terça-feira, 29 de novembro de 2016

Citações #180

De A elegância do ouriço:


Afinal de contas, estávamos na Angelina: todas aquelas pessoas bem-vestidas, comendo cheias de nove-horas em confeitarias caríssimas, e que só estavam lá para... bem, pelo significado do lugar, pelo fato de pertencerem a um certo mundo, com suas crenças, seus códigos, seus projetos, sua história etc. É simbólico, sabem. Quando tomamos chá na Angelina, estamos na França, num mundo rico, hierarquizado, racional, cartesiano, civilizado. Como o pequeno Théo vai fazer? Passou os primeiros meses de vida numa aldeia de pescadores da Tailândia, num mundo oriental, dominado por valores e emoções próprias, em que o pertencimento simbólico talvez se expresse na festa da aldeia, quando se homenageia o deus da Chuva, quando as crianças são banhadas em crenças mágicas etc. E ei-lo na França, em Paris, na Angelina, imerso sem transição numa cultura diferente e numa posição que mudou de cabo a rabo: da Ásia à Europa, do mundo dos pobres ao mundo dos ricos.
Então, de repente pensei: Théo talvez tenha vontade de queimar carros, mais tarde. Porque é um gesto de cólera e frustração, e talvez a maior cólera e a maior frustração não seja o desemprego, não seja a miséria, não seja a ausência de futuro: seja a sensação de não ter cultura, porque a pessoa está dilacerada entre culturas, símbolos incompatíveis. Como existir se não sabemos onde estamos? 


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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


domingo, 27 de novembro de 2016

Parte



Daqui.

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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

TAG - Game of Thrones

Daí que eu sigo os canais da Mikannn e da Carol Moreira, por causa de Game of Thrones, e as meninas fizeram uma tag sobre a série e os livros. Quis responder também!

1 - Como conheci Game of Thrones?
Foi com a Lelê, minha cunhada. Ela estava lá em casa lendo um dos livros, nem me lembro qual. Perguntei como era, ela foi me contando. Nessa época acho que já tinha quatro temporadas da série no ar. Acabei comprando os livros, num box com os cinco publicados e O cavaleiro dos sete reinos, e guardei pra ler quando tivesse tempo. Era 2014, o ano em que muita coisa bizarra rolou. Minha ideia era ler os livros antes de ver a série. Mas aí o mundo gira, a lusitana roda e cá estou pesquisando Game of Thrones no mestrado.

2 - Qual a sua casa ou família favorita?
Falar que é Stark é um super clichê, mas é verdade. Gosto da questão da honra e de como as crianças Stark vão crescendo. Mas também gosto muito da casa Tarth, porque a Brienne é maravilhosa e o pai dela deve ser incrível, até mesmo por permitir que ela seja quem é.

3 - Quem é o seu personagem favorito da casa Stark?
Arya, sem dúvida. Não curto muito a impulsividade dela, mas acho demais a maneira como ela sobrevive, como faz suas escolhas e como leva seus ideais. Não curto vingança de forma alguma, mas acho a Arya maravilhosa.

4 - E da família Lannister?
Mais um clichê: Tyrion. Mas, de verdade, acho a família muito foda. Gosto muito do Jaime e de como o personagem foi sendo construído (e desconstruído) ao longo da trama. O Tywin é inteligência pura. A Tia Genna, uma irônica de primeira. Gosto muito quando ela fala com Jaime que o filho de Tywin é o Tyrion, porque mesmo que eu não acredite que o Tyrion seja filho do Tywin, ele é o mais parecido com o pai em inteligência. E Cersei me dá preguiça, mas não deixa de ser instigante.

5 - Quem são seus personagens favoritos?
Arya, Tyrion, Brienne, Sam. Não necessariamente nessa ordem.

6 - Quem você não gosta?
Do começo ao fim, do Ramsay. E o Joffrey. Apesar de que até comecei a gostar do Joffrey depois que o Ramsay surgiu.

7 - Se você pudesse ser algum personagem, qual seria?
Samwell Tarly, pela possibilidade de trabalhar com Meistre Aemon e por viver amando livros. A Arya também, pela independência.

8 - Qual o seu episódio favorito e temporada?
Gosto muito da terceira temporada, em que muita coisa intensa aconteceu. Por isso, gosto muito, também, do terceiro livro. A sexta temporada também foi mara! Como episódio, o Casamento Vermelho, pelo que causou em mim.

9 - Quem é o seu crush?
Enquanto ator, o que faz o Robb Stark na série. Que homem lindo! Mas enquanto personagem, o Jaime Lannister. Ok que a relação dele com a mulher que ele ama é bem doentia, mas ele é um cara legal. E tem Jon Snow também...

10 - O que você está mais ansioso para a próxima temporada?
Pelos reencontros de Jaime e Cersei e da família Stark.

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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Livro: As crônicas e gelo e fogo: O festim dos corvos

Com Brienne e Jaime Lannister por perto! 

Este livro é um tanto quanto diferente dos outros três anteriores. Isso porque o autor estava escrevendo uma obra muito extensa e precisou dividi-la em duas. A forma da divisão é que foi curiosa: em vez de cronológia, ela é geográfica. Ficamos sem saber de vários personagens, porque em O festim dos corvos são privilegiados os personagens com ponto de vista que ficam em Porto Real, na Campina, no Ninho da Águia, nas Ilhas de Ferro e em Dorne. E Samwell Tarly, que está em trânsito, saindo da Muralha em direção a Vilavelha para estudar na Cidadela.

Vemos no livro o que aconteceu depois que Jon Snow liderou a batalha entre os membros da Patrulha da Noite e os Selvagens, liderados por Mance Rayder. Stannis Baratheon, um dos reis em batalha, continua achando que é o sucessor legítimo de Robert Baratheon e leva a guerra com ele, por onde passa. Leva a maluca da Melisandre também. Ele interfere na gestão da Patrulha da Noite, o que força Samwell Tarly a tomar uma decisão complicada. As consequências vão se espalhar pela trama de Sam.

Brienne está maravilhosa, como sempre. Agindo com o coração, com honra, buscando cumprir sua palavra, em busca de Sansa e de Arya Stark. Além dela, vamos conhecer mais sobre as Ilhas de Ferro e o Deus Afogado a quem os homens de ferro seguem. A sucessão de Balon Greyjoy é de arrepiar, com cada um dos candidatos à Cadeira de Pedra do Mar se apresentando para a multidão. Asha Greyjoy é outra mulher maravilhosa dessa trama. Forte, intensa, sem medo do machismo reinante de Westeros.

Falando em mulher forte, Cersei está cada vez mais maluca. Vemos o quanto ela vai se envolvendo com o vinho e tomando decisões equivocadas para se manter no poder. Dá até para ter um pouco de dó dela no fim do livro.

Por sem um volume diferente, ficamos sentindo falta de outros personagens, como Jon Snow, Daenarys, Sor Davos... Mesmo assim, é outro texto muito bom de George R. R. Martin. É impressionante como ele costura as histórias. Fico admirada...


Já lidos:
As crônicas de gelo e fogo: Guerra dos tronos

As crônicas de gelo e fogo: Fúria de reis

As crônicas de gelo e foto: A tormenta de espadas
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terça-feira, 22 de novembro de 2016

Citações #179

De A elegância do ouriço:



Ela olhou para mim estranhamente, como se me visse pela primeira vez. Não comentou nada a respeito de Colombe. Se fosse uma concierge de verdade, teria dito algo como: "Sim, bem, mas a sua irmã, aquela lá, que ela não fique achando que tudo é permitido". Em vez disso, me ofereceu uma xícara de chá e falou comigo muito educadamente, como se eu fosse uma pessoa de verdade.


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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #137

1 - Como o golpe não reverteu as expectativas da economia
Do José de Souza Castro, no Blog da Kika Castro. Sério que alguém acreditava que o golpe reverteria a economia?

2 - Quem aqui está sendo doutrinado?
Da Elika Takimoto. Para tudo e vai ler a Elika. Segue ela no Face, mas, principalmente, segue ela no Twitter. Elika, melhor pessoa dessa vida. E, claro, leia este texto, que é ótimo!

3 - O maior vilão
Da Rosinha. Aqui ela fala sobre o que considera o maior vilão contemporâneo. Tô pra falar que concordo, mas vejo outros brigando pela liderança.

4 - This is what happens when you stop paying for quality journalism
Da Asha Dornfest, no Medium. Sobre a qualidade das informações que recebemos. Sim, ainda há qualidade no jornalismo. E é necessário buscar mais canais de informações, tal como a Asha coloca no texto. Vale muito a pena ler.

5 - O fanatismo e o ódio de um país que está doente
Da Kika Castro. A cada dia que passa, vendo essas situações do Brasil, me divido entre ter vontade de rir, pelas loucuras do povo (vide a mulher que achou que um mural em homenagem à imigração japonesa era o comunismo profanando a bandeira nacional), e de chorar de medo pelas mesmas loucuras. Num tá fácil viver neste país não.

6 - "Feministas se ofendem com elogios"
Mais um texto da Elika Takimoto. Desta vez, a partir de postagem da advogada do impeachment, aquela louca. Por mais educação, pra geral!

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domingo, 20 de novembro de 2016

Fuga



Daqui.

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quarta-feira, 16 de novembro de 2016

A tal caixa acrílica do aeroporto

Todo mundo que viaja de avião sabe que tem uma série de coisas que não se pode levar na bagagem. De um tempo pra cá, a bagagem de mão ganhou uma série de restrições. Se bem me lembro, foi depois do 11 de setembro de 2001, e o objetivo é evitar que projetos de atentados sejam postos em prática. Tem umas coisas bem razoáveis, como não levar objetos que podem explodir. Aliás, um dos celulares da Samsung está proibido de ser levado em bagagem de mão e na despachada porque anda explodindo por aí. Outras coisas são meio misteriosas, como a proibição de levar mais de 100 ml de qualquer líquido. Vale para shampoos e correlatos e, em alguns casos, até para itens mais pastosos de maquiagem, como batons. Alguns itens devem ir apenas nas bagagens de mão, como notebooks, tablets e joias.

Enfim, é importante saber direitinho o que é e o que não é aceito como bagagem, despachada ou de mão, para cara tipo de voo, seja doméstico ou internacional, e para cada companhia aérea - sim, as regras variam de uma a outra.

Daí chegamos na caixa acrílica que fica na ponta de cada esteira de raio-x das salas de embarque. Cada uma delas contém um número variável de objetos que, à primeira vista, são bem estranhos para terem sido levados como bagagem de mão. Sempre achei que as pessoas eram bastante esclarecidas sobre o que poderiam ou não levar. E que aquelas caixas ali eram recheadas com objetos estranhos vindos de outros lugares, como algum arquivo de "achados e perdidos" bem perdidos. Taí uma coisa que valeria a pena conhecer: o que é feito com objetos achados e perdidos que não são reclamados. Mas isso é assunto pra outro dia.

Fala sério: quem anda com canivete, faca, facão, isqueiros variados, aerosóis variados, produtos químicos malucos e suspeitos, cortadores de unha e tesourinha na bagagem de mão, sendo que são proibidos? Qual o sentido? Tentar passar com eles pelo raio-x sem ser percebido? Sempre me perguntei isso. Até que entendi marromenos como funciona. Foi assim...

Estava eu indo pra São Paulo, para apresentar um trabalho na Faculdade Cásper Líbero. Depois conto como foi, porque foi mara! Daí, como íamos ficar pouco tempo, Leo e eu decidimos só levar bagagem de mão. Uma mochila pra cada um com as roupas pros dois dias que ficaríamos lá era mais do que suficiente. A minha estava bem pesada, porque ia o tablet - e o meu é jurássico, pesa como se não houvesse amanhã. Daí fizemos o check-in ainda em Ouro Preto e tomamos o rumo de Confins - que é lá nos confins do universo mesmo, o trocadilho faz todo sentido.

Entramos na sala de embarque, que estava super vazia. Muito estranho para uma manhã comum. Fomos direto pras esteiras, Leo pra uma ao lado da minha.

Pausa pra dizer que eu sempre caio nas revistas aleatórias. Sempre! Então já vou preparada pra abrir bolsa e ser revistada. Para facilitar, tenho tipo um uniforme de voo. Ele é composto por sapatilha, calça legging e camiseta. Aí, passo na esteira do raio-x apenas a bolsa e outra bagagem de mão e o relógio. Como a legging não tem bolsos, moedas vão para a bolsa e não há risco do raio-x para pessoas apitar. Facilita muito e muito mesmo a vida.

Daí, tô lá na entrada da esteira. Tirei a bolsa, o relógio e mochila e coloquei nas bandejas. A moça da ponta da esteira me perguntou se havia um notebook em minha bagagem. "Tem um tablet", eu disse, e perguntei se ela queria que ele fosse retirado. Ela disse que não precisava e lá foi minha bagagem pro raio-x, enquanto eu passei pelo portal mágico da entrada nas salas de embarque, já pensando que me chamariam pra revista aleatória, como sempre. Fiquei esperando minha bagagem chegar.

Daí o operador do raio-x arregalou os olhos de um jeito meio suspeito. Já perguntei pra ele o que tinha acontecido.


Operador do raio-x: A senhora tem um multifuncional em sua bagagem?

Eu: Tem um tablet.

Operador do raio-x: Nenhum multifuncional?

Eu: Não sei o que é isso. Você quer abrir pra ver?

Operador do raio-x: Multifuncional. Tipo um canivete. Vamos ter que abrir sim.

Eu: Ah, não, moço. Não tem canivete não, pode abrir.

Operador do raio-x: Está até perto do tablet.

Eu: Moço, tem certeza? Só tem roupa, livro e tablet aí. Vamos abrir.


Daí, abro a parte da mochila onde estava o tablet. A mochila é cheia de subpartes, muito útil pra quem é bagunceiro. Gosto dela especialmente porque tem espaço para colocar garrafinha de água, que me ajuda muitão nos deslocamentos. Tem também uma parte para colocar lápis e canetas. Foi nessa parte que coloquei o tablet.

Abri o zíper. Puxei o tablet. Num dos locais para colocar lápis e canetas estava, reluzente, brilhando e com setas apontando pra ele, um canivete. Do Leo. Que estava na outra ponta da esteira, me esperando. Olhei pra ele surpresa, enquanto ele ria.

Daí o operador do raio-x pegou o canivete e me disse que havia um padrão internacional de tamanho de lâminas. Se o "meu" tivesse dentro do padrão, era só levar. Se não, teríamos uma coisa a resolver. Ele mediu as lâminas uma por uma. Uma delas era maior que o padrão.

Enquanto ele media, Leo se justificava pra mim. Uns meses antes, tinha ido em uma excursão ao Pico do Itacolomi, com a minha mochila. Nela, tinha colocado várias coisas, inclusive o canivete. Segundo ele, que viu o filme 127 horas, vai que precisasse cortar um braço, né? Quando voltou, tirou tudo da mochila, menos o canivete da discórdia.

O moço do raio-x já estava rindo à vera. Tanto da cara do Leo e da história que ele contou, quanto da minha cara de pastel, por ser pega com uma coisa tão bizarra na mochila. As alternativas que ele nos deu eram: ou vocês voltam pro saguão e despacham o canivete - imagina só isso!!! - ou ele seria descartado. Naquelas caixas de acrílico do aeroporto. Aquelas mesmo que sempre me intrigaram pelo seu conteúdo.

Quem, afinal, leva aquele tipo de objetos pro aeroporto, minha gente? Resposta: eu mesma.

Lembro de que, quando pequena, minha mãe me dizia pra tomar cuidado com a minha bagagem, porque pessoas estranhas poderiam colocar coisas estranhas nela.

Nunca me avisaram sobre a possibilidade da pessoa com quem você divide a vida colocar coisas estranhas na minha bagagem...

Leo, seu fanfarrão!!!

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terça-feira, 15 de novembro de 2016

Citações #178

De A elegância do ouriço:



Assim como cada mesa participa de uma essência que lhe dá sua forma, toda obra de arte participa de uma forma universal que, só ela, pode lhe dar essa marca. Decerto, não percebemos diretamente essa universalidade: é uma das razões pelas quais tantos filósofos relutaram em considerar as essências como reais, pois sempre vejo apenas esta mesa presente e não a forma universal de "mesa", só este quadro e não a própria essência do Belo. E, no entanto... no entanto, ela está ali, diante de nossos olhos: cada quadro de um mestre holandês é uma encarnação dela, uma aparição fulgurante que só podemos contemplar através do singular mas que nos dá acesso à eternidade, à temporalidade de uma forma sublime. 

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terça-feira, 8 de novembro de 2016

Citações #177

De A elegância do ouriço:


Acho que só há uma coisa a fazer: encontrar a tarefa para a qual nascemos e realizá-la o melhor possível, com todas as nossas forças, sem complicar as coisas e sem acreditar que há um lado divino na nossa natureza animal. Só assim é que teremos a sensação de estar fazendo algo construtivo no momento em que a morte nos pegar. A liberdade, a decisão, a vontade, tudo isso são quimeras. Acreditamos que podemos fazer mel sem partilhar o destino das abelhas; mas nós também não somos mais que pobres abelhas fadadas a cumprir sua tarefa e depois morrer. 


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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #136

1 - Ninguém é obrigado a gostar de você
Da Hariana Meinke. E você também não é obrigada a gostar dos outros.

2 - O que aprendi sendo pedestre em São Paulo
Da Anamyself. Um resumo de como é optar por andar em São Paulo. Adoro caminhar, acho que faz bem pra alma e pro corpo. Aqui em OP é bem mais tranquilo caminhar que em Sampa. Porém, acho muito louvável essa atitude da Ana. E, de quebra, ela ainda dá a dica de um aplicativo bem interessante para quem gosta de caminhar. Aproveitando: escreve mais, Ana! Seus textos são ótimos!

3 - Oposição irresponsável
Do Verlaine Freitas. Li o texto e fiquei só imaginando como tudo poderia ser diferente da merda em que viermos parar.

4 - 14 livros para comemorar o Dia Nacional do Livro
Do Cinema de Buteco (sdds). Tem participação minha lá, com meu livro brasileiro favorito.

5 - Se puder
Da Bel. Tem muita coisa pra gente fazer, se puder. Se eu puder, vou fazer essa listinha pra mim.

6 - 5 coisas (inusitadas) que mais gostamos no Halloween
Do Papel Papel. Admito: a Grande Abóbora e o "uma pedra" do Charlie Brown são as coisas mais legais do Halloween.

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terça-feira, 1 de novembro de 2016

Citações #176

De A elegância do ouriço:


O papel higiênico também aspira à canonização. Acho muito mais convincente essa marca de riqueza do que a posse, por exemplo, de um Maserati ou de um Jaguar cupê. O que o papel higiênico faz no traseiro das pessoas cava um abismo bem mais largo entre as posições sociais do que vários sinais externos de riqueza. 

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