terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Citações #193

De O sol é para todos:


[...] Queria que você a conhecesse um pouco, soubesse o que é a verdadeira coragem, em vez de pensar que coragem é um homem com uma arma na mão. Coragem é fazer uma coisa mesmo estando derrotado antes de começar - prosseguiu Atticus. - E mesmo assim ir até o fim, apesar de tudo. Você raramente vai vencer, mas às vezes vai conseguir. 

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Livro: Tetralogia napolitana



Desde que começou o hype com A amiga genial, de Elena Ferrante, fiquei com vontade de ler o livro. O que me desanimou foi a capa, com cara de romancezinho besta. Mas aí descobri que era uma série de livros e o meu amigo Daniel Fernandes começou a falar bem demais das obras, de quanto ficou fascinado com a escrita da autora e como um livro terminava dando vontade de começar o seguinte na mesma hora.

Foi por causa do Daniel que o primeiro livro veio parar na minha mão. E foi por causa do mestrado que não rolou de lê-lo. Guardei e fiquei esperando uma oportunidade. Nesse meio tempo, os livros dois e três foram lançados em português. Daniel ficou tão fissurado que leu o três e o quatro em inglês. Lembro que achei que ele tinha exagerado. Não custava nada esperar pela publicação das traduções em português, né? Além do mais, ler em inglês seria bem um ato de desespero, porque melhor seria ou ler no italiano original ou em português mesmo, evitando a tradução ~dupla~. Enfim...

Daí veio a fase final da dissertação. Terminei a coleta de dados dia 29 de dezembro. A partir daí, era só espancar teclado até não mais poder, produzindo a análise. Foram dias intensos, de muita dedicação. Pra não ficar doida, estabeleci horários. Às 20h, todo dia, encerrava o expediente de estudos e ia pro quarto ler literatura. Escolhi Elena Ferrante, achando que, com cerca de duas horas de leitura diária, os três livros que eu tinha iam durar uns bons dois meses.

Qual não foi minha surpresa quando me vi exatamente como o Daniel: fissurada na história contada pela narradora Elena Greco e pelos personagens que habitam aquela periferia de Nápoles, sentindo um misto de amor e ódio por cada um deles - exceto por Enzo Scanno, por quem só tive sentimentos bons e, desconfio, a narradora também.

Emendei um livro no outro com voracidade. Queria, muito, parar com tudo em alguns momentos, de tanta estupefação com os acontecimentos. Em seguida, queria grudar na história até não ter mais como largar. E foi assim, até o término do terceiro livro. Cada um dos três iniciais foi lido em uma semana.

Com o fim do terceiro livro, lá estava eu tal qual Daniel, novamente. Fui à Amazon e comprei a versão em inglês para o Kindle. Como a leitura em inglês é mais lenta, não mantive o ritmo ágil de leitura, mas me envolvi da mesma forma. Terminei a leitura no dia 4 de fevereiro.

Minhas noites de leitura foram agradabilíssimas. Tanto que, pra começar a falar da tetralogia napolitana, pensei em contar essa experiência doida de seguir a indicação do Daniel e mergulhar na história, tal como ele fez. Então, na sequência, falo sobre os quatro livros ;-)

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Citações #192

De O sol é para todos:



Tia Alexandra era obcecada pelas minhas roupas. Como eu podia querer um dia ser uma mulher elegante usando suspensórios masculinos? Quando eu disse que usando vestido eu não conseguia fazer nada, ela retrucou que eu não devia fazer nada que exigisse calças compridas. Para ela, eu devia brincar de comidinha, servir chá num aparelho em miniatura e usar o pequeno colar de pérolas que ela me deu quando eu nasci. Além disso, eu deveria ser um raio de sol na vida solitária do meu pai. Respondi que qualquer pessoa pode ser um raio de sol mesmo usando calças compridas, mas minha tia disse que eu tinha de me comportar como um raio de sol também, que eu tinha nascido uma boa menina, mas ia piorando a cada ano. Ela me ofendeu e me deixou muito irritada, mas, quando contei a Atticus, ele disse que na família já tinha muito raio de sol e que eu podia continuar do jeito que era, que estava bom para ele. 

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #146

1 - O meme é velho mas eu amo
Do Cheshire Cat. Delicinha tentar descobrir quais são os livros. E tentar fazer o mesmo :-)

2 - Uma reflexão sobre o #PewDieGate e o caso do "Você Sabia"
Do Youpix, que é um dos sites mais bacanas sobre mídia, conteúdo e ecologia de mídias atual. Nesse mundo onde todo mundo pode gerar e distribuir conteúdo, muita coisa maluca tem aparecido e o Youpix é sempre uma luz na discussão.

3 - O ministro que se confundiu a si mesmo com um prémio
Da Alexandra Lucas Coelho. Ela é maravilhosa, sou fã desde que a conheci. Hoje, de volta a Portugal, ela continua falando sobre o Brasil e traz um resumo potente do papelão protagonizado pelo Roberto Freire na entrega do Prêmio Camões a Raduan Nassar. Melhor texto que li sobre o assunto.

4 - No meu tempo...
Da Elika Takimoto. Com os perigos do "no meu tempo", que exalta coisas tão bizarras que nem sei falar... No meu tempo tinha problema demais, isso sim.

5 - Reservada
Da Helô Righetto, com um texto tão gostoso sobre se descobrir a partir do olhar dos amigos... Deu até vontade de fazer uma listinha com o que me dizem (a propósito, no almoço de ontem, uma pessoa me disse que eu sou calma. Acho que finjo bem, né?)

6 - Raduan Nassar e o delito do artista engajado
Do Blog com Jota. Mais um texto sobre o Raduan Nassar e a besteira protagonizada pelo ministro. Artistas que se posicionam são necessários.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Citações #191

De O sol é para todos:



- Filho - disse Atticus para Jem -, vou falar só uma vez: pare de atormentar esse homem. Isso vale para vocês dois também.
O que o Sr. Radley fazia era problema dele. Se quisesse sair de casa, sairia. Se quisesse ficar lá dentro, tinha o direito de ficar, sem ser incomodado por crianças intrometidas, o que era uma maneira gentil de se referir a pestes como nós. O que acharíamos se Atticus entrasse em nosso quarto à noite sem bater? Na verdade, era isso que estávamos fazendo com o Sr. Radley. Podíamos estranhar o comportamento dele, mas ele podia achar aquilo normal. Além disso, nunca nos ocorreu que a maneira civilizada de se comunicar com os outros era pela porta da frente e não por uma janela lateral? Para terminar: era para ficarmos longe daquela casa até sermos convidados para ir lá, não deveríamos continuar com aquela brincadeira besta que ele tinha visto outro dia, nem fazer troça de ninguém naquela rua ou naquela cidade... 

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #145

1 - O problema não é você, é o Lula
Do Renato Rovai, com uma questão interessante sobre o Lula. E sobre nós, também.

2 - Sobre escrever
Da Flávia. O texto me lembrou o tipo de texto que eu escrevia constantemente, todas as tardes depois das aulas do segundo grau. Coisas aleatórias e desconexas. Intercaladas com desenhos sem sentido. Palavras seguidas de outras, só como forma de colocar pra fora alguma coisa que eu nem sabia o que era. Pena não quer guardado...

3 - Para não esquecer como se escreve um artigo
Da Flávia, de novo. Um texto muito bacana sobre o esforço que envolve a pesquisa. E sobre a rotina, que é imprescindível nesses momentos.

4 - Discos de Vinil #18
Do Trovas de Vinil, para um dos discos mais legais dessa vida, o Chico Buarque & Maria Bethânia Ao Vivo. Que texto gostoso!

5 - Caixa de Histórias 79 - O andar do bêbado
Do Caixa de Histórias, um podcast literário. Este é muito bacana porque trata de ciência, de acaso, de estatística e de literatura. Tô morrendo de vontade de ler o livro :-)

6 - Atenção significa: atenção
Da Juliana Cunha, que tem sempre textos incríveis. Este é sobre DDA, atenção, procrastinação, remédios, culpa. Muito bom!


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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Evolução - ou não

Quando começam os debates sobre a falha ou a evolução da humanidade, com base em nossa forma de lidar com os outros e demonstrar empatia e, ainda, na questão da violência ou da corrupção, fico sempre dividida. Sempre acho que a maior parte das pessoas do mundo é legal.

Verdade que sempre tem quem a gente conheça que parou na idade mental de sete anos e vive pra brigar e perseguir pessoas. Essas, em geral, se acham o centro do universo e não se importam em passar sobre o que for - seja coisa ou seja gente - para se verem satisfeitas. Desculpaí, mas coloco no mesmo grupo quem é capaz de ferir alguém ou se corromper. Estou simplificando sim. Sei que o buraco é bem mais embaixo, mas nesta classificação aqui, que é minha mesmo, o mundo está dividido entre pessoas legais e pessoas não legais.

Continuo insistindo: as pessoas legais são a maioria. Se não são em alguns círculos de pessoas, é porque tem alguma coisa muito errada.

Depois de muito sofrer tentando entender a motivação de algumas pessoas não legais que me cercavam, a decisão final foi simplesmente deixá-las de fora da minha vida. Ok, elas continuam existindo por aí. Boa parte delas, destilando veneninho e perdendo mais e mais pessoas (é interessante notas que uma dessas pessoas não tem mais amigos, foi todo mundo se afastando. O que eu sinto com isso? Dó, muito dó dessa pessoa). Uma ou outra continuam sugando energia de gente legal. Às vezes penso se devo alertar, e sempre acredito que não. É pessoal, até porque muita gente me alerta sobre pessoas ruins e eu sempre insisto que elas são boas, até quebrar a cara. Faz parte do crescimento, da senda.

Enfim, apesar dos pesares, se for contar quantas pessoas conheço que não são legais, passa pouco de 10. E tem um mundo de gente bacana aqui por perto. Gente que vale a pena. Posso até mudar de ideia com algumas delas depois, mas ainda assim o povo legal vai prevalecer.

Mas essa volta toda foi pra dizer que, apesar de ter muita gente legal no mundo - muito mais que gente não legal - acredito que só evoluiremos como espécie se todos nós formos capazes de trocar o rolo de papel higiênico acabado. Juro que não cai a mão se trocar o rolo de papel. Não dá gangrena nem formigamento. Não faz virar zumbi nem adquirir uma doença rara e sem cura.

Por outro lado, quem troca o rolo acabado de papel higiênico não ganha congratulações públicas, mas com certeza passa pro time das pessoas legais. :-)

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Citações #190

De O sol é para todos:



Atticus se levantou e foi até a beira da varanda. Quando acabou de examinar as glicínias, voltou para o meu lado. 
- Em primeiro lugar, Scout - ele disse -, se aprender um truque simples, vai se relacionar melhor com todo tipo de gente. Você só consegue entender uma pessoa de verdade quando vê as coisas do ponto de vista dela. 



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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Desafio dos irmãos

Já que eu não tenho nada melhor pra fazer hoje a não ser fugir de terminar a dissertação (meodeos, esse negócio não tem fim!), bora lá pra essa bobagem…

Desafio dos irmãos!

1. Quem é o mais inteligente?
Otávio, na inteligência geral. Emocionalmente, nenhum de nós.

2. Quem é o mais mimado?
Otávio

3. Mais sensível?
Daniel

4. Melhor motorista?
Daniel

5. Mais sociável?
Laura

6. Mais teimoso?
Otávio

7 Quem é o favorito da mamãe?
Daniel

8. E do papai?
Daniel (bizarro isso de “mamãe” e “papai”)

8,5. E da vovó?
Eu (foi mal, tive que acrescentar)

9. O mais briguento?
Eu

10. Quem canta melhor?
Nenhum

11. Melhor cozinheiro?
Existe isso?

12. Quem se veste melhor?
Sei não…

13. Quem foi a criança mais levada?
Otávio e seu inesquecível Clube da Tenaz

14. Quem faz esportes?
Daniel

15. Melhor cabelo?
Essa pergunta atinge minha autoestima

16. Mais alegre?
Em ondas, Laura

17. Quem bebe mais?
Otávio

18. Quem tem gosto mais caro?
Daniel. Desgosto mais caro é a Laura mesmo

19. Quem quebrou mais osso?
Daniel, na época do Rugby? Ou quebra mesmo foi só minha microfratura do punho? Vai saber…

20. Mais humilde?
Não trabalhamos com isso não, meus irmão são phoda

21. Mais malhado?
Daniel, atualmente.

22. Quem dança melhor?
Meu tempo de dança moderna deve contar a favor, nesse caso

23. Teve mais animais de estimação?
Eu

24. Mais bagunceiro?

Otávio acho que ganha