quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Livro: Tesouros enterrados de Lost



Ganhei o Tesouros enterrados de Lost O guia não-oficial para tudo o que os fãs de Lost precisam saber do meu orientador do mestrado. Foi um dia muito louco: ele me ligou, me chamando pra ir à casa dele e me mostrou uma montanha de livros que iria doar, e eu seria a primeira pessoa a ver. Pude escolher o que quisesse. Saí de lá com muitos livros, de literatura, cultura popular, filosofia, comunicação, fotografia e ciência. Um dos livros que ganhei deles é Vozes de Tchernóbil, de que já falei aqui.

O que me deu vontade de pegar esse livro foi a paixão por Lost. Quando comecei a ver a série, já estava passando a quarta temporada na TV. Aluguei, baixei, peguei dvds emprestados e cheguei ao ponto em que a série estava, para poder acompanhar pela TV. Foi muito louco acompanhar tudo. Motivou muito tempo da minha vida - motiva até hoje, na verdade. Lost foi uma experiência muito bacana de transmídia, que é o que eu pesquiso. E tem muito material sobre Lost por aí. Um dos teóricos que eu pesquiso, o Carlos Scolari, escreveu Lostologia, que é um livro que quero ler há anos e não consigo encontrar em papel. Ok, posso comprar o e-book para Kindle, mas mesmo assim eu queria em papel.

O livro traz uma pesquisa longa dos três autores sobre as três primeiras temporadas de Lost. Eles trazem listas de episódios, de livros citados e inspiradores (aumento bruto na lista de livros que quero ler), de músicas (uma playlist muito legal), de séries de TV que também são utilizados como inspiração, de filmes que são usados como referência, de cultura pop citada, especialmente pelos personagens de Hurley e Sawyer.

Quando peguei o livro da pilha oferecida pelo orientador, fui muito guiada pela fome de Lost e menos por tempo pra ler. Mesmo que o tema seja caro pra minha pesquisa sobre transmídia, tempo não é uma coisa que sobra por aqui. Mas daí, um dia, resolvi ir pra BH e queria uma leitura leve, nada do que ando lendo academicamente, nada de filosofia, nada para estudar o que quer que fosse. Mas como a viagem seria curta, não teria tempo pra me dedicar aos muitos romances que preciso ler. Daí peguei o livro e... putz... devorei.

A edição é bem ruinzinha. A diagramação é péssima, o volume está cheio de erros de revisão, tanto de texto como de pesquisa. Mas, mesmo assim, é um alento pra quem gosta de Lost. E foi ótimo ler enquanto estou revendo a série, pela quinta vez, enquanto não faço nada (tipo de meia noite às 6h).

Quando estive em Curitiba, apresentando um trabalho num congresso, acabei comprando A filosofia de Lost, que quero ler em breve (sabe-se lá quando).

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...