domingo, 31 de julho de 2016

Olho



Daqui.

_______________ Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


sexta-feira, 29 de julho de 2016

Qualificada

Desde que passei na seleção do mestrado, escuto que a prova de fogo é a qualificação. Eu que já sou naturalmente nervosa, quase morria só de pensar em ter que apresentar o caminhar da pesquisa pra uma banca e ter o trabalho julgado. Fiquei mais tensa ainda quando descobri que a qualificação seria pública: qualquer pessoa poderia participar. Sem direito a fala, mas podendo escutar tudo, da apresentação às críticas e, depois, o veredicto da banca.

A sala ficou relativamente cheia 
O material da qualificação precisou ser entregue 20 dias antes da banca para que os professores pudessem ler com cuidado e avaliar. Banca marcada, material entregue, passei dias estudando o que eu mesma tinha produzido, morrendo de medo de errar, de esquecer alguma coisa.

Tive 20 minutos para apresentar o andamento da minha pesquisa até o momento. É muito pouco tempo para tanta coisa, tantos detalhes. Selecionar o que eu falaria foi um parto. Por outro lado, o trabalho é apresentado para a banca, não para o público. A banca já teria conhecimento do assunto, então eu teria mesmo que levantar só os pontos principais. Mesmo com a sensação de que tinha alguma coisa faltando.

No começo, fiquei muito nervosa, gaguejei, tremi nas bases. Aos poucos, o assunto foi fluindo e acho que consegui melhorar um pouco. Preciso, muito, vencer esse medo de falar em público.

Uma das professoras da banca não pode participar presencialmente, e enviou um parecer, que foi lido pelo meu orientador. Logo depois, quem falou foi a prof. Debora, a outra formadora da banca. Que foi muito generosa comigo e com a minha pesquisa.

Aposto que eu estava gaguejando nessa hora


O julgamento da banca na qualificação é importante para corrigir os rumos da pesquisa. No meu caso, erros textuais foram apontados. Exageros na escrita - eu ri, na hora que o orientador leu isso no parecer, porque eu sou hiperbólica -, questões pontuais ABNT e outras ortográficas foram apontadas. Também um dos capítulos foi bem criticado e vai ter que ser revisto, com a inclusão de mais teóricos. Mas o principal mesmo foi a sugestão da Debora para a retirada de um dos livros que eu pretendia analisar. A retirada de um objeto de quase 400 páginas vai fazer com que a pesquisa fique mais leve (literalmente) e mais objetiva (porque havia uma dificuldade metodológica com ele).

Por outro lado, foi lindo ouvir da prof. Lorena que não teria o que falar do meu primeiro capítulo; da prof. Debora, que ficou encantada com ele; e do prof. Marcelo, que ele poderia estar em um doutorado. E, da banca como um todo, que o trabalho, como estava, já trazia contribuições ao campo.

Esse é um ombro tensionado ouvindo a banca falar

Enfim, passei pela prova de fogo, fui aprovada na quali (intimidades, hahaha), mas ainda há muito trabalho pela frente. Agradeço aos componentes da banca por todas as contribuições. E a todos os amigos, de longe e de perto, que estiveram comigo neste momento. Em especial, àqueles que estão me presentearam com tantos chocolates. Teve até um "pão de mel da qualificação", delicioso! 

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


terça-feira, 26 de julho de 2016

Citações #162

De A elegância do ouriço:


Esses instantes em que se revela a trama da nossa existência, pela força de um ritual que reconduziremos com mais prazer ainda por tê-lo infringido, são parênteses mágicos que deixam o coração à beira da alma, porque, fugaz mas intensamente, um pouco de eternidade veio de repente fecundar o tempo. Lá fora o mundo ruge ou dorme, as guerras se inflama, os homens vivem e morrem, as nações perecem, outras surgem e breve são tragadas, e em todo esse barulho e todo esse furor, nessas erupções e nessas ressacas - enquanto o mundo vai, se inflama, se dilacera e renasce -, agita-se a vida humana.


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segunda-feira, 25 de julho de 2016

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #123

1 - Um dia de Chico
Da Renata Lins. Porque o Chico merece todas as homenagens.

2 - Já fui uma babaca que odiava crianças (ou o que aprendi com as minhas amigas mães)
Da Cami Rocha. Eu nunca fui uma pessoa que odeia crianças, mas gastei muito do meu amor dando aulas de música pra elas e fazendo "frila" free de baby sitter pros filhos dos vizinhos. Sou impaciente. Crianças, às vezes, tiram a minha paciência. Mas, como a Cami, os filhos dos meus amigos me ensinaram muitas coisas.

3 - Venha para a "Igreja do Sakamoto" e ganhe seu passaporte diplomático
Do Sakamoto. Porque tá insana essa história da distribuição de passaportes diplomáticos. E essas facilidades muitas para as igrejas são coisas completamente dispensáveis.

4 - Urgente! Descoberta a razão de tanto ódio no Brasil
Do Sakamoto, mais um texto dele. Esse nem tem o que falar...

5 - Nenhum cavalo foi molestado durante a escrita deste post
Do Santiago Nazarian. Sobre autores independentes que escrevem sobre formas de vida não convencionais e que chocam. O Nazarian parte de um post de uma autora brasileira defendendo que esse tipo de "literatura" deve ser banida ou proibida e defende que nenhuma proibição deveria envolver a literatura. Não sei bem o que pensar sobre o assunto, mas tendo a achar que o Nazarian está certo.

6 - Cinco músicas para gostar do Chico Buarque
Da Val. Mais Chico? Mais Chico. Sempre mais Chico.


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domingo, 24 de julho de 2016

Soft



Daqui.
Quem aí, da década de 1980, nunca passou pela experiência de quase morrer com uma bala soft?

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quinta-feira, 21 de julho de 2016

O livro da família



Em 1990, Tia Nazinha, irmã da vovó, decidiu reunir as informações da família em um único lugar e, assim, publicar um livro. Ela sempre foi a agregadora da família, sempre promovendo as festas que reuniam todos - ou quase todos, porque somos muitos - nos aniversários dos irmãos e em algumas datas sem motivo algum, só pelo prazer do reencontro. 

Era a Tia Nazinha, também, quem mobilizava todo mundo para angariar presentes para as crianças da escola pública que levava o nome da mãe dela, minha bisavó Adelina da Conceição Mendes. Ela tinha as datas certas para ir até lá, na cidade de Bela Vista de Minas. Só tenho certeza de que uma dessas datas era o Natal.  

Na introdução do livro ela conta que toda a renda obtida com a publicação seria revertida para os alunos da escola. E também diz que as informações reunidas ali são para os descendentes de Camillo e Adelina saberem como era a vida dos avós e bisavós, de toda a dificuldade que tiveram para criar os treze filhos. “O que vão encontrar aqui são muitas lembranças agradáveis, saudosas, que guardo dentro do coração e que eu quis deixar registradas”. Não é à toa que o nome do livro é Com muito carinho

A história começa com o casamento dos meus bisavós, no dia 24 de fevereiro de 1906, na fazenda da família da vovó Adelina (é engraçado, não consigo chamá-la de Bisa. Sempre chamei meus bisavós - que nunca conheci - por vovô ou vovó mesmo). Ela tinha 16 anos, vovô Camillo tinha 21. Já contei aqui um pouco da história de como ele foi pedir a mão dela, e de como a família se formou. 

Depois do casamento e dos primeiros anos de casados, o texto continua falando sobre o vovô Camillo e a vovó Adelina, um capítulo para cada um, com a descrição física e de personalidade de ambos. Também tem um capítulo para Cocota, que era prima da minha bisavó e foi morar com ela, logo depois do casamento. Era mais velha, solteira e sem filhos, e ajudou vovó Adelina a tomar conta de toda a grande família. Também tem um capítulo dedicado aos filhos já falecidos então: tia Zizinha, tio Geraldo, tia Terezinha (a caçula, e a primeira a morrer, de câncer); e também ao primeiro neto dos  meus bisavós que morreu: José, filho de tia Zizinha. 

Tem um capítulo para os costumes da época. Todos muito machistas, de arrepiar. Consta que vovô Camillo era bastante autoritário, mas muito amoroso, e que era até um tanto feminista para a época. Vovó Adelina dava aulas para as crianças, seus filhos e dos empregados da fazenda. As primeiras filhas estudaram pouco - vovó dizia que era o equivalente até a quarta série, ou quinto ano. As mais novas foram além. Tia Terezinha até se formou professora na Escola Normal de Ouro Preto. Isso demonstra que vovô Camillo se abria à vida, às “modernidades”. Tia Nazinha conta que ele nunca bateu nos filhos, o que é maravilhoso! 

A história continua com a descrição da fazenda do Rochedo, onde meus bisavós moraram logo depois de se casarem, e que foi vendida para que a família viesse para Ouro Preto - vovô Camillo queria encaminhar os filhos. 

A última parte do livro tem o levantamento de todos os descendentes de Adelina e Camilo, com os respectivos cônjuges, e as datas de aniversário e falecimento de cada um, quando era o caso. O livro foi publicado em 1991, e já era uma família muito grande. De lá pra cá, muitas mortes, mas muito mais nascimentos. Não conheço grande parte da família, mas fico imensamente feliz quando um deles me é apresentado. Fazer parte da família mais linda do mundo é um privilégio!

Para finalizar, duas poesias feitas por pessoas de fora da família, para vovô Camilo e vovó Adelina. Para ele, Parabéns, Papai, de José Bonifácio, ouro-pretano quase folclórico, escrita em 1968, quando vô Camillo foi homenageado como Pai do Ano pela Associação Comercial de Ouro Preto. Para vovó Adelina, a poesia Dona Adelina (ad memoriam), escrita pelo grande poeta ouro-pretano Brito Machado, logo após o falecimento dela. 

Voltei ao livro esses dias, porque precisei de um atestado de óbito dos bisavós. Sem ter certeza das datas de falecimento, foi o livro da Tia Nazinha que me fez resolver essa pendenga com muita rapidez. A oficial do cartório até ficou admirada de termos um livro com tantos dados - e por isso facilitar muito o seu trabalho também. 

Voltar ao livro da Tia Nazinha me fez reavivar o amor que sinto pela Família Mendes Barros. Deu saudade de todos - da vovó, em especial -, vontade de voltar àquelas festas em que nos reuníamos às vezes sem motivos, só pelo prazer de estarmos juntos. 



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terça-feira, 19 de julho de 2016

Citações # 161

De A elegância do ouriço:


(...) não dou a menor bola para o lugar onde estou, contando que tenha a satisfação de circular sem problema dentro da minha cabeça. 



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segunda-feira, 18 de julho de 2016

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #122

1 - Sansa e outras mulheres que resistem
Do Borboletas nos Olhos. Tá difícil ser mulher. Na vida e na ficção. Aqui, a autora fala de sororidade. E fala da limpeza que fez nas redes, que eu queria fazer igual. Ainda não tive essa coragem.

2 - Não reclame das minhas fotos, please
Do Courage Dear Heart. Um texto muito sensível sobre amor, lembranças, imagens. Porque lembrar é lindo, ter fotos também. E, como a autora, eu também sinto muita falta do meu avô.

3 - A coisa mais moderna que existe na vida é envelhecer
Da BethS. Que texto bacana! Sobre o processo natural da vida, sobre as dores e também sobre a serenidade do envelhecer. Sobre a simplicidade e a vida com mais sentido. Lindo.

4 - O premiado anúncio de Aspirina e aquilo que não tem remédio
Da Thais Fabris, no B9. Cara, nem sei o que dizer sobre isso. Decepção não define, raiva também não; medo do mundo, idem. Talvez um misto disso tudo. Ou mais.

5 - Direita x esquerda e a luta pelos direitos das mulheres
Da Cyntia Semíramis. Um texto muito importante sobre polarização, sobre direitos das minorias. E sobre a paternidade da defesa desses direitos. O que é uma coisa bem estranha... O texto é bem bacana.

6 - A incrível carta de uma sobrevivente a quem a estuprou
Da Lola. Mais um caso de estupro em que tudo força a desmoralização da vítima. Mas a garota em questão escreveu uma carta extensa (às vezes o texto é bem repetitivo e chato) ao seu agressor, detalhando a violência, a frieza, as táticas de advogados. Pânico é um dos sentimentos ao ler o relato. Enfim, a carta merece ser bem divulgada.

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domingo, 17 de julho de 2016

Wilde



Daqui.

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quarta-feira, 13 de julho de 2016

Pílulas do momento #21

1 - Do mestrado
Estou monoassunto, é fato. Mas o mestrado tomou conta da minha vida de um jeito muito intenso. Já falei que a minha definição pra ele é Cinquenta tons de olheira, e é mais do que verdade.
Esta semana, passo pela prova de fogo, que é a qualificação. Espero que passe, literalmente, porque não passar vai ser traumático demais.
Este semestre eu deveria estar matriculada apenas em Seminário 1 e escrever, escrever, escrever. O material da quali, a dissertação, artigos e mais artigos.
Mas resolvi fazer uma disciplina como ouvinte. Oferecida pelo orientador. E tem sido ótimo. Adoro sala de aula, seja como aluna ou como professora.
Tenho sentido falta de encontrar com a minha turma. Muita saudade de todos.
Por outro lado, vamos comemorar:
- um artigo aprovado para ebook!;
- um artigo aprovado para evento, em outubro, em Sampa!
O medo de apresentar a pesquisa vai diminuindo, acho. Vamos ver como me saio na qualificação...

2 - Livro da Déa

Um dia antes da quali tem o lançamento do livro Lagarta vira Pupa, da queridona Andréa Werner, em BH. Já li o meu (falta escrever sobre, mas a quali não está deixando), amei, chorei, sorri, me emocionei. Vou lá encontrar a amiga que não vejo há tempos, matar um pouco da saudade da Déa e de nossos amigos em comum, prestigiar o lançamento e ver se acalmo um pouco antes da banca.

3 - Gripe dos infernos
Na semana em que entreguei meu material de qualificação para a banca, comecei com uma gripe giga-mega-blaster. A primeira semana foi inteirinha de febre (picos de 38,5 graus - entrei no antitérmico). Na segunda semana, minha voz foi embora e não deu notícias. Na terceira, uma tosse sem fim. Cuca ficou morrendo de medo de mim. Bastava tossir que ela saía de fininho, com o rabo entre as pernas, e escondia atrás do Leo. Estou entrando na terceira semana, sem febre, com menos tosse, mas com a voz ainda esquisita, bem rouca. Acho que nunca tive uma gripe tão extensa assim...

4 - Leo
Não que eu não soubesse, mas o Leo tem se revelado um companheiro ainda melhor. Nesse período turbulento do mestrado sugando todas as minhas energias, conseguimos organizar coisas muito loucas da vida com ele tomando a frente de tudo, cuidando da Cuca, cuidando da casa e da empresa, cuidando de mim enquanto fiquei de cama. Muito a agradecer a ele.

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terça-feira, 12 de julho de 2016

Citações #160

De A elegância do ouriço:


Seria tão melhor se compartilhássemos de nossa insegurança, se nos puséssemos todos juntos dentro de nós mesmos para dizer que as vagens e a vitamina C, ainda que alimentem o bico, não salvam a vida e não sustentam a alma.

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segunda-feira, 11 de julho de 2016

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #121

1 - Pelo fim da cultura do estupro
Da Ana Maria Oliveira. De novo cultura do estupro? É, de novo. E mais de novo, enquanto for preciso. "Já passou da hora de dar um basta nisso".

2 - Nós te amamos, princesa Hot Dog
Da Cheshire Cat. Fiquei maluca com a princesa Hot Dog. Que menininha fofa! O texto fala sobre como era menos cor-de-rosa ser menina há alguns anos. Era mais legal, eu acho.

3 - O Judas da vez
Da Marcela Zaidan. Escolhemos um Judas da vez. O meu pode ser o mesmo que o seu. Ou não. Pode ser um Judas coletivo. Eu posso ser um Judas pra alguém (com certeza, sou). Em geral, que elege um Judas ou não sabe de todos os lados de uma história ou oculta alguma parte ao contar para os outros. E, assim, segue a roda viva.

4 - Mas você não tem medo de ficar sem um homem?
Da Clara Corleone no Lugar de Mulher. OK que uma galera aí ache que só é possível ser feliz acompanhado. Mas não é OK que achem que todo mundo deva pensar assim. Como já disse a Jout Jout, só é possível ser feliz com alguém se você consegue ser feliz sozinho. Enfim, belo texto pra pensar um pouquinho.

5 - A tampa gelada do sarcófago
Da Iara de Dupont. Depressão é coisa séria. E muito ajuda quem entende.

6 - Morte da família
Da Juliana. Com tudo o que a gente passa quando morre alguém querido. Sem mais.


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domingo, 10 de julho de 2016

Consumo



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terça-feira, 5 de julho de 2016

Citações 159

De A elegância do ouriço:


Quando a doença entra num lar, não apenas se apodera de um corpo, mas tece entre os corações uma teia escura que soterra a esperança. Qual um fio de aranha enrolando-se em torno dos nossos projetos e da nossa respiração, a doença, dia após dia, engolia nossa vida. 


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segunda-feira, 4 de julho de 2016

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #120

1 - Estupro, civilidade e respeito à vítima
Da Cíntia Semíramis. Os textos dela são sempre cheios de informação e fornecem muito para aprendizado. Ainda sobre a cultura do estupro, que anda atormentando a vida.

2 - Disso as feministas não falam
Do Lugar de Mulher. Ê vontade de marcar os coleguinhas nessa postagem!

3 - A mãe de todos os ódios
Da Ladybug, sobre o livro do Sakamoto e sobre o ódio que tá sobrando por aí, nas redes e fora delas. A Lúcia fala de onde nasce o ódio, em especial o ódio virtual. E sobre como ele se prolifera. Imperdível.

4 - Essa tal maturidade
Da Rosinha, a moça das bochechinhas. Rosinha publica bem pouco, mas sempre traz alguma coisa bem interessante. Aqui, ela fala da maturidade misturando Alice (aquela do País das Maravilhas) e os companheiros de Dorothy em O mágico de Oz.

5 - Cristofobia e a santa cruzada pelo direito ao preconceito
Do Sakamoto. Quando a gente pensa que nada mais vai nos surpreender - porque os tempos atuais estão, mesmo, surreais - aparece essa ideia imbecil de cristofobia. Direito a quem nunca os teve não tira nada de quem sempre os teve. Privilégios, por outro lado...

6 - Passarinho
Do Luiz Zanin, sobre a morte do Jarbas Passarinho, aquele que, ao votar a favor do A.I.-5, disse "às favas" com os "escrúpulos de consciência". Aqui, o Zanin fala sobre como o Passarinho era um cara culto. Mas que a cultura não serviu pra nada, na hora de votar a favor de uma monstruosidade como o A.I.-5


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domingo, 3 de julho de 2016

Agora



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sexta-feira, 1 de julho de 2016

Questionário Proust

Escutei falar do Questionário Proust num vídeo da Tati Feltrin e, sim, fui lá descobrir o que era e deu vontade de fazer. Como a Tati mesmo disse, basta googlar pra chegar às perguntas. Então, seguem minhas respostas.

1 - Qual é a sua maior qualidade?
Não sei. Talvez seja ter paciência para ouvir as pessoas quando elas precisam só de alguém que as escute. E não digo isso porque acho que eu seja paciente e tal, mas porque muita gente me diz isso.

2 - E o seu maior defeito?
Falta de paciência com o que não me interessa. E intolerância com quem é estúpido, que vivo tentando controlar e não consigo

3 - A característica mais importante em um homem?
Empatia.

4 - E em uma mulher?
Empatia e sororidade. Atualmente, ouso dizer que a sororidade é mais importante.

5 - O que você mais aprecia em seus amigos?
Saber que posso contar com eles. Mais, ser surpreendida por eles quando não esperava. Sempre disse que tinha poucos, mas bons amigos. Depois das mortes da Vovó e da Tia Ylza, descobri que tenho mais amigos do que imaginava. E sou muito grata a eles.

6 - Sua atividade favorita é?
Ler. Sempre.

7 - Qual é a sua ideia de felicidade?
Um lugar confortável, um bom livro, boa música de fundo, tranquilidade pra apreciar.

8 - E o que seria a maior das tragédias?
Esperar alguma coisa acontecer sem ter um livro por perto. Por isso, um viva pro Kindle, que me permite levar muitos livros bons comigo sem carregar peso.

9 - Quem você gostaria de ser, se não fosse você mesmo?
Já detestei ser eu mesma, mas alguns anos de análise mudaram o cenário. Então, tô satisfeita comigo. Talvez, gostaria de ter a inteligência do meu irmão Otávio. E só.

10 - E onde gostaria de viver?
Já foi na Itália, desde que comecei a ler O tesouro da juventude, lá pelos oito anos. Ainda continuo querendo viver na Itália, mas me apaixonei por Portugal e viveria fácil-fácil no Porto, essa cidade linda.

11 - Qual a sua cor favorita?
São três. Preto, branco e azul. Não necessariamente nessa ordem.

12 - Uma flor?
Amarilis #entendedoresentenderão

13 - Um pássaro?
Nem ideia...

14 - Seus autores preferidos?
Oscar Wilde, Guimarães Rosa.

15 - E os poetas que mais gosta?
Álvaro de Campos (Fernando Pessoa), Carlos Drummond de Andrade, Juliana Machado Cruz.

16 - Quem são seus heróis de ficção?
Lord Henry, de O retrato de Dorian Gray.

17 - E as heroínas?
Liz Bennett, de Orgulho e Preconceito.

18 - Seu compositor favorito é?
Chico Buarque. E Bach. E Dvórak.

19 - Os pintores que você mais gosta?
Jan Van Eyck.

20 - Quem são suas heroínas na vida real?
São tantas... tantas mulheres que lutam todo dia contra a opressão, o machismo e a misoginia...

21 - E os heróis?
Meu avô. Um cara que virou arrimo de família aos 9 anos de idade, tendo seis irmãos, a mãe, a tia e a avó para sustentar. E que conseguiu fazer isso com dignidade e lembrando, sempre das origens, sempre disposto a ajudar quem quer que fosse. E sempre sendo gentil com todos, até com as pessoas que ele menos gostava. Aliás, era com essas pessoas que ele se tornava mais gentil.

22 - Sua palavra favorita?
Liberdade ("... essa palavra, que o sonho humano alimenta: que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda!"). Mas também gosto de Pacote, porque é impossível, pra mim, ouvir "pacote" sem ter vontade de rir. Que sonoridade incrível tem essa palavra!

23 - O que você mais detesta?
Gente estúpida, gente que grita. O que é, praticamente, sinônimo.

24 - Quem são os personagens históricos que você mais detesta?
Não sei. Sobre todos os que eu não gosto, consigo entender os motivos. E tô numa vibe tilelê de tentar não odiar ninguém. Mesmo quem merece. A proposta é só emanar amor <3 p="">
25 - Quais dons naturais você gostaria de possuir?
Naturais acho que nenhum. Se é que eu tenho algum dom, ele foi construído arduamente, ao longo de anos.

26 - Como você gostaria de morrer?
Dormindo. E estando satisfeita com tudo o que eu fiz na vida. Meu nível de conflitos internos tem caído consideravelmente, o que é ótimo.

27 - Qual seu atual estado de espírito?
Com a vida em geral, tô bem tranquila. Fazendo o que gosto, como gosto, com quem gosto, sem pesos mortos me puxando pra trás, sem aqueles que não devem ser nomeados ou dementadores sugando a minha energia. No mestrado, em pânico com a qualificação, que já está chegando.

28 - Que defeito é mais fácil de perdoar?
Falta de inteligência devido a falta de oportunidades. Dá pra relevar, se a gente fizer um esforço.

29 - Qual é o lema da sua vida?
É algo muito mutável. Tenho lemas diferentes pra fases diferentes da vida. Mas acho que os mais frequentes são Urbi et orbi, tirando toda a parte religiosa presente, e Liberdade - essa palavra, que o sonho humano alimenta: que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda!.

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