sábado, 31 de dezembro de 2016

Acaba!



Daqui.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Tchau 2016

2016 soube se um ano confuso. Um ano político pra guardar na memória, porque tudo virou bagunça - lembrei do livro Diário de Zlata, que li quando adolescente, em que ela chamava os políticos de "moleques". Era o apelido que davam a ele na Bósnia naquela época, mas acho que cabe bem no Brasil de hoje. Temos o congresso mais conservador dos últimos tempos, que faz tudo menos representar o povo que o elegeu. Quero muito me lembrar das coisas loucas da política de 2016. Lembrar muito, explorar, expor. Não dá pra varrer esse ano para baixo do tapete.

Pessoalmente, foi um ano pesado também. Por muitos motivos. Um deles, familiar. Diz 21 de dezembro, tive que dar adeus à Tia Carmem, essa espanhola super carinhosa que tanto honrou a família Mendes Barros com sua presença.

Tia Carmem com Vovó, da última vez que a tia veio a OP

Houve outras perdas pessoais, mas não quero falar delas agora. Vamos falar de coisas boas.

• Foi um ano de poucas leituras de literatura. Isso porque teve entrega de projeto, teve qualificação, teve artigo, teve apresentação de trabalho, mais apresentação de trabalho, teve organização de evento acadêmico. E teve aula, como ouvinte. Porque eu adoro sala de aula. Mas essa foi só no primeiro semestre, porque no segundo fiquei só por conta da dissertação mesmo. Deu pra ler em alguns intervalos especiais que abri pra mim mesma, com muito, muito medo de estar perdendo tempo que deveria ser dedicado à dissertação, mas, ao mesmo tempo, com muita certeza de que eu precisava parar.

• Foi o ano do Game of Thrones. Porque, como tema da dissertação, eu precisava mergulhar nesse universo. Li tudo o que pude, vi tudo o que pude, ouvi podcast, assisti vídeos, me esbaldei. Tive uma certeza: estudar com um objeto literário ajudou bastante.

• Foi um ano de descobertas acadêmicas. Que, por mais que seja difícil, é legal escrever artigos. Mesmo que eles sejam negados. Mesmo que seja preciso fazer mil acertos. Um dia, um deles vai pra um livro (ainda não falei sobre isso, mas falarei). Foi o ano em que eu me descobri na sala de aula. Como aluna e, mais do que isso, como professora. Agradeço muito à turma que me fez chegar a esse júbilo.

• Além disso, teve trabalho. Muito trabalho. Em especial no segundo semestre. Muita coisa bacana de trabalho. Muito estresse também.

• Teve workshop de fotografia. Finalmente aprendi a operar manualmente uma câmera. Agora falta aprender a fotografar de verdade. É muita técnica, muito treino necessário pra isso. Um dia, quem sabe, posso me dedicar de verdade.

• Teve muito assombro com a violência no mundo. E tá rolando um medo sinistro.

• Teve a Ju lançando livro, yeah! Um livro lindo, intenso, cheio de amor, de sentimentos, de experiências.

• Teve olimpíadas e eu quase não vi porque decidimos não ter mais TV aberta ou fechada em casa. Recorri ao Streaming. E temos Netflix, que salva geral.

• Não teve um único puzzle. Não deu tempo. Tem seis caixas fechadas esperando para serem abertas. E muita vontade. Mas pouco tempo. Ficarão pra depois da defesa mesmo...

• Teve o problema com a caixa acrílica do aeroporto. E muita risada depois do susto.

• Teve duas idas pra Piracanjuba (e eu não escrevi sobre nenhuma delas...) e uma pra São Paulo, onde encontrei o Caio e conheci a Anamyself. Três viagens delícia!

• Teve a volta pro Pilates, como eu queria e tinha deixado registrado aqui.

• Tem planos pra 2017. Muitos planos. E muita vontade que se concretizem.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Citações #184

De A elegância do ouriço:


Todas essas buscas, todos esses mundos... Podemos ser tão semelhantes e viver em universos tão distantes? É possível que partilhemos o mesmo frenesi, nós que não somos do mesmo solo nem do mesmo sangue e da mesma ambição?

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #140

1 - O revival de GILMORE GIRLS: o prazer da nostalgia
Da Marcela Zaidan. Que texto gostoso! Morei em outro planeta enquanto Gilmore Girls existiu. Juro! Comecei a ver agora, como uma forma de descansar da dissertação, e estou curtindo muito. O texto tem uns spoilerzinhos pra quem, como eu, nunca viu a série. Mas não é problema algum, porque se eu - ou qualquer outra pessoa - não vi, é coisa minha. O texto deu muita vontade de continuar assistindo (a série, por si, já dá essa vontade. Tô curtindo demais).

2 - Autoestima e Yamasterol
Da Lilibete. Que texto gostoso! Gostei especialmente porque minha autoestima é muito ligada ao cabelo e eu vivo em guerra com o meu. Já fiz umas químicas loucas pra deixar ele mais contido - mas nunca pintei -, passei pelo Low Poo e estou voltando pros petrolatos. Longa história...

3 - Pérolas que ouvimos em 2016
Da Nina Lemos, na TPM. Eita 2016 surreal!

4 - 6 coisas pra nunca fazer com um livro
Da Renata, no Lombada Quadrada. Uma listinha básica de cuidados com livros, essas coisinhas deliciosas que a gente ama.

5 - Você não é todo mundo
Da Sabrina, no Coisas de Diva. Sobre consumismo, moda e o chato do "tem que ter".

6 - O jornalismo no Brasil em 2017
Uma delícia ter isso à mão! Muito assunto pra conversar, pra pesquisar, pra sala de aula.

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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Citações #183

De A elegância do ouriço:


Sim, meu anjo, eis o cotidiano: enfadonho, vazio e submerso em tristezas. As alamedas do inferno não são estranhas a isso; lá caímos um dia por termos ficado ali muito tempo. De um corredor às alamedas: estão se dá a queda, sem choque nem surpresa. Cada dia reatamos com a tristeza do corredor e, passo após passo, executamos o caminho da nossa sombria danação. 

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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #139

1 - 14 retratos que mostram como a ansiedade realmente é
Do BuzzFeed. Olha eu aí, tudo descrito direitinho!

2 - O sorriso não disfarça o preconceito
Do Auto Papo. Sobre o machismo no mercado automobilístico.

3 - Frase de Denzel Washington sobre mídia
Da Rosana Hermann. Mais do que acertado.

4 - O buraco
Da Ludj. Olha que o texto bateu pesado por aqui...

5 - Manual prático para um natal solitário
Do queridão Valter Nascimento. Amo esse texto. Concordo com praticamente tudo, exceto o ódio pelas uvas passas. Free uvas passas!

6 - Quem coloca os políticos onde eles estão?
Do Marcelo Paes. Não adianta xingar muito nas redes sociais se não se faz o básico: saber votar, acompanhar os mandatos, pressionar os eleitos.


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domingo, 18 de dezembro de 2016

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

31 perguntas para quebrar um silêncio constrangedor

Vi no blog da Lu, que viu em outro, que viu em outro - essa é a ~magia~ das internês.

E publico porque esta semana fiz uma coisa nova, que me alegrou muito. Vou deixar pra falar dela depois, quando conseguir elaborar direito tudo o que aconteceu.

Vamos às perguntas:



1. Você gosta de coentro ou acha que tem gosto de sabonete? 
Não curto coentro não... Leo tem uma teoria que o coentro tem gosto de barbeiro, daqueles bem fedidos. Conclusão: o que eu não curtia ficou insuportável.

2. O que você acha de áudios do WhatsApp? 
Uma boa solução pra quando a gente tem que digitar coisa demais e não tem tempo. Minha crítica é que come muita memória. Gosto de áudios no WApp só dazamiga, pra rir um bocado!

3. Você também comia o chocolate da Turma da Mônica pelas bordinhas? 
Alguém fazia diferente???

4. Qual é a melhor consoante do alfabeto? 
Sempre gostei de M, sei lá o motivo. Que pergunta doida, heim?!?!

5. Qual é a primeira rede social que você vê de manhã? 
Rede mesmo é o Facebook. Mas olho o email antes.

6. Você acha que existe alguma bala melhor que 7 Belo? 
Azedinha de uva, a melhor do planeta. E das não-tão-industrializadas, as da Lalka, que são amorzinho total. Só tem lojas da Lalka em BH e elas são delícia total!

7. Que cor você acha menos confiável? 
Amarelo. Tia Ylza dizia que "se não fosse o mau gosto, o que seria do amarelo?". Concordo super.

8. Qual foi o último filme que você viu e odiou? 
Quase não tenho visto filmes ultimamente por motivos de o-mestrado-me-suga. Mas um que eu vi há muito tempo e que marcou muito negativamente foi Hair Spray.

9. Qual animal parece mais simpático, um pato ou um golfinho? 
Golfinho. Mas não tenho convicção alguma disso.

10. Toddy ou Nescau? 
#teamtoddyforever

11. Você acha que bebês conversam uns com os outros? 
O bebeiês é tão fofo que não importa se é conversa ou só sons sem sentido.

12. Sabia que todo mundo é feito de poeira de estrelas? 
Sabia e acho isso louco pra caramba. Quando pequena, eu era louca com astronomia e tem muita coisa legal no tema.

13. Ouro Branco ou Sonho de Valsa? 
Não sou chegada em bombons; prefiro chocolate sólido. Mas tendo que optar, Ouro Branco.

14. Qual era seu desenho favorito na infância? 
Caverna do Dragão

15. Que série você jamais reveria? 
Sou apegada. Todas que vi e gostei, reveria de boa!

16. Qual personagem do Harry Potter você menos gosta? 
Dolores Umbridge. Que nervo dessa pessoa!

17. Qual é sua opinião sobre barrinhas de cereal? 
Curto não...

18. Com quem você dividiria um Bis? 
Certas coisas são muito individuais. Bis é uma delas.

19. O que você faria se achasse R$ 50 na rua? 
Achei uma vez em BH, em frente a uma loja da Lalka. Logo que mudou de URV pra real. Era uma grana violenta na época (só pra comparar, a passagem de ônibus era R$ 0,35). Procurei o dono e não achei. Daí entrei na Lalka e comprei umas poucas balinhas e o resto foi em livros.

20. Quanto tempo uma comida precisa estar na geladeira para você considerar ela velha? 
1 dia. Sou fresca demais com comida.

21. Qual é seu número preferido? 
23

22. Qual é o aplicativo mais inútil do seu celular? 
Sou super econômica. Meu cel só tem aplicativos que uso. Exceto, claro, os que a Apple insere e vc não consegue excluir.

23. Quem você tiraria do elenco de “Friends” se fosse obrigado? 
Acho Friends chato pra caramba. E não gosto do Joey (opinião impopular, eu sei).

24. Você é contra ou a favor de comer macarrão com arroz? 
Sou contra arroz. Esse trem aí não deveria existir.

25. Qual foi a última vez que você precisou usar a Fórmula de Bhaskara? 
Em algum vestibular dessa vida.

26. Você acha que dá para morrer de overdose de rúcula? 
Mais fácil eu morrer de overdose de chocolate!

27. Quanto tempo você levou para entender como funciona o Snapchat? 
Sigo sem saber como funciona.

28. Qual é sua opção favorita no restaurante por quilo? 
Frutas, muitas frutas

29. Você gosta de “Sorry” do Justin Bieber? 
Nunca escutei uma música dele.

30. Você prefere passar muito frio ou muito calor? 
Frio. Odeio calor. (Lu, igualzinho você!)

31. Você está dormindo e sobe uma barata na sua cara. Você prefere continuar dormindo e nunca saber ou acordar e fazer alguma coisa? 
Sempre prefiro saber o que está acontecendo. 

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Citações #182

De A elegância do ouriço:



"Sou um pouco do faz-tudo, o almoxarife, boy, mas com o tempo aprendi bem, então agora às vezes me confiam tarefas mais interessantes: consertar velas, cordames, fazer inventários, para um avitualhamento."
Vocês são sensíveis à poesia desse termo? Avitualha-se um barco, aprovisiona-se uma cidade. A quem não entendeu que o encantamento da língua nasce dessas sutilezas, dirijo o seguinte pedido: desconfiem das vírgulas.


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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Citações #181

De A elegância do ouriço:

É um fora-do-tempo dentro do tempo... Quando senti pela primeira vez esse abandono delicioso que só é possível a dois? A quietude que sentimos quando estamos sozinhos, essa certeza sobre n´øs mesmos na serenidade da solidão, não são nada em comparação com o deixar-se levar, deixar-se ir e deixar falar que se vive com o outro, em companhia cúmplice... Quando senti esse relaxamento feliz em presença de um homem?
Hoje, é esta a primeira vez.  



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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #138

1 - A incrível geração chata pra cacete que quer ser incrível por todo tipo de coisa 
Do Álisson Coelho. "Então chegamos a um ponto que me parece interessante. O que diferencia essa geração? Até agora, parece que essa geração se define por uma necessidade patológica de se diferenciar". Catártico! 

2 - A derrota anunciada do Facebook
Do Fabio Penna. Sobre a disseminação de notícias falsas nas redes sociais digitais. É dureza... Outro dia vi um Twitte dizendo que em 1996, nossos pais nos diziam para não acreditar em nada que viesse da internet. E agora, em 2016, eles mesmos dizem que viram no site obscuro da vez, uma afirmação X que não se sustenta com uma simples pesquisa.

3 - Você acredita em likes?
Da Rosana Hermann. De como ficamos fissurados nos likes. Tanto em recebê-los quanto em dá-los. Essas internês da vida deixaram todo mundo bem esquisito...

4 - A morte não é o fim
Da Milly Lacombe. Sobre o acidente com o avião da Chapecoense, na Colômbia. Ta difícil respirar depois disso.

5 - Carta aos pais de um filho gay
Da Ruth Manus, no Estadão. Cara, que texto phoda! Vontade de mandar pra certos pais por aí, para ver se, no fim das contas, conseguem abrir os olhos e fazerem o amor vencer. Piegas, eu sei. Mas necessário.

6 - She screams in silence
Da Veronix. Um texto bem interessante sobre Gilmore Girls (que eu só comecei a ver agora - shame on me). Fala sobre a gravidez na adolescência e como o seriado dourou a pílula.

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domingo, 4 de dezembro de 2016

Agir



Daqui.

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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Na Cásper




Uma das coisas mais malucas do mestrado é a exigência de produção. Só piora, à medida que vamos entrando na vida acadêmica. Pros professores, então, é uma loucura. Nós, que estamos na base da pirâmide, temos nossos pontos a serem cumpridos. Lembro até hoje de "sua vida de ouvinte acabou" sendo me jogado na cara pelo orientador. Foi uma tijolada! A partir daí, tava claro que era sair pro mundo escrevendo e apresentando trabalhos. Como divido o mestrado com a vida profissional, a minha produção é bem reduzida. Mas ela existe, vejam só!

Foi assim que me inscrevi no 12º Interprogramas de Mestrado da Faculdade Cásper Líbero. Enviei um resumo expandido com a minha proposta metodológica da dissertação e fui aprovada. Daí, tive um tempo para finalizar o artigo e enviar. Dois meses depois veio a apresentação, lá na Cásper, em São Paulo.

Pra variar, fico morrendo de medo. A minha primeira experiência apresentando trabalho foi um trauma. Lembro até hoje da cara do doutor que acabou com o meu trabalho. Por isso, preferi chegar em São Paulo um dia antes do evento. E fui encontrar com o Caio, esse queridão. Ele nos levou ao Ramona, um restaurante muito bacana.



Foi delicioso rever o Caio e botar o papo em dia. Ouvir suas histórias é uma das melhores partes desse encontro. Ficamos pouco tempo juntos porque no dia seguinte eu teria que ir pra Cásper apresentar meu artigo.



Pela primeira vez na vida, nenhum questionamento, nenhuma pedrada, nenhum feedback negativo. Duas professoras avaliaram a apresentação e o artigo e elogiaram muito. Até perguntei, depois, pra uma delas se era verdade, se ela tinha lido o meu artigo mesmo. A melhor parte é que os melhores artigos seriam selecionados para publicação na revista do mestrado da Cásper. Estou concorrendo. Quem sabe não vem por aí mais uma publicação? Depois conto mais da primeira.

Foi um bom encontro para conversar sobre pesquisa e conhecer iniciativas bacanas de colegas de mestrado em outras instituições. Voltei de lá bem satisfeita.

E ainda teve o dia seguinte, quando conheci a diva-mor dos relatos de viagem, a Anamyself. Não lembro como nos conhecemos, acho que foi pela Dani. É a segunda da turma que conheço pessoalmente. E ela é maravilhosa! Almoçamos juntas e conversamos bastante.

Leo, eu e Ana, na Paulista 


Resumindo: teve muito amor em São Paulo! Como tem Compós ano que vem lá na Cásper, tô querendo me programar pra voltar.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...