quarta-feira, 27 de abril de 2016

Livro: Sangue na neve



No Clube de Leitura, tínhamos decidido ler Grande sertão: veredas (amo de paixão!). Mas como é um livro que requer bastante envolvimento e dedicação, e não anda sobrando tempo pra ninguém, resolvemos dividir a leitura em partes e ler um livro mais curto ao mesmo tempo. Assim, a próxima reunião seria para discutir o livro mais curto e as primeiras 150 páginas de Grande sertão. Escolhemos o Sangue na neve, do Jo Nesbø, autor norueguês bem famoso, e de quem nunca tinha lido nada. 

A história é curta, mas bem intensa. Nas primeiras páginas já sabemos que Olav, o narrador, trabalha como matador de aluguel, mas tem o coração mole. Ele é apaixonado por Maria, uma moça surda (o livro diz surda-muda, mas isso não existe) que salvou de um cafetão, pagando a dívida que o ex-namorado dela tinha. Sua alma é sensível e, de um jeito ou de outro, ele sempre ajuda a família das pessoas que precisa matar. Também sabemos que ele é chamado para mais um assassinato: o chefe do tráfico quer ver sua esposa morta, sem ser incriminado. Ao estudar os hábitos de Corina ele se vê, imediatamente, envolvido pela mulher. Todos os dias, no mesmo horário, o amante dela entra em sua casa com muita familiaridade e a agride, para, em seguida, fazerem sexo. Olav vê e se impressiona com o ritual e tenta resolver o problema de outra forma. A orelha do livro diz que, assim, ele encontra um problema ainda maior e passa a ter que lutar por sua própria vida. 

O fato é que a paixonite por Corina o leva a cometer um erro e põe a perder o dinheiro que ele receberia pelo trabalho (que é cinco vezes mais do que o usual). Ele não tem mais como se sustentar, já que tudo o que ganha acaba destinado aos problemas de suas vítimas. Mas agora ele tem Corina e tem que se esconder. 

Uma das coisas mais interessantes do livro é a frieza de Olav, mesmo com seu coração mole. Como não tem telefone em casa, para não ser encontrado, ele liga de um orelhão para a Pizzaria Chinesa, a melhor de Olso, e encomenda a PC Especial. Depois de pegar a caixa com a pizza, ele sofre uma emboscada e a pizza tem um papel importantíssimo na trama. É tenso, mas é bem divertido também. 

A característica de Olav que eu mais gostei foi seu amor pelas histórias. Disléxico, ele gosta de criar as próprias histórias, a partir do que conseguia ler. Em um momento, ele tece uma nova trama para o livro Os miseráveis, de Victor Hugo. Durante várias partes da narrativa ele lembra seu amor pelas histórias. Por outro lado, essa característica ~fofa~ de Olav não mascara a violência de suas ações. Teve um momento que fiquei assustada com a crueza do ato do protagonista. Afinal, por mais sentimental que seja, Olav é um matador, sua especialidade é matar e não deixar rastros.

A leitura é bem rápida e encadeada. O livro é curto e a história cativa. Em dois dias, estava lido. Mas se eu não tivesse um caminhão de coisas pra ler do mestrado, acho que terminaria em um dia.

A edição é da Record, e a capa tem aplicação de verniz texturizado, o que faz com que ela fique ainda mais legal. 

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


terça-feira, 26 de abril de 2016

Citações 149

De A elegância do ouriço:


E será que vocês acham normal que quatro pessoas vivam em quatrocentos metros quadrados quando montes de outros, e talvez entre elas poetas malditos, não têm nem mesmo uma moradia decente e, em quinze, se amontoam em vinte metros quadrados?

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


segunda-feira, 25 de abril de 2016

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #110

1 - Comentários na web e ódio contra gays, mulheres e minorias
Da Kika Castro, sobre os comentários de portal de notícias e como eles podem ser nocivos, destruidores e, principalmente, preconceituosos. Triste isso, viu?

2 - Domingo, 17 de abril de 2016: uma reflexão sobre o Brasil
Do Lucas Figueiredo. Texto completíssimo sobre a votação da Câmara sobre o impeachment da Dilma. Mais do que isso: sobre o Brasil, a corrupção, as permissividades. Primoroso.

3 - Caviar consciente
Do Santiago Nazarian. Sobre a política brasileira e, especialmente, sobre o ponto em que a direita se perde. Ele diz algo que eu digo, sempre: "Sou branco, privilegiado, até um tanto elitista. E se não apoio a direita é porque não tem condições mesmo..."

4 - Uma encalhada incomoda muita gente
Da Mari, no Lugar de Mulher. Sobre a mulher objetificada como propriedade masculina que, se não foi "escolhida" por eles até certa idade, fica como brinquedo velho na loja: encalhada. Afff... haja paciência com esses estereótipos...

5 - Bolsonaro é violento por ter audiência ou tem audiência por ser violento?
Do Sakamoto. Sobre esse sujeito aí que, a meu ver, só ter audiência porque é violento. Mesmo que a audiência reforce a violência. Uma pessoa que homenageia torturador... nem sei o que dizer, dele e sua claque. Vem, meteoro, vem!

6 - "O Twitter está sendo uma plataforma fundamental nesse atual momento do Brasil"
Do Projeto Draft, uma entrevista saborosa com o CEO Latan do Twitter, minha plataforma favorita (amor eterno, amor verdadeiro), que ainda tem muito a crescer.

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domingo, 24 de abril de 2016

Telefone



Daqui.

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quarta-feira, 20 de abril de 2016

Discos - e muito amor envolvido

O queridão Saulo Rios fez a lista (impressionante a dele,vale conhecer) e me convidou para fazer também, com álbuns mais independentes que marcaram a vida. Burlei a regra: na minha lista tem álbuns que marcaram, independentes ou não. Não tem 20, mas tem o que me impactou até agora. Em não tem ordem de preferência, é tudo amado do mesmo jeito :-)

Btw, o amor pelos vinis permanece. 

• Chico Buarque – Construção
Aline sem Chico Buarque não é Aline. E Construção é a música mais phoda dessa vida. O disco foi meu primeiro impacto com (e amor eterno, amor verdadeiro por) Chico. Representa, também, toda a discografia do cara.

• João do Vale – História da Música Popular Brasileira
(não achei link do disco nos iutubius da vida, mas tem muita coisa dele disponível. Vale a pena)
O cara tem letras fantásticas! O canto da ema / Carcará / Pisa na fulô /Peba na pimenta / Na asa do vento / Coroné Antônio Bento / Maria Filó / A voz do povo... Quase furei o vinil de tanto ouvir.

• Mestre Ambrósio – Mestre Ambrósio
Foi em 1997 que vi esses pernambucanos no palco, e foi amor à primeira vista. Custei pra encontrar o disco e até hoje lamento o fim da banda (mesmo acompanhando os caras em outros projetos).

• Pequena Morte – Defenestra
Porque o Tamás é phoda, e é a banda dele, e desde que eu ouvi Defenestra, nunca mais parei.

• Cartola – Cartola II
Porque tem O mundo é o moinho, porque tem As rosas não falam, porque é Cartola e isso basta.

• Novos baianos – Acabou chorare
Porque a menina dança pra valer com ele :-)

• Caetano Veloso – Circuladô
(https://www.youtube.com/watch?v=fBqHlmt-j98 - achei só o link do show)
O mundo já estava fora da ordem desde então...

• Arca de Noé – Vinícius e Toquinho
(não achei link pro disco completo...)
Porque é lindo, porque marcou minha infância, porque sim. Também representando os discos infantis que tenho até hoje.
  
• Kaki King – Everybody Loves You (https://www.youtube.com/watch?v=fh3BM8c7LFc)
Conheci no meu primeiro Festival de Jazz e ver isso ao vivo foi maravilhoso. Escuto o disco com frequência.

• Morphine – Live on Tour
Mais uma banda que vi no Festival de Jazz e fiquei apaixonada.

• Pink Floyd – The Dark Side of The Moon
Adolescência ouvindo Pink Floyd, vida adulta (ou não, vai saber...) ouvindo Pink Floyd. Deste, não canso nunca!

• Pink Floyd – The Wall (os dois)
Engraçado que vi o filme antes de conhecer o disco. E chorei o filme inteiro. Dali pro disco foi um pulo!

• The Beatles – Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band
Passei a adolescência inteira ouvindo Beatles. Este foi o que mais me impactou, por motivos de sonoridade, de experimentações, de “putz, quero tocar isso desse jeito!”, de lindezas, de esse disco me representa e de She’s leaving home.

• The Beatles – White Album
Looping eterno durante várias tardes de estudo. Juro que dá pra estudar com esse fundo musical.

• The magic numbers – The magic numbers
O Juno, amigo de longa data, me indicou e nunca mais saiu da minha playlist.

• Wilco – Sky blu sky
Indicação do Leo Bacas. O Wilco tem uma maneira muito legal de trabalhar os discos, na sonoridade e na distribuição.

• Nirvana – Nevermind
Outro da adolescência, que nunca saiu das minhas paradas. Aliás, vale recomendar a biografia do Curt Coubain, Mais pesado que o céu. Um texto muito bom, com apuração rigorosa.

• Queen – Rock in Rio 1995
Eu era criança quando rolou e só fui ouvir anos depois. Paixão foi o que se viu. Foi a porta de entrada pra discografia do Queen (e o meu amigo Gu é a cara do Freddie Mercury)

• Trilha sonora – The Sound of Music
(também sem link)
Porque sim, ora bolas! É um filme que marcou minha vida (sei os diálogos de cor, fato comprovado) e foi o que me levou pras aulas de música. Amo trilhas, então por esta represento as outras.


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terça-feira, 19 de abril de 2016

Citações 148

De A elegância do ouriço:


Pensando bem, estamos programados para acreditar no que não existe, porque somos seres vivos que não querem sofrer. Então não vamos gastar todas as nossas forças para nos convencer de que há coisas que valem a pena e de que é por isso que a vida tem sentido. 

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segunda-feira, 18 de abril de 2016

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #109

1 - Mulher surta, homem fica puto
Da Nina Lemos, sobre a capa mardita da Istoé que taxa a presidente de louca. Misoginia, a gente vê por aqui... #IstoéMachismo

2 - Dilma, sua louca
Da Nádia Lapa, sobre a mesma mardita capa da Istoé. Phoda em pleno 2016 acontecer issaê. #IstoéMachismo

3 - Algo muito grave ESTÁ acontecendo
Da Kika Castro. Com um texto muito interessante do Gabo sobre a criação do pânico. Muito semelhante ao Brasil atual.

4 - O jornalismo não vai acabar
Entrevista com Jamil Chade no Blog da Cia das Letras. Ele fala sobre jornalismo investigativo (eu acho que todos os gêneros jornalísticos são investigativas, vá lá...) e sobre a necessidade de se superar a crise atual na imprensa para que o bom jornalismo sobressaia, ainda mais forte.

5 - Nosso autismo é assim
Da Dea, do Lagarta Vira Pupa. Mais um texto lindoooo sobre a vida do Theo e sobre como todos nós somos únicos. É preciso respeitar as diferenças, pelamor!

6 - Gosto das pessoas como gosto do meu café
Da Aline Valek. Sobre pessoas e suas nuances, cafés e seus sabores. Um texto delicioso.


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domingo, 17 de abril de 2016

Marmota



Daqui.

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quarta-feira, 13 de abril de 2016

Livro: Truques da escrita

Tb tinha machucado no dedo :-(

Conheci o Truques da escrita, de Howard Becker, em uma das aulas de Metodologia do mestrado. Lemos a introdução do livro na aula sobre escrita acadêmica. Foi amor à primeira vista. Gostei tanto que corri pra comprar o meu. E a leitura é tão bacana que dei um volume dele de presente pra Ana Paula, minha amiga com quem divido várias experiências de escrita e de trabalho.

Harold Becker é um dos principais sociólogos da atualidade, autor de livros como Outsiders. Pertence à escola de Chicago e é um pesquisador famoso por suas técnicas de pesquisa, pelos resultados e, também, pela escrita. Ele começa o livro falando sobre cursos de escrita acadêmica que deu a longo de um período específico, e que focava nas dificuldades da escrita acadêmica, que são muitas e, algumas delas, paralisantes.

Becker não dá, no livro, nenhuma fórmula para escrever melhor. Então, o livro pode frustrar quem quer um passo a passo pronto e/ou definitivo. Sim, eu queria um modelo a seguir. Mas, por outro lado, sabia que não era isso que o Becker propunha. Então, não me frustrei. Consegui um apoio espetacular pra quando vem aquela dificuldade de escrever. Meu exemplar está todo marcado (com flags e marca-texto) e vai fazer parte da minha biblioteca básica, dando suporte àqueles momentos mais complexos de escrita.

O que principal de o Becker fala é: escreva livremente, revise, reescreva. Reescreva muito. E simplifique a linguagem. Nada que a gente já não saiba. Só que ele traz sabor ao trabalho de escrita. Depois de ler o livro, parece muito mais fácil enfrentar a página em branco!





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terça-feira, 12 de abril de 2016

Citações 147

De A elegância do ouriço:


Leio tudo o que escreve Constance Baret, a segunda da classe, nas aulas de matemática, francês e história, e assim aprendo o que devo fazer: em francês, uma sequência de palavras coerentes e corretamente grafadas; em matemática, a reprodução mecânica de operações sem sentido, e em história, uma sucessão de fatos ligados por conectores lógicos.

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segunda-feira, 11 de abril de 2016

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #108

1 - Sobre a vida
Do Santiago Nazarian. O texto é muito bacana, fala sobre a morte como dor e como acontecimento que tá aí pra geral. Convivi durante alguns dias com a pessoa sobre quem o texto fala, que perdeu a filha. Foi durante uma negociação, e fiquei muito chocada quando soube do acontecido. A morte abala as estruturas. E a vida segue, porque é assim que funciona.

2 - Carta à Liliane
Da Juliana Gonçalves, na Calle 2, essa revista espetacular da Ana Magalhães e cia. Que dolorosa essa carta! Que sensação de que está tudo errado por aí, mesmo que, em alguns momentos, pareça que vencemos algumas etapas... Que vergonha de não ter tido ação em uma série de situações semelhantes...

3 - Manual de Primeiros Socorros para Transtornos Mentais
Leitura do Medium (que é maravilhoso para encontrar bons textos). Este é do Uriel Juliatti, e é imprescindível para quem convive com transtornos mentais. Seria ideal pros meus pais, pra eles pararem de tratar a minha irmã como alguém que só faz onda. Mas lá eu sei que nada vai mudar, porque eles não querem que mude. Infelizmente.

4 - 22 dicas do mestre Stephen King para escritores e para vida
Do Livros e Pessoas. Aquelas listinhas de sempre (ando meio cansada dessas listas). Trouxe pra cá porque tem dicas legais para quem está escrevendo dissertação o/

5 - 12 dicas para escritores iniciantes, por George R. R. Martin
Outra lista do Livros e Pessoas. Continuo cansada das listas, mas esta é do GRRMartin, então tá valendo :-)
Uma coisa interessante que ele fala, além de não poupar ninguém quando há violência, fala sobre ampliação da narrativa. E isso é lindo.

6 - Como fraudar uma eleição
Do José de Souza Castro, no blog da Kika Castro. Desses textos que dá vontade de puxar a cordinha e parar o mundo, porque eu quero descer. Dessas horas em que a gente prefere mesmo que o meteoro venha.

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domingo, 10 de abril de 2016

Tevê



Daqui.

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sexta-feira, 8 de abril de 2016

Workshop Um olhar...

Não lembro quando eu descobri quem era Eduardo Tropia. Só sei que a lusitana rodou e eu voltei a morar em Ouro Preto para trabalhar com ele, como repórter do site ouropreto.com.br. Fiquei quase dois anos, sendo repórter e editora (com certeza, me dei muito melhor como editora) e saí para montar a agência. O Eduardo é um fotógrafo de renome, com belas fotos de Ouro Preto e das cidades históricas. Durante nosso período trabalhando juntos, aprendi bastante coisa com ele. Menos fotografar. Nunca foi a minha praia - sou (ou tento ser) do texto.

Mas aí a lusitana girou de novo e o Tropia começou a oferecer o workshop de fotografia Um olhar..., que fiquei na pilha pra fazer, mas sem tempo (é, a culpa é do mestrado). Acontece que me dei duas semanas de férias antes de voltar pra metodologia e pra todo o material da qualificação (que ando querendo fazer entre maio e junho, se os deuses do mestrado colaborarem) e fui participar.

A turma foi pequena - quatro alunos, comigo. O Tropia abre para, no máximo, seis pessoas. Curioso é que as três pessoas que participaram comigo eram da área biológica. Tinha uma bióloga, uma médica e um farmacêutico (que foi aluno do vovô, na Escola de Farmácia). Todos já tinha noção de fotografia, menos eu, que sempre fui panguá nesse quesito. Então, foram muito gentis comigo e me trouxeram muitas informações novas.

Depois de uma conversa bem bacana, fomos pra rua, na manhã de sábado:




Sei que essa última foto não ficou o primor da beleza (cof, cof, cof), mas achei divertidíssima a vitrine da joalheria com esses pendentes de ícones.


Ainda na saída da manhã rolou desse mocinho aí de cima estar lendo o livro Filosofia da caixa preta, do Vilém Flusser, que fala justamente sobre fotografia.

À tarde, tivemos uma aula teórica sobre profundidade de campo, abertura de diafragma e tempo de exposição. Tudo isso sempre foi muito nebuloso pra mim. Achei que seguiria com a turma para o passeio do fim de tarde sem saber o que fazer, mas até que foi interessante. Consegui manejar direitinho as variáveis e testei muito tempos e aberturas diferentes. Esses testes foram muito importantes para que eu percebesse como dominar a máquina. Porque quando fotografamos no módulo automático, é a máquina quem faz a foto, não o fotógrafo.





Mas o mais legal foi o desafio de fotografar de madrugada. Marcamos o encontro do domingo às 4h30, na Praça Tiradentes. Isso mesmo, quatro e trinta da madrugada!!! Como eu sou doidona, acordei às 3h30, para estar ao menos apresentável às 4h30, sem dar patadas nos coleguinhas (sofro de mau humor matinal). Foi meio assustador sair de casa a essa hora, quando a galera de Ouro Preto estava toda doida, voltando de festas de formatura. O Tropia me pegou na esquina de casa e fomos pra praça.

A lua estava linda! Começando a ficar crescente. Mas o desafio era fotografar sem tripé, então todas as minhas fotos da lua ficaram terríveis. Mas as da praça até que saíram direitinho... Depois de vermos a noite virar dia (com uma nuvem escura enorme tampando o sol), fizemos outra caminhada pela cidade, por um roteiro bem interessante.






Resumo da ópera: perdi o medo da câmera manual e saí do automático!!!

O Workshop Um Olhar é mais do que recomendado!

As fotos selecionadas pelo grupo estão aqui.

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quinta-feira, 7 de abril de 2016

Balanço: um ano de mestrado

Hoje faz um ano que tive a primeira aula no mestrado em Comunicação e Temporalidades da Ufop. Cheguei cedo na casa da pós e, logo, conheci a Kamilla e a Luana (que seria minha colega de viagem pra Portugal). Aos poucos, os outros colegas foram chegando e, também, a professora Priscila. Foi o início de uma jornada pesada, mas muito prazerosa. Fiz amigos pra vida toda (#vocêcozinha é lema de vida!), aprendi coisa pra caramba, li demais, sofri, chorei, ri muito, me encontrei. Rolou tudo isso e muito mais:

5 disciplinas
3 artigos para disciplinas
2 estágios de docência
2 artigos para congressos
1 apresentação de artigo em BH
1 apresentação de artigo em Coimbra
1 projeto de pesquisa refeito
1 prévia do primeiro capítulo da dissertação
1 estágio de docência cheio de aprendizados
Outro estágio de docência cheio de satisfações - encontrei meu caminho 
1 festa surpresa pra mim
Outras festas surpresa pros coleguinhas
1 festa de encerramento de semestre maravilhosa
1 grupo de pesquisa cheio de descobertas
2 apresentações de livro no grupo de pesquisa - um em espanhol, um em inglês
1 amor todo fofo por Todorov
Muitas reuniões de orientação
Muitos livros e textos
Muita escrita de dez/15 ao fim de jan/16
Algumas certezas
Algumas alegrias
Muitas dúvidas
Muito desespero
Muito choro
Muitas olheiras
Um plano de leituras
Um carnaval cheio de estudos
Um projeto pra ser adaptado
Um capítulo de metodologia em construção
Sofrimento pra terminar tudo pra qualificacão
Um convite para participar de banca de TCC sobre comunicação organizacional
Um convite para gerenciar a fanpage do Programa de Pós-Graduação
Uma disciplina como ouvinte junto ao meu orientador

Mestrado, pra mim, é sinônimo de felicidade. Estudar muito é a realização de um sonho antigo. Tô feliz, tô muito feliz. 

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quarta-feira, 6 de abril de 2016

Livro: Faça boa arte



Taí um livro que eu queria ler há tempos, mas vivia enrolando. Faça boa arte é um discurso de Neil Gaiman para a turma de 2012 da University of the Arts da Filadélfia. É um discurso tão bacana que recebeu um tratamento gráfico e virou esse livrinho fofo, com uma diagramação bem interessante.

A leitura é muito rápida. O discurso original tem 19 minutos, e é basicamente esse tempo que se leva para lê-lo. A menos que - exatamente como eu fiz - a leitura seja pausada para alguma anotação ou para ficar uns minutos pensando no que Mr. Gaiman fala.

Duas coisas chamaram a minha atenção. São bem óbvias - como é, aliás, todo discurso de formatura, mas nem por isso menos interessantes.

A primeira é quando ele fala sobre o dinheiro e sua relação com o trabalho. "Nada que eu tenha feito exclusivamente por dinheiro jamais valeu, exceto como uma amarga lição". Isso é muito óbvio pra mim. Escuto de muita gente que sou maluca de trabalhar com várias coisas que não me dão um centavo, ou que me retornam com pouco dinheiro. Mas o prazer que me dão é algo que nenhum dinheiro compra (nesses casos, não existe Mastercard...). Especialmente quando são projetos que envolvem escrita e estudo. Como foi o último em que me envolvi, entre janeiro e fevereiro desde ano, que me deu muitas alegrias com escrita coletiva. E que, talvez, saia do papel de forma incrível.

Outro ponto é quando Gaiman diz que é preciso ter sorte para fazer um bom trabalho. E que, quanto mais você se dedica ao trabalho, mais sorte tem. Muito óbvio, né? E sorte, pra mim, é ser convidada pra vários projetos bacanas (dos que não rendem dinheiro, dos que rendem, dos que dão experiência, dos que nos levam a novos lugares, a novas pessoas, a novas perspectivas), é ouvir de uma pessoa que confia no que você faz, é ter clientes fiéis, que estão há anos do seu lado.

Quando Gaiman diz "Faça boa arte", só me dá mais vontade de seguir em frente.

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terça-feira, 5 de abril de 2016

Citações 146

De A elegância do ouriço:


Enquanto a televisão da saleta - garantia da minha clandestinidade - berrava sem que eu ouvisse as insanidades para cérebros de ostras, eu me maravilhava, com lágrimas nos olhos, diante dos milagres da Arte. 

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segunda-feira, 4 de abril de 2016

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #107

1 - (Ainda) precisamos falar sobre isso
Da Luisa Geisler, no Blog da Companhia. Ainda é preciso falar sobre a opressão à mulher. Feminismo é mais do que uma necessidade, para que haja, ao fim, igualdade.

2 - Vó Lina
Da Cíntia, um texto lindo sobre avós e morte. Ok, não tô mais de luto, mas tudo isso mexe demais comigo. O texto da Cíntia é muito tocante.

3 - Chega de "Pensar fora da caixa"
Do Thiago Belotte, sobre criatividade repertório, referências. Um texto muito bacana para quem trabalha com criação.

4 - Nós e nossos "Políticos Vorazes"
Da Simone Miletic. Aqui ela compara o último filme da saga Jogos Vorazes (ainda não vi, mas já li a trilogia) com nosso momento político atual. Conclusão: somos, mesmo, massa de manobra.

5 - Sobre o excesso de fotos (um texto sem imagens)
Do Valter Nascimento, uma das pessoas mais inteligentes que conheço, sobre o excesso de imagens no mundo atual. Uma reflexão bem interessante.

6 - 10 razões pelas quais precisamos da conscientização do autismo
Da Déa, especial para o Dia Mundial da Conscientização do Autismo. Precisamos falar sobre isso.

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domingo, 3 de abril de 2016

Digital



Daqui.

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sexta-feira, 1 de abril de 2016

Pé de manga ou... a saga da jabuticabeira

Desde a morte da vovó, a minha relação com o quintal de casa mudou muito. Antes, era só um lugar super agradável, onde eu podia passar horas entretida em ler um bom livro ou em só observar a natureza e a paisagem. Depois que ela foi embora, passou a ser, também, um lugar de trabalho. Tenho cuidado do quintal bem menos do que eu queria, mas mais do que ando podendo. O culpado é o mestrado, que suga todo o tempo livre que eu tenho (ou finjo que tenho).

Daí que, no dia da Festa Capas de Disco, com a turma do mestrado, ganhamos da Diza e do Fabrício uma muda de jabuticabeira. Fabrício é biólogo e tem uma relação muito bacana com a natureza. A muda estava plantada há cinco anos!!! Segundo ele, se quiséssemos deixar ela num vasinho, ela só não cresceria, que foi o que aconteceu durante os cinco anos anteriores. E, por ele, estava tudo bem ela ali, no vaso. Mas nós pensamos, imediatamente, em colocá-la na terra.

Fabrício, muito gentil, nos explicou como fazer: abrir um buraco fundo na terra e colocar bastante húmus nele. Como estamos na vibe de cuidar do quintal, tinha húmus de sobra por lá. Depois, era só tirar a muda do vaso, colocar no buraco e cobrir com mais húmus e terra.

Leo, iniciando os trabalhos de abertura do buraco na terra
 
Já com húmus e a muda no lugar
 
Segunda leva de húmus e terra

Perto dos lírios e das taiobas, vem aí uma jabuticabeira

Este canteiro aí, onde Leo plantou a jabuticabeira, já teve muitas coisas. Quando criança, tinha cana, super docinha. É uma das melhores lembranças de infância em Ouro Preto uma bacia cheia de cana cortada, geladinha! E, no canteiro ao lado, tem nossa lichia, que estreou com frutos pela primeira vez em janeiro de 2016! Vovó ficaria orgulhosa da árvore que ela plantou, quinze anos atrás.

Quinze anos depois, tem lichia no quintal!

Agora, uma breve explicação sobre o título do post. "Pé de manga" é o nome da nossa jabuticabeira. E ela se chama Pé de manga por conta de uma música que o Leo lembrou, enquanto plantava: "Subi no pé de manga pra pega jabuticaba / 
a uva tava verde e eu desci sem minha goiaba" (a música chama Tem mosquito, e é da banda Zanaisalma). 

Pé de manga vai muito bem, obrigada. Gostou da terra e já está crescendo, toda lindinha, com suas folhinhas pequenas!


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