quarta-feira, 30 de março de 2016

Quinze

Daí que pá! Bate aquela consciência. 15 anos juntos. É coisa demais! Comentei com o Leo outro dia que, quando começamos a nos relacionar, não imaginava que passaríamos de 15 dias. E cá estamos nós, com 15 anos de estrada, lado a lado.

Há 15 anos. Tinha vinho!


Muita coisa mudou na minha vida por causa dele. Vamos à lista:

- Tolerância: sou bem mais tolerante, hoje, com as outras pessoas, por influência dele. Foi com Leo que aprendi que o outro tem outros tempo, ritmo, aspirações. Como naquela música do Ira! que diz "Nessa vida passageira / Eu sou eu, você é você / Isso é o que mais me agrada / Isso é o que me faz dizer / Que vejo flores em você". Não foi algo imposto, foi a convivência diária que me fez entender isso e passar a respeitar o tempo dele, acima de tudo, e também o tempo dos outros. Confesso que é muito mais fácil respeitar o tempo dele.

- Comidas: meu paladar é mega infantil. E foram anos de tentativas de ter alimentação saudável, com ênfase pros períodos mais punks de anemia crônica. Mas foi só com o Leo que consegui comer salada todo dia útil (a folga nos fins de semana é necessária). E também passei a experimentar mais sabores e texturas. Ele me apresentou o gorgonzola (ó, céus, o que eu estava perdendo!!!) e me fez gostar, novamente, de camarão. Com ele comi coisas inimagináveis antes, como aratu. Também diminui o chocolate e outras bobeiras (ok, tem um refluxo aí no meio...). E aprendi a tomar café, mas bem de vez em quando (o Vanilio, da Nespresso, é o meu favorito). 

- Cozinha: nunca fui de cozinhar. Sou um desastre na cozinha, pra falar a verdade. Mas Leo gosta de experimentar receitas, e lá vou eu com ele. Comecei sendo a auxiliar que pica ingredientes e lava as louças. Hoje, até arrisco fazer algumas coisas mais simples. Por exemplo, o molho do macarrão da Bel é responsabilidade minha. Já me arrisquei fazendo arroz e feijão (não, não provei o arroz. Sempre é horrível fazer porque o cheiro me dá ânsia de vômito). Mas de uns tempos pra cá, temos feito almoço em casa praticamente todos os dias. Leo é o responsável por quase tudo (e ele manda bem demais!), mas dia desses aí a cozinha foi toda minha. E ficou muito bom. Não dá pra dizer que posso me virar sozinha agora. Mas é inevitável perceber que mudei, e muito, por influência ele. 

- Calma: já cansei de falar que é o Leo quem me põe no chão quando eu tô lá longe, voando alto. É uma coisa muito louca... porque ele me dá muita segurança pra seguir em frente. Com o tempo, fui me centrando mais e já não preciso tanto de socorro. O fato é que com 15 anos de convivência, já consigo identificar em mim os momentos em que preciso mais dele, e já sei o que fazer, estando ele próximo e acessível ou não. 

- Faro: Leo tem faro pra gente sem caráter. É impressionante como ele lê rápido as pessoas. Enquanto isso, passo anos achando que tá tudo bem, que todo mundo é legal. Já falei aqui, no meu resumão de 2014, que eu precisava ouvir mais o Leo. Porque é impressionante como ele acerta. Até hoje, nunca vi ele errar com um "diagnóstico" sobre uma pessoa. Pode demorar dias, meses ou anos: ele acerta. E eu tomo na cara, poque sempre desconfio da leitura dele. Mas acontece que comecei a ficar mais esperta com isso e a confiar mais no meu sexto sentido (ele funciona!!!) e, daí, conversar bastante com o Leo para ver o panorama por olhos mais capazes que os meus pra avaliar pessoas. Melhorei, mesmo que ainda seja pouco. 

- Sincronia / Sintonia: é engraçado que a gente quase advinha o que o outro pensa ou quer. E há muito carinho e respeito nesse adivinhar. Especialmente nesses últimos três anos, a sintonia tem estado mais presente entre nós.  É algo que me diverte, porque nunca me imaginei vivendo essas situações. Saber como ele pensa é tão legal! Me permite fazer tanta coisa por nós, viver tanta coisa gostosa... 

- Aceitação: Leo foi fundamental pra que eu me aceitasse como sou. Com todos os meus defeitos, todas as arestas e as gordurinhas a mais. Com toda a história familiar conturbada que eu tenho. Com todos os momentos em que eu falhei. Sempre odiei falhar, mas mudei junto com ele. Não quero dizer que passei a gostar de falhar, longe disso. Só que está mais fácil aceitar minhas falhar, minhas dificuldades, meus escorregões. 



De 2015 (no Porto - saudades). Também tem vinho :-)


Ultimamente, temos falado muito sobre o café. Leo aprendeu a tomar café com a Dri, na agência. Ficou viciado. E aqui em casa sempre teve café, por conta da vovó, que não passava sem um cafezinho. Daí, com a morte da vovó, eu que não curto, passei a fazer café todo dia, pra ele. Me diz se isso não é amor?

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


terça-feira, 29 de março de 2016

Citações 145

De A elegância do ouriço:


Como raramente sou simpática, embora sempre bem-educada, não gostam de mim, mas me toleram porque correspondo tão bem ao que a crença social associou ao paradigma da concierge, que sou uma das múltiplas engrenagens que fazem girar a grande ilusão universal de que a vida em um sentido que pode ser facilmente decifrado. 

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


segunda-feira, 28 de março de 2016

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #106

1 - A babá, a ovelha e a incapacidade das pessoas de lidarem com o outro
Da Simone Miletic. Sobre a tal foto da babá acompanhando seus patrões na manifestação de 13/03 e sobre a ovelha do programa de culinária. De quebra, ela fala sobre a indústria de alimentos - e, se você se indignou com a morte de uma ovelha, procure saber o que a indústria faz, em termos de crueladade. A relação com o que se come e a crueldade com os animais é bem delicada. Darei uma de Glória Pires e me absterei de opinar.

2 - "Grande oportunidade: você pode ganhar até 1 real (ou não)"
Do Jornalismo Cultural, sobre como o trabalho de escrita é desvalorizado. Em especial depois dos conteudistas e do inbound mkt. Essa história aqui é surreal!

3 - Cuspa, bata, esfole, mate... ajude a construir um novo Brasil
Do Lucas Figueiredo, esse cara fantástico que faz um jornalismo decente. Lucas fala aqui sobre a lista do colunistinha ex-Veja e atual O Globo, que listou mais de 200 pessoas que deveriam ter seu trabalho boicotado. Segundo o colunistinha, porque eles são contra o Brasil. Sou a favor da maior parte das pessoas da lista. E, no fundo, acho ela bem injusta. Falta um monte de pessoas interessantes nela. Se eu puder, divulgo o trabalho de cada uma delas, fazendo exatamente o contrário do que quer o colunistinha.

4 - As redes sociais estão fazendo você viver em uma bolha
Da Raquel Camargo, uma pesquisadora da comunicação, que fala sobre os filtros dos aplicativos. Sabe aquela sensação que a gente anda tendo de que todo mundo pensa igual a nós? O nome disse é algoritmo, que faz com que vejamos, cada vez mais, o conteúdo que nos agrada. Assim, ficamos presos numa bolha de conteúdo e não vemos o mundo.

5 - O machismo nu
Do Alexandre Alliatti, no Globo Esporte. Sobre a besteira que o Galo fez ao promover um desfile cheio de mulheres em trajes mínimos e, também, sobre os novos uniformes que veem com a informação "Dê para sua mulher lavar". Juro que, quando vi isso, e também a posição oficial do Galo (do presidente, do ex-presidente, do chefe da comunicação) quase desisti do time. Já não tô na vibe do futebol há um tempo, porque tudo ficou muito agressivo (já falei sobre isso aqui), e essa coisa sexista me deixa com menos vontade ainda de acompanhar jogos e times.

6 - A violência não vem de quem pensa diferente. Vem de quem não pensa
Do Sakamoto. Porque tá difícil viver com tanta virulência, em todos os campos. Nas redes sociais, então, nem se fala. Aliás, vale ler a indicação 4, da Raquel Camargo, junto com o texto do Sakamoto, pra ter uma noção maior do motivo dessa explosão de raiva toda.

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sexta-feira, 25 de março de 2016

Pílulas do momento #20

1 - Saudades
Acabaram as aulas. As do mestrado, as da graduação. Vou sentir muita falta de todas. Da turma do mestrado, em especial, porque era muito divertido ficar com essas peças raras, tanto em sala quanto nos intervalos, na cantina, na sala de espera, nos encontros depois das aulas, nos almoços, nas idas à biblioteca e ao xerox. As nossas festas, divertidíssimas, vão deixar um hiato por aqui.

Festa temática - capas de disco
(pena que não dá pra ver minha fantasia de Dark side of the moon)
Também vou sentir falta da graduação, com os estágios de docência. Foi uma delícia! Conheci muita gente bacana, vi trabalhos incríveis sendo feitos, li textos inspiradores. Vivenciar sala de aula foi tudo aquilo que eu imaginei que seria. Aliás, foi até melhor, porque só confirmou aquela pseudo-certeza que eu tinha há alguns anos. Não tem foto com o pessoal da graduação, infelizmente. Mas tem muita lembrança boa.

2 - Fotografia
Resolvi tomar vergonha na cara e fazer um curso básico de fotografia. Na verdade, foi um Workshop, e foi muito bacana. Tão bacana que vai ter post sobre pra ele, daqui a pouco.

3 - Banca de TCC
Teve banca de TCC também! Fui convidada pelo meu orientador para compor a banca de uma monografia sobre a comunicação organizacional da torcida organizada Gaviões da Fiel. Foi muito bacana! Até porque estar do lado de quem julga é muito mais confortável. Teve um momento que fiquei tão tocada com o tanto que a mão da aluna tremia que quase levantei e dei um abraço nela. Ela foi aprovada com 10 pela banca, e quando da leitura da ata, na hora em que falava da aprovação, ela deu um suspiro profundo de alívio. Quando veio a nota, ela ficou exultante. Foi muito bacana. Minha terceira banca como avaliadora. Foi tão legal, que tô querendo viver isso mais vezes.

4 - Livro da Dreisse
Daí que a Dreisse (diva!) lançou um livro. Acompanhei parte do processo dela escrevendo e buscando editora, e fiquei feliz demais quando soube que o livro seria publicado. O livro chama Doce primavera e é indicado para o público infanto-juvenil. Comprei na pré-venda e, no dia do lançamento, outro exemplar, pra Flavinha, que já leu e amou!

Me sentindo ainda mais baixinha!

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quarta-feira, 23 de março de 2016

Livro: Ensaio sobre a análise fílmica



Mais um livro pro mestrado, que é tão levinho que dá pra trazer pra cá. Ensaio sobre a análise fílmica é sobre uma das metodologias que vou usar na minha dissertação. Vou misturar três metodologias e a análise fílmica é a mais tranquila delas; mas, por outro lado, é meu ponto de partida.

Aqui, os autores pincelam bem de leve como deve ser feita a análise fílmica para vários tipos de produto - de trechos de filmes a filmes inteiros e até VTs de propaganda. São várias formas de se fazer, desde aquelas análises que contam frames e cronometram duração de cenas, para aí reconstruir a trama e apontar detalhes imperceptíveis para o espectador comum.

O livro é dividido em duas partes. A primeira é mais teórica, com apontamentos sobre os limites da análise, indicações sobre formas narrativas e diegese (o que me fez lembrar, muito, o curso de crítica de cinema com o Pablo Villaça que fiz há alguns anos).

A segunda parte é dedicada às análises. E o filme Rebecca - a mulher inesquecível, do Hitchcock, é visto bem de perto. Primeiro em um trecho bem curto, depois em um plano-sequência e em um plano e, por último, como obra inteira.

Foi um bom livro para me dar uma luz na metodologia e para combinar com as outras metodologias que já estavam bem encaminhadas. Mas, como todo livro que eu leio pro mestrado, tem aquela deliciosa sensação de que tem mais uns 300 pra completar o tema - ou, ao menos, pra clareá-lo.


Resumo da vida de mestranda



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terça-feira, 22 de março de 2016

Citações 144

De Nova gramática finlandesa:


Vimos à luz num lugar e só a ele pertencemos. O cosmopolita, que salta de uma identidade a outra como um acrobata no trapézio, mais cedo ou mais tarde acaba falhando numa pegada e aí despenca no chão, preso ele também à recordação de quatro casas atravessadas por uma estrada poeirenta. Mesmo quem a vida inteira pretende não ter pátria, quando se aproxima a hora da morte ouve o súbito chamado do lugar onde tudo começou, onde se sabe esperado. Lá, e somente lá, tudo permanece sempre inalterado, todo cheiro, toda cor, todo ruído em seu devido lugar. Voltando para lá, a recordação desaparece, zera. E com isso se extingue toda a dor. Porque quando início e fim se tocam, quer dizer que não aconteceu nada. Era tudo um sonho dentro de outro sonho, e talvez disso seja feito o homem. 

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segunda-feira, 21 de março de 2016

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #105

1 - Eu não aguento mais ser mulher
Da Clara Averbuck, do Lugar de Mulher. Sobre mil coisas chatas de ser mulher. No fundo, cansa demais isso tudo aí.

2 - No Dia das Mulheres: umas palavras mandadas da Alemanha
Da Nina Lemos. Sobre como a Alemanha é mais segura para as mulheres que o Brasil. A teoria da Nina é que a violência de gênero não é biológica. Eu já acho que tem mais a ver com leis bem aplicadas. O Brasil pode ter um longo caminho pela frente, mas um dia vai chegar lá. Mesmo que demore muito.

3 - Essa palavra
Da Fernanda, do Minimalizo. Um texto bacana sobre as mudanças que o minimalismo proporcionam na nossa vida. Ainda não cheguei no nível da Fernanda (e falta coisa pra caramba, até lá!), mas tô no caminho, curtindo cada vez mais o "minimalizar".

4 - George Martin: a máquina do som
Do André Barcinski. Sobre o George Martin, produtor dos Beatles, recém falecido. O cara era um gênio. Ler o texto ouvindo as músicas é um alento.

5 - Na política, mesmo os crentes precisam ser ateus
Reflexão muito boa da Eliane Brum sobre os acontecimentos políticos e midiáticos. Tire a paixão quase religiosa de todos os lados envolvidos e observe os atores. É necessário fazer esse exercício, para ver o que está por trás da massa de manobra. E, sim, há massa de manobra em todos os cantos.

6 - Biblioteca Básica... Em busca de uma vida literária mais sustentável
Da Jota Pluftz, essa moça super bacana. Ter uma biblioteca básica faz bem pra vida. Por isso que ando doando meus livros. É mais saudável.

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domingo, 20 de março de 2016

Construção



Daqui.

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sexta-feira, 18 de março de 2016

Tag: Chico Buarque e Livros

Vi esta tag no canal da Patrícia Pirota no youtube. E como une duas paixões da minha vida, Chico Buarque e Livros, claaaaro que quis responder. 

Aliás, o canal da Patrícia é muito bacana, principalmente a série Salvem a professorinha, em que ela fala sobre a vida como professora de ensino fundamental e médio, os desafios, os métodos e técnicas, a relação com os alunos. Vale muito a pena. 

Vamos à tag Chico Buarque e livros (e, sim, indiquei mais de um livro em várias categorias).


1. Cotidiano - um livro que você lê sempre
Já vou começar burlando. São dois. O que eu mais leio é O retrato de Dorian Gray, meu livro favorito da vida. Porque é muito importante, pra mim, reviver a porrada que esse livro me deu na primeira leitura. E também porque é ótimo conviver com Lord Henry de novo. 


Outro livro que eu leio sempre é Orgulho e preconceito, por motivos de Mr. Darcy. 


2. Apesar de você - um livro que sempre te dá esperanças
O sol é para todos, que li recentemente e já pulou pra categoria dos favoritos da vida. Impossível não ter esperanças de um mundo mais justo depois de lê-lo. Ok que aí a vida vem e te dá uma catracada daquelas... 


3. Construção - um livro com uma história triste e bonita

Com A elegância do ouriço foi assim. Uma história linda, intensa, cheia de referências, cheia de amor e muito, muito triste. Vale demais a leitura. 


4. Olha - um livro com uma história de amor
Jane Eyre, especialmente por se uma história de amor não convencional. Adoto que a autora criou um texto em que o romantismo está presente, mas não é o principal. O foco maior é na sociedade opressora e nas escolhas que as mulheres poderiam fazer. 


5. A banda - um livro que sempre te deixa feliz

À mesa com o chapeleiro maluco, do Manguel. É um livro tão lindo, mas tão lindo... só de vê-lo na minha estante eu já fico feliz.


6. Samba do grande amor - um livro que você esperou muito para ler, mas foi uma decepção
Antes que eu morra. Fui numa palestra do autor no Fórum das Letras e corri pra comprar meu exemplar. Demorei a ler, esperando uma época mais tranquila e, cara, que decepção! Só tem uma coisa legal no livro, que é a lista de Adventos indispensáveis à formação do ser humano. Apenas. 


7. Cálice - um livro com uma história trágica
Precisamos falar sobre o Kevin, em que o trágico permeie a história toda e é muito, mas muito dolorido. É um tapa na cara! E outro é Antígona, de Sófocles, que é uma tragédia grega lindíssima! 


8. Acorda, amor! - um livro que você acha que deveria ser mais conhecido

Admirável mundo novo, do Aldous Huxley. Todo mundo fala de 1984 e deixam de lado o Admirável mundo novo, que é phoda! Não dá pra ler esse livro sem se contorcer de horror com o mundo. 


9. João e Maria - um livro infantil
Aventuras de Xisto, da Lúcia Machado de Almeida, e Viagem ao céu, do Monteiro Lobato, fizeram a minha alegria enquanto criança. Ficar à noite imaginando como seriam as estrelas ou imaginar o mundo povoado de bruxos, que necessita de um cavaleiro andante para salvá-lo, foi maravilhoso. Pra exercitar a imaginação, acho que é incrível!  


10. Roda viva - um livro que tenha te feito chorar muito
Hibisco roxo, da Chimamanda, é um deles. Fiquei destruída com esse livro, chorei horrores. Outro foi A menina que roubava livros. Também Morte súbita, da J. K. Rowling. Que livro maravilhoso! 



11. Homenagem ao malandro - um livro com uma personagem malandra, mas que você adore

Baudolino, do Umberto Eco. Tive muita dificuldade de me conectar com o romance e deixei de lado. Resolvi voltar a ler um tempo depois e amei. Umberto Eco tem esse poder sobre mim. E Baudolino é um personagem muito bacana, cheio de nuances, proporcionando várias situações divertidas e inusitadas. 


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quinta-feira, 17 de março de 2016

Júbilo

Terminou o semestre mais maluco dessa vida.

Nele, se consolidou uma certeza: a sala de aula é o caminho.

Tô em êxtase com o retorno dos meus alunos neste semestre.

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quarta-feira, 16 de março de 2016

Livro: A era digital



Comprei este livro na Fnac do Porto, enquanto procurava alguma coisa sobre a área a minha pesquisa. Acabei comprando alguns livros na ida a Portugal, mas bem menos do que eu gostaria (e bem mais do que o Leo gostaria - ele passou a volta toda lamentando o peso das malas). A era digital foi um dos primeiros livros que vi e um dos últimos que comprei. Não botei muita fé nele assim, de cara. Deixei na estante e, no nosso penúltimo dia em Portugal, voltei à Fnac e levei este e outro, do George Steiner.

O volume é bem fininho e faz parte de uma coleção portuguesa de Comunicação, que tem por objetivo iniciar discussões mais densas. A proposta é mesmo começar o debate e indicar oportunidades de aprofundamento.

À primeira vista, um livro com o título A era digital - primeiros impactos parece coisa de 1995, ou até mesmo antes. Mas não. É de 2014 a sua primeira edição. O autor traz temas bastante contemporâneos, como o algoritmo e sua influência na comunicação atual, além de tocar em Web 2.0 (e naquela pseudo democracia digital). Também fala sobre o Facebook, que é uma das principais ferramentas da comunicação digital atual. O título engana, mas o conteúdo não. A leitura é bem fluida, e muito interessante. Foi um dos livros que usei como base no projeto da disciplina de Metodologia e, com certeza, vai entrar no projeto de Qualificação.

Trouxe de Portugal, também, outro livro do Cádima, mas de 1999, em que ele fala sobre o digital sob outra perspectiva, focando mais a televisão. Por ser mais antigo, tem muita coisa desatualizada mas, mesmo assim, é um bom livro. Aliás, os dois são.

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terça-feira, 15 de março de 2016

Citações 143

De Nova gramática finlandesa:


Esquecer: é a única defesa que nos resta. Nada que seja esquecido pode mais nos fazer mal. No entanto, você está aí descascando a consciência para extrair os fragmentos de uma memória. Eu esquecerei, me curarei dessa como de outras ilusões, mas você não. Você vai querer recordar tudo isso. E eu sei que conservará minhas cartas, que tornará a lê-las. Não pelo que elas contêm, mas porque elas também se tornaram preciosos fósseis de um passado reconstituído. Mas fique atento, porque mesmo passados muitos anos as palavras que você quis hoje ignorar ainda falarão. E então você não poderá se proteger do amargor, então todo o tempo de que você avidamente se apossou desfazendo a bordadura dos dias que a vida lhe oferecia se emanhará em você. Porque ele não é coisa sua, é fruto de um roubo. Não é o tempo bordado com paciência em torno das pequenas coisas de cada dia, não é o tapete de palavras e silêncios, de olhares e momentos em que a memória lentamente nos envolve. 

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segunda-feira, 14 de março de 2016

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #104

1 - Enxaqueca - ou como eu aprendi a para de me preocupar e amar o mau humor
Do Sakamoto. Porque enxaqueca é um saco. E porque, finalmente, após anos de tratamento, posso me considerar livre desse mal! (pra quem se interessar, foi um reumatologista que resolveu a minha vida nesse quesito)

2 - Quem lê por prazer é mais feliz e confiante, diz estudo recente
Do Livros e Pessoas. Detesto essas coisas de "diz estudo", mas é inevitável sorrir com esse texto. Não dá pra saber a natureza do estudo, então vamos relevar essa parte e acreditar que ler é um prazer e que, por si só, traz alegria e confiança!

3 - Sobre a reedição do Mein Kampf
Do Yuri, do Livrada!, sobre a polêmica com o livro do Hitler, que caiu em domínio popular. E tem gente qurendo proibir. E tem gente querendo liberar. O vídeo do Yuri é bem bacana, traz elementos muito interessantes para se pensar nisso.

4 - Filosofia de ponto de ônibus
Da Ludmila. Concordo com tudo: com o tempo que se aproveita em qualquer tipo de espera, tendo um bom livro por perto e, também, com o uso do transporte público. É uma combinação que me agrada muito. E a "filosofia" da Lud também me agrada :-)

5 - Sobre rótulos, transtornos e pessoas
Da Déa, do Lagarta vira Pupa. Sobre como o diagnóstico pode suavizar a relação da pessoa com seu transtorno. Minha experiência é um pouco ao contrário, porque minha irmã se conforma com qualquer coisa, menos com seu diagnóstico. Mas ela pode ser, simplesmente, alguém fora da curva. Déa arrasando, de novo :-)

6 - Aquecendo para assumir o Planalto: Cunha permanece na linha sucessória
Do Mário Magalhães. Que medo desse Cunha, meodeos!

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domingo, 13 de março de 2016

Fuga



Daqui.

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sexta-feira, 11 de março de 2016

Séries

Vi no perfil da Raquel Camargos, no Facebook, e resolvi fazer igual.


1 - Nunca assisti: How I met your mother
2 - Não sinto vontade de assistir novamente: The 100
3 - Ninguém que eu conheça assistiu, mas eu gosto: não conheço uma série que se encaixa nesse quesitoEmoticon tongue
4 - Última série que assisti: How to get away with murder
5 - Tenho preguiça: Friends (sempre tive... fazer o quê?)
6 - Assistiria tudo de novo: Game of Thrones, Jessica Jones, Felicity, Anos Incríveis, Breaking Bad, Better Call Saul
7 - Uma série que mudou minha vida: Anos Incríveis
8 - Uma indicação: Jessica Jones
9 - Tenho vergonha, mas assisti: The 100
10 - Ainda quero ver: Gilmore Girls (ei, Bel!)


Game of Thrones: amor eterno, amor verdadeiro


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quarta-feira, 9 de março de 2016

Livro: Mastigando humanos



Já conhecia o Santiago Nazarian, autor de Mastigando humanos, do Fórum das Letras e, também, pela minha amiga Aline, que é fã dele. O blog do Santiago, o Jardim Bizarro, é ótimo. Nunca tinha lido um livro dele e, olha, me surpreendi demais! O livro é narrado por um jacaré que, inicialmente, mora nos esgotos de uma cidade aparentemente grande. Ele é bastante intelectual. Aprendeu a ler e pensa com uma grande dose de raciocínio. Tem dois amigos: o cachorro Brás e o latão Santana, ambos habitantes das galerias do esgoto.

Enquanto ele tergiversa sobre a vida, os esgotos, os laços familiares, os seres humanos, drogas, poluição e outros temas pertinentes aos submundos, as galerias onde habita são invadidas por garotos, entre eles Arthur Alvim, que muda muito da vida regradinha do jacaré. É aí que um grupo de ratos começa a dominar o pedaço e as discussões passam a envolver política, relacionamentos, poder, temor e muitos outros temas relacionados à vida em sociedade.

Em um certo momento, parece que a história vai terminar, que não tem mais o que acontecer. E aí uma reviravolta leva o jacaré para um outro mundo, bem longe do esgoto, mas talvez, muito mais recheada de sarcasmo, de reflexão. Uma porrada, a segunda parte do livro.

Mastigando humanos é genial! Tem pensamento profundo pra todo lado, mas sempre com uma escrita delicada. Daqueles que te fazem pensar por dias e dias seguidos. São muitas questões existenciais levantadas pelo livro. E, mesmo que não levem a nenhuma conclusão, o caminho percorrido é impressionante. Já dizia Guimarães Rosa que viver é muito perigoso. Nosso jacaré protagonista mostra isso bem de perto.

Escolhi esse livro na última reunião do Clube de Leitura, ainda em 2015. Foi um encontro às cegas. O Valter, meu livreiro favorito, escolheu autores nacionais contemporâneos e colocou cada livro em uma embalagem que não nos permitiu vislumbrar as capas. Caso a escolha recaísse em algum livro que não queríamos ler ou que já tínhamos lido, era possível trocar apenas uma vez. Não troquei. Mastigando humanos me escolheu e fiquei satisfeitíssima com ele.

Mastigando humanos estava aí, me esperando :-)

Santiago Nazarian, já te considerava pacas. Depois de Mastigando humanos, te admiro pra car@lho!

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terça-feira, 8 de março de 2016

Citações 142

De Nova gramática finlandesa:


O arsenal normativo de uma língua é construído mais para impedir seu acesso aos estrangeiros do que para facilitar a compreensão. Toda língua se tranca atrás do rito iniciático de sua gramática, como uma seita secreta atrás de suas missas negras. Mas a língua não é uma religião em que se pode crer ou não. A língua é um fenômeno natural próprio de toda a humanidade. A obtusidade dos homens a dividiu em várias gramáticas, e cada uma pretende ser a correta, ser o espelho da clareza do pensamento de um povo. Assim, todo povo aprende as regras da sua gramática e se ilude que pode resolver com elas o árduo exercício da vida. 

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segunda-feira, 7 de março de 2016

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #103

Edição especial sobre machismo (e, sério, foi sem querer ter reunido esses links durante a semana. Juro!)

1 - A diferença de salários entre homens e mulheres
Da Nathália Pandeló, que levanta a discussão a partir de um vídeo em que John Green (ele mesmo, o autor de A culpa é das estrelas).

2 - Ele me ajuda
Do Lugar de Mulher, sobre a carga de trabalho doméstico que recai sobre as mulheres, sempre, mas que piora quando ela se casa. Se o homem (companheiro, ou seja a denominação que se queira) ajuda, está tudo errado. O papel dele não é ajudar, é dividir. E, sim, lá em casa a gente divide tudo. Não tem essa de ajuda não!

3 - O machismo não me incomoda, mas...
Da Nina Lemos, como repercussão ao uma coluna da atriz Fernanda Torres, na Folha de S. Paulo. A atriz estava completamente equivocada e, depois, voltou atrás. Aqui, a Nina levanta várias falas recorrentes que começam com "o machismo não me incomoda, mas...". O que, no fundo, significa que o machismo incomoda, sim. E muito!

4 - Candie e os machistas
Da Patrícia, sobre um dos personagens do filme Django Livre e como, indo na onda, acabamos não percebendo o reforço do discurso tradicional e, no fim, estamos culpando que não merece levar a culpa. Perfeito!

5 - Sobre o pacto de homens com homens
Da Tayra, que compartilha aqui um texto da Lia Vainer Schucman sobre como os homens (sexo masculino) são cruéis com os outros e uns com os outros. E como é preciso quebrar esse pacto, para que o mundo siga mais leve, mais propício à aceitação pessoal. Belo texto.

6 - Por ser menina!
Da Aline Souza, colega jornalista dos tempos da PBH. Aqui ela fala sobre a campanha internacional Por ser menina, que pretende mostrar as diferenças de criação entre meninos e meninas. Quem teve irmão e foi criado por pai machista (o/) sobre muito bem como a vida muda só por ser menina!

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


domingo, 6 de março de 2016

sexta-feira, 4 de março de 2016

Portugal pelos olhos do Leo

Porque ele é fotógrafo. Porque os cenários eram perfeitos. Porque os dias estavam ensolarados e com uma luz linda. Porque ele tem um olhar especial.

Porto:

Foto: Leo Homssi 

 
Foto: Leo Homssi 


Foto: Leo Homssi 


Foto: Leo Homssi 


Foto: Leo Homssi 


Foto: Leo Homssi 


 Coimbra:

Foto: Leo Homssi 


Foto: Leo Homssi 


Foto: Leo Homssi 


Foto: Leo Homssi 


Foto: Leo Homssi 


Foto: Leo Homssi 



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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


quarta-feira, 2 de março de 2016

Livros: Opiniões impopulares

Não me lembro mais em que canal literário do Youtube vi esta tag. Porque vi em um e, logo depois, em vários. Esqueci de pegar o nome do primeiro, e quando parei pra fazer o caminho de volta, já tinha me perdido na net. Gostei das perguntas.


1. Uma série/livro popular que você não gosta. 
Só posso opinar sobre o que eu li. Odiei 50 tons de cinza e conheço muita gente que gosta. Achei a escrita ruim, a história fraca, o hype medonho. Também o Delírios de consumo de Becky Bloom. Que livro horrível!!!

2. Uma série/livro popular que todo mundo parece odiar, mas que você ama. 

Acho que um bom exemplo é Morte Súbita. Amei, da primeira à última linha. Vejo muita gente falando que odeia, porque esperava da J. K. Rowling um livro no mesmo estilo de Harry Potter. Pra mim, ela escreveu uma obra incrível, tocante, forte, antenada com o mundo contemporâneo. 

3. Um trângulo amoroso em que o/a personagem principal não acabou com quem você queria. 

Não consigo me lembrar de algo assim, atualmente. Não leio muitos livros com romantismo e casais fofos. Ou que eu tenha me preocupado em shippar casais. 

4. Um gênero de livros populares que você não costuma ler. 

Chick-lit. E auto-ajuda. 

5. Um personagem popular que você odeia. 

Christian Gray. Que cara ridículo!

6. Um autor/a popular que você não consegue se interessar. 

Nicholas Sparks é um deles. Sidney Sheldon é outro. E tantos mais nessa mesma linha de estilo. 

7. Um clichê que você está cansada de ler. 
Além de "A menina" e "O menino" nos títulos? Personagens principais com excesso de personalidade, do tipo "me garanto", "não levo desaforo pra casa". Que passa por aventuras e se dá bem no fim do livro. Pra mim, é uma forma de bolo que força conteúdos idênticos, mudando apenas os nomes dos personagens. Não curto.


8. Uma série ou livro popular que não tem interesse de ler.
Divergente é uma série que não lerei. Sou mais aberta a livros únicos e ando com muita preguiça de literatura adolescente

9. "O livro é melhor que o filme". Diga um livro ou série que você achou o filme melhor que o livro

Acho que o único filme que achei melhor que o livro foi Como água para chocolate. Ao menos, é o único que me lembro. O livro é bem chato, mas o filme é bem gostosinho de se assistir. 

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


terça-feira, 1 de março de 2016

Citações 141

De Nova gramática finlandesa:


"A palavra certa. Está toda aí a diferença entre a vida e a morte. A recordação é inseparável da palavra. A palavra tira as coisas da sombra. Aprenda a palavra e recuperará a memória".

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...