sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

2017

Foi um ano louco e rápido. Passou tudo voando, uma coisa atrás da outra, muita coisa acontecendo. 

  • Terminei da dissertação, defendi, virei Mestra, tem até diploma emitido! Foi um trabalhão em volume e em desgaste emocional. Também em amor, tenho muito orgulho do que produzi. Meus agradecimentos a todos que estiveram comigo nesse período. Fiz amigos, na turma no mestrado, com meu orientador e sua família; reforcei laços com amigos de longa data também. A defesa, aquele momento tenso, foi muito especial;
  • Escrevi artigos, capítulos de livros, projetos. Terminei o ano lançando um livro organizado por mim e por colegas, na mesa de abertura de um congresso, dividindo a mesa com três professores da minha vida acadêmica: um da graduação, um da especialização e um do mestrado. Fiquei orgulhosa sim;
  • Teve banca de TCC sim! Muitas e todas muito bacanas. Adoro!;
  • Teve um convite de trabalho muito especial. Fiquei feliz e honrada, mesmo não podendo corresponder; 
  • Completei um ano de pilates! Desde a adolescência, não ficava tanto tempo fazendo uma atividade física externa;
  • Voltei pro QiGong, depois de um ano e meio parada. Sério, QiGong é vida!;
  • Li pouca literatura, mas no geral, foi muito bom: Tetralogia Napolitana (aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), Vozes de Tchernóbil, O vestido, Sobre a escrita, Pequenas grandes mentiras, Fahrenheit 451, Um amor incômodo, A filha perdida, As três Marias, Dias de abandono. Um viva pra Elena Ferrante, que salvou meu ano literário!; 
  • Mas teve também aquelas leituras meio chulé: Livre, A garota na teia da aranha; 
  • E teve leitura acadêmica de várias formas. Só trouxe pro blog as menos puxadas: Tesouros enterrados de Lost, História do Lance!Net-ativismo, A produção do jornalismo esportivo na internet. Me recuso a falar das outras leituras acadêmicas, porque são densas demais. Ninguém merece vir aqui pra ver semiótica, teoria ator-rede, metodologias e quetais; 
  • Teve leitura beta também, de um dos melhores livros que li este ano, mas sobre o qual ainda não posso falar nada;
  • Terminei Gilmore Girls e não escrevi sobre isso. Voltei a ver Lost e AMO!!. Vi algumas outras sérias, como Strager Things 2, Mindhunter, Punho de Ferros, Os Defensores, 13 reasons wht, Gilmore Girls. Outras que não lembro;
  • Vi Blade Renner, versão do diretor e, no dia seguinte, Blade Renner 2049, no cinema. Fiquei louca com a sala confort, porque ninguém faz barulho; 
  • Acabei escrevendo pouco também, aqui pro blog. Especialmente entre setembro e outubro. Falta de tempo generalizada. 2017 foi o ano em que menos publiquei aqui, exceto 2009, quando ainda tinha o outro blog e não conseguia concentrar tudo;
  • Teve mini-férias delícia (aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui. Falta o resto, eu sei. Vou contando. 
  • Foi ano de dar "até logo" pra uma das pessoas mais importantes da minha vida. E, mais uma vez, me acostumar com aquela ausência que grita o tempo todo. Ainda estou me acostumando;
  • Foi um ano de muitas viagens e muitos reencontros. De sorrisos e abraços. E de sobrinhos! Teve muita gente linda por perto. Agradecimentos especiais aos que mais estiveram por aqui: Bruno, Luciana, Breno, Marcelo e Leandro; Ana Paula, Elias e Chico; Leo, Cris, Lucas e Hugo; Marcelo, Debora e Maria; Alan e Marcão; Aninha, Pedro, Bernardo e Gabriel; Vanessa, Ronan e Tomás; Stênio; Rosinha e Anabel; Mário. Relacionamento quase diário com esses queridões e muito, muito amor. 


O que eu queria em 2017 e que o que aconteceu:

  • mais automação nos processos do trabalho - Uhu!!! Caminho sem volta, com tudo fluindo muito bem. É das melhores coisas que consegui no trabalho, com muito investimento pessoal, muitas tentativas e erro e, no fim, muito sucesso. Felizona!; 
  • calma para terminar a dissertação - calma não teve. Mas teve fim da dissertação, teve defesa, teve diploma e teve tudo indo muito bem.
  • mais calma ainda para defender a dissertação - calma não teve, nunca tem. Mas fluiu. E foi uma defesa cheia de amor. 
  • um belo projeto pro doutorado. Ou melhor, três belos projetos pro doutorado, ao menos - só teve um projeto, e eu não gostei dele. Cheguei até a entrevista do doutorado e bati na trave por alguns motivos específicos. Meu orientador disse que o projeto estava ótimo, mas o fato de eu não ter gostado dele deve ter contribuído pra não ter passado. Mas não me importo, um dia eu passo. 
  • uma viagem bem legal pra comemorar o fim do mestrado e a abertura de novas possibilidades - teve, e foi lindo! Mesmo rápido, mesmo com o dólar nas alturas, foi uma das viagens mais legais da vida!
  • mais sala de aula! Como aluna ou professora, o que vier é lucro - teve só no segundo semestre, quando voltei pra Filosofia e fiz vários cursos online. 
  • mais amor no mundo - não está rolando, definitivamente. 
  • mais interpretação de texto - vixi… 
  • mais encontro com os amigos - rolou demais! Acho que foi o ano mais social da minha vida. E foi ótimo!
Se 2018 viver com tanta sintonia com os amigos, com tantas realizações pessoais, como foi 2017, vai ser lindo. 



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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

De volta a NY - Parte 6

Sempre uma surpresa em cada esquina
Começamos o domingo prontos pra conhecer o Guggenheim. Tanto o prédio quando a arte que nele habita eram coisas que eu queria ver desta vez. O ingresso estava incluso no City Pass, e foi ótimo ter feito essa compra ainda no Brasil. Pegamos o metrô e subimos pro museu. Meu pé em chamas, mas menos inchado devido ao suporte, me fazia andar bem devagar. Por isso, custamos a chegar.




O prédio é uma coisa linda! Um vão livre enorme e as espirais, por onde se desce e se vê os nichos, com as obras. Não pode entrar com bolsas grandes, então deixamos as mochilas no guarda-volumes e pegamos o elevador para ver as obras. Sim, pode-se fotografar. O que é ótimo.



Olha esse vão!!! Olha esse caracol maravilhoso!

Pollock

Pollock

Pollock

Teve Max Ernst, Yves Tanguy, Paul Delvaux, René Magritte,  Duchamp (em tela, não em ready-made), Piet Mondrian, Paul Klee, Robert Delaunay, Amedeo Modigliani, Degas (pinturas e esculturas), Paul Gauguin, Van Gogh, Paul Cézanne, Edouard Manet, Toulouse-Lautrec, Claude Monet,

Picasso

Kandinsky
Kandisky

Cara, emocionante demais ter contato com todas essas obras, nesse prédio maravilhoso. Juntando MET, MoMA e Guggenheim, tá tudo lindo e cheio de emoção. A única coisa que atrapalhou foi... meu pé, meu querido pé que me aguenta o dia inteiro. O bichinho sofreu. Volta e meia eu precisava sentar, repetir a pomada analgésica, tomar remédio pra dor. Não foi fácil.

Saímos e fomos, mais uma vez, para o Central Park. Atravessamos de um lado para o outro, em meio ao muitas famílias, cachorros e corredores.



Dalí, pegaríamos o metrô para seguir pro Brooklin. Nosso objetivo era almoçar por lá e depois atravessar a ponte do Brooklin à pé. Algo que queríamos ter feito na visita anterior e que era beeeem não recomendável para agora, visto a situação do meu pé. Mas a gente estava de mini-férias comemorativas, então pensei que teria todo o tempo do mundo pra cuidar do meu pé depois que voltasse pra casa. Iria devagar, mas não deixaria de ir.

Pegamos o metrô, mas como haveria uma manutenção numa das linhas que vão ao Brooklin, acabamos saindo em um lugar diferente do programado. Foi ruim? Claro que não! Saímos do lado do Shake Shack, o melhor sanduíche desse mundo. Óbvio que nosso almoço foi lá.


Aí seguimos pra ponte, que não era lá muito longe - um "logo ali" de mineiro -, mas que, no fundo, pareceu muito longe pro meu pé direito.







Se tudo fosse normal, teríamos continuado flanando por aí. Mas não rolou. Por motivos de pé direito. Então, saímos da ponte, pegamos o metrô e fomos pro hotel.

Única solução possível pra um dia de caminhada hard

E o dia ainda não tinha terminado... Tínhamos uma entrada do City Pass para utilizar, e não sabíamos o que fazer. Já estávamos quase voltando pro Brasil e não queríamos perder o investimento. Daí, revisamos a lista de opções e resolvemos ir pro Empire State Building. Só conhecíamos o bar no subsolo, que tínhamos visitado com o Pedro na visita anterior. Agora, era a possibilidade de subir no mirante e ver NY por outro ângulo.

Essa cidade é muito linda!
Depois da visita, que foi menos do que esperávamos, porque o Rockfeller Center foi mais legal. Ainda assim, foi muito bacana. Daí, passamos no bar, o Heartland Brewery, mas super rápido, por motivos de que eu precisava mesmo colocar o pé pra cima. 

Matando as saudades de 2013. Faltou o Pedro. 

E lá fomos nós dormir, para passar o nosso último dia em NY, antes de voltar pra casa. 

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Livro: Net-ativismo



2017 vai ficar marcado como o ano em que eu menos li literatura. Foi ruim? Sim e não. Sim, porque eu sinto muita falta de literatura, muita mesmo. E não porque botei em dia várias leituras técnicas que eu precisava - afinal, trabalhamos com a necessidade de seguir carreira acadêmica. Este Net-ativismo comprei em um congresso e li quase em tempo recorde, entre voos e esperas em aeroporto. Só larguei numa turbulência daquelas em que o avião parece que vai cair, pra soltar um "eita!", sentir o coração palpitar e tentar voltar ao normal ou ao menos fingir que não tenho pavor de voar.

Calho que tinha um artigo pra escrever sobre o tema. Calhou que é um tema muito bacana - visto as redes de jornalismo livre, mídia alternativa, midiativismo e etc que estão surgindo e fazendo bonito por aí. Calhou que o Di Felice escreve muito bem. E que as histórias que ele traz são muito, mas muito interessantes.

O autor fala muito de como a contemporaneidade trouxe novos arranjos sociais. Aliado a isso, a internet - e a chamada de Web 2.0, embora eu tenha vários problemas com o termo - possibilitou acesso à produção e à distribuição de conteúdos, em especial os que eram considerados de nicho. Muitas pautas saíram das sombras e atingiram quem jamais tinha imaginado tais temas. Hakin Bey, Luther Blisset (que eu achei muito a cara de Banksy) e os Neozapatistas são os exemplos tratados. A carta do desaparecimento do subcomandante Marcos é tão linda, tão intensa, tão conectada com o mundo cheio de diferenças... Só por ter partes dela no livro, já vale a leitura.

Além disso, a reflexão sobre as formas de ativismo em rede são muito bem exploradas. O autor caminha no sentido de uma percepção ecológica da vida, coisa que me escapa, mas não deveria. Ou seja: preciso estudar mais.

Também há um capítulo que explora a Teoria Ator-Rede, que é outro assunto que preciso estudar mais. A abordagem, aqui, é compatível com que tenho visto no grupo de pesquisa, e cabe uma reflexão interessante.

Enfim, ótimo livro para quem gosta de redes e vê perspectivas de uso que saem do tradicional e da publicidade.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Livro: A produção do Jornalismo Esportivo na internet



E lá sigo eu na saga de ler sobre jornalismo esportivo, porque eu gosto sim.

Nas este livro me decepcionou um tantão. Por ser da minha área de atuação acadêmica (acho chique falar assim, dá até a entender que eu super atuo na área acadêmica, #sqn), fui esperando muito do assunto, do autor, da dissertação. Sim, o livro é fruto de uma dissertação defendida na Cásper Líbero e o autor é jornalista esportivo. Em si, o volume corrobora a afirmação do meu orientador de que há pouca produção de qualidade na área do jornalismo esportivo. A maior parte dela é de jornalistas contando como atuaram e tentando montar um conjunto de regras. Mas vamos ao livro.

Marcelo analisa os relatos de quatro partidas da Copa do Mundo de 2014 (Brasil x Croácia, Brasil x Chile, Brasil X Alemanha - o famigerado 7 a 1) em quatro sites de jornalismo esportivo: Globo Esporte, ESPN, Gazeta Esportiva e Folha de S. Paulo. A proposta é trabalhar com os conceitos de Sociedade do Espetáculo, de Debord. Ou seja: é bacana, porque traz um olhar sobre espetacularização do esporte, do jornalismo e do jornalismo esportivo, mas sem abordar a televisão, que é o veículo sempre lembrado quando se trata do tema. Porém, não sei se foi na hora de transformar a dissertação em livro ou se a própria dissertação é assim, faltou muito de metodologia. Aliás, quase não se fala de método de pesquisa. Ficou um buraco, um vácuo grande.

Uma das coisa que discordo do autor é que ele chama tudo de reportagem. E o que eu vejo nos sites de jornalismo esportivo hoje está muito longe de ser reportagem. Em especial, quando ele apresenta as matérias que nortearam a pesquisa, na cobertura da Copa de 2014. Relato de jogo não é reportagem. Pode até ser análise, mas reportagem não é. Ou estamos em uma época em que qualquer texto supostamente jornalístico pode ser chamado de reportagem? Pra mim, nem matéria jornalística é reportagem... que dirá cobertura de jogo de futebol...

Outra coisa que não gostei foi do texto. Também não sei se é algo só do livro ou se também está presente na dissertação original. O fato é que Marcelo adjetiva demais. Parece que estamos lendo um texto de jornalismo esportivo, daqueles bem classicões, com uma chuva de adjetivos exaltando o time do autor. Isso tira todo o caráter sério de pesquisa. E, em vários momentos, cheguei a questionar se tinha mesmo pesquisa aqui. Tem um momento que o autor diz que os sites de jornalismo esportivo se propõe a registrar "ao menos tudo" o que acontece no esporte. "Ao menos tudo" me deixou tão de boca aberta! Há ainda momentos em que o autor se contradiz, em que fala que uma coisa confunde o leitor e, em outro momento, que a mesma coisa já fez o leitor se acostumar.

Claro que há coisas interessantes. O referencial teórico é bacana, mesmo que eu ache que foi meio mal aproveitado. O fato do Marcelo ser repórter esportivo também traz muitas coisas interessantes sobre o dia a dia da profissão e dos bastidores dos quatro veículos analisados. Mas, no geral, achei que faltou cuidado na pesquisa, na redação e na revisão. Como esta é a primeira edição, espero que essas coisas sem corrigidas para as próximas.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...