domingo, 28 de maio de 2017

Dez



Daqui.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


sábado, 27 de maio de 2017

Resumão das mini-férias

Teve mini-férias, aê!

Foi na correria, a decisão foi mutcho loka, mas rolou. Não era pra onde eu queria ir, mas foi pra onde a grana dava pra bancar.

Um resumo basicão, porque vou falar das mini-férias com mais detalhes, depois:

- planejamento continua sendo a chave do sucesso. Planejar tudo, do onde-ir, onde-comer até a grana a gastar;
- o governo do seu país pode surtar exatamente no dia em que você chega ao seu destino, e seu plano financeiro pode sofrer abalos, mas se tudo for bem planejadinho, dá pra sobreviver sem sofrer;
- imprevistos acontecem. Uma alergia horrenda no rosto (o meu ficou parecendo uma pipoca adolescente), um ligamento rompido no pé, um produto que você só podia encontrar num lugar X e que foi vendido um dia antes de vc chegar;
- é preciso ter espírito positivo pra continuar turistando com alergia e pé bichado;
- entrar em livrarias com listas de livros a serem buscados é maravilhoso;
- voltar pra casa cansa muito e é frustrante;
- fazer mala compacta é uma capacidade que eu domino plenamente;
- agora também domino a arte de trazer cerveja na mala despachada;
- cartão ilimitado do metrô é vida;
- você pode comer muito bem sem ter que ir a restaurantes "oficiais";
- o app de clima da Apple é bem certinho. Mas só por três dias de antecedência;
- teve todo tipo de clima, só não teve neve. E eu só não tinha roupa e sapato pra enfrentar neve.

Teve bom.

Espero que as próximas mini-férias sejam pro destino que seria agora...

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terça-feira, 23 de maio de 2017

Citações #205

De As aventuras de Pi:


Concluí que tinha enlouquecido. É triste, mas é verdade. A infelicidade adora companhia, e a loucura atende prontamente a esse desejo.


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domingo, 21 de maio de 2017

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Desatinos

Daí que um dia, não lembro qual, alguém, que não lembro quem, me apresentou a essa música espetacular chamada Triste, Louca ou Má, da banda francisco, el hombre.





Essa música é uma maravilhosidade sem tamanho. Idem para o clipe.

Virou quase um hino, que escuto com muita frequência.

Uma parte da letra diz "ela desatinou, desatou nós, vai viver só". Na hora, claro, lembrei da Ela desatinou, do Chico-deuso-muso-Buarque.





A moral da história: bora desatinar, gente!


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terça-feira, 16 de maio de 2017

Citações #204

De As aventuras de Pi:



Podemos nos acostumar a tudo. Já não disse isso? Não é o que dizem todos os sobreviventes?


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domingo, 14 de maio de 2017

Quero



Daqui.

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sexta-feira, 12 de maio de 2017

Avós e bisavós

A bisavó da minha estagiária morreu. A garota estava comigo, na agência, quando a mãe dela ligou avisando. Foi uma coisa muito maluca, porque me fez pensar em várias coisas. Em especial, em uma que ela disse pra mim: "Ela estava doente, mas eu não achei que ela fosse morrer. A minha outra bisavó já morreu, mas eu não achei que esta iria agora". Não fiquei pensando nessa coisa inevitável que é a morte, mas que a gente tenta evitar o tempo todo, acreditando piamente que não vai acontecer nunca com quem a gente ama.

O que me pegou pra pensar foi o fato dela ter pego duas bisavós vivas.

As gerações vão mudando, e nós estamos com uma maior qualidade de vida, não tem como negar.

Quando eu era criança, ficava super feliz por ter os quatro avós vivos. Os maternos, bem próximos da gente. Os paternos, distantes e estranhos, mas vivos. A maior parte dos meus amigos já tinha perdido ao menos um dos avós.

Pra mim, foram 14 anos com os quatro vivos. Vovô morreu em 1993. Os paternos, em 1996 e 1997. Vovó, em 2014. Convivi 36 anos com ao menos um dos quatro (e foi um privilégio sem tamanho!) Porém, não convivi com qualquer dos bisavós. Conheci algumas histórias dos bisavós pelo lado materno: vovó Adelina e vovô Camillo, pais da Vovó; vovó Enoe e vovô Procópio, pais do vovô. Do lado paterno, só que a mãe da vovó Ernestina era italiana e se chamava Laurencina, mas todo mundo a chamava de Dona Laura.

Vovô Zina não teve tempo de ter bisnetos. Aliás, a família dela parou de crescer em 1984, quando Otávio nasceu. Eu ainda tenho esperança de ter sobrinhos. Lelê quer ter filhos e em breve devemos ter notícias sobre isso. Mas a vó do Leo, D. Lídia, é mais nova que vovó (faz 91 em 2017) e já tem oito bisnetos. E entre as minhas amigas, a Pat, que é pouco mais velha que eu, acabou de ter a primeira netinha, a Pietra. A mãe da Pat, super jovem, já é bisavó.

A moçada mais jovem (a estagiária tem 22 anos) já pode conviver de perto com bisavós, e isso é muito lindo! Porque avós são uma delícia. Bisas devem ser ainda mais.

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terça-feira, 9 de maio de 2017

Citações #203

De As aventuras de Pi:



Preciso dizer uma coisa sobre o medo. Ele é o único adversário efetivo da vida. Só o medo pode derrotá-la. É um adversário traiçoeiro, esperto… Como eu sei disso! Não tem nenhuma cedência, não respeita leis nem convenções, não tem dó nem piedade. Procura o nosso ponto mais fraco e o encontra com a maior facilidade. Começa pela mente, sempre. Num momento, estamos nos sentindo calmos, confiantes, contentes. Aí o medo disfarçado sob a capa de uma ligeira dúvida, se infiltra na nossa mente como um espião. A dúvida vai ao encontro do descrédito e o descrédito tenta expulsá-la dali. Mas ele não passa de um soldado de infantaria com armamento deplorável. Sem maiores problemas, a dúvida consegue vencê-lo. Começamos a ficar ansiosos. A razão entra em cena para lutar por nós. Ficamos mais tranquilos. Afinal, ela está inteiramente equipada com armamentos da mais avançada tecnologia. Mas, para nossa surpresa, apesar da superioridade de suas táticas e de uma quantidade inegável de vitórias, a razão é derrotada. Nós nos sentimos enfraquecidos, hesitantes. A nossa ansiedade se transforma em pavor.

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segunda-feira, 8 de maio de 2017

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #153

Depois que montei o post é que percebi que só dei indicações de Sakamoto e Mário Magalhães. Não foi intencional, mas ambos merecem o destaque. 

1 - "Vagabundo" não é quem faz greve. É quem se nega a estudar História
Do Sakamoto. Impressionante o discurso da mídia contra um direito constitucional. Os direitos dos trabalhadores que temos hoje vieram por muita luta, por meio de greve e outros tipos de enfrentamento. Estudar um cadinho de história não dói, gente.

2 - Ódio contra a greve retrata o atraso do Brasil
Do Mário Magalhães. Um tanto do complexo de viralata mostrado didaticamente.

3 - Primeiro de abril: como uma mentira se torna verdade na internet
Do Sakamoto. Outro post bem didático. Imprescindível nesses temos de ~pós-verdade~

4 - Dez sintomas de que você virou hater e não percebeu
Mais um do Sakamoto. Tá difícil viver nesse mundo em que todo mundo se odeia. Para não cair nessa, basta ver os comportamentos recorrentes e parar de repeti-los (sei que não é simples, mas querer mudar já ajuda um tantão!)

5 - Por que Marine Le Pen é de extrema direita e Jair Bolsonaro não é?
Do Mário Magalhães. Cara, ler o Mário Magalhães é mais do que necessário pra estar bem informado hoje em dia. Ok, não gosto tanto quando ele fala do Flamengo, mas as outras análises são sempre bem fundamentadas e importantes. Essa pergunta dele desnuda a nossa mídia...

6 - Há 80 anos, ataque aéreo nazista levava horror e morte a Guernica
Mais um do Mário Magalhães. Guernica é uma obra tão forte, tão intensa, que me faz crer que a arte não é subjetiva. Há muitos anos, escrevi um pouco sobre a pintura e sobre o que ela me causa. No texto, o Mário lembra o ataque aéreo que causou horror ao mundo todo e levou Picasso a pintar.

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domingo, 7 de maio de 2017

o/



Daqui.

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sexta-feira, 5 de maio de 2017

Vamos viver o que se há pra viver...

Vi no blog da Bel e trouxe pra cá. É uma lista de coisas feitas/não feitas/a serem feitas.

Curioso que já fiz um post parecido há algum tempo...



Morar sozinho 
Comprar carro novo - Não
Fazer um cruzeiro - Não
Casar 
Divorciar - Não
Casar novamente - Não
Se apaixonar 
Faltar a escola 
Ver alguém nascer - Não
Ver alguém morrer 
Visitar o Nordeste 

Conhecer o Sul 

Conhecer os EUA 

Conhecer Paris - Não
Conhecer Amsterdam - Não
Conhecer Alemanha - Não
Conhecer Londres - Não
Conhecer a África - Não
Conhecer a China - Não
Conhecer a Argentina  

Aparecer na TV 
Aparecer em um filme - Não
Se apresentar numa peça de teatro 
Se apresentar num espetáculo de dança 

Tietar alguém famoso
 
Dançar na chuva 
Tocar guitarra 

Cantar no karaoke - Não
Ver neve caindo - Não
Chorar de tanto rir 
Andar em uma ambulância 

Fazer xixi de tanto rir 

Chorar de soluçar 
Realizar um sonho 

Tomar um porre 

Ter um filho - Não
Perder um filho - Não 
Plantar uma árvore 
Comprar uma bicicleta 

Comprar um patins 

Escrever um livro  

Ter um animal doméstico 
Curtir a praia olhando o pôr do sol 

Ver o sol nascer sentado na areia da praia - Não
Nadar sem roupa - Não
Andar de trenó - Não
Andar de Jet Ski - Não
Andar de moto 

Saltar de um avião - Não
Saltar de bungee jump - Não
Fazer uma loucura de amor - Não
Andar a camelo - Não
Andar a cavalo 

Aparecer no jornal 
Aparecer em revistas 
Fazer uma cirurgia 
Ficar internado 
Achar que ia morrer 
Andar de helicóptero - Não
Doar sangue - Não
Ir ao cinema sozinho 

Por um piercing - Não
Fazer uma tatuagem 

Dirigir um carro automático  

Fazer mergulho - Não
Viajar sozinho ✔
Ficar na parte de trás do carro de polícia - Não
Ganhar multa por excesso de velocidade 

Ter um osso quebrado 

Ter pontos em algum lugar do corpo - Não
Mudar de cidade 

Ganhar na mega sena - Quem dera...
Ganhar um prêmio em um bingo 

Colocar tudo num carro e começar a vida num novo lugar - Não
Virar noite acordado festejando 
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terça-feira, 2 de maio de 2017

Citações #202

De As aventuras de Pi:


O que essas pessoas não entendem é que é só internamente que Deus precisa ser defendido, não externamente. Deviam dirigir a sua fúria contra si mesmas. Pois o mal exterior nada mais é que o mal interior que conseguiu escapar. O principal campo de batalha para o bem não está no espaço aberto da arena pública, mas na pequena clareira de cada coração. Nesse meio-tempo, aquele monte de viúvas e crianças sem-teto são um problema sério e é em sua defesa, e não na de Deus, que essa gente moralista devia correr.


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segunda-feira, 1 de maio de 2017

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #152

1 - Precisamos falar sobre...
Da Bel. Porque é preciso falar, sempre. Mesmo que seja escrevendo, mesmo que seja por códigos, mesmo que seja na cara.

2 - Dória, Cosac e os milionários que estão transformando São Paulo em uma empresa privada
Do Fred Di Giácomo. Sobre a gestão da Biblioteca Pública Mário de Andrade e como a essência do Mário está sendo deslocada.

3 - Páscoa tradicional
Do Santiago Nazarian. O blog dele é sempre ótimo. Neste texto, ele fala sobre celebrações, mas, mais ainda, sobre a homossexualidade e como uma coisa normal pode ser um problema para alguns ou natural para outros.

4 - O fim do "eu sou de humanas"
Do Eduardo Vasques. Mudanças no campo da comunicação, que vão mexer com o perfil do profissional. O texto é bem válido pra começar a pensar sobre isso (apesar de que eu tento mudar meu perfil profissional há uns bons quatro anos...)

5 - Quando os homens te ignoram (e não estou falando de flerte!)
Da Nina Lemos. Ela conta experiências na aula de alemão, com homens de outras nacionalidades. Enfim, não é fácil ser mulher.

6 - 5 filmes sobre suicídio
Da Priscila, no Podcast O que assistir. O tema é denso e os filmes que a Priscila indica são muito bons. Não só neste tema: é sempre bom acompanhar O que assistir.

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domingo, 30 de abril de 2017

Todos



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quarta-feira, 26 de abril de 2017

TAG: De A a Z

Tag que vi no canal da Tatiana Feltrin e resolvi trazer pra cá.

Autor preferido
Por gosto, Guimarães Rosa. Por número de volumes que possuo, Umberto Eco


Bebida preferida durante a leitura
Chocolate quente, no frio, mas no geral bebo só água mesmo

Citação literária preferida 

O bem de um livro está em ser lido. Um livro é feito de signos que falam de outros signos,os quais por sua vez falam das coisas. Sem um olho que o leia, um livro traz signos que não produzem conceitos, e portanto é mudo.
(Guilherme de Baskerville, em O nome da Rosa)

Detestaste ler

Nó, tanta coisa... O que me vem à cabeça agora são livros de auto ajuda, nunca curti. 
 
Estás a ler

Neste momento, A garota na teia de aranha, S., Vozes de Tchernóbil. E livros pro doutorado.

Feliz por teres dado uma oportunidade

Baudolino, do Umberto Eco. Odiei o livro na primeira leitura, tanto que parei no meio. Quando voltei, continuei odiando, mas até o final a opinião foi mudando e hoje acho um ótimo livro. 

Género literário que não lês

Auto ajuda. 

Hardcover ou paperback? 

Gosto mais de capa dura. 

Internet ou livrarias físicas? 
Livrarias físicas, sempre. 


Julgas um livro pela capa?
Tento não fazer isso, mas sempre faço.

Kobo ou kindle? 

Kindle.

Livro mais longo que já leste

A biografia de Mao Tse Tung, há muitos anos. Um ótimo trabalho de levantamento histórico. 

Momento mais importante na tua vida literária

Quando Jostein Gaarder autografou meus O mundo de Sofia e O dia do Coringa, porque ele soletrou meu nome certinho e foi lindo. 

Número de estantes que possuis

Três, atualmente, mas precisando muito de mais.

Obsessão literária
Ter livros e doar livros ao mesmo tempo. 


Personagem que provavelmente terias namorado na escola 
Meu crush é Mr. Darcy, mas não sei se ele seria adequado à escola, hahahaha. 

Quantos livros tens por ler? 

Não consigo nem imaginar uma forma de contar isso tudo da pilhar "para ler". 

Ressacas literárias. Quando foi a tua última?

Não me lembro de ter passado por isso. 

Série que começaste e precisas de acabar

Atualmente, tô lendo o quarto livro da Milleniun

Três dos teus livros preferidos de sempre

Ufa, que bom que são três! Grande Sertão, Veredas (Guimarães Rosa); O retrato de Dorian Gray (Oscar Wilde) e O encontro marcado (Fernando Sabino).

Último livro que leste

Na natureza selvagem (falta escrever sobre ele e sobre vários outros...)

Voltarás a ler

Em processo, Grande Sertão, Veredas

Wishlist literária. Qual o último livro que adicionaste à tua wishlist? 

Nó, vários, porque ganhei um presentão do meu orientador: uns 50 livros que ele estava doando. Coisas maravilhosas, raras, de filosofia, jornalismo, publicidade, cultura, fotografia. Muito amor!

X marca o lugar. Qual o 24º livro da tua estante? 

Teoria da Literatura, de Tzetan Todorov

Ya ou livros adultos? 
Adultos, não sou chegada em YA. 


Zzzz...Qual o último livro que te manteve acordada até tarde? 
A tetralogia napolitana da Elena Ferrante.

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terça-feira, 25 de abril de 2017

Citações #201

De As aventuras de Pi:



A nossa obsessão em nos pôr no centro de tudo é uma praga que ameaça não apenas os teólogos, mas os zoólogos também.

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segunda-feira, 24 de abril de 2017

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #151

1 - E agora, Tony?
Do Mauro Segura, sobre a Friboi e o Tony Ramos, que declarou que não tem contato com a empresa, mas um contrato com a agência de publicidade. OK que ele quer se safar do envolvimento com essa coisa horrorosa do escândalo das carnes. Mas essa saída aí é desastrosa!

2 - O monstro da ansiedade
Da Ariani Martins. Porque eu preciso aprender a lidar com isso.

3 - Já fui
Da Helô Righetto. Pra gente aprender.

4 - Não, eu não maratonei
Da Gabriela Pedrão. Um texto interessante sobre a urgência de ser o primeiro em tudo, até mesmo em terminar/maratonar uma série de TV. Ou um livro que acabou de ser lançado. Ou qualquer outra coisa. Só pra deixar claro: até hoje não vi "Uma linha mulher", com Julia Roberts. E acho que não verei.

5 - Vivendo com Transtorno da Ansiedade Generalizada (TAG)
Da Bia Jiacomini. Um vídeo bem esclarecedor sobre a TAG, sobre medicação, sobre empatia.

6 - 1 milhão de seguidores
Do Ramon Cotta. Sobre a mudança da qualificação das pessoas em geral.


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domingo, 23 de abril de 2017

Coragem



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terça-feira, 18 de abril de 2017

Citações #200

De Número Zero:


No entanto, eu tinha o sonho que todos os perdedores têm, de algum dia escrever um livro que me desse glória e riqueza. Para aprender a ser um grande escritor trabalhei como nègre (ou ghost-writer, como se diz hoje para ser politicamente correto) para um autor de romances policiais, que, por sua vez, para vender assinava com nome americano, como os atores dos "westerns spaghetti". Mas era bom trabalhar à sobra, coberto por duas cortinas (o Outro e o outro nome do Outro).  


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domingo, 16 de abril de 2017

terça-feira, 11 de abril de 2017

Citações #199

De Número Zero:


Os perdedores, assim como os autodidatas, sempre têm conhecimentos mais vastos que os vencedores, e quem quiser vencer deverá saber uma única coisa e não perder tempo sabendo todas, o prazer da erudição é reservado aos perdedores. Quanto mais coisas uma pessoa sabe, menos coisas deram certo para ela. 

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domingo, 9 de abril de 2017

Comece!



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terça-feira, 4 de abril de 2017

Citações #198

De Número Zero:


O problema é que a gente não aceita a ideia: continua vivendo convencido de que um dia ou outro vai acabar todos os exames e defender tese. E quem vive cultivando esperanças impossíveis já é um perdedor. E, quando percebe isso, aí sim se entrega. 

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segunda-feira, 3 de abril de 2017

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #150

1 - Nesse Dia das Mulheres, aciono minha metralhadora cheia de mágoas
Da Nina Lemos. A metralhadora está disparando contra as últimas atrocidades que aconteceram aqui no Brasil. E também para o cotidiano abusivo, tão forte e tão repugnante.

2 - Como educamos mulheres para sofrer - uma reflexão sobre feminilidade e amor
Da Débora Nisembaum. Ela conseguiu reunir vários elementos da criação das meninas que, em vez de melhorarem a nossa vida, nos jogam dentro de uma bolha de sofrimento. Vale dar uma olhada e tentar fazer diferente.

3 - Por que o capitalismo cria postos de trabalho sem sentido
Do David Gaeber, no Evonomics. "se 1% da população controla a maior parte da riqueza disponível, o que nós chamamos de "o mercado: reflete o que 'eles' creditam ser útil ou importante, e ninguém mais.". Tapa na cara. 

4 - Vida e morte da borracha
Da Kika Castro. Ainda uso borracha, mas elas duram anos, nem me lembro de quanto foi que comprei pela última vez...

5 - Os versos esquecidos por Chico Buarque
Do Correio IMS. Chico é a coisa mais linda que já surgiu na cena musical desse mundo. O texto é uma delícia, e o vídeo no final é amor demais :-)

6 - Bolhinha
Da Cinthya Rachel, sobre empatia, esse artigo tão em falta no mercado...

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domingo, 2 de abril de 2017

sexta-feira, 31 de março de 2017

Agradecimentos

Amigos e família pós-aprovação da dissertação


Tenho muito a falar sobre o mestrado, mas vai ser por partes. Por hora, só quero registrar que foi tudo lindo, uma experiência maravilhosa, intensa e cheia de amor. Ter o trabalho aprovado e, ainda, indicado para publicação, é algo que me deixa sem palavras no momento. Então, vou só reproduzir aqui os agradecimentos que compõem o texto apresentado à banca. Porque é preciso agradecer a todos.

Se a pesquisa é solitária, como costumam dizer, posso afirmar que o pesquisador nunca está sozinho. Portanto, é preciso agradecer a todos que contribuíram com o meu trabalho “solitário”. 
Ao Leo Homssi, companheiro de todas as horas, mesmo daquelas realmente solitárias. Ao Paulo Monteiro, melhor tio-pai que a vida poderia me proporcionar. 
Laura; Daniel; Otávio e Letícia, irmãos e cunhada que, se eu pudesse, teria escolhido. Sorte que nem precisei escolher. Otávio, em especial, pela troca constante sobre literatura, desde que éramos crianças até agora, quando me ajudou com tantos autores e conceitos do mundo das Letras e me apresentou a Vladimir Propp. 
Aos amigos queridos Ana Paula Martins e Elias Figueiredo; Valter Nascimento e Josélio Ferreira; Juliana Cruz; Cristina Saleme, Leonardo Tropia e Lucas; Daniel Fernandes e seu #resetGoT; Adriana Moreira; Michelle Borges; Dreisse Drielle; Stênio Lima; Daniela Barros; Nathália Costa; Nancy Carvalho; Ricardo Costa. Ana Paula Martins, em especial, por ter me acompanhado desde a publicação do edital do Mestrado, pelas revisões textuais e de regras ABNT, por ser essa pessoa maravilhosa que eu tenho a sorte de ter como amiga. 
À tia Vera e aos primos João Batista, Marita e Guilherme Mendes Barros; Bruno, Luciana e Breno Portella; Leandro e Marcelo Cavalcanti. À Anabel Mascarenhas, incentivadora fundamental. 
Ao Prof. Dr. Marcelo Freire, orientador paciente que me proporciona tantos aprendizados e que trilhou este percurso ao meu lado, sempre me oferecendo luz quando eu não conseguia encontrar caminhos. 
Aos colegas do PPGCom-Ufop, turma 2015: Andriza, Ana Luisa, Ana Paula, Bruna, Daniela, Dayana, Dayane, Flávio, Kamilla, Luana e Nara. À Dayana, especialmente, pela nossa parceria ao longo desses dois anos. 
Aos professores do PPGCom-Ufop, em especial à Profª. Drª. Debora Lopez, sempre atenta e colaborando com a minha pesquisa, proporcionando aprendizados constantes, até mesmo em conversas corriqueiras. Ao ConJor e sua equipe; às ricas discussões proporcionadas. À Profª. Drª. Lorena Tarcia, por compor a banca de qualificação e de defesa deste trabalho e tantas contribuições valiosas trazer. À Profª Drª. Guiomar de Grammont; ao Prof. Dr. Mario Nogueira, por todo o incentivo à minha vida acadêmica, seja na Filosofia ou na Comunicação. 
Àqueles que me fizeram chegar até aqui e que sempre estarão presentes: vovô Ney Monteiro, vovó Zina Monteiro, tia Ylza Monteiro, tia Leda Monteiro, padrinho Padre Mendes, tio Jésus Mendes Barros. Saudades muitas.  
A José Procópio Fernandes Monteiro, meu bisavô, primeiro professor brasileiro do Instituto Eletrotécnico e Mecânico de Itajubá, hoje Universidade Federal de Itajubá (Unifei), que iniciou a história familiar de amor aos estudos e ao ensino. 
Foi uma aventura fascinante percorrer a saga criada por George R. R. Martin. Tenho certeza de que fiz a escolha certa ao optar por analisar uma narrativa literária. Se “toda arte é inútil”, como disse Oscar Wilde, no prefácio de O retrato de Dorian Gray, que haja, constantemente, muitas inutilidades na vida.



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quinta-feira, 30 de março de 2017

Dezesseis

Envelhecer é aquela coisa que a gente sempre quer fugir, mas não tem jeito: estamos lá, rumo ao envelhecimento, quer a gente queira ou não.

Leo e eu temos conversado bastante sobre o nosso envelhecer. São muitos planos pra irmos cumprindo ao longo do tempo. Algumas coisas grandes, outras pequenas. Umas complexas, outras bem singelas. Coisas que nos farão felizes. Enfim, o tempo vai passando, vamos ficando mais velhos e muita coisa tem mudado.

Hoje completamos 16 anos juntos. Já contei um pouquinho da nossa história juntos aquiaquiaquiaqui e aqui. Muita coisa aconteceu daquele primeiro beijo esquisito em frente a uma livraria em BH pra cá, quando estamos vivendo uma vida completamente nova, inimaginável naquela época e, talvez, até há uns três anos. Não só pelas ausências que a vida nos impôs, mas por conta das muitas escolhas que fizemos e que nos trouxeram pra onde estamos hoje: mais felizes, mais integrados, mais em sintonia.

É engraçado perceber como as nossas aspirações mudaram. Como uma escolha simples - batemos o martelo em 2016 - fez com que replanejássemos muitas coisas e afinássemos o olhar para um horizonte comum. E o caminho se mostra bem aberto e transitável, o que é ótimo.

Lá vamos nós. Para mais alguns anos, quem sabe?

Pra embalar, Ed Sheeran e sua Thinking out loud, que é linda e tem muito do que eu gostaria de dizer hoje.



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terça-feira, 28 de março de 2017

Citações #197

De O sol é para todos:


- [...] Não tem nada de errado com ele. Olha, Jem, eu acho que só existe um tipo de gente: gente.
[...]
- Eu também achava isso - ele disse, por fim -, quando tinha a sua idade. Se só existe um tipo de gente, por que as pessoas não se entendem? Se são todos iguais, por que se esforçam para desprezar uns aos outros? Scout, acho que estou começando a entender uma coisa. Acho que estou começando a entender por que Boo Radley ficou trancado em casa tanto tempo... é porque ele quer ficar lá dentro.  



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quarta-feira, 22 de março de 2017

Livro: The Story of the Lost Child


Tem spoiler sim!!!

Comecei a leitura deste último volume com uma vontade secreta de que a Lenú fosse atingida por um asteróide. A raiva dela era imensa, mas a vontade de continuar a ler era ainda maior.

Quando tudo começa, Lenú estava na França com Nino Sarratore, vivendo um romance tão idealizado por ela quanto aparenta ser falso. A narradora joga o tempo todo com as desconfianças que o leitor já possui e ela, como autora tardia dessa história, tem condições de construir. Enquanto diz o tanto que Nino se declara e a cobre de beijos e de amor, sempre tem uma informação solta, aquela pulguinha que permanece atrás da orelha. Lenú está cega, obviamente, acreditando, enfim, que seu amor de infância, finalmente correspondido, é maior que o mundo. Então, Pietro e suas filhas ficam de lado. Quando ela volta ao apartamento, Pietro está aborrecido, mas disposto a se manter com ela. Por mais seco que seja, Pietro a ama. E ama as filhas, que ficam sem entender o que está acontecendo.

Elena volta a Nápoles para viver com Nino. Leva as filhas e as apresenta para a mesma cidade de onde fugiu às pressas, assim que pôde. Nino, por sua vez, não abandona a esposa, mas mantém o apartamento onde Elena e as meninas vivem. O fato de Nino não assumir Lenú causa alguns problemas, mas na maior parte do tempo ela se mantém de acordo com a situação. Até que a esposa dele engravida. E Lenú entende que ele não vai deixar a oficial para ficar com a amante.

Lina tenta ficar ao lado de Lenú, sempre deixando claro que não concorda com o relacionamento com Nino Sarratore. Aliás, acho que só Lenú concorda com essa história... os amigos de Nápoles a cercam de carinho, mas sempre deixam claro que não gostam de Nino. A fama do mocinho parece ser a pior possível em todos os círculos em que Lenú se apresenta. Mesmo assim, ela se mantém firme. Lina voltou a morar na vizinhança e a trabalhar com dados e informática, junto com Enzo. Michelle Solara a contrata para organizar a informatização de suas empresas e é daí que Lina vai conseguir dinheiro para, depois, abrir sua própria empresa de processamento de dados com Enzo. É a virada da personagem,  que passa a ter muito dinheiro e a manter os amigos por perto, ajudando-os sempre que possível. Ela ajuda até mesmo Stefano, seu ex-marido, que sempre fez tão mal a ela. Consegue comprar o apartamento onde os pais vivem e dar a eles uma vida mais tranquila.

Uma das coisas que me impactou na leitura deste volume foi a narração do terremoto de Nápoles. É muito vívida; dá pra sentir o abalo em si e suas consequências na vizinhança, com Lina e Lenú juntas, se ajudando, enquanto tentam sobreviver e fazer contato com familiares.

As duas amigas estão mais próximas e com menos conflitos permeando a relação. Até mesmo engravidam juntas: Lenú dá à luz Immacolata, filha de Nino, e Lina, à Tina, filha de Enzo. As meninas têm um papel importante na história das duas amigas. Imma é quem desencadeia, finalmente, a abertura de olhos de Lenú para Nino. E Tina, ao mesmo que tempo que torna Lina mais leve, traz de volta todo o peso da vida da mãe, fazendo Lina parecer, cada dia mais, com Melina, a viúva louca da infância das meninas.

Lenú é pressionada a voltar a escrever e, finalmente, publica um novo livro, tento os conflitos do bairro como pano de fundo. Mais uma vez, as pessoas que a circundam não vão entender sua história. Mesmo assim, ela se sente compelida a continuar escrevendo e publica outros volumes, dos quais sabemos pouco.

No terço final do livro, como não poderia deixar de ser, há uma reviravolta na história. Meu amigo Daniel descreveu a sensação como "ser atropelado por um caminhão". Sim, é isso mesmo. Não consegui voltar ao livro e fui dormir pra tentar digerir. No dia seguinte, enquanto dissertava, me peguei pensando no acontecido, contanto as horas para voltar ao livro. Passado o susto inicial, lá veio outro, não tão forte quanto o primeiro, mas bem impactante. Bem danadinha essa Elena Ferrante!

O fato é que passei os quatro livros tento sentimentos ambíguos com relação a todos os personagens (exceto Enzo, que sempre vi positivamente e acho que a narradora também), passando da admiração à raiva em um piscar de olhos, pra depois voltar a admirar ou, ao menos, a gostar um pouco. No fim, já estava achando que ninguém sairia impune dessa história. Daí, comentei com o meu amigo Daniel e ele disse que, ao final, dava vontade de abraçar todos eles. Até os que trouxeram mais raiva e sentimentos negativos.

E num é que foi exatamente assim???

Já quero ler todos os livros dela.


Sobre a Tetralogia Napolitana
Sobre A amiga genial
Sobre História do novo sobrenome
Sobre História de quem foge e de quem fica

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


terça-feira, 21 de março de 2017

Citações #196

De O sol é para todos:



- Você não poderia, mas eles puderam e condenaram. Quanto mais viver, mais coisas assim você vai ver. O tribunal é o único lugar onde todas as pessoas deveriam ser tratadas como iguais, não importa de qual cor do arco-íris elas sejam, mas as pessoas sempre acabam levando seus ressentimentos para o banco do júri. À medida que for crescendo, vai ver brancos enganando negros todos os dias, mas vou lhe dizer uma coisa e quero que nunca esqueça: sempre que um branco faz esse tipo de coisa com um negro, não importa quem ele seja, quanto dinheiro tenha ou quão distinta seja a família da qual ele vem, esse homem branco não vale nada.  

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


segunda-feira, 20 de março de 2017

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #149

1 - Ainda dá tempo
Da Dreisse. Texto gostoso de ler, simples e profundo. Sobre ansiedades, gerações e estragos que fazemos com os outros e com nós mesmos.

2 - Bloco do eu sozinho
Do Ramon Cotta, sobre o Carnaval e sobras as opções para o carnaval. Sobre a parte boa do Carnaval deste ano, porque a parte ruim a gente já tá careca de saber: furtos, agressões, agressões a mulheres, estupros e tudo o que sempre acontece e parece que não vai parar. Mas no texto o Ramon fala da visibilidade que o Carnaval trouxe para certas pautas, o que é ótimo.

3 - Para ler antes de dizer que não é feminista
Da Rosiane. Um guia básico sobre o que é o feminismo e o motivo de precisarmos - e muito - dele.

4 - #Foulipo
Do Projeto Lupa. Projeto da minha ex-professora de mestrado que é bacanudo e faz aquela outra rede ficar divertida.

5 - Mulheres que: fazem jornalismo
Da N. R. Silva. Com indicações de projetos muito bacanas sobre o jornalismo praticado por mulheres. Não concordo com algumas coisas do início do texto, mas as indicações são muito bacanas. Vale a pena conhecer.

6 - A'Fonte' de Duchamp faz cem anos. Qual foi o impacto (e o legado) do mictório como obra de arte
Do Nexo. Bom para conhecer mais sobre a Fonte e o objetivo de Duchamp, até mesmo sobre o que a obra causou no mundo.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


domingo, 19 de março de 2017

Fofura



Daqui.

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sexta-feira, 17 de março de 2017

O fim que pode ser um fim mas que também é um começo

O tempo tava correndo...

  Olha que esses últimos meses de mestrado foram uma loucura. Diminuí meu tempo na agência para ficar o máximo possível por conta da análise dos meus objetos - um livro, uma temporada de série de tv e um jogo de videogame (nota mental: nunca mais analisar jogos).

Criei um protocolo de análise, a partir dos procedimentos metodológicos, e coloquei no Google Docs. Cada objeto mereceu uma label. O livro teve 692 linhas X 6 colunas. A série teve 572 linhas x 7 colunas. O jogo teve 1.016 linhas x 8 colunas. A timeline (sim, rolou uma timeline!) teve 222 linhas x 4 colunas. Ou seja: muitos e muitos dados. Dá até pra pensar em um tanto de outras coisas com isso tudo aí, além de um doutorado, até.

A bolsa de água quente teve participação essencial!

Terminei o levantamento de dados no dia 29 de dezembro de 2016, e daí pra frente todo o tempo foi dedicado à escrita da parte analítica. Exceto o dia em que o Chico, cachorro da Ana Paula, veio passar o dia aqui em casa enquanto ela arrumava umas questões pessoais.

Chico fazendo pré-revisão do texto

Tinha uma regra, que era finalizar o trabalho até as 20h, diariamente. Pra não surtar. A rotina foi bem pesada, em especial nos fins de semana: das 8h às 20h, parando só para necessidades especiais, comida e banheiro. Depois das 20h eu lia literatura (um viva pra Elena Ferrante) ou assistia Gilmore Girls (ainda em processo, vou escrever sobre o seriado quando finalmente terminar).

Teve muita leitura em meio à análise de dados

A parte analítica é bem pesada, porque além de ler os dados, é preciso costurar com toda a parte teórica e, ainda, com os procedimentos metodológicos. É aí que a coisa toda começa a fazer sentido.

"Meus" personagens
e minhas conclusões preliminares

 Daí, no meio do olho do furacão, perdi uma referência. Eu tinha um xerox do texto e não achei de jeito nenhum. E olha que eu tenho tudo organizadinho. Daí tive que correr pra comprar o livro na Estante Virtual. Gastei 200 golpinhos e sedex 10, mas rolou, chegou a tempo e todos ficamos felizes.

Aleluia, irmão, que o livro chegou a tempo!

Havia dias em que a minha mesa de trabalho estava assim:

Mil referências, o docs no computador, caderno ao lado. Quase pirei.

 O bom é que rolou, foi uma experiência maravilhosa, cheia de aprendizado, bem do jeito que eu gosto. Um dia antes do prazo final eu estava com o material prontinho para ser enviado à banda, tanto em .pdf quanto impresso, do jeito que eles pediram.

Foram 246 páginas de muito amor!

O trabalho em si pode estar até uma droga, mas ninguém pode dizer que ele não é um trabalho de peso. Ficou enorme!!! E eu fiquei expert em Game of Thrones e no universo de As crônicas de gelo e fogo!


E ainda falta livro na minha prateleira de GoT!

O que eu posso dizer é que foi incrível participar disso tudo. Com o trabalho pronto, estou bem mais tranquila pra enfrentar a banca do que estava para a de qualificação. Parênteses pra esse vídeo bacana sobre a defesa:




Já temos data de defesa e planos para um projeto de douturado. Ainda são planos, nada formalizado e escrito. Mas já é alguma coisa. Por isso é que estou considerando o fim do mestrado como um novo começo. Não tenho esperança de passar no doutorado logo. Aliás, não quero alimentar essa vontade. Quero só estar pronta pra tentar quantas vezes forem precisas.

Depois volto pra falar da banca e de outras coisas mais.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


quarta-feira, 15 de março de 2017

Livro: História de quem foge e de quem fica



Sim, vai ter spoiler, de novo!

Ainda não consegui me decidir se este volume é o que mais gosto ou o que menos gosto.

O que me encanta nele é o desenvolvimento da Lenú sem Lina por perto. Dela construindo a personalidade que quer ter, com muita leitura e engajamento, sendo mais independente e liberada. Também tem o Pietro Airota, que eu considero um personagem muito interessante, mas que o desprezo da Lenú por ele me deixou com muita raiva. Nino Sarratore é outro que me deixou fervilhando de raiva, e eu só fazia chamar a Lenú de burra o tempo todo, especialmente do meio para o final. Senti muita vontade de apertar o pescocinho da personagem.

Enfim, o volume começa com Elena às voltas com o lançamento do seu livro, uma história de amor e de liberdade de uma mocinha como ela. Ela escreveu despretensiosamente, para dar um presente a Pietro, que entregou o caderno a Adele, sua mãe. Amiga de editores, ela indica o livro para publicação e Elena, finalmente, realiza seu sonho de infância. O livro é bem recebido por público e crítica, mas a cena de sexo que ela descreve causa um fuzuê entre seus vizinhos de Nápoles. A autora é confrontada na rua como se tivesse escrito uma obra erótica e pervertida, que deveria ser proibida. O fato é que quase ninguém do subúrbio leu a história e a mãe de Elena fica dividida entre o orgulho pela filha e os fuxicos da vizinhança. Também não se conforma com a decisão de Elena em se casar e ir embora de Nápoles em definitivo. Seu novo lar será em Florença, em um bom apartamento e com boas perspectivas de conseguir se firmar como escritora.

Enquanto isso, Lina está às voltas com a sua nova vida, com Enzo Scanno e Rino. Os dois vão morar em um distrito industrial de Nápoles, Enzo trabalhando em uma fábrica e mantendo a casa, enquanto Lina tenta juntar os cacos e fazer a sua parte. Após um período, ela consegue um emprego na fábrica de embutidos de Bruno Soccavo, mas sua vida não melhora. As condições de trabalho são terríveis e terminam sendo uma desculpa para a aproximação de Pasquale Peluzzo e Nadia Galiani. Lina sofre tanto com a sua situação no trabalho como com o uso político que tentam fazer dela. Também quer ser uma pessoa melhor e corresponder o amor de Enzo, mas não consegue. Porém, ela se dedica a ele, em especial ajudando-o a estudar à noite, por correspondência. O talento de Enzo para a matemática é conhecido desde que eram crianças, mas ele não pôde continuar os estudos para ajudar os pais a vender verduras. Conseguiu estudar por conta própria e Lina se dedica a fazer com que ele conclua os cursos de formação em informática.

Durante sua nova vida, Elena se solta. Porém, logo fica grávida, algo que não queria. Para ser diferente de Lina, que não gostou de ficar grávida, ela se mostra feliz e pensa ser uma mãe dedicada.

Tenho a impressão de que Enzo é o único personagem que não passa pelo olhar ácido da narradora. Não me lembro de ter lido críticas a ele. Apenas respeito ao seu jeito reservado de ser e a sua devoção silenciosa a Lina. Não senti até mesmo que Lenú sentisse inveja ou ciúme por conta de Enzo. Posso estar enganada, mas é o que me parece. Antonio também é um personagem que merece menos farpas, mas ainda assim não é tão bem mostrado como Enzo.

Por outro lado, todos os personagens que cercam Lenú recebem duras críticas. Nenhum deles é positivado. Mesmo que momentaneamente ela nos deixe ver algo de bom em algum deles, logo em seguida vem o veneno. Ninguém se salva. Até mesmo a família de Pietro, que, no início era idolatrada por ela, começa a receber a saraivada de críticas habitual.

Outra impressão que tenho é que o objetivo da autora era mesmo deixar o leitor inquieto. Perceber as nuances de Lenú não basta: é preciso observar todas as decisões erradas que a narradora vai tomar, sempre com seu egoísmo pulando em nossa frente. Talvez venha disso a minha dificuldade em eleger este volume como o melhor. Porque Lenú me enraiveceu profundamente, de várias formas diferentes. Em especial no que diz respeito a Pietro Airota e Nino Sarratore. Foi muito difícil segurar a raiva e e a vontade de jogar o livro longe, bem longe.

A tetralogia segue com essa característica marcante de emendar uma história em outra, de forma que não é fácil largar. Quanto terminei esse volume, estava tão desesperada para continuar a ler que comprei o livro em inglês, para o Kindle. E foi ótimo. Além da leitura em inglês, que aumenta o vocabulário e a percepção das construções gramaticais, acho que não daria conta de esperar o lançamento do último volume em português. Dizem que sai agora em maio...

Sobre a Tetralogia Napolitana
Sobre A amiga genial
Sobre História do novo sobrenome

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...