vermos estava passando o jogo Brasil X Argentina pelas eliminatórias da Copa. Emanuel e eu torcíamos pro Brasil, claro. Mas conversamos tanto que nem rolou de ficar levantando pra acompanhar o jogo.

Uma observação: fuma-se muito em Portugal. Em todos os lugares, até mesmo dentro dos restaurantes - coisa que acaba chocando os brasileiros, já que perdemos esse costume há muito tempo. Quando voltamos pra casa, de madrugada, juntei minhas roupas e as do Leo e coloquei num saco de lixo, pra ficarem separadas das outras, de tão fedorentas de cigarro que estavam.

E lá fomos nós dormir, porque o dia seguinte era o último em Coimbra.



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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Pílulas do momento #19

1 - Cansaço
Sim, eu já sabia. No fundo, tinha certeza de que isso ia acontecer. Estou muito cansada. Esgotada mesmo. Terminei artigo e projeto, ainda falta o primeiro capítulo e eu nem sei por onde ir. Tenho duas semanas pra entregar esse capítulo. É uma primeira versão, mas já sugou todas as minhas energias. Estou me sentindo num poema de Álvaro de Campos (pretensões à parte):

Estou cansado da inteligência.
Pensar faz mal às emoções.
Uma grande reação aparece.
Chora-se de repente, e todas as tias mortas fazem chá de novo
Na casa antiga da quinta velha.
Pára, meu coração!
Sossega, minha esperança factícia!
Quem me dera nunca ter sido senão o menino que fui...
Meu sono bom porque tinha simplesmente sono e não ideias que esquecer!
Meu horizonte de quintal e praia!
Meu fim antes do princípio!

Estou cansado da inteligência.
Se ao menos com ela se percebesse qualquer coisa!
Mas só percebo um cansaço no fundo, como baixam na taça
Aquelas coisas que o vinho tem e que amodorram o vinho. 


2 - Projetos outros
Do nada - pam - me convidam pra alguma coisa interessante. Aconteceu isso no último sábado. É um projeto de escrita, e mais não posso falar. O engraçado é que a palavra "projeto" tem estado onipresente por aqui.

3 - Livros
Sempre eles. Tenho lido menos do que gostaria, já disse isso. Na verdade, tenho lido menos literatura do que gostaria. Os livros que comprei entre 2014-2015 estão se acumulando na estante. Preciso planejar como vou lê-los. Aliás, preciso planejar como vou ler a bibliografia pra dissertação. Tem muita coisa não lida, tem muita coisa pra ser relida.

4 - Teclado
Espancando teclado nível "minha tendinite tá voltando!".
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Livro: As crônicas de gelo e fogo - A guerra dos tronos



Quando estava começando o burburinho em torno da série Game of Thrones da HBO, fiquei interessada, mas não vi. Deixei pra lá quando soube que ela era baseada em livros. Porque os livros sempre me interessam mais. Pensei em comprar, vi a queridíssima Lelê super envolvida com os livros, tive algumas discussões com o Otávio sobre Literatura Fantástica ou Literatura Maravilhosa - coisa de gente de Letras, com teóricos diferentes. O tamanho dos livros me desanimava, porque eu andava com pouco tempo. Porém, mantive em mente que um dia compraria, leria e, só aí, veria a série.

Como diria Joseph Climber, a vida é uma caixinha de surpresas. Dia desses, logo depois da morte da Tia Ylza, recebi um e-mail do Submarino com a coleção dos cinco livros mais um extra, sobre o universo GoT, em formato pocket e em uma caixa linda, por menos de R$60. Comprei, eles chegaram logo, fui feliz admirando os livros. Leo começou a ler o primeiro, mas não curtiu. Achou a história arrastada. Deixei eles quietinhos, pensando em me programar. Conversei com um colega da Filosofia que lia um capítulo por dia - os capítulos são curtos, dizia. Lia antes de dormir e, enquanto isso, via a série.

Chegou a hora de começar a ler, e foi pouco antes de vir a minha rebelião e eu passar de vez pra série. Assisti as cinco temporadas de uma vez e ando mergulhada nesse universo. Os livros estão sendo lidos, analisados, amados. Tô curtindo muito.

Enfim... As crônicas de gelo e fogo - A guerra dos tronos conta a história das sete principais casas de Westeros, uma terra em um universo paralelo, mas bem parecido com este nosso. Lá as estações climáticas duram muitos anos e uma junta de Meistres - misto de médicos, curandeiros e alquimistas - é que determinam, depois de muito estudo, quando uma estação termina e vem a outra. O inverno é sempre muito rigoroso. A história começa no verão, o mais longo que se tem notícia, e que prenuncia um longo inverno. O mapa de Westeros parece muito o da Inglaterra e a trama tem muitos elementos da história inglesa, como a Guerra das Rosas. O rei de Westeros se senta em um trono de ferro, forjado com as espadas de inimigos derrotados de um rei muito antigo. Robert Baratheon é rei há pouco mais de 13 anos e conquistou o trono após uma rebelião contra o rei Targaryen, louco. As outras grandes casas dividem o reino e têm casas menores como vassalos. O foco principal do livro é na família Stark, os guardiões do Norte - lá é sempre gelado e tem tradições religiosas tradicionais. Os Stark cultuam os deuses antigos e se dizem descendentes dos primeiros homens que habitaram Westeros. Mais para o norte está a Muralha, construída por um dos primeiros Stark. Ela separa o mundo conhecido de terras inóspitas, habitadas por povos selvagens e por seres há muito não vistos, mas conhecidos como Outros. Há ainda os Lannister, ambiciosos e sempre grudados ao poder - quase como um PMDB tupiniquim.

A infidelidade da rainha Cersei Lannister, esposa de Robert Baratheon, e vista por Bran Stark, um garoto de 8 anos, desencadeia uma série de acontecimentos que vão levar à guerra dos tronos do título. Há muitos elementos interessantes na trama e uma das mais legais, pra mim, é o universo que o autor, George R. R. Martin, criou. É muito detalhado, com vários elementos bacanas e que dão espaço para a expansão do universo, com muitas colaborações de produtos midiáticos e também dos fãs. Tenho me divertido bastante com tudo o que se cria e se desenvolve em torno de As crônicas de gelo e fogo.

Curiosidade: os cinco volumes já lançados somam 348 capítulos.

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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Citações 135

De Nova gramática finlandesa:



Sempre voltava tarde. Porque o silêncio e a solidão do dormitório me dava medo. A solidão tinha se tornado minha grande angústia. Na solidão afloravam as questões para as quais não pudera encontrar resposta e das quais as atividades espasmódicas dos meus dias me faziam esquecer temporariamente. Só temporariamente. Porque, embora eu me iludisse de que era capaz de suportá-la, a angústia de não saber quem eu era adensava em mim e pouco a pouco sufocava todas as minhas forças. Com prepotência, tomava o espaço que lhe cabia. Porque um homem não pode viver sem memória. 

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #97

1 - 5 dicas para casais viajantes
Do Leo e Lud pelo mundo. O blog deles é muito bacana, o projeto do sabático também. Gostei muito do post, mas acho que também encaixa para casais que ficam 24h por dia juntos. Mesmo que Leo e eu não estejamos mais assim agora, já vivemos essa realidade, e as dicas de Leo & Lud se aplicam :-)

2 - O novo Star Wars e as mulheres que não são decorativas
Da Mari, do Lugar de Mulher. Sobre o sexismo que anda rolando por aí já que quem protagoniza o episódio VII de Star Wars é uma mulher. E uma mulher extraordinária! Rey toma conta de si mesma, é cheia de qualidades, tem muita coragem. Vale a pena ler.

3 - Ao invés de compartilhar uma mentira para ganhar likes, manda nudes
Do Sakamoto. Não concordo com o "manda nudes", mas acho super válida a motivação do texto: apurar a informação. Nesse mundo em que todos se acham divulgadores, saber de onde vêm as informações é obrigação e faz a diferença.

4 - Não quero ser essa pessoa
Da Lud (sim, a mesma Lud da indicação 1, que viajou pelo mundo). Também não quero ser essa pessoa. E também não quero ser o capacho dessa pessoa. Ainda bem que, atualmente, não sou mais :-)

5 - No Brasil, pedofilia na Igreja é escassa ou jornalismo não apurou a fundo?
Do Mário Magalhães. Ele fala do filme Spotlight - que ainda não vi - mas o importante, pra mim, é a discussão sobre o jornalismo e sobre o que pode interferir num bom trabalho de apuração.

6 - Unpacking: beleza real
Da Mari, do Lugar de Mulher. Sobre beleza. Bem interessante.

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domingo, 17 de janeiro de 2016

Planos



Daqui.

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Portugal - 4º dia

Praça dos Aliados, com D. Pedro IV
Foto: Leo Homssi
Nosso último dia no Porto. Eu já estava triste quando acordei. Acho que Leo e Lu também. Amei a cidade. Voltaria, com certeza. Moraria lá fácil-fácil. Já gostava antes de conhecer, por causa dos meus amigos portugueses. E depois desses dias, passei a amar.

Tínhamos uma lista de coisas pra fazer antes de deixar o apartamento e ir pra estação, rumo a Coimbra: 1) tomar café da manhã em casa, terminar com as comidas, arrumar a casa e jogar o lixo fora; 2) fazer duas fotos muito importantes (com Dom Pedro IV, que é o nosso Dom Pedro I - foto acima - e com o jornaleiro da Praça dos Aliados) 3) voltar à primeira livraria em que fomos para comprar livros.

Acordamos cedo, tomamos café, arrumamos o apê e nos batemos pra rua.

Monumento ao Jornal de Notícias. Viva os coleguinhas!

Sem saber se iríamos almoçar, acabamos comendo na rua. Leo e Lu escolheram um treco que classificam com "Francesinha sem molho". Fui de pastel de natal que é mais seguro. :-)

Fizemos tudo o que queríamos, voltamos pro apê, fechamos as malas, fechamos a porta, assim como a Raquel tinha nos pedido. Descendo as escadas pra ir embora é que lembrei que tinha deixado o meu chaveiro em cima da cama. Com as minhas chaves de casa, da agência e dos cadeados das malas. Sorte que Leo também tinha as chaves dos cadeados (talvez porque eu estivesse prevendo esses esquecimentos...). Não conseguimos falar com a Raquel para recuperar a chave. Deixamos um recado no AirBnb e fomos embora. Fiquei muito brava comigo. Odeio esquecer/perder coisas.

Puxamos as malas até a estação de metro da Aliados, bem pertinho. Recarregamos o cartão Andante e pegamos o metro pra Trindade. Lá, trocamos para a linha que vai a Campanhã. Foi tudo bem rápido. Descemos e fomos procurar a estação de trem comboio. Lá, tinha uma livraria com promoção de livros e preços muito bons. Comprei quatro por 7 euros no total. Todos de comunicação. Acabou sendo o melhor lugar pra comprar livros da nossa área por lá. Pq, no fim das contas, não achamos muita coisa nem no congresso.

Descobrimos pra qual plataforma deveríamos ir, porque isso não estava impresso na passagem. O senhor que nos explicou foi muito atencioso. Ficamos lá esperando o comboio chegar. E aproveitamos pra olhar os que passavam, pra sabermos como descobrir o vagão que deveríamos pegar. Foi por aí que vimos que a numeração das cadeiras estava estranha. No mapa de assentos, na hora da compra, escolhi duas poltronas juntas e uma atrás. E os números era muito loucos. Não entendi nada.

Lu e eu esperando, esperando, esperando, esperando o trem #ChicoBuarqueRules
Foto: Leo Homssi

Estudamos enquanto esperamos também. Na hora certa, o trem apontou na estação. E lá fomos nós procurar o vagão. Até que estávamos bem perto dele. Quando entramos, descobrimos que as cadeiras eram exatamente como eu comprei. Os números é que eram muito malucos. Procurei e não encontrei uma lógica pra essa numeração.

O comboio saiu do Porto, passou por uma das pontes sobre o Douro - de onde é possível ver a Ponte D. Luís e foi margeando o litoral por um curto período, até a estação de Espinho. Muito lindo, deu vontade de descer por lá. Os outros pontos são como quase todas as estações no mundo: um tanto degradados, quebrados, pichados.

Descemos na estação de Coimbra B e trocamos de trem, rumo a Coimbra A. Ficamos por lá esperando a Isabel chegar. Ela tinha dito que nos pegaria lá e nos levaria para o apartamento. Ela chegou logo. Uma pessoa muito simpática. É professora de português, francês e literatura, além de ser amiga do João Tordo, autor do melhor livro que eu li ano em 2014. Enquanto nos levava de carro, ela foi mostrando a cidade, falando sobre história e literatura.

O apartamento da Isabel fica no Beco da Carqueija, um dos becos de frente para a Sé Velha de Coimbra. A igreja é maravilhosa por fora. Fiz planos de conhecer seu interior tão logo fosse possível.

Sé Velha de Coimbra
Foto: Leo Homssi

Nos ajeitamos no apartamento - que é uma graça, com jeito de casa - e fomos para a Universidade, para fazer o credenciamento no congresso. Porém, quando chegamos lá, o credenciamento já tinha acabado. Tirei fotos do pátio da Universidade de Coimbra e do prédio da Biblioteca Joanina, mas elas sumiram #queromorrer.

Prédio da Biblioteca Joanina. Pena que não conseguimos visitar

Lá, onde estavam acontecendo as conferências (no auditório do prédio de Química) nos encontramos com as professoras Nair e Juçara. Como tudo tinha acabado, só nos restava ir pra rua. Descemos, então, para a Praça da República. Passamos na livraria Almedina, que a Isabel tinha nos indicado como a melhor da cidade. Leo já estava impaciente, porque a única coisa que tínhamos comido após o café da manhã foi o tal trem que parecia "francesinha sem molho". Enquanto Lu e eu estávamos na livraria, Leo foi procurar um lugar pra comer e achou o Luna. Meio caído, mas com comida. Experimentei a tosta mista e não lembro o que o Leo e a Lu comeram. Acho que teve porção de azeitona e polvo - só pro Leo. Saímos de lá e fomos pro Chiado Coffee & Beer. Leo quase pirou quando viu que tinha a cerveja Estrela Galícia lá. Até então, todos os lugares que vimos só tinha Super Bock, que ele achou aguada.

No Chiado Coffee & Beer

Como estávamos muito cansados, acabamos voltando pra casa cedo. O outro motivo pra não esquentar lugar no bar era que, no dia seguinte, às 10h, eu tinha a minha apresentação no congresso.

Leo e Lu ainda passaram num barzinho perto de casa e compraram cervejas. Ficamos um tempo acordados, conversando. Foi o dia em que falamos por Skype com os pais do Leo, que já estavam em Piracanjuba, e com a mãe da Lu. Durante a madrugada, os espanhóis que moravam no apartamento de cima fizeram uma super festa. Dormi mal pra caramba, mas a culpa não foi da festa. Foi tensão pré-apresentação mesmo :-/



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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Pílulas do momento #18

1 - Puzzles
Pois é, tinha parado. Fiz um muito sofrido em 2014, uns meses depois da morte da Tia Ylza, com a vovó me dando força. Depois que ela também morreu, fiz mais um, no começo de 2015, que foi presente da minha irmã. Aí deixei de lado, pq o mestrado não dava espaço.

Aí ganhei um puzzle de 500 peças do Turene, no fim de novembro, e montei rapidinho. Deu saudade.



Então, fui atrás do que ganhei da Dreisse, de 2.000 peças e resolvi fazer no Natal. Pq acho Natal um saco, e montar um puzzle grande assim (o meu primeiro de duas mil) ia me trazer bem estar.






Resumimdo: foi um bom Natal.

2 - Livros
Há tempos ando tentando me desfazer dos meus livros. Ao menos dos que sei que não vou ler mais e que não são aqueles aos quais tenho muito apego. Por exemplo, a minha coleção do Sítio, de Monteiro Lobato (mostrei ela aqui) só sairá de perto de mim para presentear uma criança muito importante, que ainda não conheço. Mas outros, juntei e fui doando. Tenho feito esse exercício com os livros de literatura: acabo de ler e já penso em quem pode ficar com ele. A Ju ganhou, a Ana Paula sempre ganha, o Leandro também. No pré-Natal de 2015, doei toda a minha coleção de Agatha Christie (parte dela está no link ali em cima, junto com a coleção de Monteiro Lobato) para a Biblioteca Pública Municipal de Ouro Preto. Cerca de 60 livros, que levamos em duas viagens (a biblio é pertinho aqui de casa), junto com outros livros de literatura. Doeu, mas também deu uma sensação linda de alívio, porque os livros vão ser lidos, ao invés de ficarem presos na estante aqui de casa. Já comentei (aqui) que queria abandonar as releituras. E resolvi reler apenas livros muito impactantes. Então, o mote aqui é: assim que terminei um livro, se ele não for da classe dos livros-da-vida, vai direto pra mão de alguma pessoa mais apropriada. Leandro recebeu, em 2016, quatro livros meus. Ana Paula vai herdar um. E o que mais sair daqui, tenho certeza que estará em boas mãos.

3 - Música
Em um relacionamento sério com música clássica. Como foi quando eu tinha 16 anos.

4 - Nostalgia
Em  mil-novecentos-e-ninguém-está-interessado-nessa-data, eu era estudante, magrela e vivia no computador. O que mudou de lá pra hoje? Continuo estudante, não sou mais magrela e hoje vivo num mac. Encontrei esta foto perdida no meio das minhas coisas e, comparando, até a bagunça da mesa é quase a mesma. Na época desse click, eu já não tocava teclado, mas o Daniel, meu irmão, estudava guitarra. Ele ainda ganhou meu violão, depois que eu arrebentei a minha mão esquerda misturando vôlei e excesso de treinos de teclado e fiquei impossibilitada de tocar. Ok, ok, o violoncello ainda está nos planos, pra quando eu não estiver com a vida tão corrida. Tomara, né?

A long time ago, in a galaxy far away...


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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Livro: Número Zero



Já contei que tenho uma relação de amor de ódio com Umberto Eco. No geral, amo os livros de literatura dele, mas para chegar nesse amor final, passo por vários estágios em que amor e ódio se alternam. Talvez O nome da Rosa seja o único em que não vi raiva durante a leitura. Em Número Zero, essa balança pendeu bem mais para o amor. Talvez porque a raiva tenha sido direcionada para um dos personagens, com uma visão bem particular do jornalismo.

Número Zero é um livro que fala de jornalismo. Não só porque estamos lidando com a redação do jornal Amanhã, mas com quase todas as formas de manipulação que o jornalismo oferece. O personagem principal, Colonna, é chamado para participar do projeto de criação do jornal Amanhã, que tem como único objetivo pressionar os inimigos políticos do Comendador Vimercate. Quem o convida é Simei, que vai chefiar a redação e dá a Colonna uma missão secreta: escrever a história de Amanhã, mascarando fatos e tornando o jornal, criado apenas para causar, em um veículo respeitado. Colonna aceita porque quer o dinheiro e porque, como não se formou em nenhuma faculdade, vê o trabalho como única opção.

A redação é formada por jornalistas fracassados, como Maia, que só trabalhava com a cobertura de amizades coloridas entre famosos. Tem Braggadocio, que vê conspiração por todos os lados e Lucidi, que tem amigos no Serviço Secreto. Óbvio que a experiência não dará certo.

Umberto Eco é muito sagaz em seus romances. Sempre encontra uma forma - sutil ou não - de enfiar um machado nas feridas abertas. Aqui, ele desnuda a composição das notícias. "Não são as notícias que fazem o jornal, e sim o jornal que faz as notícias", diz Simei em uma das reuniões de pauta. Mesmo que a trama se passe em 1992, quando havia certa efervescência na Itália, o modo de produção do Amanhã é muuuuito parecido com o da imprensa brasileira. Dá até pra pensar que Mr. Eco fez um estágio em alguns veículos brasileiros antes de escrever Número Zero. Porém, a verdade é que a forma de se noticiar não é diferente, seja na Itália, no Brasil ou em qualquer outro país, e nem adianta falar em imprensa livre, porque a imprensa nunca-nunca-nunca é livre.

Pra quem não sabe mesmo como a imprensa funciona, Número Zero é uma boa aula inaugural. Pra quem já sabe, não deixa de ser divertido ver as reuniões de pauta e os ensinamentos de Simei.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Citações 134

De Nova gramática finlandesa:


A memória é o tributo da dor que cotidianamente eu pago quando acordo para este mundo e aceito viver nele. Por quê, não sei. Talvez seja mais fácil nascer do que morrer. Talvez pela doentia curiosidade que todo homem tem, mesmo na dor, de ver como vai acabar. 

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #96

1 - Jane Eyre, de Charlotte Brontë
Da fofa da Gabi, do Teoria Criativa. Porque Jane Eyre é um dos meus livros favoritos da vida, e foi uma delícia ler esse texto.

2 - Jovem, ao completas 18 anos, fuja para ver o mundo
Do Sakamoto. Se eu pudesse voltar aos 18, levaria esse conselho muito a sério.

3 - Não senti na pele
Da Ana Paula Pedrosa. Sobre racismo. Sobre empatia (e a falta dela). Sobre a necessidade de se colocar o dedo na ferida.

4 - Caião quer conversar
E já que falamos de racismo, o vídeo do Caio, namorado da Jout Jout, sobre o tema.

5 - “O que fiz em 2015. Como vejo 2016” Nossa conversa com Barbara Soalheiro, da Mesa&Cadeira 
Do Projeto Draft, com a Bárbara Soalheiro. Posso ter orgulhinho das pessoas que conheci na faculdade? Bárbara entrou na PUC um ano depois de mim e sempre foi dinâmica. Não me espantei quando vi que ela está à frente da Mesa&Cadeira, um empreendimento super bacana. A entrevista com ela é muito legal.

6 - Posto sim
Da Clara Averbuk, no Lugar de Mulher. Sobre corpo, representação, mídia, pressões, mudanças. Muito bom!

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domingo, 10 de janeiro de 2016

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Portugal - 3º dia

Acordei 7h e fui pra varanda fazer QiGong!!! \o/ \o/  \o/ Oh, Glória! Tinha um céu azul de outono, gaivotas passando por aqui e por ali, a Torre dos Clérigos me olhando lá de longe e muita alegria por aquele momento bobo estar se concretizando. Tenho poucas aspirações na vida, como dá pra notar.

Burlamos a regra do café da manhã no apartamento por um motivo muito nobre: fomos tomar café no Majestic, um lugar lindo e muito bem recomendado pelo Zélio. É turístico sim, mas somos o quê, além de turistas? Esperei os mocinhos acordarem (foram duas horas de espera e de fome, hahahahaha) e nos batemos pra rua Santa Catarina, uma das mais famosas do Porto.

Meu café dos campeões: capuccino e pastel de nata

Leo foi de tosta de fiambre e queijo (o mui famoso misto-quente brazuca) com capuccino e a Lu escolheu um croissant de fiambre e queijo com café carioca, que ela achou muito amargo.

O Majestic é lindo, lindo!







Dali fomos pra Fnac, onde achei muitos livros interessantes. Dois, pra ser mais exata. Mandei as fotos das capas pro orientador, que não se animou muito.

Dali, fomos andar na Santa Catarina. A rua é bem fofa. Em alguns quarteirões, não tem trânsito e a via se enche de gente. Quando tem trânsito, é leve. Andamos, entramos em muitas lojinhas, compramos souvenirs, entramos no shopping Via Catarina. Foi lá que compramos nossos chips locais. Assim, poderia falar com o meu amigo Emanuel na sexta-feira, quando iríamos nos encontrar.

Andamos até a parte mais residencial da rua Santa Catarina e voltamos pra casa. Como o café da manhã não foi lá, decidimos almoçar pizza na nossa casinha. Depois do almoço saímos pra outra rua linda, bem pertinho de casa, a rua das Flores.



Encontrei a família no Porto!

A rua é cheia de intervenções artísticas nas vitrines

Lu, Leo, a rua das Flores e o sol da tarde

Dali, descemos pra Ribeira, que é a área à beira do rio Douro, cheia de bares. É muito lindo! Ainda mais com a luz da tarde. Demos sorte: na semana anterior à nossa ida choveu muito e fez frio. Pegamos o "veranico" português, com um tempo maravilhoso. Sem muito calor durante o dia, sem muito frio à noite, com sol todos os dias. Antes de chegar na Ribeira, passamos por uma loja de azeites onde fizemos uma degustação. Muitos sabores diferentes! Foi muito bacana. Trouxemos, de lá um azeite delicioso. azeitonas temperadas e um patê de azeitonas.




A ponte Dom Luís I, que leva a Vila Nova de Gaia

Atravessamos a ponte a pé, pela passagem de baixo. Há um aviso: "Peões, pelo lado esquerdo". Peões são os pedestres. Atravessamos a via e pegamos o lado esquerdo da ponte. Isso organiza o trânsito dos pedestres, que é bem intenso. Em Gaia, fiz a melhor foto da Lu na viagem inteira. Mas ela estava de costas #bullying

Oi, Lu!

Paramos na Cálem, uma cava bem antiga. Conseguimos entrar num grupo de visita. A guia, Sandra, foi muito simpática. No final, teve degustação de dois portos da casa, um branco e um tawny. Também passamos pela equipe de marketing, que fez uma pesquisa sobre a mudança dos rótulos dos produtos. Foi bacana participar da pesquisa, pela natureza do nosso trabalho. Leo viu coisas que Lu e eu demoramos pra perceber.

Degustação na Cálem

Ribeira do Douro, do lado de Gaia

Nós no teleféerico de Gaia

Do alto da ponte D. Luís I

Saindo da cava, andamos na Ribeira pelo lado de Gaia e subimos de teleférico, para ir pra casa. Podíamos ter ido de metro, mas não ia ser tão legal quando passar pela ponte D. Luís I a pé e ver esse pôr-do-sol arrebatador aí da foto.

Fomos andando até a praça dos Aliados, quando participamos do trote de estudantes universitários. Os calouros - ou caloiros, como dizem em Portugal - estava distribuindo abraços grátis. Os veteranos contavam o número de abraços dados. Muita gente olhou com desconfiança. Mas Lu e eu abraçamos as meninas.

De lá, supermercado, casa, pizza, pringles, chocolate, cerveja pros meninos, confissões e muitas risadas. Tínhamos uma certeza: íamos sentir muita falta do Porto.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...