terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Citações #189

De A elegância do ouriço:


Refletindo sobre isso, esta noite, com o coração e o estômago em migalhas, pensei que, afinal, talvez seja isso a vida: muito desespero, mas também alguns momentos de beleza em que o tempo não é mais o mesmo. É como se as notas de música fizessem uma espécie de parênteses no tempo, de suspensão, um alhures aqui mesmo, um sempre no nunca.
Sim, é isso, um sempre no nunca.  


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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #144

1 - Temer vai ao funeral de Mário Soares, mas faltou ao velório de Dom Paulo
Do Mário Magalhães. Vergonha alheia define. "Poucas vezes um presidente teve tanto pavor da praça pública, mesmo no tempo em que o cruzeiro era a moeda".

2 - A "mulata Globeleza" é uma tradição? Pois que acabe
Da Nina Lemos. Sobre a primeira vez, desde 1991, que a vinha do carnaval da Globo não tem uma mulher negra nua e pintada. Vi o VT depois que vi a polêmica. E achei ótimo que tenha mudado.

3 - Misoginia
Do Corpo Indisciplinado. "Feministas ou não, somos todas vítimas da violência misógina". Não importa quem somos, sempre seremos a vadia de alguém.

4 - Guy Debord e "The Nation Anthem" - reflexões sobre Black Mirror
Da Cecília Garcia Marcon no Homo Literatus. Aqui ela conecta o primeiro episódio da primeira temporada de Black Mirror e o livro A sociedade do espetáculo, do Debord. Ambos são de arrepiar. E o link feito por ela, também.

5 - Gentileza
Do Juan, no Descontinuados. Sobre a gentileza transformando as pessoas. Assino embaixo.

6 - Piovani: posso te contar umas coisas que vi nas redações?
Do Lúcio de Castro. PQP! O jornalismo brasileiro explicado por dentro. Para quem acha que basta ler os jornais para saber o que está acontecendo. Este texto é imprescindível!

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Total eclipse of the heart

É sempre mais fácil, pra mim, escrever com música de fundo. Se eu preciso focar, prefiro música clássica ou umas coisas malucas, tipo Kitaro. Quando preciso de menos atenção, coloco músicas internacionais, que me permitem cantarolar, mas não me envolver totalmente. Para as horas de ócio - estão em falta, admito -, música brasileira pra soltar os pulmões mesmo.

Daí que tô na revisão da parte descritiva do meu capítulo de análise. Essa dissertação tá rendendo, viu? Como já tinha feito o trabalho pesado e queria um pouco de alegrias, escolhi um mix do Youtube com George Michael.

Pausa pra dizer que os mixes do Youtube começam de um jeito e terminam de outro. Quando coloco rock brasileiro anos 1980, sempre aparece um Tim Maia e eu quase morro de raiva. Não curto Tim Mais - já curti, hoje tenho preguiça. Então, se você começa com Pink Floyd, pode terminar no AC/DC.

Mas no meio do mix do George Michael, eis que surge Bonnie Tyller.

Gente, essa mulher me persegue. Se bobear, até no mix da Xuxa (que eu nunca ouvi) deve aparecer essa dita cuja e Total eclipse of the heart. Que é o clipe mais medonho há feito nessa vida. Sério. Prestenção.





O que são esses meninos com olhos iluminados? O que é um deles voando? E a dança do povo de tanga em volta da Bonnie?

É tão nonsense que toda vem que essa música aparece nos mixes, eu paro pra ver. E morro de rir.

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Livro: As crônicas de gelo e fogo: A dança dos dragões

Um minuto de silêncio pela morte dessa estrelinha aí

Não posso falar tudo o que sei desse livro. E nem é uma questão de spoiler, mas de dissertação mesmo. Taí um dos meus objetos de estudo. Na coleta de dados, preenchi uma tabela com seis colunas e 692 linhas sobre o volume. Olha, é coisa pra caramba! E vai virar uma dissertação bem interessante, acho. Mas vamos à trama.

Com a divisão geográfica entre os capítulos escritos após A tormenta de espadas, começamos o livro com uma nota explicativa do autor, informando que a primeira parte do livro contempla os personagens que foram deixados de lado em O festim dos corvos e, na segunda parte, as tramas se encontram e a história segue normalmente.

Aqui, Jon já é o Comandante da Patrulha da Noite, tomando decisões que deixam todo mundo louco em Castelo Negro. Ele quer trazer para o sul da Muralha o maior número possível de selvagens, para que o exército de wights dos Caminhantes Brancos não aumente. Mas seus colegas de patrulha não concordam com isso. Stannis está por lá, se preparando para seguir para a batalha com os Bolton, enquanto sua mulher e sua filha estão no castelo de Atalaialeste, enquanto não seguem viagem para outro castelo da Muralha.

Temos a trama de Bran, que finalmente encontra o Corvo de Três Olhos e vai, finalmente, começar seu treinamento. Falando nisso, temos Arya assumindo muitas personalidades enquanto segue treinando para virar um Homem sem Rosto. Sansa e Rickon não aparecem na trama - pois é... quem só vê a série vai ter uma história de Sansa bem diferente da original.

A tensão do livro é constante. Daenarys está no meio de um cerco a Meereen, enquanto a cidade também está sendo acometida por uma doença tipo o cólera, chamada Égua descorada. Enquanto isso, precisa resolver o problema representado pelos Filhos da Harpia, que matam seus Imaculados e outros soldados. Um casamento pode ajudar a melhorar o clima, mas surgem outros problemas.

Tyrion está viajando para se encontrar com Daenarys. Passa por muitas aventuras e confusões , sendo capturado por Sor Jorah, por mercadores de escravos, sendo um anão de circo com uma anãzinha chamada Merreca.

E em Westeros, além do problema da Muralha, temos Porto Real fervilhando, cheia de conspirações e conflitos, com os religiosos da Fé dos Sete tocando o terror e sor Jaime Lannister resolvendo problemas nas Terras Fluviais. E Winterfell... meodeos, o que foi Winterfell neste volume!!!

Para resumir, o livro é eletrizante, cheio boas tramas e de insinuações de boas histórias para os próximos volumes.

Comprei esse volume especialmente para a dissertação. A ideia era escrever, marcar, colar flags e post-it à vontade.




Tio Martin não lançou ainda Os ventos do inverno, mas já liberou alguns capítulos, que podem ser lidos, em tradução não oficial, aqui. Tô com vontade de mandar um corvo pra ele, pedindo pra acelerar o processo, porque já estou órfã dos livros. E, no fundo, da dissertação também. Tá acabando!!!


Já lidos:
As crônicas de gelo e fogo: Guerra dos tronos
As crônicas de gelo e fogo: Fúria de reis

As crônicas de gelo e foto: A tormenta de espadas

As crônicas de gelo e fogo: O festim dos corvos
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terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Citações #188

De A elegância do ouriço:


Pela primeira vez na vida, senti o significado da palavra nunca. Bem, é terrível. A gente pronuncia essa palavra cem vezes por dia, mas não sabe o que diz antes de ter sido confrontado com um verdadeiro "nunca mais". Afinal, temos sempre a ilusão de que controlamos o que acontece; nada nos parece definitivo. 


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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Livro: Harry Potter e a criança amaldiçoada


Esse foi meu livro de Natal. Emprestado pela Ana Paula, que agora também é coleguinha do mestrado (\o/).

O livro não é escrito por J. K. Rowling, mas baseado em uma história dela. Foi escrito por dois outros autores, sob supervisão dela, em formato de peça teatral. Por isso, é bem fácil de ler - rapidinho as páginas são vencidas.

Estamos às voltas com Alvo Severo Potter, segundo filho de Harry e Gina. Eles têm mais dois filhos: Tiago, mais velho, e Lilian, mais nova que Alvo. A história começa com Alvo indo para Hogwarts pela primeira vez e seu medo de ser escolhido pelo Chapéu Seletor para a Sonserina. No trem, ele está com Rosa, filha de Hermione e Rony, e eles tentam fazer amigos - para Rosa, são os amigos quem definem a vida deles na escola. Alvo para na primeira cabine que vê e faz amizade com Escórpio, filho de Draco Malfoy. Rosa fica furiosa e deixa os dois sozinhos.

E Alvo é finalmente escolhido... para a Sonserina. Seu melhor amigo é Escórpio e os dois são alunos medianos. O que significa que Alvo passa a sofrer bullying porque não é como o pai. E é desse conflito que começa a história.

Vemos de novo Harry, Hermione (como Ministra da Magia), Rony, Gina, Draco Malfoy, Cedrico Diggory, Amos Diggory, Dolores Umbrige, Snape, McGonagall, Hagrid e vários outros personagens desse universo único. Vemos também situações dos sete livros da saga oficial. Com eles, muita nostalgia, muita coisa boa.

Resumo: foi uma delícia de ler. Foi uma delícia para relembrar os sete livros oficiais e os filmes. Pra dar vontade de ler novamente. Pra poder dizer de novo que J. K. Rowling é diva!

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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Citações #187

De A elegância do ouriço:


Mas agora, e pela primeira vez, senti dor, tanta dor. Um soco no estômago, a respiração cortada, o coração desmilinguido, o estômago completamente esmagado. Uma dor física insuportável. Perguntei a mim mesma se um dia me recuperaria dessa dor. Sofri de vontade de berrar. Mas não berrei. O que experimento, agora que a dor continua mas já não me impede de andar ou falar, é uma sensação de impotência e absurdo totais. Então é assim? De repente, todos os possíveis se apagam? Uma vida de projetos, de conversas apenas começadas, de desejos sequer realizados, apaga-se num segundo e não tem mais nada, não há mais nada que fazer, não se pode voltar atrás?

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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #143

1 - Salpicão
Da Ludj. Sobre comida de antigamente e o atual ódio as passas #teampassasforever

2 - Palavras malditas (19): crime passional
Do Mário Magalhães. Sobre os crimes contra mulheres que a mídia costuma chamar de passionais mas que são, na verdade, feminicídio.

3 - Dicas para lidar com o medo de dirigir
Da Marcela Zaidan. Já passei por isso, já fiz treinamento para habilitados. O medo melhorou, mas não acabou. Hoje, só dirijo por muita necessidade, e olhe lá.

4 - Filho meu não recebe castigo
Da Elika Takimoto. Como eu queria esfregar esse texto na cara de umas pessoas aí...

5 - O país dos acidentes
Do Mário Magalhães, sobre a lastimável declaração do ilegítimo sobre o massacre no presídio de Manaus. Fala sobre a privatização de presídios e a humanidade, tão ausente.

6 - Por que os brasileiros não têm empatia?
Da Revista AzMina. Uma reflexão bem interessante, a partir de uma pesquisa global. Vale muito ler.


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domingo, 15 de janeiro de 2017

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Sobre a escrita

Ter uma conta no Feedly facilita muito a vida de quem quer ler muito mas não sabe mais por onde ir. É pelo Feedly que consigo ler todos os texto de gente querida e conhecer outras pessoas que mandam bem demais na escrita.

Aliás, um minuto de silêncio pela morte precoce e nunca absorvida do Google Reader.

Daí que entre os blogs que leio pelo Feedly está o da Bel, essa baiana mara que eu amo muito. E o texto abaixo foi inspirado em um dos textos dela que li pelo Feedly.


Escrevo porque é mais fácil.

Escrevo porque a palavra grafada é mais bonita que a falada.

Escrevo porque ameniza dores.

Escrevo porque assim coloco as coisas em seu devido lugar.

Escrevo porque tenho sensação de plenitude.

Escrevo porque ler não é o bastante.

Escrevo porque há ausências que as letras curam.

Escrevo porque viver não basta.

Escrevo porque sim. Só não escrevo quando não dá.


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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Livro: Vocação para o mal



Cá estamos nós às voltas com a terceira aventura de Cormoran Strike e Robin Ellacott. Curto muito os livros da J. K. Rowling, tanto a série do Cormoran quando Harry Potter e, mais ainda, o Morte Súbita.

Vocação para o mal começa com um psicopata enviando, pelo correio, uma perna feminina para Robin, no escritório. Ela está às voltas com o casamento com Mathew, que se aproxima. E acredita que o pacote é de alguma compra realizada para este fim. Quando abre e dá de cara com a perna, ela grita e Cormoran, que mora num pequeno apartamento acima do escritório, aparece para tomar as rédeas do caso. De início, ele tem um suspeito. Mas três pessoas de seu passado surgem em sua mente. As três têm sérios problemas com ele, por algo que ele fez há muitos anos. As três juraram vingança. As três têm, em algum nível, um tipo de problema mental que pode ocasionar violência. Um vive mergulhado em drogas e foi acusado de ter assassinado a mãe de Cormoran. Dois ele conheceu no exército: um é borderline e Cormoran salvou sua esposa, que estava sendo mantida em cativeiro, com muita violência; o outro é pedófilo e teve uma lesão cerebral depois de receber um soco de Cormoran durante a investigação.

O livro é bem violento. Mexeu muito comigo, a ponto de me levar a pesadelos. Porque o alvo aqui são mulheres. Mortes pelo prazer de subjugar mulheres. O livro mexeu com esse medo mais profundo que eu tenho, que acredito que toda mulher tem. Doeu. Muito.

E, mais uma vez, fique à mercê do/a autor/a. A cada momento, um dos personagens surgia como possível assassino. A cada momento, uma certeza. Em seguida, um desmentido. Até a certeza, quase no final. Que, também, não era concreta. J. K. me mata com esses livros, sério mesmo. E me mata de raiva do Mathew também. PQP nesse personagem!

Enfim, a leitura foi ótima, apesar de assustadora. Valeu cada minuto investido, depois dos dias inteiros de análise do meu objeto de estudo. Serviu bem pra descansar a mente. Por mais estranho que isso possa parecer.

Com o fim da leitura, fui ao Twitter oferecer o volume pra quem quisesse. Faço isso de vez em quando. Se alguém topa levar, pago o frete. E um dos ex-alunos de Jornalismo da Ufop logo se manifestou e recebeu o volume em casa.


Taí o livro com o novo dono!

Do Roberto Galbraith (a.k.a J. K. Rowling), também li:
O chamado do Cuco
O bicho-da-seda

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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Citações #186

De A elegância do ouriço:


Que resta de uma vida bem antes do terror de mergulhar no breu? Que resta de uma vida, exatamente, quando os que a viveram juntos agora estão mortos há tanto tempo?

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #142

1 - Bem vindo à era do pós-emprego. Sem crachá, sem salário, com propósito
Da Cláudia Giudice. Sobre os empregos atualmente. O texto é longo, mas vale muito. Se eu pudesse, indicaria a ela a leitura da A corrosão do caráter, que li no ano 2000 e que me ensinou muitas coisas a respeito dessa economia.

2 - História: de Castello a Temer, por que os presidentes 'dispensam' popularidade
Do Mário Magalhães. Direto ao ponto: quem dispensa a popularidade é porque não foi eleito pelo povo. Vale muito a leitura.

3 - Abracadabra para você no ano novo
Da Ligia Fascioni. Texto curto, mas bem delicinha.

4 - Trova # 104
Do Trovas de Vinil. Sobre George Michael. Um texto profundo, cheio de informações, e que me levou à vontade de escutar a discografia do cara, de quem eu conheço só os hits.

5 - O que fazer em caso de vazamento de nudes e ofensas na internet? Entrevista com Dr. Plinio Higasi
Da Marcela Zaidan. Um post muito útil nesses tempos de internê zoada e muita gente ruim escondida pelas telas.

6 - Carrie Fisher
Da Elisabeth Alves. Pra Carrie Fisher, a princesa mais legal das galáxias.

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domingo, 8 de janeiro de 2017

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

O primeiro a gente não esquece

Em 2015 teve o Ecomig. É o Encontro de Estudantes dos Programas de Pós-graduação em Comunicação de Minas Gerais. Foi a primeira vez na vida que fui a um evento do tipo para apresentar um trabalho. E foi um desastre.

Comentei de leve que foi ruim, mas não expliquei o motivo. Um garoto que tinha acabado de defender o doutorado se sentiu no direito de me detonar de todas as formas possíveis. Até dizer que meu trabalho não deveria ter sido escolhido para ser apresentado ele disse. Enfim... segurei enquanto deu e saí pra chorar no banheiro, ao final da mesa. Continuei lá, na mesma sala, porque teria que relatar um dos trabalhos apresentados na mesa seguinte. Não foi fácil.

O Encontro teria, ainda, a possibilidade de enviarmos o artigo apresentado com alterações, surgidas nos debates, para uma candidatura a um e-book. Os artigos seriam avaliados por professores doutores da área, em análise cega, sendo dois pareceres, no mínimo. Lá fui eu. Fiz as alterações que julguei que cabiam ser feitas. Mudei uma coisa aqui, outra ali. Enviei, preparada para o "não".

Mas veio o "sim". Os dois pareceres foram positivos e pediram poucas alterações. Enviei o artigo modificado e lá foi ele compor o livro do Ecomig 2015. O livro todo pode ser acessado aqui. Deu orgulho? Deu sim. Ainda mais depois da esfregada sofrida durante a apresentação do trabalho.

Por outro lado, um dia vou agradecer ao recém-doutor afetado pela doutorite por ter me detonado. Não soube responder, mal consegui pensar, na hora. Mas foi uma das críticas dele que deu meu norte de pesquisa. Ao fim, minha dissertação responde a uma questão que ele levantou e que, apesar de ter afirmado, não sabia do que estava falando. Sim, vontade de mandar o material pronto pra ele aprender um pouquinho comigo não falta. Mas deixa isso pra lá.

O fato é que habemus capítulo de livro!!! Não conta muito ponto pro Lattes (aliás, não conta nada!), mas conta muito pra autoestima e pra vontade de seguir escrevendo.

Enfim, 2016 chegou com o Ecomig sendo realizado na Ufop. Participei da comissão de Comunicação e vou participar da comissão do E-book. Apresentei um artigo em parceria com a Dayana, minha colega de sala e parceria de sempre nos trabalhos do mestrado. Na mesa em que apresentamos nosso artigo (que vai para os anais e, se tudo der certo, também para o e-book, dedos cruzados!), também fui mediadora. Não foi a primeira vez que mediei uma mesa em congresso, mas foi a mais bacana, por fazer parte do evento.

No fim da mesa, com todos os participantes

Tô curtindo muito a vida acadêmica. Mesmo apanhando de vez em quando.

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Livro: A menina dos olhos molhados



Quando fui pra Goiás, pro aniversário da avó do Leo, eu podia ter levado o 5º volume de As crônicas de Gelo e Fogo), mas desisti porque, como ele é meu objeto de estudo, não seria uma leitura pra passar o tempo - ou pra pegar avião, que é a real necessidade que tenho de livros em viagens. Escolhi A menina dos olhos molhados, da Marina Carvalho. É o último lançamento dela e é a minha história favorita dela (de Azul da cor do mar), contada pelo olhar do Bernardo. 

Olha, foi o livro perfeito pros voos, porque me fez mergulhar na história. Ok, eu já conhecia a história. Mas o outro ponto de vista acrescentou muito, tanto na questão novo-olhar-para-o-mesmo-fato como por acrescentar novas informações à história do Bernardo. Ficamos sabendo de coisas mais obscuras da história dele, que contribuíram para a sua personalidade mais fechada e ranzinza. 

O texto, como sempre, é leve e muito bem escrito. Essa é uma qualidade que a Marina domina e que a coloca na frente de muitos outros autores jovens. Pra mim, faz muita diferença um texto bem escrito. Desde o primeiro livro, Simplesmente Ana, venho destacando a qualidade do texto da Marina, e ela só faz melhorar. O melhor exemplo é O amor nos tempos do ouro, que considero o livro mais maduro dela.

Além da volta à minha história favorita da Marina, teve a volta aos tempos de faculdade - impossível não lembrar daqueles quatro anos de prédio 13, com tantos personagens e situações semelhantes ou que me balançam a ponto de lembrar de algo. Sinto falta daquele tempo. Sinto falta de ter aproveitado mais, de ter a cabeça que tenho hoje. Teria sido menos fechada, menos turrona, mais aberta até mesmo ao aprendizado.  

Enfim, mais um livro muito bacana da Marina, que me dá mais motivos para esperar os próximos.

Já escrevi sobre outros livros da Marina:
Simplesmente Ana
De repente, Ana
Elena, a filha da princesa
Ela é uma fera!
Azul da cor do mar (este continua sendo meu favorito, mesmo eu achando que O amor nos tempos do ouro o superou em qualidade. É uma "favoritice" afetiva, me deixa!)

O amor nos tempos do ouro

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terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Citações #185

De A elegância do ouriço:



Como já sinto saudades de você... Esta manhã, compreendo o que quer dizer morrer: na hora de desaparecer, são os outros que morrem para nós, pois estou aqui deitada no asfalto meio frio e pouco ligando para falecer: algo tão sem sentido hoje de manhã como ontem. Mas não tornarei a ver os que amo, e, se morrer é isso, é de fato a tragédia que dizem ser.

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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #141

1 - Gilmore Girls
Do Borboletas nos Olhos. Tô vendo Gilmore Girls pela primeira vez. E, também, estou lendo sobre o seriado. Mesmo com spoilers, porque eu nem ligo. E os textos têm sido muito legais. Este é um deles. E cita um livro que eu adoro, que é A corrosão do caráter.

2 - O que vamos comer vendo Gilmore Girls?
De A Feminista. Que texto apetitoso... fala sobre a relação dos personagens com a comida, embora ninguém coma no seriado. Isso eu já tinha notado, mas depois de ler fiquei mais atenta à relação dos personagens com a comida.

3 - Mentir por amor à arte
Da Beth Salgueiro, no Primeira Fonte. Que delícia de personagem ela apresenta! Um desses que dá vontade de bater papo por muito tempo...

4 - Mas é só um sitezinho...
Do Dedo de Moça. Sobre a forma com que algumas pessoas se relacionam com produtos. O site é um exemplo; a comunicação, pra mim, é uma vivência diária. Tem sempre uma história que o valor é alto e que "o meu sobrinho que mexe no Corel faz por 1/3 do seu preço". Pois é...

5 - As 25 propostas para tirar o Brasil da crise
Do José de Souza Castro, no Blog da Kika Castro. Uma crítica a algumas propostas que incluem a venda da Petrobras ou de parte dela e outras questões que tais.

6 - Diarinho
Da Bel. Com um dia como outro qualquer, mas cheio de encanto, de poesia, de decisões acertadas.


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domingo, 1 de janeiro de 2017

Desejo...

... que você tenha a quem amar!

Sério, desejo isso pra todo mundo. E que todos sejam felizes e possam viver suas vidas sem fazer mal pros outros.

Das minhas querências pra 2016, consegui:
- mergulhar na dissertação;
- encontrar tempo para literatura, mesmo sendo pouco tempo;
- voltar pro pilates;
- colocar um limite nas olheiras (um viva aos óleos essenciais);
- mais encontros com amigos.

O resto fica pra depois.

E pra 2017, que venham:
- mais automação nos processos do trabalho (teve muita coisa facilitada em 2016 com essa toada. Tô curtindo);
- calma para terminar a dissertação;
- mais calma ainda para defender a dissertação;
- um belo projeto pro doutorado. Ou melhor, três belos projetos pro doutorado, ao menos;
- uma viagem bem legal pra comemorar o fim do mestrado e a abertura de novas possibilidades;
- mais sala de aula! Como aluna ou professora, o que vier é lucro;
- mais amor no mundo;
- mais interpretação de texto;
- mais encontro com os amigos.

E que 2017 seja leve, porque 2016 veio pesado demais!

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